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quedas em idosos

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indicam normalidade do equilíbrio, e pontuações iguais ou inferiores a essas notas apontam para o risco de quedas. Shumway-Cook e Woolacott19 propõem que, entre 53-46 pontos, existe de baixo a moderado risco para quedas, e que pontuações abaixo de 46 pontos indicam alto risco para quedas.
· Teste Timed Up and Go: Tem como objetivo avaliar a mobilidade e o equilíbrio funcional. O teste quantifica em segundos a mobilidade funcional por meio do tempo que o indivíduo realiza a tarefa de levantar de uma cadeira (apoio de aproximadamente 46 cm de altura e braços de 65 cm de altura), caminhar 3 metros, virar, voltar rumo à cadeira e sentar novamente26. No TUG, o idoso parte da posição inicial com as costas apoiadas na cadeira. A cronometragem é iniciada após o sinal de partida e parada somente quando o idoso se colocar novamente na posição inicial, sentado com as costas apoiadas na cadeira. Bischoff et al.27 consideram que a realização do teste em até 10 segundos é o tempo considerado normal para adultos saudáveis, independentes e sem risco de quedas; valores entre 11-20 segundos é o esperado para idosos com deficiência ou frágeis, com independência parcial e com baixo risco de quedas; acima de 20 segundos sugere que o idoso apresenta déficit importante da mobilidade física e risco de quedas. Os mesmos autores determinam um desempenho de até 12 segundos como tempo normal de realização do teste para idosos comunitários. Os pacientes ficam sentados em uma cadeira normal (45 cm de altura) com sua parte traseira de encostada à cadeira. Foram instruídos a ficar em pé; andar tão rapidamente quanto possível e com segurança por 3 m em uma linha reta no chão; retornar para a cadeira, sentandose na posição inicia
TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO: 
 
Treinamento de flexibilidade pois a marcha exige um arco de movimento consideravel
Treinamento de força, potência 30 a 45% do RM com 30 repetições para condicionamento e aprendizado motor e depois progredir para 60% com 15 repetições
Treinamento de agilidade: caminhar rápido, treinamento em várias direçoes de movimentos dentro de um tempo, videogames com dança, stepp e atividades que estimule a distribuição de peso corporal;
Treino aerobico além de condicionamento também melhora a velocidade da marcha;
Treino de marcha com obstaculos, marcha lateral, tarefa dupla
Exercicios de equilibrio: plataforma vibratória
Encaminhar o paciente para oftamologista quando houver comprometimento visual
Avaliar o ambiente / mobilia 
Orientar sonre as estrategias ambientais para minimizar os riscos
Orientar o uso de calçados adequados;
Orientar o idoso a fazer movimentos ativos das pernas antes de levantar para reduzir o risco de hipotensão postural
Fazer exercicios de sobrecaraga de peso para osteoporose
Prescrição de palmilhas e calçados especiais
Palmilhas vibratorias são usadas para aumentar função sensorial e motora melhorando estabilidade durante atividades dinâmicas
DISPOSITIVOS AUXILIARES DA MARCHA: 
Os dispositivos auxiliares de marcha (DAM) podem ajudar a reduzir a carga dos membros inferiores e assim, aliviar dores articulares ou compensar fraquezas e lesões, contribuindo para o aumento da independência funcional e a estabilidade postural. A utilização desses auxiliares de marcha pode ser muito vantajosa para idosos quando prescritos corretamente, Deve ser prescrito de acordo com a necessidade do idoso com base na avaliação de equilibrio. A bengala e o andador são os DAM mais utilizados e sua prescrição deve levar em conta a capacidade cognitiva, visual e vestibular, a força dos membros superiores, a resistência muscular, o condicionamento físico e as demandas ambientais para determinar se há condições para tal uso. As bengalas são, em geral, prescritas para pacientes com níveis moderados de deficiência e mobilidade, devendo ser utilizadas homolateralmente ao membro inferior mais funcional. Já os andadores, são prescritos para idosos com fraqueza generalizada, com deficit de equilíbrio e para aqueles que necessitam de diminuição de descarga1 de peso nos membros inferiores.
Bengala: aumenta a base de apoio, melhorando assim o equilíbrio. Sua utilização se dá na mão oposta ao membro afetado a fim de diminuir a sobrecarga na musculatura do quadril (as bengalas podem transmitir, das extremidades inferiores, de 20 a 25% do peso do corpo), diminuir a compressão das articulações e favorecer o paciente em situações como subir e descer escadas. 
· Marcha: ao deambular, a bengala e o membro inferior contralateral devem avançar simultaneamente. A bengala deve encontrar-se relativamente próxima ao corpo, porém sem ser posicionada à frente dos dedos do membro inferior. Quando o envolvimento for bilateral é preciso decidir de que lado do corpo a bengala permanecerá. Deverá ser avaliado qual lado o paciente apresenta melhor equilíbrio e resistência física para deambulação, segurança durante a marcha e força de preensão palmar, entre outros aspectos.
Andador
Os andadores fornecem três a quatro pontos de contato com o solo e assim melhoram o equilíbrio por meio do aumento da base de suporte, maior estabilidade anterior e lateral e suporte do peso da pessoa. Propiciam também maior senso de segurança às pessoas que apresentam medo de cair ao andar.Os tamanhos dos andadores são ajustáveis sendo sua altura variável entre 81 a 92 cm. Geralmente são feitos de alumínio tubular e pegadores de vinil moldado. Existem alguns recursos adicionais que o andador pode fornecer, como cestas, sistemas de travagem, assentos, deslizadores, apoios de mãos, mecanismo dobrável e pegadores.10,15 Quando necessário, podem ser postas plataformas junto aos andadores para melhor redistribuição do peso corporal, exigindo menor esforço para os membros superiores.
· Marcha: Os quatro apoios deste dispositivo devem ser transferidos e posicionados simultaneamente, evitando o balanço dos apoios ou deslizamento anterior do andador. A pessoa é instruída a olhar para frente, manter um bom alinhamento postural e não pisar perto demais da parte anterior do dispositivo para não reduzir a base de sustentação e ter o risco de queda posterior. As pessoas que utilizam o andador fixo são orientadas a retirar completamente o andador do chão, colocá-lo à frente - cerca de um braço de comprimento -, levar o primeiro membro inferior (comprometido ou não) para frente e, depois, o segundo membro inferior, com um passo à frente do primeiro. No andador articulado, não há necessidade de erguer o andador. O paciente move um lado do andador para frente junto ao membro inferior e depois faz o mesmo no outro lado. Os andadores com três e quatro rodas promovem uma progressão suave e contínua à frente, não havendo necessidade de erguer o dispositivo. No andador de rodas dianteiras, é necessário inicialmente que se o posicione à frente, sem necessidade de erguê-lo - leva-se o membro inferior para frente e depois o segundo, dando o passo mais à frente que o primeiro membro. Deve-se tomar cuidado ao deambular com o uso do andador em rampas, principalmente os andadores com rodas, a fim de evitar possíveis acidentes, como quedas.
CONSEQUENCIAS DA QUEDA:
 
O medo pode levar a um declinio funcional alteração do equilibrio, do controle postural, depressão, ansiedade e redução do contato social. Sindrome pós queda e uso do termo ptofobia ( reação fóbica quando a postura ortostática é assumida);
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