Logo Passei Direto
Buscar
Material

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Classes Gramaticais 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Uso Das Concordâncias 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Classes Gramaticais 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Classes Gramaticais .......................................................................................................... 3 
Concordância Nominal ...................................................................................................... 4 
Uso das Concordâncias ..................................................................................................... 5 
Plural do Adjetivo ............................................................................................................. 6 
 
 
Olá meu caro, minha cara!! Vamos iniciar nosso módulo sobre concordância 
nominal, ou seja, sobre a relação entre o nome e os seus determinantes. Na língua 
portuguesa o nome é classificado como um substantivo. Antes de darmos início a esse 
conteúdo vamos recordar alguns aspectos relativos às classes gramaticais. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Classes Gramaticais 
www.focusconcursos.com.br | 3 
 
CLASSES GRAMATICAIS 
Existem seis classes variáveis e uma isolada, que é o verbo, a classe mais variável de 
todas, e, consequentemente, a mais difícil, que exige, portanto, uma atenção especial 
e um módulo voltado unicamente para seu estudo. As demais classes trabalham em 
um processo conjunto, no qual uma manda e as outras apenas obedecem. Vamos 
recordar quais são: 
 
A classe responsável pelo nome é o substantivo. Este, além de ser responsável por 
nomear as coisas, tem uma outra importantíssima função: ele é sempre um termo 
determinado, o que significa dizer que sempre será núcleo de qualquer estrutura 
nominal, um termo nuclear. Ele é o núcleo do sujeito, do objeto direto no plural, do 
objeto indireto, do complemento nominal, e por vai. Pois bem, por ser o núcleo, ele 
manda nas demais classes, que seu os determinantes que o circundam: adjetivo, 
artigo, numeral e pronome. 
 
A regra básica em relação à concordância nominal é que o substantivo manda e o 
resto obedece, assim, se ele está no singular, o resto vai para o singular, se está no 
plural, o resto vai para o plural, se está no feminino, o resto vai para o feminino, e 
assim por diante. 
 
SUBSTANTIVO
Adjetivo Numeral
PronomeArtigo
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Concordância Nominal 
www.focusconcursos.com.br | 4 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
Quando falamos em concordância nominal pensamos basicamente em substantivo e 
adjetivo em virtude de existir substantivo composto e adjetivos composto, o que não 
ocorre nas outras classes gramaticais. Desse modo, quando estudamos os casos 
peculiares da concordância nominal, via de regra, focamos nos substantivo e adjetivo, 
porque essa relação é a predominante. No entanto, é importante lembrarmos que 
todos os outros casos também fazem parte da concordância nominal, o que confere 
ainda mais força ao valor adjetivo nesse aspecto. Em outras palavras, cada termo que 
a acompanha um substantivo possui valor adjetivo. 
 
A relação entre todas essas seis classes gramaticais constitui a concordância nominal. 
À título de exemplificação, na frase “meu aluno chegou”, o pronome “meu” está 
concordando com o substantivo no masculino singular. “Meu” é um pronome 
possessivo, mas, como ele está acompanhando o substantivo “aluno”, ele é um 
pronome adjetivo (com valor adjetivo). Ainda, na frase “O aluno bonito chegou”, “o” 
é um artigo e “bonito” é um adjetivo. Por estarem acompanhando o substantivo 
“aluno”, que se encontra no masculino singular, ambos têm valor adjetivo. 
 
Dito isso, vamos aproveitar para estudar um pouco mais sobre como funcionam essas 
concordâncias. Assim como na concordância verbal, existe na concordância nominal 
a concordância atrativa e a gramatical, que são usadas com os substantivos 
compostos. Quando trabalhamos com um substantivo sozinho, com um substantivo 
que não tem essa composição, o processo de concordância é natural, portanto, é a 
que chamamos de concordância gramatical. 
 
A partir do momento em que temos dois substantivos e acrescentamos um adjetivo, 
teremos a concordância atrativa e agramatical. Nesse caso, na concordância atrativa, 
o adjetivo concorda com o substantivo mais próximo. Na concordância gramatical, 
por esta ser baseada na soma, o adjetivo vai para o plural do gênero dominante, que 
é, na língua portuguesa, o elemento masculino. Ou seja, havendo um elemento 
masculino, um sequer entre muitos femininos, a concordância será feita de acordo 
com esse elemento. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Uso das Concordâncias 
www.focusconcursos.com.br | 5 
ATRATIVO = o adjetivo concorda com o substantivo mais próximo. 
GRAMATICAL = o adjetivo vai para o plural do gênero dominante 
 
USO DAS CONCORDÂNCIAS 
Neste tópico abordaremos como são aplicadas a concordância gramatical e a atrativa. 
Observe os exemplos: 
Carro e moto nova/ novos. 
Revista e apostila boa/boas. 
Filme e novela longa/longos. 
 
De modo a proceder com uma análise completa da concordância, perceba que nesses 
exemplos colocamos os adjetivos depois do substantivo, como um processo natural 
da linguagem. Quando isso ocorre temos duas possibilidades de concordância, a 
atrativa e a gramatical. 
 
No primeiro exemplo, “carro e moto nova”, o adjetivo “nova” faz concordância atrativa, 
pois está concordando com o substantivo mais próximo, que está no feminino 
singular. Agora, é igualmente possível que a frase seja escrita “carro e moto novos”, 
nesse caso, estaríamos trabalhando com a concordância gramatical, portanto, 
concordando com os dois substantivos, pluralizado no gênero dominante, que é, 
notoriamente, o masculino (o carro). Esses é um processo de concordância 
facultativa, logo, NÃO incorre em prejuízo gramatical ou alteração de sentido. E 
ambas estão de acordo com a norma padrão culto da língua. 
 
No segundo exemplo, também podemos proceder com a concordância atrativa 
“revista e apostila boa”, em que o adjetivo concorda com o substantivo mais próximo 
“apostila”; bem como com a concordância gramatical “revista e apostila boas”, em que 
o adjetivo “boas” concorda com ambos os termos que estão no feminino. 
 
No terceiro exemplo, a concordância atrativa é “filme e novela longa”, na qual o 
adjetivo “longa” concorda com o substantivo mais próximo “novela”, que está no 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Plural do Adjetivo 
www.focusconcursos.com.br | 6 
feminino singular, e, a concordância gramatical é “filme e novela longos”, em que o 
adjetivo “longos” concorda com ambos (plural) e com o gênero predominante 
(masculino). 
 
Na sequência, vamos trabalhar com um exemplo em que o adjetivo é posto antes do 
substantivo. Quando o adjetivo vai antes do substantivo composto, somente é 
permitida a concordância atrativa, que consiste em concordar o adjetivo com o 
substantivo mais próximo independentemente da forma como ele venha se 
apresentar 
SaboresA torta e bolo. 
 
 
Continuando nesse raciocínio, atente para o seguinte exemplo e recorra à lógica para 
preencher as lacunas: 
Olhando a janela, eu vi um carneiro e um roseiral florid__ e também o sol e 
o mar az___. 
 
Se durante a prova o candidato estiver muito afobado, ele pode querer preencher as 
lacunas nesse exemplo partindo da concordância gramatical, tendo em vista que são 
dois substantivos que precedem o adjetivo. Mas, pela lógica, sabemos não existir tal 
coisa como um carneiro florido. Certo?! Só é possível que o roseiral seja florido, 
portanto,o adjetivo deverá concordar apenas com o substantivo “roseiral”. 
 
Em seguida, o adjetivo “azul”, de igual forma, concordará apenas com o substantivo 
mais próximo, considerando que, pelo conhecimento de mundo, pela lógica coletiva, 
o sol é amarelo, e não azul, portanto não há como dizer “sol e mar azuis”. A forma 
correta da frase seria então: Olhando a janela, eu vi um carneiro e um roseiral florido 
e também o sol e o mar azul. Belezinha?! Vamos partir para o próximo tópico. 
 
PLURAL DO ADJETIVO 
Existe o plural do adjetivo simples e o plural do adjetivo composto. Na maioria dos 
casos o adjetivo simples deve, sim, concordar com o substantivo e pronto, mas, existe 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Plural do Adjetivo 
www.focusconcursos.com.br | 7 
uma situação em que um substantivo assume função de adjetivo, e por isso é 
invariável. O que acontece é que alguns elementos surgem na língua portuguesa 
primeiro com o substantivo, mas, como a língua evolui, eles passam a ter uma 
necessidade de trabalhar como adjetivos. Como esses elementos existiram primeiro 
como substantivos, para então passar a serem utilizados como adjetivos, na estrutura 
da concordância permanecerão invariáveis. 
 
Ilustro com um exemplo. Na frase “camisa verde”. A palavra verde é um adjetivo, ela 
denota uma cor e tão somente uma cor, certo? Portanto, é uma expressão que varia, 
logo, no plural fica “camisas verdes”. Agora, a palavra vinho além de ser uma cor, é 
também uma bebida, portanto, é um substantivo que exerce função de adjetivo, ou 
seja, a famosa “cor que não é cor”, porque não surgiu como uma cor primária, assim, 
a frase “camisa vinho” no plural é “camisas vinho”. O mesmo para a palavra laranja, 
que também é um substantivo (laranja fruta) com função de adjetivo (laranja cor), no 
plural ela permanece no singular, como em “camisas laranja”. 
 
Joia?! Esta aula termina por aqui. Trabalhamos um conteúdo muito importante e 
interessante. Aposto que com essa explicação sobre os substantivos com função de 
adjetivo muita coisa se esclareceu na sua cabeça. Sinta-se bem por isso e motivado a 
estudar ainda mais. 
 
 
Um grande abraço e até a próxima 
 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Plural do Adjetivo 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
Língua Portuguesa | 
Adjetivo composto 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Plural dos Adjetivos 
Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Adjetivo composto 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
Saudações, caros alunos. Na aula de hoje vamos estudar o plural dos adjetivos 
compostos, da regra e exceção e sobre os casos especiais concordância nominal. 
Pegue o seu material de estudos e vamos direto ao conteúdo. 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Adjetivo composto ............................................................................................................ 3 
Casos especiais de Variação .............................................................................................. 4 
Bastante .............................................................................................................................................. 4 
Meio .................................................................................................................................................... 5 
Menos, Pseudo, Alerta, Salvo ............................................................................................................... 6 
É bom, É necessário, É proibido, É gostoso ............................................................................................ 6 
Língua Portuguesa | 
Adjetivo composto 
www.focusconcursos.com.br | 3 
Possível ............................................................................................................................................... 7 
Tal qual................................................................................................................................................ 8 
Haja vista ............................................................................................................................................. 8 
Anexo .................................................................................................................................................. 8 
Mesmo ................................................................................................................................................ 9 
Exercícios .......................................................................................................................... 9 
 
ADJETIVO COMPOSTO 
O adjetivo composto é aquele formado por dois ou mais elementos. Há duas formas 
de se pluralizar um adjetivo composto: ou não se pluraliza nenhum dos elementos ou 
se pluraliza apenas o último. 
 
O adjetivo composto não varia quando o último elemento funciona de forma isolada 
como um substantivo, ou seja, quando não é capaz de indicar a característica de outro 
substantivo. Por exemplo: 
▪ cabelo vermelho-fogo → cabelos vermelho-fogo 
(a palavra fogo de forma isolada funciona como um substantivo) 
 
▪ camisa verde-mar → camisas verde-mar 
 (a palavra mar de forma isolada funciona como substantivo) 
 
Em contrapartida, quando o último elemento do adjetivo composto funcionar de 
forma isolada como um adjetivo, ou seja, como um elemento capaz de indicar a 
característica de um substantivo, ele será pluralizado. Observe: 
▪ quarto verde-escuro → quartos verde-escuros 
 
▪ olho azul-claro → olhos azul-claros 
 
Existe uma exceção para essa regra. Para a expressão surdo-mudo os dois elementos 
variam no plural: 
▪ menino surdo-mudo → meninos surdos-mudos 
Língua Portuguesa | 
Casos especiais de Variação 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
Isso acontece porque compreendemos hoje que nem todo surdo é mudo e nem todo 
mudo é surdo. Na expressão surdo-mudo temos a junção de duas características, 
portanto a gramática permite a concordância dos dois elementos. 
 
Cientes da regra e exceção para a pluralização de adjetivos compostos, vamos dar 
continuidade ao material falando sobre alguns casos especiais de concordância 
nominal 
 
CASOS ESPECIAIS DE VARIAÇÃO 
Existem alguns casos especiais de concordância para determinadas palavras. Neste 
capítulo vamos abordar aquelas mais cobradas nos concursos. 
 
Bastante 
A palavra bastante se assemelha à palavra muito. Ambas podem funcionar como 
advérbios, permanecendo obrigatoriamente no singular. Além disso, podem funcionar 
também como pronomes indefinidos, nesse caso são variáveis. 
 
Quando os termos muito e bastante exercem função de adverbio, obrigatoriamente 
ficam no singular. Quando funcionam como pronome indefinido, concordam com o 
nome, de modo que, estando o substantivo no singular, o pronome também ficará no 
singular, estando ele no plural, o pronome ficará no plural. 
 
 
Existe um macete que pode ajudar a identificar se a expressão deve variar ou não. 
Embora seja mais aconselhável analisar a palavra com base na relação morfológica 
(pronome ou advérbio), esse macete também pode ser utilizado: 
Se em uma frase você conseguir substituir os termos muito ou bastante pela palavra 
Língua Portuguesa | 
Casos especiais de Variação 
www.focusconcursos.com.br | 5 
trezentos, então elas variam (são pronomes), do contrário, são invariáveis 
(advérbios). Observe o exemplo: 
▪ Eles fizeram trezentos exercícios e isso os deixou trezentos preparados. 
 
A primeira parte da frase faz sentido. Sabemos que ali há um pronome que deverá 
concordar com o nome (bastantes/muitos). Já a substituição na segunda parte da 
frase soa muito estranha, por isso sabemosque ali cabe um advérbio, 
obrigatoriamente invariável (bastante/muito). 
▪ Eles fizeram muitos exercícios e isso os deixou muito preparados. 
▪ Eles fizeram bastantes exercícios e isso os deixou bastante preparados. 
 
Esse conteúdo pode ser cobrado de três formas na prova. O avaliador pode 
simplesmente perguntar sobre a colocação de acordo com o padrão culto da língua, 
como pode também perguntar pela classe gramatical dos termos utilizados, ou ainda, 
perguntar sobre a função sintática que exercem os termos. 
 
Função morfológica (gramatical): o termo da primeira coluna está ligado a 
um substantivo (exercícios), portanto é um pronome indefinido. O termo da 
segunda lacuna está ligado a um adjetivo, portanto é um advérbio. 
 
Função sintática: o pronome indefinido que acompanha o nome é um adjunto 
adnominal. O adverbio, por sua vez, é um adjunto adverbial de intensidade. 
 
Meio 
O termo meio pode exercer a função de advérbio (invariável) e de numeral com valor 
adjetivo (variável). Em termos simplificados, o termo meio pode variar quando puder 
ser substituído pela expressão metade, e é invariável quando puder ser substituído 
pela expressão mais ou menos. Observe a sentença e preencha a lacuna corretamente: 
? A mulher está meio triste ou ela está meia triste? 
✓ A mulher está ________ triste. 
Língua Portuguesa | 
Casos especiais de Variação 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
A ideia nesta frase é intensificar a tristeza da pessoa, então ela está mais ou menos 
triste, portanto, inserimos ali um advérbio de intensidade (termo invariável). Assim, o 
correto é: “a mulher está meio triste”. Além do mais, a palavra “triste” na frase é um 
adjetivo, então obviamente o termo “meio” vai ser um advérbio. Vamos para o 
próximo exemplo: 
? Eu bebi metade da lata ou eu bebi mais ou menos da lata? 
✓ Eu bebi __________ lata. 
 
É possível dizer “eu bebi metade da lata”. Lata é um substantivo, assim, a palavra que 
segue é um numeral com valor adjetivo, portanto: “bebi meia lata”. 
 
Menos, Pseudo, Alerta, Salvo 
Essas são todas palavras invariáveis. Observe os exemplos: 
✓ Eu tirei menos cópias (em oposição à frase “eu tirei menas cópias”) 
✓ Ela é uma pseudo advogada (em oposição à frase “ela é uma pseuda advogada”) 
✓ Nós permanecemos alerta (em oposição à frase “nós permanecemos alertas”) 
 
É bom, É necessário, É proibido, É gostoso 
Quando uma expressão é composta pelo verbo ser mais um adjetivo, ela faz referência 
a um substantivo. Se o substantivo não possuir um determinante, se não for 
acompanhado de um artigo ou um pronome, ou se o substantivo estiver sozinho, a 
expressão fica invariável. Agora, se o substantivo estiver acompanhado de um 
determinante, como um artigo ou pronome, a expressão varia. Observe os exemplos: 
 
▪ Comida é gostoso (sem determinante) ▪ A comida é gostosa (com determinante) 
▪ Cerveja é gostoso (sem determinante) ▪ A cerveja é gostosa (com determinante) 
 
Essas expressões costumam cair muito em provas porque normalmente são utilizadas 
de forma errada no cotidiano. Por exemplo, em muitos estabelecimentos vemos a 
notificação “é proibido a venda de bebidas alcoólicas”. Na verdade, essa frase pode 
Língua Portuguesa | 
Casos especiais de Variação 
www.focusconcursos.com.br | 7 
ser escrita de duas formas: 
✓ É proibido venda de bebidas alcoólicas. 
✓ É proibida a venda de bebidas alcoólicas. 
 
Outro exemplo bastante comum é a frase “é necessário a apresentação de 
documento”. Há somente duas formas de escrever essa frase corretamente: 
✓ É necessário apresentação de documentos. 
✓ É necessária a apresentação de documentos. 
 
Ainda, é possível ver casos como esses até em placas em secretarias de escola: “é 
proibido a permanência de alunos na secretaria”. O correto seria: 
✓ É proibido permanência de alunos na secretaria. 
✓ É proibida a permanência de alunos na secretaria. 
 
Possível 
A palavra possível concorda com o artigo da expressão adverbial que a antecede: 
✓ o(a) mais .... possível; 
✓ os(as) mais ... possíveis; 
✓ (o)a menos ... possível; 
✓ os(as) menos ... possíveis. 
 
Exemplos: 
Ele é o mais esforçado possível. 
Eles são os mais esforçados possíveis. 
Eles são o mais esforçados possível. 
 
Atenção! Diante de uma frase tal qual “comprei alimentos o menos caro possível” 
lembre-se de se atentar para todos os elementos da frase e não só para o par “o 
menos ... possível”. Repare bem que a frase possui um erro de concordância: são 
Língua Portuguesa | 
Casos especiais de Variação 
www.focusconcursos.com.br | 8 
alimentos no plural, portanto eles são caros e não caro. 
Comprei alimentos o menos caros possível. 
 
Tal qual 
Na expressão tal qual, o termo “tal” faz uma concordância anafórica (concorda com o 
termo anterior), e o termo “qual” faz uma concordância catafórica (concorda com o 
termo posterior). Observe os exemplos: 
O filho é tal quais os pais (O filho é tal quais os pais) 
Os jogadores são tais qual o treinador (Os jogadores são tais qual o treinador) 
 
Haja vista 
A expressão haja vista pode concordar em três formas: 
a) o termo “haja” varia e o termo “vista” permanece invariável; 
b) ambos os termos permanecem invariáveis; 
c) com a preposição “a”, nenhum dos termos varia: haja vista a ... 
Exemplos: 
Hajam vista nosso problema, temos que fazer algo. 
Haja vista nossos problemas, temos que fazer algo. 
Haja vista a nossos problemas, temos que fazer algo. 
 
Anexo 
O termo “anexo” é variável, contudo, a expressão “em anexo” é invariável. Exemplos: 
Segue anexo o arquivo. 
Seguem anexos os arquivos. 
Segue anexa a foto. 
Seguem anexas as fotos. 
Segue em anexo o arquivo. 
Língua Portuguesa | 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 9 
Seguem em anexo os arquivos. 
 
Mesmo 
O termo mesmo concorda com o seu referente. Exemplo: 
Ele mesmo fará isso. 
Elas mesmas farão isso. 
 
EXERCÍCIOS 
Questão 1. Assinale a alternativa em que ocorreu um erro de concordância nominal. 
a) livro e revista velhos 
b) aliança e anel bonito 
c) rio e floresta antiga 
d) homem, mulher e criança distraídas 
 
Comentário: O adjetivo depois do substantivo composto possibilita tanto a 
concordância atrativa, quanto a gramatical. Todas as alternativas estão corretas com 
exceção da alternativa d) “homem, mulher e criança distraídas”. As opções corretas de 
concordância são: 
▪ concordância atrativa = “homem, mulher e criança distraída”; 
▪ concordância gramatical = “homem, mulher e criança distraídos” (plural do 
gênero dominante). 
 
Gabarito: D 
 
Questão 2. Assinale a frase que contraria norma culta quanto à concordância nominal. 
a) Falou bastantes verdades. 
b) Já estou quites com o colégio. 
c) Nós continuávamos alerta. 
d) Haverá menos dificuldades na prova. 
Língua Portuguesa | 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 10 
 
Comentário: 
A alternativa que contraria a norma culta é a letra b) “já estou quites com o colégio”. 
A palavra “quite” concorda com o referente, logo o correto é “já estou quite com o 
com o colégio”. 
 
Gabarito: B 
 
Questão 3. Cometeu-se erro no emprego de ANEXO em: 
a) Anexas seguirão as fotocópias. 
b) Em anexo estou mandando dois documentos. 
c) Estão anexos os requerimentos. 
d) Anexo seguiu uma foto. 
 
Comentário: 
O emprego do termo “anexo” está incorreto na alternativa d) “Anexo seguiu uma foto”. 
A expressão “uma foto” está no feminino singular, logo, o certo seria “anexa seguiu 
uma foto”. 
 
Gabarito: D 
 
Questão 4. Assinale o erro de concordância nominal. 
a) Maçã é ótimo para isso. 
b) É necessário atenção. 
c) Não será permitida interferência de ninguém. 
d) Música é sempre bom. 
 
Comentário: 
A alternativa c) “Não será permitida interferência de ninguém” apresenta erro de 
Língua Portuguesa | 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 11 
concordância. As opções viáveis de concordância para a frase são: “não será permitidointerferência de ninguém” ou “não será permitida a interferência de ninguém”. 
 
Gabarito: C 
 
Questão 5. Marque o erro de concordância. 
a) Os alunos ficaram sós na sala. 
b) Já era meio-dia e meio. 
c) Os alunos ficaram só na sala. 
d) Márcia está meio cansada. 
 
Comentário: na alternativa a) “os alunos ficaram sós na sala” o termo “sós” é um 
adjetivo e expressa o sentido de estar sozinho, e varia de acordo com o substantivo. 
Na alternativa c) “os alunos ficaram só na sala” o termo “só” é um advérbio que 
expressa o sentido de somente. Por ser um advérbio é invariável. Ambas as 
construções estão corretas. 
A alternativa b) “Já era meio-dia e meio” está incorreta, porque “meio” faz referência 
à hora. O correto é meio-dia e meia hora, logo: “já era meio-dia e meia”. Ressaltando 
que meio-dia e meia-noite obrigatoriamente ficam no singular porque remetem às 
expressões “metade de um dia” e “metade de uma noite”. 
 
Gabarito: B 
 
Questão 6. Assinale a opção incorreta quanto à concordância nominal: 
a) Colecionava jornais e revistas antigas. 
b) Ao meio-dia e meia desceram para o almoço. 
c) Tinha pelo computador sincero respeito e admiração. 
d) Quaisquer que sejam as dificuldades, tudo será resolvido. 
e) Ela mesmo se negara a conhecê-lo melhor. 
 
Língua Portuguesa | 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 12 
Comentário: a alternativa e) “ela mesmo se negara a conhecê-lo melhor” está errada. 
O certo é “ela mesma se negara a conhecê-lo melhor”. 
Gabarito: E 
 
Questão 7. A respeito do texto a seguir, julgue o item abaixo. “Alertava, porém, que, 
da mesma forma, devemos ficar alerta quando vemos alguém extremamente vil, pois 
equivalente vileza poderá ser encontrada em qualquer um”. 
A concordância de “alerta” com “devemos” é gramaticalmente opcional: aí também é 
possível empregar alertas. 
 
Comentário: Negativo. A palavra alerta no sentido de atenção é invariável. 
 
Gabarito: errado 
 
Questão 8. “Com ele, ler o mundo tornou-se virtualmente possível, haja vista que sua 
natureza imaterial o faz ubíquo.” 
A flexão de feminino em “haja vista” deve-se à concordância com a palavra feminina 
“natureza”. 
 
Comentário: Incorreto. A expressão haja vista não tem qualquer relação com gênero. 
O termo “vista” inclusive é invariável. 
 
Gabarito: errada 
 
Caros alunos, finalizamos por aqui o conteúdo de mais um material de língua 
portuguesa. Desejo bons estudos e muita persistência ao longo da sua jornada. 
 
Um abraço, 
Língua Portuguesa | 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 13 
 
 
Língua Portuguesa | 
Conteúdo Programático 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Concordância Verbal: Regra Geral 
 
 
 
Língua Portuguesa | 
Conteúdo Programático 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
Saudações, meus caros alunos! 
É com muito prazer que iniciamos mais uma aula de língua portuguesa. Este material 
aborda a regra geral de concordância verbal e alguns casos especiais. Esperamos, com 
ele, contribuir para sua aprovação e facilitar seus estudos. Sem delongas, vamos ao 
conteúdo! 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Conteúdo Programático .................................................................................................... 2 
Concordância Verbal ......................................................................................................... 3 
1. Regra Geral (ou regra do sujeito simples) .......................................................................................... 3 
2. Casos Especiais .............................................................................................................. 7 
Língua Portuguesa | 
Concordância Verbal 
www.focusconcursos.com.br | 3 
2.1. Sujeito Composto .......................................................................................................................... 7 
2.1. Anteposto ..................................................................................................................................... 7 
2.2. Posposto ....................................................................................................................................... 8 
2.3. Ligado pelo conectivo ou ............................................................................................................... 8 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
A concordância, seja ela verbal ou nominal, existe para que as palavras possam se 
relacionar harmoniosamente dentro de uma sentença, dessa forma, em uma frase, 
algumas palavras acabam sendo modificadas em função de outras que as orientam. 
 
A concordância verbal propriamente dita decorre da relação estabelecida entre 
sujeito e verbo. Ela determina que o verbo flexione de acordo com o número (singular 
ou plural) e pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª) do núcleo do sujeito da oração. Dessa forma, se o 
sujeito estiver no singular (ainda que coletivo), o verbo também deverá ficar no 
singular, e se estiver no plural, o verbo deverá ir para o plural. 
 
 
Os alunos que gostavam de estudar leram o material. 
 
É importante lembrar que a concordância dos verbos com os sujeitos não ocorre ao 
acaso. Ela é regida por regras que se distinguem principalmente em virtude da forma 
como o sujeito é apresentado na sentença. Por isso, estudaremos uma regra geral de 
concordância e alguns casos especiais. 
 
1. Regra Geral (ou regra do sujeito simples) 
A oração com sujeito simples é aquela que tem apenas um núcleo, ou seja, um agente. 
Assim, na regra geral de concordância, ou regra do sujeito simples: 
 o verbo flexiona em concordância com o núcleo do sujeito em número e pessoa. 
Sujeito 
O uso de drogas e bebidas nos concursos atrapalha os alunos. 
núcleo do sujeito VTD 
 
Língua Portuguesa | 
Concordância Verbal 
www.focusconcursos.com.br | 4 
Dica: recomendamos criar o hábito de destacar o verbo e perguntar a quem ele faz 
referência para validar a sua resposta. Procure sempre seguir estes passos quando 
for resolver uma questão de concordância: destaque o verbo, encontre o referente 
(sujeito), identifique como está flexionado o seu núcleo e veja se o verbo concorda 
com ele. 
 
Veja mais um exemplo: 
 
Sujeito 
O choro das crianças das comunidades carentes nos comove. 
 núcleo do sujeito OD VTD 
 
O sujeito da sentença é “o choro das crianças das comunidades carentes”. O núcleo 
do sujeito, contudo, é somente um, e pode ser identificado na palavra não 
preposicionada “choro”. É o choro das crianças que comove, e não as crianças que 
comovem, logo, a concordância do verbo comover deve ocorrer no singular, já que o 
núcleo do sujeito está no singular. 
 
Quanto à classificação sintática dos termos da oração, temos o seguinte: 
 
Termo Classificação sintática 
o adjunto adnominal 
choro núcleo do sujeito 
das crianças adjunto adnominal 
das comunidades carentes adjunto adnominal 
nos objeto direto 
comove verbo transitivo direto 
 
 
Intencionalidade discursiva 
 
A intencionalidade discursiva remete à verdadeira intenção do emissor por trás de uma 
mensagem. Para satisfazer seus objetivos em determinada situação comunicativa e passar 
a mensagem que pretende, o emissor precisa se empenhar em construir um discurso 
Língua Portuguesa | 
Concordância Verbal 
www.focusconcursos.com.br | 5 
coerente e coeso. 
 
Na sentença “o uso de drogas e bebidas nos cursos atrapalha os alunos”, a intenção do 
emissor é dizer que o que atrapalha os alunos é o uso de drogas e bebidas, e não as drogas 
e as bebidas por si. Se a intenção discursiva do emissor fosse dizer que são as drogas e as 
bebidas que atrapalham os alunos, a sentençaseria “drogas e bebidas atrapalham os 
alunos”. 
 
Inclusive, a intencionalidade discursiva não se restringe ao enunciado propriamente dito; 
ela pode ser refletida em outros componentes da situação comunicativa tais como o 
contexto social/histórico/situacional em que o enunciado é produzido, a pessoa a quem se 
dirige a fala, a forma como se fala, entre outros. 
 
 
1.1 Concordância em sentença invertida 
Na oralidade, é bastante comum que o verbo de uma sentença invertida seja utilizado 
no singular, uma vez que o sujeito da oração é mencionado somente depois do 
predicado verbal, especialmente quando a sentença é longa. Contudo, é importante 
ficar bem atento a esse tipo de construção para não cometer nenhum deslize quanto 
à concordância do verbo. Observe o exemplo: 
 
 Núcleo do Sujeito 
 Vinham de algum lugar bonito aqueles viajantes. 
 Verbo 
 
Quanto à classificação sintática dos termos da oração, temos o seguinte: 
 
Termo Classificação sintática 
viajantes núcleo do sujeito 
aqueles adjunto adnominal 
vinham verbo intransitivo 
de algum lugar bonito adjunto adverbial de lugar 
 
 
Atenção!! Segundo o gramático Celso Pedro Luft, o verbo “vinham” seria 
classificado como um verbo transitivo indireto e a expressão “de algum lugar 
Língua Portuguesa | 
Concordância Verbal 
www.focusconcursos.com.br | 6 
bonito”, como um objeto indireto. Fique atento, pois essa classificação pode ser 
cobrada pela banca FCC. 
 
1.2 Concordância no plural com marca de pluralização 
A concordância na 3ª pessoa do presente do indicativo dos verbos ter e vir e 
derivados recebem acentuação gráfica como marca de pluralização. Note: 
 
3ª pessoa do singular do presente do 
indicativo 
 3ª pessoa do plural do presente do 
indicativo 
Ele tem 
Ele vem 
Eles têm 
Eles vêm 
Ele contém 
Ele detém 
Ele intervém 
Eles contêm 
Eles detêm 
Eles intervêm 
 
Observe o exemplo: 
 
Sujeito 
As pessoas humildes das zonas rurais têm problemas. 
núcleo do sujeito VTD 
 
O sujeito da oração é “as pessoas humildes das zonas rurais” e o núcleo do sujeito é 
“pessoas”. Como o núcleo se apresenta no plural, o verbo também vai para o plural, 
portanto, deve carregar o acento circunflexo para distinguir-se do verbo no singular. 
 
Dica: o acento circunflexo marca a pluralização na língua portuguesa. 
 
Quanto à classificação sintática dos termos da oração, temos o seguinte: 
 
 
Língua Portuguesa | 
2. Casos Especiais 
www.focusconcursos.com.br | 7 
Termo Classificação sintática 
as adjunto adnominal 
pessoas núcleo do sujeito 
humildes adjunto adnominal 
das zonas rurais adjunto adnominal 
têm verbo transitivo direto 
problemas objeto direto 
 
 
2. CASOS ESPECIAIS 
Neste tópico, apresentamos os casos especiais mais importantes de concordância 
verbal. 
 
2.1. Sujeito Composto 
A regra de concordância em períodos com sujeito composto é a seguinte: 
→ com sujeito composto anteposto: o verbo concorda no plural; 
→ com o sujeito composto posposto: o verbo vai para o plural ou concorda com 
o núcleo mais próximo. 
 
2.1. Anteposto 
Com sujeito composto anteposto: o verbo concorda no plural. 
A explicação é simples. Uma oração com sujeito anteposto ao verbo segue a ordem 
direta, ou seja, a ordem natural da estrutura da língua, por isso, a concordância do 
verbo também deve seguir a concordância natural da língua, que é a chamada 
concordância gramatical. A concordância gramatical diz que se houver dois núcleos 
de sujeito, o verbo obrigatoriamente vai para o plural. Observe os exemplos: 
a) O gato e a gata miaram. 
b) O professor e seu aluno chegaram. 
c) O aluno e a professora estudaram. 
 
Língua Portuguesa | 
2. Casos Especiais 
www.focusconcursos.com.br | 8 
2.2. Posposto 
Com sujeito composto posposto: o verbo vai para o plural ou concorda com o 
núcleo mais próximo, pois são permitidos dois tipos de concordância, a 
concordância gramatical e a concordância atrativa. Observe os exemplos: 
 
Concordância gramatical Concordância atrativa 
a) Miaram o gato e a gata. a) Miou o gato e a gata. 
b) Chegaram o professor e seu aluno. b) Chegou o professor e seu aluno. 
c) Estudaram o aluno e a professora. c) Estudou o aluno e a professora 
 
2.3. Ligado pelo conectivo ou 
No caso de sujeito composto ligado pelo conectivo ou, se houver exclusão, o verbo 
fica na 3ª do singular; se houver simultaneidade, o verbo vai para a 3ª do plural. 
 
Relação de exclusão (ou um ou o outro) – o verbo fica na 3ª pessoa do singular 
a) João ou José casará com Maria. 
b) Pedro ou Amanda virá me visitar. 
c) Arroz ou batata acompanha o prato principal. 
 
 
Relação de simultaneidade (ambos) – o verbo vai para a 3ª pessoa do plural 
a) Muito frio ou muito calor podem matar o bebê. 
b) Ticket refeição ou vale alimentação são aceitos. 
c) Salada ou sobremesa acompanham o prato principal. 
 
 
Perfeito?! Por hoje é só. Desejo a todos bons estudos, muita força, foco e garra ao 
longo dessa jornada. 
Um forte abraço 
Língua Portuguesa | 
2. Casos Especiais 
www.focusconcursos.com.br | 9 
 
Língua Portuguesa | 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Concordância Verbal: Casos Especiais 
 
 
 
Língua Portuguesa | 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Saudações, caros alunos! 
Neste módulo daremos continuidade ao conteúdo sobre concordância verbal. 
Trabalharemos aspectos da concordância com sujeito composto, pronomes de 
tratamento, nomes próprios, pronomes apassivadores, entre outros. Sem delongas, 
vamos ao conteúdo! 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Apresentação .................................................................................................................... 2 
Sujeito Composto .............................................................................................................. 3 
Núcleos sinônimos ou quase sinônimos ................................................................................................ 3 
Língua Portuguesa | 
Sujeito Composto 
www.focusconcursos.com.br | 3 
Sujeito Composto por Pessoas Diferentes ............................................................................................. 3 
Casos Especiais ................................................................................................................. 4 
Núcleo Coletivo Seguido de Especificação ............................................................................................. 4 
Pronome de Tratamento ...................................................................................................................... 4 
Nome Próprio Pluralizado .................................................................................................................... 5 
Com Pronome Apassivador .................................................................................................................. 5 
Concordância do Verbo Haver .............................................................................................................. 5 
Verbos que Expressam Fenômenos da Natureza no Sentido Denotativo (real) ....................................... 6 
Fazer: Indicando Tempo Transcorrido ou Clima ..................................................................................... 6 
Concordância com Locuções Verbais ..................................................................................................... 6 
 
SUJEITO COMPOSTO 
Neste tópico daremos sequência às regras de concordância com sujeito composto. 
 
Núcleos sinônimos ou quase sinônimos 
Com núcleos sinônimosou quase sinônimos: o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou 
vai para o plural. 
 
A paz e a tranquilidade comoveu o povo. 
A paz e a tranquilidade comoveram o povo. 
 
✓ Os núcleos podem ser diretamente sinônimos ou aproximados semanticamente. 
 
✓ A concordância que ocorre de modo natural, com o verbo no plural, é a chamada 
concordância gramatical (“a paz e a tranquilidade comoveram o povo”). 
 
Sujeito Composto por Pessoas Diferentes 
Com sujeito composto por pessoas diferentes: 
→ se houver 1ª pessoa: o verbo vai para a 1ª pessoa do plural. 
→ se houver 2ª e 3ª pessoas apenas: é preferível o verbo na 2ª pessoa do plural 
(vós); aceita-se, contudo, o uso da 3ª do plural, como se o sujeito fosse “vocês”. 
Língua Portuguesa | 
Casos Especiais 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
Com 1ª pessoa 
(verbo na 1ª pessoa do plural) 
Com 2ª e 3ª pessoas apenas 
(verbo na 2ª pessoa do plural) 
(verbo na 3ª pessoa do plural) 
Eu, tu e ele chegamos. 
 
Tu e ele chegastes. 
Tu e ele chegaram. 
 
CASOS ESPECIAIS 
A partir deste ponto, abordaremos outros casos especiais de concordância que 
merecem destaque. 
 
Núcleo Coletivo Seguido de Especificação 
O verbo pode concordar com o núcleo coletivo ou com a especificação (concordância 
facultativa). 
 
Com núcleo coletivo Com a especificação 
Um grupo de estudantes se aproximou. 
A maioria dos alunos passará. 
Um grupo de estudantes se aproximaram. 
A maioria dos alunos passarão. 
 
Dica: Por ser um processo facultativo, ambas formas podem ser utilizadas sem 
prejuízo gramatical ou alteração do sentido. 
 
Pronome de Tratamento 
Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo se manterá na 3ª pessoa. 
 
Sua Excelência aceita bem suas próprias limitações. 
Vossa Excelência aceita bem suas próprias limitações. 
 
Língua Portuguesa | 
Casos Especiais 
www.focusconcursos.com.br | 5 
Nome Próprio Pluralizado 
Quando o sujeito é um nome próprio pluralizado, a flexão do verbo é determinada 
pelo emprego ou pela ausência de artigo ou outro determinante. 
 
Sem emprego de artigo ou determinante Com emprego de artigo ou determinante 
Estados Unidos enfrenta uma crise 
avassaladora. 
Os Estados Unidos enfrentam uma crise 
avassaladora. 
 
Com Pronome Apassivador 
O verbo concorda normalmente com o núcleo do sujeito paciente. 
 
Iniciou-se a negociação. 
Concluíram-se as apresentações. 
 
Dica: Geralmente, os verbos transitivos diretos e os verbos bitransitivos possuem 
voz passiva; nesses casos, se funciona como partícula apassivadora. 
 
Concordância do Verbo Haver 
Empregado no sentido de existir, ocorrer ou acontecer, NÃO ADMITE pluralização. 
 
No livro, havia várias ilustrações (e não haviam). 
Durante o comício, houve protestos (e não houveram). 
 
Dica: O verbo haver, nesse sentido, é um verbo impessoal e caracteriza a famosa 
oração sem sujeito. 
 
 
Língua Portuguesa | 
Casos Especiais 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Verbos que Expressam Fenômenos da Natureza no Sentido Denotativo 
(real) 
Verbos que expressam fenômenos da natureza (ventar, lampejar, chover etc.) são 
verbos impessoais. Assim, no sentido denotativo (real), concordam na 3ª pessoa do 
singular de qualquer tempo ou modo. No sentido figurado, contudo, passam a ter um 
sujeito com o qual devem concordar. 
 
Sentido denotativo/real 
(concorda na 3ª pessoa do singular) 
Choverá muitos dias seguidos. 
Venta muito em Cascavel, cidade do Oeste do Paraná. 
Sentido figurado 
(concorda com o núcleo do sujeito) 
Choverão muitos exercícios. 
Algumas suposições ventavam na atmosfera sombria do ambiente. 
 
Fazer: Indicando Tempo Transcorrido ou Clima 
O verbo fazer, quando indica tempo e clima, deve ficar sempre no singular. 
 
Fazia dez dias que eu não te via (e não faziam). 
Fará dez dias de calor (e não farão). 
 
Concordância com Locuções Verbais 
A locução verbal é composta por um verbo principal e um verbo auxiliar. Pela lógica, 
quem manda é o verbo principal e quem obedece é o auxiliar. 
 
1º verbo 
auxiliar 
(preposição) 
2º verbo 
principal 
(conjugado) (facultativa) (forma normal) 
 
Língua Portuguesa | 
Casos Especiais 
www.focusconcursos.com.br | 7 
NOTE: o verbo auxiliar fica no singular quando o verbo principal é impessoal. 
Verbo principal impessoal Verbo principal pessoal 
Deve HAVER dúvidas. 
Vai HAVER perdas. 
Há de HAVER esperanças. 
Devem existir dúvidas. 
Vão ocorrer perdas. 
Hão de ocorrer esperanças. 
 
Observação: o verbo haver, com função de auxiliar, deve concordar com o sujeito: 
“haviam OCORRIDO problemas”; “Eles haviam FEITO coisas inexplicáveis”. 
 
 
 
Perfeito?! Por hoje é só, pessoal. Desejo a todos bons estudos, com muito afinco e 
dedicação, e muito sucesso na caminhada rumo à aprovação! 
 
 
Um abraço e até mais 
 
 
 
Língua Portuguesa | 
Casos Especiais 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Verbo Precedido dos Pronomes Relativos Que e Quem 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Concordância Verbal: Pronome Relativo e 
Outros Verbos 
Videoaula: Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Verbo Precedido dos Pronomes Relativos Que e Quem 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
Iniciamos o material de hoje falando sobre a concordância de verbos precedidos dos 
pronomes relativos que e quem para então explorarmos alguns outros verbos que 
merecem destaque na hora da prova. Com o material de estudo em mãos, vamos 
começar! 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Verbo Precedido dos Pronomes Relativos Que e Quem ...................................................... 3 
Verbo Parecer + Infinitivo .................................................................................................. 4 
Verbo Precedido de Aposto Resumitivo ............................................................................. 5 
Verbos Ter e Vir ................................................................................................................ 5 
Exercícios .......................................................................................................................... 6 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Verbo Precedido dos Pronomes Relativos Que e Quem 
www.focusconcursos.com.br | 3 
 
VERBO PRECEDIDO DOS PRONOMES RELATIVOS QUE E QUEM 
Embora os pronomes relativos que e quem possam ambos exercer a função de sujeito, 
o verbo que os sucede concorda de modo diferente para cada um. 
 
Quando o pronome relativo que exerce função de sujeito o verbo concorda com o 
elemento antecedente. Quando o pronome relativo indefinido quem exerce função de 
sujeito o verbo pode ou concordar com o elemento antecedente ou pode permanecer 
na terceira pessoa do singular. 
 
Pronome relativo (função de sujeito) Concordância Verbal 
Que concorda com o antecedente. 
Quem 
concorda com o antecedente; 
permanece na terceira pessoa do singular. 
 
Concordância com o pronome QUE: 
No exemplo “fui eu que fiz o trabalho” o pronome relativo que faz referência ao 
elemento antecedente eu. Assim, o verbo que sucede o pronome também deverá 
concordar com esse mesmo antecedente (eu fiz o trabalho). Nesse exemplo, o 
pronome que exerce a função de sujeito sintático, porém é o pronome eu que exerce 
a função de sujeito semântico, por isso o verbo concorda com ele. 
➢ eu: sujeito semântico 
➢ que: sujeito sintático 
 
Fui eu que fiz o trabalho. 
 
 
Fomos nós que fizemos o trabalho. 
 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Verbo Parecer + Infinitivo 
www.focusconcursos.com.br | 4 
Concordância com o pronome QUEM: 
O verbo que sucede o pronome relativo quem pode concordarcom o elemento 
antecedente, como em “fui eu quem fiz o trabalho”, como também pode ficar na 
terceira pessoa do singular, “fui eu quem fez o trabalho”. A concordância é facultativa 
e ambas as formas estão corretas para o padrão culto da língua. 
 
Fui eu quem fiz o trabalho. Fui eu quem fez o trabalho. 
 3ª P. S. 
 
Fomos nós quem fizemos o trabalho. Fomos nós quem fez o trabalho. 
 3ª P. S. 
 
Por mais que a segunda forma no plural, “fomos nós quem fez o trabalho”, cause 
estranheza, ela está correta. Como já vimos, o pronome relativo quem promove a 
concordância verbal com o elemento antecedente, assim como permite que o verbo 
fique na terceira pessoa do singular. 
 
VERBO PARECER + INFINITIVO 
No uso do verbo parecer seguido de verbo no infinitivo pode ocorrer uma variação de 
concordância em um dos dois verbos. A variação é permitida para um ou para o outro 
verbo, e não para os dois ao mesmo tempo. Nesse caso, ou ocorre a variação do verbo 
parecer ou ocorre a flexão do verbo principal no infinitivo. Observe os exemplos: 
 
✓ Os alunos parecem ser esforçados, ✓ As paredes pareciam estar limpas. 
✓ Os alunos parece serem esforçados. ✓ As paredes parecia estarem limpas. 
 
Naturalmente, estamos mais acostumados a utilizar a primeira forma, com a flexão do 
verbo parecer, no entanto, ambas as formas estão corretas. 
 
ATENÇÃO! Não é possível variar ambos os verbos na mesma sentença. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Verbo Precedido de Aposto Resumitivo 
www.focusconcursos.com.br | 5 
VERBO PRECEDIDO DE APOSTO RESUMITIVO 
O aposto é um termo acessório da oração. Ele é associado a outro termo e utilizado 
no intuito de otimizar a compreensão do texto, seja explicando, especificando, 
esclarecendo, detalhando, comparando ou resumindo o termo anterior. O aposto 
resumitivo, portanto, exerce a mesma função do elemento ao qual ele faz referência, 
isto é, apresenta um resumo do referente. Mesmo fazendo parte do sujeito da oração 
ele promove um caso especial de concordância verbal, a concordância será em relação 
ao aposto resumitivo. Veja o exemplo: 
 
João, Maria, José, todos eram alunos. 
 
 
Na sentença acima, “todos” é o aposto resumitivo, e por se apresentar no plural o 
verbo também fica no plural. 
 
Dinheiro, fama e glória, tudo passa. 
 
 
Nesse exemplo, o termo “tudo” resume o processo e está no singular. Assim, o verbo 
concorda com ele no singular. 
 
 
Por meio desses exemplos é possível perceber a tendência de usarmos o aposto 
resumitivo no plural quando tratamos de termos animados, e o aposto resumitivo no 
singular quando tratamos de termos inanimados. 
 
VERBOS TER E VIR 
Os verbos ter e vir, como já sabemos, recebem acento circunflexo na terceira pessoa 
do plural do presente do indicativo (têm, vêm). Observe os exemplos: 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Singular Plural 
✓ O brasileiro tem problemas. ✓ Os brasileiros têm problemas. 
✓ Ele vem de longe. ✓ Eles vêm de longe. 
 
Ora um verbo no plural não pode ser escrito da mesma forma que um verbo no 
singular, ele precisa ser diferenciado, por isso utilizamos o acento circunflexo, que é a 
marca da pluralização na língua portuguesa. Vale lembrar, contudo, que os derivados 
desses verbos (manter, conter, entreter, prover, interver), por uma regra de acentuação 
gráfica também carregam um acento na forma singular, como a oxítona terminada em 
em (mantém), por exemplo, mas trata-se de um acento agudo. Observe os exemplos: 
 
Singular Plural 
✓ Ela mantém a casa arrumada. ✓ Elas mantêm a casa arrumada. 
 
Tranquilo?! A seguir trabalharemos alguns exercícios envolvendo todo o conteúdo 
visto neste material. Vamos nessa! 
 
EXERCÍCIOS 
Questão 1. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: “Ainda não 
............... soado as oito horas da noite, quando ................. à porta: ................ três viajantes 
em busca de abrigo.” 
a) havia – bateu – era 
b) havia – bateram – era 
c) havia – bateu – eram 
d) haviam – bateram – eram 
e) haviam – bateu – eram 
 
Comentários: na primeira lacuna temos uma locução verbal cujo verbo principal é o 
verbo soar (ainda não ....... soado), portanto, sabemos que há um sujeito na oração, 
assim, o verbo auxiliar dessa locução verbal (haver) terá que concordar com o sujeito 
da oração, logo: “ainda não haviam soado as oito horas da noite”. Cabe aqui salientar 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 7 
que o verbo haver só caracteriza oração sem sujeito quando: a) está sozinho, no 
sentido de existir, ocorrer e acontecer; b) quando é o verbo principal de uma locução 
verbal. 
 
Para responder a segunda lacuna (quando ................. à porta), devemos primeiramente 
considerar que, independentemente do que sucede (um viajante ou dois ou mais 
viajantes), para cada oração existe um tipo de verbo, e, pela linha narrativa do texto o 
verbo só poderia ficar na terceira pessoa do singular, uma vez que o sujeito da oração 
é indeterminado. Basta lembrar que enquanto há alguém batendo à porta, não 
sabemos identificar quem é, trata-se de um sujeito indeterminado. Só é possível 
identificar quem bate à porta uma vez que a porta é aberta. A forma correta da oração 
é: “quando bateram à porta”. 
 
O verbo “era” na terceira lacuna (.... três viajantes em busca de abrigo) concordará com 
o número de viajantes (no plural), portanto: “eram três viajantes”. 
 
Gabarito: D 
 
Questão 2. Assim que .................. quatro horas no relógio da igreja, mais de um aluno 
................. 
a) bateu, saiu 
b) bateram, saíram 
c) baterão, sairá 
d) bateu, saíram 
e) bateram, saiu 
 
Comentários: Nesse contexto, podemos utilizar o verbo bater de duas formas: 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
 
Na segunda forma (bater 4 horas o relógio), por ser precedido de um artigo (o), 
sabemos que o termo “relógio” é na verdade o sujeito da oração. O verbo deverá 
concordar com esse sujeito: 
 
O relógio bateu 4 horas. Bateu 4 horas o relógio. 
Núcleo do S. 
 
Já na primeira forma, “bater 4 horas no relógio”, identificamos na expressão “no 
relógio” a contração da preposição em + o artigo o. Lembre-se de que o núcleo do 
sujeito não pode ser preposicionado, portanto, o termo “relógio”, nessa oração, já não 
é mais o núcleo do sujeito. Trata-se de uma outra construção. A preposição “em” 
indica a circunstância da localidade (ela é indicativa de lugar), então a expressão 
“em+o reógio (no relógio) é um adjunto adverbial de lugar. O sujeito dessa oração é, 
portanto, a expressão “4 horas”. O verbo concordará com o sujeito, logo: “bateram 4 
horas no relógio da igreja”. 
 
4 horas bateram no relógio Bateram 4 horas no relógio. 
Sujeito 
 
Por fim, o verbo da última lacuna deverá concordar com o antecedente “um aluno” 
(mais de um aluno saiu) assim como concordaria no plural caso a expressão fosse 
“menos de dois alunos” (menos de dois alunos ficaram), por exemplo. Dessa forma, a 
sentença correta é: assim que bateram quatro horas no relógio da igreja, mais de um 
aluno saiu. 
 
 Gabarito: E 
 
Bater
4 horas no relógio
4 horas o relógio
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 9 
Questão 3. .......... cinco anos que não se ...................mais estes aparelhos. 
a) Fazem, faz 
b) Faz, faz 
c) Fazem, fazem 
d) Faz, fazem 
 
Comentários: Na primeira lacuna, o verbo fazer indica tempo, portanto só pode ficar 
no singular. Na segunda lacuna, o verbo fazer indica execução, realização, portanto 
deve concordar com a expressão “estes aparelhos”. Assim: “Faz cinco anos que não se 
fazem mais estes aparelhos”. 
Quanto aos tipos de sujeitos presentes nestas orações, a primeira é uma oração sem 
sujeito, ou ainda, de sujeito inexistente ou sujeito zero.A análise da segunda oração requer bastante cuidado para não corrermos o risco de 
dizer que há ali um sujeito indeterminado, porque não há. Observe que o verbo fazer 
é precedido do pronome “se”, que foi atraído pelos termos atrativos “que” e “não”. O 
verbo fazer é um transitivo direto. 
VTD + pronome se resulta em uma partícula apassivadora, que serve para mostrar que 
existe ali um sujeito paciente. O núcleo desse sujeito é aparelhos, temos na segunda 
oração um sujeito simples de voz passiva sintética. 
 
Gabarito: D 
 
Questão 4. Identifique a opção em que não houve erro de concordância verbal: 
a) Já fazem alguns dias que não se veem. 
b) Na cidade, haviam viúvas e clérigos. 
c) As crianças da cidade tem privilégios. 
d) As luzes do castelo se mantinham acesas. 
e) A maioria da população viviam ao redor do palácio. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 10 
 
Comentário: 
Alternativa a: “Já fazem alguns dias que não se veem”. O verbo fazer indicando tempo 
ou clima obrigatoriamente fica no singular, pois caracteriza uma oração sem sujeito. 
A frase correta é “já faz alguns dias que não se veem”. 
 
Alternativa b: “Na cidade, haviam viúvas e clérigos”. O verbo haver no sentido de 
existir, ocorrer e acontecer é um verbo impessoal e caracteriza uma oração sem 
sujeito, portanto fica no singular. A frase correta é “na cidade havia viúvas e clérigos”. 
 
Alternativa c: “As crianças da cidade tem privilégios”. O verbo ter no indicativo do 
presente, quando concorda com um núcleo no plural, carrega o acento circunflexo 
como marca de pluralidade. Nesse período, “as crianças” é o sujeito, e “crianças” é o 
núcleo do sujeito. O núcleo está no plural, então automaticamente o verbo fica no 
plural. Assim: “as crianças da cidade têm privilégios”. 
 
Alternativa d: “As luzes do castelo se mantinham acesas”. O núcleo do sujeito dessa 
oração é a palavra luzes. Se o núcleo está no plural, o verbo também fica no plural. 
 
Alternativa e: “a maioria da população viviam ao redor do palácio”. Quando a 
expressão partitiva ou núcleo coletivo são especificados, o verbo pode concordar com 
o núcleo do sujeito ou com a expressão que especifica. Nesse caso, ambas expressões 
estruturalmente se apresentam no singular, logo: “a maioria da população vivia ao 
redor do palácio”. 
 
Gabarito: D 
 
Questão 5. O verbo que se mantém corretamente no singular, apesar das alterações 
propostas entre parênteses para o segmento grifado, está na frase: 
a) É o desafio do nosso tempo. (os desafios) 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 11 
b) E isso quando a própria FAO alerta ... (os especialistas da própria FAO) 
c) E que a produção precisará crescer 70% até 2050 ... (a produção de alimentos) 
d) Tudo acontece num cenário paradoxal. (Todos os problemas) 
e) Um relatório da própria FAO assegura ... (Os dados de um relatório) 
 
Comentário: Neste exercício, substituímos aquilo que está sublinhado por aquilo que 
está entre parênteses. A alternativa em que o verbo permanecer no singular é o 
gabarito. 
 
Alternativa a: É o desafio do nosso tempo. >> São os desafios no nosso tempo. 
 
Alternativa b: E isso quando a própria FAO alerta. >> E isso quando os especialistas 
da própria FAO alertam. 
 
Alternativa c: E que a produção precisará crescer 70% até 2050. >> E que a produção 
de alimentos precisará crescer 70% até 2050. 
 
Alternativa d: Tudo acontece num cenário paradoxal. >> Todos os problemas 
acontecem num cenário paradoxal. 
 
Alternativa e: Um relatório da própria FAO assegura... >> Os dados de um relatório 
da própria FAO asseguram. 
 
Gabarito: C 
 
Muito bem, meus queridos. Matamos mais um tópico e concluímos mais uma série de 
exercícios. Nos encontramos na próxima aula para mais conteúdo. Aguardo você! 
Até breve, 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 12 
 
 
 
 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Vozes Verbais 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus 
Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil. 
Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade 
Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário 
português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos 
públicos. 
Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Vozes Verbais 
www.focusconcursos.com.br | 3 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Apresentação ........................................................................................................................2 
Vozes Verbais ........................................................................................................................3 
 
 
VOZES VERBAIS 
A priori, existem três vozes verbais: 
1. VOZ ATIVA: teoricamente, o sujeito pratica ação 
❖ Pedro comeu o bolo. 
 
2. VOZ PASSIVA: teoricamente, o sujeito sofre ação. 
❖ O bolo foi comido por Pedro. 
 
3. VOZ REFLEXIVA: teoricamente, o sujeito pratica e sofre ação. 
❖ Pedro feriu-se com a faca. 
Nesta frase, quem praticou a ação de ferir foi “Pedro”, e quem sofreu por ser ferido 
foi “Pedro”, ou seja, ele feriu a si próprio, sofrendo o reflexo de sua própria ação. O 
“se” de “feriu-se” é uma partícula reflexiva. 
❖ Pedro e Joana se beijaram. 
 
A saber, no início existem três vozes ativa e passiva e a reflexiva, só que a RECÍPROCA 
veio como uma extensão da reflexiva. Na frase acima, o Pedro pratica e sofre e a Joana 
pratica e sofre a ação, sendo este, um processo mútuo, um processo simultâneo, para 
haver reciprocidade, tem que ter pelo menos dois agentes, dessa forma, o “se” do “se 
beijaram” é uma partícula recíproca. Lembrando que na reflexiva só existe um agente 
que pratica a ação e sofre o reflexo de sua ação, na recíproca, obrigatoriamente tem 
que ter dois agentes. 
Para entender melhor as vozes verbais, observe o exemplo: 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Vozes Verbais 
www.focusconcursos.com.br | 4 
Os termos ativo e passivo, surgiu em um ambiente acadêmico, o Bechara e o 
Celso Cunha ficavam se “zoando” o tempo. Os termos surgiram porque a 
conceituação que eles deram para essas vozes era toda incluída na sacanagem. 
Sendo que a voz ativa é aquela em que o sujeito pratica a ação e a voz passiva 
é aquela na qual o sujeito sofre a ação, seguindo assim, a reflexiva é aquela na 
qual o sujeito pratica e sofre a ação em si mesmo. Portanto, para transformar 
um ativo em passivo, deve-se cruzar ambos. 
 
Na frase “Pedro comeu o bolo”, se tem um sujeito, verbo transitivo direto e objeto 
direto; cabe salientar que só se consegue fazer isso com verbo transitivo direto, 
porque em cada ação tem alguém que pratica e tem alguém que sofre, isto é, para 
cada ação que o sujeito pratica, o objeto direto sofre e o alvo é o objeto indireto. Na 
hora de cruzar ativo e passivo, o objeto direto vira sujeito. 
O “Pedro” pratica a ação na ativa, o mesmo “Pedro” vai continuar praticando a ação 
na passiva, de forma que só será alterada a função sintática, porque na ativa quem 
pratica é o sujeito, e na passiva quem pratica é o agente da passiva. Na ativa, quem 
sofre é o objeto direto, no exemplo dado é o “bolo”, na hora que passa para a passiva, 
o “bolo” continua sofrendoa ação, alterando somente a função sintática, ou seja, na 
ativa quem sofre é o objeto direto, na passiva quem sofre é o sujeito paciente. 
Na frase “Pedro levou um soco”, observa-se que voz ativa é aquela em que 
TEORICAMENTE o sujeito pratica a ação, teoricamente porque não se pode ter um 
agente ou um paciente mandando na ação verbal, quem manda na ação verbal é o 
verbo, e na frase acima, o verbo “levou” está sozinho, assim como em “Pedro comeu 
o bolo”, portanto, por não pedir “ajuda” de ninguém, a frase se torna ativa. Seguindo 
esse raciocínio, o verbo da estrutura passiva é uma locução verbal, como no exemplo: 
“O bolo foi comido por Pedro.”, de forma que uma locução verbal estruturalmente é 
um verbo principal com o verbo auxiliar atrás dele, dando suporte. 
 
Para você entender melhor como funciona o verbo sozinho: 
Imagina que um casal (homem e mulher) se perdem em uma rua; se o homem 
estivesse sozinho, ele pediria ajuda à alguém, porém, ele está com a mulher e 
quer mostrar que é “o macho-alfa”, portanto, ele ficará perdido por horas mas 
não irá pedir ajuda, dando a impressão de que ele manda e ele sabe de tudo. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Vozes Verbais 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
Ao fazer o cruzamento, deve-se manter o tempo e o mesmo modo verbal. Por 
exemplo, ao dizer “Pedro comeu o bolo” está no passado, portanto, aqui é um 
pretérito perfeito do indicativo, dessa forma, na hora que passar para a voz passiva 
deve-se manter o pretérito perfeito do indicativo, mostrado pelo verbo auxiliar, por 
exemplo: “O bolo foi comido por Pedro”, o verbo está no passado completamente 
realizado. Se por um acaso a frase na voz ativa fosse no futuro: “Pedro comerá o bolo”, 
o cruzamento para a voz passiva ficaria: “O bolo será comido por Pedro.” 
 
Na voz ativa, o núcleo do sujeito jamais pode ser preposicionado, no entanto, o agente 
na voz passiva, obrigatoriamente é preposicionado, e só podem ser duas preposições, 
ou é a preposição “por”, ou é a preposição “de”, exemplo: “A terra era povoada de 
selvagens.”, “A terra era povoada por selvagens.” 
A intenção de passar da voz ativa para a passiva é minimizar o agente, já que na voz 
ativa enfatiza-se o praticante da ação/sujeito, quando se coloca na voz passiva, o 
agente é minimizado. 
Na frase “O bolo foi comido por Pedro”, só tem a preposição “por” porque na frase 
“Pedro comeu o bolo” não tem o artigo antes de Pedro, pois a preposição “por” mais 
o artigo “O”, acarretaria a contração “pelo”: “O Pedro comeu o bolo/O bolo foi comido 
pelo Predo” 
Quando se tem um verbo na voz ativa, passa-se a ter dois verbos na voz passiva. 
Percebe-se que a estrutura da locução verbal da voz passiva, e a seguinte: o verbo 
principal no particípio, com a terminação em “ado” e “ido” – verbo auxiliar (ser). 
Quando na ativa tem dois verbos, na passiva passa a ter três verbos: 
❖ Antônio tem comprado o pão sempre. 
Nesta frase, é Antônio que está praticando a ação, portanto, a voz é ativa e, para 
transformar em uma voz passiva, observa-se a estrutura: "Antônio” é o sujeito, “tem 
comprado” é um composto em que o verbo principal é o verbo “comprar”, que é um 
verbo transitivo direto, “o pão” é um objeto direto e “sempre” vai ser um adjunto 
adverbial de tempo, dessa maneira, fica: 
❖ O pão tem sido comprado por Antônio sempre. 
Se for passar da ativa para passiva, primeiro deve-se preocupar com o objeto direto, 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Vozes Verbais 
www.focusconcursos.com.br | 6 
pois a base linguística é: sujeito, verbo e complemento. Então, qualquer frase seja na 
voz ativa ou na voz passiva, teoricamente de forma natural, começa pelo sujeito, dessa 
forma, o “pão” que era objeto direto, passa para a voz passiva como um sujeito 
paciente. A estrutura verbal da frase continua tendo a essência transitiva direta, que 
na voz ativa pede objeto direto, mas na passiva vai trabalhar com um sujeito paciente. 
“por Antônio” é o cara que está praticando a ação de comprar o pão, portanto, na 
ativa ele era o sujeito, e na passiva ele é o agente, ainda, o “sempre” continua sendo 
um adjunto adverbial de tempo. 
 
Foi aprendido que dá para passar de voz ativa para passiva com o verbo transitivo 
direto ou com o verbo transitivo direto e indireto, mas isso por conta do direto: 
❖ João deu flores para Maria hoje. 
“João” é notoriamente o sujeito, o verbo “dar” é o chamado verbo bitransitivo, ou seja, 
um verbo transitivo direto e indireto, que vai obrigatoriamente pedir dois 
comprimentos, um sem preposição (objeto direto: flores) e outro com preposição 
(objeto indireto: para Maria), seguindo isso, o “hoje” é uma mera circunstância de 
tempo, isto é, um adjunto adverbial de tempo. Para passar para a voz passiva, 
preocupa-se comente com quem pratica (João) e com quem sofre (flores), fazendo a 
alteração verbal: 
❖ Flores foram dadas por João para Maria hoje. 
Neste momento, “flores” passa a ser sujeito paciente, “foram dadas” é uma locução 
verbal em que o verbo principal é o verbo no particípio e o auxiliar é o verbo “ser”; se 
mantêm a estrutura transitiva direta, que trabalha com o sujeito paciente, “por João” 
vai ser um agente da passiva, “para Maria, vai continuar sendo um objeto indireto e o 
“hoje” vai continuar sendo um adjunto adverbial de tempo. 
 
 
Meus amores, beijão, idem em paz e que o Senhor sempre vos acompanhe! 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Voz Ativa e Voz Passiva 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus 
Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil. 
Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade 
Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário 
português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos 
públicos. 
Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Passagem da voz ativa para a passiva 
www.focusconcursos.com.br | 3 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Apresentação .................................................................................................................... 2 
Passagem da voz ativa para a passiva .............................................................................. 3 
Vozes verbais .................................................................................................................... 7 
Pretérito Imperfeito ............................................................................................................................. 7 
Questões ........................................................................................................................... 9 
Questão 1) ........................................................................................................................................... 9 
Questão 2) ........................................................................................................................................... 9 
Questão 3) ......................................................................................................................................... 10 
Questão 4) ......................................................................................................................................... 11 
Questão 5) .........................................................................................................................................12 
Questão 6) ......................................................................................................................................... 12 
Questão 7) ......................................................................................................................................... 13 
Questão 8) ......................................................................................................................................... 13 
Questão 9) ......................................................................................................................................... 14 
Questão 10) ....................................................................................................................................... 14 
 
 
PASSAGEM DA VOZ ATIVA PARA A PASSIVA 
Reparei que nas provas de concurso uma das coisas mais cobradas é a passagem da 
voz passiva para a voz ativa e vice e versa. Assim, a partir deste momento quero 
construir com você as estruturas dessas vozes para que fique tudo claro e muito nítido 
para o dia da prova. Observe como são estruturadas a voz ativa e a voz passiva. 
 
Voz Ativa Sujeito + VTD + OD 
 VTDI 
Voz Passiva 
Sujeito 
paciente 
+ Locução verbal + 
Agente da 
passiva 
 
 
Na primeira estrutura, voz ativa, temos o primeiro sujeito que pratica a ação, seguido 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Passagem da voz ativa para a passiva 
www.focusconcursos.com.br | 4 
de verbo, que pode ser transitivo ou intransitivo, direto e indireto, seguido de objeto. 
Na segunda estrutura, voz passiva, temos primeiro o sujeito paciente, seguido de 
locução verbal e do agente da passiva. Observe no quadro acima que para transformar 
uma estrutura ativa em passiva é necessário que o OD da primeira tome o lugar de 
sujeito paciente da segunda. Agora, caso seja necessário transformar a estrutura 
passiva em ativa, é o agente da passiva na estrutura passiva que toma o lugar do 
sujeito na voz ativa. Esse conteúdo cai muito em provas, primeiro pelo fato se ser 
possível a passagem da voz ativa para a passiva e vice e versa, e, segundo, porque ela 
possui uma divisão primária, Isto é, voz passiva sintética, que é menor e composta 
de verbo + pronome ser, e a voz passiva analítica, que é maior e composta de uma 
locução verbal. 
 
 
 
A locução verbal na voz passiva analítica será composta por um verbo auxiliar e um 
verbo principal no particípio terminado em ado/ido. Quanto a voz passiva sintética, é 
composta de verbo (VTD e VTDI) seguida da partícula apassivadora – PA – que é o 
pronome “se”, seguida do sujeito paciente. 
 
É importante lembrar que essa construção passiva só ocorre com VTD e VTDI. Outras 
construções com VTI, VI, VL e VTD+OD prer. seguidos do pronome “se” se tratam de 
uma estrutura de indeterminação, que pode ser chamada de PIS. Elas não têm nada a 
ver com voz passiva, mas sim, com sujeito indeterminado. Isto é, o pronome “se” 
nessas estruturas remete à partícula de indeterminação do sujeito e o verbo deve 
permanecer na terceira pessoa do singular, diferente do que ocorre na voz passiva, 
com o verbo no particípio. 
 
VTD 
VTDI 
 
Concorda com 
o núcleo do sujeito 
+SE (PA) SUJEITO PACIENTE 
Voz passiva
Analítica Locução Verbal
Auxiliar + Principal 
particípio 
(ado/ido)
Sintética Verbo + se
VTD/VTDI + PA+ 
Sujeito paciente
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Passagem da voz ativa para a passiva 
www.focusconcursos.com.br | 5 
VTI 
VI 
VL 
VTD + OD prep.. 
3º P.S. + SE (PIS) SUJEITO INDETERMINADO 
 
 
Vamos fazer alguns exercícios para melhor compreender e fixar o conteúdo?! 
Observe as seguintes frases: 
1) Aluga-se apartamento. 
2) Vive-se bem com Deus. 
3) Comeu-se o bolo. 
4) Comeu-se do bolo. 
 
Quanto à transitividade do verbo na primeira frase, sabemos que quem aluga, aluga 
alguma coisa, logo, VTD, portanto seguido de uma partícula apassivadora (PA). Assim, 
temos que “apartamento” é o sujeito da oração. Detalhe, se a apalavra apartamento 
estivesse no plural “apartamentos” deveríamos manter a concordância com o sujeito 
como em “alugam-se apartamentos”. 
 
Na segunda frase temos um VI, portanto, a partícula que o segue é uma partícula de 
indeterminação do sujeito (PIS), seguida dos elementos atrelados ao VI, que são os 
adjuntos adverbiais de modo e de companhia, respectivamente. Na terceira frase 
temos um VTI e a partícula que o segue é uma PA. “Bolo” é o sujeito. Na quarta frase 
temos um VTD, então, teoricamente o pronome deveria ser uma partícula 
apassivadora, no entanto, perceba que o núcleo do sujeito está preposicionado. E, na 
verdade, não é possível que o núcleo do sujeito seja preposicionado. Isto significa que 
aquele item não é um sujeito, logo, a partícula apassivadora não pode ser um PA. Se 
não for um PA, será um PIS, então trata-se de um OD prep. 
 
 VTD PA Sujeito 
1) Aluga(m)-se apartamento(s) 
 VI PIS A.Adv modo A.adv de companhia 
2) Vive-se bem com Deus 
 VTD PA Sujeito 
3) Comeu-se o bolo 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Passagem da voz ativa para a passiva 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 VTD PIS OD prep. 
4) Comeu-se do bolo 
 
 
Vamos ampliar um pouco as questões. Na oração “necessita-se de atendente”, 
saberíamos não se tratar de voz passiva dado que o núcleo do sujeito não pode ser 
preposicionado. Além disso, nesse exemplo a preposição ocorre por conta da regência 
do verbo “necessitar”, pois quem necessita, necessita de alguma coisa. Concluímos, 
assim, que o verbo “necessitar” se trata de um verbo transitivo indireto, portanto o 
pronome “se” é uma partícula de indeterminação do sujeito. Assim o que vem depois 
não pode ser sujeito e automaticamente o verbo fica na terceira pessoa do singular. 
Para classificar o que vem em seguida, basta saber que aquele verbo se trata de um 
VTI, isto é, pede um objeto indireto. 
 
Verbo 3ºP.S. PIS 
 
 OI 
Necessita-se de atendente. 
 
 
Agora, a banca pode, por exemplo, pegar essa construção e dizer que o verbo se 
encontra no singular para concordar com o termo “atendente”, que se apresenta no 
singular. Mas isto estaria incorreto. Seria correto unicamente se no lugar de objeto 
indireto tivéssemos um sujeito, mas nesta construção temos um objeto indireto. 
Objeto não concorda com verbo, ele apenas completa o verbo. Pois bem, a banca 
pode ainda destacar a palavra “atendente”, e dizer que a pluralização do termo 
destacado automaticamente acarretaria na pluralização da estrutura verbal. A questão 
estaria errada, novamente porque o objeto não concorda com o verbo. 
 
Ainda, a banca poderia então colocar a seguinte frase “Vendem-se casas em Cascavel.” 
Nesta frase temos um verbo transitivo direto seguido do pronome “se” como partícula 
apassivadora. E se há uma partícula apassivadora o sujeito é um sujeito paciente. 
Seguindo o raciocínio, “em Cascavel” vai ser um adjunto adverbial de lugar. Agora, 
imagina se a banca destacasse o termo “casa” e dissesse que pluralização do termo 
destacado acarretaria automaticamente na pluralização da estrutura verbal. A questão 
estaria correta. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Vozes verbais 
www.focusconcursos.com.br | 7 
Se além disso, a banca dissesse que a frase “Vendem-se casas em Cascavel” poderia 
ser reescrita da seguinte forma: “casas são vendidas em Cascavel.”, a reescritura não 
apresentaria prejuízo gramatical, uma vez que são ambas corretas de acordo com o 
padrão culto da língua, e também não acarretaria em prejuízo de sentido, pois a ideia 
de passividade do sujeito foi mantida. Permanece como uma estrutura passiva, apenas 
alternada de sintética para analítica, ou seja, de uma estrutura menor para uma maior. 
 
VTD PA Sujeito A. adv. de lugar 
Vende-se casasem Cascavel 
 
Sujeito VTD A. adv. de lugar 
Casas São vendidas em Cascavel 
 
 
VOZES VERBAIS 
Agora gostaria de trabalhar alguns conceitos importantes relacionadas à questão das 
vozes verbais. O pretérito imperfeito do indicativo e o pretérito do presente são 
assuntos que mais caem nas provas, o primeiro é fácil, mas o segundo, o pretérito 
imperfeito do indicativo, não é tão fácil assim. Nesse sentido, pretendo trabalhar um 
pouquinho com este último. 
 
Pretérito Imperfeito 
Vamos seguir o raciocínio trabalhando as três conjugações verbais e outros dois 
verbos irregulares, que são os verbos “pôr”, “ter”, “vir” e “ser”. Tome nota do seguinte 
esquema. 
 
 Conjugação Desinência modo temporal 
1º AR VA 
2º ER IA 
3º IR IA 
4º PÔR, TER, VIR NHA 
5º SER ERA 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Vozes verbais 
www.focusconcursos.com.br | 8 
A desinência modo temporal -VA apresenta um verbo no pretérito imperfeito do 
indicativo com verbos de primeira conjugação (terminados em ar) como em cantar, 
pular, nadar. Os verbos de segunda conjugação são apresentados pela desinência 
verbal -IA, como corria, sofria, comia. A desinência modo temporal da terceira 
conjugação é -IA, como em partia, sorrira, dormia. Agora, para os verbos irregulares 
“por, ter, vir” a desinência modo temporal será -NHA, funcionando na prática do 
seguinte modo: por=punha, ter=tinha, vir=vinha. Não somente com esses verbos, mas 
também com seus derivados: pôr-compor-compunha, ter-manter-mantinha, vir-
prover-provinha, entre outros. Em seguida, o verbo irregular “ser” tem a desinência 
modo temporal “ERA”. 
 
Uma dica essencial para se dar bem é que você domine as desinências desses verbos 
irregulares para não se perder com as desinências dos seus derivados. Tenha em mãos 
uma boa gramática, ou encontre alguma gramática virtual. Existem muitas excelentes 
como a Gramática do Fernando Pestana, A gramática da Maria Augusta, a gramática 
do Rodrigo Bezerra, entre outras. Ou mesmo procure alguma para consultar online 
como, por exemplo, o site gratuito “https://conjuga-me.net”. Tem muita coisa boa por 
aí, por isso se arme de conhecimento, sem desculpas. Como complemento, deixei 
preparado para vocês uma sequência de tempos e modos verbais da ativa que são 
mantidos na passiva. 
 
Os tempos e modos verbais das ativas permanecem na passiva 
 
INDICATIVO Compra- é comprado/ Comprou – foi comprado/ Comprava- era comprado/ 
Comprará – será comprado/ Compraria – seria comprado. 
SUBJUNTIVO Compre- seja comprado/ Comprasse – fosse comprado/ Comprar – for 
comprado 
LOCUÇÕES VERBAIS: Tenho comprado- tem sido comprado/ tinha comprado – tinha sido 
comprado/ deve comprar- dever ser comprado/ estou comprando – está 
sendo comprado 
 
 
Agora vamos a melhor parte, na qual testamos nosso conhecimento e colocamos em 
prático toda a teoria. Preparei uma série de exercícios para você se deliciar com a 
língua portuguesa. Mãos à obra! 
 
https://conjuga-me.net/
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questões 
www.focusconcursos.com.br | 9 
QUESTÕES 
Questão 1) ... ela nunca alcançava a musa. Transpondo-se a frase para a voz passiva, 
a forma verbal resultante será: 
a) Foi alcançada. 
b) Fora alcançada. 
c) Seria alcançada. 
d) Era alcançada. 
 
Comentários: 
Na frase, o sujeito é “ela”, o verbo “alcançava”, e o objeto direto é a “musa”, e “nunca” 
é um adjunto adverbial de negação. Isto posto, para responder a questão devemos 
nos preocupar com quem pratica (SUJEITO) a ação e quem sofre (OD), e o interessante 
é que a questão sequer pede para que a oração seja passada para a voz passiva. Ela 
quer apenas saber a forma verbal resultante da voz passiva. Então só precisamos nos 
preocupar como objeto. 
 
Observando o verbo na sentença vemos que se trata de um verbo no pretérito 
imperfeito do indicativo com desinência modo temporal “va” – “alcançava”. Assim, 
dentre as opções só podemos marcar aquela locução verbal que está no pretérito 
imperfeito do indicativo, e quem vai indicar isso é o auxiliar. A alternativa letra a) “foi 
alcançada” – está no pretérito perfeito, ou seja, trata de um passado completamente 
realizado, portanto não serve. A letra b) “fora alcançada” – está no pretérito mais que 
perfeito, ou seja, o tempo verbal no passado que indica outro anterior, também no 
passado. A letra c) “Seria alcançado” – está no futuro do pretérito. A letra d) “era 
alcançada” – é pretérito imperfeito do indicativo e gabarito da nossa questão. 
Gabarito: D 
 
 
Questão 2) E assim, num impulso, lança a primeira pincelada... Transpondo-se a frase 
acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será: 
a) Foi lançada. 
b) É lançada. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questões 
www.focusconcursos.com.br | 10 
c) Fora lançada. 
d) Lançaram-se 
e) Era lançada. 
 
 Comentários: 
O verbo lançar é transitivo direto, pois quem lança, lança alguma coisa; e a “primeira 
pincelada” é o objeto direto. Então, se queremos passar a estrutura pra a voz passiva, 
temos que nos preocupar primeiro com o objeto direto, que é quem vai ficar no lugar 
do sujeito da passiva. Como o verbo “lança” em “lança a primeira pincelada” está no 
presente, a frase na passiva deverá ser: “A primeira pincelada é lançada”. 
Gabarito: B 
 
 
Questão 3) A carta, essa personagem central dos últimos séculos, foi solapada pelo 
e-mail... A frase acima está corretamente transposta para a voz ativa em: 
a) A carta, essa personagem central dos últimos séculos, solapa o e-mail. 
b) O e-mail, essa personagem central dos últimos séculos, a carta solapou-o. 
c) O e-mail solapou a carta, essa personagem central dos últimos séculos. 
d) O e-mail solapara essa personagem central dos últimos séculos, a carta. 
e) A carta, essa personagem central dos últimos séculos, solaparia o e-mail. 
 
Comentários: 
Quando passamos uma frase da voz passiva para a voz ativa devemos em primeiro 
lugar observar o agente da passiva, que neste caso é o “e-mail”, porque a “carta” é o 
sujeito paciente. A estrutura que está entre vírgulas “essa personagem central dos 
últimos séculos” serve como aposto explicativo de “a carta”. Detalhe, por ser um 
aposto explicativo, é como se fosse parte do sujeito. Assim, “foi solapada” é uma 
locução verbal em que o verbo principal é um verbo no particípio, com a terminação 
ado/ido, e o verbo “solapar” é um verbo de origem. O verbo auxiliar é o verbo “ser”, 
que está no passado, e indica um passado completamente realizado, portanto, 
pretérito perfeito do indicativo. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questões 
www.focusconcursos.com.br | 11 
 
Agora vamos transformar a frase em voz ativa. O agente da passiva “e-mail” será 
transformado em sujeito, e de “pelo”, que resulta da contração da partícula por + o 
artigo o, manteremos apenas o artigo o, “o e-mail”. A locução verbal “foi solapada” 
será transformada em verbo. Se colocamos o verbo “solapar” no pretérito imperfeito 
o resultado será “e e-mail solapou”. Quanto o aposto explicativo, ele continuará sendo 
um aposto explicativo do elemento que sofre a ação, portanto: “O e-mail solapou a 
carta, essa personagem central dos últimos séculos. 
Sujeito VTD OD Aposto explicativo 
O e-mail solapou a carta, essa personagem central dos últimos séculos. 
 
Gabarito: C 
 
 
Questão 4) As advertências do DECEA foram feitas à Secretaria de Orçamento 
Federal do Ministério do Planejamento, na oportunidade em que foram solicitadas 
verbas para “operação, manutenção, desenvolvimento e modernização do Sistema de 
Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB)”. A substituição da expressão “foram 
solicitadas” por se solicitaram prejudica a correção gramatical do período. 
 
Comentários: 
A alteração de “foram solicitadas” por “se solicitaram” trata-se apenas de uma 
alteração de voz passiva analíticapara voz passiva sintética, então está correto, não 
haverá prejuízo gramatical algum. 
 
“... na oportunidade em que foram solicitadas verbas para operação...” 
“... na oportunidade em que se solicitaram verbas para operação...” 
 
Gabarito: Falsa 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questões 
www.focusconcursos.com.br | 12 
 
Questão 5) A partir da elaboração de relatórios como Justiça em Números, o CNJ 
pôde, por exemplo, criar metas para desatar os nós da justiça brasileira. Uma delas, de 
2009, previa o julgamento de todos os processos distribuídos antes de 2006. 
Identificaram-se 4,5 milhões de casos; 90% já foram julgados. Em relação às 
informações e estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem. 
Prejudica-se a correção gramatical do texto ao substituir, “identificaram-se” por foram 
identificados. 
 
Comentários: 
A questão expõe que se identificaram quase 4,5 milhões de casos. Podemos observar 
que se trata de um verbo transitivo direto seguido da partícula apassivadora “-se”. 
Desse modo, o que a questão quer dizer com a substituição da expressão 
“identificaram-se” por “foram identificados” é apenas que a frase será transformada 
de passiva sintética para passiva analítica. Portanto, continuará correta, sem prejuízo 
algum à correção gramatical. 
Gabarito: Falsa 
 
 
Questão 6) Assisti a uma eleição que aqui se fez em fins de novembro. Caso a 
expressão “aqui se fez” seja substituída por aqui foi feita, prejudica-se a correção 
gramatical do período. 
 
Comentários: 
Esta frase também está certa, porque o que se fez foi a eleição, assim, substituir a 
expressão por “aqui foi feita” não traz prejuízo alguma para correção gramatical do 
período, portanto a questão está errada em dizer o contrário. 
Gabarito: Falsa 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questões 
www.focusconcursos.com.br | 13 
Questão 7) “... o indivíduo exerce livremente sua atividade”. Transpondo a frase para 
a voz passiva, obtém-se a forma verbal 
a) Exercerá. 
b) É exercida. 
c) Pode exercer. 
d) Terá exercido. 
e) Terá como exercer. 
 
Comentários: 
O “indivíduo” é o sujeito, “exerce” é um verbo transitivo direto, “livremente” é um 
adjunto adverbial, e “sua atividade” é o objeto direto. Parar transpor para a voz passiva, 
o objeto direto deverá se tornar o sujeito paciente da frase, e o verbo “sua atividade”, 
que está no presente, em locução verbal, assim ficará “sua atividade é exercida”. 
Gabarito: B 
 
Questão 8) ... o etanol reduz em mais de 80% a emissão de gases do efeito estufa. 
Transpondo se a frase acima para voz passiva, a forma verbal passará a ser 
corretamente: 
a) É reduzida. 
b) Foi reduzido 
c) Tinha reduzido 
d) Serão reduzidos 
e) Vinha sendo reduzida. 
 
Comentários: 
Nesta questão, o etanol (sujeito) reduz (verbo) “80% da emissão de gases efeito estufa 
(estrutura adverbial). Aqui, o núcleo é “a emissão “, o verbo “reduz” está no presente, 
portanto, “a emissão é reduzida”. 
Gabarito: A 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questões 
www.focusconcursos.com.br | 14 
 
Questão 9) ... mas exige em troca um punhado de moedas de ouro. Transpondo-se 
a frase para a voz passiva, a forma verbal resultante será: 
a) São exigidos. 
b) É exigida. 
c) É exigido 
d) Foi exigido 
e) Foram exigidas. 
 
Comentários: 
O que ele exige é um punhado (núcleo) de moedas de ouro, e o verbo “exigir” está no 
presente, logo, um punhado é exigido. 
Gabarito: C 
 
Questão 10) Amanhã serão definidos os nomes do presidente da República e dos 
governadores de alguns estados. A substituição da expressão “serão definidos” por 
definir-se-ão garante a correção gramatical do período. 
 
Comentários: 
A questão está dizendo que o período ficaria “amanhã definir-se-ão”, no entanto essa 
estrutura está incorreta. Embora esteja no futuro e seja permitida a mesóclise nesse 
caso, a palavra “amanhã” é uma palavra atrativa, assim, seria possível fazer o uso da 
mesóclise unicamente com a adição de uma virgula após o termo amanhã: “amanhã, 
definir-se-ão”. Como não é o caso, a questão está errada. O correto seria “amanhã se 
definirão”. 
Gabarito: Falsa 
 
 
Bom, chegamos ao fim de mais uma aula. Foi muito conteúdo e com esse tanto de 
exercícios para exemplificá-lo, tenho certeza que você não vai errar na prova. Não 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questões 
www.focusconcursos.com.br | 15 
deixe de revisar, copiar e estruturar todo o material na sua mente, de forma que ali 
permaneça. 
 
 
Fiquem em paz e até uma próxima. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Conjunções coordenativas 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus 
Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil. 
Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade 
Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário 
português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos 
públicos. 
Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções coordenativas 
www.focusconcursos.com.br | 3 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Apresentação .................................................................................................................... 2 
Conjunções coordenativas ................................................................................................. 3 
Conectivos ........................................................................................................................ 3 
A diferença entre conjunções e preposições ...................................................................... 4 
Conjunções e relações sintáticas. ...................................................................................... 5 
Exemplos de conjunções coordenativas ............................................................................. 7 
Observação 1: Polissemia da conjunção ............................................................................ 9 
Classificando as orações coordenadas destacadas .......................................................... 10 
Questão 01 ..................................................................................................................... 12 
Questão 02 ..................................................................................................................... 13 
Questão 03 ..................................................................................................................... 14 
Questão 04 ..................................................................................................................... 14 
Questão 05 ..................................................................................................................... 15 
 
 
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS 
São aditivas, adversativas, alternativas, explicativas e conclusivas semanticamente 
indicam através do nome. As aditivas indicam adição, uma soma ou um acréscimo, as 
adversativas indicam a diversidade, contraste e oposição, as alternativas indicam a 
alternância e escolha, explicativas indicam uma explicação e conclusiva indicando uma 
conclusão. 
Algumas são mais fáceis para identificar por exemplo, porém = adversativa, ou = 
alternativa. 
 
CONECTIVOS 
 Chamamos de conectivos termos que não tem função sintática, como asconjunções 
e preposições, os quais servem para ligar termos de uma oração, orações de uma 
frase, ou frases de um texto. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
A diferença entre conjunções e preposições 
www.focusconcursos.com.br | 4 
De fato, a conjunção e a preposição não exercem função sintática, mas englobam 
termos que possuem funções sintáticas. 
 
A DIFERENÇA ENTRE CONJUNÇÕES E PREPOSIÇÕES 
Para diferenciar conjunções de preposições é importante destacar que as conjunções 
ligam funções de mesma função e a preposição liga elementos de diferentes funções, 
entretanto a uma exceção que a preposição liga um elemento de mesma função. Na 
expressão frente a frente há a expressão adverbial modal o “a” é uma preposição que 
liga elementos de mesma relevância, mas na grande maioria irá ligar elementos de 
funções diferentes. 
 
Comi bolo de chocolate. 
 
Quando é colocado “Comi bolo de chocolate” eu comi quantas coisas? É uma coisa, 
“Comi” é um verbo transitivo direto e o “bolo de chocolate” é um objeto direto, sendo 
o núcleo deste objeto direto “bolo” o “de” serve para ligar o núcleo do objeto direto 
ao núcleo do adjunto adnominal. Afinal foi comido um bolo que é de chocolate, então 
“de chocolate” está caracterizando o bolo, sendo uma locução adjetiva para mostrar 
que o bolo é de chocolate e não de cenoura. São duas funções sintáticas diferentes, 
as duas são nucleares, mas uma é núcleo do objeto direto e a outra é núcleo do 
adjunto adnominal que está inserido dentro desse objeto direto. 
 
Comi bolo e chocolate. 
 
Se come duas coisas o verbo “comi” é transitivo direto, o “bolo e chocolate” é objeto 
direto e o “e” está ligando dois núcleos do objeto direto. Por isso há o hábito de dizer 
que a preposição liga elementos de funções diferentes e que a conjunção liga 
elementos de funções idênticas. 
 
Maria e João casaram-se. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções e relações sintáticas. 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
Quem se casou foi Maria e João, “Maria e João” é o sujeito, os núcleos desse sujeito é 
“Maria” “João” o “e” liga os dois núcleos, por isso o “e” é uma conjunção de ligação 
de elementos de mesma função sintática. 
 
Estudei e fui à praia. 
 
Este “e” está ligando duas orações, sendo uma conjunção. 
A preposição liga qualquer palavra não necessariamente palavras de funções sintáticas 
diferentes na maioria das vezes funciona assim, já a conjunção liga orações e palavras 
obrigatoriamente de mesma função sintática. 
 
CONJUNÇÕES E RELAÇÕES SINTÁTICAS. 
 
a) Coordenação e Subordinação 
 
Estudei, mas não fiz boa prova. 
 
O “mas” é uma conjunção adversativa é coordenada, a coordenada possui uma 
estrutura fixa, isso significa que primeiro terá a oração coordenada assindética o 
“estudei” e o restante será a oração coordenada sindética no caso foi a adversativa. 
Não se pode colocar “mas não fiz boa prova, estudei” não, ficará estranho, por isso 
essa estrutura é fixa e não dá para fazer a troca. 
 
Embora tenha estudado, não fiz boa prova. 
 
Começou com uma conjunção, é um indício de que é subordinada, pois a subordinada 
possui uma estrutura móvel e é possível fazer perguntas. O “embora” é uma conjunção 
subordinativa adverbial concessiva, o “Embora tenha estudado” é uma oração 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções e relações sintáticas. 
www.focusconcursos.com.br | 6 
subordinada adverbial concessiva, sendo o “não fiz boa prova” a oração principal. 
 
Choveu, porque chegou frente fria. 
 
Existe uma relação de causa e consequência, o “choveu” será a oração principal e o 
“porque” será causal, observando que o “porque chegou frente fria” será uma oração 
subordinada adverbial causal. 
 
Não saia de casa, pois está chovendo. 
 
“não saia” tem um teor imperativo, logo para justificar algo, sendo assim o “pois” 
explicativo, o “não saia de casa” é oração coordenada assindética e o “pois está 
chovendo” será uma oração coordenada sindética explicativa. Repare que toda vez 
que temos subordinadas se pode fazer permuta, pois não são coordenadas, 
lembrando que as coordenadas são fixas. 
 
b) Correlação 
 
Não só estudei, mas também fiz boa prova. 
 
Correlação são pares, o par que há nessa frase é “não só” “mas também” para indicar 
que no “mas também” há uma estrutura aditiva sendo a virgula da frase facultativa, 
mas essa virgula mostra que o “mas” não pode ser considerado uma aditiva 
simplesmente do nada, tem que haver correlação e se existe essa relação do valor da 
soma. 
 
Comi tanto que passei mal. 
 
Existe a relação com o intensificador ante “que” podendo ser a palavra tanto, tal, qual 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exemplos de conjunções coordenativas 
www.focusconcursos.com.br | 7 
ou tamanho. Neste momento há a relação de causa e consequência. A causa ficará do 
lado do intensificador “comi tanto” e a consequência ficará do lado “que passei mal”. 
 
Maria é mais alta do que João 
 
O “do” é facultativo, pois se pode dizer “Maria é mais alta que João” 
 
EXEMPLOS DE CONJUNÇÕES COORDENATIVAS 
A) 
Almocei e saí. 
Não almocei nem saí. 
 
Tanto o “e” e o “nem” indicam soma, estamos diante das aditivas. 
 
B) 
Choveu, mas eu fui à praia. 
Fiz dieta, porém não emagreci. 
 
O “mas” e o “porém” são adversativas. 
 
C) 
Choveu, logo fiquei em casa. 
Estudou muito, então foi aprovado. 
 
O “logo” e o “então” denotam a ideia de conclusiva. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exemplos de conjunções coordenativas 
www.focusconcursos.com.br | 8 
D) 
Fique em casa, pois já começou a chuva. 
Não fume, que faz mal à saúde. 
 
 
São modos imperativos “fique em casa” e “não fume”, se há modos imperativos 
é preciso justificar explicando, sendo o “pois” e o “que” explicativas. 
 
E) 
Venha agora ou perderá a vez 
Ora chora, ora ri. 
 
O “ou” e “ora”, são alternativas. 
 
 
 
É interessante salientar quando se tem alternativas, você terá uma 
relação de escolha, podendo a pessoa escolher entre ir ou não. 
Entretanto depois há os pares “ou, ou” “ora, ora” “quer, quer” “seja, 
seja” “já,já” de vez em quando o avaliador brinca com isso se utilizar 
“ora chora ou ri” é uma pegadinha, pois não se pode misturar, são 
pares. 
 
 
 
Quando se trabalha com uma conjunção coordenativa há o costume que a estrutura 
fixa tenha coordenada, sendo primeira a oração coordenada assindética, uma vírgula 
e a conjunção coordenativa sindética. Quando se trabalha esses pares das conjunções 
alternativas se tem duas orações coordenadas sindéticas alternativas não existindo 
uma margem. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Observação 1: Polissemia da conjunção 
www.focusconcursos.com.br | 9 
OBSERVAÇÃO 1: POLISSEMIA DA CONJUNÇÃO 
 
Estudei e foi à praia 
 
O “e” indica soma, indicando soma não há virgula. 
 
Estudei e não fiz boa prova. 
 
Este “e” indica oposição, entrando uma virgula obrigatória na frase “estudei, e não fiz 
boa prova.” 
 
Siga este conselho e terá sucesso. 
 
Há um modo imperativo logo em seguida há uma explicação que é indicado no “e, 
entrando uma virgula obrigatória na frase “siga este conselho, e terá sucesso. 
 
Precisava de ajuda; telefonou-me, pois. 
 
Observe que esta depois do verbo da oração o “pois” da qual ele faz parte no final, 
sendo conclusivo. 
 
Trocou o xampu, pois o cabelo estava seco. 
 
Toda causa é uma explicação a diferença é que a explicação possui essência imperativa 
se a frase fosse “troque o xampu, pois o cabelo está seco” seria um “pois” explicativo, 
mas esse “pois” é causal há uma relação de causa e consequência, sendo a causa o 
cabelo estar seco e a consequência trocar o xampu. A conjunção é causal, mas 
subjacente existe um valor explicativo. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Classificando as orações coordenadas destacadas 
www.focusconcursos.com.br | 10 
 
Trabalho que trabalho nesta empresa! 
 
Este “que”funciona como se fosse um “e” funcionando como soma, indica um aditivo. 
 
Ligue o ventilador que está calor. 
 
“Ligue o ventilador” modo imperativo, este “que” será explicativo. 
 
O “pois” ele pode ter algumas classificações, sendo explicativas, conclusivas e existe a 
possibilidade de ser causal o qual que se confunde com o explicativo. A diferença é 
que no explicativo há uma essência imperativa e no causal não. Ocasionando a uma 
relação de causa e consequência, por exemplo quando há uma ordem o pois 
explicativo, quando não possui ordem é causal. Quando se diz “não vou à praia, pois 
está chovendo” não tem ordem, então este “pois” é causal agora na frase “não vá à 
praia, pois está chovendo” o pois é explicativo, uma diferença significativa entre o pois 
explicativo e o conclusivo é que o explicativo vem antes do verbo colocando a virgula 
e depois o “pois”. No conclusivo vem depois do verbo ou entre virgulas, geralmente 
no final da estrutura para mostrar que está depois do verbo, o que acaba acontecendo 
com o “pois” conclusivo é que ele é deslocado e deve ser destacado com virgula. 
Normalmente vem a primeira oração, virgula, a conjunção e a oração da qual essa 
conjunção faz parte. 
 
CLASSIFICANDO AS ORAÇÕES COORDENADAS DESTACADAS 
 
Vamos comer, Tiago Nunes, que estou morrendo de fome. 
 
Vamos comer é um modo imperativo, requer uma explicação sendo o “que” 
explicativa. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Classificando as orações coordenadas destacadas 
www.focusconcursos.com.br | 11 
 
Alguns leram, no entanto não entenderam. 
 
“No entanto” será uma adversativa, indicando diversidade é oposição, um contraste. 
 
Não fiques nervoso, Tiago, pois eu é que fiz os exercícios. 
 
“Não fique” há um modo imperativo, em sequência há o explicativo o “pois”. 
 
Rodrigo está nervoso, necessita, pois, de calmante. 
 
Está entre vírgulas, consegue-se colocar um “portanto” no lugar, sendo conclusiva. 
 
Cala-te, porque só dizes besteiras. 
 
“Cala-te” há um modo imperativo, este “porque” será explicativo. 
 
A vida é curta, por isso aproveitamos cada momento. 
 
“Por isso” é uma estrutura conclusiva. 
 
Saia, porque você é execrável. 
 
“Saia” possui um modo imperativo, e por causa do “porque” temos uma estrutura 
explicativa. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questão 01 
www.focusconcursos.com.br | 12 
QUESTÃO 01 
Os livros de história sempre tiveram dificuldade em falar de mulheres que não 
respeitam os padrões de gênero, e em nenhuma área essa limitação é tão evidente 
como na guerra e no que se refere ao manejo de armas. No entanto, da Antiguidade 
aos tempos modernos a história é fértil em relatos protagonizados por guerreiros. 
Com efeito, a sucessão política regularmente coloca uma mulher no trono, por mais 
desagradável que essa verdade soe. 
 
 Observa-se que o “no entanto” é uma estrutura adversativa 
 
Mantendo-se a correção e a lógica, sem que qualquer outra alteração seja feita na 
frase, o segmento grifado acima pode ser substituído por: 
a) Todavia. 
b) Conquanto. 
c) Embora. 
d) Porquanto. 
e) Ainda que. 
 
Comentário: Uma adversativa até pode ser substituída por uma concessiva que 
indica a oposição em cima de uma reescritura, entretanto a adversativa enfatiza e 
a concessiva minimiza, mas a depender de como fará a reescritura, o processo 
funciona. Usando o exemplo de: 
 
“Meu amigo é feio, mas é rico.” 
 
Esta frase enfatiza o fato de ele ser rico e minimiza o fato de ser feio, colocando 
uma concessiva dá para manter o sentido, sendo: 
 
“Embora seja feio, é rico” 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questão 02 
www.focusconcursos.com.br | 13 
Observe que a frase continua enfatizando o fato de ser rico e minimiza o fato de 
ser feio, mas há uma reescritura. 
 
“Meu amigo é feio, mas é rico.” 
 
Nesta frase não dá para substituir o “mas” por “embora”, não fara sentido mudando 
a ideia, não se pode enfatizar um elemento e depois minimizar o mesmo, ficando 
claro que para manter se deve trocar adversativa por adversativa. Todavia é uma 
adversativa, conquanto é uma concessiva, embora é uma concessiva, porquanto 
explicativa podendo ser também causal e o ainda que uma estrutura concessiva, 
sendo possível trocar a adversativa por outra apenas na letra a. 
 
 
Gabarito: Letra A 
 
QUESTÃO 02 
No período: “Paredes ficaram tortas, animais enlouqueceram e as plantas caíram”, 
temos: 
 
a) Duas orações coordenadas assindéticas e uma oração subordinada substantiva. 
b) Três subordinas substantivas. 
c) Três orações coordenadas. 
d) Quatro orações coordenadas. 
e) Uma oração principal e duas orações subordinadas. 
 
Comentário: Existem três orações, pois houve a apresentação de três verbos 
diferentes, “ficaram, “enlouqueceram” e “caíram” há uma vírgula que é enumerativo 
sequenciando orações. As duas primeiras são sem conectivo, são duas orações 
coordenadas assindéticas e a última “caíram” possui o conectivo “e”, sendo uma 
oração coordenada sindética aditiva. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questão 03 
www.focusconcursos.com.br | 14 
 
Gabarito: Letra C 
 
QUESTÃO 03 
Entenda o cálculo do IDH municipal (IDHM) 
O Índice de desenvolvimento humano foi criado para medir o nível de 
desenvolvimento humano dos países a partir de indicadores de educação 
(alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (expectativa de vida ao nascer) e 
renda (PIB per capita), mas também é utilizado para aferir o nível de desenvolvimento 
humano de municípios. 
 De acordo com as informações do texto ao lado- Entenda o cálculo do IDH municipal 
(IDHM) - e considerando o tema por ele focalizado, julgue os itens que se seguem. 
A ideia adversativa da conjunção, “mas” se estabelece entre “países” e “municípios”. 
 
Comentário: O texto parece não ter ideia de adversidade, pelo motivo de ter o 
“mas também”, entretanto não possui um par sendo esta uma questão certa 
que trás a ideia de adversidade. 
 
QUESTÃO 04 
“Contudo, essa experiência foi posta de lado quando as trevas medievais tomaram 
conta da Europa, fazendo-a mergulhar em mil anos de estagnação, sob as mãos de 
senhores feudais, reis e papas, que não conheciam o outro limite senão o seu próprio 
poder. 
Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem. 
A substituição do vocábulo “senão” por se não, embora gramaticalmente correta, 
prejudicaria o sentido do texto. 
 
 Comentário: Ela não tem como ser gramaticalmente correta, pois são 
completamente diferentes, prejudicaria o sentido se pudesse colocar ficando 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Questão 05 
www.focusconcursos.com.br | 15 
claro, que, a questão já está errada por dizer que é gramaticalmente correta. 
 
QUESTÃO 05 
Victor fracassou porque cedeu a uma predisposição da natureza humana... 
 
O elemento grifado na frase acima tem o mesmo sentido de: 
a) Ainda que. 
b) Conquanto. 
c) Enquanto. 
d) Embora. 
e) Uma vez que. 
 
Comentário: Este porque poderia ser a princípio explicativo ou causal, não possui 
ordem, sendo causal se procura também uma estrutura causal sendo o ainda que 
uma concessiva, conquanto uma concessiva, enquanto temporal, embora é 
concessiva e uma vez que a qual é a causal sendo a alternativa correta. 
 
Gabarito: Letra E 
 
 Cara(o) aluna(o) para finalizar uma mensagem de reflexão: 
 
“Para ter sucesso é preciso primeiro acreditar que podemos.” 
 Nikos Kazantzakis. 
 
É imprescindível acreditar que consegue, você tem que acreditar, na próxima aula 
veremos mais sobre conjunções, bons estudos. 
 
Até mais! 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Conjunções Subordinativas 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação pormarcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus 
Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil. 
Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade 
Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário 
português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos 
públicos. 
Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 3 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Apresentação .................................................................................................................... 2 
Conjunções Subordinativas ............................................................................................... 3 
Conjunções Subordinativas Integrantes ................................................................................................ 5 
Conjunções Subordinativas Adverbiais ................................................................................................. 7 
Exercícios ........................................................................................................................ 12 
 
 
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS 
Existem nove conjunções subordinativas adverbiais, as quais dividem-se em 
integrantes e adverbiais. As CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS INTEGRANTES, 
como diz o próprio nome integram apenas a oração subordinada, no caso, 
substantiva, portanto, as orações integrantes, que basicamente são encabeçadas pelas 
conjunções integrantes “que” e “se”, indicarão que são orações subordinadas 
substantivas. Uma forma muito simples de identificar essas orações é efetuar a 
substituições das conjunções que e se, junto com a oração da qual fazem parte, pelo 
termo “isso”. Observe: 
 
I S S O Oração 
 Substantiva 
 Subordinada 
 Integrante 
 
 
Agora, quando falamos de orações subordinativas adverbiais, o advérbio indica 
circunstâncias, isto é, valores semânticos. É justamente nesse sentido que a banca 
gosta de cobrá-las, para ver se você está capitando o “sentido” que é transmitido pelo 
texto. Existem NOVE tipos de CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS e é 
interessante que você ao menos saiba o nome dessas conjunções. Há um esquema 
que você provavelmente já deva ter visto que é o C6FTP. Isto é, das nove conjunções 
subordinativas adverbiais, seis (6) delas são iniciadas pela letra C, e as demais iniciadas 
cada uma pelas letras F, T e P. Veja no quadro que segue quais são. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
▪ Causal: indica causa. 
▪ Comparativa: indica comparação. 
▪ Conformativa: indica conformidade. 
▪ Condicional: indica ideia de condição. 
▪ Concessiva: indica oposição. 
▪ Consecutiva: indica consequência. 
▪ Final: indica finalidade. 
▪ Temporal: indica tempo. 
▪ Proporcional: indica proporção. 
 
 
Bom, tendo esquematizado as conjunções de acordo com suas iniciais, o seu trabalho 
será o de identificar as conjunções, isto é, identificar quais delas podem ser 
consideradas causais, quais podem ser consideradas comparativas, e assim por diante. 
Para auxiliá-lo vou colocar aqui alguns exemplos. 
 
Causal Como – Pois - Porque 
Comparativa Como 
Conformativa Como 
Condicional Se - Caso 
Concessiva Embora – A despeito de – Conquanto - Malgrado 
Consecutiva Que 
Final Para – Tão – A fim de 
Temporal Quando - Enquanto 
Proporcional À medida que – À proporção que 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
O interessante é você conseguir identificar que “porque”, “pois” e “como” podem ser 
conjunções causais. Identificar que, além de causal, a conjunção “como” pode ser 
também comparativa e conformativa. Identificar que “se” e “caso” são as principais 
conjunções condicionais; que “embora”, “à despeito de”, “conquanto” e “malgrado” 
são conjunções concessivas; que “que” é a principal conjunção consecutiva e conta 
com intensificadores para que possa ser classificada dessa forma (tanto, tal, tão e 
tamanho); é identificar que “para” é a principal estrutura que indica finalidade; e, 
ainda, que “a fim de” também indica finalidade; é perceber que a questão temporal 
muitas vezes é expressa por “quando” e “enquanto”; e que a conjunção proporcional 
é muito marcada por “à medida que” e “a proporção que”. 
 
Mas, para conseguir identificar a classificação das conjunções, você precisa decorá-
las. Veja, é a mesma lógica de aprender a escrever: ninguém aprende a escrever sem 
antes ter decorado as letras do alfabeto e a formação das sílabas; ou ainda, a mesma 
lógica de correr: ninguém aprende a correr sem antes ter aprendido a andar. Nesse 
sentido, não há outra forma de conseguir responder as questões relacionadas à 
classificação das conjunções sem decorá-las. E se o material de apoio não for 
suficiente para você, sinta-se na liberdade de solicitar algum material complementar 
diretamente para mim no canal @professorsidneymartins. Dito isto, vamos adentrar 
um pouco mais na teoria. 
 
Conjunções Subordinativas Integrantes 
Como já vimos, as Conjunções subordinativas introduzem sempre orações 
subordinadas substantivas ou orações subordinadas adverbiais. As conjunções 
subordinativas que vão introduzir as substantivas são as CONJUNÇÕES 
INTEGRANTES. Observe os exemplos: 
 
Conjunção temporal 
Quando você chegar, estaremos em casa. 
Oração subordinada adverbial temporal Oração principal 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 6 
O termo “quando” notoriamente expressa valor temporal, ou seja, indica tempo, então 
estamos diante de uma conjunção temporal. E a conjunção temporal é uma 
conjunção subordinativa adverbial, portanto, toda a primeira estrutura desse exemplo 
será chamada de oração subordinada adverbial temporal. Consequentemente, se 
há uma oração subordinada é porque há também uma oração principal, assim, a outra 
parte do exemplo, a oração “estaremos em casa”, será a oração principal, doravante 
OP. Próximo exemplo: 
 
OP O.S.S ISSO 
Quero que chova amanhã. 
Oração principal Oração subordinada substantiva objetiva direta 
 
Neste exemplo, observe que há a presença da conjunção “que” encabeçando a oração. 
Mas que tipo de “que” temos aqui? Será que posso pegar toda a oração que circunda 
essa conjunção e substituí-la por “isso”? Como em “quero isso”. Sim, eu posso. Logo 
temos aqui uma oração subordinada substantiva encabeçada pela conjunção 
integrante que. Por se tratar de uma conjunção integrante, “quero” será a oração 
principal, e “que chova amanhã” uma oração subordinada substantiva. 
 
Ainda, pensando em funções sintáticas, o verbo “querer” é um verbo transitivo direto, 
pois quem quer, quer alguma coisa. O verbo transitivo direto pede um objeto direto, 
logo, a segunda oração subordinada é uma oração subordinada substantiva objetiva 
direta. O nome pode ser assustador, mas na verdade, é apenas um objeto direto que 
por um acaso tem uma oração. Tanto que eu posso chamar de objeto diretor 
oracional. Já o primeiro exemplo é uma oração subordinada adverbial, ela está na 
função de adjunto adverbial. Bom, matamos aqui esse primeiro aspecto, retomando 
o que já sabemos: 
 
 
As conjunções subordinativas integrantes podem ser substituídas por ISSO, como já 
A conjunção integrante encabeça a oração subordinada substantiva. 
A conjunção subordinativaadverbial encabeça a oração subordinada adverbial. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 7 
vimo. Veja, esse é o melhor macete que já vi na vida! Vamos ver alguns os exemplos: 
 
I S S O Oração 
 Substantiva 
 Subordinada 
 Integrante 
 
 
 O.S.S.I. 
Ela quer que você volte. 
Ela quer o que? ISSO 
 
 O.S.S.I. 
Perguntei se todos estavam bem. 
Perguntei o que? ISSO 
 
 
Pela substituição da oração subordinada pelo termo “isso”, sabemos se tratar ela de 
uma oração Subordinada Substantiva Encabeçada Por Conjunção Integrante. E 
pode reparar que o “se” do segundo exemplo “perguntei se todos estavam bem”, 
poderia ser um “se” condicional, mas neste caso NÃO expressa a ideia de condição de 
jeito nenhum. 
 
 
Conjunções Subordinativas Adverbiais 
As conjunções subordinadas adverbiais são classificadas pelo seu valor semântico. 
Assim, vamos classificar alguns exemplos, a partir de agora, com as nove classificações 
que vimos anteriormente. 
a) Quando abri a porta, o barulho acabou. 
b) Ainda que eu faça dieta, não emagreço 
c) Bebi tanto que passei mal. 
d) Está tossindo porque não se cuidou. 
e) Se precisar, telefone-me 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
A conjunção “quando “é uma conjunção temporal, pois indica tempo. Então a primeira 
oração do primeiro exemplo se trata de uma oração subordinada adverbial 
temporal. Mas aí falamos só do valor semântico. No segundo exemplo, sabemos que 
a conjunção “ainda que” é uma conjunção concessiva, então indica a ideia de 
concessão. Para esse primeiro exemplo, vou ensinar dois macetes. O macete do “que”, 
e o macete do “tesão”. Olha só, toda vez que observarmos um intensificador 
acompanhando a oração principal, e a conjunção “que” na oração subordinada, temos 
uma ideia de causa e consequência. 
 
tanto tal tão tamanho 
tanto que tal que tão que tamanho que 
 
Como sempre friso, a causa é a origem de um processo, e a consequência é o que 
decorre a partir daquilo. Tanto que um avaliador poderia chamar a “causa” de origem, 
ou até mesmo de motivo. Além disso, poderia chamar “consequência” de decorrência. 
Mas o que nos importa aqui é saber que a causa vem primeiro e a consequência vem 
depois, então, primeiro a causa e segundo a consequência. Então, toda vez que 
aparecerem as expressões tanto que, tal que, tão que, e tamanho que, vai HAVER uma 
relação de causa e consequência, só que a causa vai ficar do lado do intensificador 
e a consequência sempre do lado do “que”, veja: 
 
Tanto --------------- que 
Tal --------------- que 
Tão --------------- que 
Tamanho --------------- que 
 
 
E aí está o macete do “TESÃO”. Simples, junte todos os quatro “t’s” e forme um “Tzão”, 
um “t” grandão, e ONDE HÁ TZÃO SEMPRE TEM CONSEQUÊNCIAS. Pronto, agora 
você não esquece mais. Vamos aos exemplos. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 9 
a) Bebi tanto que passei mal. 
b) Está tossindo porque não se cuidou. 
c) Se precisar, telefone-me. 
 
Perceba que existe uma relação causa e consequência também no primeiro exemplo. 
O “que”, portanto, é uma conjunção subordinativa adverbial consecutiva. O próximo 
exemplo, sabemos que “porque” pode ser uma conjunção causal ou explicativa, num 
primeiro momento. Como vamos saber quando ele será explicativo? Quando tiver a 
essência da interatividade, ou seja, tome remédio e então tussa. Mas não é o caso 
neste exemplo, porque é justo o contrário: por a pessoa não ter tomado remédio (não 
ter se cuidado), ela está tossindo. Assim, temos uma relação de causa e consequência. 
Ou seja, esse “porque” encabeça uma oração subordinada adverbial causal, isto é, uma 
oração na qual existe um valor de causa seguida de consequência. No terceiro 
exemplo, o termo “se” cria uma ideia de condição, então é uma conjunção condicional, 
afinal de contas é para ligar só se precisa, caso precise, telefone, agora, se não precisar 
não precisar para telefone. Assim, cria uma condição. Próximos exemplos: 
 
a) Estudamos a fim de que fôssemos aprovados. 
b) Fiz tudo como você mandou. 
c) Sou forte como um touro. 
d) À medida que cresço, engordo. 
 
A conjunção “a fim de” indica a ideia de finalidade, então é uma estrutura final, 
portanto uma oração subordinada adverbial final. No segundo exemplo temos a 
conjunção “como”, que pode ser tanto causal, como comparativa ou conformativa. 
São três valores subordinados, três valores adverbiais. Ela será causal quando estiver 
no início do período, por exemplo na sentença “como estava chovendo, não fui à 
praia”. E será comparativa quando existir uma relação de igualdade. E será 
conformativo quando não existir uma relação de igualdade, por exemplo, “Jhoni Zini 
é sexy como o Pablo Jamil”. Veja, nesse momento eu tentei comparar a sensualidade 
dos dois, o sex apeal dos dois, enfim, eu comparei um ao outro na tentativa de colocá-
los no mesmo patamar. Então existe uma ideia de igualdade. Se existe uma ideia de 
igualdade, a conjunção “como” é comparativa. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 10 
Agora, digamos que eu diga “Jhoni faz exercícios como Pablo o orienta.” Neste 
momento não estou tentando promover uma igualdade, não estou tentando dizer 
que Jhoni faz exercícios igual Pablo, aqui Jhoni faz exercícios como é mandado, 
conforme Pablo orienta, consoante Pablo orienta. Então como temos uma ideia 
diferente, a conjunção “como” é conformativa. 
 
No terceiro exemplo “fiz tudo como você mandou”, ou seja, conforme você mandou, 
a conjunção “como” é conformativa e indica uma conformidade. No próximo exemplo 
“Sou forte como um touro”, estou meu comparando a um touro, logo, a relação é 
comparativa. No quarto exemplo” à medida que cresço, engordo” a conjunção “à 
medida que” indica uma relação de proporcionalidade, portanto, é uma estrutura 
proporcional. 
 
 
Observação 1 - LOCATIVAS E MODAIS 
Uma observação interessante relacionada a esse tema e que já foi conteúdo de prova 
é que NÃO constam na N.G.B. (Nomenclatura Gramatical Brasileira) as locativas 
(indicam local) e a modal (indica modo). Observe os exemplos: 
“Não pode haver honra onde tudo é corrupção” 
“onde” é uma locativa, pois diz respeito ao local em que algo pode ou não ocorrer. 
Dançava sem que seus pés tocassem o chão” 
“sem que” é uma modal, pois indica o modo com que dançava. 
 
Além das nove conjunções adverbiais sobre as quais já falamos, que constam na N.G.B, 
também podem aparecer na sua prova, embora não constem na N.G.B., esses dois 
tipos de conjunções. 99% dos casos será a LOCATIVA a aparecer. 
 
 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Conjunções Subordinativas 
www.focusconcursos.com.br | 11 
 
 
Observação 2 – REDUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO 
 
Uma segunda observação diz respeito à redução do desenvolvimento. Veja, uma oração 
subordinada pode sempre estar DESENVOLVIDA (com conjunção e verbo conjugado) 
ou REDUZIDA (sem conjunção e com verbo em uma forma nominal). 
 
A FORMA NOMINAL seria: gerúndio; particípio; e infinitivo. O gerúndio é aquele com 
terminação em -ndo e corresponde ao advérbio; o particípio, com terminação -ado e 
-ido e corresponde ao adjetivo; o infinitivo, com terminação em -r e corresponde ao 
substantivo. Observe os exemplos 
 
✓ Mesmo estudando, não entendi quase nada. 
✓ Ao abrir a porta, vi o acidente. 
✓ Terminado o trabalho, poderão sair. 
 
 
No primeiro exemplo, a informação que se destaca como mais importante é “não 
entendi quase nada”, e a informação “mesmo estudando” ficou reduzida. Nesse sentido 
existe uma oração reduzida de gerúndio que indica uma concessão, portanto uma 
oração subordinadaadverbial concessiva reduzida de gerúndio. 
 
No segundo exemplo, a junção da preposição “a” + o artigo “o” + verbo no infinitivo, 
sempre dá uma ideia temporal. Então essa estrutura é uma oração subordinada 
adverbial de tempo, ou temporal, reduzida de infinitivo. 
 
No terceiro exemplo, sabemos que existe uma oração subordinada adverbial reduzida 
de particípio em “terminado o trabalho”, agora a sua classificação é ambígua. Veja bem, 
pode ser interpretada como “se terminarem o trabalho, poderão sair”, ou “quando 
terminarem o trabalho, poderão sair”. Nesse caso, vai depender da forma que você for 
desenvolver o raciocínio ou vai depender do contexto em que a oração está inserida. 
Assim, pode tanto ser 
 
Uma oração subordinada adverbial reduzida de particípio 
temporal 
 
condicional 
 
O mesmo ocorre no exemplo “Precisando de ajuda, telefone-me”. Temos uma oração 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 12 
subordinada adverbial reduzida de gerúndio que pode ser tanto temporal (no 
momento que precisa de ajuda, telefone) quanto condicional (se precisar de ajuda, 
telefone). 
 
 
EXERCÍCIOS 
1. Classifique as orações subordinadas adverbiais destacadas: 
a. Você passou na minha vida como um vadio vendaval. 
b. E, depois que a tarde nos trouxesse a lua/ se o amor chegasse eu não resistiria. 
c. Quero que você me faça um favor, já que a gente não vai mais se encontrar. 
d. E, embora eu já conheça bem os seus carinhos, me envolvo e sou tragado pelos 
seus carinhos. 
e. Onde andei não deu para ficar, porque aqui é o meu lugar. 
f. Aguardaremos, brincaremos no regato, até que nos tragam frutos. 
g. Ajoelhou-se porque estava curada. 
h. Esforçou-se tanto quando no dia anterior. 
i. Esforçou-se tanto que alcançou o seu objetivo. 
j. Quanto mais pensa, mais nervoso fica. 
k. Está no Rio desde que terminou a Faculdade. 
l. Ganhará um automóvel desde que termine a Faculdade. 
 
GABARITO: 
a. A conjunção “como” dá ideia de comparação, portanto temos comparativa. 
b. “Depois”, dá ideia de tempo, portanto, uma O. S. Adv. temporal e “se” dá ideia de condição, 
portanto, temos uma condicional. 
c. “Já que” = causal. 
d. “Embora” = concessiva. 
e. Onde = locativa (indica o lugar); “porque” = causal (há relação de causa e consequência 
“aqui é o meu lugar” = causa; “não deu para ficar onde andei” = consequência. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 13 
f. “até que” = temporal 
g. “porque” = causal (“estava curada” = causa; “ajoelhou-se” = consequência). 
h. “tanto quanto” = comparativa. 
i. “tanto que” = consecutiva. 
j. “quanto mais” = proporcional. 
k. “desde que” = temporal/condicional (se puder se substituído por “quando”, será 
temporal.). 
l. “desde que” = condicional 
 
2. “... e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca...”, a 
organização grifada traz uma ideia de: 
a) Causa. 
b) Consequência. 
c) Condição. 
d) Conformidade. 
e) Concessão. 
 
GABARITO: E 
 
3. No trecho “Ao tempo de Pilatos e de James Joyce, a linguagem virtual estava 
longe”. Mas, além da realidade física, da palavra impressa, ela servia de símbolo da 
identidade e da perenidade da comunicação”. 
Os termos negritados acima têm, respectivamente, a equivalência de 
a) Adversidade – causa – tempo. 
b) consequência – tempo – adversidade. 
c) tempo – adversidade – adição. 
d) adição – adversidade – tempo. 
 
GABARITO: C 
 
4. No Texto lê-se: “A língua que falamos é um bem, se considerarmos “bens” “as coisas 
úteis ao homem”. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 14 
O termo negritado, segundo Cunha e Cintra (2009), tem o valor de um (a): 
a) construção linguística que apresenta relação causal. 
b) sintagma com sentido opinativo, que apresenta uma relação comparativa. 
c) conectivo com valor de condição, pois indica uma hipótese. 
d) vocábulo gramatical, que serve para adicionar uma ideia a outra. 
 
GABARITO: C 
 
5. Encaminhar e receber mensagens é uma necessidade humana presente desde 
quando as sociedades adquiriram um relativo grau de complexidade. Assim que um 
grupo organizado de homens obteve controle sobre um território maior que a sua 
aldeia, surgiu a procura por formas de comunicação entre os indivíduos situados em 
pontos diversos. 
A substituição de “quando” por que altera as informações originais do texto e 
PROVOCA TRANSGRESSÃO às normas gramaticais. 
 
GABARITO: ERRADA 
 
 
Para finalizar este nosso material, deixo uma mensagem bem bonita do Walt Disney: 
SE VOCÊ PODE SONHAR, VOCÊ PODE FAZER ISSO. E isso é a mais pura verdade. 
Sonhou, pode fazer! E tenha sonhos sempre grande, porque se na sua jornada até o 
topo você cair no meio do caminho, pelo menos alguma coisa boa você já vai ter 
conquistado. Agora, se você sonhar muito pequeno... as conquistas serão poucas. 
 
Ide em paz e até a próxima aula. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Exercícios 
www.focusconcursos.com.br | 15 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Oração Subordinada 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
E é com imenso prazer que nós vamos trabalhar hoje Orações Subordinadas. Eu venho 
há algum tempo em diversas aulas batendo na tecla desta subordinação. Agora, mais 
uma vez eu vou ilustrar aqui de forma bem rápida como funciona a questão das 
orações. 
Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus 
Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil. 
Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade 
Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Período Simples e Período Composto 
www.focusconcursos.com.br | 3 
português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos 
públicos. 
Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Apresentação .................................................................................................................... 2 
Período Simples e Período Composto ................................................................................ 3 
Orações Subordinadas ...................................................................................................... 4 
Funções sintáticas ............................................................................................................. 5 
Oração Subordinada Adverbial ............................................................................................................. 5 
“Que” - Pron. Relativo ou Conj. Integrante? .......................................................................................... 6 
Oração Subordinada Substantiva .......................................................................................................... 8 
 
 
PERÍODO SIMPLES E PERÍODO COMPOSTO 
Vamos iniciar nossa aula falando um pouco da diferença entre o período simples para 
o composto. O período simples é aquele que possui apenas um verbo e é 
representado por meio do sistema SVC (sujeito + verbo + complemento), que é o 
principal sistema linguístico da língua portuguesa. E como possui apenas um verbo, 
chamamos de ORAÇÃO ABSOLUTA. Quando se fala em oração absoluta, significa 
que na estrutura só tem um verbo, que é o chamado período simples. 
 
Agora em relação ao período composto,ele pode ser composto por coordenação ou 
por subordinação. Sabemos que a coordenação pode ter uma divisão entre as 
coordenadas acinéticas, que a são aquelas que não possuem conectivo, e as 
cinéticas, que são aquelas que possuem conectivo. Sabemos que as conjunções 
cinéticas são cinco. Para as conjunções subordinadas, temos as substantivas, as 
adjetivas e as adverbiais, que são nove. 
 
Veja, qual é o grande pulo do gato? O que acontece na verdade é que na escola 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Orações Subordinadas 
www.focusconcursos.com.br | 4 
aprendemos por uma sequência da gramática. Então estuda-se todo o período 
simples, estuda-se tudo sobre o verbo transitivo direto, sobre o que é verbo de 
ligação, o que é um sujeito, um objeto, um adjunto adverbial. Depois, parte para o 
período composto. Teoricamente o professor parte do pressuposto de que o aluno já 
tenha dominado o período simples. Aí chegando aqui, nas aulas de português para 
concurso, você vai estudar a coordenação, a subordinação. Bom, você já sabe que a 
estrutura coordenada é fixa, é equiparada, então não existe relação de hierarquia. Já 
na estrutura subordinada, existe uma relação de hierarquia, temos sempre uma oração 
principal sobre uma subordinada, que é dependente daquela. 
 
Normalmente na escola estuda-se primeiro a coordenada, depois a subordinada 
substantiva, depois a adjetiva e, por fim a adverbial. E aí está o erro. Na verdade, o 
modo correto de se estudar essas estruturas é estuda-las juntas. Assim, a única coisa 
que vai precisas fazer é DECORAR AS CONJUNÇÕES. E a partir disso, você consegue 
responder todas as questões. Por exemplo, se se deparar com um “porém”, você vai 
saber que se trata de uma coordenativa adversativa; se se deparar com um “portanto”, 
você vai identificar que essa locução conjuntiva indica a finalidade. 
 
Bom quando formos estudar então as estruturas substantiva, adjetiva e adverbial, 
temos que ter em mente que a que a conjunção que mais incomoda é o “que”, uma 
vez que muitos ainda confundem o “que” conjunção integrante com o “que” pronome 
relativo. Tendo retomado o conteúdo no intuito de massificar os conceitos, vamos 
adentrar mais a fundo nas orações subordinadas. 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS 
Dentro da classificação orações subordinadas temos as orações subordinadas 
substantivas, as orações subordinadas adjetivas, e as adverbiais. A oração subordinada 
exerce uma função sintática em relação à oração principal, porque ela está inserida na 
principal. Existindo subordinada, existe também a principal. Mas além da função 
sintática, ela exerce também uma função morfológica, até mesmo pelos nomes que 
apresenta. Essa questão morfológica é muito simples. Veja bem, a oração subordinada 
substantiva, ela funciona como se fosse um substantivo, logo ela pode ser substituída 
por um substantivo; a oração subordinada adjetiva funciona como um adjetivo, logo, 
ela pode ser substituída por um adjetivo, e a oração subordinada adverbial funciona, 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Funções sintáticas 
www.focusconcursos.com.br | 5 
obviamente, como advérbio, logo pode ser substituída por um advérbio. 
 
FUNÇÕES SINTÁTICAS 
Dito isso, vamos falar então sobre as funções sintáticas dessas orações. A oração 
subordinada adverbial só pode exercer UMA ÚNICA função sintática. Ela sempre vai 
funcionar como adjunto adverbial. SEMPRE!! O mesmo ocorre com a oração 
subordinada adjetiva, que exercerá sempre a única função de adjunto adverbial. Agora 
vamos sair da zona de conforto para falar da ORAÇÃO SUBORDINADA 
SUBSTANTIVA. Esta, pode exercer até seis funções sintáticas, quais sejam: 
✓ Sujeito; 
✓ Objeto direto; 
✓ Objeto indireto; 
✓ Complemento nominal; 
✓ Aposto; 
✓ Predicativo 
 
Oração Subordinada Adverbial 
Pois bem, partindo do pressuposto que você já saiba o que é um sujeito, um advérbio, 
um adjunto adnominal dentre outros. Vamos retomar o que é uma oração 
subordinada adverbial, já com um exemplo, preste atenção: 
João é tão feio que assusta até as crianças. 
 
A conjunção “que” encabeça as orações subordinadas e por esse motivo o “que” é tão 
importante. Porque ele é capaz de encabeçar as três orações subordinadas. Ele pode 
encabeçar oração subordinada substantiva, a adjetiva, e a adverbial. Ele vai encabeçar 
uma oração substantiva quando funcionar como uma conjunção integrante. ele vai 
encabeçar a adjetiva quando funcionar como um pronome relativo; e vai encabeçar a 
oração subordinada adverbial quando funcionar como uma conjunção subordinativa 
adverbial consecutiva, que é aquela quem indica a consequência. De todas essas, a de 
mais fácil identificação é a oração subordinada adverbial consecutiva, porque 
OBRIGATORIAMENTE a oração principal à qual está subordinada deverá apresentar 
um intensificador, que são as seguintes palavras: tanto, tal, tão e tamanho. Então há 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Funções sintáticas 
www.focusconcursos.com.br | 6 
na oração as estruturas “tanto que”, “tal que”, “tão que” e “tamanho que” temos uma 
relação de causa e consequência. Se você não lembra do macete do “Tzão”, veja só: 
 
 
 
 
 
É assim que funciona, é muito simples na verdade. No exemplo “João é tão feio que 
assusta até as crianças” conseguimos fazer uma divisão entre a oração principal e a 
oração subordinada. 
 
Causa Consequência 
João é tão feio Que assusta até as crianças. 
Oração principal O.S. Adv. Consecutiva. 
 
 
A banca avaliadora pode cobrar uma questão como essa na prova tal como acabamos 
de trabalhar, mas ela pode, também, cobrar o valor semântico apenas do “que” ou de 
toda a estrutura da qual faz parte. Agora, se não houver um intensificador... o “que” 
será pronome relativo ou conjunção? Pois bem, vamos aprender a identificar a 
diferença. 
 
“Que” - Pron. Relativo ou Conj. Integrante? 
Existe uma diferença gritante em relação ao “que” como pronome relativo e o “que” 
como conjunção integrante, porque o pronome relativo OBRIGATORIAMENTE faz 
referência ao termo anterior, obrigatoriamente. Já a conjunção integrante, ela SÓ 
integra. Vou passar para você um macete para ajudar a identificar o “que” conjunção 
integrante. Se você já viu alguma aula minha provavelmente já o tenha visto, porque 
como já disse algumas vezes, é o melhor macete que já vi na vida. Veja, se for possível 
substituir todo o período no qual o “que” está inserido pela palavra ISSO, então se 
tratará de uma conjunção integrante. Observe como a palavra isso de trás para frente 
T 
TANTO --------- QUE 
TAL --------- QUE 
TÃO --------- QUE 
TAMANHO --------- QUE 
Onde tem TZÃO tem consequência 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Funções sintáticas 
www.focusconcursos.com.br | 7 
indica a própria função do “que”. 
 
I S S O Oração 
 Substantiva 
 Subordinada 
 Integrante 
 
 
Agora vamos trabalhar com alguns outros exemplos para podermos entender melhor 
e fixar o conteúdo. 
1. Percebo / que os alunos do Focus são carinhosos. 
O.P. O.S 
 
 
Bom, a parte inicial da análise é muito simples, basta separar a oração principal da 
subordinada. Agora vamos verificar se existe ali um termo intensificador (tanto, tal, 
tão, tamanho). Sim ou não? Não, não há nenhum intensificador, portanto, sabemos 
que não se trata de uma consecutiva. Sendo assim, ou será uma adjetiva ou uma 
substantiva, porque o “que”, ou vai ser um pronome relativo, ou uma conjunção 
integrante. É simples identificar. Basta analisar se o “que” está fazendo referência ao 
termo anterior ou não. Neste exemplo vemos que não, ele não faz referência ao termo 
anterior. Mas se você estiver muito nervoso e quiser se certificar de que terá a resposta 
correta, você vai recorrer ao macete do ISSO. Então você vai ver se consegue pegar 
toda a oração subordinada (OS)e substitui-la pela palavra ISSO. Conseguiu? 
1. Percebo / isso. 
O.P. O.S 
 
 
Agora tenho certeza que este “que” é uma conjunção integrante e que a oração é 
uma oração subordinada substantiva, encabeçada pela conjunção integrante 
que. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Funções sintáticas 
www.focusconcursos.com.br | 8 
Mas a postura do avaliador hoje em dia pode ser diferente. Em se tratando de uma 
subordinada adverbial, ele pode sim querer cobrar a classificação da oração, a função 
morfológica do “que”, mas na maioria das vezes, ele quer mesmo é saber o valor 
semântico. Isto é, que que você diga qual é a função sintática da oração destacada. Se 
for uma oração subordinada adverbial, por exemplo, só possuirá uma única função 
sintática, que é a de adjunto adverbial. Só que isso fica muito claro e fácil para o 
candidato escolher dentre as opções a correta, e o candidato acerta com muita 
facilidade. Agora, quando a banca cobrar as orações substantivas, não tem jeito, ele 
vai cobrar a função sintática. 
 
Oração Subordinada Substantiva 
Nós sabemos existir seis funções sintáticas para a oração subordinada substantiva. 
Então vamos estudar um pouco sobre isso. A função didática SEMPRE constataremos 
pelo sistema SVC (sujeito + verbo + complemento). Considerando que a análise 
sintática só parte do verbo, eu pergunto a ele quem é o sujeito da oração. E, 
automaticamente o resto será o complemento, que pode ser um objeto, adjunto 
adverbial e predicativo do sujeito. 
 
Vamos voltar ao exemplo “percebo que os alunos do Focus são carinhosos” resumido 
em “percebo isso”. Quem percebe? Ora, “EU percebo isso”. Então chegamos ao sujeito 
da oração, que será, nesse caso, um sujeito oculto. Afinal de contas, conseguimos 
depreender o sujeito pela desinência número pessoal. Agora ficou faltando o resto, o 
resto é o complemento, porque nesse caso, quem percebe, percebe alguma coisa. 
Então estamos diante de um verbo transitivo direto, portanto, diante de uma oração 
subordinada substantiva objetiva direta. O nome é enorme e assustador, mas no 
final das contas é apenas um objeto direto que, por um acaso, tem oração (objeto 
direto oracional). 
 
Agora, você me pergunta: como é que isso pode cair na prova? Pode cair na prova 
pedindo a classificação da oração, toda a classificação como acabamos de ver; pode 
pedir só a função morfológica do “que” que é uma conjunção integrante; ou então, 
pode cair alguma questão que trabalhe a análise sintática apenas, sem mencionar a 
questão da oração. Pode ser então que a banca destaque toda a estrutura e diga, por 
exemplo, de forma velada para testar o conhecimento prévio, que toda a estrutura 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Funções sintáticas 
www.focusconcursos.com.br | 9 
funciona como complemento verbal do verbo “percebo”. E a questão estará certa. 
Porque se é um complemento verbal é um objeto, seja ele direto ou indireto. 
Então se está dizendo que essa estrutura é um complemento verbal, está dizendo que 
é um objeto, logo, já está certa a questão. 
 
Ainda, a banca pode simplesmente destacar e afirmar que o “que” é o objeto direto, 
isto é, misturar o período composto com orações de período simples. Ela poderia 
colocar a estrutura completa no enunciado, destacar a oração subordinada e pedir 
para você assinalar dentre as questões a que tiver a mesma função sintática do termo 
destacado. Vamos fazer algumas suposições à la banca de concurso. Digamos que 
sejam apresentadas as seguintes frases para assinalarmos, dentre elas, a com mesma 
função sintática de “Percebo que os alunos do Focus são legais”. O gabarito da nossa 
questão seria a letra a, naturalmente. Vamos para uma outra estrutura. 
Exemplo 1: 
 VTD. OD 
a) Comi Um pastel 
 VID - PIS OI 
b) Trata-se de um documento 
 
 
Exemplo 2: 
OP OS OP 
O aluno Que estuda é aprovado. 
 
 
Repare que na primeira parte da estrutura não há verbo, “O aluno”, então não é uma 
oração, mas sim uma estrutura nominal. Isso significa que a oração subordinada está 
no meio da oração principal. Mas isso é fácil identificar. Perceba que o primeiro verbo 
que aparece depois do “que” é o verbo da oração subordinada, a partir disso, o 
próximo, já é o verbo da oração principal. Então a nossa oração principal é “o aluno 
... é aprovado”, e “que estuda” é nossa oração subordinada, que por enquanto, não 
sabemos quem é. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Funções sintáticas 
www.focusconcursos.com.br | 10 
Vamos descobrir então quem é. Observe a oração anterior para ver se encontra um 
intensificador (tanto, tal, tão, tamanho). Não temos intensificador. Então o próximo 
passo é ver se o que é pronome relativo ou conjunção integrante. Será que este “que” 
faz referência à estrutura anterior? Poderíamos pegar o “que estuda” e substituir por 
“o aluno estuda”? Sim, poderíamos. Logo, o que se trata de um “pronome relativo”, 
ou seja, de um elemento que faz referência ao termo anterior. Agora sim sabemos que 
oração temos aqui: oração subordinada adjetiva. E se você ainda estiver na dúvida, 
experimente aplicar o macete do ISSO. Podemos substituir o “que” por isso? Como 
em “O aluno isso”? Não né... Fica muito estranho. 
 
OP OS OP 
O aluno Que estuda é aprovado. 
Sujeito Pron. Relativo 
Oração subordinada adjetiva restritiva 
 
 
Agora para complementar, eu preciso saber se a oração subordinada que está entre a 
principal é restritiva ou explicativa. Desse modo, verificamos que se há presença de 
vírgula ou não. Se for restritiva NÃO haverá vírgula; se for explicativa HAVERÁ vírgula. 
Logo, nossa frase é restritiva e isso significa de fato que aqui existe uma ideia de 
restrição, de limitação, porque não é todo aluno que é aprovado, mas somente aquele 
que estuda. E essa observação significa que esta estrutura é de suma importância 
para o entendimento da frase como um todo, então não posso retirá-la de onde está, 
por isso não tem virgula. 
 
Agora, se estivéssemos trabalhando com o seguinte exemplo: “o homem, que é 
racional, aprende com os erros”. Uma vez que o “que” faz referência ao tema anterior, 
se trata de um pronome relativo, logo, estamos diante de uma oração subordinada 
adjetiva, e, como tem vírgula, é uma oração subordinada adjetiva explicativa. Isso 
significa que é uma mera explicação, então a oração principal NÃO DEPENDE da 
subordinada como a anterior, porque a frase “o homem aprende com os erros” é 
completamente provida de sentido por si só, considerando que todo ser-humano é 
racional. Então na frase a explicação “que é racional”, pode ser retirada porque não 
comprometeria o sentido. Diferente da anterior, na qual somente os alunos que 
estudam são aprovados, e não todos. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Funções sintáticas 
www.focusconcursos.com.br | 11 
 
Ainda em relação ao exemplo “O homem, que é racional, aprende com os erros”, 
quando a banca perguntar a função sintática, pode ter certeza logo de cara aparecerá 
a alternativa “aposto”, porque se parece com um aposto, pois está entre vírgulas e 
pode ser retirado sem prejuízo de sentido. Mas eu friso o tempo todo, APOSTO É 
FUNÇÃO PRÓPRIA DE SUBSTANTIVO, tanto que existe a oração subordinada 
substantiva apositiva. E no nosso exemplo temos uma oração adjetiva e a oração 
adjetiva, não importa se é restritiva ou explicativa, ela sempre vai exercer UMA ÚNICA 
função sintática, que é de adjunto adnominal. 
 
É isso aí, finalizamos por hoje com uma vasta retomada de conteúdo basal da língua 
portuguesa e com entendimentos essenciais para sua prova. Espero que minha 
explicação, exemplos e macetes tenham lhe ajudado a captar o sentido por trás de 
tudo isso, porque, por mais complexo e estranho que parece, faz sentido. Retome o 
conteúdo, refaça as anotações e procure exercitar o conhecimento angariado. 
 
 
Nos vemos na próxima aula. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Funçõessintáticas 
www.focusconcursos.com.br | 12 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Orações Subordinadas 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Apresentação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus 
Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil. 
Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade 
Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário 
português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos 
públicos. 
Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Orações subordinadas 
www.focusconcursos.com.br | 3 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Apresentação .................................................................................................................... 2 
Orações subordinadas ....................................................................................................... 3 
 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS 
 
É provável que ele chegue ainda hoje. 
 
É possível substituir por “isso”. 
 
Conta-se que ele chegará ainda hoje. 
 
É possível substituir por “isso”. 
 
Espero que você case. 
 
É possível substituir por “isso”. 
 
Gostaria de que todos me apoiassem. 
 
Aparece preposição sendo possível substituir por “disso”, sendo a contração 
de+isso. 
 
Sou favorável a que o condenem. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Orações subordinadas 
www.focusconcursos.com.br | 4 
Aparece preposição podendo ser escrita de forma “sou favorável a isso”. 
 
Minha esperança é que sejas feliz. 
 
É possível substituir por “isso”. 
 
Desejo uma coisa: que sejas feliz. 
 
É possível substituir por “isso”. 
 
Todas essas frases são orações subordinadas substantivas e o “que” em todas é uma 
conjunção integrante, para perceber isto de forma mais simples observe nas orações 
anteriores não há intensificador, sendo um indício de que não tem consecutiva ficando 
entre pronome relativo e conjunção integrante. Observe que não faz referência termo 
anterior caso você esqueça ou possua dúvida observe que dá para pegar a oração e 
substituir a palavra “que” pelo “isso”. Mostrando que são as orações subordinadas 
substantivas estão relacionadas com o apoio da preposição. Só existem duas 
substantivas que podem fazer isso, pois só tem duas estruturas nominais 
obrigatoriamente com preposição, o objeto indireto e o complemento nominal. É a 
oração subordinada substantiva objetiva indireta e a oração subordinada substantiva 
completiva nominal, estás preposições fazem parte das subordinadas. Observando 
que o “que” será uma conjunção integrante em todas as construções acima, a palavra 
isso mostra que existe uma oração subordinada substantiva junto com a conjunção 
integrante. 
 
Avaliando a primeira frase do exemplo acima, teoricamente é a mais simples, “Espero 
que você case” vimos que é possível substituir pela palavra “isso” esse processo nos 
mostra que a conjunção é integrante. No “espero” há a oração principal e o restante 
é a oração subordinada sendo o substantivo, como toda oração subordinada 
substantiva falta a função sintática. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Orações subordinadas 
www.focusconcursos.com.br | 5 
Através do sistema SVC ache o verbo e pergunte a ele quem é o sujeito é um sujeito 
oculto, nesse contexto “eu espero” quem espera, espera algo sendo o verbo transitivo 
direto que pede objeto direto. Ficando uma oração subordinada substantiva objetiva 
direta, mas resumidamente é apenas um objeto direto que por acaso possui uma 
oração, sendo chamado de objeto oracional também. O verbo transitivo direto pede 
obrigatoriamente um objeto direto a frase funciona como complemento verbal da 
oração do verbo esperar. 
 
É importante lembrar que sempre que falar de complemento verbal, obrigatoriamente 
se fala de objeto direto ou indireto. 
 
Iremos comparar as frases “É provável /que ele chegue ainda hoje.” E “Minha 
esperança é /que sejas feliz” “é provável” e “minha esperança” é a oração principal 
e o restante de ambas será oração subordinada. Esta oração é de conjunção integrante 
a qual vimos através do “que” substituído por “isso”, sendo ambas orações 
subordinadas substantivas faltando a função sintática. Observe que as duas orações 
possuem o verbo ser no “é”, existe uma diferença entre os três verbos classificatórios 
dividindo em partes o transitivo, o intransitivo e o de ligação. Entretanto existe um 
outro arranjo que coloca o transitivo e o intransitivo de um lado e o de ligação do 
outro lado em relação à questão da ação. Tanto que podemos dizer que os verbos 
transitivos e intransitivos são verbos nocionais, pois são verbos que indicam noção e 
um sentido é esse significado semântico atrelado a ação que dá uma noção de ação. 
Já o verbo de ligação não tem ação, sendo chamado de verbo relacional, pois relaciona 
o sujeito ao predicativo. 
 
Quando há uma estrutura com o verbo de ligação em um processo natural da língua, 
se tem o sujeito + verbo de ligação + predicativo do sujeito se eu promover a 
frase uma ordem natural antes do verbo de ligação vira o sujeito e sucessivamente o 
predicativo do sujeito se encontrando a direita do verbo de ligação. Quando há um 
verbo de ligação na oração principal, significa que a subordinada terá a função de 
sujeito ou terá função de predicativo do sujeito, quando for a oração com função do 
sujeito, se chamara de subjetiva. É chamada assim pois no latim a palavra subjecto 
significava sujeito e ao dizer que é subjetiva é que tem sujeito, quando se estuda o 
direito subjetivo se compreende o direito individualizado. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Orações subordinadas 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
Observando a frase “É provável que ele chegue ainda hoje”, olhe para ver quem 
está à direita do verbo de ligação sendo o “é’, a palavra “provável” está do lado 
funcionando como predicativo do sujeito. Dentro dessa construção falta encontrar o 
sujeito, sendo sintaticamente “que ele chegue ainda hoje” funciona como sujeito da 
oração principal, um sujeito oracional. Quando há um sujeito oracional, o verbo 
obrigatoriamente fica no singular sendo uma oração subordinada substantiva 
subjetiva, que é aquela que possui a função de sujeito. 
 
Analisando a frase “minha esperança é que sejas feliz” o “é” é o verbo de ligação, 
quem está à direita deste verbo de ligação é o predicativo do sujeito “sejas”, significa 
que a estrutura “que sejas feliz”, é o que a gente chama predicativo do sujeito. 
Entretanto não há o hábito de dizer que é uma oração subordinada substantiva 
predicativa do sujeito, apenas dizendo que é predicativa existindo uma oração 
subordinada substantiva predicativa. A “minha esperança” será o sujeito, se há o verbo 
de ligação na oração principal ou será uma subordinada funcionando como sujeito ou 
uma subjetiva que funcionara como predicativa. Caso exista dificuldade de entender 
a questão da posição do verbo de ligação e da posição do predicativo do sujeito 
escreva a palavra isso a qual exercera a função de sujeito mesmo alterando na frase. 
“é provável isso” e “isso é provável”. É só olhar quem está à direita do verbo de 
ligação é esse o predicativo do sujeito, se for dentro da oração principal, significa que 
a oração principal será o sujeito e se for a oração subordinada significa que a oração 
subordinada é o predicativo. 
 
Analisandoas frases “gostaria de que todos me apoiassem” e “sou favorável a que 
o condenem” ambas possuem em comum a preposição, quando há preposição nas 
orações subordinadas substantivas, funcionaram como objeto indireto ou como 
complemento nominal. Funcionaram como objeto indireto, quando estiverem ligadas 
a um verbo transitivo direto e indireto e será completiva nominal quando estiver 
ligado a um nome. “Gostaria” e “sou favorável” são as orações principais, “de que 
todos me apoiassem” é a oração subordinada substantiva, “a que o condenem” oração 
subordinada substantiva, através da substituição pela palavra “isso” você encontra a 
classe como vimos no material acima ficando, “gostaria disso” e “sou favorável a isso” 
sendo uma conjunção integrante. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Orações subordinadas 
www.focusconcursos.com.br | 7 
 
As preposições “de” e “a” em ambas frases foram exigidas por uma regência e quando 
há regência será objeto indireto ou completiva nominal, observando quem da oração 
principal exige a proposição. Na primeira frase a oração subordinada está ligada a 
“gostaria” de classe gramatical verbo, nesse contexto quem gosta, gosta de alguma 
coisa, sendo um verbo transitivo indireto pedindo um objeto indireto. Resultando em 
uma oração subordinada substantiva objetiva indireta, podendo ser chamada de 
objeto indireto oracional. “Sou favorável a que o condenem” esta oração 
subordinada está ligada a palavra “favorável” sua classificação é de completiva 
nominal, “favorável” isoladamente é um adjetivo. 
 
Quando observado, as duas preposições que coordenam as orações respectivamente, 
objetivo indireta e completiva nominal são para Evanildo Bechara, preposições 
facultativas. As bancas seguem a visão da maioria dos gramáticos, entretanto a banca 
CESPE enxergava da mesma forma que o Evanildo Bechara, pois ele reparou que 
muitas pessoas não colocavam a preposição dizendo, “sou favorável que o 
condenem” observando isso, disse que o processo era facultativo. Com essa visão ele 
começou a colocar que a preposição nas orações subordinadas, substantivas, 
objetivas, indiretas e completivas nominais era facultativa. 
 
O CESPE adotou essa visão até 2012, de lá para cá a visão do CESPE mudou ficando 
igual a todas as outras bancas, neste aspecto adotou a visão da maioria dos 
gramáticos. Enxergam as preposições como obrigatórias, por mais que fuja da 
normalidade da fala, significando que se não houver o uso destas preposições há um 
prejuízo gramatical. 
 
Analisando a frase “Conta-se que ele chegará ainda hoje” dá para fazer a 
substituição através do ‘isso” “conta-se isso”, ficando claro de que é uma conjunção 
integrante, “conta-se” é oração principal e “que ele chegará ainda hoje” é uma oração 
subordinada substantiva, faltando apenas a classificação da oração sintaticamente. O 
avaliador poderá afirmar dizendo que é uma objetiva direta ou um complemento 
verbal da oração principal e o erro do indivíduo ocorre, pois avalia o verbo da oração 
principal, visto que quem conta, conta algo classificando como verbo transitivo direto. 
Entretanto Verbo transitivo direto + pronome “se”. Há a partícula pacificadora, 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Orações subordinadas 
www.focusconcursos.com.br | 8 
indicando a passividade de um sujeito, nesse momento há uma oração subordinada 
substantiva subjetiva, pois ela está funcionando sintaticamente como um sujeito. 
 
Analisando a frase “Desejo uma coisa: que sejas feliz” o “que” é uma conjunção 
integrante, sendo uma oração subordinada substantiva. Observe que a estrutura “que 
sejas feliz” explica a “coisa”, sendo um processo catafórico e funcionando como aposto 
da palavra “coisa”. Resultando em uma oração subordinada substantiva apositiva. 
 
Cara(o) aluna(o) nesta aula compreendemos mais sobre as orações subordinadas, na 
próxima aula veremos mais sobre o assunto, bons estudos. 
 
Até mais! 
Português | Sidney Martins 
FUNÇÕES DA PALAVRA “QUE” 
www.focusconcursos.com.br | 1 
FUNÇÕES DA PALAVRA “QUE” 
 
Classificação da palavra “que” 
 
 
 
 
Português | Sidney Martins 
FUNÇÕES DA PALAVRA “QUE” 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
 
 
Português | Sidney Martins 
FUNÇÕES DA PALAVRA “QUE” 
www.focusconcursos.com.br | 3 
 
 
 
 
Português | Sidney Martins 
FUNÇÕES DA PALAVRA “QUE” 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
 
Português | Sidney Martins 
FUNÇÕES DA PALAVRA “QUE” 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rumo à aprovação! 
Português | Sidney Martins 
FUNÇÕES DA PALAVRA “SE”] 
www.focusconcursos.com.br | 1 
FUNÇÕES DA PALAVRA “SE”] 
 
 
 
 
Português | Sidney Martins 
FUNÇÕES DA PALAVRA “SE”] 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
 
 
Português | Sidney Martins 
FUNÇÕES DA PALAVRA “SE”] 
www.focusconcursos.com.br | 3 
 
 
 
 
 
 
SEREI APROVADO E CLASSIFICADO! 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 1 
Regência Verbal e Nominal 
 
 
Em concursos públicos, regência é o estudo de qual palavra (termo regente) pede qual 
preposição (termo regido). 
De acordo com a classe do termo regente, podemos ter regência verbal ou nominal: 
a) Regência verbal: um verbo exige a preposição 
Exemplos: 
Precisamos diariamente de atenção. 
Todos acreditavam em um futuro melhor. 
 
b) Regência nominal: um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exige a preposição 
Exemplos: 
Tenho medo de fantasmas. 
Mantenha sua fé em Deus. 
O homem era fiel a sua esposa. 
Agiram contrariamente às ordens. 
 
 Sou favorável a vocês. 
 Falou favoravelmente a vocês. 
 A casa do Sidney é em Rocha Miranda. 
 A construção do prédio terminou. 
 A construção do engenheiro terminou. 
 A plantação de milho pegou fogo. 
 A plantação de milho será amanhã. 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 2 
Musiquinha do CN x AA 
 “Do advérbio ou adjetivo, 
 eu respondo na moral... 
 O complemento é nominal!! (louvemos ao senhor!) 
 Se for concreto substantivo, 
 eu respondo sem pensar 
 Quem acompanha é o AA! (louvemos ao senhor!) 
 Se o substantivo for abstrato; 
 e pelo DE estiver ligado 
 Aí tem dúvida, fiquei bolado! (louvemos ao senhor!) 
 O adjunto pratica ação 
 E por isso é o agente 
 E o CN é o paciente.” (Louvemos ao Senhor) 
 
Observação 1: Contração x Combinação 
Preposições costumam aparecer junto com outras classes gramaticais, como artigos e 
pronomes. 
a)Contração: a junção da preposição com outra palavra acarreta mudança/perda 
fonética 
Exemplos: 
EM + O/A = NO/NA - Confio no rapaz. 
DE + O/A = DO/DA - Gostei da torta. 
A + A = À – Obedeço à lei. 
 
b) Combinação: a junção da preposição com outra palavra não acarreta 
mudança/perda fonética 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 3 
Exemplos: 
A + O = AO – Assisti ao filme. 
Observação 2: Diante de um sujeito (normalmente oracional), a contração é 
impossível. 
Exemplos: 
Está na hora de o almoço começar. 
Está na hora do almoço. 
Tenho medo do gorila. 
Tenho medo de o gorila fugir. 
Regência nominal 
Alguns nomes admitem dupla regência nominal, isto é, duas ou mais preposições 
como certas, embora alguns aceitem apenas uma opção. 
Exemplos: 
Fiz alusão ao filme. 
Tenho aversão a baratas/por baratas. 
 
Observação 3: Nem sempre um verbo e seu nome derivado têm a mesma regência 
Exemplos: 
Gostamos de arte. X Temos gosto pelas artes. 
Necessitamos de amor. X Temos necessidade de amor. 
Observação 4: Regências nominais comuns 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 4Lista de alguns verbos importantes: 
1- Agradar 
a) no sentido de acariciar – VTD. 
Ex.: Não é bom agradar demais as crianças. 
b) no sentido de satisfazer, causar agrado. (preposição a) – VTI. 
Ex.: O sítio agradou ao fazendeiro. 
Ex.: Este chapéu lhe agradará. 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 5 
2 – Aspirar 
a- no sentido de cheirar, sorver: sem preposição - VTD. 
Ex.: Maradona aspirou o ar puro da manhã. 
b- no sentido de almejar, pretender: exige a preposição a - VTI. 
Ex.: Aspirava ao cargo de promotor de vendas. 
 
3 – Assistir 
a) no sentido de dar assistência, ajudar: com ou sem preposição – VTD ou VTI. 
Ex.: O médico assistia os (aos) lutadores machucados 
b) no sentido de ver, presenciar: exige a preposição a - VTI. O objeto indireto não 
pode ser representado por lhe(s), apenas por a ele(s) a ela(s): 
Ex.: Assistimos ao filme 
Ex.: A criança assistiu ao espetáculo inteiro. 
c) no sentido de caber, pertencer: exige a preposição a - VTI. Admite substituição 
pelos pronomes lhe(s), a ele(s), a ela(s). 
Ex.: Assiste ao homem o direito de permanecer calado. (Assiste-lhe ou assiste a ele.) 
d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a preposição em. 
Ex.: Pedro assiste em São Paulo. 
 
4- Chamar 
a) no sentido de convocar, sem preposição – VTD. 
Ex.: A direção chamou os professores. 
b) no sentido de apelidar, denominar, caracterizar – VTD ou VTI. É verbo 
transobjetivo (objeto + predicativo do objeto ). Esse predicativo pode aparecer ou não 
com a preposição de. 
Ex.: 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Chamei-o de tolo. 
Chamei-o tolo. 
Chamei-lhe de tolo. 
Chamei-lhe tolo. 
 
 
5. Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. 
Ex.: Vou ao ortopedista. 
Cheguei a Brasília. 
 
6 - Esquecer/lembrar 
a- Quando não forem pronominais: sem preposição - VTD. 
Ex.: Esqueci o casaco dele. 
b- Quando forem pronominais: preposição de - VTI. 
Ex.: Lembrei-me de todas as respostas 
 
7.Informar/certificar/cientificar/notificar/avisar /prevenir/ comunicar 
a) no sentido de comunicar, avisar, dar informação: admite duas construções: 
1) Alguém de algo – VTDI. 
Ex.: Informou todos do acidente. 
2) Algo a alguém – VTDI. 
Ex.: Informou a todos o acidente. 
Ex.: Avisei-o de que eu faltaria. 
 
8- Namorar: 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 7 
Não se usa com preposição - VTD. 
Ex.: Elisa namora Otávio. 
 
9- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a - VTI. 
Ex.: O bom filho obedece aos pais. 
O candidato desobedeceu ao regulamento. 
 
10 - Pagar/ perdoar 
a) Se o objeto é a coisa que sofre a ação do verbo: sem preposição – VTD. 
Ex.: Ela pagou a conta de luz. 
Ex.: O professor perdoou os erros do aluno 
b) Se o objeto é pessoa que recebe a ação do verbo: são regidos pela preposição a 
– VTI. 
Ex.: Perdoei a todos. 
Ex.: O cliente pagou ao dono da loja. 
Ex.: Cristo perdoou aos pecadores. 
 
12- Preferir – Exigem um complemento sem preposição e outro com preposição a – 
VTDI. 
Ex: Prefiro futebol a vôlei. 
É errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes, mais, muito 
mais, mil vezes mais, etc. 
Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica. 
 
12 – Querer 
a) no sentido de desejar: sem preposição. 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 8 
Ex.: Quero a risada mais gostosa 
b) no sentido de querer bem, ter afeto: usa-se com a preposição a. 
Ex.: Quero muito aos meus primos. 
 
13- Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com - VTI. 
Ex.: Sempre simpatizei com você. 
 
14 – Visar 
a) no sentido de mirar ou dar visto: sem preposição – VTD. 
Ex.: Visou o alvo com precisão. 
Ex.: Visaram os cheques. 
b) no sentido de objetivar: preposição a – VTI. 
Ex.: Viso a uma nova vida. 
 
15. Proceder 
a) No sentido de ter fundamento, cabimento; portar-se, comportar-se; originar-se(de) 
– VI. 
Ex.: Seus argumentos não procedem agora. 
Ex.: O brinquedo procede da China. 
b) No sentido de suceder, realizar, executar, iniciar – VTI(A). 
Ex.: O juiz deseja proceder ao julgamento. 
Ex.: Logo procedeu-se à partilha da herança. 
 
CUSTAR 
Custei a aprender a dirigir. (Errado) 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 9 
Aprender a dirigir custou a mim. 
A menina custou para amadurecer. (Errado) 
À menina custou amadurecer. 
 
Questões Objetivas 
1. Com relação à regência verbal, a norma padrão aceita a construção 
presente na alternativa: 
a) Entrei em casa e dela saí. 
b) Entrei e saí de casa. 
c) Entrei a casa e dela saí. 
d) Entrei e sai à casa. 
 
3. Em relação à regência verbal e nominal, o emprego do pronome relativo, 
segundo o registro culto e formal da língua, está INCORRETO em: 
a) A conclusão que chegamos é que o fracasso ensina ao homem como recomeçar 
b) O barco a cujos tripulantes me referi pode voltar a navegar 
c) O ideal por que lutamos norteia nossos projetos. 
d) O infortúnio a que está sujeito o empreendedor motiva-o 
e) Após o término da pesquisa, informei-lhe que tornasse cuidado para não errar. 
 
4. Assinale a alternativa INCORRETA quanto à regência: 
a) Chegamos finalmente ao colégio. 
b) Sua atitude implicará demissão. 
c) Ele namora com uma aluna do segundo ano. 
d) Eles eram fiéis ao amigo. 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 10 
e) O presidente assiste em Brasília. 
 
5. NÃO há erro de regência verbal em: 
a) Altos salários são dados os jogadores, sem terem ficado nos bancos escolares. 
b) Falta de punição implica violência. 
c) Muitos preferem, como ídolos, pessoas sem princípios morais do que pessoas 
honestas. 
d) Todos assistem os programas de televisão que só apresentam tragédias. 
e) O povo esquece, rapidamente, dos crimes que abalam a sociedade. 
 
6. Em qual das sentenças abaixo, a regência verbal está em DESACORDO com a 
norma-padrão? 
a) Esqueci-me dos livros hoje. 
b) Sempre devemos aspirar a coisas boas. 
c) Sinto que o livro não agradou aos alunos. 
d) Ele lembrou os filhos dos anos de tristeza. 
e) Fomos no cinema ontem assistir o filme. 
 
7. Em “Ele lhe mandava poemas”, o verbo da oração é: 
a) transitivo direto; 
b) transitivo indireto; 
c) verbo de ligação; 
d) transitivo direto e indireto; 
e) verbo intransitivo. 
 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 11 
8. Considere o comportamento do verbo em destaque, empregado no Texto II, 
quanto à sua regência, em “para dar sabor e aroma aos alimentos”. 
O trecho do Texto II cujo verbo apresenta a mesma regência é: 
a) “Quando você lê ‘aroma natural’ ” 
b) “ ‘artificial’ no rótulo significa que os aromistas” 
c) “que não existem na natureza,” 
d) “O processo encarece o produto” 
e) “enviar as moléculas às fábricas de alimentos” 
 
9. Segundo diria o Professor Carlos Góis, mencionado no Texto II, a frase cuja 
regência do verbo respeita a norma-padrão é: 
a) Esquecemo-nos daquelas regras gramaticais. 
b) Os professores avisaram aos alunos da prova. 
c) Deve-se obedecer o português padrão. 
d) Assistimos uma aula brilhante. 
e) Todos aspiram o término do curso. 
 
10. Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a 
norma culta da língua: 
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável. 
b) Obedeceurigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana. 
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros. 
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade. 
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido. 
 
11. Alternativa correta: 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 12 
a) Precisei de que fosses comigo. 
b) Avisei-lhe da mudança de horário. 
c) Incumbiu-me para realizar o negócio. 
d) Recusei-me em fazer os exames. 
e) Convenceu-se nos erros cometidos. 
 
12. Fragmento de texto: “ ... quando não se visa apenas a informar, mas 
também a fornecer modelos e diretivas de ação.” 
No trecho “não se visa (...) a informar (...) a fornecer” (R.12-13), o elemento “a”, em 
ambas as ocorrências, poderia ser omitido sem que isso trouxesse prejuízo à correção 
gramatical do texto. 
 
13. “Kant inicia a exposição da ética, que ele chama metafísica dos costumes” 
o trecho em itálico, que exerce, na oração, a função de complemento verbal, 
deveria estar precedido da preposição de. 
 
14. “Assim, a noção de capacidade é essencialmente um regime de liberdade 
— o leque de opções que uma pessoa tem para decidir que tipo de vida levar.” 
Preservam-se a coerência e a correção gramatical ao se substituir "tem" por dispõe, 
com a vantagem de tornar o texto mais de acordo com o padrão culto da língua. 
 
15. No sentido de fazer ou realizar algo, o verbo proceder admite dois empregos, 
de acordo com a norma culta: “proceder a busca” e “proceder à busca”, sem 
alteração de sentido. 
 
16. Os dados sobre óbitos precoces indicam pouca atenção dispensada ao pré-
natal, ao parto e aos cuidados com o recém nascido. Em “ao pré-natal, ao parto 
e aos cuidados”, a presença de preposição deve-se à regência da palavra 
“indicam”. 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 13 
 
17. E o acesso a esses armamentos nas proximidades das escolas é tão fácil, 
segundo os alunos, que a maioria sabe indicar onde e de quem comprá-los, de 
acordo com dados de pesquisa da UNESCO em 14 capitais do país. 
O emprego da preposição “de”, em “de quem comprá-los”, decorre da regência do 
verbo comprar. 
 
18. Em meio a uma crise da qual ainda não sabe como escapar, a União Europeia 
celebra os 50 anos do Tratado de Roma, pontapé inicial da integração no 
continente. O emprego de preposição em “da qual” atende à regência do verbo 
“escapar”. 
 
19. Os professores assistem a todo esse movimento com um misto de 
perplexidade e fascinação, porque temem ficar marginalizados se não 
conseguirem dominar essas novas tecnologias e porque muitos acreditam que o 
ensino pela Internet vai resolver os problemas de aprendizado no Brasil. 
Mantêm-se a correção gramatical e o sentido original do texto caso o trecho “Os 
professores assistem a todo esse movimento” seja assim reescrito: Os 
professores assistem-lhe. 
 
20. Apenas no século XVII, quando foi aperfeiçoado o microscópio, a ciência 
pôde finalmente observar criaturas unicelulares em ação — mas só as 
maiorzinhas, hoje chamadas de protozoários. A preposição “de”, em “hoje 
chamadas de protozoários”, pode ser retirada do texto sem que se prejudique o 
sentido do trecho. 
 
21. A regulamentação em preparo visa garantir a meta intermediária de cortar 
10% das emissões de carbono até 2020. O texto permaneceria gramaticalmente 
correto caso se escrevesse visa à garantir no lugar de “visa garantir”. 
 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 14 
12. Classifique os termos destacados em CN(Complemento nominal) ou 
AA(Adjunto adnominal): 
 
 1. Tinha medo da noite. 
 2. Ela é digna de pena. 
 3. É preciso ter respeito a todos. 
 4. Está enorme a fila do leite. 
 5. O amor ao filho reanimava a mãe. 
 6. A descoberta do rapaz deixou-o famoso. 
 7. A descoberta de ouro deixou aquela região muito rica. 
 8. O rapaz mora perto de casa. 
 9. O apoio ao amigo fê-lo feliz. 
 10. A leitura do anúncio fez-se em voz alta. 
 11. A leitura do aluno era deficiente. 
 12. A mesa de vidro quebrou. 
 13. O fumo é nocivo à saúde. 
 14. Agiu favoravelmente a nós. 
 15. A admiração do povo ao Lula ainda é grande. 
 16. Relativamente ao assunto. 
 17. Barco a vela. 
 18. Mula sem cabeça. 
 19. O receio do frio. 
 20. Ele está Apto ao serviço. 
 21. Ódio ao burguês. 
 22. Amor de filho. 
Português | Sidney Martins 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 15 
 23. Paulo foi Cruel com o vizinho. 
 24. Homem de coragem. 
 25. Pedro é Sincero com o amigo. 
 26. O estudo sobre cinema. 
 27. Independentemente de nós. 
 
 
 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Regência Verbal e Nominal: Questões 
Comentadas II 
Prof da Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
Saudações meus caros. Neste material daremos continuidade ao nosso módulo de 
exercícios. Prepare seu material de revisão, caderno, lápis e concentração para 
resolver mais algumas questões. Não leia os comentários sem antes fazer os exercícios 
por conta. Preparados?! Vamos nessa. 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Questão 14) ...................................................................................................................... 3 
Questão 15) ...................................................................................................................... 4 
Questão 16) ...................................................................................................................... 4 
Questão 17) ...................................................................................................................... 5 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 3 
Questão 18) ...................................................................................................................... 5 
Questão 19) ...................................................................................................................... 5 
Questão 20) ...................................................................................................................... 6 
Questão 21) ...................................................................................................................... 7 
Questão 22) ...................................................................................................................... 7 
 
 
QUESTÃO 14) “Assim, a noção de capacidade é essencialmente um regime de 
liberdade – o leque de opções que uma pessoa tem para decidir que tipo de vida 
levar.” 
Preservam-se a coerência e a correção gramatical ao se substituir “tem” por dispõe, 
com a vantagem de tornar o texto mais de acordo com o padrão culto da língua. 
Comentários: 
A questão pede para que você substitua o termo tem por dispõe. Antes de 
resolvermos essa questão devemos lembrar de observar a regência atrelada ao 
pronome relativo. Quando há presença de um pronome relativo na estrutura, 
devemos ficar atentos ao verbo que aparece depois dele. 
 
Se o verbo não pede complemento, tudo bem, você não precisará fazer qualquer 
alteração. Agora, se o verbo pedir uma preposição, ela deverá, obrigatoriamente 
aparecer 👍.O pronome relativo que em “o leque de opções que uma pessoa tem”, faz referência 
à expressão anterior. O verbo que vem depois desse pronome relativo é o verbo ter, 
e, quem tem tem alguma coisa. Perceba que o verbo NÃO pede preposição. 
 
O problema é que o enunciado da questão pede que seja feita a substituição do termo 
ter por dispõe, mas sem mencionar nada a respeito da possibilidade de 
reestruturação da sentença por motivos da necessidade da preposição de. 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 4 
O verbo dispor, contudo, pede a preposição de, que deverá ser, obrigatoriamente, 
inserida na sentença, resultando na seguinte expressão: “o leque de opções de que 
uma pessoa dispõe”. 
 
Isso significa dizer que a substituição dos termos até seria possível, mas, para tanto, a 
sentença sofreria uma alteração na sua estrutura. Ora, a substituição sem a preposição 
incorreria em um erro de regência. 
 
Como a questão NÃO menciona nada sobre a possibilidade de alterações na estrutura 
da sentença para além da substituição do verbo, a questão está errada. 
 
Gabarito: Errado 
 
QUESTÃO 15) No sentido de fazer ou realizar algo, o verbo proceder admite dois 
empregos, de acordo com a norma culta: “proceder a busca” e “proceder à busca”, 
sem alteração de sentido. 
Comentários: o verbo proceder, no sentido de realizar, só pode ser transitivo indireto 
regido pela preposição a, logo, ele NÃO admite dois empregos. 
 
Gabarito: Errado 
 
QUESTÃO 16) Os dados sobre óbitos precoces indicam pouca atenção dispensada 
ao pré-natal, ao parto e aos cuidados com o recém-nascido. 
Em “ao pré-natal, ao parto e aos cuidados”, a presença de preposição deve-se à 
regência da palavra “indicam”. 
Comentários: o verbo indicar é transitivo direto e sequer pede preposição. O que 
pede preposição é o termo dispensar: “dispensada ao parto, dispensada ao pré-natal, 
dispensada aos cuidados”. Nesse sentido, a questão está errada. 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
Gabarito: Errado 
 
QUESTÃO 17) E o acesso a esses armamentos nas proximidades das escolas é tão 
fácil, segundo os alunos, que a maioria sabe indicar onde e de quem comprá-los, de 
acordo com dados de pesquisa da UNESCO em 14 capitais do país. 
O emprego da preposição “de”, em “de quem comprá-los”, decorre da regência do 
verbo comprar. 
Comentário: a afirmação está correta, pois quem compra compra alguma coisa de 
alguém. Trata-se, portanto, de um verbo transitivo direto e indireto. O objeto 
indireto é regido pela preposição de (“indicar onde e de quem comprá-los”). 
 
Gabarito: Correto 
 
QUESTÃO 18) Em meio a uma crise da qual ainda não sabe como escapar, a União 
Europeia celebra os 50 anos do Tratado de Roma, pontapé inicial da integração no 
continente. 
O emprego de preposição em “da qual” atende à regência do verbo “escapar”. 
Comentários: a questão está correta, pois quem escapa escapa de algum lugar. Na 
referida sentença, a preposição exigida pela palavra escapar foi inserida após o termo 
crise: “em meio a uma crise da qual...”. 
 
Gabarito: Correto 
 
QUESTÃO 19) Os professores assistem a todo esse movimento com um misto de 
perplexidade e fascinação, porque temem ficar marginalizados se não conseguirem 
dominar essas novas tecnologias e porque muitos acreditam que o ensino pela 
Internet vai resolver os problemas de aprendizagem no Brasil. 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Mantêm-se a correção gramatical e o sentido original do texto caso o trecho “Os 
professores assistem a todo esse movimento” seja assim reescrito: Os professores 
assistem-lhe. 
Comentários: o verbo assistir no sentido ver e presenciar é transitivo indireto, ele 
exige a preposição “a”, porém ele NÃO admite a inserção do pronome lhe no lugar 
da estrutura substantiva. Nesse sentido, poderíamos até dizer que os professores 
assistem a ele, mas não, “assistem-lhe”. 
 
Gabarito: Errado 
 
QUESTÃO 20) Apenas no século XVII, quando foi aperfeiçoado o microscópio, a 
ciência pôde finalmente observar criaturas unicelulares em ação – mas só as 
maiorzinhas, hoje chamadas de protozoários. 
A preposição “de”, em “hoje chamadas de protozoários”, pode ser retirada do texto 
sem que se prejudique o sentido do trecho. 
Comentários: aqui temos um exemplo do famoso verbo transobjetivo, que pode ser 
tanto transitivo direto quanto transitivo indireto, mas vem acompanhado de um 
objeto e do predicativo do objeto (que pode ser direto ou indireto, dependendo da 
construção). 
 
A questão fala especificamente da preposição “de”, que está inserida dentro da 
estrutura do predicativo do objeto, e, a preposição “de” no predicativativo é 
facultativa. Isso quer dizer que tanto faz ela ser retirada ou inserida na sentença. 
 
Como a questão está dizendo que a preposição pode ser retirada sem prejudicar o 
sentido do trecho, ela está correta. 
 
Gabarito: Correto 
 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 7 
QUESTÃO 21) A regulamentação em preparo visa garantir a meta intermediária de 
cortar 10% das emissões de carbono até 2020. 
O texto permaneceria gramaticalmente correto caso se escrevesse “visa à garantir” no 
lugar de “visa garantir”. 
Comentários: hoje, para qualquer banca, o verbo visar pode ser verbo transitivo 
indireto, regido pela preposição a, como também pode ser um verbo transitivo direto. 
 
Ele pode ser usado com ou sem preposição. Mas, não se engane, observe que a 
questão coloca uma crase sobre o a (“visa à garantir”), no entanto, garantir é um verbo, 
e, diante de verbo NÃO pode haver artigo, logo, não pode haver crase. Desse modo, 
a estrutura poderia ser rescrita somente da seguinte forma: “visa a garantia”, sem 
artigo, portanto, sem crase, somente com a preposição. 
 
Gabarito: Errado 
 
QUESTÃO 22) Classifique os termos destacados em CN (Complemento nominal) ou 
AA (Adjunto adnominal): 
 
1. Tinha medo da noite. 15. A admiração do povo ao Lula é grande. 
2. Ela é digna de pena. 16. Relativamente ao assunto. 
3. É preciso ter respeito a todos. 17. Barco a vela. 
4. enorme a fila do leite. 18. Mula sem cabeça. 
5. A amor ao filho reanimava a mãe. 19. O receio do frio. 
6. A descoberta do rapaz deixou-o famoso. 20. Ele está apto ao serviço. 
7. A descoberta de ouro deixou a região rica. 21. Ódio ao burguês. 
8. O rapaz mora perto de casa. 22. Amor de filho. 
9. apoio ao amigo fê-lo feliz. 23. Paulo foi cruel com o vizinho. 
10. A leitura do anúncio fez-se em voz alta. 24. Homem de coragem. 
11. A leitura do aluno era deficiente. 25. Pedro é sincero com o amigo. 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 8 
12. A mesa de vidro quebrou. 26. O estudo sobre cinema. 
13. O fumo é nocivo à saúde 27. Independentemente de nós. 
14. Agiu favoravelmente a nós. 
 
Comentários: 
1. O termo da noite em “tinha medo da noite” está ligado à palavra medo, que é um 
substantivo abstrato (sentimento). Já vimos que um substantivo abstrato pode ter 
força de verbo ou pode ser um sentimento. 
 
Quando ele tem força de verbo indicação, temos que observar na construção quem 
pratica e quem sofre a ação. Se o termo destacado praticar a ação, ele vai ser um 
adjunto adnominal, porque será um agente. Agora, se sofrer a ação, ele vai ser um 
complemento nominal, porque será um paciente. 
 
No entanto, quando estamos diante de um sentimento devemos observar a relação 
de posse. Ou seja, se o termo tiver o sentimento de posse, ele é um adjunto 
adnominal. Mas, se o termo destacado não tiveresse sentimento, ele é um 
complemento nominal. 
 
Na frase: “tinha medo da noite”, percebemos que não é a noite que tem medo, 
mas sim alguém que tem medo da noite. Assim, o termo é um complemento 
nominal. 
 
2. O termo “de pena”, em “Ela é digna de pena”, está ligado à palavra digna, que é 
um adjetivo. Se está ligado a um adjetivo, só pode ser um complemento nominal. 
 
3. A expressão “a todos”, em “é preciso ter respeito a todos”, está ligado à palavra 
respeito, que é o ato de respeitar, portanto, um substantivo abstrato. Teoricamente, 
deveríamos voltar ao termo para observar se ele está sofrendo ou praticando a 
ação. Todavia, essa dúvida só existe quanto estamos tratando da preposição de. 
Em se tratando de qualquer outra preposição, automaticamente será um 
complemento nominal. 
 
 
4. O termo “do leite”, em “enorme a fila do leite”, está ligado à palavra fila, que é um 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 9 
substantivo concreto. Se está ligado a um substantivo concreto, é um adjunto 
adnominal. 
 
5. A expressão “ao filho”, em “o amor ao filho reanimava a mãe”, está ligado à palavra 
amor, que é um sentimento, portanto, um substantivo abstrato. 
 
Se está ligado a um substantivo abstrato, teoricamente deveríamos voltar ao termo 
para ver se ele está praticando ou sofrendo a ação. Por se tratar, no entanto, de um 
sentimento e não de uma ação, voltamos ao termo para ver se ele tem ou não o 
sentimento. 
 
Como estamos trabalhando com a preposição a (amor ao filho), no entanto, 
sabemos tratar-se automaticamente de um complemento nominal. 
 
6. Você deverá destacar a sexta frase pelo seguinte motivo: ela é ambígua. O termo 
“do rapaz”, em “a descoberta do rapaz deixou-o famoso”, está ligado à descoberta 
(que é o ato de descobrir), e, portanto, a um substantivo abstrato. 
 
Essa frase é ambígua porque o rapaz pode ter praticado a ação de descobrir, como 
pode ter sofrido a ação de ser descoberto. É claro que na hora da prova você não 
irá se deparar com uma frase solta, fora de contexto, como ocorre neste exercício. 
A frase apresentada deverá estar atrelada a um texto. Ora, se recorrermos ao texto 
conseguimos descobrir se a expressão se trata de um adjunto adnominal ou de um 
complemento nominal. 
 
Se você voltar ao texto, por exemplo, e constatar que esse rapaz é um cientista que 
descobriu a cura do câncer, ele é um agente. Logo, a expressão “do rapaz” será 
um adjunto adnominal. Agora, se você voltar ao texto e constatar que esse rapaz 
é um modelo, por exemplo, descoberto por um olheiro, ele sofre a ação de ser 
descoberto, logo, ele é paciente, portanto, a expressão será um complemento 
nominal. 
 
7. O termo “de ouro”, em “a descoberta de ouro deixou a região rica”, está ligado à 
palavra descoberta (ato de descobrir), que é um substantivo abstrato. 
 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 10 
Devemos voltar ao termo para ver se ele está praticando ou sofrendo a ação. Ora, 
só existe a possibilidade de o ouro ser descoberto, e não de ele descobrir alguém. 
 
Como ele é descoberto, ele é paciente, logo, é um complemento nominal. 
 
8. O termo “de casa”, em “o rapaz mora perto de casa”, está ligado à palavra perto, 
que é um advérbio. Se está ligado a um advérbio, com certeza é um complemento 
nominal. 
 
9. O termo “ao amigo”, em “apoio ao amigo fê-lo feliz”, está ligado à palavra apoio 
(ato de apoiar), que é um substantivo abstrato. 
 
Teoricamente, deveríamos voltar ao termo para ver se ele está sofrendo ou 
praticando a ação, mas a preposição que nos aparece na expressão é a preposição 
a, e só com isso já sabemos se tratar de um complemento nominal, até porque 
não é o amigo que está apoiando, mas sim, sendo apoiado. 
 
10. O termo “do anúncio”, em “a leitura do anúncio fez-se em voz alta”, está ligado 
à palavra leitura (ato de ler), que é um substantivo abstrato. Neste exemplo, o 
“anúncio” sofre a ação de ler, então ele é um paciente, logo, é um complemento 
nominal. 
 
 
11. O termo “do aluno”, em “a leitura do aluno era eficiente”, está ligado à palavra 
leitura, que é substantivo abstrato. O aluno pratica a ação de ler, portanto é um 
agente. Assim, o termo é um adjunto adnominal. 
 
 
12. O termo “de vidro”, em “a mesa de vidro quebrou”, está ligado à palavra mesa, 
que é um substantivo concreto. Se está ligado a um substantivo concreto é um 
adjunto adnominal. 
 
13. A expressão “à saúde”, em “o fumo é nocivo à saúde” está ligada a palavra 
nocivo, que é um adjetivo. Se está ligado a um adjetivo é um complemento 
nominal. 
 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 11 
 
14. O termo “A nós”, em “ágil favoravelmente a nós”, está ligado à palavra 
favoravelmente, que é um advérbio. Se está ligado a um advérbio só pode ser um 
complemento nominal. 
 
15. O termo “do povo”, em “a admiração do povo ao Lula é grande”, está ligado à 
palavra admiração, que é um substantivo abstrato. Trata-se de um adjunto 
adnominal, porque a admiração é do povo. 
 
 
16. O termo “ao assunto”, em “relativamente ao assunto”, está ligado à 
relativamente, que é um advérbio. Se está ligado a um advérbio, só pode ser um 
complemento nominal. 
 
17. O termo “a vela”, em “barco a vela”, está ligado à palavra barco, que é um 
substantivo concreto. Se está ligado a um substantivo concreto é um adjunto 
adnominal. 
 
 
18. A expressão “sem cabeça” em “mula sem cabeça”, está ligada à palavra mula, 
que é um substantivo concreto. Se está ligado a um substantivo concreto, só pode 
ser adjunto adnominal. 
 
19. O termo “do frio”, em “o receio do frio”, está ligado à palavra receio, que é um 
substantivo abstrato. Alguém tem receio do frio, e não o frio tem receio de algo, 
logo, a expressão é um complemento nominal. 
 
 
20. A expressão “ao serviço”, em “ele é apto ao serviço”, está ligado à palavra apto, 
que é um adjetivo. Se está ligada a um adjetivo é um complemento nominal. 
21. A expressão “ao burguês”, em “ódio ao burguês”, está ligada à palavra ódio, que 
é um substantivo abstrato. Além disso, o burguês não tem o ódio, é alguém que 
tem o ódio dele, portanto, a expressão é um complemento nominal. 
 
22. O termo “de filho”, em “amor de filho”, está ligado à palavra amor, que é um 
substantivo abstrato. O amor é do filho, é de posse dele, portanto, a expressão é 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 12 
um adjunto adnominal. 
 
23. O termo “com o vizinho”, em “Paulo foi cruel com o vizinho”, está ligado à 
palavra cruel, que é um adjetivo. Se está ligado a um adjetivo é, com certeza, um 
complemento nominal. 
 
24. A expressão “de coragem”, em “homem de coragem”, está ligada à palavra 
homem, que é um substantivo concreto. Trata-se de um adjunto adnominal. 
 
25. A expressão “com o amigo”, em “Pedro é sincero com o amigo”, está ligada à 
palavra sincero, que é um adjetivo, e, portanto, só pode ser um complemento 
nominal. 
 
26. “Sobre cinema”, em “o estudo sobre cinema”, está ligado à palavra estudo (ato 
de estudar), que é um substantivo abstrato. Teoricamente, voltaríamos ao termo 
para saber se ele pratica ou recebe a ação, mas, como estamos lidando com a 
preposição “sobre”, não precisamos ter essa dúvida. Trata-se, pois, de um 
complemento nominal, até porque sofre a ação. 
 
27. A expressão “de nós”, em “independentemente de nós”, está ligado à palavra 
independentemente, que é um advérbio. Se é um advérbio só pode ser um 
complemento nominal. 
 
Gabarito: 
1. Tinha medo da noite. CN 15. A admiração do povo ao Lula é grande. AA 
2. Ela é digna de pena. CN 16.Relativamente ao assunto. CN 
3. É preciso ter respeito a todos. CN 17. Barco a vela. AA 
4. enorme a fila do leite. AA 18. Mula sem cabeça. AA 
5. A amor ao filho reanimava a mãe. CN 19. O receio do frio. CN 
6. A descoberta do rapaz deixou-o famoso. * 20. Ele está apto ao serviço. CN 
7. A descoberta de ouro deixou a região rica. CN 21. Ódio ao burguês. CN 
8. O rapaz mora perto de casa. CN 22. Amor de filho. AA 
9. apoio ao amigo fê-lo feliz. CN 23. Paulo foi cruel com o vizinho. CN 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 13 
10. A leitura do anúncio fez-se em voz alta. CN 24. Homem de coragem. AA 
11. A leitura do aluno era deficiente. AA 25. Pedro é sincero com o amigo. CN 
12. A mesa de vidro quebrou. AA 26. O estudo sobre cinema. CN 
13. O fumo é nocivo à saúde. CN 27. Independentemente de nós. CN 
14. Agiu favoravelmente a nós. CN 
 
 
Muito bem, encerro por aqui nosso módulo de exercícios. Espero que tenha acertado as 
questões. Agora você está liberado para faze uma pausa, tomar um ar e alongar o corpo. 
Enquanto isso deixo uma citação para reflexão: 
 
Eu tentei noventa e nove vezes e falhei, mas na centésima tentativa eu consegui, 
nunca desista de seus objetivos mesmo que esses pareçam impossíveis, a próxima 
tentativa pode ser a vitoriosa – Albert Einstein 
 
 
Um grande abraço e até já. 
 
 
 
 
 
Língua Portuguesa | 
Erro! Nenhum texto com o estilo especificado foi encontrado 
no documento. 
www.focusconcursos.com.br | 14 
 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Crase: regra geral 
Prof da Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
Bom dia, boa tarde e boa noite, meu caro e minha cara concurseira! Neste material 
vamos estudar a crase, essa matéria tão temida por muitos candidatos. Mas tenha 
calma, vamos estudar bem a base dessa regra gramatical e suas exceções, assim vai 
ficar bem mais fácil compreendê-la. Desejo a você um bom estudo, vamos nessa?! 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Crase ................................................................................................................................ 3 
Acento grave ....................................................................................................................................... 3 
Princípios gramaticais da crase: ............................................................................................................ 4 
Princípio fonológico..................................................................................................................................................... 4 
Princípio morfológico .................................................................................................................................................. 4 
Princípio sintático ........................................................................................................................................................ 5 
Regra geral da crase ............................................................................................................................. 5 
 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 3 
CRASE 
Acento grave 
Antes de entrarmos na regra de crase propriamente dita, devemos aprender que o 
nome do acento usado em “À” é acento grave. Cuidado, o nome do acento NÃO é 
crase! Pois a crase é a fusão entre duas vogais idênticas. 
 
Presta atenção nisso, que pode ser uma questão de prova, então não podemos 
confundir, certo?! O examinador pode colocar o nome desse acento como como 
acento grave ou acento indicativo do fenômeno da crase, que é a mesma coisa, mas 
NUNCA podemos chamar esse de crase. 
 
À 
 A + A 
 
Para provar isso que estou explicando aqui, vamos ver um caso bonito de crase: 
 
A palavra dor, como nós a conhecemos já teve outras formas: 
dolore> dolor> door> dor 
 
Observe que a palavra “door” quando virou “dor” ocorreu a fusão entre duas vogais 
idênticas, então temos aqui um caso de crase. Claro que isso não cai na sua prova de 
língua portuguesa. Porém, esse tipo de questão pode cair em concursos específicos 
para pessoas da área de língua portuguesa, porque o avaliador, naquele momento, 
quer saber se aquele profissional conhece o conceito mais amplo da crase e o 
processo de variação diacrônica, que é a mudança da língua com o passar dos tempos. 
Fenômeno crase: fusão 
de duas vogais idênticas 
Uso do acento grave 
crase 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 4 
Princípios gramaticais da crase: 
Agora o que obrigatoriamente vai cair na sua prova são os três princípios gramaticais 
da crase: princípio fonológico, princípio morfológico e princípio sintático. 
 
Princípio fonológico 
O exemplo anterior apresenta apenas um princípio gramatical de crase: o princípio 
fonológico, já que possui a fusão entre duas vogais idênticas. 
door> dor 
 
O princípio fonológico está definido neste esquema: 
 
À 
 A + A 
 
 
Princípio morfológico 
Nesse caso, eu também tenho o princípio morfológico, pois aqui temos a presença de 
classes gramaticais diferentes: a preposição e o artigo, como podemos observar: 
 
À 
 A + A 
 
 
Princípio fonológico: 
fusão de duas vogais 
idênticas. 
crase 
Preposição Artigo 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 5 
Princípio sintático 
O principal princípio gramatical da crase é o princípio sintático, que tem a ver com a 
regra geral da crase: o termo anterior exige a preposição a e o termo posterior admite 
o artigo a. Como apresentado neste esquema: 
 
À 
 A + A 
 
 
 
Regra geral da crase 
Agora que você já sabe os princípios gramaticais da crase, vamos estudar a base da 
regra geral da crase, vamos a um exemplo: 
Eu me refiro ......... diretora. 
 
 
Perceba que o termo anterior, nesse caso: o verbo referir, exige preposição a, pois 
quem se refere se refere a alguém. E o termo posterior, o substantivo diretora, admite 
o uso do artigo a, porque é um substantivo feminino singular. Então se eu tenho 
preposição mais artigo, logo eu tenho crase. 
 
Eu me refiro ......... diretora 
 
 
 
Para aplicar a regra geral da crase, obrigatoriamente, temos que olhar 
para o termo anterior (termo regente) e para o termo posterior (termo 
regido). 
T. A. 
exige 
preposição 
T.P. 
admite 
artigo 
à 
E
u 
m
e 
r
e
f
i
Preposição Artigo 
Verbo 
exige 
preposição 
Substantivo 
admite 
artigo 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
 
OLHA O MACETE: se você ficar na dúvida se o termo posterior admite o 
uso do artigo a, você deve empregá-lo no início de uma nova frase, esse 
é um recurso que pode ajudar. Usando o nosso exemplo, em que o termo 
posterior é diretora. 
 
Ex.: A diretora é bonita T.P. admite artigo 
 
 
Entretanto, se você ainda tiver dúvida nessa regra geral da crase, tem outro macete 
que pode te ajudar, então não se desespere! VAMOS LÁ: 
➢ Substitua o termo feminino por um termo masculino equivalente ou o mais 
próximo semanticamente. 
 
Ex.: Eu me refiro ......... diretora 
 diretor 
 
 Eu me refiro ......... diretor 
 
 Eu merefiro ......... diretora 
 
➢ Quando você pega o substantivo feminino e troca por um substantivo 
masculino, resulta na contração ao, aqui você fez a constatação da regra geral, 
agora tem certeza de que no exemplo há crase. Observe que o a é a preposição 
exigida pelo verbo refiro - termo anterior -, por sua vez, o artigo o é admitido 
pelo substantivo masculino singular– termo posterior. 
 
 
OLHA O MACETE: se você tiver dúvida se tem ou não a crase, só pegar o 
termo feminino que se encontra depois do a e trocar por um termo 
masculino, se acarreta a contração ao terá crase, porque teremos 
preposição mais artigo. 
 
ao 
dir
eto
r 
 
 
à 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 7 
Agora quando temos um substantivo plural que admite artigo, teremos a contração 
às, como no seguinte caso: 
 
ÀS 
 A + AS 
 
 
Eu me refiro ..............diretoras 
 
 
 
E se caso você quiser empregar o macete que aprendemos anteriormente, você só 
precisa substituir “diretoras” por “diretores”, ou seja, substituir um sujeito feminino no 
plural por um termo masculino equivalente também no plural, então teríamos a 
contração aos, que é a preposição mais o artigo no plural. 
 
Ex.: Eu me refiro ......... diretoras 
 diretores 
 
 Eu me refiro ........... diretores 
 
 Eu me refiro ......... diretoras 
 
➢ Quando você pega o termo feminino plural e troca por um masculino plural, 
resulta na contração aos, aqui você fez a constatação da regra geral, sabendo 
que no exemplo há crase. Observe que o a é a preposição é exigida pelo verbo 
- termo anterior -, por sua vez, o artigo os é admitido pelo substantivo 
masculino plural– termo posterior. 
 
Preposição Artigo feminino plural 
T. A. 
exige 
preposição 
T.P. 
admite 
artigo no 
plural 
às 
Eu 
m
e 
ref
iro 
.....
.... 
dir
et
or 
 
--
-- 
aos 
dire
tor 
 
 
às 
Eu 
m
e 
ref
iro 
.....
.... 
dir
et
or 
 
--
-- 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
 
OLHA O MACETE: se você tiver dúvida se tem ou não a crase, só pegar o 
termo feminino plural que se encontra depois do a e trocar por um termo 
masculino plural, se acarreta a contração aos terá crase, porque teremos 
preposição mais artigo. 
 
 
Agora quando tivermos na frase um substantivo que indica nome de lugar, temos que 
analisar bem para contatar se há ou não crase. Vamos aos exemplos: 
 
Vou ....... Europa 
Foi ..... Roma 
 
➢ Nesses casos, você pode aplicar um macete simples: 
Que vai A e volta DA – Crase há! 
Quem vai A e volta DE – Crase para quê?! 
 
Vou à Europa/ Volto da Europa – Há crase! 
Foi a Roma/ Voltou de Roma – Não há crase! 
 
➢ Esse macete só vale para topônimos, ou seja, substantivos que nomeiam: ruas, 
cidades, bairros, continente e países, portanto, não se encaixa para qualquer 
lugar, por exemplo, não pode ser empregado para casa ou apartamento. 
 
 
 
OLHA O MACETE: em casos de substantivos que nomeiam lugares: ruas, 
cidades, bairros, continente e países (somente os topônimos), para a 
contatação da regra geral da crase, aplicaremos o seguinte recurso: 
 
Que vai A e volta DA – Crase há! 
Quem vai A e volta DE – Crase para quê?! 
 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 9 
Agora vamos testar os nossos conhecimentos sobre crase. Para isso vamos analisar as 
seguintes frases: 
1. Fui a farmácia 
2. Cheguei a escola 
3. Cheguei a casa 
4. Visitei a casa do Jhoni Zini. 
5. Cheguei a casa do Jhoni Zini. 
 
Então, por exemplo, essas duas primeiras frases você facilmente acertaria aplicando o 
seguinte macete: substituir o substantivo feminino por um termo masculino 
correspondente. OBSERVE: 
1. Fui a farmácia 
 
Fui ao mercado 
 
 Fui à farmácia 
 
2. Cheguei a escola 
 
Cheguei ao colégio 
 
 Cheguei à escola 
 
Agora a terceira frase é um caso que devemos tomar cuidado. Vamos para análise: 
 
3. Cheguei a casa 
 
➢ O termo anterior, o verbo cheguei, exige preposição a, pois quem chega, chega 
a algum lugar. Entretanto, o termo posterior, o substantivo casa - com acepção 
de lar/moradia/residência -, não admite artigo, porque pressupõe que já esteja 
definida. Logo não temos caso de crase. 
 
NESSES CASOS: a é a preposição exigida pelo 
verbo - termo anterior -, já o artigo o é 
admitido pelo substantivo masculino singular– 
termo posterior. Então temos a contração ao. 
Assim você consegue fazer a constatação da 
regra geral da crase, logo teremos crase nos 
dois casos. 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 10 
 
No entanto, nesse caso, os macetes podem nos enganar. Veja: 
1º MACETE - conseguimos pegar a palavra “casa” e substituir por um termo masculino 
correspondente: “apartamento” e teremos como resultado a contração ao, mas o substantivo 
casa, com sentido de lar, não admite crase. 
2º MACETE - conseguimos colocar o termo “casa” no início de uma frase e obteríamos: a casa, 
como no caso: “a casa é grande”, porque nesse caso o substantivo casa é o núcleo do sujeito 
e obrigatoriamente tem o emprego do artigo a. 
3º MACETE poderíamos empregar a regra: cheguei a/ volto da, conseguiríamos cheguei a 
casa/ voltei da casa, então também acharia que teria crase, todavia esse macete só funciona 
com topônimos, ou seja, nome de rua, de cidade, de bairro, de continente, de país. Por isso, 
o substantivo casa não se encaixa nessa regra. 
 
Agora vamos analisar a quarta frase: 
 
4. Visitei a casa do Jhoni Zini. 
 Aqui o substantivo casa está especificado 
(substantivo: casa + adjunto adnominal: do Jhoni Zini) 
 
➢ Diferente do exemplo anterior, temos aqui o substantivo casa especificado (casa 
do Jhoni Zini), então, nesse caso, o substantivo casa admite artigo. 
 
Porém, tenha cuidado, isso não é sinal de crase! Lembre-se de olhar sempre o termo 
anterior e o termo posterior. 
 
Visitei .............. casa do Jhoni Zini 
 
 
 
T. A. 
NÃO exige 
preposição 
T.P. 
admite 
artigo 
a 
E
u 
m
e 
r
e
fi
r
o 
...
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 11 
➢ Nesse caso, o termo posterior (casa do Jhoni Zini) admite o artigo a, mas o 
termo anterior (visitei) não exige preposição, por ser um verbo transitivo direto 
(VTD). Então como não há a contração de duas vogais (preposição a + artigo a), 
não há o emprego de crase. 
 
 
Você já percebeu que o substantivo casa é uma palavrinha peculiar. E para esclarecer 
qualquer dúvida sobre os dois últimos exemplos, considere o padrão culto da língua. 
Vamos comparar dois substantivos que indicam lugar: escola e casa, analisando a sua 
regência. 
 
 
 escola casa 
 
 
Observe que a regência com a palavra escola: acarreta a contração da preposição mais 
artigo (na=em + a/ da=de +a); já com a palavra casa: temos apenas preposições (em/de). 
Isso significa que o substantivo casa realmente não admite artigo, por isso não terá crase. 
 
Porém isso muda quando temos a palavra casa é especificada, como no exemplo: casa do 
Jhoni Zini. Nesse caso, temos o uso do artigo e a regência ficará: 
 
 casa do Jhoni Zini 
 
No entanto, só o substantivo casa admitir uso do artigo, no caso dele ser especificado, não 
garante o emprego de crase, OK? Para ter crase, obrigatoriamente, o verbo deve exigir 
preposição e o substantivo deve admitir artigo, COMBINADO? 
 
 
Agora observe o quinto exemplo: 
 
5. Cheguei ....... casa do Jhoni Zini. 
 
➢ Diferente do exemplo anterior, aqui o termo anterior, o verbo cheguei, exige a 
preposição a, por ser um verbo transitivoindireto (VTI). E como já vimos, 
quando o substantivo casa, termo posterior, estiver especificado ele admite o 
Sai da 
Fica na Fica em 
Sai de 
Fico na 
Saio da 
à 
E
u 
m
e 
r
e
fi
r
o 
...
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 12 
artigo a. Dessa forma, na nessa frase temos o emprego da crase. 
Para fixar mais o que estamos estudamos, vamos comparar as frases. OBSERVE: 
 
➢ Comparando as frases 4 e 5: 
Ambas apresentam a palavra casa especificada, por isso o substantivo admite o 
artigo a. Porém, a diferença está na regência dos verbos: na frase quatro, verbo 
não exige a preposição, por isso não há o emprego de crase; na frase cinco, o 
verbo exige a preposição, por isso há crase. 
 
➢ Comparando as frases 3 e 5: 
Na frase três: “cheguei a casa”. De quem é essa casa? Essa casa é do emissor, 
por isso ela não precisa ser especificada, consequentemente não admite o 
artigo. No entanto, quando a casa é de uma outra pessoa eu preciso especificar 
para enfatizar isso, como é o caso da frase cinco, por isso admite o artigo. 
 
 
Contudo, se ainda assim você ainda tiver alguma dúvida no que acabei de explicar, 
considere a linguagem informal, sim a sua fala do dia a dia. Observe: 
 
▪ Muitas vezes não dizemos “cheguei a casa”, não empregamos a preposição a 
como é a regra da norma culta. Porém, qualquer falante da língua diz “cheguei 
em casa”, perceba o uso da preposição em. Isso porque tem uma gramática 
internalizada, por conhecer o funcionamento da língua, então sabe que se 
chegou a sua própria casa, não precisa especificar para o interlocutor. 
 
▪ Muitas vezes não dizemos “cheguei à escola”, não empregamos a preposição a 
como é a regra da norma culta. Todavia, qualquer falante da língua diz “cheguei 
na casa”, perceba o uso da contração da preposição em mais o artigo a. Então, 
por apresentar preposição mais artigo, há o emprego da crase. 
 
▪ Contudo, todos os falantes da língua, até os analfabetos, falam: “visitei a casa de 
Jhoni Zini”, pois por conhecerem o funcionamento da língua sabem que esse 
verbo não exige preposição. Da mesma forma que dizem: “cheguei na casa de 
Jhoni Zini”, empregam a preposição, mesmo que de forma equivocada, pois 
sabem que o verbo chegar exige preposição, mesmo que pela norma culta 
deveria ser a invés de em. 
 
 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 13 
Caro aluno e cara aluna, finalizamos aqui. Espero, sinceramente, que o conteúdo aqui 
apresentado tenha sido de fácil compreensão, agregando aos seus estudos. 
Aprofundaremos mais sobre a crase nas próximas aulas, mas saiba que essa aula é a 
base para continuarmos, então não esqueça de fazer um belo resumo, ok?! Agora, 
você está liberado para fazer uma breve pausa. Aproveite para tomar um chá ou café, 
descanse e escute sua música favorita, mas não se esqueça de voltar, viu?! 
 
Te espero na próxima aula, até! 
 
 
Língua Portuguesa | 
Crase 
www.focusconcursos.com.br | 14 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Palavras Atrativas 
Videoaula: Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Palavras atrativas ............................................................................................................. 2 
O e lhe ................................................................................................................................................. 4 
 
 
PALAVRAS ATRATIVAS 
Quando você pensa em palavras atrativas ou palavras de fator proclítico, tem muita 
informação. Por isso que na língua portuguesa do Brasil, temos diversos casos de 
próclise. 
• Palavras negativas (Não, nunca, jamais) 
• Advérbios 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 3 
• Pronomes indefinidos 
• Pronomes relativos 
• Pronomes interrogativos 
• Conjunções subordinativas 
o Integrantes (que/se substituída por ISSO [Oração Subordinada 
Substantivo Encabeçada pela conjunção integrante]) 
o Adverbiais (9 valores semânticas) 
• Frases optativas (exprimem desejo) 
 
A frases optativas que exprimem desejo, geralmente são de cunho religioso. Por 
exemplo, a frase Deus te proteja, Deus é um sujeito explícito. O núcleo é um 
substantivo então, teoricamente poderia ter próclise ou ênclise, mas neste caso como 
é uma frase optativa, é um desejo de cunho religioso, obrigatoriamente é a próclise. 
 
Sobre o caso do facultativo, imagine as seguintes estruturas: 
1) Os alunos do Focus se destacaram na prova. 
2) Os alunos do Focus destacaram-se na prova. 
 
Na frase 1, quem é o sujeito? Os alunos do Focus. E quem é o sujeito na frase 2? 
Os alunos do Focus. Na frase 1, quem é o núcleo do sujeito? Alunos, que é o 
substantivo sem preposição. Na frase 2, o sujeito é o “alunos” um núcleo. 
 
Sintaticamente falando, se “os” é um artigo, nas duas sentenças vai funcionar como 
adjunto adnominal. E esse “do Focus” é uma locução adjetiva que especifica de onde 
é esse tipo de aluno, são os alunos do Focus, e não de outro curso. Então neste 
momento, a estrutura preposicionada ligada a um substantivo concreto, 
consequentemente tenho um adjunto adnominal, um valor próprio, por exemplo, de 
uma locução adjetiva. Por tanto, tem um sujeito explicito e o núcleo que é um 
substantivo. 
 
Quando tem um sujeitos explicito com o núcleo substantivado, o processo de 
colocação pronominal é facultativo, logo a ordem de colocação do pronome antes do 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 4 
verbo, formando a próclise ou colocando o pronome depois do verbo, formando a 
ênclise, não importa. 
 
 
A banca IBFC já colocou as duas frases parecidas com a do nosso exemplo, e 
perguntaram dentre as opções, qual está correta em relação à colocação 
pronominal. Existia dois gabaritos, por tanto, a questão deveria ser anulada, mas 
eles não anularam. A banca deu como gabarito a alternativa a ênclise, eliminando a 
próclise com a justificativa de que na gramática antiga a ênclise é a preferência. 
Sabemos que “preferência” não é obrigatoriedade. Como o assento preferencial dos 
transportes, se você está sozinho(a) no transporte público, não tem importância 
onde vai se sentar. Mas se estiver declarado que é proibido sentar-se naquele lugar, 
como por exemplo, o vagão das mulheres ser exclusivo. 
A banca IBFC criou a própria jurisprudência linguística, portanto, o processo de 
colocação pronominal é facultativo para todas as outras bancas, menos para a IBFC. 
Quando tem sujeito é explicito com o núcleo substantivo só vale a ênclise. 
 
O e lhe 
O -> Objeto direto -> Verbo transitivo direto ou Verbo transitivo direto e indireto. 
Lhe -> Objeto indireto -> Verbo transitivo Indireto ou Verbo transitivo direto e 
indireto. 
 
As peculiaridades, o “lhe” corresponde a estrutura “a ele/a ela”. É por isso que funciona 
como um objeto indireto, porque já é uma estrutura em sua essência preposicionada. 
Então, qual preposição é colocado diante deste objeto indireto? A preposição “a”. 
Mas também pode colocar preposição “para”. Por exemplo: 
 
Dei flores a Maria. 
Dei flores para Maria. 
Dei-lhe flores. 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 5 
Também é possível colocar a preposição “em”: 
 
João deu um soco em José. 
Ou 
João deu-lhe um soco. 
 
Mas em prova, é basicamente a preposição “a”. E como a banca tenta te derrubar 
na prova? Ela vai colocar assim: 
 
Comprei um carro. 
 
E destaca as estruturas substantivada, já que nesta frase tem um artigo indefinido eum substantivo. O núcleo não é um substantivo? O núcleo é substantivo, então é 
um sintagma nominal, logo, se tem um sintagma nominal, quem manda é o nome, no 
caso, o carro. 
 
Na questão vai dizer que é possível trocar este “um carro” pelo pronome oblíquo “lhe”, 
e a primeira coisa que deve fazer é apegar ao verbo. Qual verbo temos nesta frase? 
Um verbo transitivo direto (Comprei), e esse verbo transitivo direto pede o que? 
Objeto direto. 
 
O “lhe” funciona como objeto indireto, quem funciona como um objeto direto é o “o”. 
Então, nesse caso jamais poderia colocar “comprei-lhe”, caberia “comprei-o”. 
 
Existe a possibilidade da tentar te derrubar assim: 
 
Gostei do filme. 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Destaca o “do filme” e diz que dá para substituir pelo “lhe”. Mas “gostei” é um verbo 
transitivo indireto, o que nos leva a pensar que “do filme” é um objeto direto”, então 
vamos colocar o “lhe”, mas o “lhe” pode ser regido pela preposição “de”? NÃO, 
por isso não é possível colocar “gostei-lhe”, estaria errado. Por isso, já que pede a 
preposição ”de”, podemos reescrever como “gostei dele”. 
 
Mas existem algumas outras peculiaridades? Existem, comentei com você que 
mesmo estando atrelada a um verbo transitivo indireto, regido pela preposição “a”, 
pode não ser utilizado com alguns verbos. 
 
O pronome “lhe” não pode ser utilizado com os seguintes verbos transitivo indiretos 
regidos pelas preposição “a”: 
1) Assistir 
2) Visar 
3) Aspirar 
4) Referir-se 
5) Aludir 
 
Não é qualquer verba assistir que não pode utilizar o verbo, é quando está no sentido 
de “presenciar”. É errado afirmar que o “lhe” além de ser um objeto indireto, tem que 
ser pessoa. Isso não é verdade. Pode ser pessoa ou coisa, para nossa sorte na maioria 
das vezes é uma pessoa, mas tanto faz se for pessoa ou coisa, tem que ser um objeto 
indireto regido pela preposição “a” ou pela proposição “para” ou pela proposição 
“em”. Olhe a construção a seguir: 
 
Assisti ao filme. 
 
O verbo assistir está sentido de presenciar, é um verbo transitivo indireto regido pela 
preposição “a”. O “ao filme” é um objeto indireto, possui a preposição “a” 
teoricamente daria para colocar o “lhe”, mas não pode porque desde o latim, o “lhe” 
é um dativo de posse que não podia ser utilizado com alguns verbos. Com quais 
verbos? Os verbos que não têm o valor da posse. Então não pode colocar assisti-lhe, 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 7 
então você vai colocar o que? “Assisti a ele”, já que “lhe” corresponde a estrutura a 
ele ou a ela. 
 
Em seguida, o verbo “visar” no sentido de desejar, também não pode utilizar o “lhe”. 
 
Viso ao cargo. 
 
Neste momento, o verbo visar está funcionando como um verbo transitivo indireto, 
regido pela preposição “a”, “ao cargo” é um objeto indireto, teoricamente, como tem 
a preposição “a”, deveria usar o “lhe”, mas não pode. Então o que vamos fazer neste 
caso? Colocar o “a ele”, ficando “aviso a ele”. 
 
O verbo aspirar também no sentido de desejar. Então a frase fica assim: 
 
Aspiro ao sucesso. 
 
Mais uma vez o verbo é transitivo indireto, regido pela preposição “a”, “ao sucesso” é 
um objeto indireto. Não pode colocar “aspiro-lhe”, então vamos colocar “a ele”, 
ficando “Aspiro a ele”. 
 
Agora, os dois verbos a seguir são mais fáceis. Veja: “Refiro-me ao menino.”, se 
colocar “refiro-me-lhe” é erro na certa! Vai colocar “refiro-me a ele”, é muito mais 
natural. Por incrível que pareça, o mais perigoso não é o “lhe”, é o “o”, porque tem as 
derivações e ramificações, como o “o”, no”. Mas antes de aprofundar no “o”, vamos 
olhar as outras possibilidades para o “lhe”. 
 
João é apaixonado por Maria. Ontem, ele resolveu agradá-la. Então, deu-lhe flores. 
Depois, beijou-lhe as mãos. Nesse momento, o encantamento passou. Maria é 
fumante e as mãos estavam fedendo. Por isso, João disse que o fumo lhe era 
prejudicial. 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
Veja a ênclise na frase, aquele primeiro lhe está atrelado ao verbo. Qual verbo? Um 
verbo transitivo direto e indireto. Quem dá, dá alguma coisa a alguém. O que o João 
deu? Ele deu flores, objeto direto. A quem? A ela, no caso a Maria. Então “flores” seria 
objeto direto, e o “lhe” um objeto indireto. 
 
Continuando, “depois beijou-lhe as mãos”. Este “lhe” está atrelado ao verbo? Não. 
Ele beijou as mãos dela. Então esse “lhe” está atrelado à palavra mãos. Qual a classe 
gramatical da palavra mãos? Substantivo, o substantivo concreto. Detalhe, além de 
estar ligado ao substantivo concreto, veja o valor de posse, são as mãos dela. Então, 
este “lhe” funciona sintaticamente como adjunto adnominal. 
 
Em seguida, “nesse momento, o encantamento passou Maria é fumante e as mãos 
estavam fedendo. Por isso João disse que o fumo lhe era prejudicial”. O fumo era 
prejudicial a quem? A ela, só quer agora este “lhe” está relacionado à palavra 
“prejudicial”, e qual a classe gramatical de “prejudicial”? Adjetivo, se está ligado ao 
adjetivo, significa que é um complemento nominal. 
 
Bons estudo e até a próxima! 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 9 
 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Crase: casos específicos II 
Prof da Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
Bom dia, boa tarde e boa noite, meu caro e minha cara concurseira! Neste material 
vamos continuar o nosso estudo sobre crase, fique de olho nessa regra de hoje, que 
é extremamente perigosa, porque ela é uma base para um dos maiores erros de crase 
da língua portuguesa. Desejo a você um bom estudo, sem mais delongas, vamos 
nessa! 
 
Confira a seguir o conteúdo programático que preparei para a aula de hoje! 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Casos de destaque de crase ............................................................................................... 3 
Não ocorre crase nas expressões formadas por palavras repetidas femininas ou masculinas .................. 3 
Dias da semana ........................................................................................................................................................... 5 
Horas ........................................................................................................................................................................... 6 
 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 3 
CASOS DE DESTAQUE DE CRASE 
Vamos continuar estudando casos de crase que merecem destaque, que estão dentro 
das famosas pegadinhas das provas. Lembre-se sempre que o avaliador vai testar a 
sua atenção, então não esqueça da nossa regra geral: a crase é a fusão de duas vogais 
idênticas. 
 
Não ocorre crase nas expressões formadas por palavras repetidas 
femininas ou masculinas 
 
Fique atento com expressões formadas por palavras repetidas, sejam elas femininas 
ou masculinas, como os exemplos: cara a cara, gota a gota, dia a dia, frente a frente, 
lado a lado, passo a passo, entre outras, nelas não haverá o emprego de crase. Por 
serem expressões adverbiais com palavras repetidas, que sintaticamente funcionam 
como adjuntos adverbiais de modo. Veja: 
 
Ex.: A vítima ficou frente a frente com assaltante. 
 
 
 
 
Nesse caso, teremos uma preposição ligando as duas palavras femininas repetidas. A 
preposição liga qualquer palavra a outra, mesmo que comumente seja utilizada para 
ligar palavras de função sintáticadiferente, também pode ligar palavras com a mesma 
função sintática. 
 
A não ocorrência de crase é justificada por conta do paralelismo sintático presente 
nessas expressões, pois temos duas palavras de igual função sintática e nem uma delas 
admite artigo, isto é, não tenho artigo diante da primeira palavra e nem da segunda, 
sem artigo não temos possibilidade de crase. 
 
A expressão evidência o modo que a 
ação foi realizada, logo é um adjunto 
adverbial de modo. 
preposição 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
 
Cuidado, essa regra é extremamente perigosa, por ser base para 
diversos erros! Lembre-se que ela só é aplicada em expressões 
formadas por palavras repetidas que funcionam como adjunto 
adverbial de modo. 
 
 
OBSERVE ESSE EXEMPLO: temos palavras repetidas, mas com funções sintáticas 
diferentes, por isso não pode ser uma expressão! Observe a análise sintática da oração: 
 
 
Trump declarou guerra à guerra. 
 
 
 
 
Nesse exemplo, o verbo declarou, que tem como sujeito “Trump”, é um verbo 
transitivo direto e indireto, pois quem declara: declara alguma coisa a alguém, então 
esse verbo, obrigatoriamente, terá dois objetos: um direto (guerra) e outro indireto (a 
guerra). 
 
Ainda para atestar a ocorrência dessa crase, podemos aplicar o macete de trocar a 
palavra feminina por um termo masculino correspondente, por exemplo: Irã. O que 
resultaria na reescrita: “Trump declarou guerra ao Irã”, isso prova que temos a 
contração de uma preposição e um artigo, assim ocorre crase. 
 
Dessa forma, analisando a regência do verbo, sabemos que não se trata de uma 
expressão de palavras repetidas, já que possuem funções sintáticas distintas: a 
primeira é objeto direto do verbo e a segunda é objeto indireto do verbo, por isso é 
acompanhada por preposição. 
 
Sujeito 
Verbo transitivo 
direto e indireto 
(VTDI) 
Objeto direto (OD) 
Objeto indireto (OI) 
Preposição 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 5 
OBSERVE ESSE OUTRO EXEMPLO: que aparece escrito “cara à cara” com crase, mas você 
vai me dizer que não ocorre crase nas expressões formadas por palavras repetidas. 
Porém, tenha calma, primeiro, você sempre tem que avaliar a regência verbal, vamos 
ao exemplo: 
 
João disse que a mercadoria está cara à cara mulher. 
 
 
 
Nesse exemplo, o verbo disse, que tem como sujeito “João”, é um verbo transitivo 
direto e indireto, pois quem diz: diz algo a alguém, então esse verbo, 
obrigatoriamente, terá dois objetos: um direto (que a mercadoria está cara) e outro 
indireto (à cara mulher). Você já deve ter notado que aqui a palavra “cara” assume 
duas funções sintáticas, no objeto direto é um adjetivo de mercadoria e no objeto 
indireto é um pronome que se refere a mulher. 
 
Dias da semana 
 
 
Cuidado, essa regra é extremamente perigosa, por ser base para 
diversos erros! Muito comum encontrarmos expressões como: 
“segunda à quinta” com crase, mas nesse caso jamais ocorre 
crase. Veja! 
 
 
OBSERVE ESSE EXEMPLO: aqui temos caso de paralelismo sintático, pois temos duas 
palavras de igual função sintática, além disso possui o valor semântico de tempo. 
 
 
De segunda a quinta o refil: 29,90. 
 
Verbo transitivo 
direto e indireto 
(VTDI) 
Sujeito 
 
OD OI 
Preposição Preposição 
A expressão evidência o tempo que 
a ação será realizada, logo é um 
adjunto adverbial de tempo. 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Dessa forma, quando se deparar com casos de paralelismo sintático, repare que o 
termo que aparece na frente da palavra se repetirá na frente da outra, nesse caso: uma 
preposição. Assim em casos comuns como: “de segunda a quinta” e “fazer uma 
redação de vinte a trinta linhas” não ocorre crase. 
 
COMPARE COM ESSE EXEMPLO: aqui temos caso de paralelismo sintático, pois temos 
duas palavras de igual função sintática, então o termo que aparece na frente de uma 
palavra se repetirá na frente da outra, nesse caso: a contração entre preposição e 
artigo. 
 
 
 
Da segunda à quinta o refil: 29,90. 
 
 
 
Outro fator relevante é o valor semântico das orações, repare: “De segunda a quinta” 
refere-se a esses dias de qualquer semana, pois não especificamos com uso de artigo. 
Porém, em “Da segunda à quinta” estamos especificando a semana, ou seja, estamos 
referindo a próxima semana. 
 
Horas 
 
 
 
ESSE MESMO RACIOCÍNIO serve também em relação às horas, 
sempre haverá crases em casos como: “A festa começará às 20h” 
ou “A aula vai começar às 18h30”. Assim como em: 9h às 11h, 
nesse caso está subtendido a contração das (preposição mais 
artigo) antes de 9h. Porém, as duas situações perfeitas são: “Das 
9h às 11h” e “De 9h a 11h”, mas também serão aceitas as formas: 
9h até 11h e 9h – 11h. 
 
A expressão evidência o tempo que a ação será 
realizada, logo é um adjunto adverbial de tempo. 
Preposição de + 
artigo a 
Preposição a+ 
artigo a 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 7 
Todavia, lembre-se que por causa do paralelismo sintático, obrigatoriamente, o 
mesmo termo que está na frente da primeira palavra se repetirá na frente da segunda. 
PRESTE ATENÇÃO NOS CASOS: 
 
 
 
ERRADO: De 9h às 11h. 
 
 
 
 
 
 
 
ERRADO: De 9h as 11h. 
 
AMBOS CASOS ESTÃO ERRADOS PORQUE NÃO RESPEITAM O PARALELISMO SINTÁTICO! 
CORRIGINDO: De 9h a 11h CORRIGINDO: Das 9h às 11h 
 
 
 
“Teremos aula das 9h às 11h” – o artigo especifica o horário que iniciará 
e finalizará a aula. 
 “Atenderemos de 9h a 11h” – marca uma jornada horária, não 
especifica um único horário que você pode ser atendido, mas pode ser 
atendido qualquer horário desse intervalo. 
 
Questões sobre emprego de crase ou não em expressões que marcam dia da semana 
ou horário caem muito em prova, pois no dia a dia encontramos muitos erros nesses 
casos. Principalmente em relação à situação de atendimento, como no exemplo: 
 
 
Ex.: Maria, secretária da escola, trabalha de segunda a sexta, 
das 8h às 16h. 
 
• Maria trabalha todos os dias da semana, exceto no final de 
semana, por isso empregamos a preposição; 
• o artigo especifica o horário que Maria iniciará e finalizará 
seu horário de trabalho. 
 
 
Preposição Preposição 
Preposição de + 
artigo a 
artigo as 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 8 
Meu caro aluno e aluna, chegamos ao final da nossa aula. Espero que tenha 
entendido o raciocínio por trás dessa regra de crase que aprendemos hoje. Não 
esqueça de finalizar o seu resumo antes de fazer uma pausa, ok?! 
 
Desejo ótimos estudos e até nosso próximo encontro! 
Língua Portuguesa | 
Casos de destaque de crase 
www.focusconcursos.com.br | 9 
 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Usos da Crase: Expressões Adverbiais de Lugar 
Prof da Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
Saudações, meus caros alunos. Na aula de hoje trabalharemos os usos da crase com 
expressões adverbiais de lugar e de instrumento. Pegue seu material, que deverá 
incluir um dicionário da língua portuguesa, e vamos começar. 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Expressões Adverbiais de Lugar ......................................................................................... 3 
Observações ........................................................................................................................................ 6 
Casa/Terra ...........................................................................................................................................6 
Crase Semântica .................................................................................................................................. 6 
Expressão Adverbial de Instrumento .................................................................................................... 8 
Expressão Dar à Luz.............................................................................................................................. 9 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 3 
 
EXPRESSÕES ADVERBIAIS DE LUGAR 
A regra é que com expressões adverbiais de lugar, deve-se fazer a verificação da 
ocorrência da crase por meio da troca do termo regente. Mas, fique atento: não são a 
quaisquer expressões adverbiais que se aplica essa regra, mas tão somente aos 
topônimos, que são nomes de lugares específicos (nomes de ruas, de bairros, cidades, 
países e continente). 
 
Veja bem, você já deve ter aprendido que um dos macetes para verificar a ocorrência 
de crase em determinada estrutura é substituir o termo feminino posterior por um 
termo masculino e observar se ele admite artigo ou não. 
 
 
 
Se couber um artigo ali, é porque com o termo original deve-se usar a crase. Na 
verdade, esse é só um macete, a aplicação e explicação gramatical vai muito além 
disso, conforme você poderá observar ao longo deste material. Por hora, quero que 
você perceba que esse macete não é aplicável quando o termo posterior se tratar de 
um topônimo. Nesse sentido, vamos fazer a verificação da ocorrência de crase por 
meio da troca do termo regente. Observe as seguintes sentenças: 
✓ Vou à Bahia. 
✓ Vou a Fortaleza. 
 
O termo regente nessas frases é o verbo. No exemplo “vou a Fortaleza”, se trocarmos 
o termo regente por “volto”, como em “volto de Fortaleza” saberemos que “DE” é 
apenas uma preposição, e isso mostra que a palavra Fortaleza NÃO admite o artigo. 
Desse modo, concluímos: a estrutura “vou a Fortaleza” não tem crase, porque o “A” é 
apenas a preposição exigida pelo verbo regente. 
 
 
Vou à igreja. 
Vou ao cinema 
 
Vou a Fortaleza Substituição do termo regente Volto DE Fortaleza 
 prep. 
 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
Já no exemplo “vou à Bahia”, a troca do termo regente por “volto”, como em “volte da 
Bahia” nos mostra que a palavra “Bahia” ADMITE o artigo “A”, assim concluímos que 
a estrutura “vou à Bahia” se escreve com crase. Isso ocorre porque o termo anterior 
(vou) exigiu a preposição “A”, e o termo posterior admitiu o artigo “A”. Pela regra 
geral, então, tem crase. 
 
 
Em suma, haverá ocorrência de crase se houver preposição + artigo. 
 
Mas... Cuidado. Pode ser que você se depare com uma pegadinha. Observe que na 
estrutura “vou à Fortaleza das belas praias”, o termo anterior exige a preposição “A” 
e, além disso, o topônimo Fortaleza, por estar sendo especificado, passa a admitir 
artigo também. É como se disséssemos “volto da Fortaleza das Belas Praias”. 
 
Se o termo anterior pede preposição e o posterior admite artigo, ocorre crase obrigatoriamente. 
 
Atenção: não basta uma especificação para que ocorra a crase. É 
necessário, também, que o termo anterior exija preposição. No 
exemplo “conheci a Fortaleza das belas praias”, por exemplo, não é 
necessário o uso da crase porque o termo anterior não pede 
preposição (conhecer é um verbo transitivo direto). 
 
O macete sobre o qual falamos só serve para topônimos. Se fortaleza for escrito com 
F minúsculo, há crase, pois pode estar fazendo referência a um lugar como qualquer 
outro. Agora, se especificamos que Fortaleza é um topônimo, por meio do uso do F 
maiúsculo, usamos esse macete para identificar a ocorrência da crase. 
Se vou A e volto Da, 
acento lá no À; 
Se vou A e volto De, 
acento para quê? 
Vou à Bahia Substituição do termo regente Volto DA Bahia 
 prep. (de) + art. (a) 
 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
Veja, quando escrevemos fortaleza com F minúsculo significa falar de fortaleza como 
se fosse um lugar qualquer, como se fosse uma padaria, uma farmácia, uma igreja. 
Nesse caso, não há mais como fazer a verificação pela troca do termo regente usando 
a regra aplicável aos topônimos. Nesse caso devemos substituir o termo feminino por 
um masculino. 
 
 
 
Se a substituição do termo feminino por um masculino resultar em no uso de 
preposição mais artigo (ao), ocorre crase. 
 
 
A título de curiosidade: existe a possibilidade, por analogia, de adicionar a crase em 
determinadas estruturas. Ora, se você perguntar a um nativo de Fortaleza onde ele mora, 
prontamente ele irá responder, “moro em fortaleza”. 
 
Agora, um nativo de Recife pode tanto responder “moro em Recife”, fazendo referência a um 
termo generalizado, como também pode falar “moro no Recife”, fazendo referência a um 
termo específico (vide o artigo o em em+o=no. Essa forma cultural não se limita só a Recife, 
acontece em outras regiões do Brasil também. 
 
Ao dizer “Vou à Fortaleza das belas praias”, colocamos a crase sobre o “a” e ponto final. Agora, 
quanto aos topônimos que são culturalmente especificados, por analogia, podemos dizer: 
“Vou ao Recife das belas praias” ou “Vou à Recife das belas praias”. 
 
Essas são duas possibilidades concretas na língua portuguesa. Por nossa sorte o avaliador 
não costuma trabalhar com questões que podem dar problema e gerar incertezas. Assim, 
cobrará apenas os termos que não abrem margem para interpretações distintas 😉. 
 
Vou à fortaleza. 
Vou ao forte. 
 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Observações 
Agora gostaria de expor alguns pontos sobre esse tema que merecem atenção. 
 
Casa/Terra 
Em primeiro lugar, as palavras casa (no sentido de lar, moradia) e terra (no sentido de 
chão firma) merecem destaque, pois só admitem artigo, se forem especificadas. 
Lembrando que para ocorrer crase, para além da especificação, o termo anterior deve 
exigir preposição 👍. Observe os exemplos: 
▪ Cheguei a casa/ cheguei à casa das minhas primas. 
▪ A tripulação da GOL desceu a terra / a aeromoça da GOL chegou à terra de seus 
tios. 
 
É importante lembrar que Terra com T minúsculo significa chão firme e, a princípio 
não admite artigo. Assim, para que tenha artigo, precisa ser especificada. Terra com T 
maiúsculo, por sua vez, é um planeta (um topônimo), portanto, exige crase, pois é 
como se disséssemos, por exemplo “os astronautas regressaram ao planeta Terra”, 
logo, “os astronautas regressaram à Terra”. 
 
Crase Semântica 
Uma segunda observação diz respeito ao acento grave, indicativo de crase, usado nas 
expressões adverbiais e nas locuções prepositivas e conjuntivas de que participam 
palavras femininas, como, por exemplo, em: 
 
À tarde À proporção que À força de 
À toa À procura de Às escondidas 
À noite À direita Às ordens 
 
Esses são casos de crase semântica. Ou seja, casos em que nem sempre vai haver um 
termo anterior exigindo preposição. É importante entender isso para não se confundir 
na hora da prova: a presença da crase em casos de crase semântica é obrigatória. 
Dizer, por exemplo, “vendi a vista”, sem crase, é o mesmo que dizer “vendi meus 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 7 
olhos”, pois, nessa construção, o verbo vender é um verbo transitivo direto e “a vista” 
é o objeto direto. 
 
Pois bem, não queremos que pensem que estamos vendendo nossos olhos. 
Queremos, na verdade, dizer que vendemos algo, cujo pagamento deve ser efetuado 
no ato da compra, de imediato. Por esse motivo usamos o acento grave (indicativo de 
crase), para evitar confusão. O que muda nesse caso é que o verbo vender passa a ser 
um verbo intransitivo e “vista”, um adjunto adverbial domodo como é feita a venda. 
 
Quanto a expressão “vendi a prazo”, embora o termo prazo atue como um adjunto 
adverbial de modo, é um termo masculino, e, nesse sentido, o “a” se trata apenas de 
uma preposição, assim, NÃO ocorre crase. Uma das questões típicas cobradas pelas 
bancas sobre esse tema é a seguinte. 
 
Questão. Explique a diferença de sentido (semântica) entre as frases: 
a) Bateu à porta. 
Bateu a porta. 
 
b) Chegou à noite. 
Chegou a noite. 
 
c) Saiu à francesa. 
Saiu a francesa. 
 
A banca avaliadora faz esse tipo de questão, em primeiro lugar, para que o candidato 
pense que há vários erros na questão. O enunciado pode pedir, por exemplo, para que 
seja assinalada a alternativa que está em desacordo com o padrão culto da língua; ou 
que seja assinalada a alternativa errada, de acordo com o uso da crase. A banca pode, 
ainda, fazer você pensar que a crase é facultativa. 
 
Mas perceba, a crase só é facultativa quando ela não altera o sentido. Nesses 
exemplos, todavia, a crase altera completamente o sentido. E quando altera o sentido, 
ela é obrigatória. 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
Observe que a ocorrência da crase implica um valor semântico bastante peculiar, 
quando comparado a não ocorrência, que faz remeter à coisa em si. Observe a análise 
que pode ser feita para cada um dos exemplos: 
 
▪ Bateu à porta Fazer som com o toque para que alguém abra a porta. 
▪ Bateu a porta Fechar a porta com força. 
 
▪ Chegou à noite. Chegar em algum lugar enquanto é noite (chegou de noite). 
▪ Chegou a noite. Anoiteceu. 
 
Se você conseguir trocar o “A” pelo “De” significa que deve haver crase. Essa pegada do 
adjunto adverbial de tempo é muito recorrente. Outro tipo de construção que costuma ser 
cobrada em provas, com base nesse modelo, é: 
 
À noite, haverá um aulão com o renomado professor. 
 
Muitos candidatos pensam que não se pode colocar crase em “à noite” porque não há ali 
nenhum termo anterior que a exija. No entanto, nas expressões adverbiais, nas locuções 
conjuntivas e nas locuções prepositivas de que participam a palavra feminina, OCORRE 
CRASE. 
 
A justificativa é que essas expressões já têm a preposição nelas, assim, a partir do momento 
que usamos com elas uma palavra feminina, passa a existir ali um artigo, e, por 
conseguinte, uma crase. 
 
Se conseguirmos substituir a expressão “à noite”, por “de noite”, significa que o a tem 
crase. 
 
Saiu à francesa. Sair discretamente/ sair de fininho. 
Saiu a francesa Uma mulher francesa sair de determinado lugar. 
 
Expressão Adverbial de Instrumento 
Existem situações controversas, também em relação à expressão adverbial de 
instrumento. Alguns gramáticos defendem que deve haver crase, outros dizem que 
não pode haver crase, e outros dizem que a crase é facultativa. 
 
A expressão “lavei a máquina”, por exemplo, sem crase, dá a entender que o que está 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 9 
sendo lavado é a máquina em si, o objeto em si. Gramaticalmente falando, seria, 
portanto, classificada da seguinte forma: 
 
Lavei a máquina 
 VTD OD 
 
Agora, se você quer dizer que lavou uma blusa na máquina de lavar, por exemplo, 
você estará usando a máquina como um instrumento, logo, ela terá que ser 
classificada como um adjunto adverbial de instrumento, assim, obrigatoriamente o 
acento indicativo de crase terá que ser utilizado para evitar ambiguidade. 
 
Lavei à máquina 
 VI A. Adv. de instrumento 
 
Expressão Dar à Luz 
A expressão dar à luz, em específico, derruba muitos candidatos. A expressão “dar à 
luz”, com crase, significa parir. Já a expressão “dar a luz”, sem crase, significa entregar 
a luz para alguém. 
 
A explicação é simples e quase poética. No útero não há luz, e o que a mãe faz quando 
o filho nasce é dar o seu filho para a luz. Por isso dizem que os pais criam os filhos 
para o mundo; porque ele já é dado ao mundo desde o nascimento. A essência do 
verbo aqui é mantida, pois quem dá, dá alguma coisa a alguém. Observe: 
 
Angélica deu Joaquim à luz. 
 VTDI OD OI 
 
Tranquilo?! Finalizamos nossa aula por aqui. Faça uma pause, descanse a vista e tome 
um cafezinho, mas não se demore, porque no próximo módulo vamos estudar os 
casos de crase facultativa e fazer alguns exercícios. 
 
Um forte abraço e até já. 
Língua Portuguesa | 
Expressões Adverbiais de Lugar 
www.focusconcursos.com.br | 10 
 
Língua Portuguesa | 
Crase Facultativa 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Emprego de Crase Facultativa 
Prof da Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Crase Facultativa 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Crase Facultativa .............................................................................................................. 2 
Nomes Próprios Femininos ................................................................................................................... 3 
Preposição Até ..................................................................................................................................... 4 
Pronomes Possessivos Femininos Adjetivos .......................................................................................... 6 
Exercícios de Fixação ......................................................................................................... 7 
 
 
CRASE FACULTATIVA 
O primeiro ponto que gostaria de destacar para iniciar esta aula é que o que é 
facultativo na crase não é a crase em si, mas sim ou o uso da preposição ou o uso do 
Língua Portuguesa | 
Crase Facultativa 
www.focusconcursos.com.br | 3 
artigo. Nesse sentido, existem três aspectos gramaticais que são base para os 
processos de crase facultativa: nomes próprios femininos, a preposição até, e os 
pronomes possessivos femininos adjetivos. Convido-o a acompanhar minha 
explicação sobre cada um deles a seguir 👊. 
 
Nomes Próprios Femininos 
Diante de um nome próprio feminino o que é facultativo é o uso do artigo. Na 
verdade, o uso do artigo é facultativo tanto para nome próprio feminino quanto para 
nome próprio masculino, mas estou especificando aqui o feminino simplesmente 
porque o tema da aula é “uso da crase” e crase, como você já sabe, nada mais é que 
o encontro da proposição “a” mais o artigo feminino “a”. 
 
Considere o exemplo prático de como isso ocorre na fala: eu moro 
no Rio de Janeiro, na cidade do Rio de Janeiro, bem próximo à cidade de 
Niterói. Lá no Rio, nós gostamos do artigo, então dizemos “vou à casa da 
Maria” ou “vou à casa do João”. Em contrapartida, em Niterói as pessoas não 
gostam muito de artigos, então eles dizem “vou à casa de Maria” e “vou à 
casa de João”. 
 
 
Vamos aprofundar um pouco mais essa ideia. Para tanto, observe a seguinte 
construção: 
 
 
 
O verbo “dar” é um verbo transitivo direto e indireto. O objeto direto é, portanto, “um 
recado”, e o objeto indireto regido pela preposição “a”, ou seja, àquele a quem foi 
dado o recado, é “a Maria”. O termo posterior é um substantivo feminino, mas não é 
qualquer substantivo feminino; é um NOME PRÓPRIO. Assim sendo, o artigo é 
facultativo, portanto, a construção pode se dar das seguintes formas: 
Entenda que não faz a mínima diferença falar de um jeito ou de outro, exatamente porque 
o artigo é facultativo. Tanto que podemos dizer: “Maria é bonita” ou “A Maria é bonita”. 
 
Dei um recado a Maria 
 VTDI OD OI 
 
 
Língua Portuguesa| 
Crase Facultativa 
www.focusconcursos.com.br | 4 
▪ Dei um recado à Maria. 
▪ Dei um recado a Maria. 
 
 
 
Agora, analise a seguinte estrutura: “Refiro-me a Joana D’Arc, guerreira Francesa”. 
Uma expressão como esta é perigosa, pois muitos candidatos podem pensar que por 
estar o nome próprio feminino especificado, a crase será obrigatória. Só que não é 
bem assim. 
 
Na verdade, essa frase faz uma alusão histórica, isto é, tem como tema central Joana 
D’Arc, guerreira francesa, morta aos dezoito anos, queimada e acusada de bruxaria. 
Estamos falando aqui de uma figura histórica, e por esse motivo NÃO usamos artigo. 
A ideia é muito simples: em primeiro lugar, a banca parte do pressuposto de que você 
conhece a história; em segundo lugar, quantas Joanas D’Arcs, guerreiras francesas, 
que morreram com dezoito anos, queimadas e acusadas de bruxaria existem afinal? 
UMA SÓ. Pois bem, não usamos artigo nesses casos de alusão histórica simplesmente 
porque não são casos que necessitam de especificação. Isso explica o porquê de não 
ocorrer crase: o a nessa estrutura é apenas a preposição exigida pelo verbo. 
 
Preposição Até 
Na verdade, o que há de facultativo na preposição “até” é a preposição “a” (🤔....). 
Explico melhor: é um fato culto da língua que podemos também utilizar a locução 
prepositiva “até a”, em que o “a” é também uma preposição. Examine as seguintes 
estruturas: 
▪ Vou até à praia. 
▪ Vou até a praia. 
 
Na primeira estrutura “vou até à praia” utilizamos a locução prepositiva “até à”. Já na 
segunda, utilizamos apenas a preposição “até”. Isso é o suficiente para percebemos 
que o a sem preposição em “vou até a praia” é apenas um artigo, enquanto na 
💡 Se quiser tirar a prova, experimente substituir o nome próprio feminino por um 
 masculino: Dei um recado ao João. / Dei um recado a João. 
 
Língua Portuguesa | 
Crase Facultativa 
www.focusconcursos.com.br | 5 
primeira, é a junção da preposição a mais o artigo a. 
 
 
 
Como você bem sabe, diante da preposição “a” pode ser que a crase seja obrigatória, 
pode ser que não tenha crase, ou que ela seja proibida ou facultativa. Mas, quando 
trabalhamos com a preposição até, a crase será SEMPRE facultativa (nem obrigatória, 
nem proibitiva, apenas FACULTATIVA), justamente porque é possível que o 
interlocutor esteja utilizando ou a preposição até ou a locução prepositiva até a. 
 
Lembre-se: não há crase diante de nenhuma outra preposição, somente 
diante das preposições a e até (unicamente por ela compor a locução 
prepositiva “até a”). 
 
 
Entenda que em provas de concursos são recorrentes os tipos de questões em que o 
enunciado usa uma frase como “Dei um recado a Maria”, por exemplo, e não pergunta se 
nela há crase ou não, ou se a crase é facultativa, enfim... questões que não mencionam crase 
em momento algum, mas, em contrapartida, pedem para que o candidato assinale dentre as 
alternativas aquela que tem o mesmo valor morfológico do termo destacado no enunciado. 
Ou seja, aquela que é uma preposição. 
 
Em uma ocasião, uma das alternativas que uma banca específica apresentou para essa mesma 
questão foi a frase “Vou até a praia”. Muitos candidatos, ao olharem para essa alternativa, 
devem ter pensado “Moleza!! Isso é um caso de crase facultativa”. Mas, na verdade, o que a 
questão queria era a alternativa que apresentasse uma preposição, pois o a, em “vou até a 
praia”, é um artigo, e o a, em “Dei um recado a Maria”, é uma preposição. Esse tipo de 
confusão pode derrubar meio mundo de candidato, então fique atento 😉! 
 
💡 Se quiser tirar a prova, experimente substituir o nome próprio feminino por um 
 masculino: Vou até ao parque. / Vou até o parque. 
 
Língua Portuguesa | 
Crase Facultativa 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Pronomes Possessivos Femininos Adjetivos 
A construção que mais cai nas provas de concursos públicos de forma geral é a que 
envolve os pronomes possessivos femininos adjetivos. Ora, o pronome é aquele 
elemento que trabalha para o nome (substantivo). Desse modo, das duas ou uma: ou 
ele acompanha o nome (o substantivo) ou ele substitui o nome (o substantivo). 
Pronome Adjetivo: é o pronome que acompanha o substantivo; 
Pronome Substantivo: é o pronome que substitui o substantivo. 
 
Analise os seguintes exemplos: 
✓ “Refiro-me à minha amiga.” 
✓ “Refiro-me a minha amiga.” 
 
Nos exemplos, o termo anterior (refiro) exige a preposição a, pois quem se refere se 
refere a alguém. Quanto ao termo posterior (minha), trata-se de um pronome 
possessivo feminino adjetivo, e por assim o ser, o uso do artigo antecedendo-o é 
facultativo. Agora, observe o próximo exemplo: 
 
✓ “Refiro-me a sua amiga e não a minha.” 
 
Na hora da prova, um candidato pode, por assimilação, achar que os dois pronomes 
femininos na sentença são casos de crase facultativa. No primeiro caso até é, uma vez 
que, por se tratar de um pronome possessivo adjetivo acompanhando o substantivo 
“amiga”, o artigo é facultativo, e, se o artigo é facultativo, o uso da crase também é. 
 
Agora, o pronome “minha” não está acompanhando o substantivo, mas sim 
substituindo-o. É como se no lugar dele estivesse escrita a “palavra” amiga, e isso 
significa que ele faz a vez de um substantivo feminino, logo, ele é um pronome 
substantivo. Nessa situação, o artigo a é obrigatório, bem como a preposição a 
exigida pelo verbo referir. A crase, portanto, também será obrigatória: 
✓ “Refiro-me a sua amiga e não à minha”. 
 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 7 
 
⚠ A crase será facultativa diante do pronome possessivo 
feminino adjetivo. Porém, será obrigatória diante do pronome 
possessivo feminino substantivo. 
 
Belezinha?! Meu caro aluno, após essa etapa de teoria pura, vamos nos encaminhar 
para a resolução de alguns exercícios. Creio que não seja necessário dizer, mas... Faça 
os exercícios todos antes de passar às explicações e verificar o gabarito. Detalhe: se 
você gabaritar a questão seis considere-se preparado para matar todas as questões 
de crase do seu concurso 😉. 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
Vamos aos exercícios de fixação. 
 
Questão 1. Coloque o acento indicador de crase quando for necessário. 
a) Diga as pessoas que me procurarem que tive de sair. 
b) Fui a Europa, de onde a Ásia. 
c) Fui a Natal das praias inesquecíveis. 
d) Cheguei a casa tarde da noite ontem. 
e) Preciso ir a terra dos meus antepassados. 
f) A noite, teremos de ficar a espreita. 
g) Dobre a esquerda. 
h) A loja estava as moscas quando chegamos, as quatro horas. 
i) Prefiro isto aquilo. 
j) A pessoa a que fiz referência não esteve presente a reunião. 
 
Comentários: 
a) O termo anterior (diga) exige a preposição a, e o termo posterior (pessoas) admite 
artigo. Caso essa forma de raciocínio na hora da prova pareça um pouco complexa, 
experimente trocar o termo posterior feminino por um termo masculino, “diga aos 
homens que me procurem”, você perceberá a junção da preposição a e do artigo o 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 8 
(a+o=ao). Isso significa que, voltando ao termo feminino, ocorre crase na estrutura 
original. 
✓ Diga às pessoas que me procurarem que tive de sair. 
 
b) Se seguirmos o macete aplicado aos topônimos “fui à Europa / voltei da Europa”, 
compreendemos que o termo anterior (fui) exige preposição e o posterior (Europa) 
admite o artigo, desse modo, ocorre crase no primeiro caso. No segundo, embora não 
seja uma estrutura muito utilizada no dia a dia, ela está dentro do padrão culto da 
língua portuguesa e significa “fui à Europa e da Europa fui à Ásia”. Recorrendo ao 
macete dos topônimos, constatamos que no segundo termo também se emprega a 
crase (fui à Ásia / voltei da Ásia). 
✓ Fui à Europa, de onde à Ásia. 
 
c) Se fossemos só a Natal teríamos voltado de Natal, portanto, sem crase. Todavia, a 
estruturaespecificou Natal, logo, a análise que fazemos é a seguinte: o termo anterior 
(fui) exige preposição e o posterior, embora não admita artigo, foi especificado, logo, 
ocorre a crase. 
✓ Fui à Natal das praias inesquecíveis. 
 
d) O verbo chegar pede preposição, mas a palavra casa não admite artigo, a não ser 
quando especificada, e ela não foi especificada nessa estrutura. Assim, o a em “cheguei 
a casa” é somente uma preposição, portanto não ocorre o emprego de crase. 
✓ Cheguei a casa tarde da noite ontem. 
 
e) A palavra terra foi especificada e o termo anterior (ir) exige preposição, então, 
emprega-se crase. 
✓ Preciso ir à terra dos meus antepassados. 
 
f) “À noite” é uma expressão adverbial de base feminina temporal, portanto, tem crase; 
“à espreita” também é expressão adverbial de base feminina, só que modal, e também 
tem crase. 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 9 
✓ À noite, teremos de ficar à espreita. 
 
g) As expressões dobre à direita, dobre à esquerda, vire à direita, vire à esquerda 
sempre têm crase. 
✓ Dobre à esquerda. 
 
h) O a de “a loja” é só um artigo e obviamente não tem crase; o a de “as moscas” é 
um adjunto adverbial de modo de base feminina, portanto, tem crase. Quanto à 
expressão de horas especificada, com elas sempre ocorre o emprego de crase. 
✓ A loja estava às moscas quando chegamos, às quatro horas. 
 
i) Quem prefere, prefere alguma coisa à outra. O termo anterior (prefere), portanto, 
exige a preposição a, e o termo posterior (aquilo) já contêm em si o artigo a embutido. 
Basta fazermos a fusão deste artigo com a crase. 
✓ Prefiro isto àquilo. 
 
j) O a de “a pessoa” é só um artigo e o a de “a que fiz” é só uma preposição. Isso 
significa que nenhum dos casos tem crase. Por fim, o termo “estar presente” exige 
preposição e “reunião” admite artigo (basta trocar reunião por um termo masculino 
para constatar: “não esteve presente ao local). Ocorre o emprego de crase nessa 
estrutura, obrigatoriamente. 
✓ A pessoa a que fiz referência não esteve presente à reunião. 
 
Questão 2. Marque o item cuja frase apresenta redigida da forma mais adequada, 
considerando-se clareza, elegância, precisão e correção. 
a) De segunda à sexta, o programa será dedicado à você. 
b) De segunda à sexta, o programa será dedicado a você. 
c) De segunda à sexta, o programa será dedicado a você. 
d) Da segunda à sexta, o programa será dedicado à você. 
e) Da segunda a sexta, o programa será dedicado a você. 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 10 
 
Comentários: esse enunciado todo é para dizer que você deve assinalar a frase que 
está de acordo com norma gramatical. Bom, você já sabe que em “de segunda a sexta” 
nunca há crase (porque não há artigo), e que em “da segunda à sexta” sempre há 
crase. Com base nessa constatação eliminamos as alternativas a, b e e, restando as 
alternativas c e d. Ora, o termo anterior exige a preposição, pois se é dedicado, é 
dedicado a alguém. Agora, o termo posterior (você) é um termo unissex, serve tanto 
para homem quanto para mulher, e, por assim o ser, diante dele não usamos artigo. 
Não havendo artigo, não há crase. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 3. O sinal indicador da crase foi corretamente empregado na frase “Que 
estivesse bem cedo junto ao edifício Brasília para assistir à coleta de lixo”. Dentre as 
opções abaixo, porém, este sinal foi INCORRETAMENTE utilizado em: 
a) O bom repórter não poupa elogios à higiene dos lixeiros. 
b) Na adolescência o motorista teria sucumbido à previsão de uma velhice pobre. 
c) A esperança sobrevive até mesmo à uma ou outra mutilações. 
d) O motorista parece dizer às pessoas da cidade: “o lixo é vosso”. 
e) Os metais do caminhão espendiam à luz da manhã. 
 
Comentários: cuidado com a malícia da banca. Ela apresenta o termo correto no 
enunciado, mas pede para você marcar o incorreto. 
a) Quem não poupa, não poupa alguma coisa à alguém, ou seja, o termo anterior 
(poupa) exige a preposição a e o posterior (higiene) admite o artigo a. Mas, se você 
não conseguir enxergar dessa forma, substitua o termo feminino por um masculino, 
“o bom repórter não poupa elogios ao banho dos lixeiros”. Se tem “ao” significa que 
tem preposição + artigo, logo, tem crase. 
✓ O bom repórter não poupa elogios à higiene dos lixeiros. 
 
b) O termo anterior (sucumbido) exige a preposição a, e o termo posterior (previsão) 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 11 
admite artigo. Fazendo a substituição do termo feminino por um masculino 
percebemos isso facilmente: “Na adolescência o motorista teria sucumbido ao tempo 
de uma velhice pobre”. 
✓ Na adolescência o motorista teria sucumbido à previsão de uma velhice pobre. 
 
c) Experimente substituir os termos femininos por masculino para ver como fica: “a 
esperança sobrevive até mesmo a um ou outro...”. O a remanescente é a preposição 
exigida pelo termo anterior (sobrevive). Como a substituição não resultou em “ao” 
significa que o termo posterior não admite artigo, então não ocorre o emprego da 
crase . 
✓ A esperança sobrevive até mesmo a uma ou outra mutilações. 
 
 
Seria muito interessante o avaliador perguntar a classe gramatical do termo “uma” nesta 
questão. Muitos incorrem no erro de dizer que se trata de um artigo indefinido, mas... quando 
temos o par “uma ou outra” ou “uma e outra”, ambos são pronomes indefinidos. Lembre-
se disso 😉. 
 
d) Quem diz, diz alguma coisa a alguém. O que foi dito é: “o lixo é vosso”. Para quem 
foi dito? Para as pessoas da cidade. Fazendo a substituição do termo masculino a 
sentença seria: “O motorista parece dizer aos homens da cidade”, com a presença da 
preposição a e do artigo o, resultando no emprego da crase. 
✓ O motorista parece dizer às pessoas da cidade: “o lixo é vosso”. 
 
e) O verbo esplender significa brilhar. Os metais brilhavam à luz da manhã. Trata-se 
de um advérbio temporal de base feminina. Nessa estrutura temos, portanto, a crase. 
✓ Os metais do caminham esplendiam à luz da manhã. 
 
Gabarito: Letra C 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 12 
 
Questão 4. Indique a alternativa em que o sinal indicativo de crase é facultativo: 
a) Voltou à casa do Juiz. 
b) Chegou às três horas. 
c) Voltou à minha casa. 
d) Voltou às pressas. 
 
Comentários: diante de uma questão dessas, de cara procuramos observar três 
aspectos: termo feminino; preposição até; e pronomes possessivos femininos adjetivo. 
Ao examinar as opções, verificamos que não há presença de nome próprio e da 
preposição até, mas há presença de pronome possessivo feminino adjetivo na 
alternativa c). Ora, podemos tanto dizer “minha casa é bonita”, como “a minha casa é 
bonita”, sendo o artigo é facultativo. Assim, a crase em “voltou a minha casa” também 
é facultativa. Nas demais alternativas a crase é obrigatória. 
✓ Voltou à minha casa/ voltou a minha casa. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 5. Assinale a opção INCORRETA com relação ao emprego de acento 
indicativo de crase: 
a) O pesquisador deu maior atenção à cidade menos privilegiada. 
b) Este resultado estatístico poderia pertencer à qualquer população carente. 
c) Mesmo atrasado, o recenseador compareceu à entrevista. 
d) A verba aprovada destina-se somente àquela cidade sertaneja. 
e) Veranópolis soube unir a atividade à prosperidade. 
 
Comentários: 
a) O termo anterior (deu) exige a preposição a, e o termo posterior admite artigo. 
Constata-se, também, pela substituição do temo feminino por um masculino, “o 
pesquisador deu maior atenção ao bairro” que cabe crase na estrutura. 
b) A palavra qualquer é um pronome indefinido, e sequer permite pensar em distinção 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 13 
de gênero, portanto, não tem artigo, e se não tem artigo,não tem crase. O a 
constatado na frase é apenas uma preposição exigida pelo termo anterior. 
Nas demais alternativas o uso de crase também está correto. 
 
Gabarito: Letra B 
 
Questão 6. Assinale a opção em que o A sublinhado nas duas frases deve receber 
acento grave indicativo de crase: 
a) Fui a Lisboa receber o prêmio. / Paulo começou a falar em voz alta. 
b) Pedimos silêncio a todos. / Pois a pouco, a praça central se esvaziava. 
c) Esta música foi dedicada a ela. / Os romeiros chegaram a Bahia. 
d) Bateram a porta e fui atender. / O carro entrou a direita da rua. 
e) Todos a aplaudiram. / Escreve a redação a tinta. 
 
Comentários: 
a) Lisboa é um topônimo (vou a Lisboa, volto de Lisboa) que não admite artigo, sendo 
o a apenas uma preposição. Adiante, não a crase em “Paulo começou a falar” porque 
falar é verbo, e diante de verbo não há artigo. Nesse sentido, o a na frase é apenas 
uma preposição. 
✓ Fui a Lisboa receber o prêmio. / Paulo começou a falar em voz alta. 
 
b) é palavra indefinida, masculina e está no plural, portanto, não admite artigo, e o a 
é apenas uma preposição exigida pelo termo anterior. Mais adiante, “pouco a pouco” 
é uma expressão adverbial com palavras repetidas, portanto não tem crase. 
✓ Pedimos silêncio a todos. / Pouco a pouco, a praça central se esvaziava. 
 
c) O termo anterior “dedicado” exige a preposição, mas o termo posterior é um 
pronome feminino. Experimente fazer a substituição por um termo masculino, “essa 
música foi dedicada a ele”, para verificar que o a é somente uma preposição, e sem 
crase. Na frase subsequente, Bahia é um topônimo (chegaram a Bahia e voltaram da 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 14 
Bahia), se voltaram da, crase há. 
✓ Esta música foi dedicada a ela. / Os romeiros chegaram à Bahia. 
 
d) A expressão bater à porta tem crase. Assim como a expressão adverbial de base 
feminina “entrar à direita” (virar à direita; dobrar à direita). 
✓ Bateram à porta e fui atender. / O carro entrou à direita da rua. 
 
e) O termo posterior da primeira estrutura é um verbo (aplaudiram), portanto não tem 
crase. As expressões adverbiais de instrumento são meio perigosas, mas nesse caso o 
acento não chega a ser necessário porque não vai gerar ambiguidade (mas pode ser 
colocada também 😉). 
✓ Todos a aplaudiram. / Escreve a redação a tinta. 
 
Questão 7. Disse ... ela que não insistisse em amar ... quem não ... queria. 
a) a – a – a 
b) a – a – à 
c) à – a – a 
d) à – à – à 
e) a – à – à 
 
Comentários: o a diante do pronome feminino não leva acento; diante do termo 
quem o a é só preposição, portanto não ocorre o emprego de crase; o termo “queria” 
é um verbo, e o a que vem diante dele é um pronome. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 8. Quanto ... suas exigências, recuso-me ... levá-las ... sério. 
a) às – à – a 
b) a – a – a 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 15 
c) as – à – à 
d) à – a – à 
e) as – a – a 
 
Comentários: na primeira lacuna o termo anterior pede preposição (quanto a mim; 
quanto a você; quanto a ela), e o termo posterior, o pronome possessivo feminino 
adjetivo (suas) pode ou não admitir artigo (é facultativo). Podemos então tentar fazer 
a fusão da preposição sem artigo, resultando em “a suas”, quanto fazer a fusão da 
preposição com o artigo as, “às suas”. 
 
Aqui surge uma dúvida, porque temos ambas as opções nas alternativas, mas ainda 
assim podemos eliminar algumas alternativas que não tem essas possibilidades (letra 
c; letra d; letra e). A dúvida fica entre o a, sem crase, ou o às, com crase. Para saná-la, 
analisamos as próximas lacunas. Em “recuso-me... levá-las", o termo posterior exige 
preposição (pois quem se recusa se recusa a alguma coisa), mas o posterior é um 
verbo, e, diante de verbo não vai artigo, logo, não vai crase. A expressão “a sério” é 
uma expressão adverbial de modo, mas a palavra sério é masculina, logo, o a que a 
antecede é só uma preposição. 
 
Gabarito: Letra B 
 
Questão 9. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das frases a 
seguir: 
I. Saíram daqui .... pouco, mas voltarão daqui ... pouco, pois moram apenas ... dois 
quilômetros de distância. 
II. ... foram suas amigas? ... estarão agora? 
 
a) há – a – a – Aonde – Onde 
b) há – há – à – Onde – Onde 
c) há – a – a – Aonde – Aonde 
d) a – a – à – Para onde – Por onde 
e) a – há – há – Por onde – Aonde 
 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 16 
Comentários: 
I. na primeira lacuna inserimos o há de (haver); na segunda, a preposição que indica 
tempo futuro “a dois quilômetros” é só uma preposição. 
 
 
A expressão “a distância”, segundo a gramática tradicional, não tem crase. Ela só leva crase 
quando for especificada “à distância de 100 m.” 
 Faculdade a distância. / Obras à distância de 100 m. 
Mas a banca tenta confundir o candidato ao usar a expressão “A 100 m de distância” que é 
uma expressão completamente diferente. Mas... nesse caso o a não está relacionado à 
distância, mas sim ao numeral, logo, ele é apenas uma preposição, portanto, não há crase. 
 
✓ I. Saíram daqui há pouco, mas voltarão daqui a pouco, pois moram apenas a 
dois quilômetros de distância. 
 
Em seguida, a expressão correta para a primeira lacuna é “aonde”, porque se foram, 
foram a algum lugar”. Já na segunda lacuna é “onde”, pois, se estarão, estarão em 
algum lugar. 
✓ II. Aonde foram suas amigas? Onde estarão agora? 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 10. As operadoras de planos de saúde deverão criar ouvidorias vinculadas 
às suas estruturas organizacionais. 
O emprego do sinal indicativo de crase “às suas” justifica-se porque o termo 
“vinculadas” exige complemento regido pela preposição a e o pronome possessivo 
“suas” vem antecedido por artigo definido feminino plural. 
 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 17 
Comentários: se é vinculado, é vinculado a alguma coisa; e sim, o pronome possessivo 
suas vem antecedido por artigo definido feminino plural, afinal de contas, se tem “as” 
é porque foi colocado ali um artigo, e se tem pronome + artigo, tem crase. 
 
Lembre-se, o uso da crase é facultativo porque o uso do pronome é facultativo, mas, 
havendo um há o outro (não confunda acento grave com crase. Crase é fusão, e o 
acento grave é um indicativo de que há uma fusão). 
✓ As ouvidorias são vinculadas a suas estruturas. / As ouvidorias são vinculadas às 
suas estruturas 
 
A primeira estrutura contém apenas a preposição exigida pelo termo anterior, e o 
segundo contém a preposição + o artigo definido feminino no plural de uso 
facultativo quando diante de um pronome possessivo adjetivo feminino. 
 
Gabarito: Correto 
 
 
Perfeito?! Espero que as explicações deste material tenham sido satisfatórias e que 
seu desempenho tenha sido muito bom. Concluímos os exercícios relativos ao uso de 
crase por aqui, mas recomendo que você faça muitos outros para massificar o 
conhecimento. Mantenha o bom ânimo e a cabeça sempre erguida, mesmo quando 
isso demandar toda sua força. É certo que seu esforço e dedicação renderão bons 
frutos. 
 
 
Um grande abraço e até a próxima. 
 
 
 
Língua Portuguesa | 
Exercícios de Fixação 
www.focusconcursos.com.br | 18 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Colocação Pronominal 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Colocação Pronominal ......................................................................................................2 
Três casos de Proibição do Pronome Oblíquo Átono – POA ................................................................... 5 
1 regra: Não se Coloca o POA no Início da Estrutura. ............................................................................. 5 
2º regra: Não se Colocar o POA Depois do verbo no Futuro. .................................................................. 6 
3º Regra: Não se Coloca o POA Depois do Verbo no Particípio ............................................................... 6 
 
 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
Fala galera! Na aula de hoje trabalharemos colocação pronominal. O título é muito 
sugestivo, significa colocar um pronome em algum lugar. Quando falamos em 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 3 
colocação pronominal, trataremos especificamente sobre os pronomes pessoais 
oblíquos átonos, que são: me, te, se, nos, vos, o, a, lhe, os, as, lhes. 
 
Quando estudamos os pronomes pela primeira vez, normalmente começamos com o 
pronome pessoal, utilizado para definir as pessoas do discurso, isto é, quem fala, com 
quem se fala, de quem se fala. Tratamos, nesse sentido, sempre da primeira, segunda 
e terceira pessoas do singular e do plural. 
 
Quantos às classificações dos pronomes, tenha em mente que o pronome pessoal do 
caso reto remete ao sujeito e o pronome pessoal oblíquo remete ao objeto, pois 
funciona como um objeto, e por ser um objeto, tem que estar atrelado a um verbo 
transitivo. Se são pronomes oblíquos, então estarão atrelados ao verbo. 
 
Os pronomes oblíquos que mais caem em provas são: “o” e “lhe”, por motivos muito 
simples. O pronome oblíquo “o”, quando atrelado ao verbo, funciona como objeto 
direto. O “lhe”, quando atrelado ao verbo, funciona como objeto indireto. 
 
Claro que o lhe pode exercer outras funções sintáticas, mas, atrelado ao 
verbo ele sempre será um objeto indireto. 
 
Em se tratando de colocação pronominal, vamos pensar na posição que os pronomes 
oblíquos podem exercer em relação aos verbos. O verbo consiste em apenas uma 
palavra, portanto, o pronome pode ser posto antes, depois, ou no meio do verbo. Em 
termos conceituais, trata-se daquilo que chamamos de próclise, ênclise e mesóclise, 
que determinam a colocação pronominal da SEGUINTE FORMA: 
 
Próclise: o pronome é posto antes do verbo, também chamados de anteposto 
ao verbo e pronome em posição proclítica. 
Ênclise: o pronome é posto depois do verbo, também chamados de “posposto 
ao verbo e pronome em posição enclítica. 
Mesóclise: o pronome é posto no meio do verbo, também chamados de 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 4 
pronome em posição mesoclítica. 
 
O que mais cai em provas de concurso é a PRÓCLISE, porque a língua portuguesa do 
Brasil é essencialmente proclítica, tanto em sua forma coloquial, quanto na forma 
culta. Perceba que, para que exista uma ênclise, é obrigatório que o verbo esteja no 
início da estrutura. Quanto à mesóclise, é mais difícil de ocorrer na nossa língua do 
que a própria ênclise. Para que ocorra, além de o verbo aparecer no início da estrutura, 
ele tem que estar no futuro. 
 
 
Uma ESTRUTURA não necessariamente se inicia após um ponto, ou no início de um 
texto, pois o início de uma nova estrutura pode ocorrer, por exemplo, depois de uma 
vírgula. 
 
Pois bem, se o verbo estiver no início da estrutura, deverá haver, obrigatoriamente, 
uma ênclise ou uma mesóclise. Agora, se estiver no meio da frase, existe uma grande 
possibilidade de termos uma próclise facultativa, tendo em vista que existem várias 
palavras atrativas (palavra de fator proclítico). 
 
O nome vulgar “palavra atrativa” serve para mostrar que uma palavra 
jamais vai atrair um pronome para depois do verbo, só vai atrair para 
antes do verbo. 
 
Além da possibilidade de o verbo ser atraído por uma palavra atrativa, uma vez que 
existem várias, há a possibilidade de não haver nada atrativo e, ainda assim, ser um 
caso facultativo. Em linhas gerais, existem muitas e muitas regras para colocação 
pronominal, e nós vamos resumi-las aqui de modo que você não precise passar o 
restante das suas horas estudando apenas este conteúdo. É possível resumir este 
conteúdo apreendendo alguns conceitos, então vamos lá!! 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 5 
Três casos de Proibição do Pronome Oblíquo Átono – POA 
A colocação pronominal tem a ver com a prosódia também, porque tem soar 
agradável aos ouvidos. Além disso, conforme formos estudando, você irá 
compreender que colocação pronominal NÃO É um assunto isolado da gramática, 
porque, na verdade, trata-se de uma questão de transitividade e coesão, e se você 
souber bem a transitividade, você vai acertar, de cara, no mínimo noventa porcento 
das questões de colocação pronominal. Os outros aspectos são ínfimos dentro do 
concurso público. 
 
1 regra: Não se Coloca o POA no Início da Estrutura. 
À título de exemplificação, usaremos a estrutura: “Me empresta o caderno?”. Trata-se 
de o início de uma estrutura, e uma das máximas que você deve ter ouvido a vida 
inteira é que não se inicia frase com o pronome pessoal oblíquo átono. Essa regra 
justifica-se pelo fato de o pronome ser átono, e, portanto, não ter tonicidade, por 
conseguinte, precisa estar apoiado em alguma coisa. Nesse caso, a estrutura “me 
empresta o caderno” está incorreta. Para corrigi-la seria necessário jogar o pronome 
oblíquo átono para depois do verbo: “empresta-me o caderno?”. Repare que o 
pronome está depois do verbo, isso é uma ênclise. 
 
Uma das regras sobre colocação pronominal remete aos advérbios e a vírgula. A 
construção “amanhã me empresta o caderno?” está correta, porque todo advérbio é 
uma palavra atrativa, e com isso, o pronome que a princípio estaria depois do verbo 
o precede de forma obrigatória, por uma atração. A palavra amanhã atraiu este 
pronome para junto dela. 
 
Agora, se depois do advérbio amanhã colocássemos uma vírgula (normalmente 
colocamos a vírgula depois do advérbio para enfatizá-lo), como em “amanhã, me 
empresta o caderno”, essa estrutura estaria errada. Veja, ao colocar a vírgula 
impedimos a atração do advérbio. A vírgula marca o início de uma nova estrutura, 
em consequência, não podemos começá-la com o pronome pessoal oblíquo átono, 
pois ele necessita de outro termo para se apoiar. Se não há em quem se apoiar, o 
pronome oblíquo átono deve vir após o verbo. No referido exemplo, embora o 
advérbio amanhã seja atrativo, a vírgula impediu essa atração. Assim, deve ocorrer 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 6 
novamente a ênclise “amanhã, empresta-me o caderno?” 
 
2º regra: Não se Colocar o POA Depois do verbo no Futuro. 
Um exemplo de estrutura muito clássica para ilustrar essa regra é: “Seguirei-te 
sempre”. O advérbio, como termo sempre atrativo, portanto chamado de “palavra de 
fator atrativo”, atrai obrigatoriamente para antes do verbo e jamais para depois. 
Agora, uma análise minuciosa nos coloca em uma posição difícil, pois, não podemos 
colocar o pronome oblíquo átono no início da estrutura, tampouco podemos colocá-
lo depois do verbo se este estiver no futuro, então só nos resta uma opção: colocá-lo 
no meio do verbo “Seguir-te-ei sempre”, essa é a forma correta. Outra alternativa 
que temos é colocara palavra atrativa no início da estrutura, o que proibirá o uso da 
mesóclise, e atrairá o pronome para antes do verbo “Sempre te seguirei”. 
 
3º Regra: Não se Coloca o POA Depois do Verbo no Particípio 
Os verbos no particípio são aqueles com terminações -ado e ido. Aestrutura “tenho 
procurado-te todos os dias”, soa bem estranha, e não é à toa. Olha só, não podemos 
colocar o pronome no início da estrutura, todavia, tampouco podemos colocá-lo 
depois do verbo no particípio.Desse modo, só nos resta jogá-lo para entre os verbos: 
“Tenho-te procurado sempre”, ou, “tenho te procurado todos os dias” (o hífen é 
facultativo). Ambas construções estão gramaticalmente corretas. Agora vamos tentar 
esse mesmo exemplo com a palavra atrativa “não”. Não podemos dizer “não tenho te 
procurado todos os dias”, pois, por haver uma palavra atrativa e um verbo no particípio, 
o pronome deveria ser jogado para antes do verbo “Não te tenho procurado todos 
os dias”. 
 
Ainda, existe a possibilidade de haver na estrutura uma palavra atrativa e a próclise 
não ser obrigatória. Imagine o exemplo: “procurar-te alegra a minha alma”. Essa 
estrutura está correta, e se agregarmos a palavra atrativa “não”, como em “não 
procurar-te alegra a minha alma”, também estaria correta. Embora o “não” por ser 
palavra atrativa a rigor, atraia o pronome para perto dele, “procurar” é um verbo no 
infinitivo, e o verbo no infinitivo é o único verbo essencialmente enclítico. Portanto, 
as duas formas “não procurar-te alegra a minha alma” e “Não te procurar alegra a 
minha alma” estão corretas. Esse é um processo facultativo. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 7 
 
Encerramos por aqui mais um bloco, tendo essas três regras em mente sua 
compreensão em relação à colocação pronominal, com certeza, será iluminada. Em 
momento mais oportuno falaremos mais sobre as palavras atrativas. Por hora, releia o 
material e, por favor, não deixe de copiá-lo na ideia de que isso é perda de tempo. 
Quanto mais você se utilizar de todos os recursos a sua disposição para massificar o 
conhecimento, maior será a bagagem de conhecimento que carregará ao longo da 
vida. 
 
Um grande Abraço e até a Próxima 
 
 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Palavras Atrativas 
Videoaula: Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Palavras atrativas ............................................................................................................. 2 
O e lhe ................................................................................................................................................. 4 
 
 
PALAVRAS ATRATIVAS 
Quando você pensa em palavras atrativas ou palavras de fator proclítico, tem muita 
informação. Por isso que na língua portuguesa do Brasil, temos diversos casos de 
próclise. 
• Palavras negativas (Não, nunca, jamais) 
• Advérbios 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 3 
• Pronomes indefinidos 
• Pronomes relativos 
• Pronomes interrogativos 
• Conjunções subordinativas 
o Integrantes (que/se substituída por ISSO [Oração Subordinada 
Substantivo Encabeçada pela conjunção integrante]) 
o Adverbiais (9 valores semânticas) 
• Frases optativas (exprimem desejo) 
 
A frases optativas que exprimem desejo, geralmente são de cunho religioso. Por 
exemplo, a frase Deus te proteja, Deus é um sujeito explícito. O núcleo é um 
substantivo então, teoricamente poderia ter próclise ou ênclise, mas neste caso como 
é uma frase optativa, é um desejo de cunho religioso, obrigatoriamente é a próclise. 
 
Sobre o caso do facultativo, imagine as seguintes estruturas: 
1) Os alunos do Focus se destacaram na prova. 
2) Os alunos do Focus destacaram-se na prova. 
 
Na frase 1, quem é o sujeito? Os alunos do Focus. E quem é o sujeito na frase 2? 
Os alunos do Focus. Na frase 1, quem é o núcleo do sujeito? Alunos, que é o 
substantivo sem preposição. Na frase 2, o sujeito é o “alunos” um núcleo. 
 
Sintaticamente falando, se “os” é um artigo, nas duas sentenças vai funcionar como 
adjunto adnominal. E esse “do Focus” é uma locução adjetiva que especifica de onde 
é esse tipo de aluno, são os alunos do Focus, e não de outro curso. Então neste 
momento, a estrutura preposicionada ligada a um substantivo concreto, 
consequentemente tenho um adjunto adnominal, um valor próprio, por exemplo, de 
uma locução adjetiva. Por tanto, tem um sujeito explicito e o núcleo que é um 
substantivo. 
 
Quando tem um sujeitos explicito com o núcleo substantivado, o processo de 
colocação pronominal é facultativo, logo a ordem de colocação do pronome antes do 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 4 
verbo, formando a próclise ou colocando o pronome depois do verbo, formando a 
ênclise, não importa. 
 
 
A banca IBFC já colocou as duas frases parecidas com a do nosso exemplo, e 
perguntaram dentre as opções, qual está correta em relação à colocação 
pronominal. Existia dois gabaritos, por tanto, a questão deveria ser anulada, mas 
eles não anularam. A banca deu como gabarito a alternativa a ênclise, eliminando a 
próclise com a justificativa de que na gramática antiga a ênclise é a preferência. 
Sabemos que “preferência” não é obrigatoriedade. Como o assento preferencial dos 
transportes, se você está sozinho(a) no transporte público, não tem importância 
onde vai se sentar. Mas se estiver declarado que é proibido sentar-se naquele lugar, 
como por exemplo, o vagão das mulheres ser exclusivo. 
A banca IBFC criou a própria jurisprudência linguística, portanto, o processo de 
colocação pronominal é facultativo para todas as outras bancas, menos para a IBFC. 
Quando tem sujeito é explicito com o núcleo substantivo só vale a ênclise. 
 
O e lhe 
O -> Objeto direto -> Verbo transitivo direto ou Verbo transitivo direto e indireto. 
Lhe -> Objeto indireto -> Verbo transitivo Indireto ou Verbo transitivo direto e 
indireto. 
 
As peculiaridades, o “lhe” corresponde a estrutura “a ele/a ela”. É por isso que funciona 
como um objeto indireto, porque já é uma estrutura em sua essência preposicionada. 
Então, qual preposição é colocado diante deste objeto indireto? A preposição “a”. 
Mas também pode colocar preposição “para”. Por exemplo: 
 
Dei flores a Maria. 
Dei flores para Maria. 
Dei-lhe flores. 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 5 
Também é possível colocar a preposição “em”: 
 
João deu um soco em José. 
Ou 
João deu-lhe um soco. 
 
Mas em prova, é basicamente a preposição “a”. E como a banca tenta te derrubar 
na prova? Ela vai colocar assim: 
 
Comprei um carro. 
 
E destaca as estruturas substantivada, já que nesta frase tem um artigo indefinido e 
um substantivo. O núcleo não é um substantivo? O núcleo é substantivo, então é 
um sintagma nominal, logo, se tem um sintagma nominal, quem manda é o nome, no 
caso, o carro. 
 
Na questão vai dizer que é possível trocar este “um carro” pelo pronome oblíquo “lhe”, 
e a primeira coisa que deve fazer é apegar ao verbo. Qual verbo temos nesta frase? 
Um verbo transitivo direto (Comprei), e esse verbo transitivo direto pede o que? 
Objeto direto. 
 
O “lhe” funciona como objeto indireto, quem funciona como um objeto direto é o “o”. 
Então, nesse caso jamais poderia colocar “comprei-lhe”, caberia “comprei-o”. 
 
Existe a possibilidade da tentar te derrubar assim: 
 
Gostei do filme. 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 6 
Destaca o “do filme” e diz que dá para substituir pelo “lhe”. Mas “gostei” é um verbo 
transitivo indireto, o que nos leva a pensar que “do filme” é um objeto direto”, então 
vamos colocar o “lhe”, mas o “lhe” pode ser regido pela preposição “de”? NÃO, 
por isso não é possível colocar “gostei-lhe”, estaria errado. Por isso, já que pede a 
preposição”de”, podemos reescrever como “gostei dele”. 
 
Mas existem algumas outras peculiaridades? Existem, comentei com você que 
mesmo estando atrelada a um verbo transitivo indireto, regido pela preposição “a”, 
pode não ser utilizado com alguns verbos. 
 
O pronome “lhe” não pode ser utilizado com os seguintes verbos transitivo indiretos 
regidos pelas preposição “a”: 
1) Assistir 
2) Visar 
3) Aspirar 
4) Referir-se 
5) Aludir 
 
Não é qualquer verba assistir que não pode utilizar o verbo, é quando está no sentido 
de “presenciar”. É errado afirmar que o “lhe” além de ser um objeto indireto, tem que 
ser pessoa. Isso não é verdade. Pode ser pessoa ou coisa, para nossa sorte na maioria 
das vezes é uma pessoa, mas tanto faz se for pessoa ou coisa, tem que ser um objeto 
indireto regido pela preposição “a” ou pela proposição “para” ou pela proposição 
“em”. Olhe a construção a seguir: 
 
Assisti ao filme. 
 
O verbo assistir está sentido de presenciar, é um verbo transitivo indireto regido pela 
preposição “a”. O “ao filme” é um objeto indireto, possui a preposição “a” 
teoricamente daria para colocar o “lhe”, mas não pode porque desde o latim, o “lhe” 
é um dativo de posse que não podia ser utilizado com alguns verbos. Com quais 
verbos? Os verbos que não têm o valor da posse. Então não pode colocar assisti-lhe, 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 7 
então você vai colocar o que? “Assisti a ele”, já que “lhe” corresponde a estrutura a 
ele ou a ela. 
 
Em seguida, o verbo “visar” no sentido de desejar, também não pode utilizar o “lhe”. 
 
Viso ao cargo. 
 
Neste momento, o verbo visar está funcionando como um verbo transitivo indireto, 
regido pela preposição “a”, “ao cargo” é um objeto indireto, teoricamente, como tem 
a preposição “a”, deveria usar o “lhe”, mas não pode. Então o que vamos fazer neste 
caso? Colocar o “a ele”, ficando “aviso a ele”. 
 
O verbo aspirar também no sentido de desejar. Então a frase fica assim: 
 
Aspiro ao sucesso. 
 
Mais uma vez o verbo é transitivo indireto, regido pela preposição “a”, “ao sucesso” é 
um objeto indireto. Não pode colocar “aspiro-lhe”, então vamos colocar “a ele”, 
ficando “Aspiro a ele”. 
 
Agora, os dois verbos a seguir são mais fáceis. Veja: “Refiro-me ao menino.”, se 
colocar “refiro-me-lhe” é erro na certa! Vai colocar “refiro-me a ele”, é muito mais 
natural. Por incrível que pareça, o mais perigoso não é o “lhe”, é o “o”, porque tem as 
derivações e ramificações, como o “o”, no”. Mas antes de aprofundar no “o”, vamos 
olhar as outras possibilidades para o “lhe”. 
 
João é apaixonado por Maria. Ontem, ele resolveu agradá-la. Então, deu-lhe flores. 
Depois, beijou-lhe as mãos. Nesse momento, o encantamento passou. Maria é 
fumante e as mãos estavam fedendo. Por isso, João disse que o fumo lhe era 
prejudicial. 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
Veja a ênclise na frase, aquele primeiro lhe está atrelado ao verbo. Qual verbo? Um 
verbo transitivo direto e indireto. Quem dá, dá alguma coisa a alguém. O que o João 
deu? Ele deu flores, objeto direto. A quem? A ela, no caso a Maria. Então “flores” seria 
objeto direto, e o “lhe” um objeto indireto. 
 
Continuando, “depois beijou-lhe as mãos”. Este “lhe” está atrelado ao verbo? Não. 
Ele beijou as mãos dela. Então esse “lhe” está atrelado à palavra mãos. Qual a classe 
gramatical da palavra mãos? Substantivo, o substantivo concreto. Detalhe, além de 
estar ligado ao substantivo concreto, veja o valor de posse, são as mãos dela. Então, 
este “lhe” funciona sintaticamente como adjunto adnominal. 
 
Em seguida, “nesse momento, o encantamento passou Maria é fumante e as mãos 
estavam fedendo. Por isso João disse que o fumo lhe era prejudicial”. O fumo era 
prejudicial a quem? A ela, só quer agora este “lhe” está relacionado à palavra 
“prejudicial”, e qual a classe gramatical de “prejudicial”? Adjetivo, se está ligado ao 
adjetivo, significa que é um complemento nominal. 
 
Bons estudo e até a próxima! 
 
Língua Portuguesa | 
Palavras atrativas 
www.focusconcursos.com.br | 9 
 
Português | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 1 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
 
 
Os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos, o, a, lhe, os, as, lhes), como 
todos os outros monossílabos átonos, apoiam-se na tonicidade de alguma palavra 
próxima. Assim, esses pronomes podem ocupar três posições na oração: antes do 
verbo; no meio do verbo; depois do verbo. 
a) antes do verbo: nesse caso, ocorre a próclise, e dizemos que o pronome está 
proclítico: 
Ex.: Nunca me revelaram os verdadeiros motivos. 
b) no meio do verbo: nesse caso, ocorre a mesóclise, e dizemos que o pronome está 
mesoclítico. A mesóclise só é possível com o verbo no futuro do presente ou no futuro 
do pretérito do indicativo: 
Ex.: Revelar-te-ei os verdadeiros motivos. 
Ex.: Revelar-me-iam os verdadeiros motivos. 
c) depois do verbo: nesse caso, ocorre a ênclise, e dizemos que o pronome está 
enclítico: 
Ex.: Revelaram-me os verdadeiros motivos. 
Apresentamos, a seguir, algumas orientações acerca da colocação dos pronomes 
oblíquos átonos. 
Ênclise 
A ênclise ocorre normalmente: 
a) com o verbo no início da frase. 
Ex.: Comenta-se que ele deverá recebe o prêmio. 
b) com o verbo no imperativo afirmativo. 
Ex.: Alunos, apresentem-se ao diretor. 
c) com o verbo no gerúndio. 
Ex.: Modificou a frase, tornando-a ambígua. 
Opa!!! 
Caso o gerúndio venha precedido pela preposição em, ocorrerá a próclise. 
Ex.: Em se tratando de cinema, prefiro filmes europeus. 
Português | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 2 
d) com o verbo no infinitivo impessoal. 
Ex.: Leia atentamente as questões antes de resolvê-las 
 
Próclise 
A próclise ocorre geralmente em orações em que antes do verbo haja: 
a) palavra de sentido negativo (não, nada, nunca, ninguém, etc.) 
Ex.: Nunca me convidam para festas. 
b) conjunção subordinativa 
Ex.: "Quando te encarei frente a frente não vi o meu rosto." (Caetano Veloso) 
c) advérbio 
Ex.: Assim se resolvem os problemas. 
Opa! 
Caso haja pausa depois do advérbio (marcada na escrita por vírgula), ocorrerá a 
ênclise. 
Ex.: Assim, resolvem-se os problemas. 
d) pronome indefinido 
Ex.: Tudo se acaba na vida. 
e) pronome relativo 
Ex.: Não encontrei o caminho que me indicaram. 
Ocorre também a próclise nas orações iniciadas por palavras interrogativas e 
exclamativas e nas orações optativas (orações que exprimem um desejo). 
Ex.: Quem te disse que ele não viria? (oração iniciada por palavra interrogativa) 
Ex.: Quanto me custa dizer a verdade! (oração iniciada por palavra exclamativa) 
Ex.: Deus te proteja. (oração optativa) 
Mesóclise 
A mesóclise só pode ocorrer quando o verbo estiver no futuro do presente ou no 
futuro do pretérito do indicativo. 
Ex.: Convidar-me-ão para a solenidade de posse da nova diretoria. 
Ex.: Convidar-te-ia para viajar comigo, se pudesse. 
Caso o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo venha 
Português | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 3 
precedido de alguma palavra que exija a próclise, esta será de rigor. 
Ex.: Não me convidarão para a solenidade de posse da nova diretoria. 
 
Colocação dos pronomes oblíquos átonos nas locuções verbais e nos tempos 
compostos 
Nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio, o 
pronome oblíquo átono pode ser colocado, indiferentemente, depois do verbo auxiliar 
ou depois do verbo principal. 
Ex.: Quero-lhe apresentar os meus primos que vieram do interior. 
 Quero apresentar-lhe os meus primos que vieram do interior. 
Ex.: Ia-lhe dizendo as razões da minha desistência. 
Ia dizendo-lhe as razões da minha desistência. 
Caso haja antes da locução verbal palavra que exija a próclise, o pronome oblíquopoderá ser colocado, indiferentemente, antes do verbo auxiliar ou depois do verbo 
principal. 
Ex.: Não lhe quero apresentar os meus primos que vieram do interior. 
Não quero apresentar-lhe os meus primos que vieram do interior. 
Nos tempos compostos e nas locuções verbais em que o verbo principal está no 
particípio, a colocação dos pronomes oblíquos átonos será feita sempre em relação 
ao verbo auxiliar e nunca em relação ao particípio, podendo ocorrer a próclise, a 
mesóclise ou a ênclise, conforme as orientações apresentadas anteriormente. 
Ex.: Havia-lhe contado os verdadeiros motivos da minha desistência. 
Nunca o tinha visto antes. 
Ter-lhe-ia procurado, se tivesse tempo. 
Ex.: Ficou tímido, porque se sentiu rejeitado pelos colegas. 
Se não o convidarem, sentir-se-á rejeitado pelos colegas. 
Nas locuções verbais e nos tempos compostos, quando se coloca o pronome oblíquo 
átono depois do verbo auxiliar, pode-se usar o hífen ou não. 
Ex.: Vou-te devolver o livro amanhã. 
 Vou te devolver o livro amanhã. 
1- Substituindo-se os elementos grifados em segmentos do texto, com os ajustes 
Português | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 4 
necessários, ambos os pronomes foram empregados corretamente em: 
A) como posicionar os braços/alcançar os melhores resultados = como posicioná-
los/alcançar-lhes 
B) não encontraremos maestria/negligenciarmos as habilidades = não encontraremo-
la/negligenciarmo-nas 
C) especialistas dão instruções como utilizar uma raquete = especialistas dão-
nas/como utilizá-la 
D) superar obstáculos exteriores/atingir uma meta externa = superar-nos / atingi-la 
E) não acrescentem novos troféus/elas trazem recompensas = não lhes 
acrescentem/elas as trazem 
2- A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os 
necessários ajustes, foi corretamente realizada em: 
A) Duas figuras merecem atenção = Duas figuras merecem-na 
B) poderá atingir a purgação = poderá lhe atingir 
C) dissecando a estrutura = dissecando-la 
D) provocar compaixão e terror = provocá-las 
E) mandou organizar as festas = mandou organizar-lhes 
3- O segmento grifado está corretamente substituído pelo pronome correspondente, 
considerando-se também sua colocação, em: 
A) para substituir os próprios punhos = para lhes substituir. 
B) pertencem a outro capítulo da história = pertencem a ele. 
C) que pode causar admiração pela força = que pode causá-lo. 
D) mas nunca provocará um sorriso = mas nunca lhe provocará. 
E) representam a intromissão do humor = o representam. 
4 - O segmento grifado foi substituído por um pronome de modo INCORRETO em: 
A) publicou um estudo em vermelho = o publicou 
B) fazer as pessoas acreditarem = fazê-las acreditarem 
Português | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 5 
C) resolveu tentar a sorte = resolveu tentá-la 
D) citar os três detetives fictícios mais famosos = citar-lhes 
E) tivera mais sucesso na medicina = tivera-o 
5- A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os 
necessários ajustes no segmento, foi realizada de modo INCORRETO em: 
A) único veículo que mandava repórteres = único veículo que os mandava 
B) Impunha logo respeito = Impunha-o logo 
C) fazia questão de anunciar minha presença = fazia questão de anunciá-la 
D) um telefone para passar a matéria = um telefone para passar-lhe 
E) sugerir caminhos para as etapas seguintes = sugeri-los 
6 - Assinale a alternativa onde a posição do pronome oblíquo átono, segundo a norma 
culta, está incorreta. 
A) Entendê-lo-ia se tivesse mais paciência. 
B) Pediu que eu me sentasse a seu lado. 
C) Far-lhe-ei uma blusa nova. 
D)Me diga o seu nome. 
E) Na carta que nos escreveu, mandou lembranças para você. 
7 -“Ninguém a olhava duas vezes.” Nessa frase, a colocação do pronome oblíquo está 
correta. Assinalar a alternativa em que a colocação do pronome oblíquo átono está 
incorreta, de acordo com a Norma Culta. 
A) O anti-herói leva uma vida de malandro e vadio, envolvendo-se em vários amores. 
B) E, ademais, dever-se-ia envelhecer maciamente. 
C) Nem já sei qual fiquei sendo. Depois que os vi. 
D)Jamais dar-te-ia tantas explicações, se não fosses pessoa de tanto merecimento. 
8. A frase: “Os alunos se destacaram.” poderia ser reescrita sem prejuízo gramatical da 
seguinte forma: “Os alunos destacaram-se.”. 
9. Na frase “Eu te amo” a próclise é obrigatória. 
Português | Sidney Martins 
Colocação Pronominal 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
Língua Portuguesa | 
Pontuação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
Língua Portuguesa 
Pontuação: vírgula 
Prof da Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Pontuação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
Bom dia, boa tarde e boa noite, meu caro e minha cara concurseira! Não importa 
o momento que você está estudando este material, mas saiba que ele será 
fundamental para os seus estudos. Então desejo a você muita animação e dedicação 
na hora de estudar! Na aula de hoje, vamos estudar pontuação, especialmente a 
pontuação. Vamos nessa?! 
 
Confira a seguir o conteúdo programático que preparei para a aula de hoje! 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Pontuação ........................................................................................................................ 3 
Vírgula ................................................................................................................................................. 3 
Vírgula em adjuntos adverbiais ................................................................................................................................... 4 
 
 
Língua Portuguesa | 
Pontuação 
www.focusconcursos.com.br | 3 
PONTUAÇÃO 
Chamamos de pontuação o uso de sinais para marcar, na escrita, pausas e mudanças 
de entonação típicas da fala. 
 
 
Na hora da prova, leia as frases e os textos em voz alta, assim você 
respeitará as pausas e mudanças de entonação colocadas pelo autor 
intencionalmente. Dessa forma, também perceberá mais facilmente a 
pontuação empregada neles. 
 
Observe como a pontuação altera o sentido da frase: 
Eles fecharam a porta. 
Eles fecharam a porta! 
Eles fecharam a porta? 
 
Nos concursos, são frequentes as questões sobre vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos, 
travessões e parênteses. 
 
Vírgula 
A vírgula é um processo sintático, que marca uma pausa no texto, porém, não está 
associada com pausas para respiração, como comumente aprendemos na escola. O 
seu emprego está relacionado com o principal sistema linguístico do português: a 
ordem direta (SVC). 
SVC – Sujeito + Verbo + Complemento (nominal/verbal) 
 
 
Cuidado: jamais podemos separar esses elementos com vírgula, 
porém, esse é um erro muito comum. Isto é, nunca se separa sujeito 
do verbo por vírgula, como também não se separa o verbo do 
complemento exigido por ele: seja objeto direto ou indireto, pois 
esses elementos possuem uma relação sintática. 
➢ Dessa forma, a vírgula serve para marcar rupturas da ordem direta 
e marcar elementos intercalados. 
Língua Portuguesa | 
Pontuação 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
Vírgula em adjuntos adverbiais 
Contudo, podemos utilizar a vírgula em termos acessórios da oração, como é o caso 
dos adjuntos adverbiais – advérbio ou locução adverbial, que marcam diferentes 
circunstâncias na oração –, mas como não são exigidos pelo verbo, posso empregar 
vírgula isolando o adjunto adverbial por uma intencionalidade discursiva. Conforme o 
seguinte exemplo: 
 
 
Os alunos do Focus fizeram uma redação, ontem 
 
 
Essa frase está na ordem direta (SVC), e, nesse caso, podemos empregar uma vírgula 
facultativaisolando o adjunto adverbial ontem, que marca circunstância de tempo. 
Mas ela é opcional, porque o adjunto adverbial está no seu posicionamento original 
dentro da ordem direta: no final da frase, assim a vírgula aqui não é obrigatória, porém 
o seu emprego tem intenção de enfatizar uma informação, podemos até chamá-la de 
vírgula enfática. 
 
Logo, em casos como esse não importa a inserção ou retirada da vírgula, porque não 
atribuirá nem prejuízo gramatical nem alteração de sentido, simplesmente irá chamar 
atenção do leitor para aquela informação, o que pode ser um recurso interessante 
dependendo da sua intencionalidade discursiva. 
 
Entretendo, os adjuntos adverbiais podem aparecer de forma deslocada, ou seja, fora 
da sua posição original na ordem direta: no final da frase, assim podem aparecer no 
início ou no meio da frase. Nesses casos o emprego de vírgula será diferente, teremos 
casos facultativos e obrigatórios. 
 
Quando o adjunto adverbial aparece no final da frase, sua posição 
na ordem direta, a vírgula sempre será facultativa. 
Verbo 
VTD 
Sujeito Objeto direto 
Vírgula facultativa 
Adjunto adverbial de tempo 
(circunstância de tempo). 
Língua Portuguesa | 
Pontuação 
www.focusconcursos.com.br | 5 
Vamos aprofundar essa questão, que causa muita controvérsia entre os gramáticos, 
porém, para facilitar a nossa vida, a Academia Brasileira de Letras (ABL) se posicionou 
sobre o assunto e determinou que: 
➢ adjunto adverbial formado por três ou mais palavras será considerado 
grande, portanto, a vírgula será obrigatória. 
➢ adjunto adverbial formado por uma ou duas palavras é considerado 
pequeno, assim a vírgula será facultativa. 
 
 
Todavia, as bancas também assumem posicionamentos 
diferentes em relação a essa questão. 
 
 
EXISTEM TRÊS POSICIONAMENTOS: 
CESPE: igual a determinação da ABL, essa cobrança não está só na 
prova objetiva, mas principalmente na produção textual. 
 
FCC: a vírgula sempre será facultativa, não importa o tamanho do 
adjunto adverbial deslocado, pois não altera o sentido 
 
Outras bancas: perguntam a justificativa do emprego da vírgula em casos de 
adjuntos adverbiais grandes deslocados, sua resposta será: para 
marcar/destacar um adjunto adverbial. 
 
Vamos deixar isso mais claro nos exemplos: 
 
 
Ontem, os alunos do Focus fizeram uma redação. 
 
 
Em casos de adjuntos adverbiais curtos: a vírgula será facultativa para todas as bancas. 
Dessa forma, a retirada dessa vírgula não alterará o sentido da frase, por ser facultativa, 
e o seu uso se justifica para destacar o adjunto adverbial deslocado. 
Adjunto adverbial de tempo 
Vírgula facultativa 
Língua Portuguesa | 
Pontuação 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
Na semana passada, os alunos do Focus fizeram uma redação. 
 
 
Em relação a essa frase, os avaliadores podem retirar essa vírgula e afirmar que isso 
atribui prejuízo gramatical na frase, isso é verdade, porque não se trata de uma 
vírgula facultativa. E se o avaliador afirmar que a retirada da vírgula atribui prejuízo 
gramatical, porém, não faz mudanças de sentido ou que não altera o sentido, isso 
também é verdade, pois o sentido da informação permanecerá o mesmo com o sem 
o emprego da vírgula. 
 
Contudo, sabemos que as bancas têm diferentes interpretações em casos de 
pontuação em adjuntos adverbiais longos, vejamos, em relação ao exemplo acima: 
➢ a banca CESPE dirá que essa vírgula é obrigatória; 
➢ a banca FCC dirá que essa vírgula é facultativa; 
➢ as outras bancas, de forma geral, vão perguntar a justificativa do emprego da 
vírgula, que será enfatizar o adjunto adverbial. 
 
Observe que mesmo que as outras bancas, de forma geral, não perguntem se o 
emprego dessa vírgula é facultativo ou obrigatório, saiba que caso cobrem, você deve 
seguir a lógica da gramática tradicional, então seguirão a ABL, assim, a resposta seria 
que esse emprego é obrigatório. 
 
Caro aluno e cara aluna, finalizamos aqui a nossa aula, em que tratamos pontos 
importantes para você acertar todas as questões sobre vírgulas nas provas, não 
esqueça do detalhe das bancas que apresentamos neste material. Lembre-se de fazer 
um resumo, ok?! Depois disso, faça uma pausa, aproveite para tomar um chá ou café, 
descanse e escute sua música favorita, mas não se esqueça de voltar, viu?! 
Te espero na nossa próxima aula, até! 
 
 
Adjunto adverbial de tempo 
Língua Portuguesa | 
Pontuação 
www.focusconcursos.com.br | 7 
A primeira frase é muito parecida com o nosso exemplo anterior, 
 
 
 
Língua Portuguesa | 
Vírgula 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Vírgula em adjunto adverbial 
Prof da Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Vírgula 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
Saudações meus caros. Neste material trataremos do caso de emprego vírgula em 
adjuntos adverbias, tanto no período simples como no período composto, como 
também o emprego de vírgulas em orações coordenadas. Um conteúdo bem 
importante. Preparados?! 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Vírgula ...................................................................................................................................3 
Recapitulando ........................................................................................................................................... 3 
Vírgula no período simples ....................................................................................................4 
Vírgula em adjuntos adverbiais................................................................................................................. 4 
Vírgula no período composto ................................................................................................5 
Vírgula em oração subordinada adverbial ................................................................................................ 6 
Vírgula em orações coordenadas .............................................................................................................. 9 
 
Língua Portuguesa | 
Vírgula 
www.focusconcursos.com.br | 3 
VÍRGULA 
Recapitulando 
Lembre-se que a vírgula é um processo sintático, que está relacionada a ordem direta 
da língua portuguesa: 
SVC – Sujeito + Verbo + Complemento 
 
Não teremos vírgulas separando esses termos, ou seja, nunca se separa: 
• o sujeito do verbo por vírgula; 
• o verbo dos complementos exigidos por ele (objeto direto ou indireto). 
 
 
 
 
Vírgula é um processo sintático, que serve para marcar 
rupturas da ordem direta e marcar elementos intercalados. 
 
 
A vírgula será utilizada para marcar adjunto adverbiais nas frases, para enfatizá-los ou 
para marcar que estão deslocados no início ou no meio da frase, já que a sua posição 
na ordem direta é no final da frase. Todavia esse é um caso que precisamos prestar 
atenção em alguns pontos: 
• quando o adjunto adverbial aparece no final da frase, sua posição na ordem 
direta, a vírgula sempre será facultativa. 
 
• sobre a extensão do adjunto adverbial: 
- será curto quando formado por uma ou duas palavras e o emprego da 
vírgula será facultativo para todas as bancas. 
- será longo quando formado por três ou mais palavras e o emprego da 
vírgula será obrigatório para a banca CESPE/CEBRASPE e bancas mais 
tradicionais, porém sempre será facultativo para a banca FCC. 
 
Língua Portuguesa | 
Vírgula no período simples 
www.focusconcursos.com.br | 4 
VÍRGULA NO PERÍODO SIMPLES 
Vírgula em adjuntos adverbiais 
Agora veremos como esses conceitos se aplicam no período simples, em que a oração 
possui só um verbo, também chamada de oração absoluta. Para isso vamos abordar 
como essa questãoé comumente cobrada nas provas, OBSERVE A POSIÇÃO DO ADJUNTO 
ADVERBIAL NAS SEGUINTES FRASES: 
 
 
 
 
 
1. Os rapazes leram o livro no fim da semana passada. 
2. Os rapazes leram no fim da semana passada o livro. 
3. Os rapazes no fim da semana passada leram o livro. 
4. No fim da semana passada os rapazes leram o livro. 
 
 
NA PRIMEIRA FRASE temos o adjunto adverbial de tempo: no fim da semana passada, que 
está no final da frase, sua posição na ordem direta, então a vírgula será facultativa, 
não importando a extensão do adjunto adverbial. Desse modo, a retirada da vírgula 
não acarretará prejuízo gramatical ou semântico, pois trata-se de uma vírgula 
facultativa. 
 
NA SEGUNDA FRASE temos o adjunto adverbial de tempo: no fim da semana passada, 
que está deslocado, posicionado no meio da frase, distanciando o verbo leram do 
seu complemento: livro (objeto direto). 
• Para a CESPE/CEBRASPE, o adjunto adverbial deslocado deve estar entre 
vírgulas obrigatoriamente e a retirada da vírgula acarretará prejuízo gramatical, 
mas não alterará o aspecto semântico da frase. 
• Para FCC não faz diferença empregar ou não a vírgula. 
• Para as outras bancas: você deverá justificar o motivo do adjunto adverbial 
deslocado estar entre vírgulas, a resposta será: para marcar o adjunto adverbial. 
 
NA TERCEIRA FRASE temos o adjunto adverbial de tempo: no fim da semana passada, que 
está deslocado logo após do sujeito os rapazes, esse caso será como o anterior: 
Língua Portuguesa | 
Vírgula no período composto 
www.focusconcursos.com.br | 5 
• Para a CESPE/CEBRASPE, o adjunto adverbial deslocado deve estar entre 
vírgulas obrigatoriamente e a retirada da vírgula acarretará prejuízo gramatical, 
mas não alterará o aspecto semântico da frase. 
• Para FCC não faz diferença empregar ou não a vírgula. 
• Para as outras bancas: você deverá justificar o motivo do adjunto adverbial 
deslocado estar entre vírgulas, a resposta será: para marcar o adjunto adverbial. 
 
NA QUARTA FRASE temos o adjunto adverbial de tempo: no fim da semana passada, que 
está deslocado no início da frase, então não houve de fato uma interrupção na ordem 
direta: entre sujeito, verbo e objeto. Esse caso costuma confundir, mas vamos lembrar 
como as bancas vão exigir: 
• Para a CESPE/CEBRASPE sempre que o adjunto adverbial estiver deslocado 
deverá se empregar vírgulas obrigatoriamente. 
• Para FCC a vírgula será facultativa. 
• Para as outras bancas: você deverá justificar o emprego da vírgula após o 
adjunto adverbial deslocado, a resposta será: para marcar o adjunto adverbial. 
 
 
 
 
 
Não é comum, mas caso as outras bancas perguntem se o emprego da 
vírgula em caso de adjunto adverbial deslocado é facultativo ou 
obrigatório, você deve seguir a lógica da gramática tradicional. Então 
siga a determinação da Academia Brasileira de Letras: 
➢ adjunto adverbial formado por três ou mais palavras: a vírgula será 
obrigatória. 
➢ nos outros casos: a vírgula será facultativa. 
 
VÍRGULA NO PERÍODO COMPOSTO 
Agora veremos como esses conceitos se aplicam no período composto, que é formado 
por mais de uma oração, isso significa que teremos dois ou mais verbos no mesmo 
período. Nesse caso, teremos a classificação do período composto por coordenação 
ou por subordinação. 
 
As estruturas coordenadas são equiparadas, então elas são sintaticamente iguais, mas 
não exercem função sintática uma em relação a outra, ou seja, são independentes. E 
Língua Portuguesa | 
Vírgula no período composto 
www.focusconcursos.com.br | 6 
são classificadas em: orações coordenadas assindética e sindética. 
 
Quando a oração coordenada apresentar um síndeto, ou seja, uma conjunção, será 
chamada de sindética; quando não estiver ligada através de conjunções, mas sim 
através de uma pausa, normalmente simbolizada pela vírgula, será chamada de 
assindética. 
 
 
Nas orações coordenadas, como trata-se de duas orações 
sintaticamente iguais, a vírgula entre elas será obrigatória. 
Com exceção de quando apresentam as seguintes 
conjunções: e, nem, ou. 
 
 
As estruturas subordinadas, por sua vez, apresentam uma hierarquia, em que temos 
uma oração principal e uma oração subordinada a ela, isso significa que uma 
depende da outra, portanto, a oração subordinada está inserida na oração principal e 
por isso exerce uma função sintática da oração principal. 
 
Em relação ao período composto por subordinação, teremos a seguinte 
classificação: orações subordinadas substantivas, adjetivas e adverbiais. Trataremos 
brevemente de cada uma delas: 
• as orações subordinadas substantivas são aquelas que possuem o papel de 
substantivo e podem exercer as funções sintáticas de sujeito, predicado, 
complemento nominal, objeto direto, objeto indireto e aposto. 
 
• as orações subordinadas adjetivas só podem exercer a função sintática de um 
adjetivo, ou seja, de um adjunto adnominal. 
 
• as orações subordinadas adverbiais exercem a função do advérbio e funcionam 
como adjunto adverbial, sendo classificadas em: causais, comparativas, 
concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, temporais, 
proporcionais. 
Vírgula em oração subordinada adverbial 
Na questão do emprego de vírgula em adjuntos adverbiais, a oração subordinada 
https://www.todamateria.com.br/adjunto-adverbial/
Língua Portuguesa | 
Vírgula no período composto 
www.focusconcursos.com.br | 7 
adverbial que será o nosso interesse, pois ela exerce função sintática de adjunto 
adverbial da oração principal. Dessa forma, podemos ter algumas situações, que 
estão apresentadas no SEGUINTE ESQUEMA: 
 
Oração principal (O.P.) , Oração subordinada adverbial (O.S.Adv.) 
 
 
 
 
Oração subordinada adverbial (O.S.Adv.) , Oração principal (O.P.) 
 
 
 
 
Observe que enquanto no período simples precisamos verificar o tamanho e a posição 
do adjunto adverbial na frase para saber se a vírgula era facultativa ou obrigatória, 
além de ressaltar os diferentes posicionamentos das bancas. Isso não ocorre no 
período composto, em que temos o mesmo posicionamento para todos os gramáticos 
e para todas as bancas: se a oração subordinada adverbial estiver no final do período, 
seu lugar na ordem direta, a vírgula será facultativa; caso a oração subordinada 
adverbial estiver deslocada, independentemente do tamanho, a vírgula será 
obrigatória, como está apresentado no esquema anterior. 
 
Vamos entender melhor esse conceito, analisandos as seguintes sentenças: 
 
1. Não vou à praia, porque está chovendo. 
 
 
 
Observe que nesse exemplo temos uma vírgula facultativa, isso porque a oração 
subordinada adverbial causal porque está chovendo está no final do período, o seu 
lugar na ordem direta. 
Vírgula facultativa 
Vírgula obrigatória 
Vírgula facultativa O.P. O.S. Adv. Causal 
Língua Portuguesa | 
Vírgula no período composto 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
 
Quando a oração subordinada adverbial estiver no final 
do período a vírgula sempre será facultativa, então não 
importa sua inserção ou retirada, pois não vai atribuir 
nem prejuízo gramatical nem alteração de sentido. 
2. Porque está chovendo, não vou à praia. 
 
 
 
Quando o período começa com conjunção, você pode ter certeza de que o emprego 
vírgula será obrigatório. Isso significa que a sua retirada vai atribuir prejuízo 
gramatical, porém não altera o sentido. 
 
 
3. Não vá à praia, porque está chovendo 
 
 
 
 
Nesse exemplo, temos orações coordenadas, que são orações ligadas apenas pelo 
sentido, porém são sinteticamente independentes. No caso a oração não vá a praia 
é uma oração coordenada assindética, ou seja, não está ligada através de 
conjunções, mas sim pelo emprego da vírgula. Já a oração porque está chovendo 
será classificada como oração coordenada sindética, pois está ligada através de uma 
conjunção. Repare também que temos uma oraçãono modo imperativo: não vá à 
praia, que obrigatoriamente deve ser explicada, por isso a conjunção porque, nesse 
caso, será explicativa. 
 
 
 
 
De fato, é muito difícil distinguir a oração subordinativa causal da 
oração coordenativa explicativa quando se usa a conjunção porque. 
Lembre-se sempre de que: 
➢ quando for causal, não existe ordem fixa para essa conjunção, 
mas apresenta causa (origem de um processo) e consequência 
(o que decorre a partir daquilo); 
➢ em estruturas imperativas (de ordem), que necessariamente 
precisam de justificativa, o emprego do porquê será explicativo; 
Para acertar todas as questões sobre esse assunto, você deve ter claro que a estrutura 
Vírgula obrigatória 
O.P. O.S. Adv. Causal 
Oração Coordenada Sindética Explicativa Oração 
Coordenada 
Assindética 
Vírgula obrigatória 
Língua Portuguesa | 
Vírgula no período composto 
www.focusconcursos.com.br | 9 
subordinativa adverbial, tanto no período simples quanto no composto, manterá 
sempre o sentido, ou seja, nunca haverá alteração de sentido, não importa se a vírgula 
é facultativa ou obrigatória. Contudo, em casos que a vírgula é obrigatória, sua 
retirada acarretará prejuízo gramatical. 
 
Vírgula em orações coordenadas 
Recapitulando o conceito das orações coordenadas: são duas orações 
sintaticamente iguais, por isso o emprego da vírgula entre elas será obrigatório. Com 
exceção de quando apresentam as seguintes conjunções: e, nem, ou. 
 
Os concursos costumam cobrar os casos com o emprego da conjunção e, vamos 
estudar alguns casos: 
 
Pedro estuda e trabalha. 
 
Nesse exemplo temos duas orações, com os verbos estuda e trabalha, ambos 
ligados ao sujeito Pedro. Isso significa que Pedro é o sujeito das duas orações, então 
a conjunção e soma as ações realizadas por ele. Portanto, aqui não pode ter vírgula 
de jeito nenhum. 
 
Pedro estuda, e João trabalha. 
 
Perceba que nesse caso temos dois sujeitos: Pedro e João, de forma que cada um 
dos verbos se refere a um deles. As bancas, nesse aspecto, cobram uma vírgula 
facultativa. 
 
Pedro estudou, e não conseguiu boa nota. 
 
Observe que temos uma relação de oposição estabelecida pela conjunção e, que 
está empregada no lugar de conjunções adversativas: mas, porém, todavia. Nessa 
lógica, aqui a vírgula será obrigatória. 
 
 
Caro aluno e cara aluna, finalizamos aqui mais uma aula sobre pontuação. Muito 
obrigado por sua companhia e atenção! Espero que tenha assimilado todo esse 
sentido de soma 
sentido de soma 
sentido de oposição 
Língua Portuguesa | 
Vírgula no período composto 
www.focusconcursos.com.br | 10 
conteúdo e elaborado um resumo sobre dele, isso é bem importante! Nós nos 
encontramos na próxima aula com mais pontos de destaque sobre pontuação para 
provas de concurso. 
 
 Desejo ótimos estudos e até nosso próximo encontro! 
 
 
Língua Portuguesa | 
Vírgula no período composto 
www.focusconcursos.com.br | 11 
 
Língua Portuguesa | 
Adjunto Adnominal e Predicativo 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Adjunto Adnominal e Predicativo 
Prof da Videoaula: Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Adjunto Adnominal e Predicativo 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
Fala galera! Na aula de hoje vamos falar sobre a diferença de adjunto adnominal e 
predicativo, e, em seguida, estudar o uso de vírgulas em circunstâncias específicas. 
Este material está repleto de dicas, então faça o máximo para manter foco total nele. 
Dê uma olhada no conteúdo programático que preparei par você e mão à obra. 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Adjunto Adnominal e Predicativo ...................................................................................... 3 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica........................................... 4 
As regras de Vírgula e a pausa para respiração ...................................................................................... 6 
Vírgula x E ............................................................................................................................................ 6 
Vírgula x etc. ........................................................................................................................................ 7 
Língua Portuguesa | 
Adjunto Adnominal e Predicativo 
www.focusconcursos.com.br | 3 
Vírgula x QUE ....................................................................................................................................... 7 
Restrições .................................................................................................................................................................... 8 
Ponto e Vírgula .................................................................................................................................... 9 
Travessão, parênteses e dois-pontos .................................................................................................. 10 
 
ADJUNTO ADNOMINAL E PREDICATIVO 
Um adjetivo (função morfológica) no interior de uma frase pode ser tanto um adjunto 
adnominal, como pode ser um predicativo. A gramática diz que devemos observar as 
características do adjetivo a fim de identificar qual função desempenha. Se ele possui 
característica permanente, ele denota um adjunto adnominal. Se possui característica 
não permanente, expressa um predicativo. Só que isso tudo é muito subjetivo. Assim, 
a melhor coisa a fazer é se apegar à estrutura. 
 
Um adjunto adnominal está junto do nome, ou seja, está dentro daquela estrutura, 
seja do sujeito ou do objeto. Nesse sentido ele faz parte da estrutura interna. Já o 
predicativo, em essência, faz parte da estrutura externa ao nome. Observe os 
exemplos: 
▪ O mendigo alegre caminhava. 
▪ O mendigo, alegre, caminhava. 
 
O sujeito (aquele que caminha) é o mendigo alegre. Toda essa estrutura é o nosso 
sujeito. Ora, alegre é um adjetivo e está dentro da estrutura do sujeito, logo, faz parte 
da estrutura interna do sujeito. Se é uma estrutura interna, é um adjunto adnominal. 
E se é um adjunto adnominal, é uma característica permanente. Isso significa dizer que 
aquele mendigo é alegre sempre, e não só quando caminha. Ele é uma pessoa bem-
humorada. 
 
Já na segunda estrutura, “O mendigo, alegre, caminhava”, o verbo nos indica que o 
sujeito é o mendigo, mas, desta vez, o adjetivo está fora da estrutura do sujeito, 
embora faça referência a ele. Nesse caso, não pode ser um adjunto adnominal, já que 
a vírgula impede de a palavra alegre de ficar junto da palavra mendigo. Assim, temos 
um predicativo do sujeito. E, se é um predicativo do sujeito a característica não é 
permanente, o que significa dizer que este mendigo não é alegre sempre. Ele apenas 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 4 
estava alegre enquanto caminhava. 
 
 
É muito fácil confundir o predicativo do sujeito com adjunto adverbial de modo, mas você 
deverá lembrar que o predicativo do sujeito não é um advérbio, portanto não pode ser um 
adjunto adverbial. Tem quem o confunda, também, com aposto explicativo. Mas para ser 
aposto explicativo tem que ser substantivo (aposto é função própria de substantivo). 
Ora... predicativo do sujeito, reitero, é ADJETIVO. 
 
INFLUÊNCIA DO USO DE VÍRGULAS NA ANÁLISE SINTÁTICA E SEMÂNTICA 
Vale dizer que as vírgulas influenciam na análise sintática e, principalmente, na análise 
semântica das estruturas. Pretendo, neste capítulo, trabalhar alguns usos específicos 
de vírgula, para tanto, peço que avalie as seguintes estruturas: 
1. O Brasil país da América Latina tem se destacadono cenário mundial. 
2. Maria venha aqui! 
3. Mamãe comprou frutas. Eu legumes. 
4. Os jovens amam filmes músicas livros. 
 
Na primeira sentença, a estrutura “país da América Latina” remete ao Brasil, ela toda 
serve para explicar quem é o Brasil. Nesse sentido não haveria muita diferença em 
dizer, por exemplo, “O Brasil tem se destacado no cenário mundial” ao invés de dizer 
“O Brasil, país da América Latina, tem se destacado no cenário mundial”. 
 
Desse modo, podemos afirmar que essa estrutura é um aposto explicativo e por esse 
motivo ela deve ser escrita entre vírgulas. 
✓ O Brasil, país da América Latina, tem se destacado no cenário mundial. 
 
Na segunda sentença, alguém está a chamar Maria. Quando chamamos alguém, 
usamos um vocativo. O vocativo deve ser sucedido de vírgula. 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 5 
✓ Maria, venha aqui! 
 
É fundamental observar e compreender essas estruturas, pois é muito 
comum se deparar com questões que apresentam uma série de 
sentenças e pedem para que seja assinalada a alternativa que apresenta 
virgula pela mesma justificativa da estrutura indicada no enunciado. 
 
Na terceira sentença “Mamãe comprou frutas. Eu legumes.”, a ação praticada por 
mamãe foi comprar frutas. Certo?! Quanto a ação praticada por mim, foi comprar 
legumes. Eu os comprei. Observe que o verbo comprar, na segunda oração, foi 
omitido, desse modo, devemos inserir uma vírgula entre o sujeito e o objeto, a 
chamada vírgula vicária, que marca uma elipse, uma omissão do verbo comprar. 
✓ Mamãe comprou frutas. Eu, legumes. 
 
 O que é Vírgula Vicária? 
 
O termo vicário (ou vigário, como as pessoas estão mais 
acostumadas, principalmente as que são católicas 
praticantes) significa substituição/substituto. Diz-se, por 
exemplo, que o sacrifício de Cristo foi vicário porque Ele 
substituiu o homem na cruz, que realmente deveria morrer 
pelos pecados cometidos. Então, uma vírgula vicária é 
aquela que substitui o verbo na oração. (=zeugma). 
 EX.: João estuda muito; mas seu irmão, quase nada. 
 
A vírgula substitui, na segunda oração, a forma verbal estuda: João estuda muito; mas 
seu irmão estuda quase nada. 
 
A última estrutura nos apresenta uma lista de coisas que os jovens amam. É necessário, 
quando nos deparamos com tais estruturas, acrescentar a chamada vírgula 
enumerativa (ou a vírgula da listinha). 
✓ Os jovens amam filmes, músicas, livros. 
 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
As regras de Vírgula e a pausa para respiração 
É importante lembrar que as regras de vírgula NÃO seguem as pausas para respiração, 
como aprendemos na escola. Analise a seguinte estrutura: 
O fato de as lojas de calçados femininos não terem sapatos com numeração 
superior a trinta e nove é uma afronta às mulheres com pés grandes e àquelas 
que os têm largos. 
 
Embora façamos pausa “para respirar” ao ler a referida estrutura, não há motivo algum 
para colocar vírgulas nela, pois não se trata de uma estrutura que as exija. Em outras 
palavras, não há nenhum aposto, vocativo, enumeração, adjunto adverbial ou oração 
subordinada deslocada. Por isso, não há virgulas. Veja a próxima estrutura: 
Comer bananas extremamente maduras pode ser um grande perigo para a frágil 
saúde humana. 
 
A parte do “extremamente maduras” poderia ser acompanhada de vírgulas 
facultativas, até porque é composta por somente duas palavras, e só começamos a 
pensar em vírgulas obrigatórias a partir de três ou mais palavras. Mas veja, se são 
vírgulas facultativas, não é necessário ficar preocupado com elas, logo, sequer é 
preciso usá-las 😉. 
 
Vírgula x E 
Quando o item gramatical e indicar soma, sendo o sujeito das orações o mesmo, ele 
não precisa estar acompanhado de vírgulas. Exemplo: “A moça veio à festa e logo se 
foi”. 
 
Agora, quando indica soma, mas os sujeitos das orações são distintos, ele pode vir 
acompanhado de vírgula facultativa. Exemplo: “A moça veio à festa, e o marido ficou 
em casa”. 
 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 7 
 
Mesmo que haja gramático dizendo que essa vírgula é obrigatória, para concursos públicos, 
de forma geral em qualquer banca, essa vírgula é facultativa. Esse é o posicionamento geral 
das bancas. 
 
Vírgula x etc. 
O etc. é uma abreviação da expressão em latim et cetera ou et coetera, que significa 
entre outros. Nesse sentido, o et já significa e. É o mesmo e da “listinha”. Quando 
fazemos uma lista, usamos a vírgula enumerativa para separar os itens, e quando 
chegamos ao final dela usamos o e, sem vírgula, para encerrá-la com o último item. 
Seguimos, portanto, a mesma lógica aqui. Observe o exemplo: “Pintamos paredes, 
tetos, pisos etc.” 
 
Vírgula x QUE 
Para explicar o uso da vírgula com o QUE, elenco alguns exemplos: 
▪ Todos viram que a água acabou. 
▪ O professor pediu que todos fizessem silêncio. 
 
Em ambos os exemplos o QUE é uma conjunção integrante. Sabemos assim o ser 
porque podemos substitui-lo pelo termo “ISSO”. Se há uma conjunção integrante, não 
colocamos virgula nem antes, nem depois. 
 
Explico melhor: a conjunção integrante encabeça uma 
oração subordinada substantiva, que tem todas aquelas 
funções que você já sabe. Aqui, por exemplo, as duas 
seriam orações subordinadas substantivas objetivas 
diretas, então, teoricamente, se colocássemos uma virgula 
entre elas estaríamos separando o verbo do seu objeto. 
 
Quando conseguimos substituir a estrutura posterior ao verbo pela palavra ISSO, 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 8 
estamos diante de uma oração subordinada substantiva encabeçada pela conjunção 
integrante (nesse caso a conjunção é o QUE). Quando temos uma conjunção 
integrante, NÃO colocamos vírgula nem antes e nem depois dela. 
 
Essa dica é muito interessante levarmos em consideração nos casos de produção 
textual também, porque, às vezes, nos deparamos com expressões tais como “cabe 
salientar que’, “vale ressaltar que”, entre outras; é importante frisar que embora sejam 
estruturas por vezes até compridas não podemos usar vírgula, porque o QUE é uma 
conjunção integrante: “Cabe salientar ISSO”, “Vale ressaltar ISSO”. 
 
Agora... se a conjunção integrante QUE for seguida de uma estrutura intercalada, o 
uso de vírgulas pode ser feito 👍. Exemplo: “Espero que, no próximo concurso, você 
seja aprovado”. 
 
FIQUE ATENTO: devem ser usadas duas vírgulas, justamente para marcar que 
ali existe uma estrutura intercalada. Dessa forma não interferimos na conexão 
que existe entre a conjunção integrante e com o complemento. 
 
 
 
Restrições 
Pois bem, termos algumas restrições, como no caso do QUE como pronome relativo. 
O pronome relativo faz referência ao termo anterior e encabeça uma oração 
subordinada adjetiva, veja: 
• Os alunos que foram aprovados não farão prova final. 
 
Quando o pronome relativo QUE encabeça uma oração subordinada adjetiva, ela 
pode ser ou explicativa ou restritiva. Basta olhar para ver se tem ou não vírgulas. 
Beleza?! Virgula com conjunção integrante somente aparece se for para marcar 
estruturas intercaladas. Caso contrário, nada de vírgulas. 
 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 9 
 
No exemplo supracitado não há vírgulas, logo, trata-se de uma oração subordinada 
adjetiva restritiva. O que significa dizer que ela é de suma importância para o 
entendimento da frase como um todo, justamente pelo fato de estar limitando, 
restringindo e indicando que não são todos os alunos, mas sim, apenas alguns alunos. 
A frase “osalunos que foram aprovados não farão prova final” dá a entender que tem 
aluno que ainda não foi aprovado e, consequentemente, não fará a prova final. 
 
Agora, na estrutura “Os alunos, que foram aprovados, não farão prova final” 
constatamos a presença de vírgulas. Já que este QUE é um pronome relativo, 
continuamos diante de uma oração subordinada adjetiva, porém, em função das 
vírgulas, essa oração é explicativa. Isso dá um poder muito grande à oração principal, 
porque ela por si só faz sentido, uma vez que as vírgulas fazem com que a oração 
subordinada adjetiva seja generalizada. Entende-se, portanto, que todos os alunos 
foram aprovados e, consequentemente, não farão a prova final. Ou seja, não existe 
aluno que não esteja aprovado e não haverá aluno que fará a prova final 👍. 
 
Examine o próximo exemplo: “A Terra, que gira em torno do Sol, é o 3º planeta do 
sistema solar”. Aqui novamente temos uma oração subordinada adjetiva explicativa. É 
explicativa porque todo termo explicativo na língua portuguesa fica entre uma 
vírgula, uma vez que pode ser retirado porque não fará a menor diferença. 
 
É aí que vem o pulo do gato. Muito avaliador destaca a oração subordinada adjetiva 
explicativa e afirma que ela exerce a função sintática de aposto explicativo. Cuidado para não 
cair nessa. Lembre-se de que aposto é função própria de substantivo. A oração subordinada 
adjetiva, seja ela restritiva ou explicativa, vai sempre exercer a função sintática de adjunto 
adnominal. 
 
Ponto e Vírgula 
O ponto e vírgula separa elementos coordenados que já possuem vírgula. Quando 
não usamos nenhum conectivo para marcar a estrutura coordenada, por exemplo, 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 10 
usamos o ponto e vírgula. Observe: “Pedro tinha fome; eu, sede”. 
 
Além disso, o ponto e vírgula é utilizado para que o entendimento do leitor não seja 
confundido diante de uma estrutura explicativa separada por vírgula com um termo 
coordenado. O ponto e vírgula é usado nesses casos para marcar as coordenações. 
 
Na estrutura “Estive na Bahia, que é quente; no Paraná, que é frio; e em Brasília, que é 
seco”, há ponto e vírgula separando o segundo e o terceiro elemento coordenado, 
mesmo havendo um e separando-as. Isso ocorre porque logo em seguida há o 
acréscimo de uma nova vírgula separando o elemento explicativo sobre Brasília. 
 
O ponto e vírgula separa ainda as orações coordenadas assindéticas ou coordenadas 
sindéticas (GERALMENTE com conjunção “móvel” ou que admita vírgula). Exemplos: 
▪ Comi muito; passei mal. 
▪ Comi muito; logo, não dormi bem. 
▪ Comi muito; continuo com fome, porém. 
 
Em suma, o que o ponto e vírgula faz é marcar estruturas coordenadas, é marcar 
“listas”. FIQUE ATENTO, pois a banca gosta de confundir o candidato colocando 
ponto e vírgula em estruturas subordinadas, o que NÃO É permitido. 
O ponto e vírgula é usado somente para marcar estruturas coordenadas. 
 
Travessão, parênteses e dois-pontos 
Quando esses três elementos são usados para introduzir estruturas finais, ou seja, 
quando antecedem o ponto final, somente os parênteses podem ser usados para 
iniciar e encerrar a estrutura. Observe: 
✓ Comprei frutas: morangos, peras e uvas. 
✓ Comprei frutas (morangos, peras e uvas). 
✓ Comprei frutas – morangos, peras e uvas. 
 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 11 
Agora, observe que as próximas estruturas são intercaladas (elas não são estruturas 
finais). Nesses casos o uso de dois pontos não é permitido, apenas parênteses e 
travessão. 
✓ Comprei frutas (morangos, peras e uvas) para mim. 
✓ Comprei frutas – morangos, peras e uvas – para mim. 
✓ Comprei frutas (morango, peras e uvas), o que fez a alegria de mamãe. 
✓ Comprei frutas – morango, peras e uvas –, o que fez a alegria de mamãe. 
 
 
A vírgula depois dos parênteses e travessão nos exemplos supracitados é uma vírgula 
explicativa. Cabe sua utilização, pois marca uma estrutura explicativa. Ou seja, retirado o 
elemento que está dentro de parênteses ou travessão, o sentido da sentença não seria 
alterado. 
 
Por fim, destaco que o travessão e o parênteses têm valor enfático muito grande. 
Quando queremos destacar um único elemento, colocá-lo entre vírgulas já o destaca, 
mas colocá-lo entre parênteses e entre travessões o destaca mais ainda. A intenção 
seria maior. Na oralidade seria o equivalente a dar um grito, por exemplo. 
 
Em seguida, vamos analisar algumas questões para sedimentar o conteúdo da aula 
😉. 
 
Questão 1. Para se fazer uma revista de divulgação científica hoje, três diretrizes 
devem ser observadas. A primeira é o que queremos dizer e o que temos para dizer 
em uma revista. A segunda, se temos os meios humanos e financeiros para realizar o 
projeto. A terceira se refere à necessidade urgente de ampliar a “infraestrutura” de 
conhecimentos necessários para que a educação encontre raízes profundas em nossa 
sociedade, nos laboratórios de pesquisa, na natureza e na história que vivemos. 
A coesão do texto será preservada se o primeiro ponto for substituído por vírgula e 
seguida de letra minúscula. 
Comentários: A princípio, até poderia ser feita a substituição, por isso é fácil derrapar 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 12 
nesse tipo de questão. Mas perceba que existe uma sequência de elementos, o 
primeiro elemento, o segundo, o terceiro... Nesse sentido, tem-se na estrutura um 
paralelismo. Logo, se tirarmos o ponto da primeira estrutura e o mantivermos na 
segunda e na terceira romperemos o paralelismo, e não podemos fazer isso, por a 
coesão do texto seria prejudicada. 
 
Gabarito: Errado 
 
Questão 2. Às vésperas do centenário de sua morte (29 de setembro de 1908), 
Machado de Assis continua a ser uma presença inquietante. 
De acordo com a gramática normativa da língua portuguesa, o emprego da vírgula no 
primeiro período do texto (antes de Machado de Assis) não tem justificativa 
gramatical. 
Comentários: É óbvio que tem justificativa gramatical, pois se trata de uma ajunto 
adverbial (um enorme adjunto adverbial, diga-se de passagem). 
 
 
Cabe salientar: 
Para o CESPE essa vírgula seria obrigatória. 
Para o FCC, muito provavelmente, seria facultativa. 
 
Questão 3. “Quando se fala em defesa, trata-se da ampla defesa, que abrange o 
direito de recorrer, quando a decisão não for favorável”. 
Julgue os próximos itens com base na estrutura morfossintática do texto. 
A omissão da vírgula empregada após a primeira ocorrência da palavra “defesa” 
acarretaria incorreção gramatical. 
Comentários: o termo quando é uma conjunção subordinativa adverbial temporal. 
Logo, toda a estrutura “quando se fala em defesa” é uma oração subordinada 
adverbial temporal, que foi obviamente deslocada da sua posição original no final da 
frase. Nesse sentido a omissão da virgula acarretaria sim em incorreção gramatical. 
 
Gabarito: Correto 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 13 
 
Questão 4. Com isso, a partir de janeiro de 2009, a produção terá redução total de 
4,2 milhões de barris diários. 
O emprego das vírgulas que isolam o segmento “a partir de janeiro de 20019” justifica-
se por tratar-se de adjunto adverbial de tempo. 
Comentários: a questão está correta. O segmento isolado pelas vírgulas é um adjunto 
adverbial de tempo deslocado. 
 
Gabarito: Correto 
 
Questão 5. Dados da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional mostram 
que a entrada do país resultará em um bloco com mais de 250 milhões de habitantes, 
área de 12,7 milhões de km2, PIB superior a U$ 1 trilhão (aproximadamente 76% do 
PIB da América do Sul) e comércio global superiora US$ 300 bilhões. 
O emprego de vírgulas logo após “habitantes” e “km2” justifica-se por isolar 
elementos de mesma função gramatical componentes de uma enumeração. 
Comentários: é exatamente isso, essa é a famosa vírgula da listinha, a vírgula 
enumerativa. 
 
Gabarito: Correto 
 
Questão 6. As medidas serão anunciadas assim que o novo presidente norte-
americano, Barack Obama, tomar posse, no final de janeiro. 
O nome “Barack Obama” está entre vírgulas porque se trata de um aposto. 
Comentários: sim, se trata de um aposto que serve para explicar quem é o novo 
presidente norte-americano. 
 
Gabarito: Correto 
 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 14 
 
Questão 7. Agora, a oposição quer que outros 25 bilhões sejam usados no pacote. 
O emprego de vírgulas logo após “Agora” justifica-se para isolar adjunto adverbial de 
tempo. 
Comentários: a questão está correta. A vírgula serve para isolar um adjunto adverbial 
de tempo que está deslocado. 
 
Comentários: Correto 
 
É isso aí galera. Encerramos aqui o conteúdo desta aula repleta de dicas 
importantíssimas para hora da sua prova. Procure refazer suas anotações e retomá-
las quantas vezes necessário. E, acima de tudo, busque fazer muitos exercícios para 
assegurar a fixação do conteúdo apreendido. Eu me despeço por aqui. 
 
 
Um forte abraço e até a próxima. 
"A persistência é o melhor caminho do êxito” – Charles Chaplin 
 
Língua Portuguesa | 
Influência do uso de vírgulas na análise sintática e semântica 
www.focusconcursos.com.br | 15 
 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Acentuação 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Acentuação ....................................................................................................................... 3 
Proparoxítonas .................................................................................................................................... 4 
Oxítonas .............................................................................................................................................. 4 
Paroxítonas ......................................................................................................................................... 5 
Palavras Perigosas ............................................................................................................................... 6 
 
Fala galera!! Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! Na aula de hoje 
vamos falar de ACENTUAÇÃO. 
 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 3 
Você sabia que 90% da nossa escrita é visual? Isso significa que, se em algum 
momento, já lemos uma determinada palavra corretamente, as chances de 
reproduzirmos essa palavra de maneira correta aumentam. Portanto, leia sempre com 
muita atenção os conteúdos para sua prova! 
 
ACENTUAÇÃO 
A acentuação gráfica indica a tonicidade da sílaba, lembrando que, sílaba tônica é a 
sílaba pronunciada mais fortemente dentro da palavra. Na língua portuguesa existem 
três posições para a sílaba tônica: na última sílaba, chamada de oxítona; na penúltima 
sílaba, paroxítona; e na antepenúltima sílaba ou proparoxítona. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Oxítonas
A última 
sílaba é a 
tônica
Ex: urubu, 
motel, 
marajá ...
Paroxítonas
A penúltima 
sílaba é a 
tônica
Ex: cigarro, 
janela, lápis 
...
Proparoxíto
nas
A 
antepenúlti
ma sílaba é 
a tônica
Ex: 
gramática, 
tóxico, 
semântica ...
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
Como saber qual sílaba é a sílaba tônica? A sílaba tônica pode ser descoberta por 
meio da pronúncia, visto que ela sempre será a sílaba pronunciada de maneira mais 
forte e prolongada na palavra. Para facilitar a identificação, você pode gritar a 
palavra. 
 
Para se constituir uma sílaba, obrigatoriamente, é necessária uma vogal, um elemento 
isolado sem a vogal não pode constituir uma sílaba. Por isso, ao fazer a separação 
silábica de uma palavra com consoante muda, essa deve permanecer com a sílaba 
anterior: 
 
AD – VO – GA – DO 
AP – TI – DÃO 
RIT - MO 
 
Proparoxítonas 
Todas as proparoxítonas são acentuadas. 
 
Oxítonas 
Somente as palavras oxítonas terminadas em: a(s), e(s), o(s) e em(ns) levam 
acento. Por exemplo: 
 
SO – FÁ 
CA – FÉ 
CI – PÓ 
PA – RA – BÉNS 
TAM - BÉM 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
A sílaba tônica, em todos os casos, é a última, portanto, são oxítonas. Além disso, são 
terminadas em “a” “e”, “o”, “ens” e “em”, respectivamente, logo, levam acento. 
 
Paroxítonas 
Por outro lado, as palavras paroxítonas terminadas em: a(s), e(s), o(s) e em(ns) não 
levam acento. Veja exemplos: 
 
BO – LA 
MO – LE -QUE 
BO – BO 
I - TEM 
 
As palavras acima são paroxítonas terminadas em “a”, “e”, “o” e “em”, 
respectivamente, desse modo, elas não devem ser acentuadas. 
 
Sendo assim, as paroxítonas serão acentuadas em qualquer outro tipo de 
terminação que não as citadas. Veja: 
 
Ú – TIL 
TÓ – RAX 
CA – RÁ – TER 
LÍ – DER 
TÁ - XI 
 
Também são acentuadas as paroxítonas terminadas em “ã” ou “ão”, como, por 
exemplo, nas palavras: 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
ÓR - FÃ 
ÓR - FÃO 
ÓR – GÃO 
SÓ - TÃO 
 
 
O til “~” não é acento gráfico, ele é apenas indicador de nasalidade, isto é, de som 
nasal, na palavra. Só existem dois acentos gráficos: o acento agudo “´” e o acento 
circunflexo “^”. Sendo o acento agudo utilizado para marcar pronúncia aberta (vó) 
enquanto o circunflexa marca a pronúncia fechada (vô). Portanto, as palavras acima 
não possuem dois acentos, possuem um acento e uma marca de nasalidade. 
 
As semivogais (“i” e “u”) associadas às vogais (“a” “e” e “o”) na mesma sílaba formam 
um ditongo. Na língua portuguesa, toda paroxítona terminada em ditongo é 
acentuada: 
 
RE – LA – TÓ -RIO 
 
Palavras Perigosas 
HÍFEN 
ITEM 
 
As palavras “hífen” e “item” são sonoramente semelhantes, mas completamente 
distintas em sua grafia. “Item” é uma paroxítona terminada em “em”, portanto, ela não 
será acentuada. Já hífen é uma paroxítona terminada em “en”, o que exige sua 
acentuação. 
 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 7 
No entanto, a regra referente a essas palavras pode se confundir quando as 
conjugamos no plural: 
 
HIFENS 
ITENS 
 
A palavra “itens” permanece sem acentuação gráfica, visto que é terminada em “ens”. 
Já a palavra “hífen” possui duas formas de pluralização, quando escrita como “hifens”, 
não leva acento, em vista da terminação “ens”, mas, é admitida a grafia da palavra 
como “hífenes”. 
 
Uma questão muito usada como pegadinha por bancas de concursos são as 
paroxítonas terminadas em ditongo. As paroxítonas terminadas em ditongo 
também podem ser consideradas proparoxítonas eventuais, acidentais ou 
aparentes, em decorrência da variação na pronúncia da palavra. Por exemplo, 
algumas pessoas pronunciam a palavra relatório como sendo paroxítona: re-la-tó-rio, 
enquanto outras desconsideram o ditongo e pronunciam como proparoxítona: re-la-
tó-ri-o. 
 
Os linguistas notaram essa modificação na língua e registraram sua ocorrência. Desse 
modo, toda paroxítona terminada em ditongo pode ser considerada uma 
proparoxítona eventual, acidental ou aparente, cabendo duas regras distintas de 
acentuação: 
 
ME-MÓ-RIAS 
ME-MÓ-RI-AS 
SE-CRE-TÁ-RIA 
SE-CRE-TÁ-RI-A 
 
Vejo você na próxima aula! 
Língua Portuguesa| 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Falsa Proparoxítona 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Acentuação: Falsa Proparoxítona e Hiato 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Falsa Proparoxítona 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Falsa Proparoxítona .......................................................................................................... 3 
Hiato ................................................................................................................................ 4 
Pegadinhas de Bancas de Concurso ...................................................................................................... 7 
 
Olá meu caro aluno, minha cara aluna. Vamos iniciar nosso material de hoje com 
uma questão de prova para aquecer os neurônios e incitar reflexões. Este é o momento 
de você avaliar os conhecimentos apreendidos na última aula, na qual abordamos 
regras de acentuação gráfica como indicativa de tonicidade, remetendo às três 
possíveis posições de uma sílaba tônica em uma palavra: oxítonas, paroxítonas e 
proparoxítonas. Caso você não tenha tido acesso a esse material, procure estudar um 
pouco e relembrar esses conceitos antes de iniciar a aula de hoje. Vamos começar! 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Falsa Proparoxítona 
www.focusconcursos.com.br | 3 
 
Questão: O cliente entregou uma cédula falsa sem saber. 
Assinale dentre as opções abaixo aquela que possua a mesma regra de acentuação 
do termo destacado: 
(a) Fé 
(b) Até 
(c) Tátil 
(d) Relatório 
 
FALSA PROPAROXÍTONA 
Para responder essa questão, logo de início o candidato vai procurar uma palavra que, 
como cédula, seja proparoxítona. Entretanto, não existe essa opção. Ora, “fé” é um 
monossílabo tônico terminado em é, “até” é uma oxítona terminada em é; “tátil” é uma 
paroxítona terminada em l e; “relatório” é uma paroxítona terminada em ditongo. 
 
O candidato poderia pensar que essa é uma questão passível de anulação, no entanto, 
estaria errado. O gabarito é a letra (d), porque, embora “relatório” não seja uma 
verdadeira proparoxítona, é uma FALSA PROPAROXÍTONA, e é, portanto, 
considerada como uma proparoxítona pela banca examinadora. Agora, digamos que 
existisse dentre as alternativas, uma alternativa (e) sílaba. Por esta ser uma 
proparoxítona, seria o gabarito da questão, pois, nesse momento, o examinador 
consideraria a palavra relatório como simplesmente uma paroxítona terminada em 
ditongo. E, não adianta querer entrar com recurso, pois o examinador pode escolher 
analisar a questão do jeito que ele quiser, ele pode, aliás, quase tudo nesse momento. 
 
Se você se deparar com esse tipo de questão, vai saber que, na falta da verdadeira 
proparoxítona, a alternativa correta será a falsa proparoxítona, que é a paroxítona 
terminada em ditongo. Agora, se existir de fato a verdadeira proparoxítona, ela será 
então o gabarito. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Hiato 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
Bom, agora que arrematamos essa questão, não tem mais como você cair nessa 
pegadinha. Mas veja, a banca, além de dizer que determinada palavra tem duas regras 
distintas de acentuação, além de fazer uma questão como a que acabamos de 
trabalhar, que é uma questão que exige um pouquinho do candidato, ela pode ainda 
trabalhar nomenclatura, pode, por exemplo, fazer certas afirmações porque vai 
desconstruir aquilo que os candidatos aprenderam na escola. Quem não fez 
preparatório para concurso, por exemplo, não tem como acertar esse tipo de questão, 
porque, cá entre nós, na escola não se estuda o que é uma proparoxítona eventual 
aparente. Detalhe, a depender do curso que você fez, se foi um curso intensivo, muito 
rápido, o professor, de repente, pode não ter tido tempo de falar sobre todos os 
pontos da gramática, não vá fazer julgamentos precipitados ou pensar que o professor 
é ruim ou qualquer coisa do tipo. Felizmente o Brasil é comtemplado com excelentes 
Professores de língua Portuguesa, mas, dado o volume de conteúdo de conhecimento 
necessário para uma prova de concurso, e em virtude do curto espaço de tempo, às 
vezes, não é possível trabalhar todos os pormenores. 
 
Dito isso, vamos continuar com a análise da referida questão, tendo em vista os 
possíveis questionamentos da banca. Ao abordar a questão da nomenclatura o 
examinador pode, por exemplo, destacar a alternativa (d) relatório e criar uma questão 
específica para ela, afirmando ser esta uma proparoxítona eventual, uma 
proparoxítona aparente, uma proparoxítona acidental, ou mesmo, uma falsa 
proparoxítona ou proparoxítona falsa. Fique atento! Agora que já matamos essa 
questão, vamos para a segunda regra básica da acentuação gráfica, que diz respeito 
ao hiato. 
 
HIATO 
Em termos conceituais, o hiato é uma lacuna, um isolamento. Você já reparou em 
entrevistas com artistas, por exemplo, que por vezes eles dizem algo como “houve um 
hiato em minha carreira....”? Pois bem, isso quer dizer simplesmente que houve um 
tempo na carreira desse artista em aberto, no qual ele não fez nada. Olha só como o 
dicionário da língua portuguesa define esse termo: 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Hiato 
www.focusconcursos.com.br | 5 
hi·a·to 
(latim hiatus, -us, abertura, boca aberta) 
substantivo masculino 
1. [Linguística] Encontro de duas vogais que não formam ditongo (ex.: em raiz 
e em o ulmeiro há exemplos de hiato). 
2. [Anatomia] Fenda ou orifício no corpo humano (ex.: hiato aórtico; hiato 
esofágico). 
3. Interrupção entre dois acontecimentos. = INTERVALO 
4. Lacuna, falha. 
5. [Botânica] Espaço entre os lábios da corola. 
 
Fonte: "hiato", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-
2013, https://dicionario.priberam.org/hiato [consultado em 03-12-2019]. 
 
Em termos de acentuação, de língua portuguesa, o hiato deve ser pensado como um 
isolamento de uma vogal em uma sílaba, pois somente uma vogal pode constituir 
uma sílaba. Ora, é possível a criação de uma sílaba por meio de consoante e vogal, ou 
somente vogal, mas jamais por meio de uma consoante isolada. 
 
 
 
A própria palavra hiato constitui um hiato: HI – A – TO. Observe o isolamento da 
vogal “a”, isso é um processo de hiato. E, embora o seja, não há presença de 
acentuação ali. O acento não ocorre como regra em todos os hiatos, há momentos 
específicos em que vai ocorrer. Considere o seguinte macete: 
Quem você isolaria da sua vida? Quem é falso contigo ou quem é verdadeiro? 
Quem é falso, correto? Pois bem, 
 
A REGRA DO HIATO É ISOLAR AS FALSAS VOGAIS, QUE SÃO O “I” E O “U”. 
 
Em um hiato, serão acentuadas as vogais I e U, isoladas na posição de segunda vogal 
ou acompanhadas da letra “s”. 
Hiato = isolamento de uma vogal. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Hiato 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
 
 
Detalhe, marque no seu caderno que, em se tratando de hiato, será acentuada a 
segunda vogal, para não incorrer no risco de achar, por exemplo, que o “U” em urubu 
é acentuado. Além disso, entenda que quando eu falo em segunda vogal, não 
necessariamente ela vai ser a segunda, pois, se pensarmos em 2º em posição de 
horizontalidade, existem também os ditongos. Veja, o “I” quando está sozinho é uma 
vogal, o “U” quando sozinho é uma vogal, mas, se acompanhados por outra vogal, 
como em “AU” ou “UI”, passam a ser semivogais, isso, se estiverem na mesma sílaba. 
Eis o diferencial, o “I” e o “U” constituintes de hiatos – não estarão na mesma sílaba 
que a vogal anterior, mas sim, SEPARADOS. Logo, haverá uma relação vogal – vogal, 
ou seja, 1º vogale 2º vogal, que, se em contrapartida estivessem juntas em uma 
mesma sílaba, seriam vogal + semivogal. 
 
A partir do hiato formamos palavras como: saída, saúde, faísca. Separando-as 
silabicamente, e você já sabe que para constituir uma sílaba deve existir um vogal, 
vamos à análise. 
 
SAÍDA sa – í – da 
Paroxítona terminada em “a”, que, em tese não deveria ter acento. 
Mas, lembrando que a acentuação se dá por oposição, e que o 
hiato se sobrepõe à regra da paroxítona e a regra da oxítona (ele 
só não se sobrepõe à regra da proparoxítona, que é mais forte), 
impera nesse caso a regra de acentuação do hiato. 
SAÚDE sa – ú – de Paroxítona que leva acento pela regra do hiato. 
FAÍSCA fa – ís - ca 
A vogal “L” está acompanhada da letra “S”, portanto, leva acento 
conforme a estabelecido pela regra. 
 
HIATO I, U
Isoladas na posição 
de segunda vogal ou 
acompanhadas da 
letra "S".
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Hiato 
www.focusconcursos.com.br | 7 
Pegadinhas de Concursos 
É claro que não poderia deixar de haver pegadinhas, então vamos nos atentar ao 
seguinte: a palavra rainha (ra – i – nha), por exemplo, é uma paroxítona, o “I” está 
isolado na posição de segunda vogal, mas não leva acento. Lembra quando a 
professora do ensino médio dizia que “i” seguido de “nh” não leva acento? É isso 
mesmo que acontece, mas, na verdade, a justificativa gramatical é que há uma 
alteração na pronúncia. Comparando a palavra saída e a palavra rainha percebemos 
que o “I” que é acentuado é aquele que tem som de vogal, e o que define uma vogal 
é o som sem interrupção, um som aberto, um som livre. Em oposição, o que define 
uma consoante é um som com interrupção. 
 
Pronuncie as vogais em sequência e perceba como elas são limpas e fluídas. 
Em seguida pronuncie as consoantes e observe que sempre há uma 
interrupção articulatória que não permitem que sejam fluídas. A palavra saída 
tem o “i” muito bem marcado quando pronunciada, tem o som de vogal 
propriamente dita. Agora, na palavra rainha, o “I” fica nasalizado, ele não tem 
um som de vogal, um som aberto e límpido, ele está nasalizado em decorrência 
do “nh”, portanto, não tem o verdadeiro som da vogal. 
 
Agora, observe a separação silábica das seguintes palavras: 
Luís = Lu – ís 
Luiz = Lu – iz 
 
Ora, a regra é: em hiatos, serão acentuadas as vogais I, U, isolados na posição de 
segunda vogal ou acompanhados da letra “s”. Logo, somente Luís com “S” leva acento. 
Agora, se o nome for no feminino: 
Luísa = Lu – í -sa 
Luíza = Lu – í – za 
 
Seja com “S”, seja com “Z”, o “I” em ambas as formas fica isolado, portanto, leva acento. 
Em seguida vamos analisar mais algumas palavras que são objetos de possíveis 
pegadinhas em provas de concurso. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Hiato 
www.focusconcursos.com.br | 8 
Xiita = Xi – i – ta. Veja que o “I” está na posição de segunda vogal, constitui um hiato, 
e está isolado, mas não recebe acento, porque a vogal anterior é igual à segunda. 
Ao comparar, por exemplo, a palavra saída com xiita, a primeira, sem acento terá uma 
pronúncia distinta, agora, a segunda, com ou sem acento tem a mesma pronúncia, 
portanto o acento é desnecessário, é irrelevante, o acento não faz a menor diferença, 
e quando isso acontece, não tem motivos para ele existir, logo, pode ser extinto. 
 
Friíssimo = frí – ís – si – mo. Nesse caso, embora o “I” seja precedido por uma vogal 
igual, ele carrega acentuação, diferentemente do que ocorre com a palavra Xiita. A 
explicação é simples, o hiato não se sobrepõe à proparoxítona, portanto, friíssimo 
carrega acento não pela regra do hiato, mas sim pela regra da proparoxítona. 
 
Vou abrir uma digressão para contar um relato: uma vez, em uma prova de concurso 
a banca Cespe cometeu um equívoco. Ela afirmou que a palavra “veículo” se acentuava 
pela regra do hiato, e, inclusive, explicou o processo de acentuação. Só que, na 
verdade, a banca errou feio. Não obstante, ela manteve o gabarito. A ironia disso tudo 
é que três anos depois, ela fez uma nova questão na mesma pegada, só que, dessa 
vez, aceitando como prevalecente a regra da proparoxítona. Quero que você entenda 
com isso que não há tal coisa como “entendimento da banca” para a matéria de língua 
portuguesa. Contudo, ela pode nem sempre ser justa quanto aos gabaritos e às 
respostas a recursos. Digo isso para que você saiba que a gramática é precisa. Assim, 
trazendo esse conhecimento para nossa aula, constitui-se um hiato como o 
isolamento de uma vogal. Agora, quanto a acentuação dessa vogal, isso é outra 
questão. O hiato será acentuado quando o “I” e “U” estiverem isolados na posição 
de segunda vogal ou acompanhados da letra “S”, além disso, o hiato se sobrepõe 
às regras de oxítona e paroxítona, mas não às regras de proparoxítona 
 
Finalizamos nossa aula por aqui. Não deixe retomar o conteúdo, refazer os exercícios 
e, acima de tudo, certificar-se de que compreendeu de fato o que está posto aqui. 
Não desanime, não canse de se esforçar. Logo logo celebraremos a grande conquista. 
 
Um abraço e até a próxima. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Hiato 
www.focusconcursos.com.br | 9 
 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Acentuação, Ortografia e Semântica 
Videoaula: Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Acentuação ....................................................................................................................... 3 
Monossílabos Tônicos .......................................................................................................................... 3 
Regras Modificadas Pela Reforma Ortográfica ...................................................................................... 4 
Ortografia e Semântica ..................................................................................................... 5 
Esa x Eza .............................................................................................................................................. 5 
 
 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
Nessa aula iremos dar seguimento aos nossos estudos sobre ACENTUAÇÃO e 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 3 
adentrar na área da ORTOGRAFIA E SEMÂNTICA. Vamos lá? 
 
ACENTUAÇÃO 
Monossílabos Tônicos 
Os monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, “as”, “es” e “os” são acentuados. 
Como por exemplo nas palavras: pá, fé, vó etc. Já os monossílabos tônicos terminados 
em “i”, “u”, “is” e “us” não são acentuados. 
 
Os verbos conjugados no singular, como: crê, lê e vê levam acento pois são 
monossílabos tônicos terminados em “e”. Na sua forma conjugada no plural, antes de 
feita a reforma ortográfica, os acentos permaneciam: crêem, lêem e vêem. No entanto, 
na última reforma ortográfica percebeu-se que os falantes de língua portuguesa 
mantinham a pronúncia da palavra idêntica com ou sem o acento. Logo, diante da 
inutilidade, não se usa mais acento circunflexo em palavras com letras duplicadas: 
creem, leem, veem, voo, enjoo etc. 
 
De outro lado, os verbos “ter” e “vir” não possuem acento e, portanto, precisam de 
algo para diferenciar a forma do verbo no plural, visto que a pronúncia é a mesma. O 
acento circunflexo irá marcar a pluralização desses verbos, veja: 
 
O homem tem defeitos. 
Os homens têm defeitos. 
 
O verbo sempre concorda com o núcleo do sujeito. No primeiro caso, estando o 
sujeito no singular, o verbo “ter” não disporá de acento circunflexo. Enquanto na 
segunda frase o verbo “ter” será acentuadoem vista do sujeito no plural. 
 
A mesma regra aplica-se ao verbo “vir”: 
 
Língua Portuguesa | 
Acentuação 
www.focusconcursos.com.br | 4 
Ele vem de ônibus para a escola. 
Eles vêm de ônibus para a escola. 
 
O mesmo ocorre com os derivados desses verbos, como: manter, entreter, provir, 
intervir etc.: 
 
O rapaz provém de São Paulo. 
Os rapazes provêm de São Paulo. 
 
Regras Modificadas Pela Reforma Ortográfica 
Cai o acento dos ditongos abertos “ei” e “oi” nas palavras paroxítonas (sílaba tônica 
na penúltima): 
 
Idéia – Ideia 
Platéia - Plateia 
Jibóia – Jiboia 
Bóia – Boia 
Heróico - Heroico 
 
Nas oxítonas, o acento foi mantido, como, por exemplo, na palavra herói. 
 
Exceção: As palavras “Méier” e “Destróier” possuem ditongos abertos na posição de 
paroxítona, no entanto, nesse caso o acento não caiu. A justificativa se dá em função 
do “r” no final da palavra. 
 
O acento pode causar modificação no sentido e/ou na classe gramatical em 
palavras ortograficamente iguais, veja: 
Língua Portuguesa | 
Ortografia e Semântica 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
Com Acento Sem Acento 
Até Ate (do verbo atar) 
História Historia (do verbo historiar) 
Último Ultimo (do verbo ultimar) 
Árvore Arvore (do verbo arvorar) 
Secretária Secretaria 
 
ORTOGRAFIA E SEMÂNTICA 
Esa x Eza 
 
 
 
 
Natureza – Substantivo 
Portuguesa – Adjetivo 
Calabresa – Adjetivo (caracteriza um tipo de linguiça) 
Beleza - Substantivo 
 
Continuamos na próxima aula. Espero você! 
 
Esa Adjetivo
Eza Substantivo
Língua Portuguesa | 
Ortografia e Semântica 
www.focusconcursos.com.br | 6 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Eixo com esa/ês X eza/ez 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Ortografia e Semântica: Sufixos e Usos do 
Porquê 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Eixo com esa/ês X eza/ez 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
Saudações meus caros! Dando continuidade ao conteúdo de ortografia e semântica, 
na aula de hoje vamos falar sobre as terminações ês/ez e os usos do porquê. Vem 
comigo! 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Eixo com esa/ês X eza/ez .................................................................................................. 3 
Eixo com ISAR X IZAR ........................................................................................................................... 3 
Por que/ Por quê/ Porque/ Porquê .................................................................................... 4 
 
 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Eixo com esa/ês X eza/ez 
www.focusconcursos.com.br | 3 
EIXO COM ESA/ÊS X EZA/EZ 
As terminações esa/ês são utilizadas com adjetivos e as terminações eza/ez são 
utilizadas com substantivos. 
 
 
 
Observe os exemplos: 
Esa/ês – adjetivos Eza/ez - substantivos 
✓ Portuguesa ✓ Natureza 
✓ Calabresa ✓ Beleza 
✓ Francês ✓ Palidez 
✓ Pequinês ✓ Pequenez 
✓ Burguês 
 
 
EIXO COM ISAR X IZAR 
O sufixo isar é um falso sufixo. Uma palavra com a terminação isar originalmente já 
possui o s nela e somente se acrescenta a terminação verbal ar. 
 
O sufixo izar é um verdadeiro sufixo. A palavra de origem não possui nem s ou z nela. 
Observe os exemplos: 
 
Isar – falso sufixo Izar – verdadeiro sufixo 
✓ Pesquisar (origem: pesquisa) ✓ Harmonizar (origem: harmonia) 
✓ Analisar (origem: análise) ✓ Higienizar (origem: higiene) 
 ✓ Finalizar (origem: final) 
 ✓ Realizar (origem: real) 
EXCESSÃO: catequese e catequizar 
Com "S" Adjetivo
Com "Z" Substantivo
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Por que/ Por quê/ Porque/ Porquê 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
POR QUE/ POR QUÊ/ PORQUE/ PORQUÊ 
As variações por que/ por quê/ porque e porquê são muito cobradas em provas de 
concurso. Muitas vezes esquecemos como devem ser utilizadas ou utilizamos apenas 
a forma abreviada em virtude da economia linguística, que é presente principalmente 
na esfera virtual, nosso maior meio de comunicação nos dias atuais. 
 
Na nossa vida existe uma situação em que ou estamos juntos ou estamos separados. 
Ela é chamada de relacionamento. Para a nossa cultura, o relacionamento mais 
importante entre casais é chamado de casamento. Com base nessa analogia considere 
seguinte: 
 
Em caso de separação Em caso de permanência 
▪ Para separar no início do 
relacionamento é necessário 
um motivo. 
POR QUE 
▪ Existe uma causa para o 
casal permanecer junto. PORQUE 
 
▪ No final do relacionamento 
o que todos querem é ficar 
em casa. 
 
POR QUÊ 
▪ O casal que fica em casa se 
transforma em um único 
sujeito. 
PORQUÊ 
 
➢ Se subentendida a palavra motivo, o porquê é separado. Substitua-o pela 
expressão por qual razão. 
 
➢ Se no final de uma estrutura estiver separado, é um monossílabo tônico terminado 
em e. Logo, é acentuado. Exemplo: perguntamos por quê, mas ele não disse*. 
 
➢ Se junto, o porquê infere uma relação de causa e explicação**. 
 
 
➢ Se exercer função de substantivo, o porquê é junto e acentuado. Normalmente 
haverá um artigo transformando o porquê em um substantivo. 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Por que/ Por quê/ Porque/ Porquê 
www.focusconcursos.com.br | 5 
 
 
*A vírgula após o porquê marca o final da estrutura. Lembrando que para que isso 
ocorra a vírgula deve estar sozinha na frase. Uma frase com mais de uma vírgula indica 
uma estrutura intercalada (exemplo: perguntamos por que, ontem, ele não veio). 
 
**O porquê explicativo tem essência imperativa e deve ser acompanhado de vírgula, uma 
vez que manifesta uma estrutura coordenada. Exemplo: não vá ao baile, porque estás 
sem dinheiro. 
Na relação de causa e consequência o porquê não acompanha vírgula. Exemplo: não vou 
ao baile porque estou sem dinheiro. Mas, se a estrutura for subordinada adverbial causal, 
caberá vírgula facultativa (para oração subordinada adverbial invertida, a vírgula é 
obrigatória). 
 
Por fim, o porquê separado pode ser o famoso “por que” da pergunta, mas pode 
também funcionar como um pronome relativo. No exemplo “este é o cargo por que 
luto”, o que é um pronome relativo que faz referência ao substantivo cargo, e o por é 
a preposição exigida pelo verbo lutar. 
 
Tipo Uso Exemplos 
Por que 
 
MOTIVO/RAZÃO 
início de estrutura. 
(por que motivo) 
(por qual razão) 
 
(como pronome relativo: pelo qual) 
Por que fugiu? 
Por que motivo fugiu? 
Por qual razão fugiu? 
 
Este é o cargo por que luto. 
Este é o cargo pelo qual luto. 
Por quê 
 
MOTIVO/RAZÃO 
em final de estrutura, monossílabo 
tônico terminado em e. 
(.... por que motivo) 
(... por qual razão) 
Fugiu por quê? 
Fugiu por que motivo? 
Fugiu por qual razão? 
Porque 
 
CAUSA/EXPLICAÇÃO 
explicativo – vírgula obrigatória 
causal – vírgula facultativa 
Não vou ao baile, porque estou sem grana. 
Não vou ao baile, pois estou sem grana. 
 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Por que/ Por quê/ Porque/ Porquê 
www.focusconcursos.com.br | 6 
(... ,pois – explicativo) 
(... pois - causal) 
Não vou ao baile porque estou sem grana. 
Não vou ao baile pois estou sem grana. 
Porquê O MOTIVO 
Substantivo 
(o motivo) 
(a razão) 
Não sei o porquê de tanta briga. 
Não sei o motivo de tanta briga. 
Não sei a razão de tanta briga. 
Este porquê é importante para a prova. 
Este motivo é importante para a prova. 
Esta razão é importante para a prova. 
 
Para que você possa fixar melhor o conteúdo, compartilho uma criação dos 
Professores Sidney Martins e Fabrício Dutra, seguida de duas questões para resolução. 
É o samba do porquê! 
 
SAMBA DO PORQUÊ 
 
Composição: Prof. Sidney Martins; 
 Prof. Fabrício Dutra 
Ritmo: AlmirGuineto, Conselhos 
Deixe de lado esse baixo astral 
 
Quando o porquê estiver no final 
É separado e acentuado que ele vai ficar 
É que ele pode ser também uma causa e explicação 
Ficando junto e sem acento 
Por se tratar de uma conjunção 
O porquê vai acentuar e ficar junto quando artigo o mandar 
É sem acento e separado eu te digo 
Quando for igual ao pelo qual ou motivo 
Tem que estudar... não esquecer 
Só acentuar quando ele merecer 
Eu vou estudando e aprendendo como o Sidoca diz: 
Com a minha aprovação, eu vou viver feliz!! 
 
 
Questão 1. Complete com por que/ por quê/ porque/ porquê 
(a) Não sei_____ você se foi. 
(b) _______ parou? 
(c) Este é o time ________ tenho carinho. 
(d) Parou ________? 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Por que/ Por quê/ Porque/ Porquê 
www.focusconcursos.com.br | 7 
(e) Não sei o ________ disso tudo. 
(f) Não vou à praia ________ está chovendo. 
 
Gabarito: (a) por que; (b) Por que; (c) por que; (d) por quê; (e) porquê; (f) porque. 
 
Questão 2. Por que você mexeu na cena do crime? 
Assinarem dentre as opções abaixo aquela que apresenta a função morfológica da 
expressão destacada. 
(a) Advérbio 
(b) Pronome indefinido 
(c) Pronome relativo 
(d) Pronome interrogativo 
 
Comentários: a função morfologia do porquê da questão é de advérbio de causa, 
trata-se de uma locução adverbial de causa utilizada com a ideia de saber o motivo 
pelo qual a pessoa mexeu na cena do crime. Ora, existe uma diferença imensa entre o 
que pronome relativo e o “por que” locução adverbial de causa. 
Pense na situação hipotética de você estar diante da cena do crime, ao indagar quem 
cometeu o crime, o que você diria? 
▪ “Por que você fez isso?” (advérbio de causa) ou; 
▪ “O que é isso?” (pronome interrogativo) 
 
Fato é que o porquê que você passou a vida toda acreditando ser um pronome 
interrogativo é na verdade um advérbio de causa. 
 
Gabarito: A 
 
Meus caros, vamos encerrando por aqui mais uma aula. Desejo a vocês bons estudos 
e novas descobertas da língua portuguesa, sempre. 
Um forte abraço e até a próxima 
Língua Portuguesa | Sidney Martins 
Por que/ Por quê/ Porque/ Porquê 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
Língua Portuguesa | 
Mal x Mau 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Desvios Gramaticais 
Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
Mal x Mau 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
Mal x Mau ........................................................................................................................ 3 
Senão x Se não .................................................................................................................. 4 
Acerca de x Cerca de ......................................................................................................... 5 
Afim x A fim ...................................................................................................................... 6 
Demais x De mais .............................................................................................................. 7 
Mais x Mas ....................................................................................................................... 8 
Há x A ............................................................................................................................... 8 
Onde x Aonde ................................................................................................................... 9 
 
Língua Portuguesa | 
Mal x Mau 
www.focusconcursos.com.br | 3 
 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
Na aula de hoje iremos estudar o uso de algumas expressões e palavras que são muito 
confundidas e trocadas na Língua Portuguesa. 
 
MAL X MAU 
A palavra “mal” pode ser utilizada como advérbio ou como substantivo. Como 
advérbio, tem o sentido de “pouco”, “de maneira irregular”, por exemplo: “O menino 
mal comeu e já saiu para brincar na rua”. Já como substantivo, a palavra mal indica 
algo nocivo ou pode referir-se à doença: “Ele sofre desse mal há anos”, “Não iremos 
fazer nenhum mal”. 
 
É possível perceber a presença do uso do “mal” pela troca por seu antagônico. O 
antônimo de “mal” é “bem”, logo, na maioria dos casos, onde couber a palavra “bem”, 
caberá “mal” e vice-versa: “A garota escreve mal/bem”. 
 
A palavra “mau” é utilizada como adjetivo, isto é, para caracterizar algo: “Ele era um 
mau amigo”. O antônimo de “mau” é “bom”. 
 
 
 
 
 
Mal
Antônimo 
de bem
Mau
Antônimo 
de bom
Língua Portuguesa | 
Senão x Se não 
www.focusconcursos.com.br | 4 
Exemplos: 
1. Ela não está mal vestida. 
2. Há luta do bem contra o mal. 
3. Pedro não é um mau sujeito. 
4. Não há mal que sempre dure. 
 
SENÃO X SE NÃO 
A palavra “senão” indica uma oposição e pode ser substituída pelas expressões “caso 
contrário”, “mas” ou “a não ser”: 
 
• Caso contrário: “Treine muito, senão perderá.” 
• Mas: “Ela chorou muito não por tristeza, senão por alegria.” 
• A não ser: “Ninguém compareceu à reunião, senão o diretor.” 
 
Já “se não” indica uma condição e pode ser substituída por “caso não”: 
 
• Se não puder comparecer, sem problemas. 
 
Exemplos: 
1. Se não estudar, ficará de castigo. 
2. Comprei oito livros, senão nove. 
3. Estude, senão ficará de castigo. 
4. Não havia ninguém, senão ela. 
 
A palavra “senão” também pode significar “defeito” ou “problema”: 
 
• Ele só tinha um senão: era muito fofoqueiro. 
 
Língua Portuguesa | 
Acerca de x Cerca de 
www.focusconcursos.com.br | 5 
ACERCA DE X CERCA DE 
A expressão “acerca de” é utilizada para tratar de assunto e pode ser substituída pela 
preposição “sobre”. Já a expressão “cerca de” indica uma relação de proximidade, 
algo aproximado. 
 
Exemplos: 
1. Discursou acerca de problemas políticos. 
2. Comprei cerca de 200g de presunto. 
3. A guerra ocorreu há cerca de 20 anos. 
 
É necessária a utilização do “há” na frase, pois ele indica tempo transcorrido. O “cerca 
de” é utilizado, como já explicado, pela relação de proximidade da data, não há um 
valor exato. 
 
4. A capital fica a cerca de 200 km daqui. 
 
Nesse caso, é utilizado o “a”, preposição, ao invés do “há”, pois o “a” indica distância, 
enquanto o “há” é utilizado apenas para tempo transcorrido. 
 
 
 
 
 
Acerca de Assunto
Cerca de
Aproxima
damente
Língua Portuguesa | 
Afim x A fim 
www.focusconcursos.com.br | 6 
AFIM X A FIM 
A palavra “afim” indica afinidade, enquanto “a fim” indica finalidade, intuito. Muitas 
vezes, “a fim” pode ser substituído pela preposição “para”, que também indica 
finalidade. 
 
Exemplos: 
1. Trabalhei a fim de ganhar dinheiro. 
2. João está a fim de pedir demissão. 
3. Matemática e Física são disciplinas afins. 
4. Pedro é a fim de Maria. 
 
Na língua falada, utiliza-se a expressão “a fim” para referir-se a interesses amorosos. 
Nesse caso, utilizamos o “a fim” separado, pois está subentendida uma finalidade, um 
intuito de Pedro de “ficar” com Maria. 
 
5. Pedro é afim de Maria. 
 
No entanto, vale notar que a frase é ambígua, isto é, cabe na frase a aplicação tanto 
de “a fim”, quanto de “afim”, porém, modifica-se o sentido. Se digo que Pedro é a fim 
de Maria, quero dizer que Pedro tem interesses amorosos em Maria. Agora, se digo 
que Pedro é afim de Maria, quero dizer que Pedro e Maria possuem um vínculo, uma 
afinidade. 
 
 
 
Afim Afinidade
Língua Portuguesa | 
Demais x De mais 
www.focusconcursos.com.br | 7 
 
 
DEMAIS X DE MAIS 
O “demais” funciona, na maioria das vezes, como um advérbio, podendo ser 
substituído pela palavra “muito”. Quando funcionando como advérbio, apareceligado 
a um adjetivo, a um verbo ou até mesmo a um advérbio. 
 
O “demais” também pode funcionar como um pronome indefinido e, nesse caso, 
pode ser substituído pela palavra “outros”. 
 
• A viúva comeu (verbo) demais. 
• Chamaram os demais colegas. 
 
A palavra “de mais” é uma locução adjetiva, logo, está unida a um substantivo. Ela 
indica quantidade e pode significar “a mais”. Pode ser substituída por seu antônimo 
“de menos”. 
 
• A viúva comeu sal (substantivo) de mais. 
 
 
 
 
A fim Finalidade
Demais
Muito ou 
outros
De mais A mais
Língua Portuguesa | 
Mais x Mas 
www.focusconcursos.com.br | 8 
 
MAIS X MAS 
A palavra “mais” opõe-se a palavra “menos”, sendo um advérbio de intensidade. Já o 
“mas” é uma conjunção adversativa, indica uma oposição, um contraste. O “mas” 
pode ser facilmente substituído por “porém”. 
 
Exemplos: 
1. Ela é a mais bonita da turma. 
2. Ela estudou, mas não passou de ano. 
 
 
 
 
 
HÁ X A 
O “há” deriva do verbo haver e indica tempo passado, transcorrido. Já o “a” é uma 
preposição que pode indicar tempo futuro ou distância. 
 
Exemplos: 
1. Ele parou de estudar há algum tempo. 
2. Daqui a alguns dias eu me formo. 
3. Há muito tempo não o vejo. 
4. Daqui a duas semanas ela chegará. 
 
Mais Intensidade
Mas Porém
Língua Portuguesa | 
Onde x Aonde 
www.focusconcursos.com.br | 9 
 
A expressão “há __ anos atrás”, muito utilizada no cotidiano, é, na verdade, 
redundante. Isso porque há a utilização de dois termos para se expressar a mesma 
ideia, o “há” já indica a ideia de passado, portanto, é inútil a utilização de “atrás”. Para 
evitar a redundância, utilize somente “há __ anos” ou somente “__ anos atrás”. 
 
 
 
 
 
ONDE X AONDE 
Ambas as palavras, “onde” e “aonde”, fazem referência a lugar. No entanto, o “onde” 
é utilizado somente quando nos referimos a um lugar estático, fixo. Enquanto o 
“aonde” implica em deslocamento, movimento. Isso porque o “a” do “aonde” é, na 
realidade, uma preposição, desse modo, “aonde” pode ser substituído por “para 
onde”. 
 
Exemplos: 
1. A cidade onde moro é linda. 
2. A cidade aonde/para onde irei é linda. 
 
 
É importante sempre observar a regência verbal da frase, pois ela pode indicar o uso 
Há
Tempo 
passado
A
Tempo 
futuro/dis
tância
Língua Portuguesa | 
Onde x Aonde 
www.focusconcursos.com.br | 10 
correto de “onde” ou “aonde”. Por exemplo, na frase 1 o verbo é morar, quem mora, 
mora em algum lugar, logo, é um lugar estático e devemos utilizar o “onde”. Na frase 
2, temos o verbo ir, quem vai, vai a algum lugar, logo, temos movimento e temos a 
preposição “a”, portanto, usa-se o “aonde”. 
 
 
 
 
 
Em casos de locução verbal, o verbo que definirá a utilização de “onde” ou “aonde” 
será o verbo principal, não o auxiliar. Por exemplo: 
 
Aonde você foi morar? 
ou 
Onde você foi morar? 
 
A opção correta seria “Onde você foi morar?”, pois o verbo principal, morar, indica um 
lugar estático. 
 
Até a próxima aula! 
 
Onde
Estaticida
de
Aonde
Deslocam
ento
Língua Portuguesa | 
Onde x Aonde 
www.focusconcursos.com.br | 11 
 
Língua Portuguesa | 
De Encontro a x Ao Encontro de 
www.focusconcursos.com.br | 1 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Semântica 
Videoaula: Prof. Sidney Martins 
 
 
Língua Portuguesa | 
De Encontro a x Ao Encontro de 
www.focusconcursos.com.br | 2 
 
Este documento possui recursos de interatividade através da navegação por 
marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue 
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo. 
 
Veja o exemplo abaixo: 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 
De Encontro a x Ao Encontro de ........................................................................................ 3 
Semântica ......................................................................................................................... 3 
Expressões Perigosas ........................................................................................................ 4 
 
 
Fala galera!! 
Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!! 
Na aula de hoje vamos finalizar nosso assunto a respeito dos desvios gramaticais e 
começaremos a tratar da SEMÂNTICA. 
Língua Portuguesa | 
De Encontro a x Ao Encontro de 
www.focusconcursos.com.br | 3 
 
DE ENCONTRO A X AO ENCONTRO DE 
A expressão “de encontro a” indica choque, discordância. Enquanto “ao encontro 
de” significa concordância. Veja exemplos dessa utilização: 
 
✓ O carro foi de encontro ao poste. 
✓ Pedro foi ao encontro de Paulo para beijá-la. 
✓ Eu votei em candidato A, meu irmão votou em candidato B. Minhas ideias vão 
de encontro às de meu irmão. 
✓ Minha namorada e eu concordamos em quase tudo. Minhas ideias 
normalmente vão ao encontro das dela. 
 
SEMÂNTICA 
A semântica é a área das Letras que estuda o sentido das palavras. A palavra sema 
significa ideia, sentido, conceito. 
 
• Homógrafos: palavras homógrafas são palavras que possuem a mesma grafia, 
porém, possuem significados e pronúncias diferentes. 
 
Colher (verbo) x Colher (substantivo) 
 
• Homófonos: palavras homófonas são palavras que possuem o mesmo som, 
mas são grafadas de maneira diferente e possuem significados distintos. 
 
Sessão x Seção x Cessão 
 
Com relação aos significados, sessão indica algo ocorrido dentro de um 
intervalo de tempo, por exemplo: “Está na hora da sessão de cinema”, “Ela fará 
uma sessão de fotos”. 
Língua Portuguesa | 
Expressões Perigosas 
www.focusconcursos.com.br | 4 
 
Já a palavra seção é derivada da palavra repartição, portanto, seção refere-se a 
uma parte. Observe: “O queijo fica na seção de frios”. 
 
A palavra cessão advém do verbo ceder. Logo: “Roberto Carlos fez uma cessão 
de direitos autorais”. 
 
• Homônimos Perfeitos: são palavras que possuem a mesma grafia e a mesma 
pronúncia, diferenciando-se somente em seu significado. 
 
 
Manga (camisa) x Manga (fruta) 
 
• Parônimos: são parônimas as palavras que possuem significados distintos, mas 
se parecem tanto na pronúncia quanto na grafia. 
 
Suar x Soar 
 
EXPRESSÕES PERIGOSAS 
1. Absolver x Absorver: Absolver tem o sentido de inocentar, já absorver significa 
sugar. 
✓ Usamos papel para absorver a gordura. 
✓ O juiz irá absolver o réu. 
 
2. Comprimento x Cumprimento: Comprimento tem a ver com tamanho, 
enquanto cumprimento refere-se ao gesto social de cumprimentar ou ao ato 
de cumprir. 
✓ Vamos garantir o cumprimento da lei. 
✓ Quando cheguei, recebi um cumprimento. 
✓ Qual é o comprimento da ponte? 
 
Língua Portuguesa | 
Expressões Perigosas 
www.focusconcursos.com.br | 5 
3. Deferir x Diferir: Deferir significa aceitar, confirmar, já diferir advém de 
diferenciar. 
✓ É impossível diferir aqueles gêmeos. 
✓ Vamos tentar deferir o compromisso. 
✓ O juiz irá deferir o processo. 
 
4. Descrição x Discrição: Descrição é o ato de descrever, enquanto discrição é o 
processo de ser discreto. 
✓ Aja com discrição. 
✓ Faça uma descrição minuciosa da casa. 
 
5. Dispensa x Despensa: Dispensa é o ato de demitir, já despensa refere-se ao 
local físico. 
✓ Ponha a comida na despensa. 
✓ Houve dispensa de muitos empregados. 
 
6. Eminente x Iminente: A palavra eminente deriva do pronome de tratamento 
Vossa Eminência, é uma pessoa importante. Iminente tem a ver com tempo 
próximo. 
✓ Ele é um homem eminente. 
✓ A colisão é iminente. 
 
7. Mandato x Mandado: Mandato relaciona-se com tempo de exercício, 
enquanto mandado tem a ver com documentação. 
✓ Entramos com um mandado de segurança. 
✓ O mandato do político foi cassado. 
 
8. Ratificar x Retificar: Ratificar significa confirmar, corroborar, e retificar significa 
corrigir. 
✓ É preciso retificar algumas falhas. 
✓ Estou decidido: ratifico o que disse antes. 
 
Língua Portuguesa | 
Expressões Perigosas 
www.focusconcursos.com.br | 6 
9. Acender x Ascender: Acender significa tornar

Mais conteúdos dessa disciplina