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Sistema reprodutor feminino

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uniftc - MARIA EDUARDA FRANÇA
Sistem� reproduto� feminin�
O controle hormonal do sistema
reprodutor feminino:
O controle hormonal se dá pelo eixo
hipotalâmico-hipofisário.
O hipotálamo é responsável pelo GnRH.
GnRH - hormônio liberador de
gonadotropina, de liberação hipotalâmica.
Tem a função de estimular a
adeno-hipófise para que ela seja capaz de
produzir as gonadotropinas, e
consequentemente estimular os ovários
para a produção de estrogênio e
progesterona.
Gonadotropinas - são os hormônios
sexuais hipofisários. São duas
gonadotrofinas:
FSH - hormônio foliculoestimulante
LH - hormônio luteinizante
Esses dois hormônios são produzidos
tanto no organismo masculino, quanto no
feminino, mas influenciam nas gônadas
de formas diferentes. Na mulher eles têm
uma relação com o desenvolvimento dos
folículos e com a formação do corpo lúteo.
O FSH atua nos ovários promovendo o
desenvolvimento dos folículos ovarianos e
o LH vai estar relacionado com a ovulação
e formação do corpo lúteo.
No organismo masculino o FSH está
relacionado com a espermatogênese e o
LH com a produção da testosterona.
Então, as ações e a influência desses
hormônios nas gônadas são distintas no
organismo femino e masculino, mas são
produzidas da mesma maneira, pela
adeno-hipófise.
Feedback negativo - fator de regulação de
produção hormonal. Ex: Se estiver com
uma produção muito grande de estrogênio
e progesterona, há uma tendência a ter
um estímulo negativo para o hipotálamo
que começa a produzir menos GnRH para
estimular menos a adeno-hipófise, e
consequentemente o ovário produzir
menos estrogênio e progesterona, e
assim, garantir a homeostase.
O GnRH (produzido no hipotálamo), FSH
e LH (produzidos pela adeno-hipófise),
são hormônios hidrossolúveis, peptídicos
ou protéicos, que precisam de um
receptor na membrana plasmática. Depois
que penetram na célula ativam os
segundos mensageiros, os quais vão agir
no DNA, permitindo a síntese proteica que
é a resposta biológica.
Os hormônios esteroidais, progesterona e
estrogênio, são lipossolúveis, ou seja,
atravessam a membrana sem a
necessidade de um receptor, e possuem
receptores intracelulares (ou no
citoplasma ou no núcleo), então, quando
eles entram na célula, formam um
complexo que consegue ativar
diretamente o DNA , promovendo a
síntese protéica que é a resposta
biológica.
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Ação estrogênica:
O estrogênio e a progesterona só
começam a ser produzidos na fase da
puberdade. Pois, até a puberdade, os
ovários não são estimulados pela hipófise.
Efeito sobre o útero e os órgão sexuais -
aumento do tamanho dos órgãos e
modificação do epitélio, que se torna mais
resistente;
Efeito sobre as tubas uterinas -
proliferação dos tecidos glandulares e
aumento de células epiteliais ciliadas, que
estão na parte interna da tuba uterina e
são importantes porque ajudam, através
do movimento desses cílios, o transporte
de gametas. Os gametas precisam se
encontrar na tuba uterina para que ocorra
a fecundação.
Efeito sobre as mamas - desenvolvimento
dos tecidos, do sistema de ductos e
deposição de gordura, faz com que a
mama aumente de tamanho, acontece na
puberdade um aumento considerável da
glândula mamária.
O estrogênio também tem efeitos que não
envolvem a reposição, como:
Efeitos sobre a deposição de proteínas -
promove um ligeiro aumento da proteína
corporal, mas o efeito da testosterona é
mais potente;
Efeitos sobre o balanço eletrolítico -
semelhante aos hormônios
adrenocorticais: retenção de sódio e de
água;
Efeitos sobre o esqueleto - aumento da
atividade osteoblástica e união das
epífises com as diáfises dos ossos. Há
uma tendência à proteção do osso ou a
formação de osso novo.
Depois que a menina tem a menarca, é
normal que o crescimento dela não
aconteça mais como antes, há uma
tendência há cesar esse crescimento, pois
o estrogênio promove a união das epífises
(parte da extremidade do osso) com as
diáfises dos ossos, isso faz com que o
crescimento vai parando gradativamente.
Ação da progesterona:
Efeito sobre as mamas - promove o
desenvolvimento dos lóbulos e dos
alvéolos das mamas, determinando a
proliferação e o aumento das células;
Efeito sobre as tubas uterinas - aumento
da secreção do revestimento mucoso;
Efeito sobre o útero - promove alterações
secretoras no endométrio uterino durante
a segunda metade do ciclo (preparo para
implantação do ovo fertilizado), além
disso, diminui a frequência e intensidade
das contrações uterinas.
Todo ciclo a progesterona atua numa
determinada fase, fazendo com que o
útero consiga fornecer nutrientes para o
zigoto, então todo ciclo menstrual o corpo
da mulher se prepara para a gravidez. Há
uma vascularização intensa no
endométrio. Caso a mulher não seja
fecundada, ocorre a descamação do
endométrio para que um novo seja
formado.
Crescimento do folículo ovariano:
Quando uma criança do sexo feminino
nasce, cada ovócito é circundado por uma
camada única de células da granulosa:
folículo primordial;
Durante a puberdade, quando o FSH e LH
começam a ser secretados em
quantidades significativas, os ovários em
conjunto com alguns folículos em seu
interior, começam a crescer: folículo
primário;
Durante os primeiros dias de cada ciclo, o
FSH, em particular, provoca o crescimento
acelerado de 6 a 12 folículos, que são
separados durante cada ciclo menstrual
mais, e esses folículos, com a ação do
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hormônio foliculoestimulante (FSH) vão
passar pelo processo de desenvolvimento
e apenas um será selecionado pelo
organismo para que libere seu conteúdo,
o óvulo. Camadas de células da
granulosa e a formação da teca.
Dentro de cada ciclo menstrual, há o ciclo
ovariano e o ciclo uterino. São fases
concomitantes, ou seja, acontecem ao
mesmo tempo.
Ciclo ovariano:
Fase folicular - período de crescimento e
desenvolvimento folicular; fase mais
variável em relação à sua duração (de 10
dias a 3 semanas);
Ovulação - ocorre após o
amadurecimento folicular; liberação dos
óvulos pelos ovários; ocorre pelo pico do
LH que garante feedback positivo;
Fase lútea - fase pós-ovulatória; ocorre a
partir da transformação dos restos
foliculares em um corpo lúteo, estrutura
que vai garantir a contínua produção de
estrogênio e progesterona. O principal
hormônio nessa fase que garante o
desenvolvimento do corpo lúteo é o
luteinizante, LH.
Fase da ovulação:
O óvulo persiste na tuba uterina por 24 ou
48 horas.
A progesterona na fase final vai ser
fundamental para preparar o útero para
uma possível gravidez, então o corpo
lúteo está presente até a mulher não ser
fecundada, depois que não ocorre a
fecundação, o corpo lúteo abrevia e
transforma-se em corpo albicans; caso
haja a fecundação, o corpo lúteo vai ser
muito importante para a produção de
hormônios sexuais, principalmente a
progesterona.
O que determina o início da menstruação
é a descamação do endométrio, que é
visível.
O que acontece antes da mulher
menstruar:
A queda dos hormônios progesterona e
estrogênio, fase de desconforto,
irritabilidade, a TPM (tensão
pré-menstrual); a mulher tem alterações
hormonais todo mês, com picos na fase
fértil e queda no pré-menstrual. Já os
homens não possuem essas alterações
hormonais.
Com a queda da progesterona e
estrogênio, a menstrua, essa
menstruação faz com que o hipotálamo
entenda e sinalize à hipófise que há a
necessidade de produzir FSH e LH, com
isso, a hipófise começa a produzir com
maior quantidade os hormônios
gonadotrópicos. Nessa primeira fase o
FSH se destaca, pois promove o
desenvolvimento dos folículos ovarianos.
Esses folículos crescem e começam a
produzir estrogênio cada vez mais, esse
aumento do estrogênio desencadeia dois
momentos distintos:
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1. Feedback negativo para reduzir o FSH
e LH produzidos anteriormente para evitar
que continue desenvolvendo folículos e
para que não haja excessos.
2. Feedback positivo garante o aumento
súbito dos hormônios para a ovulação.
A ovulação geralmente acontece no meio
do ciclo menstrual.
Na ovulação o óvulo é liberado na tuba
uterina e os restos foliculares