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PROF. PÓLUX MARTINS As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras. Figuras de som a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais. “Esperando, parada, pregada na pedra do porto.” b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos. “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral.” c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos. “Eu que passo, penso e peço.” Figuras de construção a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto. “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia) b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes. Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro) c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período. “ E sob as ondas ritmadas e sob as nuvens e os ventos e sob as pontes e sob o sarcasmo e sob a gosma e sob o vômito (...)” d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase. PROF. PÓLUX MARTINS – FIGURAS DE LINGUAGEM As figuras de linguagem são recursos que tornam mais se em figuras som, figuras de construção, figuras de pensamento a) aliteração: consiste na repetição ordenada de “Esperando, parada, pregada na pedra do porto.” b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras sons parecidos, mas de significados distintos. a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro) c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos termos da oração ou elementos do período. d) inversão: consiste na mudança da ordem natural “De tudo ficou um pouco. Do meu medo. Do teu asco.” e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser: • De gênero Vossa Excelência está preocupado. • De número Os Lusíadas glorificou nossa literatura. • De pessoa “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.” f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa. g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem. “E rir meu riso e derramar meu pranto.” h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases. “ Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer” “De tudo ficou um pouco. Do meu medo. Do teu asco.” e) silepse: consiste na concordância não com o que expresso, mas com o que se subentende, com o implícito. A silepse pode ser: Vossa Excelência está preocupado. Os Lusíadas glorificou nossa literatura. “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa. g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja reforçar a mensagem. r meu pranto.” h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma início de versos ou frases. “ Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer” PROF. PÓLUX MARTINS Figuras de pensamento a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido. “Os jardins têm vida e morte.” b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeit crítico ou humorístico. “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.” c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura suavizar alguma afirmação desagradável. Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou) d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática. Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede) e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados. O jardim olhava as crianças sem dizer nada. f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax) “Um coração chagado de desejos Latejando, batendo, restrugindo.” g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada). “Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus!” PROF. PÓLUX MARTINS – FIGURAS DE LINGUAGEM a) antítese: consiste na aproximação de termos de palavras que se opõem pelo sentido. b) ironia: é a figura que apresenta um termo em se, com isso, efeito “A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão outra menos brusca; em síntese, procura-se alguma afirmação desagradável. r meios ilícitos. (em vez de ele se de exagerar uma ideia com Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita e) prosopopeia ou personificação: consiste em atribuir vos que são próprios de O jardim olhava as crianças sem dizer nada. f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguma coisa personificada). Figuras de palavras a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido. “Meu pensamento é um rio subterrâneo.” b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe: Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de casa) c) catacrese: ocorre quando, por falta de um te específico para designar um conceito, torna por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado. O pé da mesa estava quebrado. d) antonomásia ou perífrase: consiste em um nome por uma expressão que o identifique com facilidade: ...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles) e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. A luz crua da madrugada invadia meu quarto. a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa de similaridade entre o sentido próprio e o figurado. A metáfora implica, pois, uma que o conectivo comparativo fica “Meu pensamento é um rio subterrâneo.” metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com significado. Todavia, a transposição de mais feita com base em traços de metáfora. A metonímia exploralógica entre os termos. Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, se percebe que ele está sendo empregado O pé da mesa estava quebrado. d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir nome por uma expressão que o identifique com ...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do A luz crua da madrugada invadia meu quarto. PROF. PÓLUX MARTINS QUESTÕES 1) (Oswaldo Cruz-SP) Observe a oração: “O tique taque do relógio nos perturbava”. Qual é a figura de linguagem da expressão destacada? 2) (CESGRANRIO-RJ) Na frase: “O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se” ocorre processo de gradação. Não há gradação em: a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou. b) O avião decolou, ganhou altura e caiu. c) O balão inflou, começou a subir e apagou. d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua frustrou-se. e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu. 3. (UM-SP) Qual dos períodos abaixo apresenta um desvio das normas propostas pela Gramática, conhecido no domínio da linguagem figurada como catacrese? a) Os olhos piscavam mil vezes por minuto diante do horrível espetáculo. b) Eu parece-me que vivo em função de um áspero orgulho. c) Com o espinho enterrado no pé, levantou à procura do pai. d) Suas faces avermelhadas traduziam-se em chamas encolerizadas por causa dos males imaginados. e) A perversidade secreta daquelas montanhas selvagens assustava as calmas águas do riacho. Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes PROF. PÓLUX MARTINS – FIGURAS DE LINGUAGEM SP) Observe a oração: “O tique- relógio nos perturbava”. Qual é a figura de RJ) Na frase: “O fio da idéia cresceu, se” ocorre processo de gradação. a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou. b) O avião decolou, ganhou altura e caiu. c) O balão inflou, começou a subir e apagou. d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu. SP) Qual dos períodos abaixo apresenta um das normas propostas pela Gramática, domínio da linguagem figurada como ezes por minuto diante do me que vivo em função de um áspero c) Com o espinho enterrado no pé, levantou-se rápida se em chamas a dos males imaginados. e) A perversidade secreta daquelas montanhas assustava as calmas águas do riacho. Vozes veladas, veludosas vozes, Volúpias dos violões, vozes veladas, Vagam nos velhos vórtices velozes Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” 4. (São Marcos-SP) No texto de Cruz e Sousa temos exemplo de: a) paralelismo b) versos brancos c) eufemismo d) aliteração e) hipérbole 5. (São Marcos-SP) Na frase “Ao pobre não lhe devo nada”, encontramos um caso de: a) anacoluto b) pleonasmo c) elipse d) zeugma e) solecismo 6. (PUCSP) Nos trechos: “...em um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major.” “...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja” encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem: a) prosopopéia e hipérbole b) hipérbole e metonímia c) perífrase e hipérbole d) metonímia e eufemismo e) metonímia e prosopopéia Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.” SP) No texto de Cruz e Sousa temos b) versos brancos SP) Na frase “Ao pobre não lhe devo encontramos um caso de: “...em um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major.” se as palavras que o violão pede encontramos, respectivamente, as seguintes figuras a) prosopopéia e hipérbole b) hipérbole e metonímia c) perífrase e hipérbole d) metonímia e eufemismo e) metonímia e prosopopéia PROF. PÓLUX MARTINS 7. (FMU-SP) Nos dois primeiros versos: O vento voa a noite toda se atordoa, aparece a mesma figura: a) metéfora b) metonímia c) hipérbole d) personificação e) antítese 8. (FMU-SP) Observe a letra destacada nos dois primeiros versos: O vento voa a noite toda se atordoa, Na consoante que se repete, você vê: a) aliteração b) assonância c) eco d) rima e) onomatopeia 9. (UM-SP) Aponte a alternativa em que não haja uma comparação. a) “Rio como um regato que soa fresco numa pedra.” b) “E mais estranho do que todas as estranhezas que as cousas sejam realmente o que parecem ser.” c) “Qual um filósofo, o poeta vive a procurar o mistério oculto das cousas.” d) “Os pensamentos das árvores a respeito do mistério das cousas são tão estranhos quanto os dos rios.’’ e) “Os meus sentidos estavam tão aguçados, que aprenderam sozinhos o mistério das cousas.” PROF. PÓLUX MARTINS – FIGURAS DE LINGUAGEM SP) Observe a letra destacada nos dois em que não haja uma a) “Rio como um regato que soa fresco numa pedra.” b) “E mais estranho do que todas as estranhezas que cousas sejam realmente o que parecem ser.” c) “Qual um filósofo, o poeta vive a procurar o d) “Os pensamentos das árvores a respeito do cousas são tão estranhos quanto os dos e) “Os meus sentidos estavam tão aguçados, que aprenderam sozinhos o mistério das cousas.” GABARITO: 1 – onomatopéia 2 – E 3 – C 4 – D 5 – A 6 – E 7 – D 8 – A 9 – E