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4ª Aula Competencia Emocional nas Situaçoes de crise, perdas e mortes

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Crise
Perda
            e morte
Profª Fátima Ramos
Competência emocional nas situações de
crise, perda e morte
As emoções influenciam continuamente a nossa relação com o
outro e, para um profissional da área da Saúde, algumas
influências podem interferir em suas relações com o seu
paciente –aquelas que envolvem a morte, por exemplo,
influenciam tanto o seu comportamento quanto o
comportamento
do outro.
Aspectos são fundamentais para estabelecimento
de uma relação de vínculo terapêutico
❑ Empatia: saber se colocar no lugar do outro (percebê­lo segundo seu
ponto de vista).
❑ Comunicação: afetiva no que se refere a aspectos verbais, visuais e
não­verbais.
❑ Administração adequada das emoções: tristeza, alegria, raiva,
ansiedade.
❑ Administração adequada dos: conflitos e frustrações.
O emocional em situações de crise
Relato de uma auxiliar de enfermagem
Momento de perda
Relatos de auxiliar de
enfermagem
Lidar com paciente em fase terminal?
É quando se esgotam as possibilidades de resgate das
condições de saúde do paciente e a possibilidade de morte
próxima parece inevitável e previsível. O paciente se torna
"irrecuperável" e caminha para a morte, sem que se consiga
reverter este caminhar.
Paciente terminal e morte
Elisabeth Kubler­Ross observa que ao receber  a notícia de que estão
com uma doença incurável, o paciente passa por 5 fases:
❑ Negação;
❑ Raiva;
❑ Negociação;
❑ Interiorização;
❑ Aceitação.
Fase da negação
Esta fase está sujeita a ser vista como forma de defesa de algo
improvável e pode durar minutos ou até mesmo anos (como nos
casos das pessoas que continuam sempre esperando seus
entes queridos).
Fase da raiva
A raiva é expressa por emoções projetadas no ambiente externo
e pelo sentimento de inconformismo. Para a família e os amigos
é uma fase difícil de lidar. As atitudes da pessoa não têm
justificativa plausível. A raiva só se torna patológica quando se
torna crônica.
Fase Negociação
O paciente começa a ter esperança de uma cura divina ou de
um prolongamento da vida em troca de méritos que acredita ter
ou ações que promete empreender.
Fase Interiorização
Inclui sentimentos de debilitação e tristeza acompanhados
de solidão e saudade.
Funciona para o paciente e seu entorno, como uma preparação
para suas perdas.
Essa fase requer muita conversa e intervenções ativas por parte
dos que estão à sua volta, de modo a evitar uma depressão
silenciosa.
Fase de aceitação
Após externar sentimentos e angústias, inveja pelos vivos e
sadios, raiva pelos que não são obrigados a enfrentar a morte,
lamento pela perda iminente de pessoas e de lugares queridos,
a tendência é que o paciente terminal aceite sua condição e
contemple seu fim próximo com mais tranqüilidade e menos
expectativa.
O enlutado que já conseguiu vencer os estágios anteriores.
Superar a morte
Hoje, é mais freqüente percebermos os hospitais, a medicina e
a
própria sociedade dando passos para a tão necessária
humanização da morte, que não deixa de ser uma maneira de
encontrar um sentido para a vida.
Entender a morte com mais naturalidade, entretanto, é tão
necessário quanto valorizar a vida.
REFLEXÃO