A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
37 pág.
ebook 6p

Pré-visualização | Página 1 de 4

�1
NORMATIVO ENGENHARIA E TREINAMENTOS 
Elaborado em DEZEMBRO/2019 
Elaboração e Responsabilidade Técnica do Conteúdo 
Específico: 
Eng. Marcelo Oliveira 
Engenheiro Eletricista e de Segurança do Trabalho; 
Esp. Gerenciamento de Projetos - FGV; 
CREA 4439-3 
Criação Gráfica: 
Curso Projeto Elétrico 
�2
À minha amada esposa Patrícia, pela sua dedicação 
incansável em ser minha parceira e me apoiar em tudo. 
�3
Notas: 
1. As figuras deste e-book tem caráter ilustrativo. 
2. As situações citadas neste e-book têm caráter ilustrativo e 
podem ou não ser reais. 
3. O conteúdo é de autoria da equipe Curso Projeto Elétrico, 
tendo como base as próprias normas regulamentadoras e 
normas técnicas da ABNT, bem como fontes diversas, 
inclusive textos publicados na internet disponíveis ao 
público. 
4. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial 
deste conteúdo, sendo o mesmo protegido por direitos 
autorais da empresa NORMATIVO ENGENHARIA E 
TREINAMENTOS. 
5. Tabelas e itens serão referenciados à NBR-5410, salvo 
indicação. 
�4
ÍNDICE 
INTRODUÇÃO 
6 
PASSO 1 - DEFINIR A QUEDA DE TENSÃO 
9 
PASSO 2 - CALCULAR A QUEDA DE TENSÃO 
14 
PASSO 3 - DEFINIR O MÉTODO DE INSTALAÇÃO 
17 
PASSO 4 - DEFINIR OS FATORES DE CORREÇÃO 
19 
PASSO 5 - CALCULAR A CAPACIDADE DE CONDUÇÃO 
23 
PASSO 6 - COMPARAR OS RESULTADOS 
28 
CONCLUSÃO 
30 
CONTEÚDO BÔNUS 
32 
ISOLAÇÃO DOS CONDUTORES - COMO ESCOLHER? 
32 
NOTAÇÃO DE CABOS EM PROJETOS 
36
�5
INTRODUÇÃO 
É comum que alguns projetistas, experientes ou não, se 
depararem com dúvidas no momento de dimensionar um 
condutor elétrico. Afinal, a literatura técnica é muito extensa, 
tanto em livros, quanto em normas internacionais e nacionais. 
Porém, no Brasil temos uma norma que visa especificamente o 
Projeto, Construção e Manutenção de Instalações Elétricas em 
Baixa Tensão : a NBR 5410 - Instalações Elétricas em Baixa 1
Tensão. 
Neste livro, vamos nos concentrar em comentar as orientações 
que esta norma (NBR-5410) nos apresenta. 
Porém, mesmo que nos concentremos apenas nesta norma, a 
leitura e interpretação da mesma pode se tornar difícil para 
a l g u n s . S ã o vá r i o s i te n s qu e e s tã o m u i ta s ve ze s 
correlacionados. Além disto há várias notas de rodapé, tabelas, 
anexos e quando você se dá conta, até já esqueceu do que 
estava procurando. Que dirá entender e aplicar na prática o 
que a norma diz. 
Bem mas fique tranquilo que este é justamente o objetivo deste 
livro. 
Sem mais delongas, vamos aos conceitos técnicos. 
 Os conceitos aqui apresentados também são aplicáveis ao dimensionamento de condutores em Média Tensão. 1
Neste caso, a Norma que nos orienta é a NBR 14039:Instalações Elétricas em Média Tensão de 1kV a 36,2kV.
�6
Ao dimensionar um condutor, nosso objetivo é garantir que o 
circuito entrega uma tensão elétrica aceitável à carga. Ou seja, 
o condutor deve garantir que o nível de tensão elétrica ao final 
do circuito seja o suficiente para acionar corretamente o tipo 
de carga previsto. 
Mas de nada adianta o condutor entregar uma tensão 
aceitável, se o mesmo não suportar a corrente elétrica nominal 
do circuito em regime permanente, levando em consideração o 
“ambiente" ao qual foi instalado (eletroduto ou eletrocalhas em 
parede, no piso, enterrado no solo, etc) e também a “vizinhança" 
(quantos condutores energizados ao seu redor). 
Então, de forma simples, nos 2 parágrafos anteriores 
explicamos os 2 principais critérios para dimensionamento dos 
condutores elétricos: 
1 - Critério da Queda de Tensão; 
2- Critério da Capacidade de Condução; 
Mas surge uma pergunta.. 
Qual critério devo considerar? A resposta é simples: o método 
que retornar a maior seção. E para verificar isto, você precisará 
verificar os dois. 
Sempre deve-se levar em consideração os dois critérios. 
Porém, com o passar do tempo, quanto mais experiência 
prática você desenvolver, vai notar que em alguns casos o 
�7
Critério da Queda de Tensão estará sempre inferior ao Critério 
da Capacidade de Condução. 
Já em outros casos, o Critério da Queda de Tensão estará 
sempre superior ao Critério da Capacidade de Condução. 
Por exemplo: 
A) Circuitos terminais de tomadas de uso geral residenciais, 
determinados com seção mínima de 2,5 mm2 pela NBR 5410 
item 6.2.6.1.1, tabela 47, menores que 100m de comprimento 
total, normalmente não vão ser influenciados pela Queda de 
Tensão. Estes circuitos teriam seção aceitável de 0,5 ou até 
menor por este critério. Mas a norma já o define com seção 
mínima de 2,5mm. Muitas vezes esse requisito já supera 
tanto o critério de queda de tensão quanto o critério da 
capacidade de condução. 
B) Circuitos alimentadores entre painéis em instalações 
industriais de grande porte. É esperado que estes circuitos 
tenham longas distâncias, altas correntes e baixa tensão. 
Então, já se considera como predominante o critério da 
Queda de Tensão pois este certamente será o que exigirá 
que a seção nominal do condutor seja maior. 
Mesmo assim, se você estiver em dúvida sobre um condutor, 
recomendo sempre que confira os dois critérios em conjunto. 
Agora vamos entrar nos detalhes envolvidos em cada um dos 
critérios e aprender um passo-a-passo para você por em 
prática em seus projetos. 
�8
PASSO 1 - DEFINIR A QUEDA DE TENSÃO 
Neste 1o passo, nosso objetivo é determinar qual o valor limite 
máximo admissível para a situação que estamos projetando. 
E porque precisamos pensar na situação ou no contexto? 
Porque a NBR-5410 prevê limites diferentes para cada situação. 
Diferente do que muitos pensam, não existe um número correto 
para todas as situações! Muito pensam 4% ou 3% e querem 
aplicar este valor a toda e qualquer situação. Então este é o 
primeiro mito que este livro quer desmitificar: 
Não existe regra geral para queda de tensão! 
De acordo com a NBR 5410, item 6.2.7, temos os seguintes limites 
toleráveis para queda de tensão, de acordo com cada situação 
ou contexto do condutor. 
7% Entre o terminal secundário do trafo até o 
circuito terminal (quando a instalação for 
alimentada por um trafo exclusivo, seja próprio 
ou da concessionária)
5% Entre o ponto de entrega e o circuito terminal 
(instalação alimentada por rede secundária BT)
�9
Observação: Caso um circuito seja considerado "carga 
essencial” e alimentado por eventual gerador na instalação, o 
mesmo deve considerar 7% entre a saída do gerador e o 
circuito terminal. 
Uma dúvida frequente que recebo dos meus alunos é sobre 
qual corrente usar no cálculo da queda de tensão, se usa o 
corrente de projeto ou se usa a corrente “corrigida” por fatores 
de correção (agrupamento, temperatura, etc). A resposta é bem 
clara no item 6.2.7.4 da NBR-5410. A corrente a ser usada é a de 
projeto! Simples assim. Não precisamos complicar nada nesta 
hora. 
Suponha um caso real de um projeto de uma edificação 
comercial com 22 pavimentos (múlt ip las unidades 
consumidoras). 
Você está neste momento projetando o circuito alimentador da 
sala comercial 2001 (obviamente localizada no 20o andar), 
distante do Centro de Medição em 150 metros. 
Pergunta: Qual valor máximo para queda de tensão você 
usaria? 
Neste caso a resposta correta seria: DEPENDE !! 
E mais, você que deveria agora me retornar uma outra 
pergunta.. “A edificação está conectada na rede primaria ou 
secundária da concessionária? “ 
Pois bem, então vamos supor que a edificação é alimentada 
por transformador exclusivo da concessionária. 
�10
Ótimo, neste caso então podemos afirmar que a queda de 
tensão deste circuito deve ser 7%, correto? 
ERRADO! 
Atente bem para o que está escrito na norma, aqui entra uma 
boa dose de interpretação! 
7% é entre os terminais do transformador e qualquer ponto de 
uso da instalação, ou seja, o extremo mais extremo, o último 
circuito terminal desta instalação. 
Neste exemplo estamos tratando