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crepitantes nas bases pulmonares, ritmo cardíaco 
com B3, sopro sistólico 3+/6+ em borda esternal esquerda. Abdome plano, flácido, indolor, 
fígado a quatro cm da borda costal direita, baço palpável a cinco cm de rebordo costal 
esquerdo, edema em membros inferiores 2+/4+ e petéquias nas plantas dos pés. Sinais vitais 
de chegada: frequência cardíaca = 130 bpm, pressão arterial = 120 x 80 mmHg. Foi realizado 
um eletrocardiograma na chegada do paciente (Figura 1). Exames laboratoriais: Hb 9,0 g/dL; 
Ht 27% (VCM e HCM normais) leucócitos 16.700/mm3 (segmentados 84%); plaquetas 
190.000/mm3; AP 90%; RNI 1,1; TTPA normal; PCR 15,7 mg/dL; creatinina 1,0 mg/dL; Ureia 
40 mg/dL. Radiografia de tórax: Sinais de congestão pulmonar. Hemocultura (dois pares): 
Staphylococcus aureus. Ecocardiograma transtorácico: sem alterações. No 14º dia de 
internação o paciente se queixa de piora da dispneia, apresentando palidez intensa e episódio 
de síncope. Um novo eletrocardiograma é traçado (Figura 2). 
 
Figura 1 – Eletrocardiograma – 1º dia de internação 
 
 
Figura 2 – Eletrocardiograma – 14º dia de internação 
 
Qual a provável causa da piora clínica do paciente no 14º dia de internação? 
a) Abscesso de anel valvar. 
b) Hipocalcemia. 
c) Hipomagnesemia. 
d) Isquemia coronariana. 
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36) Paciente de 78 anos de idade vem ao pronto atendimento do Hospital de Base com queixa de 
tontura, turvação visual, náuseas, vômitos e diarreia. É portador de diabetes mellitus tipo 2, 
hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva, fibrilação atrial e carcinoma de próstata 
avançado. Está em uso de metformina 850 mg após almoço e jantar, anlodipino 10 mg cedo, 
furosemida 40 mg cedo, digoxina 0,25 mg cedo, carvedilol 6,25 mg 12/12h, enalapril 10 mg 
12/12h. Um eletrocardiograma é traçado (Figura 1): 
 
Figura 1 
 
Quais distúrbios hidroeletrolíticos podem ter desencadeado a complicação que levou o 
paciente ao pronto atendimento? 
a) Hiperpotassemia e hipercalcemia. 
b) Hipopotassemia e hipercalcemia. 
c) Hiponatremia e hipopotassemia. 
d) Hipocalcemia e hiperpotassemia. 
 
37) Homem de 40 anos está internado em uma unidade de terapia intensiva do Hospital de Base 
após trauma grave com esmagamento de membro inferior esquerdo. No quinto dia de 
internação, foi feito o diagnóstico de pneumonia nosocomial e o paciente evoluiu com 
insuficiência respiratória, sendo necessária a imediata intubação orotraqueal que foi realizada 
em sequência rápida. Logo após o procedimento o doente apresentou uma parada 
cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso. A droga que provavelmente causou esta 
complicação foi: 
a) Rocurônio. 
b) Succinilcolina 
c) Propofol. 
d) Etomidato. 
 
 
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38) Mulher de 57 anos com diagnóstico de esquizofrenia em uso de haloperidol, clozapina e 
clorpromazina está internada em enfermaria de clinica medica para tratamento de uma 
pneumonia comunitária com levofloxacino. Durante a visita médica você nota que a paciente 
se tornou arresponsiva e está pálida. Seu pulso está extremamente filiforme. Pressão arterial = 
60 x 40 mmHg. Após monitorização e estabelecimento de um acesso venoso é traçado um 
eletrocardiograma (Figura 1). 
 
 
Figura 1 
Qual a melhor conduta neste momento? 
a) Cardioversão elétrica. 
b) Amiodarona 300 mg em bolus. 
c) Amiodarona 150 mg em 10 minutos. 
d) Desfibrilação elétrica. 
 
39) Você esta atendendo em seu ambulatório de clínica médica quatro pacientes em investigação 
para síndrome edemigênica. Laboratorialmente apresentam creatinina sérica variando de 1,0 a 
2,4 mg/dL e o exame de urina I evidenciando cilindros hemáticos e proteínas ++/4+. A 
dosagem de complemento total e frações (CH50, C3 e C4) é normal em apenas um dos 
pacientes. Trata-se provavelmente de: 
a) Paciente de 45 anos, sexo feminino apresentando púrpura elevada em membros 
inferiores, dor abdominal difusa e 315.000 plaquetas/mm3. 
b) Paciente de 54 anos, sexo masculino, história de hepatite C não tratada e aparecimento de 
lesões tipo livedo reticularis em membros inferiores. 
c) Paciente de 33 anos, sexo feminino apresentando derrame pleural com exsudato, anemia 
com elevação de desidrogenase lática, teste de coombs direto positivo e fator antinuclear 
positivo com padrão nuclear pontilhado fino na titulação 1/640. 
d) Paciente de 23 anos, sexo masculino, usuário de drogas injetáveis, febre baixa, 
esplenomegalia, sopro cardíaco e hemocultura positiva para Streptococcus viridans. 
 
 
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40) Paciente de 51 anos, sexo masculino, tabagista ativo, portador de dislipidemia mista, 
hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2 da entrada no pronto atendimento da 
clínica médica do Hospital de Base com quadro de dor torácica em região precordial com 
irradiação para membro superior esquerdo, pescoço e epigastro. Seus sinais vitais são: 
Pressão arterial = 210 x 120 mmHg, saturação de oxigênio em ar ambiente 94% e frequência 
respiratória de 18 ipm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Um eletrocardiograma foi 
realizado (Figura 1): 
 
 
Pergunta-se: Qual a provável coronária acometida? 
a) Coronária direita 
b) Circunflexa 
c) Marginal 
d) Descendente anterior 
 
41) Paciente de 71 anos, sexo masculino, portador de hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, 
doença arterial coronariana com revascularização do miocárdio há três anos, doença renal 
crônica dialítica (refere ter faltado a sua ultima sessão de hemodiálise há dois dias), artrite 
reumatoide, doença de Alzheimer, hipotireoidismo e gota, da entrada no pronto atendimento 
com fraqueza e cansaço. Sinais vitais: pressão arterial de 180 x 100 mmHg, saturação de 
oxigênio em ar ambiente de 94% e frequência respiratória de 15 ipm. Ausculta cardiopulmonar 
sem alterações. Um eletrocardiograma foi realizado (Figura 1): 
 
 
Pergunta-se: Qual a melhor conduta imediata? 
a) Atropina e bicarbonato de sódio 8,4% 
b) Passagem de marca-passo transvenoso 
c) Gluconato de cálcio 10% EV 
d) Angioplastia primária 
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42) Paciente do sexo feminino, 66 anos de idade, hipertensa e diabética, vem para consulta 
médica devido sensação de cansaço fácil e dispneia aos esforços habituais além de 
palpitações noturnas. Eletrocardiograma mostrou ritmo de fibrilação atrial e o ecocardiograma 
mostrou dupla lesão aórtica com predomínio de estenose, com gradiente transvalvar médio de 
36 mmHg. Baseado no caso acima responda: 
a) A paciente tem um CHA₂DS₂-VASc Score baixo não havendo indicação de anticoagulação 
oral 
b) O risco anual de acidente vascular encefálico desta paciente é de 4,8% e o risco composto 
de acidente vascular encefálico, ataque isquêmico transitório e embolia sistêmica é de 
6,7%, devendo a paciente ser anticoagulada com Rivaroxabana 20 mg 1 x dia 
c) Como o risco de sangramento da paciente é intermediário (avaliado pelo ATRIA Bleeding 
Risk Score), a anticoagulação oral deve ser iniciada com Varfarina. 
d) Pacientes com valvopatia aórtica não tem indicação de anticoagulação oral devido baixo 
risco cardioembólico 
 
43) Paciente portador de angina do peito estável há 2 anos entra em contato com Serviço de 
Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) devido quadro de dor precordial definitivamente 
anginosa de início em repouso e que já dura 1 hora. A central de regulação despacha 
ambulância para o atendimento local onde é realizado eletrocardiograma com diagnóstico de 
infarto do miocárdio com supradesnível do segmento ST em parede anterior e o paciente é 
referenciado para hospital onde foi submetido a tratamento fibrinolítico com Tenecteplase. 
Após 120 minutos, o eletrocardiograma mostrou redução de 60% no supradesnível do 
segmento ST. Baseado nos dados acima marque a questão correta: 
a) A estratégia fármaco-invasiva é a mais indicada para o caso. O paciente deve ser 
encaminhado para serviço que disponha de laboratório de hemodinâmica para realização 
de angiografia