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Resenha FREUD Psicanálise Selvagem (1910). FREUD, Sigmund. PSICANÁLISE SELVAGEM (1910). In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud [ESB]. Rio de Janeiro: Imago, [s/d.], v. XI, 1996. p.90-97 (pdf). Resenha O texto “Psicanálise Selvagem” (1910) inicia falando de uma senhora de meia idade que havia se divorciado e que por isso buscou a ajuda de um médico para cuidar de sua ansiedade. De pronto ele disse a senhora que sua ansiedade era fruto da falta de satisfação sexual. E sem qualquer preparo lança-lhe 3 opções: voltar para o ex-marido, buscar por um amante ou obter satisfação por ela própria, ou seja, masturbar-se. Freud foi indicado pelo médico pelo fato dele ter sido o responsável pela descoberta relativa à satisfação sexual, segundo relato do médico que atendeu a senhora. Sua amiga, que a acompanhava, implorou a Freud que dissesse que as opções do médico estavam erradas. Deveria haver outra saída. REGRAS TÉCNICAS DA PSICANÁLISE: 1ª REGRA: Para Freud, estando o médico certo de que o trabalho a ser feito implica falar sobre sexualidade, isso deve ser feito com tato e consideração. 2ª REGRA: É fundamental o conhecimento das teorias. Esse médico ignorou a compreensão do conceito de sexual em psicanálise, que é muito mais amplo que um posicionamento envolvendo o ato sexual. → SEXUAL (em alemão) tem a mesma conotação que amar (lieben). Assim, Freud sinaliza que se trata de uma leitura 'selvagem' da psicanálise atribuir ao sexual uma conotação de senso comum. Tal como ele considera também selvagem uma interpretação que envolva esse erro de leitura. 3ª REGRA: Considerar uma ‘terapêutica atual’, que seja prestar atenção para a sintomatologia atual, para depois compreender qual caminho de tratamento deverá ser seguido. Nesse texto, Freud mostra que num 'conselho médico' a indicação ganha status de impossibilidade – já teria sido feito, se pudesse. ERROS TÉCNICOS: ideia de que o paciente sofre de ignorância e, se o médico lhe traz uma informação, tal ignorância se desfaz tal como o sujeito para de sofrer, Nsimplesmente porque entra em contato e sabe, racionalmente, a respeito daquilo. Na verdade, o fundamento desta ignorância está nas resistências internas. 4ª REGRA: O combate às resistências é a tarefa do tratamento. É apenas preliminar necessário ao tratamento comunicar ao paciente aquilo que ele ignora. Para essa comunicação são necessárias duas condições ao paciente: ele deve, por si só, alcançar proximidade daquilo que foi por ele recalcado; ele deve ter transferência com o psicanalista. 5ª REGRA: No 1º encontro é tecnicamente inadmissível comunicação sobre ‘segredos descobertos’. DICAS: Sensibilidade e bom senso - ‘Tato médico'. Aprender com quem já está familiarizado com a técnica através da Supervisão.