Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

DIRETRIZES PARA A OFERTA DE 
EJA ENSINO FUNDAMENTAL NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
1 – INTRODUÇÃO
Essas diretrizes resultam de uma ampla discussão entre a Federação das APAE de Minas
Gerais – FEAPAE e Secretaria de Estado de Educação - SEE/MG e tem o objetivo de
apresentar uma proposta pedagógica consistente que favoreça a aprendizagem plena dos
estudantes com Deficiência intelectual e Transtornos Globais do Desenvolvimento - TGD,
nas turmas de Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental – EJA EF
destinadas a esse público.
2 – CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA
De acordo com o art. 28, inciso II, da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência
(Estatuto da Pessoa com Deficiência) nº 13.146, de 6 de julho de 2015, incumbe ao poder
público aprimorar “os sistemas educacionais, visando garantir condições de acesso,
permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de recursos
de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena”, de forma a
garantir ao estudante o trânsito pelas etapas de escolarização, valorizando suas
experiências, diferenças e habilidades, sem perder de vista a consecução dos objetivos
educacionais a que ele tem direito.
Nesse sentido, é necessário garantir aos estudantes da EJA Ensino Fundamental a
sequência regular em seu percurso escolar, a continuidade e a conclusão de todas
as etapas de ensino.
Para tanto, a proposta pedagógica deverá contemplar:
 a organização e o desenvolvimento do Ensino Fundamental, previstos nas diretrizes
curriculares nacionais, além dos valores, princípios e finalidades;
 flexibilizações e adaptações curriculares que considerem o significado prático e
instrumental dos conteúdos básicos, metodologias de ensino e recursos didáticos
diferenciados e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos
estudantes;
 situações de aprendizagem que considerem as especificidades dos estudantes, suas
vivências e conhecimento de mundo e que proporcionem o desenvolvimento de
habilidades socialmente significativas, visando à construção da autonomia e formação
do cidadão competente e responsável;
 ambiente incentivador da curiosidade, do questionamento, do diálogo, da criatividade e
da originalidade;
1
 avaliação contínua do desempenho do estudante como instrumento de tomada de
consciência de suas conquistas, dificuldades, possibilidades e necessidades ao
longo do processo de aprendizagem, para a elaboração do PDI – Plano de
Desenvolvimento Individual;
 acompanhamento do desenvolvimento escolar do estudante, conforme previsto no PDI,
intervindo e replanejando as estratégias pedagógicas, de forma a garantir a
continuidade da aprendizagem;
 uso de recursos audiovisuais, biblioteca, salas ambiente e oficinas, bem como das
novas tecnologias de informação e comunicação;
 formação continuada e em serviço dos professores, para o trabalho com
estudantes jovens e adultos com deficiência intelectual e transtornos globais do
desenvolvimento - TGD.
O planejamento pedagógico deverá, então, ser elaborado de acordo com essas premissas
e definir, com clareza, as habilidades e competências a serem desenvolvidas pelos
estudantes, de acordo com as suas reais necessidades, cabendo ao professor flexibilizar a
ação pedagógica nas diferentes áreas de conhecimento, de modo a adequar às demandas
de aprendizagem.
A perspectiva do trabalho interdisciplinar favorece a elaboração da proposta pedagógica
para estudantes de EJA EF, pois a articulação entre os componentes curriculares das
áreas de conhecimento oportuniza ao estudante estabelecer vínculos entre os diversos
saberes, favorecendo a aprendizagem. Ou seja, nessa perspectiva de ensino, os
conteúdos dos componentes curriculares deixam de ter um fim em si mesmos: tornam-se
meios para o estudante desenvolver as competências e habilidades de que necessita para
viver e atuar como cidadão e contribuem para o desenvolvimento de sua capacidade de
aprender, estudar e aplicar conhecimentos.
As estratégias pedagógicas devem priorizar debates e discussões a partir de situações
desafiadoras, como forma de desenvolver a capacidade de argumentar, ouvir e refletir
sobre o ponto de vista do outro e explicitar o próprio raciocínio, respeitando os limites e o
grau de desenvolvimento da linguagem oral dos estudantes.
Na concepção pedagógica para a oferta de EJA EF na Educação Especial, ressalta-se o
art. 19 da Resolução CNE/CEB nº 2, de 11/9/2001, que institui diretrizes para a Educação
Especial e estabelece que:
"as diretrizes curriculares nacionais de todas as etapas e modalidades da Educação
Básica estendem-se para a educação especial, assim como estas Diretrizes
Nacionais para a Educação Especial estendem-se para todas as etapas e
modalidades da Educação Básica”. 
2
Assim se constrói não um novo currículo, mas um currículo dinâmico, flexível, de forma a
atender realmente a todos os educandos.
3 – PROPOSTA CURRICULAR
A proposta curricular da EJA EF visa à promoção de uma formação integral e integrada do
sujeito em todos os contextos, o desenvolvimento humano e as aprendizagens
significativas dos jovens e adultos.
Para tanto, é necessário identificar e remover as barreiras que impedem o estudante de
desenvolver as capacidades e habilidades próprias da sua idade, oferecendo-lhe
oportunidades de atuar com mais autonomia e independência. Um currículo integrado que
possibilite uma compreensão global do conhecimento, promove a interdisciplinaridade e
atende à necessidade de associar ensino/aprendizagem/trabalho na formação de jovens e
adultos. 
Nesse sentido, os temas transversais previstos nas diretrizes curriculares nacionais para
os ANOS INICIAIS (ética, meio ambiente, saúde, orientação sexual, pluralidade cultural) e
para os ANOS FINAIS (ética, meio ambiente, saúde, orientação sexual e pluralidade
cultural, trabalho e consumo), traduzem uma prática educacional voltada para a
compreensão dos direitos e responsabilidades sociais e serão incorporados nas áreas de
conhecimento e no trabalho educativo das escolas. 
O currículo de Ensino Fundamental da Educação de Jovens e Adultos é organizado por
área de conhecimento, com o objetivo de favorecer a interdisciplinaridade, num esforço
de superar a fragmentação do conhecimento em diversas áreas de estudo e pesquisa.
Ainda no contexto da interdisciplinaridade, o planejamento curricular é um dos elementos
centrais mais importantes e precisa ser elaborado considerando as flexibilizações e
adaptações curriculares, que não podem ser entendidas como uma mera modificação ou
acréscimo de atividades complementares, e sim como possibilidades educacionais de
atuar frente às dificuldades de aprendizagem. Deverá ser organizado e desenvolvido a
partir das especificidades dos estudantes de EJA EF, de modo a viabilizar as etapas
didáticas, como a problematização, a tematização e a investigação, compreendendo-
as como processos fundamentais na produção do conhecimento.
Os componentes curriculares são organizados de acordo com a Base Nacional Comum e
Parte Diversificada, previstos na LDBEN nº 9394/96 e, ainda, conforme Resolução
CNE/CEB 7/2010,que fixa diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Fundamental de
nove anos. 
3
De acordo com o art. 26 da LDBEN, a Base Nacional Comum, que se refere ao
conjunto de conteúdos mínimos das áreas de conhecimento que devem constar dos
currículos escolares do Ensino Fundamental, é composta por uma parte diversificada,
exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da
economia e dos educandos. Em consonância com essa orientação, propõe-se, nos
anexos I e II, uma Matriz Curricular para a EJA EF, cujo caráter de flexibilidade deverá ser
considerado, de forma a adequar-se à realidade da SRE/Escola e atenderàs necessidades
educacionais dos estudantes.
Para os ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL (Anexo I), a Matriz Curricular é
organizada de acordo com a estrutura a seguir, com a inclusão, na Parte Diversificada, de
um componente curricular a ser escolhido pelas escolas, de acordo com as sugestões
constantes do ANEXO III.
EJA ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO COMPONENTES CURRICULARES
BASE NACIONAL
COMUM
LINGUAGENS Língua Portuguesa
Arte
EDUCAÇÃO FÍSICA Educação Física
CIÊNCIAS HUMANAS
Geografia
História
Ensino Religioso
CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências 
MATEMÁTICA Matemática
PARTE DIVERSIFICADA *A ser definido pela instituição 
O Anexo III sugere alguns componentes curriculares para a Parte Diversificada que
poderão ser definidos pelas escolas.
Para os ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL (Anexo II), a Matriz Curricular é
organizada de acordo com a estrutura a seguir, com a inclusão, na Parte Diversificada, de
uma língua estrangeira moderna e um componente curricular a ser escolhido pelas
escolas, de acordo com as sugestões constantes no ANEXO III.
4
EJA ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO COMPONENTES CURRICULARES
BASE NACIONAL
COMUM
LINGUAGENS Língua Portuguesa
Arte
EDUCAÇÃO FÍSICA Educação Física
CIÊNCIAS HUMANAS
Geografia
História
Ensino Religioso
CIÊNCIAS DA NATUREZA Ciências 
MATEMÁTICA Matemática
PARTE
DIVERSIFICADA
LINGUAGENS Língua Estrangeira Moderna (Inglês)
*A ser definido pela Instituição 
* O Anexo III sugere alguns componentes curriculares para a Parte Diversificada que
poderão ser definidos pelas escolas.
3.1 – As áreas de conhecimento e os componentes curriculares: concepções e
objetivos
As áreas de conhecimento são grandes grupos dos quais os componentes curriculares
fazem parte.
Os componentes curriculares têm o objetivo de desenvolver competências cognitivas,
afetivas, sociais e psicomotoras, com ênfase na compreensão, na interpretação, na
construção e na aplicação de conhecimentos, possibilitando a aquisição de habilidades
intelectuais gerais e conceituais, habilidades comunicativas verbais e não verbais,
habilidades de interação social e habilidades de vida diária e prática.
3.1.1 - LINGUAGENS: 
A área de LINGUAGENS, de acordo com a Base Nacional Comum (Versão Preliminar,
3/5/2016), trata dos conhecimentos relativos à atuação dos sujeitos em práticas de
linguagem verbal e não verbal, em variadas esferas da comunicação humana, das mais
cotidianas às mais formais e elaboradas e contribui para a formação pessoal e social do
indivíduo.
Esses conhecimentos possibilitam mobilizar e ampliar recursos expressivos como, por
exemplo, a metáfora, a comparação, entre outros, para construir sentidos em diferentes
campos de atuação. Propiciam, ainda, compreender como o ser humano se constitui como
sujeito e como age no mundo social em interações mediadas por múltiplas linguagens,
como a linguagem artística, que considera as particularidades do indivíduo, de seu corpo e
movimento, em suas diversas formas de relação com o espaço e com o outro e é de
especial importância para os estudantes público-alvo da Educação Especial, pois favorece
as interrelações sociais, desenvolve a autoestima e a afetividade.
5
No contexto dessas diretrizes, a área de conhecimento de LINGUAGENS do Ensino
Fundamental para a Educação Especial engloba os componentes curriculares de LÍNGUA
PORTUGUESA e ARTE. Especificamente para os ANOS FINAIS, há ainda a
obrigatoriedade de uma LÍNGUA ESTRANGEIRA (Inglês).
a) Língua Portuguesa
O ensino de Língua Portuguesa oportuniza ao estudante a interação com práticas de
linguagem, relacionadas ao desenvolvimento de habilidades de comunicação verbal e/ou
não verbal, ao uso das linguagens e seus efeitos de sentido, à diversidade de
manifestações linguísticas, artísticas e de práticas corporais como construções sociais e
culturais, expressão, compreensão e interação com o outro e com seu meio, favorecendo
sua participação social.
Segundo Cormedi (p.244, 2009), “o desenvolvimento da linguagem e comunicação deve
ser considerado como eixo central do processo educativo e a comunicação é a base
necessária para a transmissão da informação e para oportunidade de interação”. Assim,
as práticas pedagógicas devem considerar o comprometimento e grau de dificuldade que
alguns estudantes possam ter nas interações comunicativas, pois estas incidem
diretamente no processo de aprendizagem. 
Todas as estratégias pedagógicas que favorecem o uso da linguagem como meio social
precisam ser pensadas, de forma a proporcionar aos estudantes vivências e experiências
do mundo físico, social e cultural, através do trabalho de articulação entre seus eixos
temáticos. 
b) Arte
A ARTE é considerada como uma das formas de significar o mundo e, para tal,
diferentemente das ciências que utilizam a linguagem verbal, usa, além da palavra, cores,
sons, formas, movimentos, articulando diferentes formas de cognição para que o estudante
possa lidar com a complexidade do mundo por meio do pensamento artístico.
A aprendizagem de ARTE oportuniza a constituição do sujeito, de sua identidade e noção
de pertencimento e favorece o reconhecimento das semelhanças e diferenças entre os
indivíduos e/ou grupos e suas culturas, abrindo caminhos para que todos os estudantes,
sobretudo aqueles com deficiência e TGD, possam se expressar e vivenciar experiências
nas dimensões da sensibilidade, da ética, da estética e da poética, habilidades estas
imprescindíveis para favorecer a construção do conhecimento e o exercício da cidadania,
sem discriminações. 
6
a) Língua Estrangeira Moderna (Inglês) – ANOS FINAIS
A aprendizagem de uma língua estrangeira é direito de todo cidadão: pressupõe o
desenvolvimento da cidadania e da consciência crítica em relação à linguagem e aos
aspectos sociopolíticos da aprendizagem e contribui “para ampliar as possibilidades do
estudante, agir discursivamente no mundo e compreender outras manifestações culturais
próprias de outros povos” (PCN, 1998), além de desenvolver uma maior consciência da
própria língua materna. 
Entre outros aspectos essenciais, ressalta-se o caráter interdisciplinar que a aprendizagem
de LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA pode desempenhar no currículo. O estudo dos
demais componentes curriculares favorece uma aprendizagem significativa, se associado
ao ensino de Língua Estrangeira, como proposta do projeto educacional da escola. 
Essa é uma maneira de viabilizar, na prática de sala de aula, a relação entre língua
estrangeira e mundo social, isto é, como fazer uso da linguagem para agir no mundo. 
3.1.2 – EDUCAÇÃO FÍSICA
O componente curricular EDUCAÇÃO FÍSICA, está proposto nesse contexto como área de
conhecimento, tendo em vista o quadro de deficiência múltipla dos estudantes e a
exigência de práticas pedagógicas a serem desenvolvidas por profissional exclusivamente
habilitado em Educação Física.
Num contexto histórico, a EDUCAÇÃO FÍSICA integrou-se ao processo educacional,
apropriando-se do compromisso com a formação integral, com a democratização da
prática esportiva e com o desenvolvimento dos conceitos de cidadania e cooperação.
Nesse sentido, esse componente curricular, no âmbito escolar, favorece o acesso a uma
concepção mais abrangente, participativa e, embora não competitiva, revela as habilidades
do estudante para práticas esportivas e até paralímpicas.
No trabalho integrado entre seus eixos – esporte, jogos e brincadeiras, ginástica,
danças e expressões rítmicas, o estudante terá a oportunidade de vivenciar plenamente
a sua corporeidade de forma lúdica e interdisciplinar, tendo em vista também a qualidade
de vida, promoção e manutenção da saúde.
3.1.3 CIÊNCIAS HUMANAS 
7
A área de conhecimento CIÊNCIAS HUMANAS possibilitaa reflexão sobre a valorização
dos direitos humanos, favorecendo o desenvolvimento da autonomia individual e da
responsabilidade com as pessoas, com o meio ambiente e com o planeta. 
Os componentes curriculares que compõem essa área - Geografia, História e Ensino
Religioso - valorizam a atividade político-cidadã, a importância do trabalho e de seu
impacto sobre a vida social, a valorização da pesquisa e da ciência, além da compreensão
dos valores e do caráter histórico e filosófico que os permeiam.
a) Geografia: 
A GEOGRAFIA favorece a compreensão ampla da realidade, ao estudar os movimentos
que as sociedades realizam no espaço, resultantes de um processo histórico. Ao se
trabalhar os eixos temáticos de forma articulada, objetiva-se contribuir para que os
estudantes desenvolvam a noção de pertencimento, para assim atuar no espaço em que
vivem, o que inclui compreender os processos geográficos e outros espaços, em diferentes
tempos. 
A aprendizagem de GEOGRAFIA favorece ainda o entendimento das relações entre
sociedade e natureza, a partir da análise das transformações das paisagens naturais pelas
atividades sociais, culturais, econômicas e políticas, no processo de apropriação e
produção do espaço geográfico.
Ao conhecer as características naturais, sociais e culturais do lugar onde se vive e de
outros lugares, o estudante terá a oportunidade de comparar, explicar, compreender e
estabelecer relações entre as sociedades, em épocas diversas e diferentes contextos
históricos, desenvolvendo a consciência dos limites e responsabilidades da ação individual
e coletiva.
b) História
O estudo da HISTÓRIA oportuniza a construção da identidade do sujeito e a orientação da
vida prática, ao possibilitar aos estudantes a compreensão da realidade atual em
perspectiva histórica.
A aprendizagem de HISTÓRIA promove o conhecimento e respeito ao modo de vida de
diferentes grupos, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais,
econômicas, políticas e sociais, possibilitando ao estudante identificar e discutir
características, pessoas, instituições, ideias e acontecimentos relativos aos diversos
períodos históricos, o que favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre
8
os povos, o conhecimento de formas e organizações da sociedade, seus problemas e
soluções e a sua atuação como elemento transformador da realidade. 
c) Ensino Religioso
O componente curricular ENSINO RELIGIOSO propõe o estudo dos princípios e valores de
convivência humana, do autoconhecimento, da religiosidade e de símbolos religiosos e
promove uma reflexão sobre os princípios éticos e morais que permeiam cada área de
conhecimento e/ou componente curricular e é desenvolvido a partir da história e das
experiências do estudante, de forma a garantir uma aprendizagem significativa. 
Nesse sentido, deve reforçar os laços de solidariedade na convivência social e de
promoção da paz, possibilitando o desenvolvimento de um espírito de fraternidade e
tolerância em relação às diferentes religiões, além do enfoque nas relações vivenciadas na
escola, na família e na sociedade e, principalmente, no autoconhecimento.
3.1.4 CIÊNCIAS DA NATUREZA 
A área de conhecimento CIÊNCIAS DA NATUREZA engloba o componente curricular
CIÊNCIAS e tem por objetivo promover o desenvolvimento de competências e habilidades
para investigação, observação, interpretação do mundo e suas transformações. Nesse
contexto, o estudante é sujeito de sua aprendizagem, ou seja, “é dele o movimento de
ressignificar o mundo, de construir explicações, mediado pela interação do professor e
outros estudantes e pelos instrumentos culturais próprios do conhecimento científico”
(PCN, Ciências, 1998). 
O conhecimento científico é parte da cultura elaborada e fundamental para o conhecimento
de mundo. O estudante, como sujeito social, participa cada vez mais de discussões como
as relativas ao meio ambiente, ao universo, à saúde, às inovações tecnológicas, entre
outros aspectos relacionados às ciências, o que oportuniza o estabelecimento de relações
com as outras áreas de conhecimento, ampliando sua visão de mundo.
Por isso, a importância de incentivar o diálogo, a interação discursiva entre os
conhecimentos dos estudantes e os conhecimentos escolares, por meio da identificação,
da problematização e do incentivo à reflexão permanente sobre questões do cotidiano.
3.1.5 MATEMÁTICA 
A MATEMÁTICA é uma área de conhecimento imprescindível para o acesso dos
estudantes às diversas ações humanas, podendo assim exercer seu direito à cidadania. 
9
O ensino de MATEMÁTICA requer a compreensão de que é preciso valorizar todo o
conhecimento que o estudante traz de suas práticas sociais cotidianas, associando-o aos
conhecimentos escolares a serem trabalhados.
Portanto, ela não é e não pode ser vista como um aglomerado de conceitos antigos e
definitivos a serem transmitidos ao estudante. Ao contrário, no processo escolar, é
fundamental que o estudante seja provocado a construir e a atribuir significado aos
conhecimentos matemáticos. Nessa lógica, o estudante tem um papel ativo na construção
do conhecimento, ao ser estimulado à leitura de textos matemáticos e aos desafios dos
jogos e atividades lúdicas.
A MATEMÁTICA comporta um amplo campo de relações, regularidades e coerências que
despertam a curiosidade e instigam a capacidade de generalizar, projetar, prever e abstrair,
favorecendo a estruturação do pensamento e o desenvolvimento do pensamento lógico.
Desta maneira, o planejamento do professor precisa considerar que os eixos estruturantes
devem ser integrados para proporcionar experiências com as práticas de representação.
4 - RECURSOS QUE FAVORECEM A APRENDIZAGEM DA PESSOA COM
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
4.1TECNOLOGIA ASSISTIVA
Todos os recursos de acessibilidade disponibilizados pela TECNOLOGIA ASSISTIVA
ajudam a evidenciar o enorme potencial de desenvolvimento e aprendizagem dos
estudantes com deficiência intelectual, o que significa propiciar seu crescimento e sua 
autorealização.
A TECNOLOGIA ASSISTIVA envolve, atualmente, um conjunto de instrumentos, métodos
e técnicas que visam à resolução de problemas. O termo “TECNOLOGIA ASSISTIVA” é
utilizado para identificar todo o tipo de recurso, material e serviço que possa proporcionar e
promover autonomia, independência e a ampliação das habilidades funcionais de pessoas
com deficiência. 
No contexto educacional, a TECNOLOGIA ASSISTIVA tem como objetivo romper barreiras
sensoriais, motoras ou cognitivas que limitam ou impedem o acesso do estudante aos
objetos de estudo, às informações e à sua participação ativa nos desafios da
aprendizagem. Ampliam, assim, as possibilidades de realização das atividades
pedagógicas pelo estudante, bem como as suas habilidades de comunicação e mobilidade,
ambientação escolar, interação social, favorecendo, consequentemente, o processo de
aprendizagem.
10
“Fazer TA na escola é buscar, com criatividade, uma alternativa para que o aluno realize o que
deseja ou precisa. É encontrar uma estratégia para que ele possa fazer de outro jeito. É valorizar o
seu jeito de fazer e aumentar suas capacidades de ação e interação a partir de suas habilidades. É
conhecer e criar novas alternativas para a comunicação, escrita, mobilidade, leitura, brincadeiras,
artes, utilização de materiais escolares e pedagógicos, exploração e produção de temas através do
computador, etc. É envolver o aluno ativamente, desafiando-o a experimentar e conhecer, permitindo
que construa individual e coletivamente novos conhecimentos. É retirar do aluno o papel de
espectador e atribuir-lhe a função de ator.” (Formação Continuada a Distância de professores para o
Atendimento Educacional Especializado – Deficiência Física – MEC 2007).Atualmente, pesquisadores, estudiosos e empresas vêm buscando soluções e estratégias
para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência e transtornos globais do
desenvolvimento. Essas soluções e adaptações podem ir das mais simples às mais
complexas, reunindo, assim, várias estratégias, dispositivos, técnicas e processos que
promovem e assistem a pessoas com algum tipo de deficiência. 
4.2COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA E AMPLIADA – CAA
A comunicação alternativa e ampliada – CAA deve ser trabalhada no âmbito do currículo
escolar como forma alternativa de comunicação e como recurso imprescindível para que
se promova o diálogo em sala de aula, sendo o professor o mediador desta comunicação.
No contexto do processo educacional, a fala é um elemento essencial, mas não pode
constituir-se como único meio de comunicação. O educador deverá considerar as formas
alternativas de linguagem e comunicação, garantindo que a maioria das pessoas possa
compreendê-las. 
O objetivo é propiciar aos estudantes espaços que favoreçam a comunicação, que pode
ser verbal ou não verbal, apoiada por gestos, sinais, gravuras ou símbolos. Para isso, o
professor deve intensificar o trabalho pedagógico com atividades que incentivem a leitura
de mundo, envolvendo a observação de palavras, textos, rótulos, anúncios, logomarcas,
sinais e símbolos que sejam facilitadores do registro e da expressão das tarefas a serem
realizadas. A estratégia é sempre facilitar a compreensão, pelo estudante, do que lhe é
solicitado. Assim, todos os espaços e atividades tornam-se oportunidades para a
comunicação e, portanto, para o estudo da língua portuguesa.
Para a confecção de recursos de comunicação alternativa, como cartões e pranchas de
comunicação, são utilizados os sistemas de símbolos gráficos, que são uma coleção de
imagens gráficas que apresentam características comuns entre si e foram criados para
responder a diferentes exigências ou necessidades dos usuários. Dentre as estratégias de
comunicação alternativa podemos citar o PECS adaptado (Walter, 2000).
A adaptação do PECS, que é um sistema de comunicação por troca de figuras, foi baseada
na necessidade de associar um programa de comunicação alternativa a um programa
11
voltado para o ensino funcional, fazendo com que o participante possa estabelecer um
canal comum de comunicação, com o objetivo de desenvolver uma comunicação
espontânea em situações funcionais e naturais de vida. Assim, todos os momentos em que
o estudante está na escola são oportunidades de ensino e de aprendizagem.
O PECS, adaptado ao currículo funcional, então, é um recurso alternativo, utilizado com
pessoas que não apresentam comunicação verbal ou mesmo fala com função
comunicativa, favorecendo seu convívio com outras pessoas e fortalecendo as relações de
amizade e o respeito ao educando. Por ser de fácil compreensão, clareza e imediatez na
obtenção do item desejado, pode ser utilizado nos diferentes ambientes e de forma natural,
podendo contribuir para o processo de aquisição de fala e linguagem de pessoas
severamente comprometidas, assim como auxiliar no processo de inclusão destas
pessoas, não somente no ambiente escolar, como também na comunidade, família e
futuramente no trabalho(Walter 2000). 
5 – AVALIAÇÃO
Uma nova visão pedagógica tem implicações na avaliação escolar, que passa a assumir
um caráter diagnóstico, processual e contínuo, e implica a escola nos processos de
aprendizagem dos estudantes, vinculando a prática da avaliação da aprendizagem ao seu
projeto pedagógico, à visão epistemológica que o mesmo encerra. Trata-se, aqui, da visão
formativa de avaliação, que possibilita a tomada de consciência de conquistas,
dificuldades, possibilidades e necessidades ao longo do processo de aprendizagem.
Uma avaliação formativa implica “estar disponível para acolher nossos educandos no
estado em que estejam para, a partir daí, poder auxiliá-los em sua trajetória de vida”
(LUCKESI, 2000). Implica uma avaliação participativa e dialógica,que exige do professor
clareza de objetivos a atingir, bem como a construção de relações de confiança e respeito
mútuo. 
Na análise do desempenho escolar, o professor deve levar em consideração a
aprendizagem do estudante, o interesse em aprender, seu compromisso com a escola, as
relações interpessoais, bem como o ritmo de aprendizagem, as especificidades do aluno
no processo de aprendizagem e a adequação do plano de aula. Por isso a importância
da escolha dos instrumentos de avaliação, que devem expressar o que é esperado
do aluno em relação à sua aprendizagem e ao que foi realizado pela escola.
O processo de avaliação deve ser diversificado, considerando suas especificidades, tendo
como base a capacidade de aprendizagem significativa e o desenvolvimento do estudante.
Uma avaliação que enfatiza o exercício reflexivo sobre o processo de aprendizagem utiliza-
se não só de provas, exercícios e questionários, mas de uma diversidade de instrumentos
12
e/ou procedimentos acessíveis, como portfólios, trabalhos individuais e coletivos,
observações, registros descritivos e/ou reflexivos, debates, entrevistas, entre outros,
adequando-os à faixa etária, ao tempo e às características de desenvolvimento do
educando. 
Uma avaliação formativa da aprendizagem pressupõe, então, um processo compartilhado,
contínuo e permanente a ser desenvolvido na escola, com definição de pontos de partida e
de chegada diferenciados e caracteriza-se pela maior flexibilidade em relação aos
objetivos educacionais. Nesse sentido, o tempo é fator relevante e precisa ser bem rico
em mediações consistentes e interações significativas com o conhecimento, com o outro,
com as atividades escolares e com as práticas sociais, em espaços acolhedores.
Nessa perspectiva, o processo avaliativo precisa ser comprometido com a redução das
desigualdades educacionais visando à melhoria e a consolidação do processo de
aprendizagem dos estudantes. O desafio é proporcionar maiores oportunidades
educacionais para que todos os estudantes tenham o seu direito de aprender garantido.
6 – PLANO DE DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL - PDI
O PDI visa nortear as ações educacionais, cumprindo principalmente com a função de
promover o processo de ação-reflexão-ação dos educadores. Conforme exigência da
Resolução CEE nº 460, de 12 de dezembro de 2013, é obrigatória a elaboração do Plano
de Desenvolvimento Individual do estudante, para regulação da aprendizagem e do
registro de seu percurso educacional.
O PDI oferece subsídios para a elaboração do Plano de Atendimento Educacional
Especializado - PAEE, para a análise das avaliações, das estratégias para atendimento às
dificuldades de aprendizagem, para a correção de rumos e garantia da continuidade do
processo de ensino e aprendizagem.
Para a sua elaboração, é importante observar os aspectos cognitivos e metacognitivos do
estudante, os aspectos motores e psicomotores, interpessoais e afetivos, comunicacionais
e também o registro de todas as situações vivenciadas durante o período cursado, como o
aproveitamento, a flexibilização, entre outros aspectos imprescindíveis para a construção
de um planejamento pedagógico coerente com a real necessidade do estudante.
O PDI deve ser preenchido e atualizado de forma a envolver todos os profissionais da
escola e também em parceria com a família, que deverá prestar informações sobre a
história de vida do estudante e apresentar relatórios pedagógicos de outras escolas que
porventura já tenha frequentado, além de laudos e relatórios médicos.
13
Um PDI bem elaborado e atualizado é norteador da ação educacional do aluno público
alvo da educação especial e considerado “um documento comprobatório de registro de
escolaridade, devendo compor obrigatoriamente a pasta individual do aluno (Guia de
Orientação da EducaçãoEspecial, 2014)”, que subsidiará a escola no preenchimento do
histórico escolar pela representação, em nota ou conceito, do desenvolvimento do
estudante. 
7– ESCRITURAÇÃO ESCOLAR
A escrituração escolar é o registro sistemático dos fatos relativos ao estabelecimento de
ensino e a cada um de seus estudantes, tendo por finalidade assegurar a verificação de
sua identidade, da regularidade e autenticidade da vida escolar dos estudantes e o
arquivamento dos documentos próprios. 
O setor responsável pela escrituração escolar é a secretaria da escola, que tem a
atribuição de fazer o registro de todo o processo escolar do educando, para que sirva
como documento comprobatório. O trabalho de escrituração deve ser realizado com
atenção e cuidado para evitar equívocos e assegurar a fidedignidade dos dados. 
A partir da publicação da portaria de autorização de funcionamento dos cursos de Ensino
Fundamental e/ou Médio, a escola deve manter arquivo atualizado com os seguintes
documentos: Publicação no Diário Oficial dos atos autorizados de funcionamento da
escola, Regimento Escolar, Proposta Pedagógica, Livro de Atas, Livro de Registro de
Matrícula, Livro de Termo de Visita do Inspetor Escolar, Livro de Registro de Recursos
Pedagógicos (classificação, aproveitamento de estudos, reclassificação), Matriz Curricular,
Diário de Classe, Calendário Escolar, Pasta Individual do Estudante, Pasta de
Correspondência, etc.
O arquivo escolar deve estar sempre organizado e em dia, com todos os documentos
datados e assinados pelos responsáveis.
Belo Horizonte, 20 de dezembro de 2016
FEDERAÇÃO DAS APAE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
APAE, Federação das. Referencial Curricular EJA Anos Finais: inclusão da pessoa com
deficiência intelectual e múltipla, 2014.
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA/Conselho Nacional de Educação. Resolução
CNE/CEB nº 2. Brasília: 2001.
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA/Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 7, de
14/12/2010. Brasília: 2010.
CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO. Resolução CEE nº 460, de 12/12/2013.
CORMEDI, M.A. A comunicação alternativa no centro de recursos para surdocegueira
e deficiência múltipla. In: DELIBERATO, D.; GONÇALVES, M. de J.; 
LUCKESI, Cipriano Carlos. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem. Porto
Alegre: Artmed. Revista Pátio, Ano 3, nº 2. Fev/Abr.2000.
MACEDO, E.C. de. Comunicação alternativa: teoria, prática, tecnologias e pesquisa. São
Paulo: Memmon Edições Científicas, 2009.
MEC. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: versão preliminar, 2016.
MEC. Formação Continuada a Distância de Professores para o atendimento
Educacional Especializado: deficiência física. Brasília: 2007).
MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96. Brasília: 1996.
MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: 1998.
MINAS GERAIS, Rede Estadual de Ensino. Guia de Orientação da Educação Especial
na Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais, 2014.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, 2009.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto
Alegre: Artmed. 1999.
SEDH. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Portaria nº 142, de 16/11/2006.
VI CONFINTEA. pg. 7.
15
ANEXO I 
 EJA ENSINO FUNDAMENTAL NA EDUCAÇÃO ESPECIAL 
PARA OS ANOS INICIAIS
1 – CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA
De acordo com o Marco de Ação de Belém, documento resultante da 6ª Conferência
Internacional de Educação de Adultos (VI CONFINTEA),
”Alfabetização é um pilar indispensável que permite que jovens e adultos
participem de oportunidades de aprendizagem em todas as fases do
continuum da aprendizagem. O direito à alfabetização é parte inerente do
direito à educação. É um pré-requisito para o desenvolvimento do
empoderamento pessoal, social, econômico e político. A alfabetização é um
instrumento essencial de construção de capacidades nas pessoas para que
possam enfrentar os desafios e as complexidades da vida, da cultura, da
economia e da sociedade”. (pg.7)
Nessa concepção, as propostas que contemplam ações de alfabetização deverão
promover o desenvolvimento da autonomia e emancipação dos estudantes, através de
atividades que envolvam práticas sociais de leitura e escrita, por meio da diversidade de
gêneros textuais, com foco na progressiva e permanente inserção dos estudantes em
situações de letramento, para garantir a inclusão social e a concretização da escolarização
em jovens e adultos de EJA.
O compromisso das escolas de EJA EF na alfabetização e letramento dos estudantes é
superar dicotomias históricas, como as desigualdades de oportunidades, o abandono, a
evasão e/ou o fracasso escolar. Portanto, ao apropriar-se das habilidades de leitura, de
escrita e de lógica matemática, o estudante ampliará as possibilidades de ação no mundo,
oportunizando a realização de projetos pessoais ou coletivos que favoreçam
transformações no mundo do trabalho, da comunicação e no exercício da cidadania.
No processo de alfabetização e letramento, a ressignificação e a utilização dos diversos
espaços escolares, como bibliotecas, quadras, pátios, laboratórios, entre outros, evidencia
um trabalho contextualizado e interdisciplinar, oportunizando aos estudantes a
compreensão mais ampla e integrada do conhecimento, em situações significativas e mais
próximas da sua realidade. 
16
2 - ORGANIZAÇÃO CURRICULAR 
A EJA Anos Iniciais tem a duração de 4 anos letivos, distribuídos em 4 módulos anuais,
com 200 (duzentos) dias e 40 (quarenta) semanas letivas, 20 (vinte) módulos-aula
semanais de 60 (sessenta) minutos, distribuídos em 5 dias semanais, totalizando 2.400
horas letivas. As aulas são presenciais, com a exigência de 75% de frequência.
As turmas de ANOS INICIAIS da EJA EF contarão com 1 (um) professor regente de turma
e a enturmação será feita levando em consideração:
- Número de 8 a 15 estudantes por turma. Possíveis alterações nesse referencial devem
ser avaliadas pela escola, SRE/Inspeção Escolar e Diretoria de Educação Especial; 
- Etapa de ensino e percurso escolar registrado no censo escolar;
- Faixa etária (idade mínima para EJA: 15 anos).
2.1Matriz Curricular para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental
A Matriz Curricular dos Anos Iniciais é organizada por área de conhecimento, mas traz em
sua essência a concepção de um trabalho integrado, através da interdisciplinaridade entre
todas as áreas. Ela é referência para o processo de ensino e aprendizagem e norteada
pelos saberes e práticas escolares, para atender ao que realmente se propõe, que é
garantir um planejamento de ensino seguro e inovador, através da reflexão da prática
pedagógica, e alcançar os objetivos de aprendizagem propostos no Projeto Político
Pedagógico.
A seguir, proposta de Matriz Curricular para a EJA ANOS INICIAIS:
17
ANEXO I - MATRIZ CURRICULAR – EJA ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 
ORGANIZAÇÃO
CURRICULAR
ÁREA DE CONHECIMENTO COMPONENTES
CURRICULARES
1º MÓDULO 2º MÓDULO 3º MÓDULO 4º MÓDULO
A/S M/A H/A A/S M/A H/A A/S M/A H/A A/S M/A H/A
BASE
NACIONAL
COMUM
LINGUAGENS
LÍNGUA PORTUGUESA 04 160 160 04 160 160 04 160 160 04 160 160
ARTE 02 80 80 02 80 80 02 80 80 02 80 80
EDUCAÇÃO FÍSICA EDUCAÇÃO 
FÍSICA
02 80 80 02 80 80 02 80 80 02 80 80
CIÊNCIAS HUMANAS GEOGRAFIA 02 80 80 02 80 80 02 80 80 02 80 80
HISTÓRIA 02 80 80 02 80 80 02 80 80 02 80 80
ENSINO RELIGIOSO 01 40 40 01 40 40 01 40 40 01 40 40
MATEMÁTICA MATEMÁTICA 03 120 120 03 120 120 03 120 120 03 120 120
CIÊNCIAS DA NATUREZA CIÊNCIAS 02 80 80 02 80 80 02 80 80 02 80 80
PARTE
DIVERSIFICA
DA
A SER ESCOLHIDO PELA
INSTITUIÇÃO
02 80 80 02 80 80 02 80 80 80 80 80
TOTAL 20 800 800 20 800 800 20 800 800 20 800 800
LEGENDA: A/S ► AULAS SEMANAIS M/A ► MÓDULOS ANUAIS H/A ► HORAS ANUAIS
INDICADORES FIXOS POR MÓDULO:
DIAS LETIVOS: 200 SEMANAS LETIVAS: 40 SEMANAS
ANUAIS
MÓDULO-AULA: 60 MINUTOS MÓDULOS ANUAIS:
800
CARGA HORÁRIATOTAL: 2400 HORAS
18
CONSIDERAÇÕES GERAIS:
 O professor a ser designado para lecionar o componente curricular de Educação Física deverá ter licenciatura plena. Não havendo o profissional que
atenda a esse critério, outro poderá ser autorizado, desde que reúna as condições propostas nos termos da legislação vigente, que estabelece normas
para a designação para o exercício da função pública na Rede Estadual.
 O ensino do componente curricular da Parte Diversificada dos ANOS INICIAIS é de responsabilidade do Professor Regente de Turma.
 Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de
Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras (Lei nº 10.639, de 9/1/2003).
ANEXO II
EJA ENSINO FUNDAMENTAL NA EDUCAÇÃO ESPECIAL 
PARA OS ANOS FINAIS
1 – CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA
As diretrizes para a EJA Anos Finais do Ensino Fundamental baseiam-se em projeto
elaborado pela SEE/MG para as escolas especiais estaduais e, a pedido da FEAPAE,
estendido às escolas das APAE, com autorização do Conselho Estadual de Educação.
O projeto de Educação de Jovens e Adultos tem como objetivo garantir ao estudante o
percurso escolar nos Anos Finais do Ensino Fundamental e possibilitar a sua conclusão. 
A proposta da EJA Anos Finais atende aos educandosque já concluíram os anos iniciais do
Ensino Fundamental, não devendo ser entendida como extensão de anos finais de
ensino regular. O objetivo é integrar os conhecimentos da educação geral, oportunizando
a construção da identidade, da dignidade, da autoestima dos estudantes, favorecendo sua
inserção na sociedade como cidadão e a formação para o trabalho.
Assim, esse projeto visa atender ao princípio da flexibilização, garantindo o acesso do
estudante ao currículo e o seu progresso escolar nas etapas de ensino e a
conclusão. 
2 – ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
O quantitativo de estudantes considerado para a composição das turmas varia de 8 a 15.
Alterações nesse referencial devem ser avaliadas pela escola, SRE/Inspeção Escolar e
Diretoria de Educação Especial. 
A EJA Anos Finais para a Educação Especial tem a duração de 3 anos letivos, distribuídos
em 3 módulos anuais, com 200 (duzentos) dias e 40 (quarenta) semanas letivas, 16
(dezesseis) módulos-aula semanais de 50 (cinquenta minutos), distribuídos em 5 dias
semanais, totalizando 1.800 horas letivas. As aulas são presenciais, com a exigência de
75% de frequência.
2.1Matriz Curricular para os Anos Finais do Ensino Fundamental
A Matriz Curricular dos Anos Finais, assim como nos Anos Iniciais, também é organizada
por área de conhecimento, na perspectiva de um trabalho integrado, através da
interdisciplinaridade entre todas as áreas. É uma referência para o processo de ensino e
19
aprendizagem, norteada pelos saberes e práticas escolares, para atender ao que
realmente se propõe, que é garantir um planejamento de ensino seguro e inovador, através
da reflexão da prática pedagógica, e alcançar os objetivos de aprendizagem propostos no
Projeto Político Pedagógico.
A seguir, proposta de Matriz Curricular para a EJA ANOS FINAIS.
20
ANEXO II - MATRIZ CURRICULAR – EJA ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – APAE
ORGANIZAÇÃO
CURRICULAR
ÁREA DE
CONHECIMENTO
COMPONENTES
CURRICULARES
1º MÓDULO 2º MÓDULO 3º MÓDULO
A/S M/A H/A A/S M/A H/A A/S M/A H/A
BASE
NACIONAL
COMUM
LINGUAGENS
LÍNGUA
PORTUGUESA
03 120 100h 03 120 100m 03 120 100h
ARTE 01 40 33h20m 01 40 33h20m 01 40 33h20m
EDUCAÇÃO
FÍSICA
EDUCAÇÃO FÍSICA 02 80 66h40m 02 80 66h40m 02 80 66h40m
CIÊNCIAS
HUMANAS
GEOGRAFIA 02 80 66h40m 02 80 66h40m 02 80 66h40m
HISTÓRIA 02 80 66h40m 02 80 66h40m 02 80 66h40m
ENSINO RELIGIOSO -- -- 33h20m -- -- 33h20m -- -- 33h20m
MATEMÁTICA MATEMÁTICA 03 120 100h 03 120 100h 03 120 100h
CIÊNCIAS DA
NATUREZA
CIÊNCIAS 02 80 66h40m 02 80 66h40m 02 80 66h40m
PARTE
DIVERSIFICADA
LINGUAGENS
LÍNGUA
ESTRANGEIRA 
(INGLÊS)
01 40 33h20m 01 40 33h20m 01 40 33h20m
A ser definido pela Instituição -- -- 33h20m -- -- 33h20m -- -- 33h20m
TOTAL 16 640 600h 16 640 600h 16 640 600
LEGENDA: A/S ► AULAS SEMANAIS M/A ► MÓDULOS ANUAIS H/A ► HORAS ANUAIS
INDICADORES FIXOS POR MÓDULO:
DIAS LETIVOS: 200 SEMANAS LETIVAS: 40 SEMANAS
ANUAIS
MÓDULO-AULA: 50 MINUTOS MÓDULOS ANUAIS: 640 CARGA HORÁRIA TOTAL: 1800HORAS

21
CONSIDERAÇÕES GERAIS PARA A EJA ANOS FINAIS:
 O componente curricular de Ensino Religioso deverá ser trabalhado em forma de
projeto, envolvendo todos os professores, numa perspectiva interdisciplinar. A proposta
de trabalho por projetos permite que o conhecimento seja tratado de forma construtiva,
ao desenvolver a capacidade de selecionar, pesquisar, organizar e analisar. O estudo
da religiosidade e de símbolos religiosos, dos princípios e valores de convivência
humana e do autoconhecimento promove uma reflexão sobre os princípios éticos e
morais que permeiam cada área de conhecimento e/ou componente curricular e é
desenvolvido a partir da história e das experiências do estudante, de forma a garantir
uma aprendizagem significativa. Portanto, trabalhar Ensino Religioso por projetos
implica em melhoria de qualidade de vida, ao favorecer o exercício da cidadania e a
participação efetiva nas interações sociais.
 O professor a ser designado para lecionar nas áreas de conhecimento previstas nessa
Matriz Curricular deverá ter licenciatura plena em um dos componentes curriculares
da sua área de conhecimento, de acordo com a resolução vigente que estabelece
critérios de designação para a função pública.
 O profissional designado para a área de CIÊNCIAS HUMANAS será responsável pelos
procedimentos de escritura e registro dos conteúdos curriculares no Diário de Classe e
pela elaboração dos Planos de Aula dos componentes curriculares de Ensino
Religioso, Geografia e História.
 O profissional designado para a área de LINGUAGENS será responsável pelos
procedimentos de escritura e registro dos conteúdos curriculares no Diário de Classe e
pela elaboração dos Planos de Aula dos componentes curriculares de Língua
Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna e Arte.
 Caso a instituição opte pela oferta de mais um componente curricular na PARTE
DIVERSIFICADA, conforme proposto, ficará responsável pela contratação do professor.
 Caso a instituição opte pela oferta de atividades complementares, ficará responsável
pela contratação do professor (oficinas pedagógicas).
 Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no
âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de
Literatura e História Brasileiras (Lei nº 10.639, de 9/1/2003).
22
ANEXO III
SUGESTÃO DE COMPONENTES CURRICULARES PARA A PARTE DIVERSIFICADA
- MATRIZ CURRICULAR EJA ENSINO FUNDAMENTAL -
Uma nova concepção de currículo traz uma nova concepção de escola, o que requer inovações
metodológicas no processo de ensino. O papel do professor, nesse sentido, mudou radicalmente.
Com o acesso amplo às informações, sua função essencial é mediar o conhecimento, através de
estratégias e situações desafiadoras do cotidiano. 
Para isso, as áreas de conhecimento e os componentes curriculares se articulam, possibilitando a
apropriação, pelo estudante, de diferentes linguagens e consequente desenvolvimento de uma
visão global de mundo.
A parte diversificada da Base Nacional favorece esse processo de apropriação de conhecimentos e
linguagens, ao valorizar as características regionais, culturais, sociais e econômicas de uma região
e/ou de uma comunidade. 
Nesse entendimento, propõe-se, para a parte diversificada, que as escolas procedam à escolha
de um dos seguintes componentes curriculares, complementando, então, a carga horária, conforme
a proposta das Matrizes Curriculares:
1) INFORMÁTICA EDUCACIONAL
A Informática Educacionaltem comoobjetivo permitir aos alunos o contato com o mundo
informatizado, sendo mais um recurso para garantir a aprendizagem prazerosa dos diversos
componentes curriculares, através de softwares educativos, em ambientes próprios para estas
atividades, como o laboratório de informática. Ao professor, abre-se a possibilidade de ampliar e
diversificar a sua prática pedagógica, pois possibilita a utilização de estratégias que não se
restringem ao simples uso e manuseio de uma máquina. 
O trabalho com o componente curricular de Informática Educacional vai garantir que todos os
estudantes tenham acesso aos conteúdos dos demais componentes curriculares, numa perspectiva
interdisciplinar, através de atividades dinâmicas e prazerosas, ao mesmo tempo em que prepara o
aluno para o mundo informatizado. 
2) EDUCAÇÃO MUSICAL
A música, quando aprendida e utilizada como linguagem, oferece aos estudantes o acesso a uma
educação para a vida que inclui o desenvolvimento da sensibilidade, integrando pensamento e
sentimento. A música como linguagem não é algo apenas para quem busca formação profissional,
não depende de talento ou dom e está ao alcance de todos.
Muitas são as questões relacionadas à formação do professor, às práticas docentes, aos conteúdos
e metodologias, no ensino da música. Mas, quando ela é assumida como linguagem,a música nos
permite integrar competências linguísticas, corporais, espaciais, raciocínio lógico, percepção de si
23
próprio e percepção do outro, além das musicais. É um componente curricular dos mais
abrangentes no que se refere à integração entre as mais variadas áreas do conhecimento.
A Educação Musical é vital para a formação de indivíduos, ao oportunizar o desenvolvimento de
capacidades de percepção domundo em que se vive e de usar com sensibilidade e sabedoria os
conhecimentos adquiridos ao longo de toda a sua formação.
3) ORIENTAÇÃO AFETIVO SEXUAL
A proposta de Orientação Afetivo Sexual procura considerar todas as dimensões da sexualidade: a
biológica, a psíquica e a sociocultural, além de suas implicações políticas.
Cada sociedade desenvolve regras que se constituem em parâmetros fundamentais para o
comportamento sexual das pessoas. Isso se dá num processo social que passa pelos interesses
dos agrupamentos socialmente organizados e das classes sociais, que é mediado pela ciência,
pela religião e pela mídia, e sua resultante é expressa tanto pelo imaginário coletivo quanto pelas
políticas públicas, coordenadas pelo Estado. 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que as pessoas com deficiência têm as
mesmas necessidades de saúde sexual e reprodutiva que todas as outras pessoas. Todavia, as
barreiras que encontram no acesso a essa informação são intransponíveis para alguns e
demasiado dificultadoras para outros, face às limitações que apresentam. Pior ainda são mesmo as
barreiras impostas pela sociedade, pela sua intolerância e ignorância, a esse grupo minoritário de
população que, por si só, perfaz o maior obstáculo ao acesso a esse tipo de conhecimento (OMS,
2009). 
Há uma tendência a encarar a sexualidade dos deficientes como “redutora e enviezada”,
reconhecendo-lhe, quando muito, na teoria, o seu direito à sexualidade, desde que não a
pratiquem.
Esse grupo específico da população é também, segundo a OMS (2009), de fácil persuasão para
abusos, assim como estão mais propensos às doenças sexualmente transmissíveis, dada a sua
possível menor capacidade intelectual de discernimento de comportamentos abusadores.
Assim, o espaço educacional tem o compromisso de orientar tanto o deficiente intelectual, quanto a
família, acerca da sexualidade e afetividade, possibilitando maior autonomia da pessoa com
deficiência intelectual, de forma a reforçar a autoestima e valorizar a imagem corporal, aumentar os
conhecimentos sobre anatomia e fisiologia humana, promover atitudes positivas e não
culpabilizantes face aos seus sentimentos e comportamentos sexuais, reforçar a confiança no seu
próprio juízo, facilitar o reconhecimento dos riscos que poderãoocorrer, reforçar atitudes de
entendimento e aceitação dos sentimentos e necessidades dos outros. 
4) EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA
24
A rede mineira das APAE têm, desde 2009, oprograma de autogestão e autodefesa, que conta com
dois eixos: um direcionado para ações de autogestão, outro direcionado para as ações de
autodefesa, com o objetivo de capacitar a pessoa com deficiência intelectual e múltipla sobre os
seus direitos e deveres enquanto cidadão, levando a pensar, opinar, discutir, buscar soluções e
elaborar conceitos. 
As pessoas com deficiência intelectual e múltipla, independente da intensidade do apoio que
necessitam, ou seja, do seu grau de comprometimento, podem e devem aprender a fazer escolhas,
a expressar pensamentos e desejos e promover a defesa de seus direitos, cabendo ao professor
questionar e instigar o pensamento crítico dos alunos com deficiência intelectual.
Com esse componente curricular, espera-se, ao final, instrumentalizar e valorizar a pessoa com
deficiência intelectual assegurando-lhe o exercício da cidadania, ou seja, o controle sobre as
decisões que lhe afetam e influenciam sua vida, promover o desenvolvimento da autonomia, da
autodeterminação, autogestão e empoderamento. 
5) ARTES CÊNICAS 
As artes cênicas abrangem o estudo e a prática de toda forma de expressão através de uma
representação, como o teatro, a música ou a dança, entre outras. Elas são um conjunto de técnicas
utilizadas para criação, direção, montagem e interpretação de espetáculos, que se desenvolvem
num palco ou qualquer local de representação, como praças e ruas. 
Nesse contexto, a escola tem importância primordial, ao oportunizar ao estudante o
desenvolvimento da consciência corporal, do ritmo, do equilíbrio, da postura, da atenção,
contribuindo assim para a melhoria da autoestima, para a apropriação de conceitos, convenções e
regras, de forma participativa e cooperativa.
Ao estudar ARTES CÊNICAS, o estudante faz uso de seus movimentos corporais e de sua voz
para representar personagens e tem a oportunidade de experimentar, pesquisar e criar elementos e
recursos da linguagem teatral, como maquiagem, máscaras, figurinos, adereços, música,
cenografia, iluminação, entre outros. Além disso, desenvolve a habilidade de construir roteiros e
cenas, que apresentam um enredo, com introdução, conflito e conclusão. Ainda: tem a
oportunidade de criar cartazes, faixas, panfletos, entre outros, para divulgação do espetáculo
teatral.
Através das representações a partir do que já existe e da reflexão que fazem em busca de algo
novo, os alunos aprendem a fazer as escolhas certas, tornam-se atentos para os problemas sociais
e desenvolvem consciência crítica.
25
	COMPONENTES CURRICULARES
	COMPONENTES CURRICULARES

Mais conteúdos dessa disciplina