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Orçamento Empresarial 3
Núcleo de Educação a Distância 
www.unigranrio.com.br
Rua Prof. José de Souza Herdy, 1.160 
25 de Agosto – Duque de Caxias - RJ
Reitor
Arody Cordeiro Herdy
Pró-Reitoria de Programas de Pós-Graduação
Nara Pires
Pró-Reitoria de Programas de Graduação
Lívia Maria Figueiredo Lacerda
Produção: Gerência de Desenho Educacional - NEAD Desenvolvimento do material: Henrique Martins Rocha
1ª Edição
Copyright © 2020, Unigranrio
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, mecânico, por 
fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Unigranrio.
Pró-Reitoria Administrativa e Comunitária
Carlos de Oliveira Varella
Núcleo de Educação a Distância (NEAD)
Márcia Loch
Sumário
Orçamento Empresarial 3
Para início de conversa… .................................................................. 04
Objetivo ........................................................................................... 05
1. Orçamento de Custos Fabris .................................................. 06
2. Orçamento dos Custos dos Produtos Vendidos ..................... 09
3. Orçamento de Despesas Comerciais, Administrativas 
 e Financeiras ..................................................................... 12
Referências ....................................................................................... 15
4 Orçamento Empresarial
Para início de conversa…
A análise e gestão de qualquer tipo de negócio passa pela verificação 
de viabilidade técnica (é possível fazer?), de viabilidade comercial (há mercado 
para consumir os produtos e serviços a serem oferecidos?) e econômico-
financeira (é esperado gerar lucros? Os lucros gerarão retorno sobre o 
capital investido? Haverá geração de riqueza e fluxo de caixa que sustentem a 
continuidade do negócio?).
Para a análise de viabilidade financeira, é necessário analisar as receitas 
previstas e compará-las com os custos para produção e comercialização dos 
produtos, mercadorias e serviços. Entretanto, a expectativa de um bom 
resultado quanto aos custos não é suficiente para que a decisão de investimento 
seja tomada: há de se pensar, também, nos gastos para o funcionamento do 
negócio. Ou seja, além de apurarmos a expectativa de um ganho sobre o 
produto, dado na forma da diferença entre as receitas previstas e o custo do 
produto vendido, precisamos ficar atentos aos gastos para efetuar a venda em 
si, manter a estrutura da empresa em funcionamento, ter gastos com telefone, 
água, bancos etc. Na verdade, tais fatores podem transformar uma expectativa 
de lucro e rentabilidade em perdas substanciais para a empresa.
Por isso, é importante que, junto ao orçamento de receitas e de 
custos, tenhamos, também, as peças orçamentárias de despesas comerciais, 
administrativas e financeiras.
5Orçamento Empresarial
Objetivo
Elaborar os orçamentos: custos fabris, custos dos produtos vendidos, 
despesas comerciais administrativas e financeiras
6 Orçamento Empresarial
1. Orçamento de Custos Fabris
Os custos fabris englobam os custos de matérias primas, os custos 
de mão de obra direta e os custos indiretos de produção. Mas, quando 
tratamos dos custos indiretos, é importante estarmos atentos a algumas 
sutilezas e especificidades.
Primeiramente precisamos destacar que a separação formal que 
a Contabilidade faz entre o que é “custo” e o que é “despesa” pode ter 
pouca relevância no processo orçamentário (ao menos até o momento em 
que forem feitas as projeções dos relatórios contábeis), visto que ambos 
são, em termos práticos, dinheiro que “sai” da empresa. Na verdade, 
há a área de conhecimento e de estudo denominada Contabilidade de 
Custos, a qual trata, de fato, tanto dos custos quanto das despesas (seu 
entendimento e suporte às tomadas de gestão).
Outro aspecto diz respeito ao fato de que há gastos (sejam eles 
custos ou despesas) fixos e variáveis, os quais sofrem efeitos das variações 
nos volumes produzidos e comercializados e podem ter comportamentos 
mutáveis. É o caso, por exemplo, dos custos que permanecem fixos até 
determinado volume e variáveis acima dele (por exemplo, os valores 
de franquia de contas de luz e água, acima do qual há a cobrança por 
consumo). Ou, ainda, custos que permanecem estáveis (fixos) dentro 
de determinadas faixas de uso, mas variam de faixa para faixa (por 
exemplo, aluguel de equipamentos ou serviços por faixa de tempo, com 
estacionamento com preço fixo até uma hora, outro preço fixo entre uma 
e três horas etc.).
A própria mão de obra direta é um fator que pode gerar certa 
complicação no processo orçamentário, pois, apesar de ser calculada 
com base no uso, variações de demanda fazem com que a utilização da 
capacidade instalada varie e, consequentemente, os custos. Observe que a 
folha de pagamento da mão de obra direta, saldo por efeito de admissões 
ou demissões, permanece constante ao longo do tempo. No entanto, a 
alocação de tais gastos aos produtos, na forma de mão de obra direta, 
ocorre pela utilização prevista, como você pode ver no Gráfico 1. 
7Orçamento Empresarial
100
80
60
40
20
0
45 45 45 45 46 51 60 73 90 100
Volume
Ociosidade
Gastos variáveis totais
MOD x ociosidade em função do volume
Gráfico 1: Variação dos custos de mão de obra direta e da ociosidade em função do volume. Fonte: Elaborado pelo autor.
Dessa forma, ainda que consigamos custear a MOD para os produtos, 
a ociosidade acaba recaindo sobre a estrutura da empresa. Na verdade, tal 
lógica se aplica a qualquer gasto fixo: ainda que o aumento de volume reduza 
os custos fixos unitários (isto é, calculados para cada unidade de produto), 
devemos lembrar que a ociosidade dos gastos fixos é repassada como gasto de 
produto final, por compor os gastos da empresa.
“Na indústria, o orçamento de gastos variáveis por unidade está 
intimamente ligado ao orçamento da produção, que envolve programação 
produtiva, gerenciamento da capacidade disponível, gerenciamento de 
estoques e orçamento de materiais”. (COELHO; PONTES, 2018, p.56)
Nesse sentido, uma prática bastante comum é a de utilizar o método 
de custeio variável para auxiliar a construção das peças orçamentárias. A 
lógica de tal método de custeio é o de não considerar os gastos fixos na 
composição dos custos de produtos e serviços: eles seriam considerados 
tão somente como gastos da infraestrutura de funcionamento do negócio.
Ou seja, a composição de gastos e resultados seguiria a lógica 
mostrada abaixo.
8 Orçamento Empresarial
RECEITA
(CUSTOS VARIÁVEIS)
(DESPESAS VARIÁVEIS)
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
(CUSTOS FIXOS)
(DESPESAS FIXAS)
LAIR
Observe que, nesse caso, precisamos pensar em custos variáveis em 
função do volume produzido, enquanto as despesas variáveis usualmente 
são função da receita (exemplo: comissões de vendas). De forma para 
compatibilizarmos as unidades e permitir que os cálculos sejam feitos 
de forma correta, o mais comum é que calculemos os custos unitários 
(dividindo valores totais pelo volume produzido) e transformemos toda a 
base de cálculo como sendo em função da receita.
Quanto aos gastos fixos, uma prática comum nas empresas 
é a de criação de centros de custos (CC), facilitando enormemente o 
planejamento e previsão dos gastos fixos: cada CC tem a responsabilidade 
de prever seus gastos, os quais, se aprovados pela Alta Administração, 
compõem o cálculo dos gastos fixos da empresa. E, a partir desse ponto, 
os CC são responsáveis por monitorar seus gastos, gerenciando, assim, 
sua parte no orçamento.
De acordo com Coelho e Pontes (2018), há três tipos de gastos 
fixos, de acordo com suas características:
Comprometidos - Ligados à estrutura da empresa como um todo 
e que tendem a permanecerem inalterados. Exemplos: valor do aluguel, 
depreciação, manutenção predial etc.
Padrão – Correlacionados ao resultado obtido, sendo possível medir 
sua eficiência. Exemplo: quantidade de funcionáriosnecessária para atender 
à determinada demanda, tomando por base o tempo unitário previsto para 
cada atividade, a partir do que poderiam ser estimados os gastos com 
9Orçamento Empresarial
salários, encargos etc. Importante destacar que não estamos falando de 
gastos variáveis, pois não variam em relação direta com a quantidade.
Discricionários - Não possuem correlação com os resultados 
obtidos, não sendo possível, portanto, medir sua eficiência. Exemplos: 
serviços específicos, treinamento e consultorias etc.
2. Orçamento dos Custos dos Produtos Vendidos 
Ainda que reconheçamos o custo dos produtos vendidos (CPV) como 
um elemento resultante dos registros contábeis presente no Demonstrativo 
de Resultados do Exercício (DRE), como mostrado na Figura 1, dentro do 
escopo do processo orçamentário, ele é um elemento de projeção e controle.
ATIVO PASSIVO E PL
CIRCULANTE CIRCULANTE
LONGO 
PRAZO LONGO P
RAZO
ATIVO PASSIVO E PL
CIRCULANTE CIRCULANTE
LONGO 
PRAZO LONGO 
PRAZO
RECEITAS
CPV
MARGEM BRUTA
DESPESAS
RESULTADO OPERACIONAL
OUTROS
RESULTADO ANTES DO IR
IR
RESULTADO L QUIDO APÓS IR
OPERACIONAL
DE BENS DE CAPITAL
DO ACIONISTA
FINANCEIRO
BALANÇO PATRIMONIAL EM 
31/12/20x1
DEMONSTRAÇÃO DE 
RESULTADOS DO PER ODO
BALANÇO PATRIMONIAL EM 
31/12/20X2
FLUXO DE CAIXA DO PER ODO
Figura 2: Integração entre os demonstrativos contábeis projetados. Fonte: Adaptado de Frezatti (2017).
10 Orçamento Empresarial
Lembre-se de que a legislação e as práticas geralmente aceitas preveem que o CPV 
e o DRE, como um todo, devem englobar todos os custos referentes aos produtos 
comercializados, sejam eles fixos ou variáveis. Portanto, o CPV não serve apenas para fins 
de gestão, mas também fiscais.
Dessa forma, mesmo que utilizemos o método de custeio variável 
para nossas atividades de planejamento, análise e controle do processo 
orçamentário, tais cálculos não são aceitos na elaboração dos relatórios 
contábeis da empresa, sendo necessário converter os dados para que possam 
haver os registros como os que seriam obtidos pelo uso do método de 
custeio por absorção.
Aqui, cabe recordarmos as definições dos métodos de custeio, de 
acordo com Martins (2003) e Frezatti (2017):
Por absorção (também conhecido como Custeio Integral): Todos 
os custos são distribuídos pelos produtos. Ou seja, todos os custos fixos 
devem ser absorvidos pelos produtos. Assim, todos os custos, fixos e 
variáveis, transitam pelos estoques antes de se constituírem em custos dos 
produtos vendidos, utilizando, para isso, critérios de rateio que, por sua 
arbitrariedade, podem gerar distorções.
Por departamentalização: Nesse caso, os custos indiretos dos setores 
ou centros de custo são atribuídos de acordo com critérios predefinidos aos 
outros departamentos ou centros, de forma que há uma acumulação dos custos 
conforme avançamos nesse processo, até cobrirmos todos os setores. Em 
seguida, atribuímos os custos indiretos (que, agora, estão alocados somente 
aos departamentos de produção) aos produtos, de acordo com critérios 
especificados. Ou seja, é uma forma mais detalhada do método por absorção.
Custeio por Atividades (Activity Based Costing): Pode contribuir 
para a redução das distorções provocadas pela figura de alguns tipos de 
rateios sem critérios com racionalidade econômica: os custos indiretos são 
atribuídos às atividades exercidas na empresa, de tal forma que o total de 
custos dos departamentos seja transformado em total de custos das atividades. 
Importante
11Orçamento Empresarial
Feito isso, os custos das atividades são atribuídos aos diferentes produtos, de 
acordo com o “uso” que tais produtos fazem de tais atividades. Ou seja, a 
racionalidade do que gera custos existir por exercer atividades e o de que tais 
atividades são necessárias à produção dos produtos, proporciona uma lógica 
de relacionamento entre os recursos consumidos e os produtos gerados.
Variável: Nesse método, são alocados, a cada produto gerado, 
somente os custos variáveis, ou seja, aqueles que variam em relação direta 
com a variação da produção e venda. Nesse caso, os demais custos são 
lançados para o período (exercício), não transitando pelos estoques.
Direto: Difere do método variável, pois são alocados a cada produto 
somente os custos diretos, ou seja, aqueles que se consomem na geração dos 
produtos, sejam fixos ou variáveis.
Mas, antes de discutirmos o CPV, vale lembrar que ele se aplica 
usualmente às empresas do ramo industrial. Ainda que não sejam regras 
fixas, temos:
CPV (Custo dos Produtos Vendidos): para empresas que “produzem” 
(industrializam) os produtos que são comercializados. Assim, devem ser 
considerados os gastos com produção, e não somente compras, ou seja:
CPV = Estoque Inicial + Insumos aplicados nos produtos vendidos 
(matéria-prima, embalagens etc.) + Mão de obra aplicada nos produtos 
vendidos + Gastos gerais de fabricação aplicada nos produtos vendidos 
(energia, depreciação etc.) – Estoque Final. 
Para identificação de tais fatores, será necessário estabelecer 
componentes e quantidades do processo produtivo.
CMV (Custos das Mercadorias vendidas): Para empresas que 
comercializam produtos que não são produzidos por elas. Ou seja, não 
há a industrialização e, por tal razão, os produtos são entendidos como 
“mercadorias” vendidas. Refere-se, assim, especificamente, aos produtos 
adquiridos pela empresa para revenda, como costuma acontecer no comércio, 
De forma simplificada, podemos dizer que CMV = Estoque Inicial + 
Compras - Estoque Final.
12 Orçamento Empresarial
CSV (Custos de Serviços Vendidos) ou CSP (Custos dos Serviços 
Prestados): aplicado a empresas, obviamente, de prestação de serviços.
Dessa forma, o CPV (e, de forma análoga, o CMV e CSV, já que os 
cálculos de CPV, do CMV e do CSV são parecidos) representa o valor da 
obtenção e processamento da mercadoria, levando em consideração a aquisição 
de matérias- -primas, o processo de industrialização e correlatos. Seu cálculo 
mensura os itens vendidos e não os que ficaram em estoque. Ou seja:
CPV = Estoque Inicial + Produção – Estoque Final
Por exemplo, se temos 500 unidades de um produto em estoque, são 
produzidas mais 1.500 unidades de produto e, ao final do exercício, há, em 
estoque, 550 unidades, foram vendidas 1.450 unidades do produto (500 + 
1500 – 550 = 1.450) e, se o custo de cada unidade é de R$ 100,00, o CPV 
será de R$ 145.000.
Por mais óbvia que seja tal análise, é importante destacar que tomar 
por base somente o dinheiro que entra na empresa pelas suas vendas, pode 
gerar uma visão distorcida das finanças. Afinal, podemos estar recebendo 
“muito” por algo que nos custou “muito mais”.
Assim, o Custo do Produto Vendido inclui todos os gastos para 
produzir e armazenar um produto, até que ele seja vendido. Como parte do 
processo orçamentário, é fácil perceber que o orçamento dos CPV tem como 
base as informações oriundas de outras peças orçamentárias, para podermos 
trabalhar com a projeção de vendas, de produção, de consumo e compras de 
matérias primas, mão de obra direta e custos indiretos.
3. Orçamento de Despesas Comerciais, Administrativas 
e Financeiras 
O cálculo do CPV não exaure as necessidades de informações 
para planejamento e controle do orçamento, afinal, o CPV não engloba 
todos os gastos para comercialização do produto e manutenção das 
atividades da empresa.
13Orçamento Empresarial
Desta forma, deve haver o orçamento de despesas comerciais, 
administrativas e financeiras, visando o planejamento e controle de 
tais elementos.
O orçamento de despesas comerciais engloba as despesas referentes 
às atividades comerciais da empresa: salários/encargos da equipe de vendas 
e marketing, gastos com pesquisa de mercado, administração de vendas 
etc. Ou seja, leva em consideração a venda, publicidade, promoção de 
vendas e armazenagem, inclusive, despesas incorridas após a ocasião da 
venda ou custos de preenchimento dos pedidos, tais como despesas de 
embarque, expedição, comissõesde vendedores e custos tributários, fretes 
da distribuição etc. 
O Orçamento de despesas de vendas visa dimensionar os recursos 
necessários para dar suporte às vendas orçadas. A maioria das 
despesas de vendas é de natureza fixa. Algumas despesas de vendas 
e distribuição são variáveis, isto é, variam em função do volume 
de vendas. Por exemplo, as comissões de vendedores e fretes de 
distribuição podem aumentar à medida que aumenta o volume de 
vendas. (HOJI, 2017, p.444)
Os centros de custos administrativos incluem a alta direção da 
empresa e as operações de staff não relacionadas às atividades de produção, 
marketing e, na maioria das empresas, Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). 
Isso se deve ao fato de as empresas optarem por ter o orçamento de P&D 
como uma peça orçamentária separada ou, mais comumente, como parte do 
orçamento de investimentos.
No que tange ao orçamento de P&D, a empresa deve (LOBATO: 
AZEVEDO, 1994, p.60):
 ▪ Decidir o nível de comprometimento financeiro para pesquisa e 
desenvolvimento ao longo dos próximos anos.
 ▪ Decidir as direções do esforço de pesquisa e desenvolvimento.
 ▪ Avaliar a eficácia do grupo de pesquisa e desenvolvimento.
 ▪ Decidir quanto ao valor dos fundos que serão colocados à disposição 
de P&D ao longo de um período de anos.
14 Orçamento Empresarial
O orçamento de despesas administrativas tem a finalidade de determinar 
os recursos que serão despendidos com a gestão da empresa” (HOJI, 2017, 
p.444). Incorpora as despesas de setores como Recursos Humanos (RH), 
Finanças, Segurança, Informática etc. Aluguéis e condomínios, gastos 
referentes ao material de escritório, telefone, água, energia elétrica etc. fazem 
parte das despesas administrativas.
Cabe aos setores e departamentos fornecerem os valores previstos de 
gastos, seja com base em dados históricos e/ou discricionários, para compor 
a peça orçamentária específica. Se aprovado pelo responsável pelo processo 
orçamentário, além de servir de base para o planejamento do orçamento, será 
utilizado, também, como instrumento de gestão para controle do orçamento, 
além de servir de entrada para o processo de elaboração dos relatórios 
financeiros projetados.
Já o orçamento de despesas financeiras, que em algumas empresas 
é incorporado ao orçamento de despesas administrativas, para efeito de 
simplificação, engloba gastos como taxas bancárias, pagamento de juros 
etc. Importante destacar que os gastos com salários e benefícios dos 
empregados dos setores financeiros da empresa, bem como quaisquer 
outros gastos em tais setores não se caracteriza como despesas financeiras: 
são despesas administrativas.
Como você pôde perceber, há diversos aspectos a serem considerados 
no processo orçamentário, que vão além das estimativas de vendas e receitas, 
quantidade a ser produzida, matérias-primas a serem utilizadas e adquiridas, 
mão de obra utilizada, bem como custos indiretos diversos.
A manutenção das operações, implicando em gastos fabris, 
compõem um total de fatores a serem considerados quanto à elaboração 
dos orçamentos do custo de produtos vendidos. Entretanto, a ele precisam 
ser incorporados, também, gastos referentes à comercialização, na forma 
dos orçamentos de despesas comerciais, administrativas e financeiras, 
elementos fundamentais a serem considerados no processo de planejamento 
e controle do orçamento empresarial. 
15Orçamento Empresarial
Referências
COELHO, F. S.; PONTES, R. M. Orçamento e controle. Rio de Janeiro: 
Fundação Getúlio Vargas, 2018.
FREZATTI, F. Orçamento empresarial: planejamento e controle gerencial. 
6 ed. São Paulo: Atlas, 2017.
HOJI, M. Administração financeira e orçamentária: matemática financeira 
aplicada, estratégias financeiras, orçamento empresarial. 12 ed. São Paulo: 
Atlas, 2017.
LOBATO, D. M.; AZEVEDO, H. M. Orçamento empresarial. Rio de 
Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1994.
MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9 ed. São Paulo: Atlas, 2003
	Título da Unidade
	Objetivos
	Introdução
	Orçamento Empresarial
	Para início de conversa…
	Objetivo 
	1.	Planejamento Econômico e Financeiro
	2.	Princípios de Planejamento
	3.	Etapas de Elaboração do Orçamento
(Peças Orçamentárias)
	Referências
	Orçamento Empresarial 1
	Para início de conversa…
	Objetivo 
	1.	Orçamento de Receita e Vendas
	2.	Orçamento de Produção 
	3.	Orçamento de Consumo de Matérias-Primas 
	Referências
	Orçamento Empresarial 2
	Para início de conversa…
	Objetivo
	1.	Orçamento de Compras de Matérias-primas
	2.	Orçamento de Custo de Mão de Obra
	3.	Orçamento de Custos Indiretos
	Referências
	Orçamento Empresarial 3
	Para início de conversa…
	Objetivo
	1. 	Orçamento de Custos Fabris
	2. 	Orçamento dos Custos dos Produtos Vendidos 
	3.	Orçamento de Despesas Comerciais, Administrativas e Financeiras 
	Referências

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