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FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DE CASCAVEL UNIVEL – União Educacional de Cascavel Estética e História da Arte Design Gráfico | 1º semestre Sabrina Graf Cascavel-PR, 2020 INTERMÍDIAS E PROCESSOS ARTÍSTICOS ● INTERMÍDIAS A intermídia na arte é um recurso que permite ao artista utilizar de inúmeras linguagens artísticas, principalmente envolvendo tecnologia. O conceito configurado por Dick Higgins na década de 60 fundamenta-se na relação mútua de dois ou mais recursos que, quando combinados, criam um novo meio/processo artístico e, por sua essência, não podem ser separados pois corromperia seu conceito. Nos dias de hoje, classifica-se como intermídia as criações poéticas de formato digital, não impresso, bem como poesia numérica e intersignos. Higgins foi fortemente inspirado pelo “happening”, movimento artístico do final dos anos 50 que se baseava no conceito de “colagem”, ou seja, seus artistas acrescentavam, removiam, modificavam ou substituíam os elementos das obras. Para o autor, este meio artístico estava no caminho certo da sua caracterização de intermídias, uma vez que combinava diversos elementos de arte. O que classifica uma obra de intermídia é a “fusão conceitual”; a combinação de diversas formas artísticas e seus conceitos que formam um terceiro objeto de arte. São novas possibilidades de expressão na arte. A partir de experimentos e criações, Higgins afirmou que não havia julgamentos de qualidade para a nova corrente artística, logo, uma obra não perderia seu valor por ser parte das intermídias. E, ainda de acordo com o autor, há obras que já não se definem parte de uma mídia só, por utilizarem de dois ou mais instrumentos; bem como a existência de obras tão complexas que não podem ser categorizadas como intermídias. Atualmente, com o constante avanço da tecnologia, já não se estipulam limites para determinar “regras” para uma obra, visto a imensidão de recursos que um artista pode usufruir na criação de uma peça, provenientes da modernização. ● PROCESSOS ARTÍSTICOS O processo de criação artística é um conceito comunicativo que concilia a arte e a criatividade. A arte, por si, implica num processo abrangente/universal sobre o que é belo, atrativo, conceitual; já a criatividade provém de uma relação subjetiva e ordenadora de concepções entre o real e o fictício. Logo, processos artísticos exprimem a habilidade de concordar o pessoal com o universal, as próprias experiências com a percepção de beleza ou de conceitos artísticos já idealizados ao longo da filosofia e movimentos artísticos/estéticos. Uma obra de arte deve considerar aquilo que pertence ao indivíduo criador e aquilo que se expressa ao público e suas próprias percepções. Atualmente, como visto nas intermídias, a arte transcendeu suas raízes tradicionais de expressão e, com o apoio da tecnologia, as experiências artísticas tornaram-se também digitais. Esse “upgrade” dos processos artísticos acarreta em uma maior facilidade e agilidade no desenvolvimento de uma obra, além de proporcionar infinitas possibilidades de criação. ● REFERÊNCIAS (acessos em 28.06.2020) - LONGHI, Raquel R. “Intermedia, ou para Entender as Poéticas Digitais”. In: XXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2002. Anais. Salvador: Intercom, 2002. Disponível em: www.intercom.org.br/papers/nacionais/2002/Congresso2002_Anais/2002_NP7LONGHI. pdf - DUARTE, Inês. “Dick Higgins e Intermedia”. 06/04/2015. Site Arte & Multimédia. Disponível em: https://digartdigmedia.wordpress.com/2015/04/06/dick-higgins-e-intermedia/ - “Criação Artística”. Porto Editora, 2020. Disponível em: https://www.infopedia.pt/$criacao-artistica