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Prévia do material em texto

Marília Bezerra de Carvalho
Nelma Faleiro 
Corte e ModelageM de Cabelo
© Universidade Positivo 2019
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido 
Curitiba-PR – CEP 81280-330
*Todos os gráficos, tabelas e esquemas são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência.
Informamos que é de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. 
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. 
A violação dos direitos autorais é crime estabelecido pela Lei n.º 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal.
Imagens de ícones/capa: © Thinkstock / © Shutterstock.
Presidente da Divisão de Ensino 
Reitor
Pró-Reitor 
Coordenação Geral de EAD
Coordenação de Metodologia e Tecnologia
Autoria
Parecer Técnico
Supervisão Editorial
Projeto Gráfico e Capa
Prof. Paulo Arns da Cunha
Prof. José Pio Martins
Prof. Carlos Longo
Prof. Everton Renaud
Profa. Roberta Galon Silva
Profa. Marília Bezerra de Carvalho
Profa. Nelma Faleiro
Prof. Roger Lima Scherer
Aline Scaliante Coelho Baggetti
Regiane Rosa
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Biblioteca da Universidade Positivo – Curitiba – PR
DTCOM – DIRECT TO COMPANY S/A
Análise de Qualidade, Edição de Texto, Design Instrucional, 
Edição de Arte, Diagramação, Design Gráfico e Revisão.
3Corte e Modelagem de Cabelo
Caro aluno,
A metodologia da Universidade Positivo apresenta materiais e tecnologias apropriadas 
que permitem o desenvolvimento e a interação entre alunos, docentes e recursos didáticos e 
tem por objetivo a comunização bidirecional entre os atores educacionais.
O seu livro, que faz parte dessa metodologia, está inserido em um percurso de aprendi-
zagem que busca direcionar a construção de seu conhecimento por meio da leitura, da con-
textualização teórica-prática e das atividades individuais e colaborativas; e fundamentado 
nos seguintes propósitos:
COMPREENDA SEU LIVRO
valorizar suas 
experiências;
incentivar a 
construção e a 
reconstrução do 
conhecimento;
estimular a 
pesquisa;
oportunizar a reflexão 
teórica e aplicação 
consciente dos temas 
abordados.
Metodologia
Corte e Modelagem de Cabelo4
COMPREENDA SEU LIVRO
Com base nessa metodologia, o livro apresenta a seguinte estrutura:
Percurso
Pergunta norteadora
Ao final do Contextualizando o cenário, 
consta uma pergunta que estimulará sua 
reflexão sobre o cenário apresentado, 
com foco no desenvolvimento da sua 
capacidade de análise crítica.
Tópicos que serão estudados
Descrição dos conteúdos que serão 
estudados no capítulo.
Boxes
São caixas em destaque que podem 
apresentar uma citação, indicações de 
leitura, de filme, apresentação de um 
contexto, dicas, curiosidades etc.
Recapitulando
É o fechamento do capítulo. Visa sinte-
tizar o que foi abordado, reto mando os 
objetivos do capítulo, a pergunta nortea-
dora e fornecendo um direcionamento 
sobre os questionamentos feitos no 
decorrer do conteúdo.
Pausa para refletir
São perguntas que o instigam a 
refletir sobre algum ponto 
estudado no capítulo.
Contextualizando o cenário
Contextualização do tema que será 
estudado no capítulo, como um 
cenário que o oriente a respeito do 
assunto, relacionando teoria e prática.
Objetivos do capítulo
Indicam o que se espera que você 
aprenda ao final do estudo do 
capítulo, baseados nas necessida-
des de aprendizagem do seu curso.
Proposta de atividade
Sugestão de atividade para que você 
desenvolva sua autonomia e siste-
matize o que aprendeu no capítulo. 
Referências bibliográficas
São todas as fontes utilizadas no 
capítulo, incluindo as fontes mencio-
nadas nos boxes, adequadas 
ao Projeto Pedagógico do curso.
5Corte e Modelagem de Cabelo
BOXES
Assista 
Indicação de filmes, vídeos ou similares que trazem informações 
complementares ou aprofundadas sobre o conteúdo estudado. 
Biografia 
Dados essenciais e pertinentes sobre a vida de uma determinada 
pessoa relevante para o estudo do conteúdo abordado.
Contexto 
Dados que retratam onde e quando aconteceu determinado fato; 
demonstram a situação histórica, social e cultural do assunto. 
Curiosidade 
Informação que revela algo desconhecido e interessante sobre 
o assunto tratado. 
Dica 
Um detalhe específico da informação, um breve conselho, um alerta, 
uma informação privilegiada sobre o conteúdo trabalhado. 
Exemplo 
Informação que retrata de forma obje tiva determinado assunto 
abordando a relação teoria-prática.
Afirmação
Citações e afirmativas pronunciadas por teóricos de relevância 
na área de estudo.
Esclarecimento 
Explicação, elucidação sobre uma palavra ou expressão específica 
da área de conhecimento trabalhada. 
7Corte e Modelagem de Cabelo
SUMÁRIO
Apresentação 13
A Autoria 14
CAPÍTULO 1
Conhecendo o mercado de trabalho 17
Contextualizando o cenário 18
1.1. História da Profissão 19
1.1.1. A evolução através dos tempos 19
1.1.2. As mudanças de padrões 20
1.2. Profissão na atualidade 26
1.2.1. Era de transformação 26
1.2.2. A evolução dos profissionais de beleza 28
Proposta de Atividade 29
Recapitulando 29
Referências 30
CAPÍTULO 2
Compreendendo o bom atendimento 31
Contextualizando o cenário 32
2.1. Elaborando a ficha de diagnóstico 33
2.1.1. Comunicação 34
2.1.2. Avaliando as características 35
2.2. Tipos de cabelo de acordo com sua forma 37
2.2.1. Avaliando a textura capilar 39
2.2.2. Densidade capilar 39
2.2.3. Condições da fibra capilar 40
2.3. Classificação dos formatos de rosto 42
2.3.1. Os sete tipos de rosto 42
2.3.2. A divisão facial 46
Proposta de Atividade 46
Recapitulando 47
Referências 48
CAPÍTULO 3
Execução das técnicas de lavatório 49
Contextualizando o cenário 50
3.1. A lavagem capilar 51
3.1.1. Massagem Capilar 51
3.1.2. Turbante 55
3.2. Utilização do produto adequado 55
3.2.1. Tipos de xampus 56
3.2.2. Tipos de condicionador 57
3.2.3. Máscara capilar 59
Proposta de Atividade 61
Recapitulando 62
Referências 63
CAPÍTULO 4
Especificações dos cortes de cabelo 65
Contextualizando o cenário 66
4.1. Tipos de tesoura 67
4.1.1. Fio navalha 68
4.1.2. Fio laser 69
4.1.3. Barracuda 69
4.2. Conceitos de geometria 70
4.2.1. Divisão 71
4.2.2. Angulação 73
4.3. Finalização de corte 74
4.3.1. Escova lisa 76
4.3.2. Escova modelada 77
Proposta de Atividade 78
Recapitulando 78
Referências 80
CAPÍTULO 5
Preparando o cabelo para penteados 81
Contextualizando o cenário 82
5.1. Produtos para modelagem, fixação e finalização 83
5.1.1. Mousse 83
5.1.2. Spray Fixador 85
5.1.3. Silicone 88
5.1.4. Pomada 89
5.2. Preparação com prancha e babyliss 90
5.2.1. Finalizando com a prancha 91
5.2.2. Enrolamento italiano 92
5.2.3. Enrolamento tradicional 92
5.3. Enrolamento com bobes 93
5.3.1. Bob pequeno 94
5.3.2. Bob médio 95
5.3.3. Bob grande 95
5.4. Preparação com bucles 96
5.4.1. Caracóis 97
5.4.2. Variações do bucle 98
Proposta de Atividade 98
Recapitulando 98
Referências 99
CAPÍTULO 6
Arquitetura do penteado 101
Contextualizando o cenário 102
6.1. Penteados presos 103
6.1.1. Ponto de fixação 105
6.1.2. Limpeza do penteado 107
6.2. Penteados semipresos 108
6.2.1. Proporção do penteado 108
6.2.2. Acabamento 110
6.3. Tranças 111
6.3.1. Trança embutida 112
6.3.2. Trança exposta 113
6.3.3. Trança escama de peixe 114
Proposta de Atividade 115
Recapitulando 115
Referências 116
CAPÍTULO 7
Ativos na composição dos 
produtos de tratamento capilar 117
Contextualizando o cenário 118
7.1. Hidratação 119
7.1.1. Emolientes 119
7.1.2. Uso correto da máscara capilar 123
7.2. Reconstrução 123
7.2.1. Queratina 124
7.2.2. Benefícios aos cabelos 126
7.3. Frequência de tratamentos 127
7.3.1. Cabelos secos 127
7.3.2. Cabelos mistos 128
7.3.3. Cabelos oleosos 129
Proposta de Atividade 130
Recapitulando 130
Referências 131
CAPÍTULO 8
Exigências da Vigilância Sanitária para salões 133
Contextualizando o cenário 134
8.1. Adequação do local de trabalho 135
8.1.1. Organizaçãodo local de trabalho 136
8.1.2. Normas e regulamento 136
8.2. Cuidados adequados e higienização dos materiais 137
8.2.1. Materiais após a utilização 139
8.2.2. Controle de infecções 139
8.3. Organização de produtos de maneira adequada 141
8.3.1. Armazenamento correto 143
8.3.2. Registro na ANVISA 144
Proposta de Atividade 145
Recapitulando 145
Referências 147
13Corte e Modelagem de Cabelo
A disciplina de Corte e Modelagem visa capacitar profissionais da área da beleza e 
mostrar o quanto a profissão evoluiu ao longo dos anos. As técnicas apresentadas para 
cortes de cabelo são as mais atuais no mercado nacional e internacional. Conhecer os pro-
dutos, ferramentas adequadas e formas variadas de utilização são fundamentais para um 
resultado final satisfatório tanto no corte quanto nos penteados. 
Esse conteúdo é para você que está inserido na área da beleza ou quer iniciar sua jor-
nada nessa profissão com uma compreensão maior da indústria para escolhas assertivas e 
melhores resultados.
Convido você, estudante, a mergulhar neste universo rico de informações e a enten-
der a importância do estudo para o profissional de beleza atual.
APRESENTAÇÃO
Corte e Modelagem de Cabelo14
A AUTORIA
À Deus, pela força е coragem que me 
concedeu durante toda minha caminhada.
À minha família, por acreditar em mіm, 
pelo incentivo e o amor. 
A Professora Nelma Faleiro é Especialista em Docência de Ensino Superior pela Universi-
dade Cruzeiro do Sul (2014) especialista em Tricologia Cosmética pela Faculdade Oswaldo 
Cruz (2013). Graduada em Visagismo e Terapia Capilar pela Universidade Anhembi 
Morumbi (2009).
Currículo Lattes:
<lattes.cnpq.br/8203620647958819>
15Corte e Modelagem de Cabelo
A professora Marília Bezerra de Carvalho é formada em Ciências Farmacêuticas pela 
Universidade Federal de Pernambuco. Fez intercâmbio na Universidade de Toledo nos EUA, 
com ênfase em cosmetologia. Fez estágio em farmacologia na Universidade da Flórida. Está-
gio em farmácia hospitalar e atenção farmacêutica no Hospital das Clínicas da Universidade 
Federal de Pernambuco, em análises clínicas no Hospital Regional do Agreste de Caruaru-PE 
e de indústria em uma indústria de alimentos na cidade de Caruaru-PE. 
Currículo Lattes:
<lattes.cnpq.br/4122880176719888>
A AUTORIA
Dedico à minha família.
17Corte e Modelagem de Cabelo
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Entender o desenvolvimento da profissão até a atualidade
CAPÍTULO 1
Conhecendo o mercado de trabalho
Nelma Faleiro
TÓPICOS DE ESTUDO
1 História da profissão 2 Profissão na atualidade
• A evolução através dos tempos.
• As mudanças de padrões.
• Era de transformação.
• A evolução dos profissionais de 
beleza.
Corte e Modelagem de Cabelo18
Contextualizando o cenário 
Ao longo dos anos, a moda dos cabelos sofreu bastante influência da indústria. Guerra, polí-
tica, mudança da economia e as questões sociais influenciam diretamente o comportamento 
humano. Contudo, há algumas décadas era possível identificar características marcantes da 
época em que determinada moda estava inserida. Atualmente, isso não acontece com tanta 
facilidade. A partir dos anos 2000, as maneiras de usar os cabelos ganharam tantas mistu-
ras, formas e releituras, que não nos permitem identificar uma característica especifica da 
época. Diante disso, como a mídia exerce influência na moda nos tempos atuais?
19Corte e Modelagem de Cabelo
1.1. História da Profissão
Fatos da história mostram a moda dos cabelos sofrendo influência da cultura e socie-
dade. A história do cabelo e do profissional de beleza deve ser descrita com a análise e 
interpretação de momentos passados até os dias atuais. Como acontece com qualquer 
área, estudar história deve ter o objetivo de representar e interpretar o passado da forma 
mais fiel possível.
É de extrema importância conhecer acontecimentos de décadas passadas para enten-
der a transformação de conceitos que vivemos na atualidade. Hoje as pessoas podem ter 
uma percepção sobre a própria aparência totalmente diferente do que acontecia em gera-
ções anteriores.
1.1.1. A evolução através dos tempos
Cuidar dos cabelos e da aparência sempre foi algo inserido em nossa sociedade. 
Desde antes de Cristo (a.C.), a vaidade sempre foi algo de importância, independente-
mente da classe social. Por isso, a aparência capilar é uma maneira de identificar o meio em 
que as pessoas vivem desde tempos remotos, quando ainda não existia a tecnologia que 
nos é apresentada atualmente.
O corte e a modelagem eram muito variados e mostravam se o indivíduo era um 
escravo, sacerdote, guerreiro ou se tinha títulos ligados à monarquia, por exemplo. 
No Egito, em 5000 a.C.; homens e mulheres tinham seus cabelos e pelos raspados e 
no lugar usavam perucas pintadas de preto, com corte reto, franja e comprimento variá-
vel desde o clássico, abaixo do queixo, até o comprimento dos ombros ou pouco abaixo 
deles. Essas perucas eram produzidas com materiais de fácil acesso e designavam a posi-
ção social em que o indivíduo estava inserido, porém eram apenas os faraós que podiam ter 
suas madeixas devidamente escovadas, aparadas e tratadas com loções.
Os penteados com maior preparo começaram na Grécia Antiga. Nessa época, as 
mulheres tinham seus cabelos encaracolados ou frisados com ferro quente, adornados 
com pentes de marfim, tiaras e fitas. Mantinham a cor loura, os fios presos e repartidos ao 
meio, penteado que se tornou muito popular.
Já os homens também mantinham os cabelos e a barba cheios e encaracolados e isso 
era o que os diferenciava dos bárbaros. Sendo assim, manter os cabelos cacheados, trata-
dos e penteados se tornou uma preocupação grande para os gregos.
Corte e Modelagem de Cabelo20
As deusas eram representadas pelos fios longos e claros, pois, ao contrário do que 
acontecia no Egito, os fios mais apreciados eram os de tons de loiros. Portanto, era comum 
o clareamento dos cabelos com lixívias alcalinas, flores amarelas, água de macela, camo-
mila e o uso de farinha amarela e pó de ouro para colorir os fios.
Ainda antes de Cristo, surgiram os primeiros salões de beleza em Atenas. Nessa 
época, os homens usavam os fios encaracolados, faziam a barba, tinham as unhas cuida-
das e recebiam massagens. Tudo isso era realizado em praça pública. Os frequentadores 
eram escritores, filósofos, poetas, políticos que se cuidavam e conversavam sobre eventos 
sociais, esportes e política.
1.1.2. As mudanças de padrões
Com o decorrer dos anos, as mudanças quanto à beleza continuaram acontecendo. 
Em cada época havia o que era considerado o mais belo e adequado. No Renascimento, 
no século XV, por exemplo, as mulheres de formas voluptuosas eram consideradas belas e 
representadas por pintores da época. Essa fase perdurou, no mínimo, três séculos.
Já no período de 1890-1914, houve o período denominado de Belle Époque. Foi uma era 
de luxo, ostentação, roupas ornamentadas e cabelos elaborados para os ricos privilegiados.
A maioria das mulheres ainda enro-
lava seus cabelos usando ferro quente. Muitas 
vezes as criadas aqueciam em excesso os fer-
ros, causando muitas cabeças chamuscadas. 
Mas um novo recurso surge, o chamado per-
manente da Nestlé. As mulheres sentavam-se 
ligadas à máquina de Karl Nessler; cabeleireiro 
alemão, por até 12 horas para conseguir uma 
ondulação permanente dos fios. 
Em 1905, Charles Nessler inventou a primeira máquina para cachear. O cabelo era enro-
lado em bigudis de metal, que eram aquecidos por corrente elétrica da máquina de 
Nessler. Vinte e seis anos depois, outras máquinas foram inventadas, usando grampos 
preaquecidos que eram colocados sobre cachos enrolados. Embora esses métodos fun-
cionassem, danificavam os cabelos e eram perigosos para o cliente. (HALAL, 2012, p. 203)
Esse teste de resistência pode ser comparado a algumas das sessões de extensão de 
cabelo pelas quais as pessoas passam nos dias atuais. 
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21Corte e Modelagem de Cabelo
Enchimentos e mechas de cabelo falso ajudavam o penteado desta época a parecer 
pleno e cheio, o que remetia a luxo e sofisticação. Todo o cabelo de trás era puxado em 
uma trança ou em um rolo desenhado no topo da cabeça. Sendo assim, o volume permi-
tido por esses artifícios ajudava os chapéus e adornos a serem fixados na cabeça. 
À noite, o cabelo tinha que ser ainda maior, assim, plumas e ornamentos ajudavam a 
dar a ilusão de altura e completavam o traje a rigor. Nessa época, havia uma gama ampla 
de penteados com variações de estilos, assim como existe nos dias atuais. 
Ainda no período de ostentação, 
no final da Belle Époque, a grande massa 
começa a rejeitar o conceito de privilégio e 
reinvindicar o direito de uma vida melhor. 
A Primeira Guerra Mundial em 1914, foi 
um acontecimento que fez os maridos 
irem para a guerra e as mulheres sairem 
para trabalhar. As atitudes e estilos de 
vida foram varridos pela guerra que foi tão 
atroz, nascendo um novo socialismo e um 
senso de identidade pessoal.
As roupas e penteados ganham simpli-
cidade e praticidade, portanto, as vestes 
usadas depois de 1915 provavelmente pode-
riam ser usadas nos dias de hoje em certas circunstâncias. O penteado abaixou e começou a 
seguir muito mais a forma natural da cabeça. Finalmente as orelhas começaram a ser cobertas.
Faixas feitas de tecido embelezando as cabe-
ças femininas foram vistas pela primeira vez em 1915 
e continuaram como ornamentação de cabelo até 
a década de 20. Algumas das faixas de cabeça, eram 
tiras de joias muito estreitas ou pentes que valoriza-
vam o cabelo menos elaborado da época. Nenhum dos 
penteados usados poderia ser realizado sem os gram-
pos de cabelo feitos de arame, muito mais pesados do 
que os usados atualmente.
Na década de 20, as sobrancelhas finas come-
çam a ser utilizadas e continuaram a completar a 
maquiagem nos anos 30, juntamente com um penteados elegantes com ondas suaves. Os 
cortes de cabelos eram valorizados com chapéus espirituosos, que contrastavam com o 
visual arrumado. 
Anos 20 Anos 30 Anos 40
Anos 50 Anos 60 Anos 70
Anos 80 Anos 90 Atualmente
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Corte e Modelagem de Cabelo22
O estilo de moda de atriz Greta Garbo foi imitado globalmente nesse período. Os fãs 
amavam seu estilo único. É possível identificar no estilo de Greta Garbo características que 
iniciaram na época em que atriz viveu. Entre elas, podemos destacar as sobrancelhas finas 
e levemente arredondadas, batom levemente avermelhado, cabelos com ondulação e com-
primento curto.
Assista
No filme, O Diabo e a Carne (1926), Greta Garbo exibe seu penteado de sucesso. 
Confira como as ondas dos cabelos eram trabalhadas nesta época.
Durante a década de 30, Paris continuou a ser o centro 
do design de moda de chapéus e muitas confecções impor-
tantes empregavam funcionários que trabalhavam exclusi-
vamente em tarefas de chapelaria. Porém, o custo elevados 
dos chapéus parisienses fez com que o mercado norte-ame-
ricano produzisse chapéus com grande estilo e bem adapta-
dos ao clima americano. 
Se olharmos de forma geral para os penteados da 
década de 40, podemos ver rolos e ondas na maioria deles. 
Analisando o que influenciou a forma como as mulheres arru-
mavam os cabelos e os acessórios que usavam na época, não 
podemos deixar de destacar que a mulher nesse período estava inserida no mercado de tra-
balho, precisava lidar com o racionamento, fazer fila para pegar um pouco de manteiga ou 
carne, e constantemente tinha que adaptar o cardápio de acordo com o pouco que tinha dis-
ponível. O modo de vida sem excessos influenciou a moda com penteados fáceis e práticos.
A televisão era raridade em casa e ir ao cinema era algo popular, sendo assim as 
estrelas de cinema influenciavam muito o público. Como o trabalho em indústrias era uma 
realidade e o cabelo comprido era perigoso no momento de operar as máquinas, pois cau-
sava um grande número de acidentes nas fábricas, a influência da atriz Verônica Lake nos 
penteados tornou-se foco de atenção do governo. 
Ícone de beleza, Verônica Lake usava cabelos longos que eram sua marca registrada. 
Por isso, ela chegou a ser proibida de usar os fios soltos e passou a utilizar redes nos fios 
presos para incentivar o público femino a fazer o mesmo. Posteriormente, as autoridades 
dos Estados Unidos pediram para a atriz cortar os cabelos com o intuito de encorajar as 
mulheres a fazerem o mesmo e, dessa forma, reduzir o número de acidentes.
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23Corte e Modelagem de Cabelo
Filmando Retratos em Moda para Prestige (têxtil), a imagem retrata o glamour e a 
elegância. 
Fonte: ENGLISH, 2013, p.3
Já na década de 50, o cabelo era impecável e perfeitamente penteado, o que combi-
nava perfeitamente com a maquiagem usada na época. 
O topete, a franja enrolada e os cachos suaves são três estilos de cabelo marcantes da 
década de 50 que podem ser perfeitamente adaptados para o estilo atual. 
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Mulheres como Brigitte Bardot e Marylin Moroe (imagem acima) impactaram essa 
época e são lembradas até os dias de hoje. 
Corte e Modelagem de Cabelo24
Assista
No filme O Desprezo (1963), Brigitte Bardot adota os cabelos da década de 50. 
Observe com detalhes o penteado e a maquiagem usada pela atriz.
Essa década, após a Segunda Guerra Mundial, ficou conhecida pela experimentação de 
novos estilos e cultura. Cabeleireiros renomados inventaram penteados, levaram modas de um 
país a outro e popularizaram cortes que antes só eram usados por clientes abastados.
Modelo com look no estilo de Brigitte Bardot. 
O desenvolvimento de produtos para o cabelo, especialmente sprays, óleos e cremes, 
influenciaram na maneira de estilizar o cabelo. Os cabelos femininos dos anos 50 se torna-
ram menos elaborados e mais informais do que os da década de 40. Já os masculinos pas-
saram a década de 50 sempre curtos e finalizados com óleos, até a ascensão dos Beatles. A 
banda, que fez muito sucesso nos anos 60, criou moda e influenciou multidões. Com cortes 
de cabelo mais descontraídos, longos e com franjas, os Beatles fizeram com que os homens 
adotassem fios maiores e desconectados, perdendo a aparência rígida da década anterior. 
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25Corte e Modelagem de Cabelo
Já entre as mulheres, a modelo Twiggy, mundialmente 
conhecida, foi inspiração para cortes curtos ao lançar o corte 
Pixie, representado abaixo. 
De um lado, os fios longos e bem repicados, do outro os 
pixies curtinhos e joviais. Vidal Sassoon, cabeleireiro nascido 
na Inglaterra e que logo se estabeleceu nos Estados Unidos, 
foi pioneiro nos cortes de cabelo mais ousados na década de 
60. Seus cortes eram inspirados na escola de artes Bauhaus e 
completamente diferenciados para a época. Isso não impediu 
que os cortes de Sassoon ganhassem popularidade e fizes-
sem a cabeça de celebridades como Mia Farrow. 
Assista
Assista ao filme Vidal Sassoon (2010), que trata da vida do famoso cabeleireiro 
inglês. Sassoon é famoso pelos seus cortes de cabelo inusitados para a época na qual viveu.
Ainda nos anos sessenta, os cabelos crespos são usados ao natural por apoiadores 
dos direitos civis, artistas como Jimi Hendrix, Angela Davis e James Brow, nomes fortes na 
luta a favor da igualdade.
Desde o final da década de 1960 e o início de 1970, o movimento Black Power, criado 
nos Estados Unidos, trazia questões relacionadas à igualdade racial, ao empenho pelos 
direitos civis e à conscientização da autoestima dos negros. Em relação à autoes-
tima, envolvia a aceitação do seu estereótipo e, por conseguinte,do seu cabelo. 
(COUTINHO, 2009, p. 37)
 No decorrer da evolução dos cabelos, é possível indenticar como os movimentos civis 
têm influência forte nos estilos que as pessoas usavam em determinada época. 
Na década de 1950, 1960 e 1970, lutou-se pelos direitos civis e se criaram os Estudos 
Afro-Americanos e Negros nos Estados Unidos da América. Nesse contexto, surgiram 
lideranças negras que lutaram pelos direitos dos negros norte americanos e contribuí-
ram para a repercussão de suas ideias em outros países, como no Brasil, por exemplo. 
(COUTINHO, 2009, p.58)
O black power era sinônimo de luta, liberdade e expressão para o negro afro ameri-
cano. No Brasil, o movimento ganha força com personalidades da música, atores, jogado-
res de futebol entre outros ativistas, que apoiaram a causa.
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Corte e Modelagem de Cabelo26
A partir de 1990 a 2000 houve nos cabelos certo resgate dos anos 70, já que a moda e os 
costumes são cíclicos. No início da década os suportes estavam, contudo, mas no decor-
rer dos anos 90 os lisos começaram a ganhar espaço. Mas nunca foi tão difícil escolher um 
corte e uma cor de cabelo como foi nos anos 90. Como era permitido usar quase tudo, as 
mulheres precisavam descobrir o seu próprio estilo. (SOUZA, EMILIANO, 2013, p. 4)
Portanto, diante do panorama traçado sobre a evolução dos cabelos na história, 
podemos afirmar que a história da beleza sempre foi marcada por fatos relacionados à eco-
nomia e ao que a população estava vivenciando na época. 
Pausa para refletir
O modo como as pessoas usavam os cabelos sofria total influência do que era vivenciado na 
época em que o indivíduo estava inserido. Se olhar à sua volta, você acredita que isso ainda 
acontece ou que todos estão desprendidos de padrões?
1.2. Profissão na atualidade
O profissional de beleza evoluiu muito ao 
longo dos anos e essa evolução é realçada quando 
é possível observar o quanto a profissão se tornou 
rica. Os cosméticos possuem tecnologia de ponta 
para resolver os mais delicados problemas capila-
res e realçar a beleza de cada indivíduo.
As ferramentas disponíveis auxiliam o dia a 
dia de forma rápida e objetiva, facilitando a realiza-
ção de cortes de cabelo, modelagem, entre outros 
serviços. Na atualidade é possível criar penteados e cortes de outras época sem as ferra-
mentas antigas, mas com recursos que orientam os profissionais no momento de criar uma 
imagem para a cliente.
1.2.1. Era de transformação
Outra mudança significativa, que se deu junto com a evolução dos cortes e pentea-
dos nos últimos tempos, é o aumento do uso de computadores e tecnologia. Uma grande 
quantidade de softwares surgiram para auxiliar na escolha e construção do novo visual da 
cliente, de maneira fácil e rápida. 
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27Corte e Modelagem de Cabelo
Essa nova tecnologia invadiu os salões 
de beleza e auxilia o profissional a todo 
momento. Se antes era preciso adquirir inúme-
ras revistas e catálogos para conhecer os esti-
los de corte, agora os computadores facilitam 
nesta busca por novos estilos.
A disponibilidade de ferramentas pro-
fissionais também é ampla. Tesouras com os 
mais variados aços, pentes que não derretem 
quando submetidos ao calor excessivo, secadores que tratam, pranchas que selam as cutí-
culas dos fios e escovas que reduzem o frizz são algumas das opções.
Tesoura barracuda e tesoura fio navalha.
Se você em algum momento já discutiu qual seria o melhor penteado, que corte de 
cabelo fazer ou mesmo se julgou determinada pessoa pela escolha do cabelo ou viu para 
fotos antigas e percebeu diferentes estilos em você mesmo, isso significa que você sabe o 
quanto a moda é importante no dia a dia e como isso é determinante em vários ciclos da vida.
Embora cada vez mais se fale em descartar a 
fórmula padrão e conceitos pré-concebidos, a mídia 
ainda exerce influência na moda e na beleza com as 
novelas, filmes e séries, que eventualmente lançam 
tendências.
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Corte e Modelagem de Cabelo28
Afirmação
“Os modos nos quais os meios de comunicação intervêm na interação social 
dependem das características concretas do meio em questão, ou seja, tanto das caracterís-
ticas materiais e técnicas quanto das qualidades sociais e estéticas.” (HJARVARD, 2012 p. 75)
As características introduzidas pela mídia como influência para um corte de cabelo ou 
penteado podem ajudar a identificar a linha de trabalho, a classe social e o estilo de vida do 
indivíduo. 
1.2.2. A evolução dos profissionais de beleza
O profissional sempre busca fontes de inspiração para suas criações. No momento 
atual, estar bem informado é essencial para todos os envolvidos no mercado da beleza. É 
por meio da renovação constante que o profissional se adapta às demandas, às clientes que 
iremos atender, ao que de mais moderno a indústria pode oferecer e aos novos produtos 
para executar os mais diversos serviços de corte e penteado.
Analisando as produções dos profissionais de beleza, é possível identificar quali-
dade, criatividade e ousadia nos cabelos que desfilam nas passarelas mais conhecidas. É 
um nicho de mercado que cresce a cada dia e, com isso, a disponibilidade de revistas, pro-
dutos, softwares, novos fabricantes e eventos, se torna cada vez maior. A chance de estu-
dar a área em que se está inserido, nunca foi tão grande para o profissional da área quanto 
nesse momento. 
Já se sabe que os cabelos podem indicar diversas características como estilo, formas 
de vida, estado de saúde, cuidado pessoal, auto estima além de detalhes individuais. Por 
meio do visagismo, a construção da imagem pessoal fica muito mais apurada e direcionada 
para o indivíduo, realçando característica internas e físicas. A harmonização como um todo 
é construída com as técnicas de cortes, construção de cor, maquiagens, penteados e todas 
as transformações químicas possíveis.
A indústria cosmética para tratamento capilar, está bem avançada; disponibilizando 
uma infinidade de produtos que auxiliam no corte e no penteado. O consumidor também 
mudou, está mais exigente, informado, ciente do que está disponível no mercado, solicita 
orientação e fazendo com que o profissional mantenha um aprendizado continuado.
29Corte e Modelagem de Cabelo
Pausa para refletir
O profissional de beleza atual não pode mais se manter desatualizado. É preciso bagagem, 
experiência e constante atualização para se manter no mercado. Como essa atualização 
constante pode ser feita pelo profissional de beleza?
Proposta de Atividade
Reforce seu aprendizado com o exercício sugerido a seguir. A atividade não é avaliativa, 
mas é uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos e fixar o conteúdo estudado no capítulo.
Agora é a hora de recapitular tudo o que você aprendeu nesse capítulo! Elabore uma apre-
sentação de slides destacando as principais ideias abordadas ao longo do capítulo. Ao produ-
zir seu arquivo, considere as leituras básicas e complementares realizadas. 
Dica: pontue as características que marcaram as mudanças de cortes de cabelo e penteados 
ao longo da história.
Recapitulando
Entender o desenvolvimento da profissão até atualidade é possível por meio do res-
gate de fatos históricos de extrema importância que marcaram as mudanças de estilos nos 
cabelos e na moda. Profissionais visionários, como Vidal Sassoon, foram precursores de 
informações que utilizamos atualmente, mesmo que a mídia aponte o estilo que a grande 
massa utilizará. 
O modo como as pessoas usavam os cabelos sofria total influência do que era viven-
ciado na época em que o indivíduo estava inserido. Olhando à sua volta, você acredita 
que isso ainda acontece ou que todos estão desprendidos de padrões? É possível que uma 
cliente chegue até nós totalmente alheia dos acontecimentos do momento, mas também é 
possível que seja influenciada e julgada a todo momento.
O profissional de beleza atualnão pode mais se manter desatualizado. É preciso 
bagagem, experiência e constante atualização para se manter no mercado. Como esta 
atualização constante pode ser feita pelo profissional de beleza? É fundamental se atuali-
zar a todo momento e ampliar o conhecimento adquirido. 
Corte e Modelagem de Cabelo30
Referências
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109min., son., color. 
BARSANTI, L. Dr. Cabelo: saiba tudo sobre os cabelos: estética, recuperação capilar e pre-
venção da calvície. São Paulo: Elevação, 2009. 
BIONDO, S.; DONATI, B. Cabelo: cuidados básicos, técnicas de corte, coloração e embele-
zamento. 3. ed. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003.
CINTRA, R. Cortes de Cabelo: Técnicas e Modelagem. São Paulo: Editora Cengage lear-
ning Iv, 2010.
CINTRA, R. Como seu Cabelo pode Transformar seu Visual. São Paulo: Editora Aleph, 2011. 
COUTINHO, C. L. R. A estética dos cabelos crespos em Salvador. Dissertação de Mes-
trado em História Regional e Local, Universidade do Estado da Bahia, Santo Antônio de 
Jesus, 2009. Disponível em: <www.ppghis.uneb.br/_dissertacoes/cassi_ladi_reis_couti-
nho.pdf>. Acesso em: 08/06/2018.
ENGLISH, R. A Cultural history of Fashion in the 20th and 21st Centuries: From Catwalk 
to Sidewalk. Second Edition. New York: Bloomburry, 2013.
HALAL, J. Dicionário de Ingredientes de Produtos para Cuidados com o Cabelo. São 
Paulo: Editora Cengage learning, 2011.
HALAL, J. Tricologia e a química cosmética capilar. São Paulo: Cengage learning, 2012. 
HJARVARD, S. Midiatização: teorizando a mídia como agente de mudança social e cul-
tural. São Paulo, 2012. Disponível em: <www.redalyc.org/articulo.oa?id=143023787004>. 
Acesso em: 01/04/ 2018. 
MARQUES, S. A História do Penteado. São Paulo: Editora Matrix, 2009. 
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SOUZA, E.A.; EMILIANO, S. Cortes de cabelos para os diferentes formatos de rosto: Um 
estudo bibliográfico, Curitiba, 2013 Disponível em: <tcconline.utp.br/media/tcc/2017/05/
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ULLMANN, R. V. Amor e sexo na Grécia antiga. Edipucrs, 2005.
VIDAL SASSOON. Direção: Craig Tepper, EUA, 2010. 1 DVD. 90min., son., color.
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http://www.ppghis.uneb.br/_dissertacoes/cassi_ladi_reis_coutinho.pdf
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http://tcconline.utp.br/media/tcc/2017/05/CORTES-DE-CABELO-PARA-OS-DIFERENTES-FORMATOS-DE-ROSTO.pdf
http://tcconline.utp.br/media/tcc/2017/05/CORTES-DE-CABELO-PARA-OS-DIFERENTES-FORMATOS-DE-ROSTO.pdf
31Corte e Modelagem de Cabelo
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Reconhecer os tipos de fibra capilar e formato de rosto para atendimento 
personalizado.
CAPÍTULO 2
Compreendendo o bom atendimento
Marília Bezerra de Carvalho
TÓPICOS DE ESTUDO
1 Elaborando a ficha de diagnóstico 3 lassificação dos formatos de rosto
• Comunicação.
• Avaliando as características.
• Os sete tipos de rosto.
• A divisão facial.
2
Tipos de cabelo de acordo com a sua 
forma
• Avaliando a textura capilar.
• Densidade capilar.
• Condições da fibra capilar.
Corte e Modelagem de Cabelo32
Contextualizando o cenário
No nosso cotidiano, temos contato dezenas de vezes ao dia com situações em que somos o 
cliente em atendimento. Seja em uma padaria ou supermercado, somos o consumidor e nem 
sempre saímos satisfeitos com a qualidade do serviço e atendimento, o que nos leva muitas 
vezes a reavaliar nossas escolhas de prestadores de serviço e escolher outras opções. Quanto 
mais insatisfeitos, menor a probabilidade de retornarmos ao estabelecimento e menor ainda 
as chances de recomendarmos o serviço.
Uma das melhores formas de fidelizar o cliente é fazer com que ele mesmo saia 100% satis-
feito. Precisamos de um atendimento diferenciado e de formas de aprimorar a prestação 
de serviços, sempre levando em consideração o feedback do cliente. Diante disso, é válido 
questionar: o que é necessário para diferenciar o serviço e fidelizar o cliente?
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33Corte e Modelagem de Cabelo
2.1. Elaborando a ficha de diagnóstico
Vários profissionais tentam aplicar inúmeras técnicas e formas de abordar os clientes 
sem levar em consideração o segmento de mercado em que estão inseridos e a estratégia 
de marketing que deve ser empregada para obter êxito e alcançar tanto efetividade quanto 
eficiência no serviço prestado. Nesse ramo de beleza e estética, estar atento às inovações 
do mercado, tendências e desejos do cliente talvez ainda seja aa melhor estratégia.
A atenção com o cliente sempre vai ser o 
melhor cartão de visitas. Uma das formas de 
expressar esse cuidado é a aplicação de um sim-
ples questionário, com poucas perguntas, para 
a ficha de diagnóstico. Essa ficha nada mais é 
do que o resumo de todas as características do 
cabelo do cliente e de todos os procedimentos já 
realizados anteriormente. Além de demonstrar preocupação com o cliente, recolher essas 
informações permite a personalização do atendimento, o acolhimento do cliente e um 
atendimento humanizado.
Esse tipo de atendimento considera que o cliente que procura atendimento capilar 
muitas vezes se encontra inseguro sobre o que deseja, seja por conta de uma mudança no 
corte, na cor ou na forma. Por isso, é imprescindível que um bom profissional compreenda 
a existência dessa possível insegurança e seja capaz de entender o objetivo do cliente em 
relação aos seus cabelos. Compreendendo corretamente o seu cliente, o profissional con-
seguirá deixá-lo seguro e atender a suas expectativas. Para isto, o profissional deve ouvir e 
observar atentamente o seu cliente, sendo capaz de personalizar o atendimento, oferecer 
um bom acolhimento e um atendimento humanizado.
Um bom acolhimento pode ser oferecido com um olhar atencioso, fazendo com que o 
cliente sinta-se seguro nas mãos do profissional. Geralmente os profissionais que chamam 
seus cliente pelo nome e que se mostram interessados em ouvir os desejo deles, além de esta-
rem dispostos a realizá-los, são mais acolhedores. É importante ressaltar que o bom acolhi-
mento não significa bajulação, mas sim atenção com educação, sinceridade e profissionalismo. 
Além do acolhimento, é adequado que os profissionais da área capilar realizem um 
atendimento de forma personalizada, ou seja, tenham um olhar exclusivo para cada 
cliente. Devem respeitar que cada cliente apresenta um desejo próprio, mesmo que este 
desejo não esteja mais na moda ou que não agrade o profissional. Claro que é obrigação do 
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Corte e Modelagem de Cabelo34
profissional orientar o cliente quanto às cores, cortes e formas dos fios mais adequadas ao 
formato de seu rosto, idade e cor da sua pele. Porém, a escolha é do cliente. O profissional 
apenas não deve realizar o pedido do cliente diante de uma situação na qual o cabelo não 
se apresente em condições de receber o procedimento. Além disso, o profissional deve ter 
sempre em mente que não é porquê um procedimento deu certo em um cabelo, dará certo 
em todos os outros. Lembre-se, cada cliente é exclusivo e o profissional deve ter um olhar 
único para ele! Será que dessa forma o profissional da área capilar estará oferecendo um 
atendimento humanizado?
O atendimento humanizado é dependente de um bom acolhimento e de um atendi-
mento personalizado. Portanto, no atendimento humanizado, é importante que o profis-
sional dê atenção para seu cliente e seus objetivos, ao mesmo tempo em que demonstra 
empatia pelo mesmo e transmita segurança na sua capacidade. Esta segurança geralmente 
é transmitida por meio do conhecimento do profissional e da estrutura física adequada 
para o atendimento. Também é importante destacar, que no atendimento humanizado,respeita-se o estado emocional do cliente, a sua intimidade e sua crença.
Pausa para refletir
Que tipo de tratamento você acha que fideliza o cliente e o faz indicar seus serviços a outras 
pessoas?
2.1.1. Comunicação
O primeiro passo para que um profissional ofereça um atendimento adequado é ser 
articulado para ter uma boa abordagem. Algumas perguntas devem ser feitas em uma con-
versa informal antes da realização de qualquer tipo de procedimento. Isso serve para se 
ter uma noção do histórico de processos pelo qual o cabelo e couro cabeludo do cliente já 
foram submetidos e evitar possíveis erros.
Quatro condutas simples ajudam a criar uma relação de confiança entre o consumidor 
e o profissional. Utilizar gestos e postura profissional ajudam a passar uma imagem posi-
tiva. Cabe ressaltar que nem todo cliente se sente confortável em ser tocado sem aviso. 
Faça perguntas simples, concisas e a observe atentamente as respostas dadas pelo cliente. 
Fique atento também visualmente, nem sempre o cliente passa todas as informações de 
maneira verbal. Sempre compartilhe suas observações com o cliente. E o passo mais 
importante, ofereça soluções que satisfaçam as necessidades do cliente.
35Corte e Modelagem de Cabelo
Melhorar
produtividade
Definir
estratégia
Implementar
Ouvir o
cliente
Corrigir
os erros
Nem sempre as técnicas aplicadas funcionam como deveriam, por isso, tentar enten-
der e corrigir o que aconteceu conforme o esperado ajuda a diminuir erros futuros e rever 
certas condutas. Pesquisas de opinião são simples de implementar e evitam que erros pri-
mários sejam repetidos.
2.1.2. Avaliando as características
Os sentidos de um profissional (visão, tato e olfato) são seus melhores aliados jun-
tamente com as informações coletadas pela entrevista prévia com o cliente. È preciso 
observar o aspecto do cabelo, o comprimento, o tipo (normal, seco, misto ou oleoso), o 
seu estado (se o cabelo é natural, se foi descolorido, alisado, e quais outros tipos de pro-
cedimentos prévios em geral o mesmo sofreu), volume, forma, além de o estado do couro 
cabeludo (se apresenta algum tipo de irritação); levando sempre em consideração os 
seguintes parâmetros antes de prosseguir com qualquer processo: 
• porosidade: geralmente variando entre suave e áspero; 
• elasticidade: leve em consideração que o cabelo saudável deve ter um certo nível 
de elasticidade e deve ser capaz de ser esticado sem partir. Quando danificado, o 
cabelo tende a partir com qualquer tensão aplicada; 
• diâmetro capilar: lembre-se que cabelos finos e grossos reagem com tempo e 
intensidade diferentes a cada tratamento. 
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Corte e Modelagem de Cabelo36
Estes parâmetros são fundamentais para avaliar a saúde do cabelo e também para 
indicar o possível comportamento dos fios mediante um procedimento capilar. Por isso, 
pode ser adequada a realização de mais testes, além dos sensoriais. 
Teste de porosidade: A porosidade, por exemplo, também pode ser avaliada por 
meio do comportamento dos fios limpos na água. Caso o fio permaneça na parte supe-
rior da água, significa que apresenta baixa porosidade, enquanto o fio que afunda e tende 
a ir para o fundo do reservatório de água apresenta alta porosidade. A média porosidade 
ocorre quando o fio afunda um pouco, porém não vai para o fundo, ficando na região inter-
mediária do reservatório. Este teste é possível pelo fato de o fio poroso apresentar-se com 
cutículas abertas e absorver muita água, tornando-se mais pesado e afundando quando 
colocado em meio à água. Portanto, além dos fios com alta porosidade serem ásperos, 
tendem a absorver muita água quando estiverem neste meio, característica que favorece 
a classificação do seu aspecto poroso. É importante ressaltar que, assim como este fio 
absorve muita água, também perderá muita água quando sair deste meio, visto que está 
com falta de substâncias químicas capazes de manter seus nutrientes e sua saúde. Por isso, 
todo fio poroso necessita de reconstrução capilar. Já os fios com baixa porosidade necessi-
tam principalmente de hidratação e os de porosidade média, de nutrição.
Teste de elasticidade: A elasticidade é outro parâmetro imprescindível para ava-
liar o estado e saúde dos fios. O teste para avaliá-la pode ser realizado por meio do estira-
mento do fio. Para isso, deve-se segurar o fio em dois pontos utilizando os dedos polegares 
e indicadores, e esticá-lo de modo que ele aumente cerca de 1/3 de seu comprimento. Caso 
ele resista ao estiramento e quando solto retorne ao seu comprimento e aspecto inicial, 
este fio está saudável e com elasticidade adequada, rompendo-se apenas de for estirado 
em excesso. No entanto, caso o fio estique com facilidade, aumentando mais de 1/3 de seu 
comprimento e ainda, não retornando às suas características iniciais, é sinal de elastici-
dade excessiva. O fio está fragilizado e com baixa massa capilar, podendo se romper com 
facilidade. Os fios danificados também podem apresentar ausência de elasticidade. Neste 
caso, quando estirados, os fios não aumentam de comprimento, podendo ainda se rom-
per, dependendo do estado do dano capilar. É importante compreender que a elasticidade 
excessiva e também a falta de elasticidade são sinais de danos capilares. A excessiva está 
relacionada com a falta de massa capilar, enquanto a falta de elasticidade pode estar rela-
cionada com o excesso de queratina, por exemplo.
37Corte e Modelagem de Cabelo
Teste do diâmetro capilar: Embora em muitos casos o profissional avalie o diâme-
tro dos fios a olho nú e com suas mãos, em algumas situações é adequado o uso de tes-
tes mais específicos. Para estes testes pode-se utilizar um calibrador. Este calibrador deve 
ser empregado em diferentes leituras na tentativa de indicar resultados bastante precisos, 
visto que os fios podem ter partes ovais e achatadas. Além disso, o fio deve ser colocado 
corretamente no medidor e o tipo de cabelo deve ser indicado na escala do aparelho.
Dependendo do tipo de procedimento desejado pelo cliente, colorações permanentes 
ou alisamentos, por exemplo, é necessário realizar outros testes para que não seja causado 
nenhum dano ao cabelo. É importante testar o cliente para alergia a produtos irritantes. O 
teste é feito com a aplicação de uma pequena quantidade de produto na pele do braço, 
pescoço ou em pequena parte da raiz dos cabelos. Espera-se então o tempo de ação, 
observando se há surgimento de vermelhidão, coceira ou bolhas.
Outro teste muito importante, mas 
que nem sempre é lembrado, é o de com-
patibilidade entre os produtos utilizados 
anteriormente pelo cliente e os que serão 
utilizados nos procedimentos que se deseja 
realizar a seguir. Lembre-se sempre que 
existem inúmeras incompatibilidades quími-
cas que podem acarretar desde uma alergia 
tópica a uma completa queda do cabelo. 
É importante sempre utilizar uma pequena porção do cabelo, isolando-a ou cor-
tando a mecha, e realizar o teste de mecha com a mistura de produtos que vai ser aplicada 
e observar se há alguma reação inesperada, como perda de elasticidade dos fios, formação 
de bolhas, formação de coloração inesperada e desprendimento de calor. Esses são fortes 
indícios de incompatibilidades, se observar esses fatores não prossiga com o tratamento.
2.2. Tipos de cabelo de acordo com sua forma
Existem inúmeras formas de classificar os pelos, cada autor observa e os classifica de 
acordo com características diferentes. A mais simples e mais empregada é a que divide os pelos 
em velo e terminal. Velo são os pelos mais finos, curtos e sedosos. Já terminais são os pelos 
mais grossos e pigmentados, que ainda são subdivididos em terminais primários e secundários. 
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Corte e Modelagem de Cabelo38
Anatomia do pelo
O cabelo é composto de estruturas celulares divididas em três camadas, cada uma 
com características e composições celulares diferentes. A medula é a parte central do fio,normalmente é inexistente em fios muito finos ou muito claros. O córtex é a parte mais 
volumosa e responsável por todas as boas características do fio, como elasticidade, cor e 
flexibilidade. A cutícula é a parte mais externa, do ponto de vista tanto fisiológico como 
histológico e é composta de células mais rígidas e resistentes, capazes de proteger parcial-
mente as partes mais delicadas de processos mais agressivos, porém não é impenetrável. 
Dica
Existem situações em que o cabelo se apresenta mais frágil. Quando molhado, 
é uma dessas situações. Nesses momentos é sempre recomendável fazer uso de cremes e 
agentes condicionantes, para facilitar que os fios sejam desembaraçados e evitar que se par-
tam (HALAL, 2010).
O corpo também possui outros mecanismos de proteção dos fios e do couro cabe-
ludo, como por exemplo, a produção de sebo. Porém, tal proteção só é capaz de atuar 
quando diretamente em contato com o fio, sendo assim, quanto mais longo, menos prote-
gido em seu comprimento, por isso é sempre necessário utilizar agentes condicionantes no 
comprimento e pontas dos cabelos.
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39Corte e Modelagem de Cabelo
2.2.1. Avaliando a textura capilar
A textura do fio é determinada basicamente pelo diâmetro do fio, ou seja, sua espes-
sura. Inúmeros fatores, incluindo fatores genéticos, raciais e variações hormonais podem 
afetar essa variável. Cabelos quimicamente tratados, de forma geral, tendem a ser mais 
finos e mais frágeis que os fios virgens. A textura dos cabelos varia não somente entre pes-
soas, mas difere também dependendo da parte do corpo: os pelos da cabeça e barba são 
visivelmente mais grossos que os pelos dos braços e pernas, por isso demoram mais para 
serem descoloridos ou alisados.
Quanto mais fino o fio, mais frágil e suscetível a danos ele é, por isso é sempre impor-
tante levar em consideração a textura antes de aplicar qualquer tipo de produto químico. 
Quanto mais grosso, mais resistente, por isso, fios grossos muitas vezes necessitam de 
mais processamento e mais tempo para que determinado procedimento seja bem-sucedido 
do que os finos.
2.2.2. Densidade capilar
A densidade é um fator diretamente 
ligado à quantidade de fios que o indiví-
duo possui e pode ser constatada pela sim-
ples observação do couro cabeludo do 
cliente. Se os fios forem numerosos e bas-
tante próximos uns dos outros, a densidade 
é elevada. Se houver poucos fios e bastante 
espaçados, a densidade é baixa. 
Esse fator é bastante influenciado por elementos externos, como, por exemplo, cui-
dados, produtos utilizados, estado de saúde, gravidez e velhice. O aumento da produção 
de hormônios durante a gravidez, por exemplo, geralmente leva a um aumento temporá-
rio da densidade capilar. O volume, em geral, volta ao nível normal entre três e seis meses 
após o parto, por isso que muitas mulheres relatam elevada queda de cabelo nos primeiros 
meses dessa fase. 
Homens têm uma maior densidade capilar devido à maior taxa de testosterona, 
porém uma diminuição na densidade poder ser causada por um excesso de processamen-
tos químicos, além de inúmeros outros fatores, como falta de vitaminas, sais minerais e 
doenças associadas. 
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Corte e Modelagem de Cabelo40
2.2.3. Condições da fibra capilar
Além de densidade e textura, outros aspectos devem ser levados em consideração 
quando é feita a avaliação das reais condições da fibra capilar. A porosidade, por exem-
plo, é um fator importante a ser levado em conta, já que afeta diretamente a capacidade 
do fio de absorver os produtos aplicados. Fios muito porosos não devem ser desfiados, pois 
podem formar pontas duplas e gerar um aspecto de desgastado mesmo que tenham sido 
cortados recentemente. 
Contexto
Cabelos que receberam tratamento com produtos que apresentam formol em sua 
composição tendem a ficar porosos com o passar do tempo, por isso deve-se evitar qualquer 
tipo de procedimento prolongado que possa vir a danificar o fio (HALAL, 2012).
A elasticidade é outro aspecto importante e diretamente ligado ao dano. Quando o 
fio perde sua capacidade natural de ser elástico, quer dizer que já sofreu um nível de dano 
significativo. Fios que passam por muitos processos de descoloração seguidos, por exem-
plo, tendem a perder sua elasticidade, ficando com um aspecto indesejado e perdendo a 
capacidade natural de esticar e retornar à sua forma original. 
Cabelo danificado
Cabelo saudável Cutícula com poros 
abertos
Cutícula com poros abertos
e danificados
Medula
Cortéx
Cutícula
Estrutura
interna
danificada
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41Corte e Modelagem de Cabelo
Outros problemas que atestam a saúde dos fios são (HALAL, 2012): 
• triconodose: formação espontânea de nós durante todo comprimento e ponta dos 
fios, que danificam sua estrutura interna por causar dano à cutícula e expor as par-
tes mais sensíveis do cabelo; 
• tricoptilose: conhecido vulgarmente como pontas dupla; e a 
• tricorrexis nodosa: é a formação de nódulos brancos em todo o comprimento do 
fio como decorrência de processos químicos excessivos. 
Além destes problemas citados, existe ainda outro dano muito comum, conhecido 
como bubble hair. Este termo é empregado para indicar a existência de bolhas nas hastes 
capilares. Estas bolhas tornam os fios frágeis e quebradiços. O bubble hair é provocado por 
aquecimento intenso dos cabelos, fazendo com que o excesso de calor vaporize a água pre-
sentes nos vacúolos existentes nos fios. Consequentemente, ocorre a expansão dos vacúo-
los e a formação de uma estrutura semelhante a uma esponja. Por isso, é imprescindível o 
uso de protetores térmicos sobre os fios antes do uso de aparelhos como secadores, chapi-
nhas e babyliss. 
Embora muitas condições indesejáveis das fibras capilares sejam provocadas pela 
falta de cuidados, deve-se compreender que existe ainda algumas condições provocadas 
por fatores hereditários, como por exemplo, o moniletrix. O moniletrix é caracterizado por 
dilatações e estreitamentos alternados nas hastes capilares, sendo que em muitos casos 
ocorre a quebra da haste nos pontos de estreitamento. Esta condição representa uma alte-
ração hereditária rara que pode indicar doenças sistêmicas. Outra condição da fibra capilar 
que também pode estar associada à fatores hereditários é conhecida como pilli torti (pelo 
torcido). Esta condição é caracterizada pela existência de pelos torcidos em torno do pró-
prio eixo. O pilli torti também pode aparecer devido a processos inflamatórios no couro 
cabeludo e alopécias.
Essas condições devem ser observadas com cuidado e tratadas assim que possível. 
Pausa para refletir
O que é preferível, um diagnóstico mais aprofundado e preciso ou ter que reverter danos 
posteriores decorrentes de uma anamnese incompleta?
Corte e Modelagem de Cabelo42
2.3. Classificação dos formatos de rosto
A identificação do formato do rosto do cliente deve ser um processo simples e rápido 
e deve auxiliar na escolha de processos definitivos, como cortes. Tal observação é feita uti-
lizando técnicas de observação e harmonização facial, notando todas as formas marcantes 
e características faciais. Algumas técnicas utilizam linhas traçadas verticalmente e horizon-
talmente bem no centro do rosto e são feitas algumas medidas que ajudam a definir o tipo 
exato de rosto. 
A atenção aos detalhes é imprescindível, já que são detalhes e medidas sutis na testa, 
maçãs do rosto, maxilar e queixo que vão diferenciar todos esses tipos de rosto. Com expe-
riência e observação de vários casos, a maioria dos profissionais consegue chegar ao tipo 
de rosto exato apenas observando o cliente.
2.3.1. Os sete tipos de rosto
Há inúmeros formatos de rosto e ainda mais divisões. Cada profissional trabalha com 
as divisões que mais gosta, nós trabalharemos com a divisão de sete tiposde rosto diferen-
tes: oval, retangular, quadrado, coração, triangular, retangular e diamante ou alongado.
Oval
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43Corte e Modelagem de Cabelo
O rosto do tipo oval é considerado um dos mais versáteis dentre todos os formatos. 
A maioria dos cortes de cabelo se adapta bem a esse tipo de rosto e resulta em um bom 
caimento. O formato oval é caracterizado por ter a medida do comprimento maior que a 
medida da largura. A testa é levemente maior que o queixo e nenhum dos ângulos é muito 
proeminente, sendo um formato harmônico e de forma geral delicado, no qual nenhuma de 
suas características se sobressai mais que as demais.
Redondo
O rosto redondo é bem característico e dentre todos um dos mais facilmente reco-
nhecíveis por ter todas as dimensões bastante semelhantes. Ele não apresenta linhas retas 
e todos os seus ângulos são arredondados e suaves. Alguns o confundem com o rosto de 
formato oval, porém o formato redondo possui, de forma geral, a testa e queixo pequenos.
Quadrado
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Corte e Modelagem de Cabelo44
O rosto quadrado, assim como o redondo, apresenta todas as dimensões do mesmo 
tamanho, porém as formas e expressões desse tipo de rosto são bastante expressivas e 
retas. As linhas da mandíbula e queixo são as que mais se destacam, com ângulos retos e 
proeminentes, formato facilmente reconhecível e um dos mais comuns entre os homens.
Biondo (2003) recomenda para o rosto quadrado cortes abaixo da altura dos ombros, 
com volume lateral, adicionando camadas e franja, procurando sempre suavizar as áreas 
mais proeminentes desse tipo de rosto, que são queixo e mandíbula.
O rosto em formato de coração tem um comprimento notavelmente maior que a 
largura, se tornando um rosto mais comprido e fino. A testa e as maçãs possuem largura 
semelhante, o rosto vai perdendo largura e ficando mais pontudo. É bastante semelhante 
ao formato triangular.
Triangular
Porém, no rosto de formato triângulo invertido somente a testa apresenta uma lar-
gura maior, diferentemente do rosto coração, que começa a ficar mais fino a partir das 
maçãs e o rosto já começa a perder medida a partir daí. As maçãs já são bem mais finas e o 
queixo bastante angular e proeminente. O objetivo do corte nesse tipo de rosto é sempre 
ter um pouco de volume na parte superior do rosto, são recomendados cortes de cumpri-
mento mais curto, que emoldurem o rosto e suavizem o semblante (BIONDO, 2003).
45Corte e Modelagem de Cabelo
Retangular
O rosto retangular se assemelha ao quadrado, porém o comprimento chega a ser duas 
vezes maior que a largura nesse tipos de face, característica que lhe confere o formato retan-
gular. Apresenta uma leve curvatura mandibular, o tornando um formato levemente mais 
suave que o quadrado, porém a mandíbula também apresenta a mesma largura que a testa.
Diamante
O rosto de tipo diamante apresenta as maçãs do rosto de uma largura maior que da 
testa, bastante acentuadas. O comprimento é maior que a largura, com mandíbula mar-
cada que se suaviza até o queixo, que geralmente é bastante angular, tornando o rosto 
bastante marcante. O melhor corte para esse tipo de rosto são os que causem efeito seme-
lhante a um degradê, com repicados e desfiados na altura do maxilar, sendo as franjas tam-
bém boas apostas (BIONDO, 2003).
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Corte e Modelagem de Cabelo46
2.3.2. A divisão facial
Na área de estética, de uma forma geral, a divisão facial mais utilizada para obter 
medidas um pouco mais precisas e observar os atributos faciais do cliente são feitas a par-
tir de duas linhas traçadas bem ao centro do rosto, uma no sentido vertical partindo do 
queixo até a linha da raiz dos cabelos e outra partindo das orelhas, na altura do nariz.
Outra marcação simples que divide um pouco mais o rosto, sendo capaz de dar medi-
das mais precisas dos atributos de forma individual é feita traçando-se uma linha em todo 
o comprimento do rosto, da raiz dos cabelos à ponta do queixo, e três linhas horizontais 
uma na altura das sobrancelhas, outra entre as sobrancelhas e a ponta do nariz e a última 
entre o nariz e a ponta do queixo, com três divisões proporcionais.
Dica
Silva e colaboradores (2015) foram além quando se trata de reconhecimento do for-
mato de rosto e criaram uma metodologia de reconhecimento automático de formato de rosto. 
Essas linhas são guias para melhor observar as características faciais quando não se 
tem muita experiência, depois de um tempo de trabalho na área, somente a observação já 
é o suficiente para identificar os tipos de rosto, já que características que antes pareciam 
sutis aos olhos destreinados tornam-se mais evidentes e reconhecíveis.
Proposta de Atividade
Reforce seu aprendizado com o exercício sugerido a seguir. A atividade não é avaliativa, 
mas é uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos e fixar o conteúdo estudado no capítulo.
Agora é a hora de recapitular tudo o que você aprendeu nesse capítulo! Elabore uma ficha de 
diagnóstico a partir das quatro simples condutas mostradas no capítulo e tente aplicá-la para 
diferentes tipos de cliente e procedimentos, destacando as principais ideias abordadas ao 
longo do capítulo. Ao produzir sua ficha de diagnóstico, considere as leituras básicas e comple-
mentares realizadas. 
47Corte e Modelagem de Cabelo
Recapitulando
Ter estratégias condizentes com o seu negócio e com o mercado são passos impor-
tantes para que o negócio dê certo, porém o melhor cartão de visitas sempre será um 
atendimento personalizado e eficaz, cliente satisfeito sempre indica um bom serviço para 
outras pessoas. Lembre-se sempre de prestar atenção aos detalhes e informações coleta-
das tanto pelo que o cliente lhe diz quanto pelo que você é capaz de observar. 
Ser atento, amigável e estar disposto a ouvir todas as experiências do cliente e o que 
ele deseja é uma ótima forma de satisfazer as expectativas e requer apenas alguns minutos 
a mais do tempo do profissional. Fidelização é uma consequência da satisfação, tenha sem-
pre isso em mente.
Fazer um diagnóstico detalhado e observar atentamente as características do fio e a 
saúde do couro cabeludo, além de processos realizados previamente é muito importante. 
Principalmente em primeiros atendimentos, ser condizente com as expectativas do cliente 
e até excedê-las é primordial. Seja cauteloso, prevenir é sempre preferível que tentar rever-
ter um equívoco. 
Avaliar os tipos de cabelo e de rosto são passos essenciais para que o produto final 
do seu trabalho seja satisfatório tanto para você quanto para o cliente, lembre-se que nem 
sempre a ideia inicial do cliente é a que melhor funciona para sua estrutura facial e para as 
condições em que se encontra o seu cabelo. Avalie, converse e mostre melhores opções.
Corte e Modelagem de Cabelo48
Referências
BIONDO, S.; DONATI, B. Cabelo: cuidados básicos, técnicas de corte, coloração e embele-
zamento. 3. ed. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003.
KONDO, E. K. et al. Marketing de Relacionamento e Estratégias de Fidelização de Clientes 
Pessoas Físicas. Administração: Ensino e Pesquisa, [S.l.], Revista ANGRAD v. 10, n. 3, p. 
129-146, set. 2009. Disponível em: <raep.emnuvens.com.br/raep/article/view/189>. Acesso 
em: 11/04/2018.
ASK EDUCATION. Como analisar o cabelo do seu cliente. ASK Education for hairdressers, 
<www.schwarzkopf-professional.com.br/skp/br/pt/home/educacao/ask/consulta/0014/como-
-analisar-o-cabelo-do-seu-cliente.html#id74081392>. Acesso em: 12/04/2018
HALAL, J. Tricologia e a química cosmética capilar. São Paulo: Cengage learning, 2012.
MELLO, M. S. A evolução dos tratamentos capilares para ondulações e alisamentos 
permanentes. Tese – Faculdade de Farmácia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 
2010. Disponível em: <hdl.handle.net/10183/26829>. Acesso em: 21/04/2018.
SILVA, M. O.; NASCIMENTO E. R. An Automatic Methodology for Face Shape Identifica-
tion on Images. XI Workshopde Visão Computacional ‐ Universidade Federal de Minas 
Gerais, Minas Gerais. Outubro, 2015. Disponível em: <www.lbd.dcc.ufmg.br/colecoes/
wvc/2015/073.pdf> Acesso em: 15/06/2018.
49Corte e Modelagem de Cabelo
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Compreender a lavagem adequada.
• Identificar o produto correto para cada fibra capilar. 
CAPÍTULO 3
Execução das técnicas de lavatório
Nelma Faleiro
TÓPICOS DE ESTUDO
1 A lavagem capilar 2 Utilização do produto adequado 
• Massagem capilar.
• Turbante.
• Tipos de xampus.
• Tipos de condicionadores.
• Máscara capilar.
Corte e Modelagem de Cabelo50
Contextualizando o cenário
As técnicas utilizadas no lavatório fazem total diferença no resultado do penteado ou corte. 
A anamnese direciona o profissional sobre como deve agir no processo de higienização em 
cada cliente, trazendo melhoras significativas nas condições dos cabelos. 
Sabemos que o cabelo mais próximo do couro cabeludo é mais novo e, inevitavelmente, o mais 
saudável. Já a ponta do cabelo é a parte mais antiga e, geralmente, mais seca e frágil do cabelo.
Não usar mais xampu do que o necessário é um dos pontos principais no processo de lava-
gem capilar. O xampu retira a oleosidade natural e, se usado em excesso, o atrito entre as 
fibras pode danificar permanentemente a cutícula do cabelo, levando à quebra e ao frizz. 
Depois de enxaguar o cabelo, o condicionamento é realizado no comprimento e pontas. 
Quanto mais tempo o condicionador ficar no cabelo, melhor ele será absorvido. Não deve-
mos aplicar condicionador nas raízes do cabelo pois, como esta é a região mais saudável dos 
cabelos, não necessita de condicionamento em excesso.
Diante disso, como o profissional deve agir para maior excelência no trabalho sem alte-
rar as características naturais da fibra capilar?
51Corte e Modelagem de Cabelo
3.1. A lavagem capilar
Uma boa anamnese é fundamental para 
identificar o tipo de cabelo e o que pode ser apli-
cado para efetuar a lavagem sem agredir os fios. 
Para cabelos secos escolha produtos hidratan-
tes; para os fios coloridos, opte por fórmulas 
que auxiliam na durabilidade da cor; já os xam-
pus para aumento de volume tendem a deixar os 
cabelos mais secos, por isso são melhores para 
os tipos de cabelos finos e de pouca densidade.
Quantidade certa, frequência, formulação direcionada e produtos de qualidade são 
detalhes que podemos estudar para uma higienização capilar com excelência. A lavagem 
capilar é um processo importante quando o assunto é cuidados com os cabelos. A forma 
correta e os produtos adequados são fundamentais para um bom resultado após a lavagem 
e fios saudáveis a longo prazo.
3.1.1. Massagem Capilar
Além de relaxar o cliente, a massagem capilar ajuda na penetração dos ativos cosmé-
ticos e provoca um estímulo regenerador no couro cabeludo. 
O ciclo capilar
Anágena Catágena Telógena
Retorno à
Anágena
Papila
folicular
Matriz 
capilar
Glândula 
sebácea
Derme Folículo
piloso
Terminação
nervosa livre
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Corte e Modelagem de Cabelo52
Realizada diretamente no couro cabeludo e com manobras de massagem para esti-
mulação dos folículos pilosos, a massagem capilar pode aumentar a irrigação sanguínea, a 
nutrição e oxigenação, revitalizando o couro cabeludo e consequentemente promovendo 
uma melhora na qualidade dos fios em todas as fases de crescimento.
Medula
Cortéx
Cutícula
As fases de crescimento dos cabelos podem ser divididas nas três principais que são:
• anágena: é a fase de constante crescimento do fio. Noventa por cento dos fios 
estão nesta fase. Quando aplicada a massagem capilar regularmente, essa é a fase 
na qual mais se percebe aumento pela melhora da absorção dos nutrientes. Pode 
durar até seis anos, mas este período varia de um indivíduo para o outro. “Durante 
essa parte de ciclo, as células capilares são produzidas em ritmo acelerado; acre-
dita-se que nessa fase, as células capilares são criadas com mais rapidez que qual-
quer outra no corpo.” (HALAL, 2011, p. 74)
• catágena: esse é um período de pausa de crescimento e a fase mais curta das três. 
Nesse momento, o folículo piloso fica mais curto e mais próximo da superfície do 
couro cabeludo, preparando o cabelo para entrar na terceira fase. A fase catágena 
é a ‘fase de transição que sinaliza o final da etapa anterior. Nela, o fio de cabelo 
encolhe até um terço de seu comprimento, deixando a derme papilar bem abaixo. 
A parte mais inferior de fio de cabelo agora está localizada logo abaixo da glândula 
sebácea” (HALAL, 2011, p. 74).
• telógena: é a fase de queda do fio, na qual o fio se desprende do couro cabeludo. Dia-
riamente, é possível perceber em média cem fios soltos por estarem nessa fase. Se a 
quantidade de fios que cai for muito maior do que isso, é porque o cabelo está com 
queda excessiva e merece maior atenção. “Como o folículo capilar pode se ancorar nas 
paredes foliculares, o cabelo pode permanecer no local até ser empurrado para fora 
pelo crescimento de um novo fio na próxima fase do ciclo” (HALAL, 2011, p. 75). 
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53Corte e Modelagem de Cabelo
A massagem associada a produtos cosméticos tem a opção de ser feita manualmente 
ou com aparelhos que estimulam a circulação. Realizada durante a higienização, promove 
uma melhora significativa na nutrição e fortalecimento dos fios.
Pausa para refletir
Muitos profissionais não imaginam que nossos cabelos estão em crescimento constante e 
possuem diferentes fases ao longo do ciclo. No momento da fase telógena, o que podemos 
fazer para uma melhora da qualidade da haste?
Quando se trata de lavar os cabelos, uma única aplicação não é o suficiente para reti-
rar todos os resíduos de produtos cosméticos, sujidades, poeiras, suor e silicones, principal-
mente se estes fios não são lavados há alguns dias.
Antes de aplicar o xampu, o cabelo 
precisa ficar completamente enchar-
cado com água morna, pois a isto faci-
lita a retirada das sujidades. Porém, o 
gosto da cliente precisa ser respeitado 
com relação à temperatura da água. A 
massagem capilar auxilia, neste pro-
cesso, no momento de molhar e espalhar 
o produto. Essa massagem, a princípio, é 
muito suave, apenas para ajudar a água a penetrar entre os fios. Já com a primeira aplica-
ção de xampu, os movimentos devem ser mais firmes e rentes ao couro cabeludo. 
Para aplicação do xampu, o movimento das mãos deve ser de vai e vem em todos os 
ângulos da cabeça, pois, dessa forma é possível ter certeza de que o produto está agindo 
por todo o couro cabeludo. 
Dependendo do grau de sujidades no 
fio, em alguns casos o xampu não faz espuma 
na primeira aplicação, nesse caso é neces-
sário aplicar o produto pela segunda vez ou 
quantas forem necessárias. O movimento 
de massagear suavemente faz com que a 
espuma se espalhe pelo couro cabeludo, 
comprimento e pontas. Essa espuma já é o 
suficiente para limpar a haste capilar.
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Corte e Modelagem de Cabelo54
A massagem de aplicação do xampu é diferente da massagem realizada durante o 
condicionamento ou no momento de ação da máscara capilar. Nem o condicionador nem a 
máscara são aplicados no couro cabeludo, por isso a massagem é realizada com mais pres-
são, firmeza e de forma circular.
Essa manobra de massagem se torna mais rela-
xante do que a realizada no momento de limpeza. 
Os movimentos de vai e vem não podem ser reali-
zados nesta hora, pois pode-se levar produto condi-
cionante para o folículo piloso e, caso isso aconteça, 
pode ocorrer um aumento excessivo de oleosidade, 
com obstrução dos poros, aumento de queda capilar, 
prurido, dermatite seborreica e caspa.
Os movimentos circulares de pressão e dedilhamento são bem vindos enquanto se 
espera a ação do condicionador. As manobras de massagem são realizadas com aspontas 
dos dedos e não é necessário mais de cinco minutos para trazer uma sensação de relaxa-
mento no cliente.
Temos também as massagens que são feitas com apa-
relhos ou instrumentos de ativação sanguínea. Esses mas-
sageadores auxiliam o profissional a promover sensações 
diferenciadas no cliente. Elas não são de extrema importância 
para eficácia da massagem, mas podem trazer um diferencial 
para o processo de lavagem. 
No momento de aplicação da máscara capilar, a massa-
gem capilar direcionada ao fio tem como função promover 
a absorção do produto na haste capilar. Para que isso ocorra, 
a manobra de massagem precisa ser realizada no sentido da 
fibra para que ocorra o selamento da cutícula.
A massagem capilar pode ser associada a óleos essenciais como o de alecrim, que 
estimula o crescimento capilar; o de lavanda, que proporciona maciez; ou de copaíba ou 
cedro, que aumentam o brilho e regulam a oleosidade. Estes óleos são benéficos se utili-
zados juntamente com óleos vegetais de abacate ou semente de uva, auxiliando a massa-
gem e contribuindo para a diminuição da queda capilar, para amenizar dermatites, reduzir 
a oleosidade excessiva e estimular o crescimento.
Seja com manobras manuais ou instrumentos, a massagem é sempre bem-vinda e 
traz relaxamento e conforto para o cliente. Além disso, promove uma melhora considerável 
da saúde capilar.
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55Corte e Modelagem de Cabelo
Pausa para refletir
A massagem capilar é fundamental para a melhora da saúde do fio e podemos utilizar dife-
rentes maneiras de aplicação da mesma. Quais as duas principais maneiras de usar a massa-
gem para promover a saúde capilar?
3.1.2. Turbante
Após a lavagem realizado no lavatório, o profis-
sional direciona a cliente até a cadeira na qual os pró-
ximos procedimentos serão realizados. Para maior 
conforto se faz o turbante, dessa forma os fios não 
ficam pingando sobre a cliente. O turbante consiste em 
enrolar uma toalha em volta da cabeça da cliente. O 
resultado deve ser firme, mas o processo deve ser rea-
lizado com cuidado, para não quebrar os fios. Também 
é comum utilizar o turbante em processos com máscara 
capilar para reparação da haste.
O turbante realizado após a lavagem capilar é inspirado nas amarrações africanas. 
Esse processo de ficar com a toalha enrolada na cabeça por cinco minutos ajuda a retirar 
todo o excesso da água sem agredir os fios e prepara os cabelos para as próximas etapas.
3.2. Utilização do produto adequado
Existem muitos tipos de xampus e condicionadores no mercado da beleza e é impor-
tante aprender como escolher os produtos adequados para cada tipo de cabelo pois o pro-
duto correto é essencial para uma cabeleira saudável. 
Combinar o xampu e condicionador corretos com as técnicas certas de lavagem é 
o início de um caminho que leva a um resultado final de excelência. Esses produtos não 
podem ser considerados iguais. Eles possuem especificações que precisam ser considera-
das antes da aplicação.
Com relação aos xampus, por exemplo, num primeiro momento, podemos dizer que 
os xampus foram feitos para limpar, removendo poeira, resíduos, gordura, poluição e o 
excesso de oleosidade dos fios e do couro cabeludo. 
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Corte e Modelagem de Cabelo56
Afirmação
A poluição favorece a perda de qualidade dos fios de cabelo. Isto ocorre por 
conta da eletricidade estática dos fios que atraem a poluição e forçam-na a se manter ade-
rida à haste dos cabelos. Com isto acabam comprometendo a saúde e a beleza dos cabelos 
(JUNIOR, 2011, p. 50). 
Porém, existem no mercado, produtos que, além de realizar essa higienização, remo-
vendo resíduos indesejáveis, também promovem uma preparação para tratamentos especí-
ficos. É o que veremos a seguir. 
3.2.1. Tipos de xampus
Os xampus são classificados como cosméticos. É sabido que a primeira aplicação de 
xampu retira as sujidades superficiais e a segunda aplicação limpa mais profundamente. 
Por isso, podemos dizer que a limpeza dos cabelos só se dá por completa depois de, no 
mínimo, duas aplicações de xampu. 
Além disso, os xampus possuem outras funções além de lim-
par. Como explica Halal, “Embora a maioria dos xampus seja clas-
sificada como cosméticos, os anticaspa são classificados como 
medicamentos porque visam curar, tratar ou prevenir a doença 
(caspa)” (2011, p. 132). 
Xampus associados à água quente ressecam a pele e o 
cabelo. A água morna é recomendada por não alterar a fisiologia 
do fio, ao contrário da água quente, que retira a oleosidade natu-
ral e necessária para a vitalidade dos fios.
A lavagem com água fria promove aumento de brilho e 
diminuição do frizz. Claro que só se consegue excelência no que-
sito lavagem capilar, se houver a escolha de produtos apropriados 
para cada tipo capilar e enxague total dos mesmos.
Pausa para refletir
Porque alguns xampus não são considerados cosméticos?
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57Corte e Modelagem de Cabelo
As especificações dos xampus em normal, oleoso, seco, caspa, seborreia e infantil são 
algumas das variedades encontradas disponíveis para o consumidor final. O profissional 
de beleza precisa saber orientar o cliente no momento de compra de um xampu para uso 
em casa, pois uma boa escolha contribuirá para a manutenção dos cabelos saudáveis, com 
aspecto saudável e duradouro.
Mesmo tendo diferenciação no momento de uso, os xampus tem como principais 
agentes os surfactantes. Eles são tensoativos responsáveis por promover a ação de limpeza 
na superfície. Segundo Halal, 
O termo surfactante é a concentração de agente ativo na superfície. Eles são capazes de 
umedecer os cabelos e dispersar o óleo na água por meio da redução da tensão superficial. 
Uma molécula surfactante possui duas partes distintas que tornam a emulsificação do óleo e 
da água possível” (2011, p. 116).
A variedade de xampus encontrada no mercado de beleza atual é muito grande e a 
busca por tratar os fios juntamente com a limpeza é comum. A formulação dos xampus 
precisa ser suaves e deve promover a higienização sem danificar ou ressecar os cabelos e 
o couro cabeludo. Características como enxágue rápido, leve condicionamento, persona-
lização para cada cliente, aroma agradável e rendimento são itens importantes para um 
xampu de qualidade.
3.2.2. Tipos de condicionador
Os condicionadores, assim como os xampus, são classificados como cosméticos. Sem 
necessidade de aplicação na raiz, o condicionador é grande aliado para saúde capilar. Ele 
combate o ressecamento, tem o poder de retirar a aspereza que alguns xampus deixam e 
pode aumentar o brilho da haste capilar. “Os condicionadores não podem realmente repa-
rar cabelos danificados. O máximo que deles podemos esperar é a restauração da aparên-
cia e textura naturais dos cabelos” (HALAL, 2011 p.130). 
Afirmação
Cosméticos incluem xampus, condicionadores, modeladores, produtos para 
ondular os cabelos, relaxantes para cabelos, depiladores químicos, tinturas e clareadores, 
porque esses produtos se destinam a modificar a aparência dos cabelos sem afetar nenhuma 
função do corpo (HALAL, 2011, p. 132).
Corte e Modelagem de Cabelo58
Geralmente, os condicionadores são mais espessos que os xampus e possuem alto 
teor de surfactantes, que são capazes de se unir à estrutura do cabelo e selar as cutícu-
las do cabelo. Os surfactantes são cadeias longas de ácido graxo alifático similares aos áci-
dos graxos saturados. Suas moléculas têm uma tendência a cristalizar facilmente, dando ao 
condicionador maior viscosidade e tendência a formar camadas na superfície do cabelo.
Em casos de cabelos muito longos ou muito ressecados, é recomendado condicionar 
antes da primeira aplicação do xampu. Isso protege as pontas frágeis de ressecamento e 
danos adicionais. Para isso, basta passar uma pequena quantidade de condicionador entre 
os fios e enxaguar levemente antes da lavagem.Isso não só manterá as extremidades sau-
dáveis, como preencherá quaisquer orifícios na cutícula com umidade, tornando a lavagem 
mais suave e estimulando o brilho dos fios.
Ação do condicionador
Os condicionadores leave-in são mais finos e possuem diferentes surfactantes que 
torna-os menos propensos a cristalizar, criando uma mistura mais leve e menos viscosa, 
proporcionando uma camada significativamente mais fina sobre o cabelo.
A diferença entre condicionadores com enxágue e o leave-in é semelhante à diferença 
entre gorduras e óleos, sendo este último menos viscoso. O condicionador leave-in é pro-
jetado para ser usado de maneira semelhante ao óleo capilar, evitando o emaranhamento 
dos cabelos e mantendo-os mais alinhados.
Os condicionadores com enxague, geralmente são aplicados diretamente nos fios 
após o uso de xampus e enxaguados logo em seguida. 
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59Corte e Modelagem de Cabelo
Curiosidade
Os condicionadores por surfactantes catiônicos, ou seja, possuem carga posi-
tiva, já os xampus são compostos por surfactantes aniônicos que possuem carga negativa. 
Por isso, a importância de usar o condicionador após o xampu, para que aja um equilíbrio 
eletrostático.
Os condicionadores leave-in são aplicados após todo processo de lavagem capilar e se 
mantem nos fios até a próxima lavagem.
3.2.3. Máscara capilar
A máscara capilar tem um poder de hidratação e reconstrução capilar superior ao dos 
condicionadores e xampus. Seu uso deve ser direcionado às tricoses que a haste capilar 
apresenta: 
[...] quadros em que o paciente apresenta problemas na estrutura da haste dos cabe-
los e perde cabelos por quebra e não por queda. Existem tricoses que se manifestam 
já no nascimento, eventualmente congênitas, ou de origem genética, enquanto outras 
tricoses podem ser adquiridas após uso excessivo de químicas, secador ou chapa” 
(JUNIOR, 2012, p. 28). 
Algumas tricoses mais profundas, como as rachaduras ocasionadas por excesso de 
química ou uso de temperaturas altas, não podem ser reparadas nem mesmo por máscaras 
de reconstrução.
Tricose Característica
Tricorrexe nodosa Quebra capilar
Tricoptilose Pontas duplas
Triconodose Formação de nós ao longo da haste dos fios
Pilli anulati Cabelos que alternam áreas claras intercaladas com escuras - raramente provocam quebra capilar 
Moniletrix Cabelos que alternam áreas de dilatação e estreitamento ao longo da haste e ficam com aspecto de rosário
Pilli torti Cabelos que são naturalmente torcidos em seu próprio eixo longitudinal
Fonte: JUNIOR, 2012 p. 29.
Corte e Modelagem de Cabelo60
Rachaduras hidrotérmicas na cutícula
Fonte: HALAL, 2011, p.138.
Para reconstrução, o ideal são máscaras que possuem queratina na formulação, pois 
as cadeias de aminoácidos selam as cutículas e evitam a piora dos fios.
Os cabelos danificados em comparação aos cabelos tratados
CABELO DANIFICADO CABELO NORMAL
As máscaras hidratantes trazem melhora na penteabilidade, emoliência, reflexão de 
brilho, maciez e sedosidade aos cabelos. Devem ser aplicadas semanalmente ou a cada 
quinze dias. Para determinar qual frequência de uso é adequada é necessário analisar as 
condições da fibra capilar e a máscara escolhida.
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61Corte e Modelagem de Cabelo
O termo hidratante é livremente usado para muitos ingredientes. Como apenas a água 
pode hidratar, esse é um nome enganoso para substâncias que não são água. 
Frequentemente, hidratantes se referem a substâncias oleosas (não solúveis) em água 
que revestem o cabelo ou a pele e previnem a perda de água por evaporação. 
(HALAL, 2011 p. 133)
Os cabelos tratados refletem mais brilho dos que os 
não tratados ou ressecados por agentes químicos e físicos. 
Isso acontece pois as cutículas dos fios saudáveis estão mais 
alinhadas, completamente fechadas e menos suscetíveis 
a agentes externos. Quando fazemos uma anamnese para 
corte ou penteado, devemos levar em consideração as 
condições gerais do cabelo, para que o tratamento não 
aumente mais os danos.
O uso frequente de máscaras capilares auxilia a man-
ter os fios tratados e é um aliado em tratamentos realizados 
antes da execução do penteado. Para um penteado ficar com excelente qualidade ou para 
um corte ter um bom acabamento, quanto mais tratamentos realizados anteriormente, 
melhor será o resultado.
As máscaras capilares são aplicadas após a utilização dos xampus e nunca devem ser 
aplicadas na raiz. O tempo de pausa é extremamente importante e deve ser respeitado de 
acordo com a orientação do fabricante. Seja para aumentar a emoliência ou a força dos 
fios, seu uso precisa ser moderado e realizado conforme a necessidade da haste capilar.
Pausa para refletir
Quais são as tricoses recorrentes por mal uso de ferramentas físicas e química?
Proposta de Atividade
Reforce seu aprendizado com o exercício sugerido a seguir. A atividade não é avaliativa, 
mas é uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos e fixar o conteúdo estudado no capítulo.
Agora é a hora de recapitular tudo o que você aprendeu nesse capítulo! Elabore um mapa 
conceitual destacando as principais ideias abordadas ao longo do capítulo. Ao produzir seu 
mapa conceitual, considere as leituras básicas e complementares realizadas. Dica: o mapa 
conceitual deve partir de um conceito central, destacando pontos importantes.
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Corte e Modelagem de Cabelo62
Recapitulando
Cuidados como a escolha do xampu certo, realizar a aplicação correta do condicio-
nador, desenvolver manobras de massagem capilar e aplicar máscaras na frequência 
adequada, de acordo com o tratamento escolhido, são ações que promovem a irriga-
ção sanguínea e a oxigenação do couro cabeludo e o aumento do crescimento capilar e a 
desobstrução dos folículos.
Sabemos que os xampus possuem variações que permitem a utilização específica des-
ses produtos. Diante dessas diferenciações, alguns xampus não são considerados cosméticos, 
pois são produtos de tratamento de patologias como seborreia, caspa, psoríase e alopecias.
Os problemas capilares são denominados de tricoses e podem ocorrer em qualquer 
fase da vida. As tricoses recorrentes do mal uso de ferramentas físicas e química que pode-
mos observar a olho nu são: triconodoses, tricorrexe nodosa e a tricoptilose.
As técnicas de lavatório utilizadas para o tratamento capilar são aplicadas nos salões 
de beleza com o intuito de manter a fisiologia do couro e da haste o mais saudável possível, 
portanto devem ser seguidas em todas as aplicações para um resultado positivo.
Nossos cabelos estão em crescimento constante e possuem diferentes características 
ao longo do seu ciclo de vida. No momento da fase telógena, podemos fazer a massagem 
capilar e aplicar produtos de tratamento para uma melhora da qualidade da haste. Dessa 
forma, o profissional age para uma maior excelência no trabalho sem alterar as caracterís-
ticas naturais da fibra capilar. 
Cabe lembrar que hidratar, nutrir e restaurar são coisas diferentes. O conceito de 
hidratação se refere à retenção de a água no interior dos fios. Para o consumidor final, 
esse é um procedimento atrelado aos quesitos sensoriais e visuais, ou seja, cabelos macios 
e brilhantes. A hidratação é indicada para cabelos ressecados por processos químicos ou 
naturalmente secos.
Já a nutrição capilar se dá por um processo de reposição lipídica nos fios. É indicada 
para cabelos que necessitam de mais maleabilidade e pode ser realizada através de óleos 
vegetais ou produtos cosméticos desenvolvidos para esta reposição. 
Por fim, a restauração capilar é necessária em cabelos quebradiços, danificados por 
processos químicos. Ela consiste na devolução de massa e força para a fibra capilar.
Esses detalhes nos ajudam a refletir sobre como manusear os fios, como realizar o 
passo a passo do processode higienização e como lidar com os agente internos e externos 
que influenciam nas características dos fios.
63Corte e Modelagem de Cabelo
Referências
BIONDO, S.; DONATI, B. Cabelo: cuidados básicos, técnicas de corte, coloração e embele-
zamento. 3. ed. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003.
CINTRA, R. Cortes de Cabelo: Técnicas e Modelagem. São Paulo: Editora Cengage lear-
ning Iv, 2010.
HALAL, J. Dicionário de Ingredientes de Produtos para Cuidados com o Cabelo. São 
Paulo: Editora Cengage learning, 2011.
BARSANTI, L. Dr. Cabelo: saiba tudo sobre os cabelos. >Estética, recuperação capilar e 
prevenção da calvície. São Paulo: Elevação, 2009.
CINTRA, R. Como seu Cabelo pode Transformar seu Visual. São Paulo: Editora Aleph, 
2011.
HALAL, J. Tricologia e a química cosmética capilar. São Paulo: Cengage learning, 2012.
JUNIOR, A. C. L; Como vencer a queda capilar. Caeci Editorial, 2012.
MARQUES, S. A História do Penteado. São Paulo: Editora Matrix, 2009.
VITA, A. C. História da Maquiagem, da Cosmética e do Penteado. São Paulo: Anhembi 
Morumbi, 2009.
65Corte e Modelagem de Cabelo
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Entender conceitos de cortes de cabelo.
• Identificar ferramentas para cortes de cabelo.
CAPÍTULO 4
Especificações dos cortes de cabelo
Marília Bezerra de Carvalho
TÓPICOS DE ESTUDO
1 Tipos de tesoura 3 Finalização de corte
• Fio navalha.
• Fio laser.
• Barracuda.
• Escova lisa.
• Escova modelada.
2 Conceitos de geometria
• Divisão.
• Angulação.
Corte e Modelagem de Cabelo66
Contextualizando o cenário 
Ter as ferramentas corretas e saber como utilizá-las é fundamental para realizar um bom 
trabalho. Conhecer os diversos tipos de tesouras, navalhas, pentes e ângulos possibilita ao 
profissional construir e criar uma assinatura visual e uma gama enorme de cortes em seu 
portfólio. Para isso, no decorrer do capítulo, será possível conhecer, diferenciar e entender a 
utilidade das tesouras tipo navalha, barracuda, fio laser e o diferencial de cada uma.
Portanto, fica a questão: o que atribui a cada tipo de tesoura uma característica e uma finali-
zação completamente diferente da outra?
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67Corte e Modelagem de Cabelo
4.1. Tipos de tesoura
Existem vários tipos, modelos, fabricantes, 
tamanhos e materiais dos quais as tesouras podem 
ser feitas. Todos esses aspectos são pontos impor-
tantes e influenciam não somente a forma como o 
profissional vai utilizar a ferramenta, mas também 
interferem diretamente no resultado final e na 
satisfação do cliente.
O tipo de tesoura escolhido para a realiza-
ção do corte depende exatamente do efeito que se 
espera obter. Somente a ferramenta certa não é o 
suficiente para um resultado perfeito. Uma ferramenta boa, sem a técnica e prática necessá-
rias, é inútil. Então saber para que serve é tão importante quanto saber como utilizar a tesoura. 
Dica
O primeiro artefato histórico que se assemelha às tesouras atuais data de 1300 
a.C. e era utilizado para cortar lã de ovelhas (DAROS, 2010).
É muito comum encontrar tesouras semelhantes com valores bastante diferentes, por 
isso é sempre bom estar atento ao material com o qual a tesoura foi feita. Geralmente, a 
matéria-prima é uma mistura de aço com outros metais. Estas misturas podem oferecer uma 
série de propriedades para as tesouras. Assim, pode-se ter tesouras que não enferrujam, que 
permanecem mais tempo afiadas, que não entortam e que oferecem maior conforto para o 
profissional. Portanto, o material da tesoura interfere não só no valor mas também na dura-
bilidade do produto. Até o cabo pode ser feito de materiais diferentes, que interferem tanto 
na parte estética quanto no conforto durante manuseio e vida útil do produto. Alguns mode-
los apresentam anéis de encaixe do dedo polegar giratório e um ponto de apoio, assim o pro-
fissional pode exercer os movimentos do corte com maior comodidade e segurança, visto 
que estes pontos evitam o desgaste excessivo do nervo extensor do dedo mínimo.
É interessante ressaltar também que existe diferença em relação ao tamanho das tesou-
ras. As maiores geralmente são utilizadas para cortar mechas grandes de cabelos, enquanto as 
menores são utilizadas em franjas, cortes em cabelos curtos e efeitos nas pontas. Portanto, o 
profissional deve avaliar o objetivo do corte e escolher as tesouras mais adequadas a cada caso, 
assim como deve ser capaz de mantê-las devidamente conservadas e higienizadas. 
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Corte e Modelagem de Cabelo68
Há, ainda, a higienização, que envolve a remoção dos resquícios de cabelos e esterili-
zação para remoção de micro-organismos. Essa esterilização pode ser feita com por meio 
de calor seco (estufa) ou vapor de água sob pressão (autoclave). Para a conservação, é indi-
cado que o profissional evite o atrito da tesoura com outros materiais e coloque, em média 
a cada dez cortes, uma gota de óleo lubrificante próximo ao parafuso.
Quanto ao fio e corte, atualmente existem três tipos de tesouras no mercado: a fio 
navalha, a fio laser e a barracuda. Cada uma é específica para processos diferentes, que 
serão detalhados a seguir.
4.1.1. Fio navalha
A tesoura fio navalha possui lâminas afia-
das e sem ranhuras, lisas como uma navalha. Essa 
característica levou à nomeação da tesoura como 
fio navalha. Extremamente afiada até a ponta, 
ela é utilizada para fazer cortes em cabelos mais 
grossos ou que requerem um tipo de finalização 
semelhante ao que uma navalha proporcionaria. 
Por não apresentar ranhuras, ela permite que o cabelo deslize, sendo a escolha per-
feita para cortes repicados, desfiados e assimétricos. Ao utilizar esse tipo de tesoura, o 
profissional deve ter em mente que ela é uma ferramenta muito potente e precisa e que 
deve ser usada com leveza, ou pode cortar mais do que se gostaria.
Cabelos que passaram por procedimentos químicos prévios como alisamento, pro-
gressiva ou relaxamento não são indicados para o uso dessa tesoura. O resultado final do 
corte repicado feito com a tesoura navalha aumenta o aspecto e sensação de porosidade 
e desgaste nas pontas dos fios, o que faz com que o cliente sinta necessidade de renovar o 
corte com maior frequência, já que o cabelo aparenta desgaste mais rapidamente.
Nem todo profissional sabe dessa contraindicação e acaba utilizando o equipamento 
indevidamente. Saber diferenciar qual cabelo foi ou não alisado é difícil atualmente. Com a 
grande preferência por cabelos lisos, a escova progressiva é uma das técnicas mais utiliza-
das atualmente em salões de beleza (BIONDO, 2003). Por isso, sempre é importante per-
guntar ao cliente os procedimentos realizados no cabelo antes de qualquer atendimento. 
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69Corte e Modelagem de Cabelo
4.1.2. Fio laser
A tesoura tipo fio laser possui lâminas afia-
das, porém com várias micro ranhuras durante 
todo o seu comprimento. Essas micro ranhuras, 
também conhecidas como microsserrilhas, podem 
estar em apenas uma das lâminas da tesoura ou 
nas duas. Isso permite fazer cortes que requerem 
um maior nível de precisão, já que as ranhuras impedem que o cabelo deslize, oferecendo, 
assim, mais firmeza ao corte. Essa tesoura é chamada popularmente de laser justamente 
pelo nível de precisão que propicia, sendo a ferramenta certa para utilizar quando se deseja 
cortes retos, onde qualquer falha fica bastante evidente.
Esse tipo de tesoura é bastante utilizado para iniciar cortes, já que possui bastante 
precisão. Ela é utilizada não apenas em cortes retos, mas também para cortes que não 
envolvem desfiar os fios, além de muitos cortes masculinos e cortes geométricos. 
Dica
A lâmina de uma tesoura de boa qualidade pode durar entre três e quatro anos, 
realizando os mais diversos cortes sem que a afiação seja necessária (DAROS, 2010).
Por ter uma lâmina serrilhada, esse tipo de tesoura não deveser afiada de qualquer 
maneira, ou pode acabar danificada ou mesmo inutilizada. 
4.1.3. Barracuda
A tesoura do tipo barracuda ou dentada, 
como também é conhecida, é uma ferramenta 
bastante fácil de distinguir entre as demais: ela 
tem lâminas diferentes de um lado e de outro. 
Esse é um tipo de tesoura utilizada para 
finalização de cortes e não pode ser aplicada 
com o intuito de diminuir o comprimento dos 
fios, pois não permite a realização de cortes retos. É bastante utilizada em cortes que não 
necessitam de muita simetria e para retirar volume de cabelos cacheados. Porém esse efeito se 
dá apenas no comprimento dos fios, se feito na raiz dos cabelos, o resultado pode ser inverso.
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Corte e Modelagem de Cabelo70
Esse tipo de tesoura é complementar aos outros dois modelos citados anteriormente, 
já que ela é utilizada apenas para estilizar. Existem vários modelos, que variam no tamanho 
das lâminas e na distância entre os dentes. Cada variação cria um efeito diferente, mas 
todas proporcionam um corte irregular e texturizado. As tesouras com dentes mais espa-
çados são adequadas para cortes em camadas de cabelos médios e longos, e ainda, para 
reduzir o volume de cortes que deixam as pontas muito volumosas, como o chanel. Em 
contrapartida, as tesouras com dentes menos espaçados são adequadas para cortes curtos 
e com efeito batido, como para alguns cortes masculinos.
Além dos tipos de tesouras citadas, existe ainda a tesoura térmica. Essa tesoura pro-
mete selar as pontas dos fios, evitando o aparecimento de pontas duplas e mantendo o 
corte por mais tempo. Para isso, esta tesoura realiza o corte com lâminas aquecidas entre 
110 e 150 °C, cauterizando as pontas. 
4.2. Conceitos de geometria
Os cortes de cabelos devem ser aplicados considerando parâmetros da geometria 
capilar, como ângulos e linhas de corte. Por isso, experiência e prática são necessárias para 
que o corte saia perfeito e com todos os ângulos acertados e harmoniosos. Muitas vezes 
o profissional vai precisar de mais do que um pente e uma tesoura: instrumentos como 
réguas, esquadros e paquímetros são grandes aliados para não se cometer erros.
Cortes repicados e assimétricos sem-
pre foram muito bem aceitos, principal-
mente pela parcela feminina e, de certa 
forma, ajudam a dar uma leveza ao visual. 
Porém, os cortes geométricos e bastante 
estruturados, além de muito bonitos e prá-
ticos no dia a dia, são de extrema complexi-
dade de execução.
Os cortes angulares já foram uma febre e, por vezes, ressurgem com nomes diferen-
tes. O profissional precisa conseguir visualizar de forma clara linhas e ângulos tanto do 
rosto do cliente quanto dos cortes que ele vai fazer no cabelo. Além disso, o profissional 
deve prever o resultado final e aconselhar sobre o melhor tipo de comprimento e finaliza-
ção, levando em consideração tanto as feições e proporções quanto o tipo de cabelo. 
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71Corte e Modelagem de Cabelo
Não há uma regra quanto ao comprimento 
para os cortes geométricos, porém quando 
são mais curtos, os ângulos são mais visíveis. 
Ao aplicar os conceitos da geometria capilar, 
os profissionais devem respeitar a divisão e a 
angulação necessárias para harmonizar o corte 
dos cabelos com o formato do rosto do cliente e 
o objetivo almejado no trabalho. 
Pausa para refletir
Cortes geométricos ficam bem em qualquer formato de rosto? Em qualquer comprimento de 
cabelo? Devo aconselhar o cliente do contrário se achar que o corte não vai funcionar?
4.2.1. Divisão
Todo tipo de corte de cabelo começa com algumas divisões feitas pelo profissional de 
forma a melhor coordenar os passos e etapas a seguir, de forma que sejam lógicas e faci-
litem o processo. Existem algumas divisões básicas que devem ser feitas e outras que são 
mais eficientes para alguns tipos específicos de cortes.
Visão lateral
Vista lateral 
Parte de
trás
Topo
superior Franja
Lateral
direita
frontal
Lateral
direita
atrás
Osso
occipital
É possível dividir os cabelos em retas horizontais, verticais, diagonais e curvas, sendo 
que as mechas podem ser colocadas para frente ou para trás. Ainda é possível subdividindo 
as mechas em baixas, médias e altas. 
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Corte e Modelagem de Cabelo72
• Retas horizontais
As retas ou linhas horizontais são importantes para criar a largura do design do cabelo 
por meio do corte. Devem ser consideradas de modo alinhado, estendendo-se em uma 
mesma direção e mantendo uma distância constante de um ponto de referência.
• Retas verticais
As retas ou linhas verticais são importantes para criar a altura, ou seja, o comprimento 
do design do cabelo. O corte correto do cabelo baseando-se em linhas verticais podem 
oferecer resultados que fazem os cabelos parecerem mais longos e mais estreitos.
• Retas diagonais
As retas ou linhas diagonais são importantes para destacar ou minimizar caracte-
rísticas faciais ou produzir um design capilar interessante. O profissional deve posi-
cionar estas linhas entre as linhas horizontais e verticais.
• Linhas curvas
As linhas curvas são empregadas para suavizar o design do corte ou até mesmo 
para criar efeitos de ondas. Estas linhas podem ser em formato circular ou semi-
circular, podendo ainda serem executadas na horizontal, vertical e diagonal. Para 
a criação do efeito de onda, o profissional pode realizar cortes em linhas curvas de 
modo repetido e em direções opostas, de modo que as linhas se movam no sentido 
horário e anti-horário.
Todas essas divisões, quando bem aplicadas e seguidas durante todo o processo, 
fazem com que o corte tenha estabilidade, ou seja, que um lado não fique maior do que o 
outro. Sobrancelhas, orelhas, meio da testa e nuca são elementos faciais que ajudam a tra-
çar essas guias, de forma que a harmonização do próprio rosto ajude a encontrar a angula-
ção perfeita para o corte.
Visão de cima
Vista superior
Lateral
direita
atrás
Lateral
direita na
frontal
Parte de trás
Topo
superior 
Franja 
Lateral
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atrás
Lateral
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73Corte e Modelagem de Cabelo
Uma das técnicas que levam esses pontos em conta é o visagismo, utilizado há 
décadas em vários países. Ele propõe compreender não somente as características faciais 
do cliente, mas aspectos de sua personalidade para que o procedimento realizado tenha 
sua satisfação maximizada. 
O visagismo é uma técnica que busca a beleza do cliente evidenciando e suavizando 
suas características físicas por meio de maquiagem e design dos cabelos. Considerando o 
design dos cabelos, também chamado de design tridimensional, tem-se a consideração de 
elementos como linha, forma, espaço, textura e cor dos fios. As linhas podem definir o com-
primento, a largura, a suavidade e o movimento dos cabelos; a forma está relacionada com o 
contorno do penteado e seu volume; o espaço está relacionado com a área que o cabelo está 
ocupando devido a sua forma; a textura está relacionado com o aspecto liso, ondulado ou 
cacheado dos fios; e a cor com a colorimetria das madeixas. De modo geral, estes elementos 
devem ser escolhidos de acordo com o formato e comprimento da cabeça, da face e do pes-
coço, com a linha do ombro e com o tom de pele. Portanto, segundo esta técnica, o corte em 
harmonia com as demais características do cliente pode favorecer sua beleza.
A proposta para evidenciar a beleza do cliente consiste em atrelar diferentes fatores e 
elementos para que seja possível criar o corte, e não apenas copiar uma referência pronta, 
cujo resultado poderia não combinar com o cliente.
4.2.2. Angulação 
O espaço entre duas linhasou superfícies pode ser chamado de ângulo. Este conceito 
é muito importante na área capilar, pois o ângulo de corte pode provocar diferentes efeitos 
nos cabelos e, consequentemente, no visual de uma pessoa. Basicamente, há dois tipos de 
angulação que se deve levar em consideração quando se trata de corte de cabelo: a angu-
lação na qual você eleva as mechas de cabelo a serem cortadas e a angulação na qual posi-
ciona os dedos nas pontas do cabelo. 
Depois de feitas todas as divisões que 
o guiarão durante o corte, a mecha deve ser 
projetada para longe do restante do cabelo e 
elevada em uma angulação que pode variar 
entre zero, 45, 90, 135 e 180 graus. A angu-
lação zero é empregada nos cortes retos, 
quando o corte do cabelo é realizado com as 
pontas direcionadas para baixo, em direção 
ao chão. A angulação 45 graus é empregada ©
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Corte e Modelagem de Cabelo74
quando se deseja produzir um suave aspecto de camadas e oferecer leveza às pontas dos 
cabelos. Neste caso, os cortes são realizados com as mechas inclinadas entre o ângulo reto 
e o ângulo de 90 graus em relação ao chão. A angulação 90 graus é utilizada para produzir 
cortes com camadas bem marcadas. Para isso, o corte é realizado com as mechas posicio-
nadas de modo paralelo em relação ao chão. Pode-se ainda, obter cabelos em camadas com 
graduação, empregando cortes com angulação de 135 graus. Essa angulação é obtida com 
a mecha posicionada entre o ângulo de 90 graus (paralelo ao chão) e o ângulo de 180 graus 
(perpendicular ao chão). A angulação de 180 graus é interessante para obter cortes com 
camadas alongadas nos cabelos. Além da angulação da mecha, deve-se considerar ainda a 
forma como se posiciona os dedos durante a execução do corte. Este posicionamento tam-
bém pode dar mais ou menos peso ao corte, deixando-o mais aberto ou fechado. 
Pausa para refletir: 
Entender de ângulos e matemática realmente é essencial? Dominar a prática sem entender o 
porquê da teoria é válido?
4.3. Finalização de corte
A finalização é um ponto essencial de qualquer procedimento. Fazer um serviço impe-
cável e não saber evidenciá-lo com uma finalização maravilhosa e que valorize os pontos for-
tes do corte ou coloração recém-realizados é o mesmo que fazer um serviço pela metade. 
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75Corte e Modelagem de Cabelo
Uma boa finalização acentua todos os pontos fortes do cabelo, dá mais movimento, 
brilho e chama a atenção para franjas, linhas retas, camadas, repicados e colorações.
O tipo de finalização que se deve adotar depende de alguns fatores, dentre eles, o proce-
dimento que foi realizado, o que se quer enfatizar e o tipo de cabelo do cliente. Cabelos lisos, 
cacheados e crespos devem ser estilizados de formas diferentes para evidenciar seus melhores 
atributos. Uma finalização inadequada pode tirar todo o brilho e qualidades dos fios.
Assim como no momento do corte, temos 
várias ferramentas diferentes para o momento 
da finalização. Existem escovas de diversos tama-
nhos e funcionalidades diferentes. Também exis-
tem equipamentos com vários tipos de cerdas 
diferentes, que podem ser sintéticas ou naturais e 
ainda podem variar quanto a sua resistência e até 
quanto ao tipo de cabo. 
• Tipos de escovas e cerdas
Os tipos de escovas e os materiais das 
cerdas devem ser escolhidos com conhe-
cimento e cautela de acordo com a finalidade do uso e tipo do cabelo. Destaca-se 
ainda que, modo geral, as escovas devem pentear sem provocar a quebra dos fios. 
Considerando o diâmetro das escovas empregadas nos processos de escovação, 
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Corte e Modelagem de Cabelo76
tem-se desde escovas fininhas até escovas grossas. As fininhas são adequadas para 
cabelos muito curtos e para obter cachos pequenos e com aspectos mais fechados. 
Em contrapartida, as escovas com diâmetros maiores são adequadas para cabe-
los longos e para modelagem de cachos mais abertos e com aspecto mais solto, 
podendo conferir mais movimento e leveza à escovação. Porém, além do diâmetro 
deve-se avaliar o material da escova e de suas cerdas. 
As escovas de cerâmica, metais e turmalina auxiliam no aquecimento dos fios e redu-
ção do frizz. Já em relação às cerdas, pode-se ter cerdas naturais (como cerdas de javali) 
ou sintéticas (como cerdas de nylon). As cerdas sintéticas tendem a desembaraçar melhor 
os fios, enquanto as cerdas naturais tendem a proporcionar maior firmeza à escovação, ao 
mesmo tempo em que são macias. Por isso, de modo geral, é interessante o uso de esco-
vas com cerdas mistas. Quanto à altura das cerdas, deve-se observar que cerdas mais cur-
tas também proporcionam maior alinhamento dos fios e mais firmeza à escovação. Outro 
aspecto importante a ser observado é a presença de bolinhas nas pontas das cerdas. 
Durante a escovação, as bolinhas favorecem a firmeza dos movimentos. No entanto, o pro-
fissional deve optar por escovas sem estas bolinhas no caso de escovação dos cabelos cres-
pos ou sensibilizados, visto que as mesmas tendem a enroscar nos fios.
Todos esses fatores devem ser levados em consideração no momento de escolher a 
melhor escova para cada tipo de cabelo. Por exemplo, cabelos crespos são os mais frágeis 
e quebradiços, de forma que as cerdas naturais e macias são as mais indicadas nesse caso, 
visto que desembaraçam os fios de modo mais suave em relação às sintéticas. Seja cuida-
doso, a ferramenta incorreta pode causar danos aos cabelos do cliente. Além disso, lem-
bre-se sempre de higienizar corretamente as escovas a cada cliente. Esta higienização deve 
envolver a remoção dos fios e a lavagem com água, sabão líquido ou detergente.
4.3.1. Escova lisa
Uma escova bem feita começa antes do processo de alisamento dos fios. Deve-
-se lavar sempre muito bem os cabelos e o couro cabeludo: o xampu deve ser aplicado no 
mínimo duas vezes, ou quantas forem necessárias. Quanto mais limpo o cabelo, melhor 
será a duração da modelagem e a facilidade do processo. Aplique sempre um bom condi-
cionador no comprimento dos fios e enxágue bem para tirar o excesso de oleosidade que 
pode ser deixado pelo produto. Após esse processo, retira-se o excesso de água e aplica-
-se um protetor térmico. É importante não exagerar na quantidade de produto utilizada, se 
houver um exagero nesse momento, os fios podem ficar pesados e com um aspecto sujo. 
77Corte e Modelagem de Cabelo
O processo da escova é simples: seque a maior parte da umidade com o secador, separe 
o cabelo em algumas partes e vá pegando algumas mechas pequenas aos poucos e termi-
nando de secar enquanto dá a forma desejada. De acordo com Cintra (2010), pode-se traba-
lhar com mechas de 2,5 cm por toda cabeça e utilizar uma escova de cerdas redondas e 
grandes para alisar e secar os fios. Segundo o autor, este tipo de escova permite que o profis-
sional execute os movimentos com mais pressão, resultando em uma escova com acaba-
mento mais fino. Além disso, é fundamental manter a escova e o fluxo de ar passando por 
todo o cabelo. No caso da escova lisa, o processo é ainda mais simples e tende a ser mais 
rápido do que uma finalização mais modelada. 
Com o secador a alguns centímetros de distância 
do cabelo, e principalmente do couro cabeludo, enrole a 
mecha na escova e deslize o cabelo. Repita o processo até 
que o cabelo esteja completamente seco e liso. Também é 
importante destacar como a mecha será posicionada e enro-
lada na escova, visto que a posição da escova pode definir 
o aspecto do penteado na raiz e nas pontas. Caso a escova 
seja posicionada sobre a mecha e girada no sentido anti-
-horário, tende-se a reduzir o volume da raiz dos cabelos do 
cliente e a obter pontas levemente posicionadas para fora. Porém, caso a escova seja posi-
cionada sob a mecha e girada no sentido horário,tende-se a obter uma raiz com aspecto 
mais volumoso e pontas levemente posicionadas para dentro. Cintra (2010) orienta o uso 
da lateral do bico do secador para manter o controle da mecha trabalhada e ainda, o botão 
de resfriamento do secador para ajudar a definir o movimento ou a uniformidade da esco-
vação. Para um look ainda mais liso pode-se utilizar a chapinha para finalizar.
4.3.2. Escova modelada
A escova modelada é, basicamente, uma variação do processo da escova lisa. Segue-se o 
mesmo processo de lavagem, mas nesse tipo de finalização é ainda mais importante não exa-
gerar nos produtos que possam vir a criar peso nos fios: quanto mais pesado o cabelo mais difí-
cil será para fazer e manter qualquer tipo de modelagem sem aplicar fixador.
Dica
Principalmente em cortes restos e angulares, é importante que o processo de 
secagem e modelagem seja bem executado, gerando o formato suave que se deseja. Assim a 
precisão do corte será destacada (CINTRA, 2010).
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Nesse tipo de finalização, o tipo de escova escolhido para o processo é um pouco 
mais importante e influencia fortemente no resultado final. Escovas menores vão dar um 
resultado com pontas mais fechadas e com um efeito mais cacheado. Já uma escova de 
diâmetro maior vai dar um efeito de ondas maiores, com mais movimento e com uma apa-
rência mais natural.
A escova modelada, por não deixar as pontas retas, 
proporciona um acabamento com mais movimento, dando 
mais leveza ao resultado final e um pouco mais de volume. 
Em cabelos de comprimento um pouco mais curtos, o 
resultado pode remeter a penteados retrô. Por isso, é pre-
ciso verificar se isso é esperado pelo cliente. Comunicação 
sempre! Também é interessante observar que este tipo de 
escovação pode ser útil para disfarçar aspectos indesejá-
veis como pontas rígidas, secas e ásperas.
Proposta de Atividade
Reforce seu aprendizado com o exercício sugerido a seguir. A atividade não é avaliativa, 
mas é uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos e fixar o conteúdo estudado no capítulo.
Agora é a hora de recapitular tudo o que você aprendeu nesse capítulo. Elabore uma apre-
sentação com alguns tipos de cortes geométricos em comprimentos diferentes. Descreva 
como foi feito o corte, quais as tesouras utilizadas e quais as divisões realizadas durante o 
procedimento. Para cada corte, descreva como seria a finalização pela qual você optaria, 
destacando as principais ideias abordadas ao longo do capítulo. Ao produzir sua apresenta-
ção, considere as leituras básicas e complementares realizadas. 
Recapitulando
Cortar cabelo envolve conhecimentos que vão além do que se vê durante o processo 
no salão de beleza. Isso envolve horas de estudo sobre harmonia facial, geometria e enten-
dimento sobre os vários tipos de rosto e ferramentas diferentes. 
Saber fazer o corte é importante, mas entender o passo a passo do processo e o 
porquê de um ângulo funcionar melhor que outro é também de grande valia não só para 
executar bem o serviço, mas também para saber explicar ao seu cliente porque um corte 
inspiração dele, tirado de uma revista talvez não funcione ou não seja tão prático assim 
para o seu tipo de cabelo. 
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79Corte e Modelagem de Cabelo
Nem sempre a referência que o cliente tem em mente é a que funcionará melhor fun-
ciona e terá harmoniza com seu tipo de rosto, de cabelo e muito menos com sua personali-
dade. Saber abordar outras opções e explicar seu ponto de vista é de extrema importância.
O embasamento teórico lhe proporciona mais fundamento e argumentos. Acima de qual-
quer habilidade, compreender o que você está executando é muito importante, muitos profis-
sionais executam cortes e procedimentos sem realmente entender as reações e resultados. 
Por isso, saber reconhecer as ferramentas e o emprego de cada uma no corte e na 
finalização é importante. Da mesma forma, é importante saber prever como o emprego de 
cada uma vai influenciar no resultado e evita erros. 
Esse tipo de experiência vem com o tempo de profissão, para adquirir tal destreza é 
necessário treino, empenho e investimento em cursos e aperfeiçoamento. Somente a prá-
tica leva à perfeição e, dessa forma, você estará investindo no futuro da sua carreira.
Corte e Modelagem de Cabelo80
Referências
BIONDO, S.; DONATI, B. Cabelo: cuidados básicos, técnicas de corte, coloração e embele-
zamento. 3. ed. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003.
BARSANTI, L. Dr. Cabelo: saiba tudo sobre os cabelos. Estética, recuperação capilar e pre-
venção da calvície. São Paulo: Elevação, 2009.
CINTRA, R. Cortes de Cabelo: Técnicas e Modelagem. São Paulo: Editora Cengage learning 
Iv, 2010.
DAROS, C.; HORDAN, J. Básico sobre tesoura para cabelo. Academy bsg.u, 2010.
81Corte e Modelagem de Cabelo
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Aplicar produtos e técnicas de preparação para penteado.
CAPÍTULO 5
Preparando o cabelo para penteados
Nelma Faleiro
TÓPICOS DE ESTUDO
1
Produtos para modelagem, fixação e 
finalização
3 Enrolamento com bobes
• Mousse.
• Spray fixador.
• Silicone.
• Pomada.
• Bob pequeno.
• Bob médio.
• Bob grande.
2 Preparação com prancha e babyliss 4 Preparação com bucles
• Finalizando com prancha.
• Enrolamento Italiano.
• Enrolamento tradicional.
• Caracóis.
• Variação do bucle.
Corte e Modelagem de Cabelo82
Contextualizando o cenário 
A preparação dos cabelos é um processo fundamental para um resultado com excelência nos 
penteados. Produtos como o mousse, spray fixador, silicone e pomada exercem uma função 
importante para o acabamento, tempo de duração e possibilitam também a utilização de 
uma maior variedade de técnicas de trabalho. Diante disso, como podemos classificar para 
que serve cada produto citado acima?
83Corte e Modelagem de Cabelo
5.1. Produtos para modelagem, fixação e finalização
Os produtos de modelagem podem auxiliar no desenvolvimento de cada penteado e 
valorizar o trabalho executado. Eles servem como instrumento de definição do que será feito 
no penteado escolhido. Entre eles, podemos destacar os produtos de fixação e finalização.
Os produtos de fixação são indispensáveis quando o assunto é penteado, já que 
aumentam a durabilidade e trazem polimento aos fios. Já, os produtos de finalização aju-
dam na redução de frizz, no polimento e também na durabilidade do penteado.
O mousse de cabelo, por exemplo, também conhecido como espuma modeladora, é um 
produto utilizado em penteados para proteger, endurecer ou pentear os fios. O termo “mou-
sse” é originário do francês que significa espuma. Veremos mais sobre esse produto a seguir.
5.1.1. Mousse
O mousse foi trazido para o mercado de varejo norte-americano pela L’Oréal nos 
anos 80 e o primeiro mousse produzido chamava-se “Valence”. Muitas vezes o mousse é 
dispensado por meio de um spray de espuma de aerossol ou em forma de creme.
Este produto confere volume aos cabelos e muitas vezes fornece condicionamento 
de forma leve, sem excesso de produto ou acúmulo de óleo nos fios. É um produto para 
penteados que usa resinas sintéticas para revestir os fios, ajudando o cabelo a moldar em 
determinada forma e sem frizz.
O mousse capilar possui coloração púrpura enquanto está dentro da lata e passa a 
apresentar uma tonalidade off white ao entrar em contato com o ar. Considerado um dos 
produtos capilares mais leves, o mousse deve ser aplicado nos fios molhados antes da seca-
gem e modelagem. O produto pode ser usado em cabelos naturalmente encaracolados ou 
com permanente para reduzir o frizz e definir as ondulações. Conforme explica Gomes: 
As mousses são produtos veiculados na forma de aerossol. O produto, líquido dentro 
da embalagem, ao passar pela válvula, não forma névoa, mas sim espuma (em virtude 
da presença de tensoativos e da compatibilidade com o propelente). São considerados 
por muitos como os produtosde estilização mais versáteis. Como estão na forma de 
espuma, podem ser usados nos cabelos úmidos ou secos. (1999, p. 90)
No início dos anos 80, a chegada do mousse na América do Norte ficou conhecida 
como “mousse mania” conforme os cabeleireiros apresentavam o novo produto à sua clien-
tela. Ao longo de seus primeiros anos no mercado, o mousse de cabelo rapidamente se tor-
nou um produto multimilionário.
Corte e Modelagem de Cabelo84
Em meados da década de 80, a grande tendência de estilo para os cabelos eram os 
ondulados e encrespados com ondulação permanente. Por isso, o uso do mousse e outros 
produtos para aumentar o volume ganharam popularidade. Acredita-se que o ano de 1987 
marcou o declínio da “mousse mania”. A popularidade dos cabelos volumosos diminuiu e 
as pessoas começaram se preocupar com o uso de produtos que não agredissem o meio 
ambiente. Devido à composição química do produto não ser considerada ambientalmente 
amigável, seu uso diminuiu drasticamente.
Hoje em dia, o produto não é apenas 
produzido e comercializado por muitas mar-
cas diferentes, mas também é indicado para 
diferentes tipos de cabelo. Há mousses ven-
didos especificamente para cabelos cachea-
dos, bem como para cabelos lisos ou com 
coloração.
O mousse é um produto que modela 
os fios, dá volume e define os cachos. É 
muito versátil, por isso é popular tanto para penteados curtos quanto para os longos. 
Quando aplicado no cabelo molhado, que seca naturalmente, ao ar livre, o cabelo fica com 
um aspecto molhado, mas ao contrário do gel de cabelo, o mousse proporciona uma apa-
rência mais suave. Quando o mousse de cabelo é aplicado no cabelo úmido, que é secado 
com um secador de cabelo, fornece volume e polimento ao penteado.
Afirmação
Durante a aplicação, certifique-se que o mousse foi aplicado no cabelo todo, da 
raiz às pontas (GOMES,1999, p. 90).
Quanto à composição, pode-se dizer que o primeiro ingrediente do mousse de cabelo é a 
água, que é a principal substância usada para misturar as substâncias químicas variadas. Outro 
ingrediente é o álcool, que ajuda a dissolver os ingredientes já adicionados à água, além de 
ajudar a produzir uma quebra rápida de espuma. Outros ingredientes adicionados em vários 
mousses de cabelo são as vitaminas, silicones, protetores solares e corantes, que tendem a 
auxiliar em funções adicionais, como fornecer condicionamento e tratamento aos fios.
Existe também o mousse de cor, que é usado para cobrir cabelos grisalhos e criar 
penteados ao mesmo tempo. Ele tem uma coloração semipermanente e pode ser usado 
para mudar o tom do cabelo que está perdendo a cor. 
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85Corte e Modelagem de Cabelo
Pausa para Refletir
O mousse é um dos produtos mais versáteis, pois dá volume, definição e modela os fios. 
Sendo assim, qual a forma de utilização ideal do mousse para penteados nos quais os cabe-
los serão alinhados?
5.1.2. Spray Fixador
Para determinar quando o spray de cabelo deve ser utilizado, é necessário saber qual 
o propósito do uso. O objetivo pode ser uma leve fixação, ideal para dar estabilidade ao 
penteado, mas ainda permitir que o cabelo se mova naturalmente. O objetivo também 
pode ser uma fixação extraforte, que mantém o cabelo no lugar independentemente das 
condições climáticas, desde que ele não seja umedecido.
Aplicar o spray de cabelo muito próximo das raízes implica no risco de saturar o 
cabelo, o que resultaria num visual oleoso e sem brilho. Portanto, ao pulverizar nos fios, 
certifique-se de segurar o produto a pelo menos 20 cm de distância da cabeça.
Proteja o rosto da cliente para que não ocorra contaminação da região ocular
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Corte e Modelagem de Cabelo86
O cabelo volumoso reinou nos anos 70 e 80 e o spray de cabelo era outro produto 
que muitas mulheres usavam para obter o volume considerado ideal na época. Para criar tal 
aspecto, o ideal é pulverizar spray de volume, elevando as raízes com movimentos suaves 
com as pontas dos dedos.
Os sprays que criam volume permitem manusear os fios após seu uso, diferente-
mente dos produtos de fixação extraforte, que devem ser usados apenas ao final do pen-
teado, pois deixam os fios completamente rígidos e sujeitos à quebra caso tentemos 
penteá-los ou manuseá-los após a aplicação do produto.
Para os indesejáveis frizz, o spray extraforte pode ser utilizado de maneira diferente. 
Ao invés de borrifar diretamente nos fios, o produto pode ser borrifado nas palmas das 
mãos e aplicado suavemente sobre o frizz. Essa forma de aplicação, é ideal para penteados 
mais alinhados e sem ondas.
Logo após a preparação, pode-se pulverizar spray fixador
A aplicação do produto logo após o término da preparação dos cabelos é fundamen-
tal, pois ajuda na fixação da nova forma dos fios. É preciso tomar alguns cuidados para não 
umedecer os cabelos pré-preparados, como manter no mínimo uma distância de 20cm 
durante a aplicação, utilizar fixação suave ou moderada, utilizar produtos com jato seco e 
pouca ação condicionante.
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87Corte e Modelagem de Cabelo
Pulverize a cada etapa da construção do penteado 
Após a preparação, vem a etapa de construção do penteado, nesse momento ainda 
não é recomendado o uso de spray forte. Os de ação moderada e suaves são os mais indi-
cados, pois permitem modelar as mechas de acordo com a evolução do penteado.
Os sprays são tradicionalmente utilizados para fixar o penteado, manter os cachos 
após sua formação e reduzir a estática. Podem proporcionar volume quando utilizados 
durante o penteado e aplicados próximo da raiz. São ótimos para acentuar detalhes 
GOMES,1999, p. 89).
Após a construção do penteado, pode-se usar o spray fixador para o acabamento, 
porém o cuidado com o rosto da cliente é essencial. Principalmente nas regiões frontais, 
proteja o rosto da cliente, para que não corra o risco de pulverizar o produto nos olhos.
O spray fixador é um produto essencial para construção e finalização do penteado. 
Por isso, saber manuseá-lo adequadamente no momento do uso é tão importante
 Atualmente, o spray de brilho é muito utilizado para finalização pois proporciona um 
acabamento alinhado e com aparência de fios hidratados. Este produto consiste no mesmo 
sistema de aplicação do spray de fixação, em que o aerossol, geralmente em embalagem 
metálica, produz uma névoa fina sobre os fios. Porém, diferente dos produtos de fixação, 
o spray de brilho é um produto oleoso e leve, indicado para ser em cabelos com aparência 
seca ou com frizz.
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Corte e Modelagem de Cabelo88
O spray é um produto indispensável quando se trata de finalizar penteados, porém 
para conseguir o mesmo volume de raiz e fixação, é possível usar o pó volumizador ou pó 
texturizante. Este produto cria volume na raiz e é indicado para criar topetes, franjas com 
volume e também para trazer densidade na raiz sem pesar ou perder a maleabilidade. Ele 
deve ser aplicado em pouca quantidade, apenas onde se deseja volume. Sua aplicação não 
dispensa o spray fixador ao término do trabalho para dar acabamento.
Pausa para Refletir
Os primeiros produtos de fixação em spray eram os famosos laquês. Atualmente temos uma 
gama de produtos para fixação. Do maior até o menor grau de fixação, como os produtos 
fixadores são classificados atualmente?
5.1.3. Silicone
O silicone é um mineral, ingrediente eficaz e comumente utilizado em produtos de 
tratamento capilar. Ele fornece deslizamento e brilho, facilitando o alisamento mecânico e 
dando uma sensação condicionamento. Os silicones são uma grande classe de matéria-prima 
para produção de cosméticos e geralmente podem ser reconhecidos por nomes que termi-
nam em “cone”. Como exemplo de silicones hidrofóbicos temos: dimeticona e dimeticonol.
No cuidado com os cabelos, eles são usados principalmente para lubrificar, condicio-
nar e adicionar brilho. Os efeitos positivos são muitos, começando pelo fato de queo sili-
cone pode realmente fazer o cabelo seco e danificado parecer saudável, preenchendo a 
porosidade, diminuindo o frizz e as pontas duplas. O silicone protege os cabelos das ações 
externas, mantendo-os alinhados e brilhantes com a impermeabilização de cada fio. Ele 
também dá ao cabelo uma sensação escorregadia, quando molhado, devido ao seu revesti-
mento hidrofóbico, que é um facilitador no processo de escovação.
Afirmação
Os silicones promovem brilho, penteabilidade (efeito lubrificante), maior profun-
didade de cor e melhor sensibilidade ao tato nos cabelos (GOMES, 1999, p. 104).
89Corte e Modelagem de Cabelo
Não é um ingrediente natural e seu uso em excesso pode trazer efeitos negativos 
para os cabelos. O produto confere ao cabelo brilho, mas esse brilho ocorre devido a um 
efeito plastificado, causado pela impermeabilização que causa nos fios. O brilho em cabe-
los que estão realmente saudáveis se dá quando a camada de cutícula é selada e a luz 
reflete no cabelo. Isso só acontece quando o cabelo está adequadamente hidratado e o 
mais saudável possível.
Em excesso, pesa, tornando o cabelo sem vida com o tempo. Isso porque ele impede que 
a umidade penetre no eixo do cabelo e se torna como um imã para sujeira e poeira. Portanto, 
tem-se um bom brilho por algum tempo, mas com isso trará mais acúmulo de sujidades.
Por natureza, muitos silicones são hidrofóbicos, o que significa que eles não desapa-
recem facilmente, deixando os cabelos pesados e oleosos no final do dia. Quando o cabelo 
parece oleoso, os consumidores vão lavar e pentear o cabelo mais do que o necessário. Isso 
leva a danos extras, o que significa que esses materiais não melhoram a condição do cabelo 
ao longo do tempo. É um ciclo de danos causados pelo uso inadequado de produtos.
Como o silicone cria uma camada ao cabelo, ele pode deixar o cabelo pesado, já 
que se acumula, caso não seja lavado adequadamente. Porém é um excelente aliado no 
momento de preparação dos penteados para adicionar brilho e polimento nos fios. Como 
explica Gomes, “os silicones são termicamente estáveis, e os polímeros de silicones não 
são voláteis, produzindo um discreto filme protetor na superfície do cabelo” (1999, p. 104).
Bem utilizado e na quantidade certa, traz um acabamento bonito aos cabelos.
5.1.4. Pomada
Pomada é uma das palavras mais usadas para descrever os produtos para penteados 
hoje em dia. Atualmente, parece ser o termo genérico para descrever qualquer coisa que 
não seja um gel ou líquido.
As pomadas são usadas principalmente para deixar o cabelo elegante e organizado, 
proporcionando um acabamento de alto brilho. Basicamente, pomadas funcionam muito 
bem em penteados clássicos, que são extremamente alinhados. Ao contrário do gel, as 
pomadas não secam ou deixam o cabelo duro, permitindo pentear o cabelo novamente 
após seu uso. Opções para pomadas de brilho médio a alto estão amplamente disponíveis.
Elas podem ser divididas em duas categorias principais:à base de óleo, que é a ver-
são mais tradicional; e à base de água, a opção mais popular. Pomadas à base de óleo são 
feitas, basicamente, a partir de graxa ou petróleo, o que as torna uma opção muito barata 
em comparação com pomadas à base de água. Na década de 1950, o termo “engraxador” 
Corte e Modelagem de Cabelo90
era usado para descrever os penteados engordurados que usam esse tipo de produto. Seus 
ingredientes são insolúveis em água, o que torna difícil a lavagem total do produto.
 Embora o petróleo e a graxa possam dar ao cabelo um brilho duradouro e uma infi-
nita capacidade de molde, isso tem um custo, pois, praticamente tudo o que se usa para 
lavar pomadas à base de óleo também retira todos os óleos naturais do cabelo, potencial-
mente deixando-o com uma aparência bastante ressecada. Vale lembrar que as pomadas 
à base de óleo, se usadas com frequência, também deixam o consumidor mais propenso a 
acne, particularmente ao longo da testa e couro cabeludo. Se o xampu e o condicionador 
não lavarem efetivamente o cabelo e removerem adequadamente todo o óleo e graxa da 
pomada, os poros e folículos pilosos podem ficar obstruídos, resultando em acúmulo inde-
sejado e acne.
Pomadas à base de água, por outro lado, são um pouco mais leves. Permitem uma 
aparência similiar à das pomadas à base de óleo, mas são removidas facilmente com água. 
A maioria das pomadas à base de água não se mantém tão firme quanto as de óleo, mas 
mantêm a flexibilidade e podem ser reestilizadas ao longo do dia. 
Ainda na categoria das pomadas, existem a ceras muito utilizadas para dar acabamento 
aos fios. Normalmente, são a base de água, sendo que além de auxiliar a disciplinar os fios, 
cria polimento ou efeito desalinhado. Tem fixação mas não deixam os cabelos estáticos, sem 
maleabilidade. Portanto, não é indicada para fixar cabelos presos muito elaborados.
5.2. Preparação com prancha e babyliss
As finalizações à base de calor permitem obter cabelos com ondulação ou cachos 
fechados de forma fácil, porém muito calor pode enfraquecer o cabelo ao longo do tempo. 
No entanto, o ferro certo, usado de forma adequada, pode não danificar tanto o cabelo. Há 
muitas maneiras de evitar os danos provocados pelo calor, como usar um protetor térmico 
antes da utilização da prancha e do babyliss.
A partir do momento que se usa o calor, sempre existe risco de dano, porém isso 
pode ser minimizado. Atualmente, é possível encontrar modeladores e pranchas que redu-
zem a possibilidade de danos. Há uma abundância de opções, como ferros para cachos fei-
tos de materiais adequados para o cabelo, como cerâmica ou turmalina, ou aqueles que 
têm configurações de calor mais baixas, ou fazem o trabalho de forma mais rápida. 
91Corte e Modelagem de Cabelo
5.2.1. Finalizando com a prancha
A finalização ou preparação com a prancha é um dos métodos mais atuais e rápidos. 
Para escolher essa ferramenta para a preparação do penteado, é necessário que o profis-
sional tenha prática e total confiança. A durabilidade depende dos produtos utilizados nos 
cabelos, porém já se sabe que o penteado pode ter menor duração quando os cachos são 
feitos com a prancha, diferentemente de outros métodos para cachear.
Afirmação
Os tratamentos a quente afetam mais as ligações químicas que chamamos ini-
cialmente de “fracas” (ligações de hidrogênio da água naturalmente presente) e que pro-
duzem, na maioria dos casos, mudanças transitórias no cabelo, ou seja, estilização e 
modelagem temporária (GOMES, 1999, p. 99).
Fazer cachos com a prancha requer cuidado para que a temperatura seja alta. 
O cabelo é submetido ao contato com chapas usualmente feitas de aço, cujos movi-
mentos ocorrem no sentido de alisar o cabelo. As temperaturas podem alcançar de 
150ºC a 165ºC no metal e 95ºC a 100ºC na superfície dos fios, aquecendo o cabelo 
entre 2 a 4 segundos em áreas específicas (5 segundos em toda uma mecha) (GOMES, 
1999, p. 100).
O processo cria uma mudança temporária na fibra capilar, que proporciona resultados 
excelentes em penteados presos e semipresos.
Os penteados térmicos com secador, prancha e babyliss também rompem as ligações 
de hidrogênio dentro do cabelo, assim como faz com os penteados com os cabelos 
molhados. Esses estilos envolvem uma mudança física, cujo resultado é apenas tem-
porário. O cabelo voltará ao formato original assim que for molhado (HALAL, 2011, 
p. 194)
A versatilidade da prancha faz com que muitos profissionais usem esse instrumento 
no momento do penteado. Para a preparação, pode-se alisar ou cachear os fios e, em cabe-
los mais tratados, é possível conseguir mais brilho e polimento na finalização.
Corte e Modelagem de Cabelo92
5.2.2. Enrolamento italiano
O enrolamento italiano é realizado 
com o babyliss para baixo, sendo que as pon-
tas dos cabelos ficam fora da fonte de calor. 
Nesse processo, o cabelo é enrolado sobre o 
aparelho, criando uma espiral em volta do 
mesmo. Este tipo de preparaçãoé utilizada 
em penteados de ondas leves, criando visuais 
praianos e descontruídos. 
Conforme afirma Gomes: 
Quando o objetivo é produzir cachos, algumas escovas elétricas são usadas como o 
babyliss. Esses dispositivos podem produzir temperaturas ao redor de 70ºC a 75ºC na 
superfície dos fios durantes 120 segundos (por mecha). É importante comentar que o 
manual do equipamento recomenda o máximo de 10 segundos de exposição em áreas 
específicas do cabelo. (GOMES, 1999, p.100)
Nessa preparação, o ideal é usar pomadas leves, que não pesem sobre os fios, para 
que após a execução seja possível modelar os fios mecha a mecha para a construção do 
penteado.
No enrolamento italiano as ondas suaves permitem acabamento natural, sem que 
ocorra, necessariamente, a montagem de um penteado elaborado. Podemos indicar esse 
tipo de penteado para ocasiões leves e descontraídas.
5.2.3. Enrolamento tradicional
Este tipo de enrolamento é realizado com 
o modelador de cachos. Para realizar o pro-
cesso, deve-se começar com a aplicação de 
proteção térmica nos fios e depois fazer divi-
sões de forma diagonal, separando mechas 
que não ultrapassem o diâmetro do modela-
dor de cachos. Isso faz com que o caimento dos 
cachos seja suavizado, mesmo com sessões de 
mechas marcadas ao longo do processo. 
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93Corte e Modelagem de Cabelo
Após a aplicação do protetor, a divisão diagonal começa na parte de trás da cabeça, 
com a aplicação de um mousse de fixação a cada mecha que será modelada. Em seguida, 
deve-se enrolar as mechas de cabelo envolvendo todo o modelador de cachos aquecido até 
as pontas, o ideal é um tempo de pausa de 20 segundos. Após o tempo de pausa, solte a 
mecha suavemente, retirando o modelador por entre os fios. 
No enrolamento tradicional é possível ver ondas bem marcadas que foram trabalha-
das por toda cabeça. A proteção térmica é indispensável e pode-se utilizar produtos fortes 
para maior fixação e durabilidade do penteado. Esse tipo de ondulação permite a criação 
dos mais variados penteados. É necessário esperar o cabelo modelado esfriar antes de ini-
ciar um penteado com o cabelo cacheado.
Independentemente do tipo de enrolamento, a ferramenta utilizada também influen-
cia no resultado. Existem várias opções de modeladores no mercado e é necessário saber 
qual acabamento cada um cria. O modelador espiral, também conhecido como bubble, é 
um aparelho com formato em espiral, que permite criar ondas leves
Já o modelador cônico é um modelador que possui diâmetros diferentes na mesma 
peça. A base é mais grossa que a ponta para criar ondas ou cachos de tamanho diferente 
na mesma mecha, desta forma, o cabelo fica com uma textura mais natural.
O tamanho dos modeladores térmicos varia do maior, que é o de 2 polegadas até o 
menor de 3/8. O de 2 polegadas cria volume; o de 1,5 cria volume e ondas leves; o de 1,25 
polegadas cria ondas e cachoe, o de 1 polegada faz cachos; o de 3/4 de polegada cria textu-
ras e cachos em espiral, o de 5/8 de polegada faz cachos pequenos e o de 3/8 de polegada 
faz cachos extremamente finos.
É possível realizar os diferentes estilos de enrolamento com todos os tipos de mode-
ladores, desde que se conheça o resultado que os diferente diâmetros permitem realizar.
5.3. Enrolamento com bobes
Longe vão os dias em que os bobes eram usados 
apenas por mulheres mais velhas na década de 1960. 
Atualmente foram adotados pelos profissionais na prepa-
ração do penteado pela facilidade de uso e versatilidade. 
Bob é um acessório usado para fazer cachos. São 
excelentes para moldar e ondular o cabelo, deixando 
um visual digno de capa de revista, pois dão um efeito 
natural aos cabelos sem danificá-los. Há vários tipos no © D
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mercado, de silicone, espuma, velcro, entre outros. Fazem o cabelo natural parecer mais 
espesso, sendo que nos cabelos curtos naturais, trazem definição e, nos fios longos, 
criam textura e volume.
Os enrolamentos respondem bem ao cabelo limpo e a remoção de acúmulo adicional 
de resíduos permitirá ondas e cachos volumosos após a retirada dos bobs. 
Uma vez que o cabelo é enrolado em um ângulo perpendicular ao comprimento do 
acessório, enquanto este é enrolado em direção ao escalpo, cada camada nova de 
cabelo é enrolada por cima da anterior. Como o tamanho efetivo do acessório aumenta 
com cada camada sobreposta, esse método de enrolar produz um cacho mais aper-
tado nas pontas e mais largo no couro cabeludo. Em cabelos mais compridos e grosso 
esse efeito é aumentado (HALAL, 2011, p.196). 
Uma vez que o cabelo está limpo e condicionado, os produtos de modelagem podem 
ser uma loção que age suavemente, um produto à base de creme para umidade e um pouco 
de óleo para selar a umidade. Cada produto desempenha um papel diferente no processo, 
mas depende totalmente de qual produto o profissional deseja usar.
5.3.1. Bob pequeno
Os bobes também são conhecidos como bastões de ondas frias. Eles são rolos de 
plástico que variam de tamanho e geralmente são codificados por cor de acordo com a 
marca fabricante. São populares para estilizar cabelos naturais há décadas. Eles podem ser 
usados para criar uma variedade de estilos e texturas que variam de cachos apertados e 
crespos a ondas volumosas, dependendo do tamanho dos rolos usados.
A escolha do tamanho dos bobes para usar no cabelo depende da ondulação dese-
jada. Quanto menor o rolo, mais apertada será a onda. O comprimento do cabelo também 
é um fator determinante para decidir qual tamanho de bobs deve usar. Para cabelos mais 
curtos, deve-se usar rolos de tamanho pequeno. Os cacheados, que variam do curto ao 
médio também devem usar bobes pequenos para alcançar a definição de cachos. 
Os bobes pequenos são mais difíceis de serem usados, por criarem um cacho 
muito pequeno, porém este tipo de preparação pode ser usada em penteados soltos ou 
semipresos.
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5.3.2. Bob médio
Para cabelos mais longos, os bobes de tamanho médio criam cachos suaves. Por isso, 
são ideais para cabelos ondulados, que só desejam realçar a ondulação. Também são usa-
dos para criar cachos espirais em fios de comprimento médio e podem ser usados em cabe-
los curtos para criar ondas e volume.
O enrolamento intercalado é uma técnica utilizada para evitar marcações da divisão. 
É ideal para trabalhar penteados totalmente presos e de textura menos ondulada.
Para o enrolamento adequado, os fios devem estar bem alinhados para que não haja 
frizz ou acabamento mal feito. Cabelos bem esticados e trabalhados mecha a mecha, com 
uma preparação impecável, ficam sem fios frisados ou marcações indesejadas.
5.3.3. Bob grande
Os bobes grandes são utilizados para dar volume e ondas largas em cabelos com-
pridos. Além de saber quando usar os diferentes tamanhos disponíveis no mercado, 
a forma de utilização também é importante. Leia a seguir, a forma de utilizar os bobes 
corretamente:
• reparta o cabelo com pente fino ou pente de dentes largos;
• separe uma mecha fina por vez;
• aplique o creme ou mousse para definir em cada mecha a ser trabalhada; 
• direcione a mecha no sentido contrário que se vai enrolar, para criar volume e tex-
tura e enrole o cabelo firmemente sobre o bob
• coloque um protetor sobre os enrolamentos, para evitar que levante frizz;
• repita os passos até que todo cabelo esteja enrolado;
• caso preferir, use o secador pedestal por um período entre trinta minutos a uma 
hora, dependendo do comprimento e da textura dos fios;
• não retire os bobs, se alguns fios ainda estiverem úmidos, a umidade fará com que 
os cachos não se formem ou caiam mais rápido. 
Esse passo a passo garante que a utilização dos bobes tenha como resultado cachos 
duráveis e definidos. 
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5.4. Preparação com bucles
Os bucles são rolos fininhos feitoscom cabelo, usados para criar cachos ou mais tex-
tura aos cabelos. Podem ser enrolados em direções diferentes e adicionam volume e altura 
ao cabelo, portanto são comumente utilizados no topo da cabeça para adicionar sustenta-
ção à franja. Para obter um ondulado mais consistente é necessário aplicar mousse, fazer 
uma escova lisa na raiz e média nas pontas.
Ao enrolar, a curvatura deve ser feita das pontas para a raiz com precisão e firmeza 
nas mãos. Dessa forma, as pontas ficam escondidas e é importante não distorcê-las. A téc-
nica básica é pegar uma seção de uma polegada de cabelo, enrolar a ponta algumas vezes 
em torno de um dedo ou dois, e então deslizar o dedo sentido no couro cabeludo e prender 
com um clipe ou grampo rente à raiz, para não marcar.
Caso queira volume, a mecha deve ser direcionada no sentido oposto que se vai enrolar, 
desta maneira, a raiz se acomoda alta, criando textura e dando sustentação ao penteado. 
Com dois dedos fica mais fácil tirar o cabelo. Pode-se colocar a ponta do cabelo entre 
os dedos para melhor alinhamento. Isso tudo é relativamente simples, mas é extrema-
mente desafiador manter esse pequeno círculo limpo e apertado conforme ele se envolve, 
especialmente se o cabelo é naturalmente liso.
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5.4.1. Caracóis
Os caracóis são feitos por uma téc-
nica similar ao bucle, porém ficam deitados, 
encostados no couro cabeludo, criando uma 
direção bem delimitada.
Os cachos dos caracóis são apertados 
e de longa duração, isto faz com que sejam 
similares aos cachos dos bigudins.
Cada camada se sobrepõe parcialmente à anterior. Enquanto o ângulo permane-
cer constante, as sobreposições serão uniformes, tanto no comprimento do bigu-
din quanto no fio todo do cabelo. Como o tamanho efetivo do acessório permanece 
constante por todo o fio, esse método produz um cacho uniforme do couro cabeludo à 
ponta (HALAL, 2011, p. 198).
Esse tipo de onda pode ser feita em duas direções opostas, seja no sentido horário ou 
no anti-horário.
Bigudins são rolos fininhos usados para permanente e trazem a mesma ondulação que 
os caracóis
Pode-se fazer rolos alternados de cachos indo em diferentes direções, após o período 
de secagem é interessante penteá-los em ondas abertas.
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5.4.2. Variações do bucle
A técnica de bucle é essencial para outros resultados de preparação de penteado. 
Além das técnicas citadas acima, também existe a técnica do papel alumínio e prancha, que 
isto cria cachos fechados e naturais. 
Conhecida como técnica de papelote, essa maneira de criar cachos consiste em enrolar 
a mecha de cabelo entre dois dedo ou cabo do pente, deitar a mesma para uma determinada 
direção, envolvê-la com papel alumínio e aquecer com a prancha. Essa forma de criar cachos 
pode ser realizada em todo o cabelo e permite elaborar penteados mais descontruídos.
Proposta de Atividade
Reforce seu aprendizado com o exercício sugerido a seguir. A atividade não é avaliativa, 
mas é uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos e fixar o conteúdo estudado no capítulo.
Agora é a hora de relembrar tudo o que você aprendeu nesse capítulo! Elabore uma apresen-
tação em Power Point destacando as principais ideias abordadas ao longo do capítulo. Ao 
produzir seu arquivo, considere as leituras básicas e complementares realizadas. 
Recapitulando
Todos os produtos de fixação utilizados para penteados podem ser classificados em 
fraco, médio ou forte. Esta classificação auxilia a distinguir em que momento se deve utili-
zar cada força. Para o momento de construção dos cachos ou ondas, os produtos de baixa 
fixação são melhores; já que permitem o manuseio da mecha. Porém, no caso dos mous-
ses, enquanto estiverem úmidos, mesmo sendo médio ou forte fixação, o manuseio pode 
ser realizado. A utilização ideal dos mousses é nos fios secos e deve ser aplicado antes do 
processo de enrolamento ou alinhamento dos cabelos. Os sprays de fixação forte ou extra 
forte devem ser usados apenas quando penteado estiver totalmente pronto, enquanto os 
de média e fraca fixação podem ser usados na construção do penteado.
Para elaborar um penteado é possível realizar a preparação de muitas maneiras dife-
rente. Também é possível misturar variadas técnicas de preparação. Para um resultado de 
qualidade, vale conhecer o resultado de cada uma e verificar qual deixa o efeito mais liso, 
a técnica que traz ondulações praianas, como é possível obter cachos apertados e qual a 
melhor maneira de preparar o cabelo para penteados descontruídos. A mistura de técnicas 
permite diversas criações e devem ser exploradas no momento de construção do penteado.
99Corte e Modelagem de Cabelo
Referências
BARSANTI, L. Dr. Cabelo: saiba tudo sobre os cabelos: estética, recuperação capilar e 
prevenção da calvície. São Paulo: Elevação, 2009.
BIONDO, S.; DONATI, B. Cabelo: cuidados básicos, técnicas de corte, coloração e embele-
zamento. 3. ed. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003.
CINTRA, R. Como seu Cabelo pode Transformar seu Visual. São Paulo: Editora Aleph, 
2011.
CINTRA, R. Cortes de Cabelo: Técnicas e Modelagem. São Paulo: Editora Cengage lear-
ning Iv, 2010.
GOMES, A.L., O uso da tecnologia cosmética no trabalho do profissional cabeleireiro, 
Senac São Paulo, 1999
HALAL, J. Tricologia e a química cosmética capilar. São Paulo: Cengage learning, 2012.
HALAL, J. Dicionário de Ingredientes de Produtos para Cuidados com o Cabelo. São 
Paulo: Editora Cengage learning, 2011.
MARQUES, S. A História do Penteado. São Paulo: Editora Matrix, 2009.
VITA, A. C. História da Maquiagem, da Cosmética e do Penteado. São Paulo: Anhembi 
Morumbi, 2009.
101Corte e Modelagem de Cabelo
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Diferenciar tipos de penteados.
CAPÍTULO 6
Arquitetura do penteado
Marília Bezerra de Carvalho
TÓPICOS DE ESTUDO
1 Penteados presos 3 Tranças
• Ponto de fixação.
• Limpeza do penteado.
• Trança embutida.
• Trança exposta.
• Trança escama de peixe.
2 Penteados semipresos
• Proporção do penteado.
• Acabamento.
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Contextualizando o cenário 
Os penteados são importantes formas de destacar a beleza das pessoas, visto que quando 
executados de modo correto podem ser capazes de minimizar aspectos negativos e valori-
zar os positivos do cliente. Portanto, antes de iniciar um penteado, o profissional deve ana-
lisar as características de seu cliente em relação aos elementos do design capilar, ou seja, 
deve avaliar aspectos como tamanho e forma da cabeça, forma e detalhes da face (testa, 
olhos, sobrancelhas, nariz, boca, queixo e orelhas), comprimento e largura do pescoço, linha 
do ombro, textura, comprimento, quantidade e cor dos cabelos. 
Portanto, os penteados devem ser construídos com planejamento baseado em todos estes 
aspectos, além, é claro, da finalidade e ocasião do penteado. Por isso, os profissionais devem 
pensar na construção do penteado de modo semelhante ao arquiteto em relação a uma casa. 
Este fato fez com que surgisse o termo “arquitetura do penteado”. Porém, embora pareça 
algo recente, essa arte de arranjar os cabelos remete a bem antes da existência de espe-
cialistas e teorias que falam sobre o assunto. Os egípcios já aplicavam técnicas tanto para 
modelar quanto para prender e adornar os fios. Na época, a maioria das mulheres utilizavam 
perucas escuras e procuravam formas de adorná-las: quanto mais adornos e mais altos fos-
sem presos os fios, maior o status social da pessoa.
Os gregos e romanos descobriram a capacidade de tingir da hena, nos primórdios do que 
hoje são inúmeras técnicas e formas de tingir os cabelos. Além de tingi-los, esses povos uti-
lizavam cordões e fitas douradas para adornar amarrações e tranças. Foram deles os primei-
ros desenhos de mulherese deusas com penteados elaborados e diversas tranças.
A era Elisabetana foi marcada por perucas enormes e penteados bastante elaborados não 
só nas mulheres, mas também nos homens, principalmente os que, de alguma forma, eram 
ligados à realeza. 
Os anos se passaram e as tendências mudaram, mas os penteados se mantém como uma 
forma de estilizar os cabelos em ocasiões especiais e com os mais diversos adornos e ade-
reços. O que nos leva a questionar: os penteados atuais são realmente inovadores ou 
somente releituras do que já era feito séculos atrás?
103Corte e Modelagem de Cabelo
6.1. Penteados presos
Os penteados presos, em sua maioria, deri-
vam do coque simples e estão presentes na histó-
ria desde a antiguidade em gravuras e esculturas 
de deuses e imperadores. 
Porém, além dos coques, estes penteados 
que são bastante versáteis e podem ir do sofisti-
cado ao simples, também são representados por 
rabos de cavalo e tranças, ou até mesmo, compos-
tos pela mistura deles, como por exemplo, o rabo 
de cavalo com uma trança unicórnio (tendência da 
atualidade entre as it-girls). A seguir, estão descri-
tos alguns exemplos de penteados presos.
Coques: Os coques são penteados bastante 
antigos e usados desde crianças até nossas avós, 
seja para um evento especial ou apenas para pren-
der os cabelos de modo rápido devido ao calor. 
Eles podem conter os fios totalmente presos e ali-
nhados ou apresentar alguns fios soltos e cachos. 
Quanto a sua forma de execução, este penteado 
pode ser feito sem o auxílio de acessórios específi-
cos para coques, com grampos ou com acessórios 
como o bun. O bun é um acessório que serve para 
facilitar a elaboração de coques, deixá-los mais 
volumosos e simetricamente alinhados, como 
pode ser observado na figura ao lado.
Existem buns de diferentes tamanhos, favo-
recendo, assim, o trabalho do profissional, já que 
este pode criar diferentes resultados por meio do 
volume deste acessório. O penteado pode ainda 
ser composto por vários buns, caso sejam neces-
sários dois ou mais coques.
Rabos de cavalo: Os rabos de cavalos são penteados presos bastante tradicio-
nais e que são vulgarmente conhecidos desta forma pela semelhança com o rabo equino. 
Podem ser elaborados de diferentes formas e apresentar variados estilos. Os profissionais 
podem fazer os rabos altos, baixos, centralizados da cabeça ou lateralizados. Podem ainda 
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elaborar os seus penteados com mais de um rabo de cavalo e trabalhar com diferentes tex-
turas desde lisos até cacheados ou crespos. É importante destacar também que, depen-
dendo da altura ou lateralidade do penteado, deve-se utilizar acessórios que permitam 
uma boa fixação do rabo, mantendo-o elevado ou lateralizado durante todo o evento.
Além dos coques e rabos de cavalos, as tranças são penteados presos muito comuns 
entre as mulheres. Devido à variedade de tipos de tranças, estes penteados serão descritos 
posteriormente no item 6.3. 
Em relação à utilização, observa-se que atualmente os penteados presos são ampla-
mente utilizados por milhares de mulheres ao redor do mundo no seu dia a dia. Pela pra-
ticidade que proporcionam, estes penteados foram aprimorados e estilizados, sendo um 
das opções mais escolhidas para ocasiões formais como casamentos e formaturas, inclusive 
pela possibilidade de maior tempo de duração do penteado.
Além da praticidade, os penteados presos são interessantes em épocas de muito 
calor e para quando se pretende valorizar a roupa ou regiões superiores do corpo como 
colo, ombros e costas. Outro aspecto importante a ser destacado é que para esses tipos de 
penteados, muitos pontos influenciam no resultado final e na duração. Se o penteado tiver 
um acabamento com cachos, for ondulado ou completamente preso, não se deve utilizar 
agentes condicionantes durante o processo de lavagem e secagem, ou os fios não vão 
segurar a modelagem, pois tais agentes tendem a ser siliconados e deixam os fios muito 
lisos ou escorregadios.
Atualmente, com a quantidade de adornos que se pode adicionar ao penteado, que 
ajudam a criar propostas e resultados diferentes, é possível mudar completamente um 
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penteado de simples para moderno e arrojado. Voltar às origens e buscar inspirações nos 
penteados antigos, além de muito válido, é o que faz com que muitas dessas tendências 
voltem ao gosto popular de tempos em tempos.
6.1.1. Ponto de fixação
O ponto de fixação dos penteados repre-
senta a base na qual os penteados presos, ou até 
mesmo os semipresos, serão constituídos. Este 
ponto pode ter uma fixação leve, média ou alta 
de acordo com a necessidade do profissional para 
que ele execute o penteado e também para que 
seja um penteado duradouro. Afinal, é de extrema 
importância que, independentemente da dificul-
dade de execução do penteado, ele permaneça 
intacto do início ao fim do evento. O profissional 
deve lembrar que não é de interesse do cliente ter 
que fazer retoques ou até mesmo ter que desfazer 
o penteado e soltar os fios no meio do evento para 
o qual ele fez o penteado. 
Saber o tipo certo de elástico, onde prender 
o cabelo, a força e tensão que devem ser aplicadas 
aos fios é essencial para um bom penteado. Saber 
onde e como posicionar os grampos nos cabe-
los, acima de tudo, é de suma importância para 
que os fios fiquem firmes e não necessitem de muito produto, e até mesmo grampos, para 
se manter fixos. O tamanho do grampo também é um aspecto a ser analisado. Grampos 
pequenos são interessantes para penteados clássicos, enquanto grampos grandes podem 
ser utilizados para penteados e ocasiões mais descontraídas.
Assista
O filme A duquesa retrata uma personagem forte e que evolui muito em termos 
de moda e estética, mostrando penteados maravilhosos (DIBB, 2008).
As ferramentas, sejam acessórios ou produtos, que o profissional usa para prender os 
fios e fixar o penteado influenciam diretamente na sua duração. Leal (2013), em sua publi-
cação, cita alguns produtos, sua função específica e como deve-se usar cada um. 
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Segundo o autor, o gel vai permitir uma fixação variável, dependendo do tipo que se 
utiliza, mas sempre com uma finalização com aspecto molhado. O mousse também varia 
em fixação, mas difere do gel porque não tira o movimento natural dos fios. O spray de 
fixação é utilizado quando o penteado já está pronto, com todos os fios no lugar, e é apli-
cado por cima de todo o cabelo para que os fios não se movam. Atualmente, já existem 
sprays com acabamento mais natural, como o spray para modelar, que não tem alta fixação 
e pode ser utilizado na elaboração de penteados. Dentre a enorme variedade existente no 
mercado essas são as mais populares quando se trata de fixação forte (LEAL, 2013).
Cremes para modelar, modeladores, ceras e pomadas são também outras opções 
válidas no mercado, porém um pouco menos utilizadas por proporcionarem efeitos não 
muito desejados em penteados. De modo geral, as pomadas são interessantes para criar 
efeitos mais bagunçados, como por exemplo, coques com fios soltos e desalinhados. Isto é 
possível pelo fato das pomadas serem menos consistentes que as ceras. Ademais, as poma-
das disponíveis atualmente no mercado podem conferir efeito mate ou com alto brilho, 
contribuindo para a criação de variados efeitos nos penteados. Também é válido salientar 
que as ceras podem não ter o efeito desejado principalmente nos cabelos secos, visto que 
eles podem absorver parte da oleosidade da cera, fazendo com que o produto perca a sua 
função de fixação ou alinhamento dos fios. Este mesmo problema pode ser observado com 
o uso dos cremes de pentear. Deve-selembrar ainda que, além de produtos para fixação, 
existem pós, pomadas e sprays texturizadores que dão volume e textura aos fios, deixan-
do-os mais encorpados e bonitos (LEAL, 2013).
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6.1.2. Limpeza do penteado
Os penteados presos tendem a ser bem estruturados, definidos e bem penteados, 
sem fios indesejáveis soltos ou frizz. Atualmente, alguns penteados tem um acabamento 
propositalmente bagunçado. Para se obter esse tipo de acabamento, é necessário texturi-
zar antes de dar início ao penteado. Fazer um babyliss nos fios ajuda a dar um aspecto mais 
natural e desgrenhado ao penteado, mas de forma desejada e elegante. 
Mesmo com um acabamento menos alinhado, cada fio deve estar perfeitamente ali-
nhado da forma que se deseja do momento que o cliente sai do estabelecimento até o fim 
do evento, mantendo-se intacto e perfeito durante todo o período do evento. 
Muitos profissionais utilizam escovas de 
cerdas naturais, suaves, mas ao mesmo tempo 
firmes, que são especialmente feitas para dar 
acabamento e fazer a limpeza do penteado sem 
estragar o resultado final, colocando qualquer fio 
solto de volta no lugar e dando os últimos reto-
ques. Deve-se compreender que a limpeza do 
penteado não está relacionada apenas com a 
parte que tem fios no couro cabeludo, mas tam-
bém na região da pele do cliente. Muitas vezes 
um penteado pode ficar sem aspecto profissional 
devido à falta de acabamento, ou seja, pelo fato 
do profissional não fazer uma limpeza no pen-
teado, deixando assim, uma série de fios indese-
jáveis soltos próximos da raiz do contorno da face 
do cliente (região da testa, têmporas, orelhas e pescoço principalmente). No entanto, tam-
bém é importante compreender que em muitos casos se deseja o penteado semipreso e 
nesta situação pode-se ter propositalmente fios soltos nestes locais.
Para facilitar a limpeza do penteado é importante que os cabelos não estejam muito 
condicionados, sendo inadequado o uso de finalizadores siliconados. O condicionamento 
dos fios e os finalizadores com silicones deixam os fios escorregadios e por isso, é mais difí-
cil manter o penteado limpo, principalmente em relação aos fios mais curtos. No entanto, 
o uso de gel e pomada fixadora por exemplo, podem auxiliar na limpeza do penteado.
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6.2. Penteados semipresos
Os penteados semipresos, deixam uma parte dos cabelos soltos e por isso têm uma 
aparência mais despojada. Esse tipo de penteado é uma aposta forte quando se trata de 
eventos especiais, como bailes de debutantes, formaturas e casamentos. São mais comuns 
em fios de comprimento médio a longo. Porém, cabelos curtos também podem fazer uso 
de penteados semipresos. Para isso, o profissional deve avaliar se os cabelos tem estrutura 
suficiente para que ele trabalhe nesse tipo de penteado.
Quanto às composições desses penteados, jun-
tamente com a parte solta, pode-se utilizar tranças, 
rabos de cavalo, coques e acessórios que prendam 
parte do cabelo. Destaca-se ainda que, nestes pen-
teados, os profissionais podem deixar também parte 
do cabelo liso e outra parte com cachos, criando um 
resultado final bastante sofisticado.
Nesse tipo de penteado, mais do que nos pen-
teados com os fios todos presos, a proporcionalidade 
é de extrema importância, não adianta fazer um pen-
teado bem feito com as proporções erradas entre a 
quantidade de cabelo preso e de cabelo solto. 
6.2.1. Proporção do penteado
Proporcionalidade é importante em diversas áreas, inclusive quando se planeja e exe-
cuta um penteado. Quando o penteado é todo preso e a cliente em questão possui pouco 
cabelo, é de grande interesse que se adicione uma extensão que proporcione mais volume 
e faça com que o penteado fique mais cheio e evidente, do contrário talvez o design não 
fique tão bonito.
Em penteados semipresos, nos quais uma parte do cabelo vai ficar solta, tal pro-
porção é tão ou mais importante de se levar em consideração. É fundamental, quando se 
planeja um penteado, observar a quantidade de cabelo e fazer uma divisão de forma pro-
porcional para que a parte presa e a parte solta tenham em média a mesma quantidade de 
fios, de forma a criar um visual harmônico e proporcional, sem que nenhuma das partes 
fique com muito mais cabelo do que a outra. 
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Se a parte superior (parte presa) do penteado ficar maior, gerará uma desproporção 
de forma a parecer que a parte de cima da cabeça é maior e o visual será desagradável. Se 
a parte solta for a que ficou com mais cabelo, o penteado não ganhará destaque, já que 
a desproporcionalidade fará com que a parte que deveria ser o centro das atenções fique 
com pouco volume. Preste atenção às proporções ou, por melhor que seja o trabalho, aca-
bará não tendo o resultado esperado.
Além da proporção do penteado em relação à parte solta e presa dos cabelos, é fun-
damental também avaliar a harmonia do penteado com o formato do rosto. A face tam-
bém pode ter diferentes proporções entre testa, maçã do rosto, olhos, nariz e queixo, 
sendo importante harmonizar estas proporções com o tipo e a proporção do penteado. A 
face redonda não apresenta ossos muito acentuados, por isso são interessantes os pentea-
dos que alongam a face. Pode-se criar penteados que confiram volume ao topo da cabeça, 
próximos à face e com franjas curtas. Neste formato de face não são aconselhados pentea-
dos muito longos em relação ao comprimento. 
Já para os rostos com formato oval, são aconselhados diferentes penteados, exceto 
os de franjas muito compridas que podem desvalorizar este formato perfeito do rosto 
(testa harmonizada com maça do rosto evidente e com suave formato triangular até o 
queixo). As faces quadradas são conhecidas por apresentarem a testa da mesma largura 
que o maxilar. Neste caso, aconselha-se penteados que suavizem as linhas angulares qua-
dradas, como partes soltas com ondulações. Deve-se tomar cuidado com as partes presas 
e penteados ou cortes curtos, visto que estes podem destacar o formato quadrado da face.
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 De modo análogo, pode-se pensar sobre as faces compridas (testa larga e queixo 
longo). Para este formato de face, também não é aconselhável destaque nas partes presas, 
penteados curtos e cortes curtos. É interessante deixar partes soltas e com ondulações. O 
uso de franjas soltas também pode auxiliar no encurtamento e volume da face.
6.2.2. Acabamento 
Tratando-se de penteados semipresos, o acabamento deve ser duplamente pensado, 
já que não somente a parte presa fica em grande visibilidade, como a parte solta também 
deve ser levada em consideração e modelada meticulosamente para que o acabamento 
final seja impecável.
Quando se observa um penteado semipreso, leva-se em consideração o conjunto, e 
não somente a parte da presa, que podemos chamar de escultura. Se durante o processo 
de confecção do penteado a parte dos fios que vai ficar solta não for bem modelada e 
fixada, com o decorrer do tempo, o que foi feito vai se desfazer. Restará apenas um cabelo 
pesado, com excesso de produto e sem nenhuma modelagem restante. Dar atenção ao 
penteado como um todo é de fundamental importância para que tudo saia perfeito do iní-
cio ao fim do evento.
Pausa para Refletir
O acabamento desleixado interfere na qualidade final do penteado ou somente uma boa 
execução é o que conta?
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111Corte e Modelagem de Cabelo
Além do uso de géis e pomadas para fixação, o acabamento de um penteado pode 
envolver diferentes efeitos. Dentre estes efeitos, destacam-se o efeito molhado, o uso de 
spray com glitter, o uso de acessórios,a presença de linhas bem demarcadas no couro cabe-
ludo (riscas centrais ou laterais) e o uso do próprio cabelo para esconder elásticos e grampos.
6.3. Tranças
Segundo a definição do dicionário mini Auré-
lio (2010), trança é um entrelaçamento de três ou mais 
madeixas. Atualmente, talvez, tal definição não seja tão 
fidedigna, já que existem várias outras versões de varia-
ções de tranças que partem de apenas duas mechas. 
A trança, dentre todos os tipos de penteados, 
é o que mais perdurou entre idas e vindas, com algu-
mas variações ao longo dos anos. Elas são herança de 
vários povos, de várias partes do mundo, com inúmeras 
influências culturais. 
Em cada cultura, os penteados tinham significados diferentes. As tranças nagô (afro), 
por exemplo, são datadas de antes de Cristo e o processo de realização desse penteado é 
passado entre gerações, além de terem significado religioso. Esse tipo e trança passou a 
ser um símbolo de resistência quando os negros foram escravizados e trazidos à força de 
sua terra natal, a África (BIONDO, 2003).
Atualmente, com o acesso à internet e a quantidade de conteúdo produzido é muito 
fácil ter acesso a tutoriais de penteados e inovações em penteados já consolidados, como 
as tranças. Mas as inovações são sempre criadas a partir de tradições de povos milenares.
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6.3.1. Trança embutida
A trança embutida, de raiz ou french braid é provavelmente o tipo de trança mais 
popular em todo o mundo depois da trança simples. 
Curiosidade
French braid é o termo em inglês pelo qual a trança embutida é conhecida mun-
dialmente. Em tradução livre significa trança francesa, no entanto, não há indícios históricos 
que ligam essa trança aos franceses.
A trança embutida é de fácil execução, não é neces-
sário utilizar nenhum tipo de ferramenta e ela tem um aca-
bamento muito bonito. Ela fica bem em qualquer tipo de 
fio, sem necessidade de alisamento prévio. Sua execução é 
muito prática para o dia a dia. 
Ela deriva diretamente das tranças afro e foi trazida da 
África para o resto do mundo pelos negros escravos como res-
quício de sua cultura (BIONDO, 2003). Os primeiros relatos 
das tranças nas américas é proveniente das duas tranças sim-
ples, divididas ao meio, usadas pelos índios da América do Sul 
e do norte. Essas duas referências se cruzaram com o passar 
dos anos e geraram as tranças que conhecemos atualmente. 
O processo é simples e não requer um nível de 
habilidade muito alto. Com os fios já desembaraçados, divi-
de-se uma pequena porção em três partes e se inicia o pro-
cesso como se faria uma trança simples, passando sempre as 
mechas laterais por baixo da mecha central. Depois de tran-
çar uma vez, basta adicionar mechas mais finas às partes 
laterais da trança e repetir o processo até que todo o cabelo 
restante tenha sido adicionado à trança e esteja bem preso.
Pausa para Refletir
Você acredita que essa variedade de modelos de tranças desrespeitam o conceito original do 
penteado segundo sua definição no dicionário mini Aurélio (2010)?
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6.3.2. Trança exposta
A trança exposta, embutida invertida ou german/dutch braid é bastante parecida com 
a trança embutida. O processo de execução também é muito parecido, porém o resultado é 
um trançado exposto ao invés de escondido, como se dá na trança embutida. 
Dica
O livro que consta na bibliografia, Paixão por Cabelos (BUTCHER, 2016), pos-
sui uma sessão inteira dedicada só às tranças, seus diversos tipos e variações. Vale a pena 
conferir. 
Ao contrário da trança anterior, essa versão realmente tem a origem que seu nome 
carrega, a german braid realmente é inspirada nas coroas de tranças, verdadeiras ou não, 
que as alemãs usavam. Ela ressurgiu recentemente com um novo nome, as tranças de 
boxeadora, que nada mais são do que duas tranças expostas nas laterais da cabeça. 
O processo para executar essa trança perfeitamente é o mesmo que o da trança 
embutida, divide-se uma parte do cabelo em três mechas, porém o trançado é feito de 
forma invertida. 
Ao invés de passar as mechas laterais por cima, passa-se por baixo. Segue-se o pro-
cesso alimenta-se as mechas laterais com mais cabelo e passando-as sempre por baixo da 
mecha do meio. Dessa forma, o trançado fica exposto e gera uma trança bem volumosa.
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6.3.3. Trança escama de peixe
A trança escama de peixe é uma das mais recen-
tes, havendo indícios históricos de seu surgimento 
pela primeira vez na Europa medieval, entre as mulhe-
res da nobreza. É a única que foge ao padrão da trança 
tradicional (iniciar o trançado com três mechas), seu pro-
cesso é um pouco diferente e seu trançado se inicia com 
duas partes apenas.
É uma trança que proporciona um acabamento 
diferenciado dos trançados clássicos tradicionais, dando 
um ar mais jovial. Pode ser executada de diferentes 
formas e, quando acrescida de acessórios, resulta em um 
penteado bastante elegante. Veja na figura a seguir como 
executar esse trançado.
Passo a passo da trança espinha de peixe
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Você vai precisar de:
Escova
Elástico de cabelo
 transparente pequeno
Fonte: BUTCHER, 2012, p. 51. (Adaptado).
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115Corte e Modelagem de Cabelo
O processo para sua execução é tão simples quanto o das demais, que se iniciam com 
três mechas de cabelo. Porém, para essa trança o cabelo todo é escovado, desembaraçado 
é dividido em duas partes iguais. Passa-se as mechas de um lado para o outro e quanto 
mais externas e mais finas forem as mechas, mais bonita, detalhada e volumosa ficará a 
trança. É um processo demorado e meticuloso, porém o resultado, além de lindo, é bas-
tante diferente das outras tranças.
Proposta de Atividade
Reforce seu aprendizado com o exercício sugerido a seguir. A atividade não é avaliativa, 
mas é uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos e fixar o conteúdo estudado no capítulo.
Agora é a hora de recapitular tudo o que você aprendeu nesse capítulo. Elabore um penteado 
preso e um semipreso utilizando tranças em seu design e destacando as principais ideias 
abordadas ao longo do capítulo. Ao produzir seu penteado, considere as leituras básicas e 
complementares realizadas. 
Recapitulando
Penteados, além de versáteis, são muito elegantes e ajudam a compor um look 
perfeito quando bem executados. Saber combinar todos os elementos de forma coorde-
nada faz com que um aspecto favoreça o outro. Um penteado bem planejado, porém mal 
acabado, acaba desvalorizando completamente o trabalho do profissional e não atendendo 
às expectativas do cliente. Lembre-se sempre que a modelagem é importante, a execução 
essencial e o acabamento imprescindível.
Atualmente temos milhares de penteados com acessórios e acabamentos diversos, 
porém todos são releituras do que homens e mulheres já faziam séculos atrás. Temos mais 
produtos e conhecimento, mas a essência vem de gerações passadas. Observa-se ainda 
que, de fato as variações dadas para muitos penteados vêm fugindo de seus conceitos e 
definição, como está ocorrendo com as tranças, por exemplo. No entanto, esse não é um 
fator que impede a criatividade, já que é possível notar que os profissionais sempre tentam 
apresentar algum modelo de penteado para ditar a moda e, muitas veze,s esse penteado 
ganha um nome que pode não condizer com seu conceito e definição. 
Corte e Modelagem de Cabelo116
Referências
A DUQUESA. Direção: Saul Dibb. Roteiro: Jeffrey Hatcher, Anders Thomas Jensen e Saul 
Dibb. Baseado no livro de Amanda Foreman. Produção: Gabrielle Tanae Michael Kuhn. 
Inglaterra, Itália, França, Estados Unidos. 110 min. son., color. 2008.
BIONDO, S.; DONATI, B. Cabelo: cuidados básicos, técnicas de corte, coloração e embele-
zamento. 3. ed. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003.
BUTCHER, C. Paixão por cabelos: Instruções passo a passo para criar 82 penteados incrí-
veis. Editora Sextante, 2016.
DAL’PIZZOL, C. et. al. História do penteado: uma revisão bibliográfica. 2010. Trabalho de 
Conclusão de Curso (Graduação em Curso Sup. Tecnologia em Cosmetologia e Estética) - 
Universidade do Vale do Itajaí. Disponível em: <http://siaibib01.univali.br/pdf/Cidimara%20
Dal%E2%80%99Pizzol,%20Luciane%20Pscheidt.pdf>. Acesso em: 26/06/2018. 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio: o dicionário da língua portuguesa. 8. 
ed. Curitiba: Positivo, 2010.
LEAL, D. Pequeno livro de beleza: Guia para toda hora. São Paulo: Editora Versus, 2013.
MARQUES, S. História do penteado. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Matrix., 2009.
VITA, A. C. História da Maquiagem, da Cosmética e do Penteado. São Paulo: Anhembi 
Morumbi, 2009.
117Corte e Modelagem de Cabelo
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Diferenciar produtos de tratamento.
• Utilizar ativos para tratamento dos fios.
CAPÍTULO 7
Ativos na composição dos 
produtos de tratamento capilar
Nelma Faleiro
TÓPICOS DE ESTUDO
1 Hidratação 3 Frequência de tratamentos
• Emolientes.
• Uso correto da máscara capilar.
• Cabelos secos.
• Cabelos mistos.
• Cabelos oleosos.
2 Reconstrução
• Queratina.
• Benefícios aos cabelos.
Corte e Modelagem de Cabelo118
Contextualizando o cenário 
Atualmente, existe uma infinidade de produtos para cabelos, o que torna a escolha um tanto 
complexa. Por conta disso, é importante saber o que o cabelo precisa para decidir qual pro-
duto cosmético utilizar. Entre os tratamentos disponíveis, podemos destacar o uso das 
proteínas e de ativos que contribuem para a reposição de água no interior da fibra capilar. 
Ambos são de extrema importância para o fio e devem ser utilizados na dosagem certa.
É importante saber que os tratamentos de proteína e os de reposição hídrica são muito dife-
rentes. Usar qualquer um desses tramentos em excesso pode danificar a fibra capilar, anu-
lando qualquer resultado positivo. É necessário entender o que falta no fio, e só depois 
escolher um tratamento adequado. 
É comum que os salões de beleza ofertem tratamentos como as reconstruções à base de 
queratina e as hidratrações ricas em emolientes para todos os tipos de cabelo, sem constatar 
as reais condições e necessidades do fio. Como isso pode afetar negativamente as condi-
ções da fibra capilar?
119Corte e Modelagem de Cabelo
7.1. Hidratação
A hidratação capilar é um dos principais tratamentos para cabelos saudáveis. Deve 
ser usada quando identificamos que os cabelos necessitam de reposição de umidade no 
interior da fibra. A devolução de água para os fios traz maciez, elasticidade e brilho, resul-
tando em um cabelo efetivamente saudável.
Curiosidade
“O termo hidratante é livremente usado para muitos ingredientes. Como ape-
nas a água pode hidratar, esse é um nome enganoso para substâncias oleosas (não solú-
veis em água) que revestem o cabelo ou a pele e previnem a perda de água por evaporação” 
(HALAL, 2011, p.133).
Para ter certeza se os cabelos preci-
sam de hidratação, o teste mais indicado 
é esticar uma pequena mecha levemente 
úmida e observar as características dos 
fios. Segundo Bedin (2005), a fibra capilar 
reflete brilho, menor eletricidade estática, 
maior maleabilidade e menor atrito entre 
os fios quando hidratada. Se os cabelos 
esticarem pouco, demonstrando pouca 
elasticidade, sem quebrar, eles precisam 
de umidade, ou seja, hidratação.
Um tratamento indicado está relacionado às máscaras de hidratação, que atuam nas 
primeiras camadas dos fios (cutícula e córtex), oferecendo umidade aos fios. Já na selagem 
da cutícula dos cabelos as escamas se fecham, protegendo o córtex. A finalidade da hidra-
tação capilar é, portanto, balancear o nível de água, reduzir a elasticidade e melhorar a tex-
tura do fio.
7.1.1. Emolientes
Um bom ingrediente emoliente para o cuidado da pele e cabelo é aquele que tem boa 
capacidade de propagação na pele, ou seja, que forma um filme uniformemente distribuído 
que suaviza a superfície, sem deixar textura oleosa ou pegajosa. 
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Corte e Modelagem de Cabelo120
Os emolientes também são as principais maté-
rias primas quando se deseja maciez capilar, mas 
é preciso muito cuidado na escolha de cosméticos 
com emoliente, por conta da sensação de excesso 
residual que este componente pode deixar nos fios 
após ser aplicado. Se o produto tiver emolientes 
com características oleosas, poderá deixar o produto 
pesado, com difícil espalhabilidade no momento da 
aplicação. Um cosmético assim pode conter como 
emoliente um óleo vegetal, por exemplo, porém é 
preciso cuidado na quantidade utilizada, evitando 
deixar os fios com excesso de oleosidade.
Assim, considerando essa propriedades para os cuidados com os cabelos, podemos 
afirmar que um emoliente deve formar um filme liso e uniforme na superfície da haste 
capilar, garantindo maciez ao cabelo sem promover uma textura oleosa.
Os emolientes para cabelo são, geralmente, óleos hidrofóbicos que formam películas na 
superfície do cabelo, onde atuam como umectantes. Eles são lubrificantes e proporcionam 
maior deslizamento e menor atrito entre os fios de cabelos adjacentes, o que facilita muito o 
ato de desembaraçar. Eles também reduzem o emaranhamento, suavizando a superfície da 
cutícula e promovendo o brilho do cabelo. Alguns podem penetrar nas estruturas do fio e agir 
internamente, melhorando a elasticidade, a resistência e a maleabilidade.
CABELO DANIFICADO CABELO NORMAL
A qualificação essencial para um ingrediente ser um hidratante é que ele deve melho-
rar ou manter os níveis de hidratação do cabelo ou da pele. Níveis adequados de umidade 
ajudam a manter a estrutura de queratina e a integridade mecânica do cabelo.
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121Corte e Modelagem de Cabelo
O cabelo encaracolado, por exemplo, com a sua maior porosidade e estrutura pro-
teica complexa, é altamente suscetível à perda de água e, por isso, necessita de restaura-
ção da umidade com certa regularidade.
Para promover a restauração da umidade capilar, seja nos fios encaracolados ou das 
demais estruturas, é importante a utilização de agentes hidratantes, que são moléculas neces-
sárias para este processo. São extremamente hidrofílicas e usam pontes de hidrogênio para 
atrair e reter a água do ambiente local, tornando-as disponíveis para os cabelos. Alguns exem-
plos desses tipos de ingredientes são glicerina, propilenoglicol, pantenol, mel, agave e aloe 
vera. Além disso, uma boa fórmula hidratante incluirá um agente oclusivo, que é um ingre-
diente hidrofóbico que sela a umidade do fio capilar, formando uma barreira na superfície do 
cabelo. Existem alguns óleos naturais que possuem quantidades suficientes de fragmentos 
hidrofílicos em suas estruturas e que podem atuar tanto como barreiras oclusivas como humec-
tantes suaves, e alguns açúcares de moléculas maiores que possuem substância hidrofóbica 
suficiente para desempenhar os dois papéis.
Os emolientes mais comuns são os silicones (dimeticona, amodimeticona, ciclome-
ticona etc), óleos e manteigas derivadas de frutas e vegetais. Muitas delas são hidrofóbi-
cas, mas os óleos vegetais e de frutas possuem moléculas menores, com componentes de 
ácidos graxos que são hidrofílicos. Isso permite que estes funcionem como emolientes e 
humectantes suaves. Com isso, podem penetrar por meio da camada de cutícula no córtex 
e melhorar significativamente as propriedades mecânicas do cabelo. 
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Corte e Modelagem de Cabelo122
Afirmação
“Umectantes são materiais hidroscópicos que atraem e retém a umidade da 
atmosfera. Além de seu uso como condicionador, também são usados como ingredientes em 
produtos para cuidados com os cabelos, a fim de mantê-los úmidos durante o uso, evitando 
assim, que sequem, ainda que sejam deixados abertos” (HALAL, 2011, p. 133).
Os emolientes fazem parte de um grupo de ativos ideais para cabelos ressecados, 
danificados e sem vida, já que agentes externos como a radiação solar, cuidados inadequa-
dos e excesso de química ocasionam danos aos fios. Bons condicionadores de cabelo e tra-
tamentos capilares fornecem uma variedade de benefícios, incluindo a melhora dos níveis 
de hidratação e óleo do cabelo.
Como os termos hidratante e emoliente estão, na verdade, se referindo a processos 
bastante complexos e a múltiplas propriedades, não é de surpreender que eles sejam fre-
quentemente usados de forma incorreta. Por essa razão, o ideal é que o profissional de-
termine quais são as necessidades capilares individuais, procurando ingredientes ou 
combinações de ingredientes que possam atender a essas necessidades e usar uma termi-
nologia específica e bem definida para descrever esses ingredientes.
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https://www.shutterstock.com/pt/g/newafrica
123Corte e Modelagem de Cabelo
Pausa para refletir
Saber exatamente o que o cabelo precisa e entender a terminologia são propriedades impor-
tantes que podem desmistificar e simplificar todo o processo. Sendo assim, quais são as pro-
piedades que diferenciam os principais tratamentos capilares?
7.1.2. Uso correto da máscara capilar
O uso correto da máscara capilar nos cabelos nutre e trata os cabelos de forma signi-
ficativa. Uma máscara de cabelo não deve ser usada apenas de vez em quando e, sim, pre-
cisa estar presente na rotina capilar de cada cliente por quem o profissional é responsável.
A base catiônica existente na máscara 
capilar é importante para o condicionamento, 
maciez e brilho dos fios. Deve ser aplicada nos 
cabelos lavados e secos com toalha. É preciso 
espalhar o creme uniformemente por todo o 
cabelo, mecha a mecha e, em seguida, mas-
sagear o cabelo com o produto começando a 
uma distância de dois a quatro dedos distante 
do couro cabeludo até as pontas. Depois, é 
preciso pentear o cabelo com os dedos. Para 
otimizar os efeitos da máscara, é interessante 
cobrir a cabeça com uma toalha quente ou filme plástico por pelo menos 10 minutos, lem-
brando que este período pode variar de acordo com o fabricante do produto utilizado.
7.2. Reconstrução
A reconstrução é um tratamento de alta performance na fibra capilar. Pode ser usada 
nos cabelos danificados ou apenas como manutenção dos fios que se encontram saudáveis. 
Sua aplicação deve ser feita de forma moderada e é importante reconhecer que a ação deste 
tratamento é fundamental para um resultado final satisfatório. O fortalecimento e a reposi-
ção de massa são as principais características da reconstrução capilar. É possível obter mais 
benefícios e maiores reparações de danos capilares com ela após uma anamnese adequada.
Máscaras de reconstrução capilar podem ter alguns dos seguintes componentes: que-
ratina, arginina, proteína hidrolisada, creatina, cisteína, colágeno e aminoácidos. Todos estes 
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Corte e Modelagem de Cabelo124
ativos são importantes para a reposição de massa, fortalecimento dos fios, devolução de 
queratina e aminoácidos perdidos por poluição e agressões diárias por procedimentos quími-
cos, como coloração e alisamentos, entre outros. Não deixa sedosidade ou brilho e pode dei-
xar uma sensação de cabelo sem vida, por ser apenas uma reposição de massa. 
É preciso pontuar também que a frequência de reconstrução, se for excessiva, pode 
trazer uma sobrecarga de queratina e este excesso deixa os fios rígidos. O ideal para cabe-
los muito ressecados e mal tratados é realizar o procedimento a cada quinze dias, alter-
nando com outros tratamentos. Em alguns casos, pode ser feito uma vez por mês. 
Com isso, vimos que a queratina é um ingrediente importante para promover a recons-
trução do fio e muitos tratamentos tem como base este elemento, como veremos a seguir. 
7.2.1. Queratina
Fatores externos como exposição ao sol, frio e vento fazem com que os cabelos dani-
ficados percam naturalmente a queratina existente nos fios. A perda desta importante 
proteína diz muito sobre a manutenção da saúde capilar e um cabelo pobre em queratina 
pode ter problemas de enfraquecimento e ruptura dos fios, já que a estrutura fica compro-
metida. O uso correto da queratina torna os fios mais fortes e resistentes. Cabelos que pas-
sam por procedimentos químicos como colorações, exposição ao cloro, alisamentos ou que 
ficam muito expostos ao sol necessitam de queratina para a manutenção da saúde dos fios.
Afirmação
“Há uma probabilidade de que cabelos danificados e porosos absorvam quanti-
dades úteis de proteína, mas eles não podem ser reconstruídos a partir de aditivos. Alguns 
estudos indicam que pequenas proteínas ajudam a selar pontas duplas e evitar que elas 
piorem. Em geral, quanto menor for a proteína e maior os danos dos cabelos, maior será a 
absorção” (HALAL, 2011, p. 132).
O tratamento à base da substância tornou-se uma das principais escolhas para repa-
rar danos causados por procedimentos que aumentam os frizz, danificam as cutículas e 
causam fissuras na fibra capilar. Após esses processos, é realizado tratamento com pro-
teína para o fortalecimento e reposição da massa capilar. 
125Corte e Modelagem de Cabelo
A frequência dos tratamentos com proteínas depende do cabelo, mas é essencial que 
ele não seja realizado com muita frequência. O excesso de proteína, basicamente não deixa 
espaço para a umidade no interior do cabelo, por isso pode causar um efeito rebote tra-
zendo efeitos adversos, ou seja, o cabelo fica com aspecto seco e quebradiço, sendo que há 
casos em que os fios quebram por tanto excesso.
E isso acontece da mesma forma 
quando se realiza muita hidratação, que 
seria reposição de umidade, sendo que, 
neste caso,o excesso de umidade tam-
bém pode fazer com que o cabelo se 
torne quebradiço. 
Encontrar um equilíbrio entre 
reconstrução e hidratação é o ideal para 
manter a saúde capilar. De modo geral, 
se o cabelo tem alta porosidade, precisa 
de mais proteína e, caso tenha baixa elasticidade, precisa de mais hidratação. Sendo assim, 
a variação uniforme entre os tratamentos de proteína e de hidratação é fundamental.
Cabelo normal e cabelo danificado
Cutícula fechada normal Cutícula aberta porosa Cutícula extra porosa
Para determinar a porosidade, um teste muito utilizado é colocar um fio limpo e sem 
produtos cosméticos em um recipiente com água e aguardar alguns segundos. Se o fio de 
cabelo flutuar, é porque tem baixa porosidade. Caso o fio afunde e flutue, alternando entre 
as ambas as posições na água, significa que tem porosidade média, o que é bom. Caso o fio 
afunde completamente, está com alta porosidade e necessita de tratamentos de proteína, 
ou seja, de reconstrução. 
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Para determinar a elasticidade, é preciso 
puxar um fio de cabelo e segurar em cada extre-
midade. É necessário puxar suavemente em dire-
ções opostas, tentando ver até onde é possível 
esticar o cabelo sem quebrá-lo, e também para 
ver se o fio voltará ao tamanho original. Após apli-
car pouca pressão, pode-se soltar uma das pontas. 
Se o cabelo se encaixar imediatamente, está com 
baixa elasticidade, ou seja, necessita hidratação. Se 
o cabelo esticar um pouco e depois quebrar é por-
que está precisando dereconstrução. Os produtos 
de modelagem não interferem neste teste.
Uma boa frequência para a cliente que está apenas fazendo manutenção é fazer tra-
tamento de umidade semanalmente e tratamento de proteína uma vez por mês. Então, 
basicamente, são três hidratações e uma reconstrução realizadas mensalmente. Isso per-
mite reduzir o nível de porosidade e aumentar o nível de elasticidade, mantendo o cabelo 
equilibrado em seus níveis de umidade, proteína e melhorando a haste capilar em geral.
7.2.2. Benefícios aos cabelos
Muitos tratamentos disponíveis no mercado trazem benefícios significativos aos cabelos. 
Com o passar o tempo, os cabelos perdem propriedades importantes para se manterem saudá-
veis e, por isso, os tratamentos capilares são importantes para devolução dos nutrientes.
Tratamentos frequentes nos cabelos trazem benefícios consideráveis como redu-
ção de frizz, diminuição do ressecamento, manutenção da umidade, aumento dos lipídios, 
redução dos danos causados pelos agentes externos, aumento da duração da coloração, 
evitando, assim, o rompimento das fibras capilares e promovendo maior penteabilidade e 
fechamento das cutículas. 
Dica
Para manter os cabelos saudáveis, o profissional pode indicar para os clientes 
um cronograma capilar, produzido de acordo com as necessidades de tratamento e variações 
para que o cabelo possa se manter hidratado e sadio dentro de um período de tempo, sendo 
que os procedimentos podem ser feitos semanalmente ou mensalmente.
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127Corte e Modelagem de Cabelo
Com o tratamento correto, os benefícios ao cabelo podem ser vistos a olho nu, por 
meio do crescimento dos fios, da integridade da fibra e da reflexão de brilho. Para isso, é 
preciso conhecer quando e qual tratamento utilizar em cada caso, já que nos dias atuais 
existem tratamentos direcionados para cada necessidade capilar.
7.3. Frequência de tratamentos
A solução para reduzir os danos que 
os cabelos sofrem é realizar tratamen-
tos regularmente. Tratamentos de hidrata-
ção e reconstrução profunda são essenciais, 
especialmente quando se trata de cabelos 
químicamente tratados. 
Temos como exemplo os fios coloridos que, se não tratados regularmente, não man-
tém a cor. Por isso, o tratamento profundo é essencial. Ele adiciona umidade ao cabelo, o 
que ajuda a tornar os fios mais fortes, mais saudáveis e brilhantes. Para ficar em dia com 
a saúde dos cabelos, a frequência ideal é de 1 a 2 vezes por semana, dependendo das con-
dições da fibra. Mais que duas vezes semanais pode comprometer a saúde dos fios por 
excesso de tratamento, considerando o tipo de cabelo dos clientes, como veremos a seguir.
7.3.1. Cabelos secos
Os cabelos secos necessitam de mais 
produtos para hidratação e umectação pelo 
fato de o couro cabeludo não produzir óleo 
natural suficiente para hidratar o cabelo. 
Isso pode ser hereditário ou pode ser algo 
que acontece ao longo do tempo à medida 
em que ocorre o envelhecimento. Ao passar 
dos anos, a taxa de produção de óleo do 
corpo diminui naturalmente, levando a pele 
a ficar seca e, claro, os cabelos também.
É possível que a condição ou estrutura do cabelo esteja fazendo com que a umi-
dade diminua, o que leva ao ressecamento do cabelo. O fio de cabelo é composto por 
três principais partes, entre elas temos no centro, a medula, que é a estrutura de suporte, 
envolvendo a medula está o córtex, que forma a camada intermediária e o córtex dá ao 
cabelo elasticidade e ondulação.
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Corte e Modelagem de Cabelo128
Estrutura do couro cabeludo
Epiderme
Derme
Veias de sangue
Camada subcutânea
Eixo do cabelo
Glândula sebácea
Bulbo de cabelo
Folículo capilar
Cercando e protegendo o córtex está a cutícula. A estrutura da cutícula tem um 
formato similar ao de telhas sobrepostas. Quando as telhas são compactas, o cabelo parece 
brilhante e a umidade não consegue sair de dentro dos fios. Quando as telhas estão soltas ou 
desalinhadas, os cabelos podem parecer opacos, quebradiços e ressecados. Assim, é mais fácil 
que a umidade natural saia da estrutura interna, o que leva a cabelos secos e enfraquecidos.
7.3.2. Cabelos mistos
Existem vários fatores que podem contri-
buir com os cabelos mistos: o clima, os cosmé-
ticos que estão sendo utilizados e ação química, 
entre outros. As pessoas com couro cabeludo 
oleoso e pontas secas possuem uma grande difi-
culdade de tratar os cabelos, não por não saber 
que produto usar, mas por desconhecer peque-
nas ações que podem minimizar essa variação, 
normalizando a haste capilar e o couro cabeludo.
Quando se trata de cabelos mistos, a melhor maneira de tratá-los é utilizar produtos 
de diferentes propriedades em cada área específica. Temos como exemplo o cabelo enca-
racolado e crespo, que pode ficar oleoso nas raízes à medida que o óleo se acumula ali e 
não tem a chance de percorrer o fio de cabelo. Neste caso, como o óleo é impedido pela 
própria fibra capilar de percorrer pelo comprimento e pontas, a melhor medida é a umecta-
ção em toda a fibra capilar.
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129Corte e Modelagem de Cabelo
Casos como o ressecamento do comprimento e pontas por processos químicos e 
aumento de oleosidade podem também ser decorrentes de procedimentos químicos, como 
as escovas progressivas. Nesse caso, o indicado é uma alternação de reconstrução com 
hidratação na haste capilar combinada com o uso de produtos adstringentes apenas no 
couro cabeludo. Desta forma, a regularização sebácea é promovida sem agredir os fios.
Pausa para refletir
Sabemos que existem processos químicos que agridem o couro cabeludo e a haste de forma tão 
agressiva capaz alterar características fisiológicas importantes para o cliente. Como devemos 
proceder para evitar este tipo de alteração, já que na maioria das vezes elas não são saudáveis?
7.3.3. Cabelos oleosos
A pele do couro cabeludo, assim como a pele do resto do corpo, está cheia de poros 
ligados a glândulas sebáceas. Essas glândulas sebáceas secretam o óleo natural chamado 
sebo. Este sebo é essencial para manter o cabelo macio, suave e saudável. No entanto, às 
vezes, as glândulas podem começar a produzir sebo em quantidade excessiva, o que resulta 
em um cabelo oleoso.
Cabelos finos podem ser mais oleosos, pois o óleo que é secretado pelo couro cabe-
ludo não se mistura a uma quantidade de cabelos suficientes para absorvê-lo. Os fios lisos 
possuem uma tendência a serem mais oleosos, pois o sebo percorre toda a fibra uniforme-
mente e não é absorvido totalmente. 
Os fatores genéticos também influenciam nas condi-
ções gerais do couro cabeludo. Se um dos pais tiver cabe-
los oleosos, há uma grande chance desta característica ser 
transmitida para o filho.
Usar em excesso qualquer produto de cabelo, seja 
condicionador, fluído, gel de cabelo, cera de cabelo, mou-
sse e afins também pode fazer com que o cosmético se acu-
mule no couro cabeludo e cause a oleosidade excessiva.O 
problema pode ser ainda maior se estes produtos forem 
à base de álcool. Estes produtos, misturados com o óleo 
natural, podem pesar no cabelo e torná-lo oleoso.©
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Corte e Modelagem de Cabelo130
Para os fios oleosos, a lavagem diária auxilia no controle da oleosidade excessiva. 
Existem produtos apropriados para esse tipo de fios, mas é importante o tratamento por 
tempo determinado para controle do problema.Produtos à base de argila, melaleuca e 
cetoconazol são importantes para o tratamento, pois auxiliam na regulação da glândula 
sebácea. Exemplo disso são xampus à base de cetoconazol, que melhoram de forma sig-
nificativa o couro cabeludo com oleosidadeexcessiva, descamação e caspa. Associar um 
xampu como este, com uma máscara de tratamento dos fios, sem aplicar na raiz, deixa os 
cabelos oleosos saudáveis e com reflexão de brilho.
Proposta de Atividade
Reforce seu aprendizado com o exercício sugerido a seguir. A atividade não é avaliativa, 
mas é uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos e fixar o conteúdo estudado no capítulo.
Agora é a hora de recapitular tudo o que você aprendeu nesse capítulo! Elabore um mapa 
conceitual destacando os principais pontos abordados ao longo do capítulo para manter o fio 
capilar sadio. Ao produzir seu mapa conceitual, considere as leituras básicas e complementa-
res realizadas. 
Recapitulando
Nos salões de beleza estão disponíveis diversos serviços. Aos profissionais cabe a tarefa 
de orientar e diferenciar quando usar cada tratamento. Entender o que os cabelos precisam 
é um dos pontos principais, que não devem ser deixados de lado no momento da anamnese.
É comum a venda de tratamento à base de queratina nos salões e isso precisa ser 
realizado com cautela. Queratina em excesso ou utilizada em cabelos que não precisam 
de reconstrução pode enrijecer os fios ao ponto de provocar a quebra da haste capilar. As 
necessidades dos cabelos e a atuação correta com os produtos são propriedades que dife-
renciam os principais tratamentos capilares. Sendo assim, podemos, por exemplo, verificar 
se o cabelo está quebradiço ou ressecado para definir os principais tratamentos, que são a 
recontrução e a hidratação.
Os processos químicos, que agridem o couro cabeludo e a haste capilar, necessitam 
de uma anamnese capilar e tratamento adequado para evitar danos. Devem ser feitos e 
tratados com atenção, pois da mesma maneira que os procedimentos trazem beneficios, 
senão forem direcionados corretamente, podem danificar a fibra capilar.
131Corte e Modelagem de Cabelo
Referências 
BARSANTI, L. Dr. Cabelo: saiba tudo sobre os cabelos: estética, recuperação capilar e pre-
venção da calvície. São Paulo: Elevação, 2009.
BEDIN, V. Filtro solar e cabelos. Cosmetics & Toiletries. v. 17, nov.- dez. 2005.
BIONDO, S.; DONATI, B. Cabelo:cuidados básicos, técnicas de corte,coloração e embele-
zamento. 3. ed. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2003
CINTRA, R. Cortes de Cabelo: Técnicas e Modelagem. São Paulo: Editora CengagelearningIv, 
2010.
______. Como seu Cabelo pode Transformar seu Visual. São Paulo: Editora Aleph, 2011.
GOMES R. K.; GABRIEL, M. Cosmetologia descomplicando os princípios ativos. 2006.
KOHLER, R. DE C. O. A química da estética capilar como temática no ensino de química e 
na capacitação dos profissionais da beleza, Dissertação de mestrado, Universidade Fede-
ral de Santa Maria - RS, 2011. Disponível em: http://cascavel.cpd.ufsm.br/tede/tde_busca/
arquivo.php?codArquivo=3577. Acesso em: 17 de Outubro de 2018.
HALAL, J. Dicionário de Ingredientes de Produtos para Cuidados com o Cabelo.São 
Paulo: Editora Cengagelearning, 2011.
______. Tricologia e a química cosmética capilar.São Paulo: Cengagelearning, 2012.
MANSUR, C; GAMONAL, A. Cabelo normal, IN: KEDE, M.P. V.; SABATOVICH, O. Dermato-
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MARIANO, R. G. DE B. Extração do óleo da polpa de Pequi (caryocar brasiliense) por pro-
cessos convencionais combinados com tecnologia enzimática. 2008. Disponível em: <tede.
ufrrj.br/jspui/bitstream/tede/403/1/2008%20-%20Renata%20Gomes%20de%20Brito%20
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MARQUES, S. A História do Penteado. São Paulo:Editora Matrix, 2009.
VITA, A.C. História da Maquiagem, da Cosmética e do Penteado. São Paulo: Anhembi 
Morumbi, 2009.
133Corte e Modelagem de Cabelo
OBJETIVOS DO CAPÍTULO
• Entender as formas corretas de armazenamento e organização das ferramentas e 
local de trabalho.
CAPÍTULO 8
Exigências da Vigilância Sanitária para salões
Marília Bezerra de Carvalho
TÓPICOS DE ESTUDO
1 Adequação do local de trabalho 3
Organização de produtos de maneira 
adequada
• Organização do local de trabalho.
• Normas e regulamento.
• Armazenamento correto.
• Registro na ANVISA.
2
Cuidados adequados e higienização 
dos materiais.
• Materiais após a utilização.
• Controle de infecções.
Corte e Modelagem de Cabelo134
Contextualizando o cenário 
Para todo e qualquer tipo de serviço existe um órgão regulador que dita as regras e exigên-
cias para que aquele trabalho seja prestado com qualidade, segurança e de acordo com a 
legislação do país. No Brasil existem dois órgãos reguladores: a Agência Nacional de Vigilân-
cia Sanitária (ANVISA) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
A legislação que regula a profissão de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, 
depilador e maquiador é a mesma e entrou em vigor há alguns anos. Ela sofre alterações de 
tempos em tempos para melhor abranger alguns detalhes, mas se mantém em sua essência, 
sempre acompanhando as necessidades dos consumidores de acordo com as mudanças con-
tínuas do mercado.
Um desses paradigmas é o Código de Proteção e Defesa do Consumidor (BRASIL, 1990), que 
estabelece que a proteção da saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no 
fornecimento de serviços é um dos direitos básicos do freguês. Outros conjuntos de leis rele-
vantes nesse contexto são o Código Penal, art.129 (das lesões corporais), e os artigos 949, 
950 e 951 do Código Civil, que tratam da indenização no caso de lesão ou outra ofensa à 
saúde de outrem (BRASIL, 2009). Com base nessas leis foram criadas legislações que regula-
mentam a profissão e seus pormenores. 
Considerando esse contexto: qual o objetivo e função de um órgão que fiscaliza serviços 
como os de beleza e estética?
135Corte e Modelagem de Cabelo
8.1. Adequação do local de trabalho
Existem inúmeras exigências e legislações que discorrem sobre a adequação do local 
de trabalho no caso cabeleireiros e esteticista. Dentre elas, são de suma importância as 
exigências quanto ao espaço físico do estabelecimento e as normas que ele deve seguir. 
A ANVISA dá informações meticulo-
sas em seus decretos, de forma que o dese-
jado é que durante inspeções de rotina os 
estabelecimentos estejam 100% de acordo 
com a legislação. Caso contrário, podem 
ser aplicadas multas por descumprimento 
e também pode ser decretada a interdição 
temporária do estabelecimento até que as 
exigências sejam atendidas.
Curiosidade
Dentre as denúncias recebidas dos serviços de interesse à saúde nos estados 
de SP, RJ, CE, PR e DF, as relacionadas ao ramo de embelezamento e estética somam 52% 
do total (BRASIL, 2017).
Os profissionais da área da beleza devem lembrar que a Lei n° 12.592 de 18 de janeiro 
de 2012 os reconheceu profissionalmente. Logo, possuem obrigação legal de seguir todas 
as normas sanitárias exigidas a nível federal, estadual e municipal.
Um dos principais pontos presentes na legislação de muitos estados ou municípios, 
e que frequentemente é ignorado, é que o local em que se exerce a profissão de cabelei-
reiro e afins deve ser independente e não ser parte de passagem de uma residência. Isso é 
prática comum, principalmente em bairros mais afastados nas grandes cidades e em cida-
des pequenas e do interior. É frequente ver salões que tem seu espaço físico em garagens 
ou aposentos da residência do proprietário do salão. Portanto, muitos profissionais não 
respeitam as legislações vigentes, inclusive sobre onde e como deve ser as características 
específicas do seu espaço de trabalho. É importante compreender que a Vigilância Sani-
tária local é responsável pelas características específicas dos salões de beleza. Por isso, é 
imprescindível consultar a legislação específica para cada Estado e município. O Estado de 
Santa Catarina, por exemplo, estabelece a proibição dos salões de beleza dependentes das 
residências por meio da Instrução Normativa n° 004/DIVS/2013.
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Cortee Modelagem de Cabelo136
8.1.1. Organização do local de trabalho
Dentro da legislação há diversas exigências quanto ao alvará de funcionamento, 
especificações do ambiente, dimensões que cada ambiente deve ter, detalhes sobre as ins-
talações e requisitos de higiene. No entanto, a estética e organização ficam em aberto e 
muito a critério dos profissionais do local.
Porém, em qualquer negócio, organi-
zação é primordial. Ter um espaço físico 
bonito e luxuoso, mas com profissionais 
desorganizados, com material de trabalho 
espalhado, equipe que não se comunica 
facilmente e com vários outros problemas 
acaba desvalorizando completamente o 
salão, fazendo com que o cliente tenha uma 
percepção ruim do estabelecimento.
Treinamentos simples e reuniões com 
toda a equipe facilitam certos aspectos. 
Todos têm que estar em sintonia e com-
preender quais as propostas que seu esta-
belecimento de trabalho oferece. Seja você 
empregado, parceiro ou profissional de 
beleza, a organização é o melhor cartão de 
visitas que um profissional pode ter!
8.1.2. Normas e regulamento
Para cada tipo de estabelecimento existem normas que devem ser cumpridas em 
diversos níveis (nacional, estadual e municipal) e que são atualizadas periodicamente. Hoje 
em dia não basta ter um alvará de funcionamento, a burocracia é um pouco maior e o des-
cumprimento de tais leis gera prejuízos financeiros. É de fundamental importância que o 
proprietário e todos os seus colaboradores estejam cientes de seus direitos e deveres, apli-
cando-os sempre. 
A ANVISA e a ABNT disponibilizam suas exigências e legislações vigentes assim como 
as atualizações em seus portais, estando sempre à disposição para consulta. Ou seja, é fácil 
e prático consultar essas normas, de forma que os órgãos esperam que tudo esteja con-
forme o exigido em uma possível fiscalização. 
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137Corte e Modelagem de Cabelo
Afirmação
Todos os colaboradores da empresa devem estar aptos a realizar os serviços aos 
quais se propõem, mediante comprovação que se dará por meio de certificados ou outros 
documentos que atestem seus conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para a 
prestação dos serviços (ABNT, 2016).
A vigilância sanitária regulamenta todos os quesitos que podem ou não estar pre-
sentes de forma a garantir a segurança e a qualidade do serviço prestado para o cliente. 
A ABNT é o órgão brasileiro normalizador, que gere e cria normas e padrões técnicos que 
devem ser empregados para o bom funcionamento do negócio. 
8.2. Cuidados adequados e higienização dos materiais
Higiene é de fundamental importância para a saúde do cliente e do prestador de ser-
viços. Limpeza de utensílios é de essencial, assim como manter bancadas, carrinhos e lava-
tórios sempre limpos, organizados e sem materiais desnecessários.
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Corte e Modelagem de Cabelo138
Todos os materiais utilizados em todo e qualquer procedimento estético devem pas-
sar por um processo de limpeza e esterilização após o atendimento de cada cliente. Isso é 
válido para os materiais reutilizáveis. Caso o equipamento seja descartável, deve ser utili-
zado uma única vez. Os procedimentos de limpeza dos materiais de salão são diferentes 
dependendo de sua finalidade. 
Alguns utensílios precisam ser esterili-
zados e acondicionados em plástico até seu 
próximo uso, é o caso de materiais perfuro 
cortantes como as tesouras. Outros neces-
sitam apenas de uma higienização, como os 
pentes, escovas e toalhas.
Cada estabelecimento deve ter seu 
Procedimento Operacional Padrão (POP) 
referente ao processo de limpeza para que 
todos os funcionários sejam capazes de executar o processo da mesma forma e para que o 
resultado seja consistente.
Dica
POP é um documento que detalha todos os passos para a realização de um pro-
cesso para que o resultado seja sempre padronizado, independentemente de quem executa 
os passos.
Quando se trata das ferramentas uti-
lizadas apenas para corte e modelagem de 
cabelos, que não são descartáveis, deve-
-se ter um cuidado maior para que não haja 
contaminação cruzada quando se utiliza a 
mesma ferramenta em mais de um cliente 
devido a falhas na higienização. 
Nesses casos uma higienização sim-
ples, apenas com um detergente bactericida 
e água, é o suficiente, já que não há contato 
com sangue ou secreções. Em caso de serviços de manicure, pedicure e depilação é necessá-
rio um processo de esterilização de fato.
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139Corte e Modelagem de Cabelo
Doenças transmitidas por fungos (micoses), vírus (HIV e hepatite), infecções bacte-
rianas graves e pediculose (doença parasitária provocada por piolhos) são alguns dos pro-
blemas que podem acometer profissionais e clientes se o estabelecimento não seguir um 
regime de limpeza correto e diário.
8.2.1. Materiais após a utilização
Após cada uso, as ferramentas de trabalho perfu-
ro-cortantes não descartáveis devem ser devidamente 
lavadas e esterilizas em autoclave e armazenadas em 
embalagens próprias para materiais esterilizados até seu 
próximo uso; cada cliente tem direito a exigir material 
devidamente limpo, já que é sua saúde e bem-estar que 
estão em risco. 
Os Equipamento de Proteção Individual (EPI), que 
incluem touca, luva, avental e óculos de proteção tam-
bém devem ser de uso único e descartados adequada-
mente após seu uso. Quando houver uso de materiais 
como lâminas descartáveis, espátulas e agulhas, que 
também são materiais de uso único, estes devem ser 
descartados em recipiente próprio para esse tipo de 
item, e não em lixo comum, já que são perfuro-cortantes 
e podem apresentar riscos graves à saúde, como a trans-
missão de doenças como hepatite e HIV.
Pausa para Refletir
Não seria um excesso de zelo esterilizar cada ferramenta após cada uso?
8.2.2. Controle de infecções
Serviços de estética e embelezamento são considerados serviços de interesse para 
a saúde porque oferecem uma assistência ao consumidor, mesmo que essa assistên-
cia seja opcional. A prestação de tal serviço representa também um risco para a saúde do 
consumidor. 
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Principais problemas
0% 10% 20% 30%
7%
8%
8%
10%
11%
11%
18%
24%
Principais problemas
Procedimentos internos
Higiene
Produtos
Processamento de materiais e
equipamentos
Alvará sanitário
Descumprimento da legislação federal
Ambiência
Estrutura física
Fonte: ANVISA, 2016, p. 8.
Por isso são realizadas tantas fiscalizações e há tantas exigências quanto à higiene e 
sanitização, com o objetivo de minimizar tais riscos tanto para o profissional quanto para o 
cliente em questão. 
Problemas em Salões de Beleza
0% 5% 10% 15% 20%
3%
7%
7%
10%
13%
17%
17%
18%
Problemas em salões de beleza
Produtos
Processamento de materiais e equipamentos
Procedimentos internos
Higiene
Descumprimento da legislação federal
Cosméticos
Alvará
Atuação do pro�ssional
3%
3%
3%Uso de materiais e equipamentos
Ambiência
Estrutura física
Fonte: ANVISA, 2016, p. 9.
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141Corte e Modelagem de Cabelo
Entre as questões que devem ser abordadas pelo salão está o controle de infecções, 
que pode ser feito de forma simples se forem adotados alguns hábitos no local de trabalho. 
Os profissionais devem estar cientes das normas e saber aplicar técnicas simples de 
higienização, assim como devem estar cientes das práticas adequadas e inadequadas no 
ambiente de trabalho. Essa é a melhor arma para controlar e evitar contaminações e infec-
ções. A substituição de estufas por autoclaves também é um passo fundamental,já que é 
exigida por lei. O processo de esterilização com uso de calor, vapor e pressão é muito mais 
eficiente do que somente o uso de calor, como acontece na estufa.
Denúncias por segmentos de estética e de embelezamentos
62%
35%
2% 1%
Embelezamento (Salão de beleza)
Estética
Ambas atividades
Outras atividades
Fonte: ANVISA, 2016, p. 9.
Os gráficos apresentados nesse tópico são do último relatório de denúncias em ser-
viços de interesse para saúde que são periodicamente publicados pela ANVISA e mos-
tram números alarmantes de denúncias e dados coletados em inspeções feitas pelo órgão. 
Nesse levantamento, os salões de beleza constam como os maiores responsáveis por 
denúncias e problemas de higiene.
Pausa para Refletir
Qual a razão do elevado índice de denúncias e reclamações relacionadas aos serviços de 
salão de beleza?
8.3. Organização de produtos de maneira adequada
Os cosméticos são, dentre todas, provavelmente a mais importante e diversificada 
ferramenta de trabalho que o profissional na área de estética possui. Porém, dentre o 
grande número marcas e linhas com as mais diversas funções presentes no mercado, é difí-
cil, até mesmo para um profissional, diferenciar quais produtos são seguros ou não. 
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Corte e Modelagem de Cabelo142
Manter os produtos sempre organizados e estocados da maneira ideal ajuda tanto 
no controle do prazo de validade quanto na manutenção da eficácia do produto. Observar 
o prazo de validade dos itens e descartar corretamente os que já passaram do prazo é de 
suma importância. Um descuido com relação a esse tema pode acarretar em uso de produ-
tos inadequados e pode gerar problemas em caso de inspeções, já que armazenar produtos 
vencidos é indício de uso dos mesmos, o que é ilegal. 
A forma como o profissional organiza seus produtos no salão fica a critério do 
mesmo, contanto que siga o previsto nas legislações. Além da ANVISA, a ABNT é o prin-
cipal órgão normativo quando o quesito é organização, tendo algumas normas técnicas já 
publicadas que ajudam a guiar o profissional.
Porém, esses documentos apenas dão dicas de como melhorar o ambiente e o atendi-
mento, sendo de adesão voluntária. As principais normas referentes a esse tema são a NBR 
16283:2015, que trata de terminologias usadas no ramo; a NBR 16383:2015, sobre os requi-
sitos e boas práticas; e por fim, a NBR 16483:2015, que aborda as competências que cabem 
a cada profissional. 
Alguns pontos obrigatórios, por exemplo, o dever de armazenar produtos de limpeza 
separadamente dos produtos destinados a tratamentos nos clientes; instalação de ilumi-
nação e conforto térmico adequados no ambiente; e utilização de superfícies feitas com 
materiais lisos, impermeáveis e facilmente higienizáveis. 
Todos os produtos também devem estar dentro do prazo de validade estabelecido, 
bem identificados e organizados de forma a ser facilmente manipulados, sem que haja 
enganos. 
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143Corte e Modelagem de Cabelo
8.3.1. Armazenamento correto
Cada produto deve ser armazenado de forma correta para que mantenha-se estável 
e não sofra degradação. A forma ideal de armazenagem deve ser informada no rótulo pelo 
fabricante. De forma geral, os produtos devem ser acondicionados em local fresco e are-
jado, sem incidência direta da luz sol, excesso de umidade ou luminosidade. Muitos com-
postos químicos presentem em produtos de beleza são degradados em contato com a luz 
e calor, por isso grande parte das embalagens são foscas e não permitem a visualização de 
seu conteúdo. 
É sempre importante anotar a data de abertura da embalagem dos produtos. Alguns 
produtos de beleza apresentam prazo de validade curto, por isso devemos estar sempre 
atentos a sinais de que o produto não está mais próprio para uso. Mudanças de coloração, 
textura e odor são sinais claros e facilmente identificáveis de que está ocorrendo a degra-
dação de compostos presentes no produto e de que o mesmo deve ser descartado.
No Brasil, a data de validade deve estar 
gravada na embalagem do produto de forma 
clara e que não seja facilmente removida. Tal 
data é contada a partir do momento da fabri-
cação do produto. Para cada tipo de produto 
esse prazo é contado de forma diferente: 
produtos que tem um contato maior com 
mucosas e secreções corporais, como lágrimas e saliva, tem validade mais curta, geralmente 
de seis meses. Outros, que possuem uma contaminação mais difícil, como cremes e loções, 
podem chegar a dois anos de validade a partir do momento de envaze.
Produtos importados podem ter sua validade expressa de maneiras diferente. Produtos 
que atendem a legislação dos Estados Unidos têm seu prazo de validade contado a partir do 
momento que o consumidor viola a embalagem do produto, e não a partir do seu envaze. 
Esclarecimento
O prazo de validade de produtos fabricados de acordo com a legislação dos EUA 
leva em consideração que enquanto a embalagem estiver lacrada a formulação está estável, 
pois possui conservantes e não está em contato com o ar, por isso só conta a validade a par-
tir da abertura do produto.
Nesse caso, a validade é indicada por símbolos com o número de meses durante os 
quais o produto é seguro para uso, e não por uma data. 
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Corte e Modelagem de Cabelo144
8.3.2. Registro na ANVISA
Todo produto que possa vir a interferir na saúde do consumidor deve ter registro 
junto à ANVISA. O registro de cosméticos é válido por cinco anos e após esse prazo deve 
ser renovado. Porém, existem diferentes graus de risco nos quais cada produto se enqua-
dra. Alguns itens, por apresentarem baixo risco à saúde, podem ser isentos de registro 
junto ao órgão.
De acordo com a Anvisa, os produtos cosméticos (em conjunto com os produtos de 
higiene pessoal e perfumes) são classificados em produtos de Grau 1 e produtos de 
Grau 2. Os critérios para esta classificação são definidos em função da probabilidade 
de ocorrência de efeitos não desejados, devido ao uso inadequado do produto, sua 
formulação, finalidade de uso, áreas do corpo a que se destinam e cuidados a serem 
observados quando de sua utilização (ABNT/SEBRAE, 2016).
Os produtos de ambos os grupos seguem o que preconiza a RDC nº 211, de 14 de 
julho de 2005: os de grau 1 se caracterizam por apresentar em sua composição compos-
tos básicos, de ação conhecida e não necessitam de informações de uso muito detalhadas, 
sendo basicamente produtos considerados unicamente cosméticos, sem nenhum ativo em 
sua composição que previna ou trate algum aspecto específico. 
Contexto
A CIR é uma lista de compostos de interesse para a indústria de cosméticos anali-
sados e que tem sua segurança comprovada, a lista é livre para consulta e ajuda a utilizar os 
ingredientes de forma mais segura (HALAL, 2011).
Não se enquadram nesse grupo produtos com fator de proteção solar, que tratam 
acne, antissépticos e afins.
Os pertencentes ao grupo 2 são os que possuem em sua formulação compostos ati-
vos com indicações específicas e exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, infor-
mações adicionais e restrição de uso. Nesse grupo estão incluídos artigos para uso infantil, 
clareadores de pele, produtos com fator de proteção solar e afins. Halal (2011), ressalta 
ainda que, caso a segurança do produto não tenha sido garantida, é necessário trazer em 
destaque os seguintes dizeres como forma de alerta ao consumidor “Advertência: a segu-
rança desse produto não foi determinada”.
145Corte e Modelagem de Cabelo
Os artigos isentos de registro também 
devem conter tal informação em sua emba-
lagem. Os itens que fazem parte dessa lista 
estão sempre sujeitos a revogação e são 
atualizados periodicamente pela RDC nº 07, 
que pode ser consultada no site da ANVISA. 
O órgão publica também a lista de corantes 
permitidos nas formulações dos cosméti-
cos,para qual tipo de produto cada corante 
é permitido, além de concentração máxima 
permitida (HALAL, 2011).
Proposta de Atividade
Reforce seu aprendizado com o exercício sugerido a seguir. A atividade não é avaliativa, 
mas é uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos e fixar o conteúdo estudado no capítulo.
Agora é a hora de recapitular tudo o que você aprendeu nesse capítulo! Elabore uma apre-
sentação breve sobre os riscos em serviços de embelezamento e como evitá-los destacando 
as principais ideias abordadas ao longo do capítulo. Ao produzir sua apresentação, considere 
as leituras básicas e complementares realizadas. 
Recapitulando
Órgãos reguladores, no geral, tem como função regulamentar e garantir a qualidade 
dos serviços sob sua jurisdição. No caso da ANVISA, o principal objetivo é assegurar, pro-
mover e proteger a saúde da população por meio de ações corretivas. Seguir regulações 
básicas, que exigem a esterilização de materiais, por exemplo, é de suma importância e 
essencial para segurança do profissional e do cliente. O não cumprimento desses requisitos 
é o que acarreta o elevado número de denúncias à Vigilância Sanitária. 
Normas de conduta e legislação são guias disponíveis para ajudar os profissionais a 
prestar o melhor serviço possível da maneira mais correta. Dessa forma, ao analisarmos 
todos os pormenores e métodos obrigatórios, verificaremos que nenhuma precaução é 
excessiva visto que a reutilização de materiais pode, na melhor das hipóteses, causar uma 
contaminação cruzada, e que ela também implica no risco de transmissão de doenças pos-
sivelmente fatais, como a hepatite e o HIV.
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Corte e Modelagem de Cabelo146
As denúncias são muitas e não se restringem apenas à falta de higiene, mas abran-
gem pontos mais graves, como a reutilização de materiais descartáveis, uso de produ-
tos com formol para alisamento e utilização de produtos fora do prazo de validade. Essas 
reclamações são graves e que podem ser evitadas se a legislação for seguida à risca, evi-
tando-se assim riscos à saúde do cliente e prejuízos ao estabelecimento.
147Corte e Modelagem de Cabelo
Referências
ABNT, SEBRAE. Salão de beleza: Guia de boas práticas. Associação Brasileira de Normas 
Técnicas, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Rio de Janeiro: ABNT; 
Sebrae, 2016. 
BRASIL (ABNT). NBR 16383, Salão de beleza: Requisitos de boas práticas na prestação de 
serviços, 2016.
______ (ANVISA). Referência técnica para o funcionamento dos serviços de estética e 
embelezamento sem responsabilidade médica. Brasília, dezembro de 2009.
______ (ANVISA). Lei nº 12.592, de 18 de janeiro de 2012. Dispõe sobre o exercício das ati-
vidades profissionais de Cabeleireiro, Barbeiro, Esteticista, Manicure, Pedicure, Depilador e 
Maquiador. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 18 de janeiro de 2012.
______ (ANVISA). Relatório Semestral Denúncias em Serviços de Interesse Para a Saúde. 
4. ed. Dezembro, 2016. Disponível em: <portal.anvisa.gov.br/documents/33852/2971573/4
%C2%AA+Edi%C3%A7%C3%A3o+-+Relat%C3%B3rio+de+Den%C3%BAncias+em+Servi
%C3%A7os+de+Interesse+para+a+Sa%C3%BAde+-+Dezembro+2016/fcce07ac-4af9-4ddf-
bb8b-20022b45a21d> Acesso em: 29/04/2018. 
______ (ANVISA). Relatório Semestral Denúncias em Serviços de Interesse Para a Saúde. 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, dez de 2016. Disponível em: <portal.anvisa.gov.
br/documents/33852/2971573/4%C2%AA+Edi%C3%A7%C3%A3o+-+Relat%C3%B3rio
+de+Den%C3%BAncias+em+Servi%C3%A7os+de+Interesse+para+a+Sa%C3%BAde+-
+Dezembro+2016/fcce07ac-4af9-4ddf-bb8b-20022b45a21d> Acesso em: 30/04/2018. 
HALAL, J. Dicionário de Ingredientes de Produtos para Cuidados com o Cabelo. São 
Paulo: Editora Cengage learning, 2011.
Corte e Modelagem de Cabelo148
UNIVERSIDADE
	Apresentação
	A Autoria
	Capítulo 1
	Conhecendo o mercado de trabalho
	Contextualizando o cenário 
	1.1.	História da Profissão
	1.1.1.	A evolução através dos tempos
	1.1.2.	As mudanças de padrões
	1.2.	Profissão na atualidade
	1.2.1.	Era de transformação
	1.2.2.	A evolução dos profissionais de beleza
	Proposta de Atividade
	Recapitulando
	Referências
	Capítulo 2
	Compreendendo o bom atendimento
	Contextualizando o cenário
	2.1.	Elaborando a ficha de diagnóstico
	2.1.1.	Comunicação
	2.1.2.	Avaliando as características
	2.2.	Tipos de cabelo de acordo com sua forma
	2.2.1.	Avaliando a textura capilar
	2.2.2.	Densidade capilar
	2.2.3.	Condições da fibra capilar
	2.3.	Classificação dos formatos de rosto
	2.3.1.	Os sete tipos de rosto
	2.3.2.	A divisão facial
	Proposta de Atividade
	Recapitulando
	Referências
	Capítulo 3
	Execução das técnicas de lavatório
	Contextualizando o cenário
	3.1.	A lavagem capilar
	3.1.1.	Massagem Capilar
	3.1.2.	Turbante
	3.2.	Utilização do produto adequado
	3.2.1.	Tipos de xampus
	3.2.2.	Tipos de condicionador
	3.2.3.	Máscara capilar
	Proposta de Atividade
	Recapitulando
	Referências
	Capítulo 4
	Especificações dos cortes de cabelo
	Contextualizando o cenário 
	4.1.	Tipos de tesoura
	4.1.1.	Fio navalha
	4.1.2.	Fio laser
	4.1.3.	Barracuda
	4.2.	Conceitos de geometria
	4.2.1.	Divisão
	4.2.2.	Angulação 
	4.3.	Finalização de corte
	4.3.1.	Escova lisa
	4.3.2.	Escova modelada
	Proposta de Atividade
	Recapitulando
	Referências
	Capítulo 5
	Preparando o cabelo para penteados
	Contextualizando o cenário 
	5.1.	Produtos para modelagem, fixação e finalização
	5.1.1.	Mousse
	5.1.2.	Spray Fixador
	5.1.3.	Silicone
	5.1.4.	Pomada
	5.2.	Preparação com prancha e babyliss
	5.2.1.	Finalizando com a prancha
	5.2.2.	Enrolamento italiano
	5.2.3.	Enrolamento tradicional
	5.3.	Enrolamento com bobes
	5.3.1.	Bob pequeno
	5.3.2.	Bob médio
	5.3.3.	Bob grande
	5.4.	Preparação com bucles
	5.4.1.	Caracóis
	5.4.2.	Variações do bucle
	Proposta de Atividade
	Recapitulando
	Referências
	Capítulo 6
	Arquitetura do penteado
	Contextualizando o cenário 
	6.1.	 Penteados presos
	6.1.1.	Ponto de fixação
	6.1.2.	Limpeza do penteado
	6.2.	Penteados semipresos
	6.2.1.	Proporção do penteado
	6.2.2.	Acabamento 
	6.3.	Tranças
	6.3.1.	Trança embutida
	6.3.2.	Trança exposta
	6.3.3.	Trança escama de peixe
	Proposta de Atividade
	Recapitulando
	Referências
	Capítulo 7
	Ativos na composição dos 
produtos de tratamento capilar
	Contextualizando o cenário 
	7.1.	Hidratação
	7.1.1.	Emolientes
	7.1.2.	Uso correto da máscara capilar
	7.2.	Reconstrução
	7.2.1.	Queratina
	7.2.2.	Benefícios aos cabelos
	7.3.	Frequência de tratamentos
	7.3.1.	Cabelos secos
	7.3.2.	Cabelos mistos
	7.3.3.	Cabelos oleosos
	Proposta de Atividade
	Recapitulando
	Referências 
	Capítulo 8
	Exigências da Vigilância Sanitária para salões
	Contextualizando o cenário 
	8.1.	Adequação do local de trabalho
	8.1.1.	Organização do local de trabalho
	8.1.2.	Normas e regulamento
	8.2.	Cuidados adequados e higienização dos materiais
	8.2.1.	Materiais após a utilização
	8.2.2.	Controle de infecções
	8.3.	Organização de produtos de maneira adequada
	8.3.1.	Armazenamento correto
	8.3.2.	Registro na ANVISA
	Proposta de Atividade
	Recapitulando
	Referências
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