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Histórico da Saúde do Trabalhador

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Federal, no mesmo sentido de assegurar a proteção do trabalhador, estabelece o inciso XXVIII do artigo 7° que o trabalhador tem direito a seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. No plano do direito internacional do trabalho, a Convenção 155 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, de junho de 1981, tratou sobre a Segurança e Saúde dos Trabalhadores, enfatizando a prevenção e a proteção ao meio ambiente do trabalho (5). 
O perfil do trabalhador em questão, na Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador, são homens ou mulheres que exercem atividades para sustento próprio e/ou de seus dependentes, seja no mercado de trabalho formal ou informal da economia, inclusive os que trabalham ou trabalharam como assalariados, domésticos, avulsos, rurais, autônomos, temporários, servidores públicos, cooperativos e empregadores, proprietários de micro e pequenas unidades de produção e serviço entre outros, aqueles que estão afastados temporariamente ou definitivamente do mercado de trabalho por doença, aposentadoria ou desemprego.
Atualmente, muitos trabalhadores atuam sob condições insalubres ou de periculosidade, de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), a insalubridade é caracterizada quando o empregado está exposto, durante o dia a dia de trabalho, a agentes nocivos à saúde como produtos químicos, ruídos, exposição ao calor, dentre outros. O funcionário que atua em condições insalubres tem direito a um adicional que varia entre 10% e 40% do salário mínimo, dependendo do grau de insalubridade a que está exposto: mínimo, médio e máximo.
Já a periculosidade está relacionada ao risco de vida em que o trabalhador fica exposto para executar sua função. Um exemplo são os colaboradores que atuam com explosivos e radioativos, segurança pessoal ou patrimonial. O trabalho em situações perigosas garante ao trabalhador um adicional de 30% incidente sobre o salário-base, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa.
A insalubridade e a periculosidade também possuem semelhanças, pois, ambas, colocam o trabalhador em condições de risco. Para que os problemas sejam amenizados, é importante que o empregador assegure e verifique a utilização de equipamentos de segurança e promova medidas que diminuam ou eliminem as ameaças do local de trabalho(6).
(1) DALLAGO, Cleonilda S. T. Relações de trabalho e modo de produção capitalista. Seminário De Saúde Do Trabalhador De Franca. Franca. 2010.
(2) SOUZA, Rainer. Feudalismo. Brasil Escola. 
(3) ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as Metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez, 7ª ed., 2000.
(4) COSTANZI, Rogério Nagamine. Exploração do trabalho no capitalismo contemporâneo e desigualdade. Brasília. 2005.
(5) CARDOSO, Edmilson Márcio. Saúde e segurança no trabalho: um direito constitucional. Conteúdo Jurídico, Brasília-DF. 11 Dez. 2014
(6) Beta Educação. Insalubridade e periculosidade – Qual a diferença?. Florianópolis-SC. 30 Mai. 2017
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