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Vias endocíticas Vias secretórias e endocíticas Vias secretórias e endocíticas A transferência do material contido na vesícula depende da fusão entre as duas membranas. Os compartimentos tem de estar próximos a ponto de toda a água seja excluída da região de contato entre as membranas, permitindo a fusão Fagocitose Vesículas 1-2 mm de diâmetro Células específicas (células fagocíticas): Entrada e posterior degradação das partículas em um lisossoma Proteção Células fagocíticas - macrófagos, neutrófilos • Organismos invasores, células danificadas, glóbulos vermelhos velhos • As partículas a serem fagocitadas são reconhecidas por receptores na superfície das células fagocíticas (macrófagos) • A fagocitose é facilitada pela cobertura da superfície da partícula a ingerir por opsoninas. • Vesícula fagocítica funde posteriormente com um lisossoma Um fagócito pode reconhecer e fagocitar uma bactéria: 1. Reconhecendo açúcares específicos da parede celular 2. Ligando-se a anticorpos acoplados a superfície bacteriana Como escapar de uma fagocitose? A célula-alvo pode concentrar seus ligantes numa só região de sua membrana (“capping”). Os pseudópodes não conseguem envolver a “vítima” com eficiência. Fagócitos profissionais Macropinocitose (“vigilância imunológica”) Endocitose Vesículas de 0,1 a 0,2 mm de diâmetro 1) Entrada não específica de fluidos extracelulares - Qualquer molécula pequena ou grande, presente no fluído entra na célula - Em certos tipos de células pode servir para a conversão de membrana plasmática (celular) na membrana do RE. 2) Entrada específica de macromoléculas extracelulares e que se encontram em baixa concentração no fluído extracelular – mediada por receptores - hormônios - fatores de crescimento - enzimas - proteínas do plasma Via endocítica A via endocítica começa com a organização de uma rede de vesículas – endossomas: - endossomas primários na periferia da célula - endossomas tardios , próximos do núcleo (Distinguem-se de acordo com a sua densidade, pH e composição em proteínas). . O material que entra por endocitose é transportado em vesículas endocíticas até aos endossomas primários, onde são redistribuídos. . Materiais processados são transferidos para os endossomas tardios, em vesículas transportadoras específicas. . As moléculas que atingem os endossomas tardios fundem-se posteriormente com lisossomas. O que significa endocitar com mais eficiência? Uma endocitose será mais eficiente quando o ligante estiver em concentração muito maior dentro da vesícula endocítica do que no meio extracelular. Como uma grande quantidade de complexos receptor-ligante pode entrar de uma vez se as vesículas têm sempre o mesmo tamanho? Isso é resultado do melhor aproveitamento da área de membrana endocitada. Se todos os receptores se aproximarem, vai caber um monte de receptores numa pequena área de membrana e, se os receptores trouxerem com eles os ligantes, também vão caber muito mais ligantes na vesícula. Como os receptores fazem para se aproximar tanto? Isso é o resultado do trabalho de um conjunto de moléculas que se prendem ao domínio citoplasmático dos receptores, agrupando-os e formando um revestimento protéico sob a região da membrana que vai formar a vesícula. Endocitose (eficiência) Ligantes e receptores se separam Quando chegam ao endossomo inicial e encontram o pH ácido, o receptor e ligante mudam de conformação, desacoplando-se. O ligante prosseguirá na via endocítica, e os receptores passará a formar as vesículas de reciclagem Vários tipos de vesículas revestidas • Clatrina • COP-I • COP-II a dc b Endocitose mediada por receptores Clatrina Cobertura de Clatrina Vesículas Cobertas de Clatrina CLATRINA Entrada de partículas e macromoléculas na célula Estrutura da Clatrina Composta por 3 cadeias leves e 3 cadeias pesadas Dispõem-se numa estrutura de 3 braços – Triskelion Esta estrutura permite construir diferentes organizações poligonais (hexágonos/pentágonos) Estrutura da Clatrina Organização estrutural da clatrina e adaptador das vesículas de endocitose • Receptores que usam Clatrina reconhecem um peptídeo-sinal (Phe-Arg-X-Tyr). • O sinal sinaliza para a ligação da adaptina Formação das vesículas revestidas por Clatrina Vesículas na parte citolósica da membrana plasmática As adaptinas se ligam as clatinas e aos receptores das moléculas-alvo As vesículas endocíticas de clatrina necessitam para a sua formação de uma proteína adicional, uma proteina que liga GTP – Dinamina Esta proteína organiza-se em pequenas hélices que se dispõem em colar em torno da vesícula. Esta proteína estrutural é capaz de gerar forças mecânicas Análogo não hidrolisável A DINAMINA “aperta” as vesículas A DINAMINA “aperta” as vesículas GTPase Uma mutação na Dinamina impede a liberação da vesícula A clatrina aumenta a eficiência da endocitose mediada por receptor porque: 1. Agrupa o maior número possível de complexos receptor-ligante 2. Exclui dessa região moléculas que não devem ser endocitadas Joseph Goldstein e Michael Brown (prêmio nobel, 1986) LDLs e Metabolismo do Colesterol Implicação fisiológica de endocitose mediada por receptores Prémio Nobel - Brown e Goldstein Esta doença é caracterizada por níveis elevados de colesterol no sangue, levando à formação de placas de aterosclerose e ataques cardíacos prematuros É uma molécula hidrofóbica que é transportada no sangue integrando um complexo de lipoproteína – LDL “Low-Density Lipoproteín”, Lipoproteína de Baixa Densidade. COP-I e COP-II Vesículas revestidas por COP-II medeiam o transporte do RE ao Complexo de Golgi A proteína Sar1 - Liga GTP (guanosina tri-fosfato) - Apresenta função reguladora (formação e desorganização das vesículas) Antes da fusão das vesículas COP II com a membrana alvo, é necessário a desorganização dos componentes membranares de cobertura da vesícula e libertação destes no citoplasma A desorganização é desencadeada pela hidrólise da molécula de GTP e consequente produção da subunidade Sar-GDP, que possui menor afinidade pela membrana da vesícula Após a dissociação da Sar-GDP da membrana, ocorre a libertação das outras proteínas de cobertura das COP II. Retenção e Retorno de Proteínas Residentes Se as vesículas se formarem continuamente a partir dos compartimentos membranares então como será possível manter a composição desse compartimento? O que determina que uma determinada proteína permaneça no RE ou prossiga para o complexo de Golgi? Proteínas residentes no RER (lúmen e membrana) possuem sequências sinal no C-terminal que servem como - Sinais de Retorno, que asseguram o seu regresso ao lúmen do RE Exemplo: A dissulfeto isomerase e chaperonas-RE (proteínas solúveis no RE) possuem a sequência Lys-Asp-Glu-Leu (KDEL) no C-terminal. O retorno das proteínas é realizado quando as proteínas solúveis do RE se ligam ao receptor da sequência KDEL (inserido na membrana do compartimento cis-Golgi. O receptor de KDEL vai ligar-se às proteínas de cobertura das COP I, e todo o complexo volta para o RE. Estas vesículas contém uma proteína capaz de ligar GTP (ARF1) e que é necessária para hidrolisar GTP e promover a desorganização das proteínas de cobertura (COP-I). Proteínas SNARE A fusão seletiva garante o endereçamento correto! Proteínas SNARE (envolvidas no transporte vesicular) v-SNARE (sinaptobrevina) (localizadas nas membranas das vesículas) • t-SNARE (Syntaxin e SNAP-25) (localizadas em membranas receptoras de diferentes compartimentos) As proteínas SNARE medeia a fusão de vesículas com membranas-alvo A v-SNARE na vesícula de transporte interage com a t-SNARE na membrana do compartimento-alvo. SNARE – Transporte vesicular 20 SNAREs: v-SNAREs, t-SNAREs Fusão de membranas (expulsão da água) Endereçamento das vesículas para compartimentos específicos Uma v-SNAREnuma vesícula do RE apenas deve interagir com uma t-SNARE das cisternas cis Golgi, e não com uma t-SNARE na membrana lisossomal Recentemente foi verificado que as proteínas Rab-GTPases possuem um efeito de regulação no processo de fusão membranar As proteínas Rab asseguram a especificidade do acoplamento das vesículas >30 Rabs LISOSSOMOS LISOSSOMOS • Bolsas membranosas que contêm um conjunto de mais de 80 tipos de enzimas digestivas, capazes de digerir grande variedade de substâncias orgânicas. • Contém: nucleases (digerem DNA e RNA) Proteases (digerem proteínas); Fosfatases (removem fosfatos de fosfolipídios) Enzimas tem sua atividade em pH em torno de 5,0 (vesícula ácida) FUNÇÃO HETEROFÁGICA Digerem material capturado do exterior por fagocitose ou por pinocitose. FUNÇÃO AUTOFÁGICA Digerindo partes desgastadas da própria célula. LISOSSOMOS Por que os lisossomos não se autodigerem? As proteínas de membrana voltadas para o lúmen são fortemente glicosiladas terminada em ácido siálico. No lisossomo não encontramos a enzima SIALIDASE, capaz de retirar o ácido siálico da árvore glicídica das proteínas. Artrite reumatóide Liberação de enzimas para o espaço extracelular, causando inflamações nas articulações. Doença de Tay-Sachs Doença hereditária, ocorrendo o mal funcionamento de lisossomos de células nervosas Como as enzimas lisossomais são desviadas do caminho “Golgimembrana plasmática”? As manoses adicionadas as enzimas lisossomais são FOSFATADAS (manoses-6P). São então reconhecidas por um receptor voltado para o lúmem do Golgi. A enzima vai continuar sendo glicosilada sempre ligada ao receptor. Chegando a TGN, as enzimas/manose-6P+receptor serão reunidas em uma região com ajuda da clatrina. Funciona como sequência sinal (manose-6-fosfato) Endereçamento de enzimas lisossomais DÚVIDAS?