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Cárie em esmalte 
 
Cárie Ativa: Normalmente recoberta por biofilme. 
Encontram-se localizadas próximas a margem 
gengival, geralmente inflamada de superfícies lisas e 
nas reentrâncias de fossulas e fissuras nas 
superfícies oclusais. 
Aspecto de “giz branco” pode indicar atividade de 
cárie. 
Áspera a sondagem suave da superfície, apresentando 
maior microporosidade. 
Cárie inativa: não são cobertas por biofilme 
Está mais distante da gengiva saudável 
Lesões brilhantes ou escuras podem indicar 
inatividade de cárie. 
A presença do biofilme é fator indispensável para 
avaliar a atividade de cárie. 
Para determinar a atividade de cárie considerar a 
apresentação dos dentes ao início da profilaxia 
Antes e depois da profilaxia 
Cárie em Dentina 
 
Cárie Ativa em Dentina 
Cobertas por biofilme 
Macias a sondagem suave 
Cárie Inativa em Dentina 
Lisas e brilhantes 
Duras a sondagem 
 
Tratamento: Selamento para facilitar a higienização e 
mastigação 
Método mais usado para detectar lesões de cárie? 
Exame visual – táctil 
Superfícies dentárias: limpas, secas e bem iluminadas 
Espelho 
Sonda OMS (ponta romba) ou sonda periodontal 
Seringa tríplice 
(Interpretação das características: integridade, 
textura, translucidez/opacidade, localização, cor). 
Uso de sonda exploradora de ponta fina é 
contraindicado. 
1- Possibilidade de transferência de 
microrganismos cardiogênicos de um sitio 
para outro. 
2- Causar danos irreversíveis iatrogênicos a 
estrutura dentária desmineralizada, passível 
de mineralização, levando a cavitação. 
A ponta arredondada deve ser utilizada para avaliar a 
textura da superfície e auxiliar a remoção do biofilme. 
Tempo de secagem 
Secagem por um breve tempo e aparece mancha 
branca significa que houve maior perda mineral e 
maior porosidade 
Secagem por um longo tempo e vê mancha branca 
tem menor perda mineral e menor porosidade. 
Lesão de mancha branca aparece sem precisar secar 
significa uma perda mineral grande. 
OMI 
O conhecimento sobre o processo de desenvolvimento 
e controle da cárie mudou comparando-se a década 
de 1980 e 1990 
A escolha entre um tratamento invasivo (com 
remoção total do tecido cariado) e uma abordagem 
que sela lesão em dentina (sem invasão e sem 
 Da Mínima Intervenção 
Odontologia 
remoção do tecido cariado) representa uma Quebra 
de paradigmas. 
Doença cárie x Tecido cariado 
Doença carie é um processo 
Tecido cariado é uma das manifestações do processo 
Doença Cárie 
 Doença carie é biofilme açúcar dependente, 
consequência de um desequilíbrio do processo de 
des/remineralização que atinge E/D/C por ação dos 
ácidos provenientes da metabolização dos açucares 
da dieta pelo biofilme. 
A atividade metabólica do biofilme é a força motriz 
para qualquer perda mineral da superfície do dente. 
Remoção seletiva do tecido cariado 
Visa preservar a estrutura sadia, evitar o 
enfraquecimento do dente e o risco de exposição 
pulpar. 
Para termos sucesso é essencial um bom selamento 
da cavidade. 
A adesão do material restaurador em esmalte é 
superior que em dentina, e por isso a remoção do 
tecido cariado no esmalte das paredes circundantes 
e na junção amelo dentinária, é para se obter o 
máximo possível de adesão, garantindo bom 
selamento e longevidade da restauração. 
Como Fazer a remoção seletiva do tecido cariado? 
Instrumentos manuais (curetas afiadas) 
Vantagens: Menor tempo de trabalho, menor 
quantidade de tecido removido, menor nível de dor e 
desconforto. 
Diferentes apresentações clinicas da dentina 
-Dentina amolecida/Infectada 
-Dentina coriácea/Afetada 
-Dentina firme 
-Dentina dura 
Dentina Amolecida/Infectada 
Aparência úmida, se deforma com facilidade quando 
pressionada pelo explorador e pode ser removida com 
a mínima resistência ao uso de instrumentos manuais 
Dentina Coriácea 
Não se deforma ao ser pressionada por instrumental, 
mas também pode ser facilmente removida 
Seu aspecto esta dentre dentina firma e amolecida 
Dentina Firme 
Ligeiramente mais resistente a pressão do 
instrumental 
Dentina Dura 
Oferece muita resistência para sua remoção, sendo 
necessário broca. 
Remoção seletiva x Remoção parcial 
-Remoção seletiva até a dentina firme 
-Remoção seletiva até a dentina amolecida 
-Remoção não seletiva 
Remoção seletiva até a dentina firma 
Técnica: remoção de dentina cariada na parede pulpar 
até a dentina firme, que apresenta resistência a um 
instrumento afiado e nas paredes circundantes a 
dentina cariada é removida por completo até a 
dentina dura. 
Indicações: decíduos e permanentes com lesões de 
carie em dentina com profundidade rasa ou moderada 
(extensão menor que 1/3 interno de dentina); 
Evitar cavidades com lesões profundas, pois há risco 
de estresse a polpa e de exposição pulpar. 
Remoção Seletiva até a dentina amolecida 
Técnica: A dentina cariada ou amolecida não é 
totalmente removida da parede pulpar. Nas paredes 
circundantes da cavidade o tecido cariado é removido 
até dentina dura. 
Essa estratégia visa exposição pulpar, proporcionando 
a preservação e vitalidade da polpa e sua capacidade 
de reposta frente e lesão cariosa. 
O diagnostico da condição pulpar é imprescindível 
para o sucesso na escolha dessa abordagem. 
Indicação: decíduos e permanentes com lesões de 
cárie profunda, alcançando o 1/3 interno de dentina. 
Utilizar material restaurador adequado: sucesso do 
procedimento. 
Remoção seletiva X Remoção não seletiva 
A remoção seletiva reduz a incidência de exposição 
pulpar em decíduos e permanentes 
comparativamente onde não é feito remoção seletiva. 
Preserva maior estrutura do dente devido a menor 
quantidade de tecido removido. 
Menor tempo gasto comparada a não seletiva 
Menor nível de dor e desconforto para o paciente.

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