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1 
Bruna V. Chagas 
Aula 2- Imuno Médica 
IMUNIDADE AOS HELMINTOS 
 
No grupo dos Helmintos há a existência de vermes que são 
visíveis a olho nu (ao contrário dos protozoários que são 
microscópicos) 
 
Helmintos são extracelulares. 
 
O tipo de imunidade contra os helmintos vai ser diferente do tipo 
de imunidade contra os protozoários. 
Existe dois 2 tipos de imunidade adquirida: Humoral e celular: 
 
Extracelular- Imunidade humoral/ anticorpos (helmintos) 
Intracelular- Imunidade celular (protozoários) 
 
- Em algumas infecções a reposta imune é a causa da lesão 
tecidual e da doença Helmintos 
- Muitos vermes têm uma fase de vida deles nos pulmões, ciclo 
de loss 
Os vermes possuem vários estágios (larva até adulto) e isso 
dificulta muito a resposta do sistema imunológico, isso gera uma 
tendência a cronificar as respostas dos parasitas pois há uma 
dificuldade, toda vez que o sistema imune elaborar uma resposta 
para determinada fase que o parasita se encontra, ele ira mudar 
de fase/forma/ muda de localização e assim o sistema 
imunológico terá que começar a elaborar outra resposta. 
 
CARACTERISTICAS QUE ENVOLVEM IMUNIDADE À HELMINTOS: 
 
• Resposta imune variável - dependendo do tipo de 
parasita e sua localização. 
 
a) Localização extracelular- (de superfícies epiteliais e espaços 
intersticiais) acessíveis as moléculas solúveis do sistema 
imune (anticorpos e complemento – importante para o 
combate desses vermes). Muitos desses vermes adultos 
estarão na luz do intestino. 
 
b) Componentes do sistema imune que consegue acessá-losà 
Componentes da imunidade humoral(ativação de linfócito B) 
como o sistema complemento e os anticorpos. 
Além do anticorpo temos proteínas do sistema complemento que 
formam proteínas intermediárias, tendo como função a defesa 
frente às infecções por microorganismos, a eliminação da 
circulação dos complexos antígenos-anticorpo e alguns dos seus 
fragmentos atuam como mediadores inflamatórios 
 
 
 
 
 
 
 
 
Patógenos extracelulares podem sofrer ação de fagócitos. Os 
fagócitos podem atacar os parasitas helmintos, secretando 
substancias microbicidas para matar os organismos que são 
muito grandes para serem fagocitados. 
 
Porém... 
 
Tegumento- resistência a fagocitose por neutrófilos e macrófagos 
 
I- IMUNIDADE INATA CONTRA HELMINTOS- 
Ativação da Via alternativa do complemento 
 
 
 2 
Os helmintos possuem um Tegumento (uma casca dura) que 
fornece aos helmintos resistência contra as substancias que são 
liberadas contra os fagócitos (impede mecanismos citocitadas 
neutrófilos e macrófagos) 
 
Sendo assim... 
 
- Imunidade inata não é eficiente para eliminação de helmintos 
devido ao Tegumento. Tamanho impede a fagocitose. 
 
Por isso vai acontecer... 
 
Ativação da Via alternativa da sistema complemento. 
 
O sistema complemento pode ser ativado durante a imunidade 
inata que depende dos receptores de reconhecimento de padrões 
(PRRRs), que estão relacionadas em reconhecer os PAMPs pelos 
TLRs, ativando a fagocitose. 
à Ativação do complemento- Promove a destruição de 
microrganismos através da fagocitose (microrganismos sofrem 
opsonização com fragmentos do complemento, ex: C3b), 
estimulam a inflamação (C3a e C5b) pelo recrutamento de 
neutrófilos (recrutamento celular) e formação do MAC pelo C5b 
ao C9 (complexo de ataque a membrana) que vão se inserir na 
na superfície desse helminto, provocando a lise do microrganismo 
(causa danos na superfície dos patógenos) 
 
É a formação do MAC que vai ser essencial para o controle dos 
patógenos, opsonização (fagocitose) e inflamação não são tão 
eficientes 
 
Funçõesà Opsonização, inflamação e formação do MAC 
 
Só para destacarà Durante a ativação de cascata do 
complemento é liberado algumas proteínas como C3b- 
opsonização, C5a e C3a- indução de resposta inflamatória 
(ativam células inflamatórias) e no final da cascata do 
complemento há a formação do MAC (C5b, C6,C7,C8 e C9 
formão um complexo que se liga na superfície do helminto e 
causa dano nela) 
 
 
 
 
 
Nas resposta de th2 teremos a ativação dos eosinófilo. 
 
Anticorpos IgE e IgG- ADCC (ativação Th2 também leva a 
produção de IgE) 
 
 
 
 
Baseada principalmente em mecanismos desencadeados por 
Linfócitos T do Tipo Th2 (protetora). 
 
Importantíssima a ação de eosinófilos e de IgE – Os anticorpos 
IgE se ligam á superfície dos helmintos; 
 
Células efetoras, tais como macrófagos, neutrófilos, eosinófilos e 
plaquetas (não são eficientes, sendo necessário ativar a 
imunidade adquirida). 
 
 
 
 
 
 
 
 
A subpopulação Th2 de células T auxiliadoras CD4+ secretam IL-
4 (promove a troca de isotipo de anticorpo), IL-13 e IL-5 para que 
induza outras respostas. 
 
A IgE é específica para o verme. Tem receptores na superfície dos 
mastócitos, a IgE liberada liga o receptor à superfície do 
mastócito fazendo com que ocorra a ativação dos mastócitos que 
liberam mediadores inflamatórios (histamina) que estão dentro 
doa grânulos liberados pelos mastócitos. 	
 
Os eosinófilos também tem receptores para IgE e ao ligar no 
parasita, promove uma ativação dos eosinófilos e liberação de 
enzimas (proteínas catíonicas) dos eosinófilos, destruindo o 
tegumento dele. (os eosinófilos tem eficiência para matar os 
helmintos através das suas enzimas) 
 
IgE e eosinofilia são as características marcantes da resposta 
imune em infecções helmínticas e dependem das citocinas 
secretadas pelos linfócitos TH2. 
II- IMUNIDADE ADQUIRIDA CONTRA HELMINTOS- 
ativação de TH2- eosinófilos 
 
 
 
 
Infeções helmínticas frequentemente estão associados ao 
aumento no número de eosinófilos e nos níveis circulantes 
de IgE, os quais são características de respostas Th2. 
Células Th2 são necessárias para eliminação de vermes 
intestinais. 
 
 
 3 
CITOCINAS SECRETADAS PELOS LINFÓCITOS TH2: 
 
• IL-4à Promove a troca de isotipo para IgE em linfócito B. 
 
• IL-5à Estimula o desenvolvimento e ativação dos eosinófilos 
(células fundamentais para eliminação dos helmintos) 
 
• IL-13 e IL-4à Promove o aumento da secreção do muco e o 
aumento dos movimentos do intestino (peristaltismo), 
dificultando a aderência do verme no intestino e assim 
facilitando a eliminação dos parasitas. Também faz com 
que haja a ativação da via alternativa do macrófago (reparo 
tecidual) 
 
 
 
A ativação dos eosinófilos é fundamental para a morte desses 
helmintos, assim como a produção de IgE. 
 
Os eosinófilos tem receptores para porção FCeRI de IgE e assim, 
na presença do helminto o anticorpo IgE já ativado se liga no 
antígeno especifico do parasita, promovendo uma ativação dos 
eosinófilos que libera seus grânulos contendo enzimas (proteína 
básica principal e proteína catíonicas) eosinofilicas capazes de 
destruir o tegumento dele. (os eosinófilos tem eficiência para 
matar os helmintos através das suas enzimas) 
 
ENZIMAS IMPORTANTES PARA ELIMINAÇÃO DOS 
HELMINTOSà proteína básica principal e proteína catíonicas 
 
 
CÉLULAS EFETORAS NO ADCC: 
 
Os eosinófilos podem ser ativados também por IGG. 
 
- IgG se liga nos antígenos do verme ativando os eosinófilos , 
fazendo com que o eosinófilo realize o mecanismo de ADCC 
(citotoxicidade celular dependente de anticorpo) é um mecanismo 
efetor mediado por um anticorpo 
 
- Já que não consegue fagocitar, libera seus grânulos e o 
conteúdo deles (as enzimas eosofílicas) e esse conteúdo vai 
interagir com a membrana do verme 
- Existe um conteúdo que é o mais importante na ADCC que é a 
proteína básica principal, é o produto mais toxico que o eosinófilo 
vai liberar, ela age com a membrana do verme, desestabiliza essa 
membrana do verme, levando a destruição desse verme 
 
- Essa resposta é idêntica a resposta de um alérgico, só o 
antígeno que muda (respostas alérgicas imediatas: asma, alergias 
alimentares, etc) 
 
 
OBS: O que quer dizer eosinofilia no exame? 
Verminose ou alergia 
 
 
OBS: Quais papéis a IgE tem na defesa imune? R. A IgE medeia a 
inflamação pela ligação a mastócitose basófilos, sensibilizando-
os aos antígenos parasitários. Além disso, ela pode atuar como 
uma opsonina para eosinófilos. A ativação policlonal da produção 
de IgE pode inibir a ligação cruzada de IgE específica em 
mastócitos pelo “efeito de exclusão” 
 
REAÇÕES EXARCEBADAS OCASIONADAS PELA RESPOSTA À 
ANTÍGENOS PARASITÁRIOS 
 
Algumas respostas à helmintos são similares a respostas 
alérgicas, respostas de hipersensibilidade do tipo I 
(hipersensibilidade do tipo I é uma reação alérgica mediadas por 
mastócitos e IgE) 
 
Alguns vermes (nematódeos gastrointestinais) podem fazer com 
que hospedeiro desenvolva inflamação e hipersensibilidade. 
 
E essa hipersensibilidade decorre da liberação de histamina (pois 
mastócito libera histamina quando é ativado na presença de IgE) 
 
Por isso quando se tem algum tipo de verminose é comum as 
respostas a antígenos parasitários serem semelhantes a respostas 
alérgicas. 
 
E esses antígenos parasitários podem induzir reações 
exacerbadas, alérgicas, anafiláticas (reação sistêmica de alergia) 
quer pode levar ate o choque anafilático (edema de laringe, 
pressão cai) pois terá a presença de mediadores alérgicos 
(histamina) inflamatórios liberados na circulação. 
 
à O Q da questão é destacar que podem ocorrer eventos, como 
choque anafilático, quando se tem um quadro de verminose. Pois 
a respostas foi tão exacerbada (aumento muito grande de 
 4 
mastócitos que liberam mediadores inflamatórios) que levou a 
ruptura de cistos, ocasionando o choque anafilático 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS- O primeiro e segundo são protozoários 
- Resistencia adquirida ao complemente = adquirem essa 
capacidade pós infecção, da lise do complemento 
- Inibição das respostas imunes = justamente pela obstrução dos 
vasos linfáticos 
 
1- Tamanho: inibição da resposta primária e inflamação - 
dificuldade de eliminar, impede a fagocitose 
 
 
2- Cobertura com moléculas do hospedeiro: vestidas e 
trematodas adsorvem moléculas do hospedeiro. 
Absorvem moléculas da nossas células e se cobrem com 
elas Ex: Moléculas eritrocitárias 
Ex.: Schistossoma - proteínas séricas, (antígenos de grupo 
sanguíneo e MHC classe I e II) 
 
3- Reclusão anatômica: Trichinella spiralis dentro de 
miócitos por que ali o sistema imunológico não atinge . 
Uma fase da sua vida se migra para o musculo, fica 
escondida para evoluir de estágio, não sendo 
reconhecida pelo sistema imune 
 
 
 
Parasita 
 
 
Doenças 
Principais 
mecanismos 
de 
imunidade 
protetora 
 
Schistossoma 
spp. 
 
Esquistossomose 
 
Destruição 
mediada por 
eosinófilos 
 
Filária (p. 
ex., 
Wuchereria 
bancrofti) 
 
 
 
Filariose 
 
Imunidade 
mediada por 
células; 
papel dos 
anticorpos? 
 
III- EVASÃO IMUNE POR HELMINTOS 
 
 
 5 
4- Imunossupressão: parasitos podem secretar agentes 
anti-inflamatórios que suprimem o recrutamento e 
ativação de leucócitos efetores . São resistentes a 
explosão oxidativa. Ex: Esquistomossoma. Onchocerca 
secretam superóxido dismutase 
5- Mecanismos anti-imunes: larvas hepáticas de Schistossoma 
produzem enzimas que clivam (quebra) anticorpos 
6- Produção de enzimas pelos parasitas: filarias secretam 
enzimas antioxidantes, inibem e bloqueiam os oxidantes 
liberados pelos leucócitos que serviriam para interferir com a 
Filária e levar a destruição 
Ex.: glutationa peroxidase e superóxido dismutase = resistência a 
ADCC e stress oxidativo. 
Porque se tem ADCC com macrófago e neutrófilo, 
ajudará a danificar um pouco e estresse oxidativo 
(região cheia de radical livre que não é propícia para a 
manutenção do helminto, mas a Filária escapa disso 
por ter enzima antioxidante0 
 
 
 
Isso ocorre porque as vezes ocorre um resultado ruim da ativação 
das células do sistema imune, e um resultado ruim é quando se 
tem formação de granulomas (são formações onde se tem um 
agente estranho meio, como o helminto, e em volta vai estar 
presente células imunes para eliminá-lo porem elas não 
conseguem e quando não conseguem, essas células que estão ali 
vão destruindo o tecido 
GRANULOMA HEPÁTICO/OVOS DE SCHISTOSSOMA MANSONI 
 
 
- É um helminto então ativa resposta Th-2 que ativam o 
macrófago pela via alternativa, e como é uma reposta Th2 
também se tem eosinófilos (vão liberando as peroxidasses e 
destruindo o tecido) 
- O macrófago e o eosinófilo vão fazer a contenção desses ovos 
no fígado e formando o granuloma. 
- Th2- ativação alternativa de macrófagos por IL-4 e 3 
- Th2 - granuloma eosinófilo = porque tem eosinófilo 
- Os macrófagos ativados pelas citocina do Th2 contribuem para 
a formação de granuloma e remodelação tecidual 
-Macrófagos ativados induzem sintese de colágeno e vão levar a 
fibrose 
- A fibrose grave leva a interrupção do fluxo sanguíneo venoso no 
fígado - hipertensão porta e cirrose 
à Quando se tem muitos eosinófilos liberando enzimas, 
macrófagos estimulando fibroblasto p sintese de colágeno o 
resultado será destruição e cicatrização = Fibrose (troca de tecido 
de um determinado local por um tecido que não tem função-
cicatriz) Ou seja, a ativação das células do sistema imune foi tão 
exacerbada que elas mesmas danificam o tecido. 
GRANULOMA LINFÁTICO/ FILARÍASE LINFÁTICA 
 
 
- Alojamento do parasita nos vasos linfáticos. Induz reações 
imunes crônicas - fibrose; obstrução linfática e linfedema grave 
A Filária é um verme que se aloja e infecta os vasos linfáticos 
(local onde se tem muitas células imunes) causando a obstrução 
desses vasos, e muitas vezes vai chamar células para local, tendo 
como consequência a formação dos granulomas que destroem o 
tecido. 
- Infecções parasitárias crônicas e persistentes estão associadas à 
formação e depósito de complexos imunes. 
 
IV- AS RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS ADQUIRIDAS AOS 
PARASITAS, PODEM CONTRIBUIR PRA LESÃO TECIDUAL 
 
 
 6 
A obstrução linfática gera o Linfedema grave, assim como não 
permite a passagem obstrui a passagem de substancias do 
sistema imune que para se locomover passar pelos vasos 
linfáticos, dificultando repostas imunes 
- As crianças se infectam muito mais com verme porque elas têm 
muita IgG4 que da a suscetibilidade a infecções por vermes e 
quando amadurecemos nosso sistema imunológico a IgG4 
diminui aumentando a sua resistência aos vermes 
- Esses complexos imunes podem se depositar (tanto pra 
protozoários quando para helmintos) e tem locais de preferência 
para deposito que são os vasos (principalmente pequenos vasos), 
articulações (artrite), membrana glomerular (Glomerulonefrite), 
coração, pele – existe tropismo para esses tecidos 
TRABALHO HELMINTOS 
J.C.M., paciente do sexo masculino, 04 anos de idade,17,5kg, 
morador de zona de periferia da Cidade do Rio de Janeiro, foi 
admitido na clínica da família, com história de dor abdominal 
de moderada intensidade, vômitos repetitivos, aumento do 
volume abdominal, parada de eliminação de gazes e fezes e 
relato de eliminação oral de Ascaris lumbricoides. Ao exame 
físico apresentava estado geral regular, desnutrição e 
desidratação moderadas, com distensão abdominal e dor na 
apalpação do abdômen difusamente. O perfil eletrolítico estava 
alterado, nos exames laboratoriais foi observado leucocitose 
devido uma eosinofilia e concentrações aumentadas de IgE. A 
radiografia abdominal evidenciou imagens em “miolo de pão”, 
intensa distensão de alças do intestino delgado. 
Perguntas 
1) Pensando na resposta imunológica para Ascaris, explique os 
resultados dos exames laboratoriais 
 Os exames laboratoriais mostraram uma leucocitose, devido uma 
eosinofilia e concentrações aumentadas de IgE. A princípio, o 
leucócito eosinófilo e o anticorpo IgE são essenciais para o 
combate ao helminto. Para a produção dos mesmos, é necessário 
um processo onde ocorre interação entre TCD4+ e a célula 
apresentadora de antígeno, que obrigatoriamente tem que ser a 
dendrítica. 
E assim, o linfócito faz a proliferação e a sua diferenciação que 
pode ser em Th1, Th2 ou Th17, mas por causado antígeno que 
induz uma reação Th2 e do IL-4 ele vai se diferenciar em Th2. 
A partir disso, ocorre a produção das citocinas (IL-4, IL-5 e IL-13) 
envolvidas no processo de produção do IgE e do eosinófilo. A IL-4 
induz o Linfócito B a fazer a troca de isotipo, para a produção de 
IgE. O IL-5 ativará os eosinófilos. E o IL-4 e IL-13 recrutarão 
Leucócitos. 
 Por fim, o IgE fará a opsonização do parasita e o eosinófilo trará a 
morte do mesmo. Devido a esse processo, é notório no exame do 
paciente, a alta taxa de eosinófilo e IgE. 
 
2) As infecções por helmintos (vermes), podem induzir febre? 
Explique. 
Não. Pois quando a TCD4 é ativada nesse processo de combate aos 
helmintos, ocorre a produção da seguintes citocinas: IL-4, IL-5 e 
IL-13. Essas citocinas são diferentes das responsáveis pela indução 
de febre, que são: IFN-y, IL-1, IL-6, TNF. Logo, a febre não é 
induzida no processo imunológico contra helmintos. 
3) Qual as complicações que a infecção por Ascaris 
lumbricoides pode causar no paciente acima? 
Existem várias complicações como as que ocorrem porque o 
helminto suga do organismo do hospedeiro nutrientes causando a 
desnutrição e consequentemente a anemia. 
Também pode ocorrer reações de hipersensibilidade nos pulmões 
em decorrência dos níveis elevados do anticorpo IgE podem causar 
pneumonite grave. 
Além disso, pode causar pneumonite eosinófilo, sabido a grande 
carga parasitária, as larvas vão migrar para os alvéolos o que leva 
mais eosinofilia e o IL-4 com IL-13 aumentam a secreção do muco 
das vias respiratórias.

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