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o que havia ido comprar, até que em um dos episódios perdeu-se no 
caminho perto de sua casa. Filha observou também que aos poucos a paciente foi perdendo 
interesse em fazer atividades que antes lhe dava prazer, tais como ler jornais, assistir 
noticiário e conversar com vizinhas. Procurou atendimento médico no início do quadro, tendo 
sido realizado diagnóstico de depressão e iniciado tratamento, porém filha não observava 
melhora importante e decidiu leva-la novamente em um geriatra. História pregressa de DM e 
HAS, osteoartrose de joelhos e uso crônico de benzodiazepínicos para dormir (iniciado após 
falecimento do marido). Durante avaliação geriátrica observou-se: PA: 130x80 mmHg FC: 
84 bpm Peso: 68 Kg Altura: 1,56 cm. Demais aparelhos sem alterações. MEEM: 16/30 
Fluência verbal: 10 animais em 1 minuto TDR: 5; GDS: 2/15 
Em relação ao caso acima descrito, podemos afirmar: 
a) Trata-se de provável Doença de Alzheimer, uma vez que paciente apresenta prejuízo de 
memória e também de outras funções cognitivas associado a prejuízo em suas atividades 
de vida diária. 
b) Trata-se de um caso de depressão não tratada adequadamente relacionada à perda do 
marido. 
c) Para diagnóstico de síndrome demencial seria indispensável Ressonância Magnética de 
crânio e exame de líquor, além de exames laboratoriais. 
d) O tratamento consiste apenas em controle de comportamento com antipsicóticos, uma vez 
que se trata de provavelmente de Demência frontotemporal. 
 
31) Paciente de 78 anos, sexo feminino é trazida ao pronto atendimento do Hospital de Base por 
apresentar episódios de confusão mental há um dia. Tem como antecedentes pessoais: 
osteoporose com fratura lombar há seis meses, hipertensão arterial em uso de 
hidroclorotiazida e diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina. 
Exame físico: REG, prostrada, confusa e sonolenta, desidratada 2+/4+, frequência respiratória 
= 10 vpm, frequência cardíaca = 102 bpm, pressão arterial = 110 x 60 mmHg. Demais sem 
alterações significativas. 
Exames laboratoriais séricos: 
Glicemia = 600 mg/dL - sódio = 126 mEq/L - potássio = 2,3 mEq/L - cloreto = 110 mEq/L - 
creatinina = 2,3 mg/dL - ureia = 102 mg/dL - cálcio total = 13,5 mg/dL – albumina 3,0 mg/dL - 
hemoglobina 10,1 g/dL - hematócrito 29% - leucócitos 7.800/mm3 (0/58/2/3/27/10) - plaquetas 
289.000/mm3. 
Gasometria arterial: pH 7,19 – pO2 65 (ar ambiente) – pCO2 35 – HCO3 10. 
O distúrbio gasométrico completo desse paciente é: 
a) Acidose metabólica hiperclorêmica e acidose respiratória 
b) Acidose metabólica hiperclorêmica, alcalose metabólica e acidose respiratória 
c) Acidose metabólica com ânion GAP aumentado e acidose metabólica hiperclorêmica 
d) Acidose metabólica com ânion GAP aumentado, acidose metabólica hiperclorêmica e 
acidose respiratória 
 
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32) Paciente feminina, 65 anos, diabética, controlada com glicazida 30mg a noite, conta episódios 
recorrentes de infecção urinária (ITU), com uso frequente de antibióticos. Conta que os 
diagnósticos de ITU foram sempre realizados, a partir do achado de leucócitos e bactérias no 
exame de urina, apesar de nunca apresentar ardor ou qualquer outro sintoma urinário nessas 
ocasiões, e nem ao menos notar alteração no aspecto da urina, o que sempre a deixou 
intrigada. Tabagista no passado, nunca recebeu vacina alguma, pois a irmã mais velha passou 
mal há alguns anos atrás após receber “vacina da gripe”. Procurou serviço de emergência, 
pois há 4 dias apresentou início de tosse, com expectoração amarelada, anorexia, pequeno 
cansaço aos esforços, e fraqueza. Não mediu a temperatura, mas tem sensação de corpo 
quente, nega dor torácica e edema. 
Ao exame físico: Bom estado geral, eupneica, corada e hidratada. Ativa e colaborativa.PA= 
130X80 mmhg FC= 80 bat/min, FR= 22 ipm. Crepitações finas em base pulmonar direita com 
ausculta da voz aumentada nessa região. Fez RX com infiltrado alveolar em base de 
hemitórax direito, colheu exame de sangue que mostrou Hemograma com leucocitose discreta 
e desvio á esquerda, creatinina= 0,8, glicemia=96 mg/dl. Podemos afirmar que: 
a) Paciente apresentou no passado bacteriúria assintomática que não deveria ser rastreada 
ou tratada. O fato de não ter sido vacinada contra influenza ou pneumococos aumenta a 
susceptibilidade a infecções respiratória. No momento o diagnóstico é Pneumonia, e pode 
ser tratada com antibioticoterapia em regime ambulatorial, pois se trata de idosa jovem, 
sem multimorbidades ou polifarmácia, aparentemente robusta, e seu quadro clínico e 
exames laboratoriais permitem essa conduta. 
b) Apesar da ausência de sintomas urinários, mas pelos antecedentes de ITU e Diabetes, 
temos que considerar que se trata de um quadro de sepses urinária com superinfecção 
respiratória, principalmente por não ter recebido vacina contra influenza. 
c) Paciente apresentou antecedentes de bacteriúria assintomática que na época não 
deveriam ter sido tratados, apenas rastreados. No momento, o quadro que apresenta é de 
Pneumonia, e necessita ser tratado em ambiente hospitalar com antibiótico injetável, pois 
trata-se de paciente idosa com doença crônica e sem vacinação prévia. 
d) Como apresenta infecção em dois focos concomitantes, urinário e pulmão, além dos 
antecedentes de ITU de repetição e ausência de vacinação, temos que por cautela realizar 
o tratamento em ambiente hospitalar, com combinação de antibióticos para esses dois 
sítios infecciosos, evitando que evolua com Delirium. 
 
33) Paciente de 23 anos de idade, trabalhador braçal em limpeza pesada de obras e fábricas, com 
antecedente de depressão e etilismo da entrada no pronto atendimento comatoso. Foi 
encontrado caído em via pública e trazido para avaliação médica. No exame físico 
apresentava: frequência cardíaca 44 bpm, pressão arterial 120 x 80 mmHg, escala de coma 
de Glasgow = 3 pontos, monitor cardíaco com ritmo sinusal. 
Exames laboratoriais séricos: creatinina 0,9 mg/dL – ureia 60 mg/dL – glicose 82 mg/dL – 
sódio 135 mEq/L – cálcio 9,5 mg/dL – cloro 88 mg/dL – potássio 3,8 mEq/L – lactato 1,0 
mmol/L (VR = 0,4 – 2,0mmol/L). 
Gasometria arterial: pH 6,98 – pCO2 18 mmHg – bicarbonato 8 mEq/L. 
Osmolaridade sérica medida: 315 mOsm/kg H2O. 
Tomografia computadorizada de crânio: edema cerebral difuso. 
Com base em sua principal hipótese diagnóstica qual a melhor conduta neste momento? 
a) Gluconato de cálcio 
b) Glucagon 
c) Atropina 
d) Hemodiálise 
 
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34) Paciente masculino de 45 anos de idade é admitido no pronto atendimento do Hospital de 
Base após trauma grave, colisão moto x carro. Ao exame físico apresenta-se descorado, pulso 
= 140 bpm, pressão arterial= 110 x 70 mmHg, com macicez à percussão de todo hemitórax 
esquerdo e murmúrio vesicular abolido ipsilateralmente. Peso estimado = 80 Kg. Ao 
hemograma – Hb = 5,0 g/dL; leucócitos = 5.000/mm3 e contagem de plaquetas = 60.000/mm3. 
Ao coagulograma: TP (RNI) = 3,0; TTPA = 116 segundos; dosagem de fibrinogênio = 90 
mg/dL; dímero-D 3.500 ug/L (VR < 500 ug/L). As medidas segundo o ATLS estão sendo 
realizadas. Qual a conduta em relação ao suporte transfusional imediato? 
a) Concentrado hemácias 3U; plasma fresco congelado 800 mL dose de ataque, 
Concentrado de plaquetas 8U. 
b) Concentrado hemácias 3U; plasma fresco congelado 800 mL em dose de ataque; 
crioprecipitado 8U. 
c) Concentrado de hemácias 3U; plasma fresco congelado 400 mL em dose de ataque; 
crioprecipitado 8U. 
d) Concentrado de hemácias 3U; plasma fresco congelado 400 mL dose de ataque; 
concentrado de plaquetas 8U. 
 
35) Paciente de 34 anos, sexo masculino, está internado na enfermaria de clínica médica do 
Hospital de Base para investigação de um quadro de perda de peso, febre baixa e dispneia. 
Refere ser tabagista, etilista e usuário de drogas ilícitas. Ao exame físico se apresenta em 
regular estado geral, hipocorado, com temperatura axilar de 37,9ºC, estase jugular a 45º, 
murmúrio vesicular presente com estertores