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ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL INSTITUTO SANTA JULIANA DISCIPLINA: ARTE PROFESSORA: MARIA INÊS BEZERRA DE SOUZA SÉRIE: 7º ANO “D, E, F” O QUE SÃO LINGUAGENS? A música é uma linguagem que organiza sons, que podem ser definidos como: altura (grave ou agudo), por exemplo, as mulheres possuem vozes mais para o agudo e os homens mais para o grave; timbre (características sonoras), por exemplo, na apresentação de uma orquestra é possível identificar os diferentes instrumentos sonoros, pois cada um possui uma característica própria; Intensidade, o som ele pode ser forte ou fraco, depende da intensidade na execução sonora; E, por fim, duração, depende do tempo que uma frequência sonora soa. A dança utiliza movimentos corporais para criar coreografias. Vamos imaginar cada movimento corporal como sendo uma palavra, e, a junção de vários movimentos corporais (que são palavras) formamos uma frase. É isso a coreografia, frases que possuem em si uma mensagem. A palavra teatro, em grego theatron, significa “lugar aonde se vai para vê”. Esse nome era dado a plateia no teatro grego, século VI. a.C, período que correspondente a origem do teatro ocidental. Isso nos diz uma coisa, no teatro existe o observador, se existe um observador existe alguma coisa que vale apena ser olhada, no caso, o ator em cena. Este atua, fala, gesticula. Nas artes visuais, a visão é o principal sentido usado para fruir essa linguagem, são expressão dessa categoria o cinema, fotografia, pintura, grafite, dentre outros. Para próxima aula iremos fazer um trabalho prático na linguagem visual: gravura. A gravura é uma imagem produzida por meio de uma matriz. Nela a uma superfície em alto relevo que receba a tinta que é impressa em um tipo de suporte. O cordel tem como característica a oralidade, os principais temas que encontramos na literatura de cordel é: folclore brasileiro, religioso, profano, político, episódios históricos, realidade social, etc. O tema religioso, por exemplo, na Idade Média a igreja era o estado e tinha total domínio da produção cientifica e cultura da época, ou seja, toda produção refletia os valores da igreja, o teatro pelo menos o oficial, não fugia a essa regra, buscava ressaltar os feitos da igreja bem como temas fortemente relacionados a religiosidade (teatro sacro), porém existia também o (teatro profano) ou teatro popular, retratando temas de caráter cômico e moralizante e assim atuando como movimento de resistência à censura da igreja através do arte. RELEVO Definição Termo relacionado à escultura para designar as obras que são projetadas a partir de um fundo ou uma superfície plana e não esculpidas de forma independente no espaço. Os escultores desenvolveram maneiras de revelar ao espectador os lados não vistos dos objetos que criavam nessas superfícies. Por exemplo, tentavam representar a rotação de um corpo a partir da colocação de uma série de figuras ao seu redor ou de sombras reais projetadas sobre o plano de fundo pelos elementos figurativos em relevo. Existem diferentes tipos de relevos classificados de acordo com o grau de projeção da escultura: o relevo gravado, no qual a escavação nunca excede o plano, o baixo-relevo, o medio-relevo e o alto-relevo. Para executarmos a Xilogravura ou a Isogravura, precisamos construir/produzir relevos em uma superfície para adquirir a cópia do que foi planejado. Textura de uma superfície – Ao passar os dedos sobre superfície percebemos se são ásperos, lisos, ondulados… Existem duas técnicas: a textura gráfica e o frottage – do francês “frotter” que quer dizer friccionar. Diferença entre as duas técnicas: Textura gráfica: são efeitos que podemos dar a um desenho, através de pequenos traços repetidos, eles podem ser retos, na horizontal, vertical, curvos, círculos e tantos quantos a criação mandar. A textura é utilizada em um desenho para dar efeito realista ao objeto, não se trata de fazer uma cópia, mas de trabalhar traços para realçar a realidade do objeto que está sendo desenhado. Utilizando papel, lápis preto, lápis colorido, canetas de ponta fina preta ou coloridas, os efeitos especiais no seu desenho. Na arte, frottage (do francês "frotter", em português"friccionar") é um método surrealista e "automático" de produção criativa desenvolvido por Max Ernst. No frottage o artista utiliza um lápis ou outra ferramenta de desenho e faz uma "fricção" sobre uma superfície texturizada. GRAVURA A gravura é uma técnica artística, na qual é possível imprimir várias cópias de uma imagem a partir de uma matriz. Para se fazer uma gravura é necessário um suporte (matriz) na qual será feito o desenho. Esse suporte é entintado e a imagem é impressa no papel.A gravura é um múltiplo, isso quer dizer que pode-se tirar várias cópias de um mesmo desenho. As gravuras têm valor artístico por serem totalmente originais e realizadas artesanalmente. Foram realizadas por grandes artistas desde o final do século XV. O material da matriz é o que classifica o tipo da gravura. A Xilogravura é a técnica mais antiga para produzir gravuras e seus princípios são muito simples. O artista retira de uma superfície plana de madeira (a matriz), com o auxílio de ferramentas de corte e entalhe (goivas) as partes que ele não quer que tenham cor na gravura. Após aplicar tinta na superfície, coloca um papel sobre a mesma. Ao aplicar pressão (com uma prensa) sobre essa folha a imagem é transferida para o papel. Lineogravura é uma técnica que assemelha-se ao entalhe da Xilogravura, no entanto, ao invés de madeira, a matriz é de material sintético – placas de borracha, chamadas “linóleo”. Esta técnica é mais recente do que a Xilogravura devido ao material de sua matriz, e foi muito utilizada pelos artistas modernos, como Picasso por exemplo. Gravura em metal começou a ser utilizada na Europa no século XV. As matrizes podem ser feitas a partir de placas de cobre, zinco, alumínio ou latão. Estas são gravadas com incisão direta ou pelo uso de banhos de ácido. Água-forte, água-tinta, ponta seca são as técnicas mais usuais. A matriz recebe a tinta e uma prensa é utilizada para transferir a imagem para o papel. Outras maneiras de fazer gravura em metal são água-forte e água-tinta , os produtos químicos conhecidos por mordentes (ácido nítrico , percloreto de ferro etc.) que atacam as áreas da matriz que não foram isoladas com verniz, criando assim outro tipo de concavidades, e consequentemente, efeitos visuais. Desta forma, o artista obtém gradações de tom e uma infinidade de texturas visuais. Consegue-se uma gama de tons que vai do mais claro, até o mais profundo escuro. Estes procedimentos podem ser usados em conjunto. A técnica da Litografia parte do princípio químico que água e gordura se repelem. As imagens são desenhadas com material gorduroso sobre pedra calcária e com a aplicação de ácido sobre a mesma, a imagem é gravada. Assim como a gravura em metal, essa técnica também necessita de uma prensa para transferir para o papel a imagem gravada na pedra. Serigrafia começa a ser aplicada mais frequentemente por artistas na segunda metade do século XX. Como as técnicas descritas acima, também a Serigrafia apresenta diversas técnicas de gravação de imagem. Uma delas é a gravação por processo fotográfico. Imagens são gravadas na tela de poliéster e com a utilização manual de um rodo com a tinta a imagem é transferida para o papel. COMO REALIZAR A GRAVURA NA PRÁTICA? Em contato com tantas técnicas e artistas, como iniciar um processo de gravura de forma bem simples. Veja a Isopor Gravura e siga seus passos: · 1. Desenhar sobre a bandeja de isopor, fazendo vincos com diferentes profundidades. · 2. Passar uma camada de tinta guache espessa, mais grossa. · 3. Posicionar a bandeja de isopor sobre o papel. · 4. Pressionar por toda a área do isopor, para transferir a tinta para o papel. · 5. Retirar o isopor com cuidado. · 6. Fazer mais cópias da mesma imagem desenhada no isopor. A monotipia, que surgiu no século XVII e pertence à família das gravuras planográficas, é uma gravura única impressa deuma matriz lisa que não tenha sido gravada ou entalhada. A monotipia sempre foi uma forma de arte espontânea, imprevisível e experimental. Por produzir apenas uma gravura por tiragem, seus exemplares tornam-se raros. Esquecida por artistas e historiadores em algumas épocas, a monotipia passou por um emaranhado de classificações, nomenclaturas e definições, as quais são aqui discutidas. Em 1968, a monotipia enraizou-se e tornou-se mais conhecida com uma exposição de 79 monotipias de Edgar Degas no Fogg Art Museum da Universidade de Harvard e chegou à proeminência com a Arte Pop. Esta dissertação investiga também os materiais, métodos e técnicas de monotipia, além dos tipos de impressão, com exemplos de artistas e seus trabalhos. Este trabalho apresenta e discute em maior detalhe o posicionamento histórico de tres artistas plásticos com papéis fulcrais no desenvolvimento das técnicas e na aceitação da monotipia como uma forma de arte. São eles Giovanni Benedetto Castiglione (1609-1664), Edgar Degas (1834-1917), e Carlos Vergara (1941-). Da galeria de obras apresentadas de cada um destes artistas, uma obra foi escolhida para uma reflexão pessoal.