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Síndromes hipertensivas relacionadas à gestação (DHEG)

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manutenção: 100mg 8/8h IV e, a seguir, 100mg 8/8 h VO, até a alta.
2. Descrever as condutas e os encaminhamentos necessários para o caso de Carolina, considerando suas particularidades e as atribuições do enfermeiro na Atenção Primária, segundo as recomendações vigentes.
Carolina, 24 anos, diarista, G3P2A1, IG: 33 semanas e 2 dias, procurou a Unidade Básica de Saúde, devido a um mal-estar generalizado. Relatou cefaleia intensa, visão turva, escotomas, náusea, dor na nuca e percebeu diminuição da movimentação fetal. Inicialmente no atendimento, a enfermeira Claudia verificou os sinais vitais de Carolina e realizou a propedêutica obstétrica, observando ao exame físico: esclerótica ictérica, anasarca, PA: 190 x 110 mmHg, além de proteinúria positiva em fita teste. Ao exame obstétrico encontrou situação fetal longitudinal, dorso fetal à direita, apresentação cefálica, AFU: 31 cm, BCF: 150 bpm. Em virtude do quadro clínico, Claudia realizou as medidas e encaminhamentos necessários ao caso de Carolina, seguindo as normativas vigentes.
Carolina deve ser encaminhada para o atendimento hospitalar e ser internada.
Na gestação a termo não existem dúvidas: recomenda-se que a intervenção seja considerada em todos os casos a partir da 37ª semana de gravidez. Para o período pré-termo, inferior a 37 semanas, algumas considerações deverão ser feitas:
· Mulheres com idade gestacional de 32 a 34 semanas e mais deverão ser consideradas para tratamento conservador em unidades especializadas; (caso de Camila)
· A administração de corticoide está indicada para grávidas pré-eclâmpticas com idade gestacional entre 24 e 34 semanas; (para maturação pulmonar)
· A interrupção da gestação deverá ser sempre considerada nos casos de pré-eclâmpsia grave, independentemente da idade gestacional.
Deve ser feita monitoração materno-fetal rigorosa, uso de sulfato de magnésio e agentes anti-hipertensivos. Deve ser admitida e observada por 24 horas para determinar a elegibilidade para a conduta e nesse período serão manejadas como se segue:
• Administração de sulfato de magnésio (ver adiante);
• Uso de corticoide (betametasona 12mg, a cada 24 horas, 2 aplicações IM);
• Administração de anti-hipertensivos de ação rápida (Hidralazina ou Nifedipina);
• Infusão de solução de Ringer lactato a 100-125ml/h;
• Exames laboratoriais: hemograma completo com plaquetas, creatinina sérica, ácido úrico, AST/TGO, ALT/TGP, desidrogenase lática, proteinúria de 24 horas;
• Dieta suspensa (permitir pequenas ingestões de líquidos claros e medicação oral).
Após o período inicial de observação, confirmando-se a elegibilidade materno-fetal para a conduta expectante, adota-se o seguinte:
• Interrupção do sulfato de magnésio;
• Determinação da PA a cada 4-6 horas;
• Contagem de plaquetas diariamente;
• TGO/ AST, ALT/TGP, creatinina e bilirrubina de 2 em 2 dias;
• Repetir a proteinúria de 24 horas semanalmente;
• Uso de medicação anti-hipertensiva para manter a pressão entre 140/90 e 150/100mmHg (Alfametildopa até 2g, associada a Nifedipina, ou Betabloqueador, ou Hidralazina);
• Se as condições maternas estão estáveis, realizar CTB diariamente e PBF duas vezes por semana;
• Avaliação do crescimento fetal por ultrassonografia a cada duas semanas;
• Dopplerfluxometria fetal semanalmente.