Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

SUMÁRIO
1. Definição e epidemiologia ...................................... 3
2. Características gerais ............................................... 4
3. Estrutura das células fúngicas .............................. 7
4. Morfologia ...................................................................10
5. Reprodução ................................................................13
6. Classificação dos fungos ......................................17
Referências bibliográficas ........................................20
3MICOLOGIA
1. DEFINIÇÃO E 
EPIDEMIOLOGIA
A Micologia é definida como o estu-
do de microrganismos conhecidos 
por fungos e leveduras. Acredita-se 
que exista mais de 5 milhões de es-
pécies no Reino Fungi, sendo, depois 
dos insetos, o grupo de organismos 
mais diverso do planeta. No período 
pré-histórico, os fungos comestíveis, 
os venenosos e os alucinogênicos já 
eram conhecidos (Figura 1). Entretan-
to, durante várias décadas, os fungos 
foram pouco explorados pela medici-
na, apesar de terem um papel crucial 
na saúde humana. Esses organismos 
convivem conosco todos os dias e são 
encontrados praticamente em qual-
quer local do ambiente, inclusive em 
nós, seres humanos. Além do ponto 
de vista da medicina, estes organis-
mos são úteis como decompositores 
de resíduos orgânicos, causando a 
decomposição ou a degradação de 
alimentos, transformando-os em ele-
mentos assimiláveis pelas plantas. 
Eles também têm implicações em vá-
rias áreas: Medicina humana e veteri-
nária, Farmácia, Nutrição, Fitopatolo-
gia, Agricultura, Biotecnologia, entre 
outras.
Figura 1. Cogumelo Boletus. Pintura em acrilico.Autora: 
Regina M de Vasconcellos C de Oliveira. Fonte: Tópicos 
de microbiologia, 4°ed.
Acredita-se que existam pelo menos 
250 mil espécies de fungos, sendo 
que menos de 150 foram descritos 
como patógenos humanos. A nossa 
relação com os fungos podem envol-
ver tanto fatores benéficos, quanto 
maléficos. Quem nunca comeu um 
pão, bolo ou cerveja que contenha 
leveduras? Então! Muitos fungos são 
comestíveis e fazem parte da nossa 
mesa todos os dias. Além disso, quem 
nunca ouviu falar sobre o antibiótico 
Penicilina? Pois é, sua origem também 
vem dos fungos. Alguns fungos estão 
constantemente presentes no nosso 
corpo, sem gerarem doença, princi-
palmente na boca, pele, intestino e 
4MICOLOGIA
vagina. A presença da microbiota bac-
teriana residente e as defesas imuni-
tárias do organismo impedem-nos de 
se disseminarem. De modo contrário, 
alguns fungos são capazes de provo-
car diversos quadros infecciosos com 
formas clínicas localizadas ou disse-
minadas. Isso ocorre principalmente 
em indivíduos submetidos a terapêu-
ticas antibióticas de longo prazo que 
alteram o equilíbrio entre fungos e 
bactérias e nas que tomam corticos-
teroides ou são imunossuprimidos. 
Dentre as centenas de espécies de 
fungo descritas, as leveduras do gê-
nero Cândida são os maiores agentes 
relacionados a infecção humana. No 
entanto, de um modo geral, ao longo 
dos últimos dez anos, a incidência de 
infecções importantes causadas por 
fungos tem aumentado. Estas infec-
ções estão ocorrendo como infecções 
nosocomiais e em indivíduos com sis-
tema imunológico comprometido. As 
micoses mais comuns são as super-
ficiais, que afetam a pele, os pelos, o 
cabelo, as unhas, os órgãos genitais e 
a mucosa oral. Note que esses orga-
nismos dão preferência a locais úmi-
dos e quentes, pois nestas regiões 
eles encontram as condições propí-
cias para o seu desenvolvimento.
2. CARACTERÍSTICAS 
GERAIS
Os fungos interagem de várias ma-
neiras com os seres humanos e os 
ambientes que os cerca. Como outros 
organismos, existem meios ideais 
para a sobrevivência fúngica, o que 
ajuda na sua proliferação e patogenia. 
Abaixo está descrito alumas especifi-
cidades desses organismos:
Temperatura
Diferentes tipos de fungos podem se 
desenvolver em uma extensa faixa 
de temperatura. No entanto, a maio-
ria desenvolve-se melhor entre 25º 
a 30º C. Alguns fungos isolados do 
estado parasitário preferem tempe-
raturas próximas de 37º C, para seu 
isolamento inicial.
Umidade
Diferente da temperatura, o ambiente 
saturado de umidade é melhor para 
os fungos. Exemplo disso, são os bo-
lores que aparece nos lugares mais 
úmidos de nossas casas (Figura 2).
Figura 2. Morango mofado. Fonte: Raven et al., 1992.
5MICOLOGIA
Termogenia
Devido a propriedades fermentativas 
presente em alguns tipos de fungos, 
como as leveduras, pode haver um 
aumento da temperatura do meio em 
que se desenvolvem. Isso ocorre por-
que estas fermentações são reações 
exotérmicas, ou seja, liberam calor. Por 
exemplo, a oxidação total de 180g de 
glicose pela levedura Saccharomyces 
cerevisiae, produz cerca de 700.000 
calorias. Essas fermentações ocor-
rem pela presença de diversas enzi-
mas presentes dos mais variados ti-
pos de fungos: Glicidases (sacarases, 
maltases etc.), Enzimas Proteolíticas 
(proteases, peptidases) e ainda fos-
fatases, asparaginase, oxirredutase, 
dehidrogenase, entre outras.
Acidez do meio
A maioria dos fungos se desenvolvem 
em um pH entre 5,6 e 7. No entanto, 
eles possuem tolerância em uma am-
pla faixa de variação. Os fungos fila-
mentosos podem crescer na faixa de 
pH entre 1,5 e 11, já as leveduras não 
toleram pH alcalino. Muitas vezes, a 
pigmentação dos fungos está rela-
cionada com o pH do substrato. Os 
meios com pH entre 5 e 6, com ele-
vadas concentrações de açúcar, alta 
pressão osmótica, tais como geleias, 
favorecem o desenvolvimento dos 
fungos nas porções em contato com 
o ar.
Cromogenia
Os fungos são cromóparos, ou seja, 
eles possuem a particularidade de di-
fundir no meio em que se reproduzem, 
pigmentos que produzem. Por conta 
disso, eles podem “colorir” o ambiente 
ou apenas pigmentar os seus micé-
lio e esporos. Quando os pigmentos 
vão para o meio, os fungos se cha-
mam Cromóparos, quando o pigmen-
to fica retido em partes do fungo, eles 
se chamam Cromóforos. É por conta 
disso que algumas culturas fúngicas 
apresentam-se com variadas colora-
ções: negra, vermelha, amarela, bran-
ca, acastanhada, verde etc.
Vias de dispersão
Apesar de poder se dispersar por 
meio da água, sementes, insetos, car-
regado por animais ou até seres hu-
manos, a principal via de dispersão é 
o ar atmosférico, através dos ventos. 
Os fungos que se dispersam pelo ar 
atmosférico são denominados de fun-
gos anemófilos e tem importância em 
alergias no homem e como agentes 
deteriorantes de diversos materiais.
Metabólitos
Outra característica bem importante 
para a medicina, é o fato de que os 
fungos podem produzir metabolitos. 
O metabolismo dos fungos tanto pro-
duzem uma vitamina como uma to-
xina, tanto um antibiótico como um 
6MICOLOGIA
outro produto industrial qualquer (leu-
cina, serina, arginina, metionina, ácido 
oleico, ácido esteárico, prolina, histidi-
na e muitos outros). Exemplo disso, é 
a penicilina produzida pelo Penicillium 
notadum, ou a estreptomicina produ-
zida pelo Stretomyces griseus.
Ecologia
A maioria dos fungos vivem nos mais 
diversos substratos da natureza e são 
isolados do solo seco, pântanos, tron-
cos apodrecidos ou nas frutas, leite, 
água, poeira. São denominados geofí-
licos aqueles que têm preferência para 
o solo. Os zoofílicos são aqueles que 
usualmente crescem em animais e an-
tropofílicos, os que só têm sido isola-
dos do homem. Exemplos de agentes 
que infectam os seres humanos são os 
Trichophyton rubrum e Epidermophy-
ton floccosum, causadores de micoses 
superficiais (Figura 3).
Figura 3. Micose superficial em pé humano. Fonte: 
Material complementar do livro Sistemática Vegetal: 
Fungos, 2015.
Nutrição
Diferente das plantas, os fungos não 
possuem clorofila, e consequente-
mente não são capazes de sintetizar 
sua própria fonte de energia. Esses 
organismos são responsáveis por 
ajudar na decomposição da matéria 
orgânica morta, transformando-as 
em micronutrientes para continuar o 
ciclo da cadeia alimentar. Além dis-
so, estão associadosa simbiose com 
vários vegetais, ajudando-os na re-
tenção de água e nutrientes. Sendo 
assim, eles obtêm sua nutrição atra-
vés do saprofitismo e parasitismo. A 
maioria é saprófita. 
Muitas espécies fúngicas podem se 
desenvolver em meios mínimos, con-
tendo amônia ou nitritos, como fontes 
de nitrogênio. As substâncias orgâni-
cas, de preferência, são carboidratos 
simples como D-glicose e sais mine-
rais como sulfatos e fosfatos. Além 
disso, oligoelementos como ferro, 
zinco, manganês, cobre, molibdênio 
e cálcio são exigidos em pequenas 
quantidades. No entanto, alguns fun-
gos requerem fatores de crescimen-
to, que não conseguem sintetizar, em 
especial, vitaminas, como tiamina, 
biotina, riboflavina e ácida pantotê-
nico. Nesta condição, os fungos tra-
zem, muitas vezes, benefícios, como, 
por exemplo, na função de limpado-
res do solo, pelo consumo de matéria 
orgânica apodrecida nele espalhada. 
Outras vezes acarretam prejuízos 
quando, por exemplo, crescem em 
7MICOLOGIA
comestíveis enlatados, nos celeiros 
de cereais, nas frutas ou legumes.
Reserva
Assim como os seres humanos, os 
fungos também são capazes de 
armazenar glicogênio. Lembrando 
que o glicogênio é um polissacarídio 
constituído por uma cadeia de monô-
meros de glicose. Ele se assemelha a 
cadeia do amido, sendo ainda mais 
ramificado.
MAPA MENTAL CARACTERISTICAS GERAIS
Pode gerar aumento da 
temperatura do meio
CARACTERISTICAS 
GERAIS
Nutrição
Acidez
Termogenia
Temperatura
Ecologia
Úmidade
Simbioses com 
plantas e animais
Microrganismos de 
grande impacto na vida 
humana e para natureza
Reciclagem de matéria 
nos ecossistemas
Decomposição da 
matéria orgânica
A maioria desenvolvem 
melhor em um pH entre 5 e 7
Ambiente saturado de 
umidade é o melhor
A maioria desenvolve-se 
melhor entre 25º a 30º C 
3. ESTRUTURA DAS 
CÉLULAS FÚNGICAS
Os fungos são organismos eucarion-
tes. Por conta disso, suas estruturas 
possuem diversos aspectos em co-
mum com outros tipos de organismos 
eucarióticos.
Unicelulares X pluricelulares
Em termos microscópicos, os fungos 
podem ser divididos em unicelula-
res, como as leveduras ou multicelu-
lares, como os fungos filamentosos. 
Isso é importante, pois tem impacto 
na reprodução fúngica. Por exemplo, 
8MICOLOGIA
leveduras crescem na forma de célu-
las únicas, que se reproduzem asse-
xuadamente por brotamento. Quando 
esses fungos se organizam e formam 
estruturas macroscópicas, eles têm 
dois tipos de aspectos. Os fungos 
unicelulares se juntam, formando os 
bolores e os fungos filamentosos for-
mam os cogumelos (Figuras 4 e 5).
Figura 4. Bolores. Fonte: Material complementar 
do livro Sistemática Vegetal: Fungos, 2015.
Figura 5. Cogumelos. Fonte: Disponível em: https://postal.pt
SE LIGA! Apesar dessa classificação, 
diversos fungos de importância médica 
exibem dimorfismo térmico, isto é, for-
mam estruturas distintas em diferentes 
temperaturas. Apresentam-se como 
bolores no meio externo, à temperatura 
ambiente e como leveduras, ou outras 
estruturas, nos tecidos humanos, à tem-
peratura corporal.
Parede celular
A parede celular fúngica é muito com-
plexa quimicamente, apresentando 
uma matriz externa mucilaginosa, for-
mada por um polissacarídeo solúvel. 
As espécies de fungos verdadeiros 
apresentam uma parede formada por 
uma matriz de fibras de quitina. Já os 
Oomycetes apresentam uma parede 
formada por celulose, um dos moti-
vos para considerar esse grupo como 
pseudofungos. A quitina é o mesmo 
material de que é feito o exoesque-
leto dos artrópodes. É por conta da 
característica da parede fúngica que 
faz com que eles sejam insensíveis 
a antibióticos, como a penicilina, que 
inibem a síntese de peptideoglicano. 
Quitina é um polissacarídeo nitroge-
nado composto por longas cadeias 
de N-acetilglicosamina. É por con-
ta da dessa parede que os fungos 
podem se proteger da diferença de 
osmolaridade entre o meio interno 
e externo, evitando a infiltração de 
água e rotura da parede. Além dis-
so, a parede celular fúngica contém 
também outros polissacarídeos, dos 
9MICOLOGIA
quais o mais importante é o β-glica-
no, um longo polímero de D-glicose. 
Mas também, pode possuir celulose, 
mananas e membrana celular com 
esteróis presentes.
Membrana plasmática
A membrana da célula fúngica é fun-
damentalmente lipoproteica, sendo 
composta por duas camadas de lipí-
dios e dotada de permeabilidade se-
letiva. Possuem várias glicoproteínas 
voltadas para o meio extracelular, com 
capacidade de aderência de molécu-
las. Além disso, é dotada de proteínas 
transmembranas que permitem o flu-
xo de substâncias do intracelular para 
o extracelular e vice-versa. Tudo isso 
é muito semelhante com a estrutura 
da membrana plasmática humana. 
No entanto, a principal diferença é que 
nos fungos a membrana contém er-
gosterol, contrariamente à membrana 
humana, que contém colesterol. 
SE LIGA! É por conta da ação seletiva 
da anfotericina B e de azóis, como flu-
conazol e cetoconazol, sobre os fungos 
que o antifúngico ataca a membrana do 
fungo e não dos seres humanos.
Citoplasma fúngico
Como já foi dito, os fungos são seres 
vivos eucarióticos. Quando se trata de 
leveduras, há apenas um núcleo, já os 
fungos filamentosos ou bolores, são 
multinucleados. O núcleo é envolto 
por uma carioteca, lipoproteica e po-
rosa, permitindo a saída de material 
genético para o citoplasma. O nuclé-
olo, assim como nos seres humanos, 
também tem a função de produzir o 
RNA ribossômico. Seu citoplasma 
contém mitocôndrias constituídas 
por cristas planas, DNA e ribossomos 
próprios. Além disso, há a presença 
de proteínas do citoesqueleto que 
ajuda no processo de divisão celular. 
As células dos fungos não possuem 
plastídios e nem centríolo, mas estão 
presentes a estrutura de Golgi, retícu-
lo endoplasmático rugoso e os pero-
xissomos. Os Flagelos podem estar 
presentes somente nas estruturas de 
reprodução em alguns grupos.
10MICOLOGIA
4. MORFOLOGIA
Como foi dito acima, microscopica-
mente, os fungos podem ser dividi-
dos em colônias de leveduras ou fila-
mentosas. As colônias leveduriformes 
são pastosas ou cremosas, formadas 
por microrganismos unicelulares que 
cumprem as funções vegetativas e 
reprodutivas. Enquanto isso, as colô-
nias filamentosas podem ser algodo-
nosas, aveludadas ou pulverulentas; 
são constituídas fundamentalmente 
por elementos multicelulares em for-
ma de tubo, que denominamos de hi-
fas. Portanto, os fungos pluricelulares 
são formados por células alongadas 
constituindo estruturas filamentosas 
que recebem o nome de hifas. O con-
junto de hifas, entrelaçam-se e aca-
bam formando o corpo do fungo, esse 
conjunto de hifas forma uma estrutu-
ra chamada de micélio. Em relação a 
presença de septos, as hifas podem 
ser classificadas em contínuas ou ce-
nocíticas e tabicadas ou septadas (Fi-
gura 6 e 7). Os septos são projeções 
da parede celular em direção ao centro 
do tubo, mas que não se encontram 
no centro da hifa e, portanto formam 
um poro. Estas paredes transversais 
dão um aspecto de compartimentos 
para a hifa, ou seja, as hifas não ceno-
cíticas ou regularmente septadas são 
multicompartimentadas (Figura 8).
MAPA MENTAL ESTRUTURA DA CÉLULA
ESTRUTURA 
DA CÉLULA
DNA e associação com histonas
Heterotróficos por absorção
Aeróbios e/ou anaeróbios
Membrana plasmatica
Endomembranas
Núcleo, nucleolo, mitocondrias
Parede celular Uni ou pluricelulares
Proteínas do citoesqueleto Eucariontes
Estrutura rígida → protege 
de diferenças osmóticas
Constituída por quitina
11MICOLOGIA
Possuem hifas septadas os fun-
gos das divisões Ascomycota, Basi-
diomycota e Deuteromycota e hifas 
cenocíticas, os das divisões Masti-
gomycota e Zygomycota.
Figura 6. Hifa contínua ou cenocítica. Fonte: Tópicos de 
microbiologia, 4°ed.
Figura 7. Hifa septada. Fonte: Tópicos de microbiologia, 
4°ed.
Figura 8. Tipos de hifas. Fonte: Material Complementar ao livro Sistemática Vegetal I: Fungos, 2015.
Em relação a espessura, as hifas po-dem ser delgadas (como os Actino-
micetos, micetoma actinomicótico e 
pseudomicoses superficiais), que são 
aquelas que tem espessura em torno 
de 1 μm, mais ou menos (são atual-
mente denominadas de filamento 
bacteriano); já as hifas mais espessas, 
de 2 até mais de 10 μm, são próprias 
dos fungos verdadeiros. Como assim 
verdadeiro? Pois é! As hifas podem 
ser classificadas ainda como verda-
deiras ou falsas. As hifas verdadeiras 
são as que crescem sem interrupção, 
a partir de germinação de um esporo. 
As falsas hifas ou hifas gemulantes 
ou pseudo-hifas (Figura 9) são as que 
crescem por gemulação ou por bro-
tamento sucessivo. Estas últimas são 
características das leveduras ou fun-
gos que se reproduzem por gemula-
ção (brotamento) e produzem as le-
veduroses (sapinho) bucal, sapinho 
vaginal, por exemplo.
12MICOLOGIA
Figura 9. Candida albicans, uma pseudo-hifa. Fonte: 
Tópicos de microbiologia, 4°ed
Uma última maneira de estudar as hi-
fas é pela coloração. As hifas hialinas 
de cores claras são chamadas muce-
díneas. As hifas de tonalidade escura 
ou negra são hifas demácias. Neste 
caso, as micoses por elas produzi-
das são chamadas Demaciomicoses. 
Exemplos: Cromomicose e Tinea ni-
gra (Figura 10).
Figura 10. Forma clínica da Tinea nigra. Fonte: Tópicos 
de microbiologia, 4°ed.
SAIBA MAIS!
A Tinea nigra é uma ceratofitose que se manifesta pelo aparecimento de manchas enegre-
cidas ou na tonalidade café-com-leite, ocorrendo principalmente na palma da mão, mas que 
pode surgir em qualquer localização do corpo, como na região plantar, na região glútea, no 
abdome e até na unha. As margens da lesão podem apresentar-se ligeiramente elevadas e 
são levemente descamativas. No entanto, não há prurido.
O micélio pode se desenvolver no in-
terior do substrato, funcionando tam-
bém como elemento de sustentação 
e de absorção de nutrientes. Quando 
isto ocorre, chamamos esse micélio 
de vegetativo. Por outro lado, quan-
do o micélio que se projeta na su-
perfície e cresce acima do meio de 
cultivo, chamamos de micélio aéreo. 
Quando o micélio aéreo se diferencia 
para sustentar os corpos de frutifica-
ção ou propágulos, temos um micélio 
reprodutivo. Os propágulos ou órgãos 
de disseminação dos fungos são clas-
sificados, segundo sua origem, em 
externos e internos, sexuados e asse-
xuados, mas veremos isso com mais 
detalhe do próximo tópico. Embora o 
micélio vegetativo não tenha espe-
cificamente funções de reprodução, 
alguns fragmentos de hifa podem se 
desprender do micélio vegetativo e 
cumprir funções de propagação.
13MICOLOGIA
5. REPRODUÇÃO
A maioria dos fungos se reproduzem 
de forma sexuada por acasalamen-
to, resultado da plasmogamia, cario-
gamia e meiose . Nos fungos que se 
reproduzem de forma assexuada, en-
volve apenas a mitose. Os fungos se-
xuados são aqueles que se reprodu-
zem por meio de esporos sexuados. 
Já os assexuados formam os conídios 
que são os esporos assexuados. 
A reprodução assexuada é mais im-
portante para a multiplicação e dis-
persão, enquanto a reprodução 
sexuada tem como principal função 
a produção de variabilidade gené-
tica da progênie. Fungos que não 
formam esporos sexuados são refe-
ridos como “imperfeitos”, sendo clas-
sificados como fungos imperfeitos. A 
maioria dos fungos de importância 
médica propaga-se assexuadamente 
pela formação de conídios, esporos 
assexuados que se formam a partir 
das laterais ou extremidades de es-
truturas especializadas. A morfologia, 
a coloração e o arranjo dos conídios 
auxiliam na identificação dos fungos 
(Figura 11).
MAPA MENTAL MORFOLOGIA
Conjunto de hifas
MORFOLOGIA
Colônias de leveduras
Colônias filamentosas
Micélio
Septos
Hifas
Corpo de frutificação
Contínuas ou septadas
Tubo microcópico que 
contém o material do fungo
Algodonosas, aveludadas 
ou pulverulentas
Agrupamento de micélios
Projeções da parede celular 
em direção ao centro do tubo
Pastosas ou cremosas
14MICOLOGIA
Alguns conídios importantes são:
 Artrósporos Formados pela fragmentação das extremidades das hifas
Clamidósporos São esféricos, de parede espessa e bastante resistentes.
Blastósporos
São formados pelo processo de brotamento pelo qual as leveduras se repro-
duzem assexuadamente.
Esporangiósporos
São formados no interior de um saco, esporângio, em um pedúnculo, por 
bolores como Rhizopus e Mucor.
Figura 11. Esporos assexuados. A: Blastoconídios e pseudo-hifas (Candida). B: Clamidósporos (Candida). C: Artrós-
poros (Coccidioides). D: Esporângios e esporangiósporos (Mucor). E: Microconídios (Aspergillus). F: Microconídios e 
macroconídios (Microsporum). Fonte: Microbiologia médica e imunologia. Warren, 10°ed.
Existem dois tipos de reprodução 
assexuada:
• Reprodução somática: Nesse 
caso ocorre a gemação ou brota-
mento que é a divisão transversal 
seguida pela separação de células 
filhas, e fragmentação de hifas.
• Reprodução Espórica: Ocorre 
pela produção de mitósporos, um 
derivado da meiose, podendo ser 
móveis ou imóveis (Figura 12).
15MICOLOGIA
Figura 12. Aspergillus sp. liberando vários conídios 
(mitósporos). Fonte: Material Complementar ao livro 
Sistemática Vegetal I: Fungos, 2015.
Na reprodução assexuada, os coní-
dios são produzidos em grande nú-
mero e resistentes às condições am-
bientais diversas. Podem ser ativa ou 
passivamente liberados e dispersos 
por diversos meios. Os esporos ou 
conídios, para germinarem, necessi-
tam de calor e umidade e o resulta-
do desta germinação é a formação 
de um ou mais filamentos finos, co-
nhecidos como tubos germinativos. 
Estes tubos se ramificam em todos 
os sentidos formando uma massa fi-
lamentosa que é o micélio. Na maio-
ria dos casos, o sistema vegetativo 
encontra-se no interior dos tecidos 
parasitados, no solo ou na matéria 
orgânica em decomposição. Com a 
formação dos esporos ou conídios é 
necessário que estes tenham acesso 
livre ao ar, para assegurar sua disse-
minação. O ciclo de vida dos fungos 
compreende duas fases. Uma somá-
tica, caracterizada por atividades ali-
mentares, e outra reprodutiva, onde 
os fungos podem realizar reprodução 
sexuada ou assexuada. Em ambos 
os casos, um grande número de es-
truturas é formado, dependendo da 
espécie. As estruturas assexuadas, 
como também as sexuadas, podem 
ser formadas isoladamente ou em 
grupos, neste caso, formando corpos 
de frutificação.
De acordo com tipo de reprodução 
realizada, os fungos podem ser divi-
didos em três grupos:
• Holomorfo: aquele que no ciclo de 
vida realiza ambas as reproduções, 
sexuada e assexuada.
• Anamorfo: aquele que no ciclo de 
vida realiza apenas a reprodução 
assexuada.
• Teleomorfo: aquele que no ciclo 
de vida realiza apenas a reprodu-
ção sexuada.
16MICOLOGIA
MAPA MENTAL REPRODUÇÃO
ASSEXUADA
REPRODUÇÃO 
FÚNGICA
SEXUADA
MICÉLIO
ESTRUTURA PRODUTORA 
DE CONÍDEOS
HIFAS
CONÍDEOS
GERMINAÇÃO
ESTADO 
HETEROCARIÓTICO
FUSÃO DOS NÚCLEOS
ZIGOTO
MEIOSE
ESTRUTURA PRODUTORA 
DE ESPOROSESPORO
GERMINAÇÃO
FUSÃO DOS 
CITOPLASMAS
MICÉLIO
17MICOLOGIA
6. CLASSIFICAÇÃO DOS 
FUNGOS
Lembram da classificação dos seres 
vivos? Então! No planeta existe um 
número enorme de seres vivos que 
são classificados como integrantes 
dos reinos Monera, Plantae, Fungi, 
Protista e Animalia. O Reino Fungi é 
dividido em seis filos ou divisões dos 
quais quatro são de importância mé-
dica: Zygomycota, Ascomycota, Basi-
diomycota e Deuteromycota.
Divisão zygomycota
Nessa divisão temos os fungos de 
micélio cenocítico. A reprodução de-
les pode ser sexuada, pela formação 
de zigósporos e assexuada com a 
produção de esporos, os esporangi-
ósporos, no interior dos esporângios. 
Os fungos de interesse médico se 
encontram nas ordens Mucorales e 
Entomophthorales.
Divisão ascomycota
É nesse grupo que estão inclusos os 
fungos de hifas septadas. A sua prin-
cipal característica é o asco, estrutura 
em forma de saco ou bolsa, no inte-
rior do qual são produzidos os ascós-
poros, esporos sexuados, com forma, 
número e cor variáveis para cadaes-
pécie. As espécies patogênicas para 
o homem se classificam em três clas-
ses: Hemiascomycetes, Loculoas-
comycetes e Plectomycetes.
Divisão basidiomycota
Compreendem fungos de hifas sep-
tadas, que se caracterizam pela pro-
dução de esporos sexuados, os basi-
diósporos, típicos de cada espécie. A 
espécie patogênica mais importante 
se enquadra na classe Teliomycetes.
Divisão deuteromycota
Engloba fungos de hifas septadas 
que se multiplicam apenas por coní-
dios e por isso são conhecidos como 
Fungos Imperfeitos. Os conídios po-
dem ser exógenos ou estar contidos 
em estruturas como os picnídios. En-
tre os Deuteromycota se encontra a 
maior parte dos fungos de importân-
cia médica.
18MICOLOGIA
MAPA MENTAL MORFOLOGIA
Divisão basidiomycota CLASSIFICAÇÃO Divisão ascomycota
Divisão deuteromycota
Divisão zygomycota
Fungos de micélio cenocítico, 
com reprodução 
sexuada e assexuada
Fungos de hifas septadas e 
presença de asco
Fungos que se multiplicam 
 apenas por conídios e por isso 
são Fungos Imperfeitos. 
Fungos de hifas septadas, 
que tem esporos sexuado, 
os basidiósporos
19MICOLOGIA
MAPA GERAL
MICOLOGIA
MORFOLOGIA
Estudo dos fungos
Microrganismos de 
grande impacto na vida 
humana e para natureza
CLASSIFICAÇÃO
REPRODUÇÃO FÚNGICA
ESTRUTURA
Colônias de leveduras 
e filamentosas
Corpo de frutificação
SEXUADA OU ASSEXUADA
Divisão ascomycota
Divisão basidiomycota
Divisão zygomycota
Divisão deuteromycota
Septos
Hifas
Micélio
Parede celular de quitina
Uni ou pluricelulares
Eucariontes
Heterotróficos 
por absorção
20MICOLOGIA
REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS 
OLIVEIRA, Jeferson Carvalhaes de. Tópicos em Micologia Médica / Jeferson Carvalhaes de 
Oliveira – Rio de Janeiro; 2014. 230 págs.
Levinson, Warren. Microbiologia médica e imunologia [recurso eletrônico] / Warren Levin-
son ; tradução: Martha Maria Macedo Kyaw. – 10. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : 
AMGH, 2011.
KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins patologia básica. 9. ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2013.
Raven P. H., Evert, R.F., Eichhorn, S.E., 1992. Biologia Vegetal. Rio de Janeiro, Guanabara 
Koogan S.A. 5º ed. 728p.
SANTOS, Elisandro Ricardo Drechsler dos. Material Complementar ao livro Sistemática Ve-
getal I: Fungos – Florianópolis, 2015.
MURRAY, P.R.; ROSENTHAL, K.S.; KOBAYASHI, G.S.; PFALLER, M.A. Microbiologia Médica. 
4A Ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2004.
21MICOLOGIA

Mais conteúdos dessa disciplina