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CARTA REFLEXIVA Tenho a sensação de que quando tudo passar o mundo ficará mais leve! As flores terão novo cheiro! O céu não terá a mesma cor. O canto dos pássaros terão novos sons e as árvores um novo balançar... Mas, que flores são essas que nunca as vi? Desde quando céu tem cor? Pássaros não cantam eles fazem algazarras. E as árvores? Ah as árvores! São treinadas para espalhar folhas pelo chão inundando o que acabara de varrer. Pelo menos essas eram minhas visões diante as percepções de mundo antes de experienciar este período de pandemia. A bagagem que carrego hoje é de reflexão. Aprendi a valorizar os detalhes à minha volta que antes passavam despercebidos. Aprendi com a impossibilidade, a esperar e deixar para depois o que não dá para fazer no aqui e agora. Entendi que as pessoas, os animais, as plantas, os objetos tem total liberdade de entrar, permanecer ou sair de nossas vidas. Apesar de sofrer com as perdas, aprendi elaborar o luto. Conheci a diferença entre amor patológico e amor saudável. E entendi que todos podem ser meus, mas sem nenhuma posse! Meus porque também sou deles, meus porque os levo por onde vou... Bons Ventos!