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PSICOLOGIA APLICADA À ENFERMAGEM Técnico em Enfermagem- 3° Módulo Aula 2 Aaron Beck Conhecido como o pai da Terapia Cognitivo Comportamental, desenvolveu sua teoria depois de perceber que os métodos antes utilizados, não eram tão eficientes no tratamento da depressão. Depois de ver o sucesso do tratamento psicoterápico para os pacientes com depressão, passou a expandir e utilizar técnicas similares para tratar outras doenças como ansiedade e transtornos de personalidade. Foi também o criador do Beck Institute, juntamente com sua filha psicóloga, Judith Beck. O Instituto possui como objetivo o estudo de doenças psíquicas e treinamento sobre a Terapia Cognitivo-Comportamental para profissionais. Quais teorias Aaron Beck desenvolveu? Inventor de teorias e escalas amplamente utilizadas como: Terapia Cognitivo-Comportamental Inventário de Depressão de Beck ou Escala de Depressão de Beck Inventário de Ansiedade de Beck ou Escala de Ansiedade de Beck VISÃO COGNITIVA A abordagem cognitiva ocupa lugar de destaque em muitas áreas. Desenvolvida na modernidade por Aaron Beck (1960), psicanalista e psiquiatra, que, ao estudar a depressão, constatou que havia uma tendência negativa no processamento cognitivo dos indivíduos deprimidos. Para ele, existem três níveis de processamento: ◦ Automático ◦ Consciente ◦ Metacognitivo Cognição ◦ Os processos cognitivos estão envolvidos na origem e desenvolvimento das psicopatologias, sendo a gênese destas explicada como uma distorção das cognições diante das possíveis interpretações da realidade. ◦ O que gera “a queixa” do paciente (pensamentos disfuncionais, comportamentos desadaptativos e emoções negativas) não são diretamente os estímulos ambientais (propagados pelas correntes do behaviorismo metodológico e radical) ou oselementos conflituosos inconscientes e/ou tensões sexuais (descritas pelas correntes psicodinâmicas), mas sim o processamento cognitivo seletivo falho (atribuição de significados) da realidade pessoal do indivíduo, ou seja, a maneira como a pessoa “processa informações”. ◦ Uma situação comum ao cotidiano pode gerar diferentes formas de sentir e agir em diferentes pessoas. Assim, o que gera as emoções e os comportamentos não é só a situação, mas sim o que se pensa sobre o evento. Modelo mediacional processamento cognitivo que medeia outros processos psicológicos (a expressão de emoções, a execução de comportamentos), dando-se mais relevância para o indivíduo e sua construção pessoal deste processamento: Modelo Cognitivo de forma esquemática PRINCIPAIS ERROS OU DISTORÇÕES COGNITIVAS Erros ou distorções cognitivas EXEMPLOS Inferência arbitrária Conclusões são formadas na ausência de evidências: “No leito do hospital o paciente conclui que vai morrer pela expressão facial dos médicos”. Abstração seletiva I n f o r m a ç õ e s c o n s i d e r a d a s fora de contexto (um conjunto de estímulos): “Paciente se desespera por ter lembrado de uma situação parecida que viu na TV”. Hipergeneralização Uma ou duas situações isoladas são generalizadas para todas as situações: “Sei que vou morrer, pois já vi os médicos com esse olhar” Magnificação e Minimização Aumentar o valor de um acontecimento negativo e/ou diminuir o valor de um acontecimento positivo: “Eu não sou importante, pois esqueci de tomar os remédios”. “Não ajuda muito ter ganhado todo o tratamento da empresa”. Personalização Atribuição de causalidade de eventos externos a si: “Se a auxiliar faltar hoje, é por causa do meu jeito”. Pensamento dicotômico Situações são classificadas em termos de tudo ou nada: “Vai dar tudo certo ou então já era” Perfil Cognitivo nos Transtornos Psiquiátricos Depressão: visão negativa de si, dos outros e do futuro. . Hipomania ou episódios maníacos: visão inflada de si, dos outros e do futuro. https://www.dicio.com.br/elogios-de-a-a-z/ https://www.dicio.com.br/elogios-com-a-letra-i/ https://www.dicio.com.br/elogios-com-a-letra-m/ https://www.7graus.com/ https://play.google.com/store/apps/details?id=com.setegraus.dicio&referrer=utm_source%3Ddicio_website Comportamento suicida: desesperança e conceito auto desqualificador. Ansiedade generalizada: medo de perigos físicos ou psicológicos. Fobia: medo de perigos em situações específicas, evitáveis. Pânico: medo de um perigo físico ou mental iminente Estado paranoide: visão dos outros como manipuladores e mal- intencionados. Significado de Paranoide Adjetivo Caracterizado por, ou que lembra a paranóia. Caracterizado por suspeição, tendências persecutórias ou megalomania. Delírio paranóide, delírio caracterizado por sua incoerência e polimorfismo, que constitui uma das formas da esquizofrenia. Definição de Paranoide Classe gramatical: adjetivo Separação silábica: pa-ra-noi-de Transtorno conversivo: ideia de anormalidade motora ou sensória Anteriormente conhecido como histeria, o distúrbio de conversão ganhou fama no final do século 19 , com a maioria das pessoas diagnosticadas como mulheres, que se acredita serem reprimidas pela sociedade que as envolvia. Por outro lado, o próprio Sigmund Freud propôs que esse distúrbio tivesse sua origem em um sentimento reprimido de raiva ou em conflitos internos não resolvidos , usando a hipnose como o principal remédio para esse distúrbio. Atualmente, ele tem sido investigado com muito mais profundidade, também chamado de transtorno dissociativo, um distúrbio mental no qual a pessoa inconscientemente abandona o controle ao integrar emoções ou experiências e manifestar desconforto por sintomas físicos. ◦O que é distúrbio de conversão? ◦ O distúrbio de conversão se refere a um conjunto de sintomas que interferem no comportamento humano e que aparentemente assumem a forma de uma condição neurológica. No entanto, esses sintomas não correspondem a nenhuma alteração física diagnosticada nem podem ser justificados por qualquer outra doença. ◦ Atualmente, a principal característica desse distúrbio é o aparecimento de sintomas ou dificuldades que interferem na atividade normal da pessoa, motora e sensorial, essas dificuldades não são voluntárias e estão associadas a fatores ou alterações psicológicas. ◦ O termo conversão é usado para se referir à capacidade do paciente de transformar involuntariamente um distúrbio psicológico em um distúrbio ou dificuldade física. Esses recursos podem variar de dificuldade simples ou incapacidade de operar algumas partes do corpo até o uso dos sentidos. Por exemplo, foi documentado que, em alguns casos, ocorre uma aparente cegueira . ◦ Como mencionado acima, as pessoas que sofrem dessa condição não fingem os sintomas, mas sofrem de angústia real; portanto, não é aconselhável declarar diante do paciente que todas as suas dificuldades e doenças estão dentro de sua cabeça. ◦ Transtorno obsessivo-compulsivo: pensamentos continuados sobre segurança; atos repetitivos para precaver-se de ameaças. Anorexia ou bulimia: medo ser gordo e não atraente. As principais diferenças são os sintomas. Na anorexia nervosa, a perda de peso é acentuada e, geralmente, deixa a pessoa desnutrida a ponto de correr o risco de morte. Isso acontece porque quem sofre esse distúrbio come muito pouco (ou nada!) para conseguir emagrecer. Já na bulimia, o peso corporal do paciente é normal ou com sobrepeso, mas ele sofre de compulsão alimentar, com frequentes ataques à comida, seguidos de arrependimentos. Ambos os transtornos estão ligados ao medo de engordar e atingem, principalmente, as mulheres. A anorexia é maisrecorrente em garotas de 12 a 18 anos, enquanto a bulimia é mais comum entre os 16 e 25 Anos. Pesquisas recentes apontam que a preocupação com o corpo também atinge os homens – quase 10% do total de casos são do sexo masculino, seguindo a mesma faixa etária feminina. Hipocondria: preocupação com doença insidiosa. ATIVIDADES 1 Qual a sua leitura da charge? 2 O que é visão cognitiva? 3 Fale sobre um transtorno que te chamou atenção.