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Membranas
O arranjo dinâmico e as interações entre os lipídeos e
proteínas de membrana são descritos pelo modelo do
mosaico fluido.
O esqueleto da membrana determina a forma celular,
mas é flexível.
Regulam a passagem (transporte) de compostos e
íons de um compartimento celular para outro, ou
entre a célula e o exterior. Ou seja, são barreiras
seletivamente permeáveis.
Contém um certo número de enzimas ligadas a ela.
Devido a isto, parte da catálise enzimática pode
ocorrer nas membranas.
Contém proteínas receptoras associadas à superfície
exterior das membranas que, ao se ligarem a
determinados compostos biológicos desencadeiam
as respostas bioquímicas das células.
Lipídeos não são distribuídos uniformemente ao
longo da membrana e podem formar bolsas lipídicas.
A rota de secreção descreve a passagem de proteínas
de membrana e de secreção através da membrana.
Diferentes tipos de vesículas revestidas transportam
proteínas entre compartimentos celulares.
As SNARE aproximam membranas e auxiliam a
mediação da fusão de vesículas.
A primeira célula provavelmente passou a existir
quando uma membrana se formou.
Definem os limites externos das células e controlam o
tráfego molecular por esses limites. Em células
eucarióticas, elas dividem o espaço interno em
compartimentos para separar processos e
componentes.
Fundamentais para a conservação de energia
biológica e para a comunicação célula-célula.
São flexíveis, autosselantes e seletivamente
permeáveis a solutos polares.
A flexibilidade das membranas permite que a forma
mude ao acompanhar o crescimento e o movimento
da célula.
Com a sua capacidade de se romper e resselar, duas
membranas podem se fundir, como na exocitose, ou
um compartimento envolvido por uma única
membrana pode sofrer fissão e produzir dois
compartimentos selados, como na endocitose ou na
divisão celular, sem gerar grandes vazamentos.
Retêm certos compostos e íons dentro das células e
dentro de compartimentos celulares específicos,
enquanto excluem outros.
Não são barreiras meramente passivas.
Incluem um arranjo de proteínas especializadas na
promoção ou catálise de vários processos celulares.
Na superfície celular, transportadores movem solutos
orgânicos e íons inorgânicos específicos através da
membrana.
Os receptores captam sinais extracelulares e
disparam mudanças moleculares na célula.
As moléculas de adesão mantêm células vizinhas
juntas.
Dentro da célula, as membranas organizam processos
celulares como: síntese de lipídeos e de certas
proteínas, transdução de energia na mitocôndria e
nos cloroplastos.
Por consistirem em apenas duas camadas de
moléculas, são muito finas – essencialmente
bidimensionais. Colisões intermoleculares são bem
prováveis nesse espaço bidimensional.
Cada tipo de membrana tem proteínas e lipídeos
característicos. A proporção relativa de proteína e
lipídeo varia de acordo com o tipo de membrana,
evidenciando a diversidade das funções biológicas.
Neurônios possuem bainha de mielina – uma
extensão da membrana plasmática que se enrola ao
redor das células várias vezes e age como isolante
elétrico passivo. A bainha consiste principalmente de
lipídeos, enquanto a membrana plasmática de
bactérias, mitocôndrias e cloroplastos contêm mais
proteínas.
Para estudar a composição das membranas, primeiro
se isola uma membrana. Quando células eucarióticas
são sujeitas à ruptura mecânica, a membrana se
rompe e se fragmenta, liberando componentes
citoplasmáticos e organelas ligadas à membrana
como mitocôndrias, cloroplastos, lisossomos e
núcleos.
Membranas plasmáticas, são enriquecidas com
colesterol e não contêm cardiolipinas detectáveis.
Membranas mitocondriais contêm pouquíssimo
colesterol e esfingolipídios, mas contêm
fosfatidilglicerol e cardiolipina, que são sintetizados
dentro da mitocôndria.
Algumas proteínas de membrana são
covalentemente ligadas aos oligossacarídeos. Como
por exemplo, na glicoforina – glicoproteína da
membrana do eritrócito,60% de sua massa é de
oligossacarídeos complexos covalentemente ligados
a resíduos de aminoácidos específicos.
As porções de açúcar das glicoproteínas influenciam
diretamente o enovelamento das proteínas, assim
como suas estabilidades e destinos intracelulares,
desempenhando um papel significativo na interação
específica de ligantes com os receptores
glicoproteicos de superfície.
Algumas proteínas de membranas são
covalentemente ligadas a um ou mais lipídeos e
servem como âncoras hidrofóbicas para fixar as
proteínas à membrana.
São impermeáveis para a maioria dos solutos polares
ou carregados, mas não permeáveis a compostos
apolares.
Quando proteínas são incluídas em ambos os lados,
apresentam aparência trilaminar quando vistas em
secção transversal.
A permeabilidade, a composição e o movimento de
moléculas proteicas e lipídicas individuais em
membranas, levou ao desenvolvimento do modelo do
mosaico fluido.
Os fosfolipídeos formam uma bicamada na qual as
regiões apolares das moléculas lipídicas em cada
camada são orientadas para o centro da bicamada e
os seus grupos polares são orientados para fora,
interagindo com a fase aquosa de cada lado. As
proteínas estão embebidas nessa lâmina de
bicamada, mantidas por interações hidrofóbicas entre
os lipídeos de membrana e os domínios hidrofóbicos
nas proteínas. Algumas proteínas projetam-se apenas
de um lado da membrana, enquanto outras expõem
seus domínios em ambos os lados. A orientação das
proteínas na bicamada é assimétrica, conferindo à
membrana uma “lateralização”: os domínios
proteicos expostos em um lado da membrana são
diferentes daqueles expostos do outro lado,
refletindo a assimetria funcional. As unidades lipídicas
e proteicas individuas na membrana formam um
mosaico fluido com um padrão livre e constante para
mudar. O mosaico é fluido pois a maioria das
interações entre os seus componentes são não
colantes, deixando moléculas livres para se
movimentarem lateralmente no plano da membrana.
Visto que as proteínas ficam embebidas nela,
participando no movimento lateral que a caracteriza.
Os oligossacarídeos projetam-se para o exterior da
célula.
A bicamada é o elemento estrutural básico das
membranas.
Os glicerofosfolipídeos, os esfingolipídios e os esteróis
são praticamente insolúveis em água. Quando
misturados com a água, eles formam agregados,
agrupando-se com suas porções hidrofóbicas em
contato entre si e com seus grupos hidrofílicos
interagindo com a água circundante. Esses
agrupamentos reduzem a superfície hidrofóbica
exposta à água e assim minimizam o número de
moléculas da camada de água ordenada na interface
lipídeo-água, resultando em um aumento de entropia.
Existem 3 tipos de agregados:
Micelas: estruturas esféricas que contêm desde
poucas dúzias até milhares de moléculas hidrofóbicas
agregadas na parte interna, enquanto a água é
excluída, e com seus grupos polares hidrofílicos na
superfície em contato com a água. A formação de
micelas é favorecida quando a área de secção
transversal do grupo polar é maior do que das cadeias
laterais acil (ácidos graxos, lisofosfolipídeos,
detergentes).
Bicamada: duas camadas monolipídicas formam uma
lâmina bidimensional, a formação da bicamada é
favorecida quando as áreas de secção transversal dos
grupos polares e as cadeias acil são similares, como
nos glicerofosfolipídeos e dos esfingolipídios. As
porções hidrofóbicas em cada monocamada
excluídas da água, interagem entre si. Os grupos
polares hidrofóbicos interagem com a água em cada
superfície da bicamada. As bordas das regiões
hidrofóbicas estão em contato com a água, isso faz
com que a lâmina da bicamada seja relativamente
instável e pode dobrar-se espontaneamente sobre si
mesma para formar uma esfera oca – a vesícula.
Vesículas: a superfície das vesículas cria
compartimentos aquosos separados. É provável que
o primeiro percursor das primeirascélulas vivas tenha
apresentado semelhanças com as vesículas lipídicas.
Oca, resultante do fechamento de uma bicamada
lipídica, dotada de uma cavidade central preenchida
por solvente.
A parte lipídica das membranas se apresenta em
camada dupla, com a região polar dos lipídeos em
contato com a solução aquosa no interior e exterior
da célula, e as cadeias não polares (hidrocarbonadas)
formando o interior da membrana.
Há várias classes de lipídeos de membrana. Os Mais
abundantes são os fosfolipídios.
Os principais fosfolipídios encontrados na membrana
são os fosfoglicerídeos, que contêm duas moléculas
de ácido graxo esterificado ao primeiro e o segundo
grupo de hidroxila do glicerol. O terceiro grupo de
hidroxila do glicerol forma uma ligação éster com o
ácido fosfórico.
A bicamada de fosfolipídios tem cerca de 6 a 9nm de
espessura, dependendo da natureza dos ácidos
graxos. Elas são fluidas, não rígidas e flexíveis. A maior
ou menor fluidez no interior da dupla camada
depende da natureza desses ácidos graxos.
A maioria das moléculas biológicas é solúvel em água,
por serem polares ou ionizadas no pH fisiológico. Tais
moléculas não podem atravessar as membranas
celulares por simples difusão, devido ao caráter
hidrofóbico da bicamada lipídica.
Apenas a água e outros poucos compostos
atravessam livremente as membranas. Todos os
outros metabólitos (ou moléculas nutrientes)
dependem de sistemas de transporte que contornam
a sua impermeabilidade.
As proteínas das membranas podem ser periféricas ou
integradas.
As proteínas de membrana, desempenham diversas
atividades, sendo mesmo as principais responsáveis
por algumas das funções das membranas.
As proteínas de transporte participam na entrada e na
saída de compostos e íons, enquanto as proteínas
receptoras intervêm na recepção de sinalizadores
extracelulares, como os hormônios e na
retransmissão para o interior da célula.
Há 3 tipos de proteínas de membrana que se diferem
quanto às suas associações com a membrana. Sendo
elas: periféricas, integrais e anfitrópicas.
As periféricas associam-se à membrana por interações
eletrostáticas e ligações de hidrogênio com domínios
hidrofílicos de proteínas integrais e com grupos
polares dos lipídeos de membrana. Podem ser
liberadas por tratamentos relativamente brandos que
interferem com as interações eletrostáticas
relativamente brandos que interferem com as
interações eletrostáticas ou quebram as ligações de
hidrogênio, um agente comumente usado é o
carbonato com o pH alto.
As antifitrópicas são encontradas tanto no citosol
quando em associações com membranas. Suas
afinidades pelas membranas resultam, em alguns
casos, das interações não covalentes das proteínas
com uma proteína ou lipídeos de membrana e, em
outros casos, da presença de um ou mais lipídeos
covalentemente ligados à proteína anfitrópica.
Geralmente, a associação reversível das proteínas
anfitrópicas com a membrana é regulada; por
exemplo, a fosforilação ou a ligação de um ligante
pode forçar a uma mudança conformacional na
proteína, expondo o sítio de ligação da membrana
inacessível anteriormente.
As integrais, são firmemente associadas à bicamada
lipídica, sendo removíveis apenas por um agente que
interfere com reações hidrofóbicas, como
detergentes, solventes orgânicos ou agentes
desnaturantes.
Além dessas funções, certo número de enzimas se
encontra ligado às membranas, é o caso de muitas
enzimas responsáveis pelas reações aeróbicas de
oxidação – algumas das quais se encontram na
superfície interna e outras na superfície externa da
membrana.
As membranas dos eucariontes contêm também,
esteróis (o colesterol e compostos análogos nos
organismos animais) e os fitosteróis (nas plantas).
O transporte através das membranas:
O transporte de moléculas pequenas é efetuado por
permeases, também chamadas de translocases,
proteínas integradas capazes de se ligar
reversivelmente a um composto específico de um
lado da membrana e transportá-lo para o outro.
Muitas permeases são co-transportadoras, ou seja, o
transporte de uma molécula depende da
transferência simultânea de outra molécula, no
mesmo sentido (simporte) ou no sentido oposto
(antiporte).
Outras traslocases transportam apenas um composto
e são uni-transportadoras.
A transferência de substâncias entre o exterior e a
célula e, dentro da célula, entre o citosol e as
organelas (núcleo, mitocôndrias, cloroplastos...) é
indispensável ao funcionamento metabólico.
Transporte passivo – o composto ou íon atravessa a
membrana, a partir do compartimento de maior
concentração para o de menor concentração, é a
movimentação que se designa “a favor do gradiente
de concentração”. Este transporte não requer
energia, podendo ocorrer:
Por difusão simples ou através de canais, as pequenas
moléculas (H2O, O2 e CO2) atravessam diretamente a
membrana (por difusão simples), mas os íons e as
moléculas maiores, sobretudo as mais polares,
necessitam de “portas” de passagem, essas
aberturas são construídas por proteínas que se
designam canais. Cada tipo de “canal” é específico de
determinados íons ou moléculas.
Na difusão facilitada, a molécula que deve atravessar
a membrana liga-se a uma proteína transportadora,
proteína-canal, a qual sofre uma alteração de
conformação que obriga a membrana a abrir um poro
(semelhante à passagem aberta no transporte por
difusão simples).
Diferenças:
Na difusão facilitada é a ligação da molécula a ser
transportada na proteína-transportadora integrada
na membrana, que induz a abertura do poro.
Na difusão simples o “canal” já está aberto.
Transporte ativo – este transporte consiste na
deslocação de substâncias contra um gradiente de
concentração, isto é, de um compartimento onde se
encontra em concentração mais baixa para outro
onde a mesma espécie química existe em contração
mais elevada.
O transporte ativo de íons pode ocorrer à custa de
energia fornecida pela hidrólise do ATP ou à custa do
transporte de outra espécie química a favor de um
gradiente.
Transporte da glicose: a glicose é uma molécula polar
que consegue atravessar a bicamada lipídica por
difusão facilitada. O GLUT4 (transportador) faz o
transporte da glicose dentro da célula, se liga na
glicose do lado de fora, se altera para que a glicose
entre na célula, assim, a proteína muda a estrutura e
consegue fazer a glicose entrar na célula. A glicose
pode entrar ou sair da célula.
A glicose pode ser utilizada para energia, fazer
glicogênio, lipídeo ou aminoácidos.
Os transportadores não estão sempre dentro das
células, eles ficam dentro das vesículas, vão para a
membrana quando a insulina (hormônio proteico) é
liberada no sangue e após ligada em um receptor, ao
se ligar nesse receptor que manda uma mensagem,
para que os GLUT4 vão para membrana, permitindo
que a glicose entre. Por isso os diabéticos não
conseguem fazer com que a glicose entre nos
músculos, assim, ela fica apenas no sangue, gerando
a hiperglicemia. Cada tecido tem um tipo de GLUT
diferente.
A glicose entra através de um co-transportador de
sódio-glicose (SGLT). Não usa energia, assim, essa
célula na membrana basal tem uma bomba de sódio-
potássio, ela joga o sódio na corrente sanguínea e
entra potássio, assim, a concentração de sódio no
interior da célula é baixo, por causa disso, o Na+ que
veio da alimentação entra a favor do gradiente de
concentração e por ser um co-transportador
transporta a glicose na “carona” junto. Esse
transportador não gasta energia diretamente, mas é
acoplado no sistema que usa ATP que mantem o
sódio baixo. Quando entra grandes quantidades de
soluto, a água entra junto, isso é um método também
de hidratação (soro caseiro), essas bebidas têm
glicose e sódio, fazendo com que a água entra de uma
forma bem mais rápida (osmose), hidratando bem
mais.
As células tipicamente se comunicam utilizando sinais
químicos. Estessinais químicos, que são proteínas ou
outras moléculas produzidas por uma célula
emissora, são geralmente secretados na célula e
liberados no espaço extracelular. Lá eles podem
flutuar - como mensagens em uma garrafa - até
células vizinhas.
Nem todas as células podem "perceber" uma
mensagem química em particular. Para poderem
detectar um sinal (isto é, serem uma célula alvo), uma
célula vizinha deve ter o receptor correto para aquele
sinal. Quando uma molécula sinalizadora se liga a seu
receptor, altera a forma ou atividade do receptor,
acionando uma mudança dentro da célula. Moléculas
sinalizadoras são geralmente chamadas de ligantes,
um termo geral para moléculas que se ligam
especificamente a outras moléculas (como os
receptores).
A mensagem carregada por um ligante é geralmente
retransmitida por uma cadeia de mensageiros
químicos dentro da célula. Em última análise, isso leva
a uma mudança na célula, como a alteração da
atividade de um gene ou até mesmo a indução de
todo um processo inteiro, como a divisão celular.
Assim, o sinal intercelular (entre células) original é
convertido em sinal intracelular (dentro das células)
que aciona uma resposta.
A sinalização da célula - célula envolve a transmissão
de um sinal de uma célula emissora para uma célula
receptora. No entanto, nem todas as células
emissoras e receptoras são vizinhas próximas, e nem
todos os pares de células trocam sinais da mesma
forma.
Há quatro categorias básicas de sinalização química
encontradas em organismos multicelulares:
sinalização parácrina; sinalização autócrina,
sinalização endócrina e sinalização por contato direto.
A principal diferença entre as diferentes categorias de
sinalização é a distância que o sinal percorre no
organismo para alcançar a célula alvo.
Parácrina: muitas vezes, as células que estão perto
uma da outra se comunicam por meio da liberação de
mensageiros químicos (ligantes que podem difundir-
se através do espaço entre as células). Esse tipo de
sinalização, na qual as células se comunicam em
distâncias relativamente curtas.
Permite que células coordenem localmente
atividades com suas células vizinhas. Embora elas
sejam usadas em muitos tecidos e contextos
diferentes, sinais parácrinos são especialmente
importantes durante o desenvolvimento, quando
permitem que um grupo de células comunique a um
grupo de células vizinhas, qual identidade devem
assumir. Exemplo: desenvolvimento da medula
óssea.
Sináptica: quando células nervosas transmitem sinais.
Este processo é chamado de sinapse, que é a junção
entre duas células nervosas, onde ocorre a
transmissão de sinal.
Quando o neurônio emissor dispara, um impulso
elétrico move-se rapidamente pela célula, viajando
por uma fibra de longa extensão chamada axônio.
Quando o impulso alcança a sinapse, ele provoca a
liberação de ligantes chamados neurotransmissores,
os quais rapidamente cruzam o pequeno espaço
entre as células nervosas. Quando os
neurotransmissores chegam na célula receptora, eles
ligam-se a receptores e causam uma alteração
química dentro da célula (muitas vezes, abrindo
canais iônicos e mudando o potencial elétrico através
da membrana).
Os neurotransmissores que são liberados na sinapse
química são rapidamente degradados ou retomados
pela célula emissora. Isto "reinicia" o sistema, assim,
sinapse fica preparada para responder rapidamente
ao próximo sinal.
Autócrina: um sinal celular por sí só, liberando um
ligante que se liga a receptores em sua própria
superfície (ou, dependendo do tipo de sinal, em
receptores dentro da célula). Isto pode parecer uma
coisa estranha para a célula fazer, mas a sinalização
autócrina tem papel importante em muitos
processos.
É importante durante o desenvolvimento, ajudando
as células a assumir e reforçar suas identidades
corretas. Do ponto de vista médico, a sinalização
autócrina é importante no câncer e acredita-se que
tenha papel chave na metástase (a difusão do câncer
do seu local de origem para outras partes do corpo.
Em muitos casos, um sinal pode ter tanto efeitos
autócrinos quanto parácrinos, ligando-se à célula que
envia o sinal bem como a outras células semelhantes
na região.
Endócrina: quando as células precisam transmitir
sinais por longas distâncias, elas muitas vezes usam o
sistema circulatório como uma rede de distribuição
para as mensagens que elas enviam. Na sinalização
endócrina de longa distância, os sinais são produzidos
por células especializadas e liberados na corrente
sanguínea, que transporta estes sinais para as células
alvo em partes distantes do corpo. Sinais que são
produzidos em uma parte do corpo e viajam através
da circulação para atingir alvos distantes, são
conhecidos como hormônios.
Em humanos, glândulas endócrinas que liberam
hormônios incluem a tireoide, o hipotálamo, e a
pituitária, assim como as gônadas (testículos e
ovários) e o pâncreas. Cada glândula endócrina libera
um ou mais tipos de hormônios, muitos dos quais são
reguladores principais do desenvolvimento e da
fisiologia.
Por exemplo, a hipófise libera hormônio do
crescimento (GH), que promove crescimento,
particularmente do esqueleto e da cartilagem. Como
a maioria dos hormônios, o GH afeta muitos tipos
diferentes de células por todo o corpo. No entanto, as
células cartilaginosas são um exemplo de como o GH
funciona: ele se liga aos receptores na superfície
dessas células estimulando-as a se dividirem.
Sinalização por meio do contato entre células:
Junções comunicantes em animais e plasmodesmas
em plantas são pequenos canais que conectam
diretamente células vizinhas. Estes canais cheios de
água permitem que pequenas moléculas
sinalizadoras, chamadas mediadores intracelulares,
se difundam entre as duas células. Pequenas
moléculas e íons são capazes de se mover entre as
células, mas grandes moléculas como proteínas e
DNA não cabem nestes canais e para atravessá-los
precisam de assistência especial. A transferência de
moléculas sinalizadoras transmite o estado atual de
uma célula à sua célula vizinha. Isso permite que um
grupo de células coordene a sua resposta a um sinal
que somente uma delas possa ter recebido. Em
plantas, há plasmodesma entre quase todas as
células, tornando a planta inteira em uma rede
gigante.
Em outra forma de sinalização direta, duas células
podem se ligar uma à outra porque carregam
proteínas complementares em suas superfícies.
Quando as proteínas se ligam umas às outras, esta
interação muda a forma de uma ou de ambas as
proteínas, transmitindo o sinal. Este tipo de
sinalização é especialmente importante no sistema
imune, onde células do sistema imune usam
marcadores de superfície celular para reconhecerem
células "próprias" (as células do próprio corpo) e
células infectadas por patógenos.
Ligante que iniciam a via de sinalização:
Quando um ligante se acopla à um receptor na
superfície celular, o domínio intracelular do receptor
(na parte de dentro da célula) modifica-se de alguma
forma. Geralmente, assume uma nova forma que o
tornará ativo como enzima ou deixará que outras
moléculas se associem. A mudança no receptor
desencadeia uma série de eventos de sinalização.
Por exemplo, o receptor ativa outra molécula de
sinalização dentro da célula que ativará seu próprio
alvo. Essa reação em cadeia pode, eventualmente,
levar a mudanças no comportamento ou
características da célula.
Por causa do fluxo direcional da informação, o
termo a montante é frequentemente usado para
descrever moléculas e eventos que vêm no início da
cadeia de transmissão, enquanto a jusante deve ser
usada para descrever aqueles que vêm depois
(relativo a uma molécula particular de interesse). Por
exemplo, no diagrama, o receptor é a jusante do
ligante, porém a montante das proteínas no
hialoplasma. Muitas vias de transdução de sinal
intracelular amplificam o sinal inicial, para que uma
molécula de ligante possaguiar para a ativação de
muitas moléculas de um alvo à jusante.
As moléculas que transmitem um sinal muitas vezes
são proteínas. No entanto, moléculas não proteicas,
como íons e fosfolipídios, podem também
desempenhar papéis importantes.
Fosforilação: um dos artifícios mais comuns para
alterar a atividade das proteínas é a adição de um
grupo fosfato a um ou mais locais na proteína, um
processo chamado fosforilação.
Os grupos de fosfato não podem ser anexados a
qualquer parte de uma proteína. Em vez disso, eles
normalmente são ligados a um dos três aminoácidos
que apresentam grupos hidroxila (-OH) em suas
cadeias laterais: serina, treonina e tirosina. A
transferência do grupo fosfato é catalisada por uma
enzima chamada quinase, e as células contêm muitas
quinases diferentes que fosforizam alvos diferentes.
A fosforilação muitas vezes age como um interruptor,
mas seus efeitos variam entre as proteínas. Às vezes,
a fosforilação deixará uma proteína mais ativa (por
exemplo, aumentando a catálise ou deixando-a
vincular a um parceiro). Em outros casos, a
fosforilação pode inativar a proteína ou fazê-la
romper-se.
Em geral, a fosforilação não é permanente. Para fazer
as proteínas voltarem ao seu estado não fosforilado,
as células têm enzimas chamadas fosfatases, que
removem um grupo fosfato de seus alvos.
A fosforilação (assinalada como F) é importante em
muitos estágios desta via.
Quando os ligantes do fator de crescimento se ligam
a seus receptores, estes se alinham e atuam como
quinases, ligando grupos fosfato às caudas
intracelulares uns dos outros.
Os receptores ativos disparam uma série de eventos
(pulados aqui porque eles não envolvem
fosforilação). Esses eventos ativam a quinase Raf.
Raf ativa fosforila e ativa MEK, que fosforila e ativa as
ERKs.
As ERKs fosforizam e ativam uma variedade de
moléculas-alvo. Essas incluem os fatores de
transcrição, como c-Myc, assim como os alvos
citoplasmáticos. Os alvos ativados promovem divisão
e crescimento celular. Juntos, Raf, MEK e as ERKs
compõem uma via de sinalização da quinase em três
níveis chamada cascata de proteína quinase ativada
por mitógeno (MAPK). (Um mitógeno é um sinal que
faz com que as células se submetam à mitose ou se
dividam). Como os genes que codificam o receptor do
fator de crescimento, Raf e c-Myc , desempenham um
papel central na promoção da divisão celular, eles são
proto-oncogenes, significando que formas hiperativas
dessas proteínas são associadas ao câncer.
As vias de sinalização MAP quinase são comuns na
biologia: Elas podem ser encontradas em uma ampla
gama de organismos desde humanos até leveduras e
plantas. A similaridade das cascatas MAPK nos
diversos organismos sugerem que essa via surgiu
cedo na história evolutiva da vida e já estava presente
no ancestral comum dos animais, plantas e fungos
modernos
Segundos mensageiros:
Íons de cálcio: são um tipo de segundo mensageiro
amplamente utilizado. Na maioria das células, a
concentração dos íons de cálcio no hialoplasma é
muito baixa, visto que as bombas de íons na
membrana plasmática trabalham continuamente
para removê-los. Com a finalidade de sinalização,
pode ser armazenado em compartimentos, como o
retículo endoplasmático. Nas vias que utilizam os íons
de cálcio como segundo mensageiro, eventos de
sinalização a montante liberam um íon ligante que se
vincula e abre os canais de receptores inotrópicos.
Estes canais se abrem e permitem que os altos níveis
presentes fora da célula (ou em compartimentos de
armazenamento intracelular) fluam para o
citoplasma, elevando a concentração plasmática.
Algumas proteínas na célula possuem sítios de ligação
para íons, e os íons liberados se unem a essas
proteínas e mudam sua forma (e, portanto, sua
atividade). As proteínas presentes e a resposta
produzida são diferentes em diferentes tipos de
células. Por exemplo, a sinalização nas células-β do
pâncreas leva à liberação de insulina, enquanto a
sinalização em células musculares leva à contração
muscular.
Adenosina monofosfato cíclica: uma molécula
pequena produzida a partir de ATP. Em resposta aos
sinais, uma enzima chamada Adenil ciclase converte
ATP em cAMP, removendo dois fosfatos e ligando o
fosfato remanescente ao açúcar em forma de anel
(por isso, o nome "cíclica"). Depois de produzida, a
cAMP pode ativar uma enzima chamada proteína
quinase A (PKA), possibilitando que esta fosforize
seus alvos e passe o sinal adiante. A proteína quinase
A é encontrada em uma variedade de tipos de células
e, em cada tipo, suas proteínas-alvo variam. Desta
forma, o mesmo segundo mensageiro cAMP pode
produzir diversas respostas em diferentes contextos.
A sinalização de cAMP é desligada por enzimas
chamadas fosfodiesterases, que quebram a estrutura
em anel da cAMP e a transformam em adenosina
monofosfato normal, não cíclica (AMP).
Inositol fosfatos: Fosfolipídios denominados
de fosfatidilinositóis podem ser fosforilados e
quebrados ao meio, liberando dois fragmentos que
podem atuar como segundos mensageiros.
Um lipídio desse grupo que é particularmente
importante na sinalização é denominado. Em
resposta a um sinal, uma enzima denominada de
fosfolipase C em dois fragmentos: DAG e IP3. Esses
fragmentos sintetizados podem atuar como
segundos mensageiros.
DAG permanece na membrana plasmática e pode
ativar uma proteína-alvo denominada de proteína
quinase C (PKC), permitindo que ela fosforize seus
próprios alvos. IP3 se difunde pelo citoplasma e pode
se acoplar à canais de cálcio ligante-dependentes no
retículo endoplasmático, liberando Ca2+ que continua
a cascata de sinalização.
Ligantes e Receptores: receptores e ligantes
possuem várias formas, mas todas têm uma coisa em
comum: existem em pares estreitamente alinhados,
com um receptor reconhecendo apenas um (ou
poucos) ligantes específicos, e um ligante se ligando a
apenas um (ou poucos) receptores alvos. A ligação de
um ligante a um receptor muda sua forma ou
atividade, permitindo-lhe transmitir um sinal ou
produzir diretamente uma mudança dentro da célula.
Receptores são de vários tipos, mas eles podem ser
divididos em duas categorias: receptores
intracelulares, os quais são encontrados dentro da
célula (no citoplasma ou no núcleo), e receptores de
superfície celular, os quais são encontrados na
membrana plasmática.
Receptores intracelulares: são proteínas receptoras
encontradas dentro da célula, normalmente no
citoplasma ou no núcleo. Na maioria dos casos, os
ligantes de receptores intracelulares são pequenos,
moléculas hidrofóbicas (repelidas por água), pois elas
precisam atravessar a membrana plasmática para
alcançar seus receptores. Por exemplo, os receptores
principais dos hormônios esteroides, tais como os
hormônios sexuais estradiol (um estrógeno) e
testosterona, são intracelulares.
Quando um hormônio entre em uma célula e se liga
ao seu receptor, isto faz com que o receptor mude de
forma, permitindo que o complexo hormônio-
receptor entre no núcleo (se já não estava lá) e regule
a atividade gênica. A ligação do hormônio expõe
regiões do receptor que têm atividade de ligação ao
DNA, o que significa que eles podem se ligar à
sequências específicas do DNA. Estas sequências são
encontradas próximas a certos genes no DNA da
célula, e quando o receptor se liga próximo a estes
genes, ele altera seu nível de transcrição.
Muitas vias de sinalização, envolvendo tanto
receptores intracelulares como de membrana,
causam alterações na transcrição gênica. No entanto,
receptores intracelulares são únicos porque causam
tais alterações muito diretamente, ligando-se ao DNA
e alterando a transcrição eles mesmos.
Receptores de membrana plasmática: são proteínas
ancoradas à membrana que se ligam a ligantes na
superfície externa da célula. Neste tipo de sinalização,
o ligante não precisa atravessar a membrana
plasmática. Portanto, muitos tipos diferentes de
moléculas(incluindo aquelas grandes, hidrofílicas ou
"que são atraídas por água") podem agir como
ligantes. Um receptor de membrana plasmática típico
tem três diferentes domínios, ou regiões de proteína:
um domínio extracelular ("fora da célula") de ligação
ao ligante, um domínio hidrofóbico que se estende
através da membrana e um domínio intracelular
("dentro da célula"), o qual geralmente transmite um
sinal. O tamanho e a estrutura destas regiões podem
variar muito dependendo do tipo de receptor, e a
região hidrofóbica pode consistir em vários resíduos
de aminoácidos que cruzam a membrana. Há muitos
tipos de receptores de membrana, mas aqui nós
veremos três tipos comuns: canais iônicos
dependentes de ligantes, receptores acoplados à
proteína G, e receptores tirosina quinases.
Canais iônicos dependentes de ligantes: são canais
iônicos que podem abrir em resposta à ligação de um
ligante. Para formar um canal, este tipo de receptor
de membrana celular tem uma região intramembranal
com um canal hidrofílico (atraído pela água) no meio
dele. O canal permite que íons atravessem a
membrana sem precisar tocar o núcleo hidrofóbico
da camada fosfolipídica.
Quando um ligante se liga à região extracelular do
canal, a estrutura da proteína se modifica de uma
forma tal que íons de um tipo específico, tais
como Ca2+ ou Cl- podem passar. Em alguns casos, o
inverso é verdade: o canal é normalmente aberto, e a
ligação com o ligante faz com que ele feche.
Alterações nos níveis de íons dentro da célula podem
mudar a atividade de outras moléculas, como enzimas
de ligação iônica e canais sensíveis à voltagem, para
produzir uma resposta. Neurônios ou células
nervosas, possuem canais dependentes de ligantes
que são ligados por neurotransmissores.
Receptores acoplados à proteína G (GPCRs): são uma
grande família de receptores de membrana
plasmática que compartilham uma estrutura e um
método de sinalização comuns. Todos os membros
da família GPCR têm sete diferentes segmentos de
proteínas que atravessam a membrana, e transmitem
sinais no interior da célula através de um tipo de
proteína chamada de proteína G (mais detalhes
abaixo).
GPCRs são heterogêneos e se ligam a diversos tipos
de ligantes. Uma classe particularmente interessante
de GPCRs é o dos receptores odoríferos (perfume).
Existem cerca de 800 deles nos seres humanos e cada
um se liga a uma "molécula de odor" própria - como
uma determinada substância química no perfume, ou
um certo composto liberado por peixe podre - e faz
com que um sinal seja enviado para o cérebro,
fazendo-nos sentir um cheiro!^33cubed
Quando seu ligante não está presente, um receptor
acoplado à proteína G permanece na membrana
plasmática em um estado inativo. Para ao menos
https://pt.khanacademy.org/science/biology/membranes-and-transport/the-plasma-membrane/a/structure-of-the-plasma-membrane
https://pt.khanacademy.org/science/biology/human-biology/neuron-nervous-system/v/anatomy-of-a-neuron
alguns tipos de GPCRs, o receptor inativo já está
ancorado ao seu alvo de sinalização, uma proteína G4
Proteínas G são de diferentes tipos, mas todos eles se
ligam ao nucleotídeo guanosina trifosfato (GTP), o
qual ele pode quebrar (hidrolisar) para formar o GDP.
Uma proteína G ligada ao GTP está ativa, ou "ativada",
enquanto uma proteína G que está ligada ao GDP está
inativa, ou "desativada". As proteínas G que se
associam com GPCRs são compostas por três
subunidades, conhecidas como proteínas G
heterotriméricas. Quando elas estão conectadas a um
receptor inativo, estão sob a forma "desativada"
(ligada ao GDP).
A ligação ao ligante, no entanto, muda a figura: o
GPCR é ativado e faz com que a proteína G mude de
GDP para GTP. A proteína G agora ativa separa-se em
duas partes (uma chamada subunidade α, a outro
composto por duas subunidades β e γ), que são
liberadas do GPCR. As subunidades podem interagir
com outras proteínas, acionando uma via de
sinalização que leva a uma resposta.
Eventualmente, a subunidade α hidrolisará GTP de
volta a GDP, nesse momento a proteína G se torna
inativa. A proteína G inativa remonta-se como uma
unidade de três peças associada com o GPCR. A
sinalização celular usando os receptores acoplados à
proteína G é um ciclo, que pode se repetir várias vezes
em resposta ao ligante.
Receptores acoplados à proteína G têm diversos
papéis no corpo humano, e o distúrbio na sinalização
de GPCR pode causar doenças.
Receptores ligados a enzimas: são receptores de
membrana plasmática com domínios intracelulares
que estão associados com uma enzima. Em alguns
casos, o domínio intracelular do receptor na
verdade é uma enzima que catalisa a reação. Outros
receptores ligados à enzima têm um domínio
intracelular que interage com uma enzima.
Receptores tirosina quinases (RTKs): são uma classe
de receptores ligados a enzima encontrados em
humanos e em muitas outras espécies.
Uma quinase é apenas um nome para uma enzima
que transfere grupos fosfato para uma proteína ou
outro alvo, e um receptor tirosina quinase transfere
grupos fosfato especificamente para o aminoácido
tirosina.
Como a sinalização por RTK funciona? Um exemplo
típico, moléculas sinalizadoras primeiro se ligam a
domínios extracelulares de dois receptores tirosina
quinase próximos. Os dois receptores vizinhos então
se juntam, ou dimerizam. Os receptores então
anexam fosfatos à tirosinas nos domínios
intracelulares um do outro. A tirosina fosforizada
pode transmitir o sinal para outras moléculas na
célula.
Em muitos casos, os receptores fosforizados servem
como uma plataforma de encaixe para outras
proteínas que contém tipos especiais de domínios de
ligação. Uma variedade de proteínas contém estes
domínios, e quando uma destas proteínas se liga, ela
pode iniciar uma cascata de sinalização a jusante que
leva a uma resposta celular.
Receptores tirosina quinases são cruciais para muitos
processos de sinalização em humanos. Por exemplo,
eles se ligam a fatores de crescimento, moléculas de
sinalização que promovem divisão celular e
sobrevivência. Fatores de crescimento incluem fator
de crescimento derivado de plaquetas (PDGF), que
participa da cicatrização de feridas, e fator de
crescimento de nervos (NGF), que deve ser fornecido
continuamente para certos tipos de neurônios para
mantê-los vivos. Por causa de sua função na
sinalização de fator de crescimento, os receptores
tirosina quinase são essenciais para o corpo, mas sua
atividade deve ser mentida em balanço: receptores
de fator de crescimento superativos estão associados
com alguns tipos de cânceres.
Tipos de ligantes: ligantes que são produzidos por
células sinalizadoras e interagem com receptores no
interior ou na superfície das células alvo, são de
grande variedade. Alguns são proteínas, outros são
moléculas hidrofóbicas como esteroides, e outros
ainda são gases como óxido nítrico.
Ligantes que podem entrar na célula: pequenos
ligantes hidrofóbicos podem passar através da
membrana plasmática e se ligar a receptores
intracelulares no núcleo ou no citoplasma. No corpo
humano, alguns dos mais importantes ligantes deste
tipo são os hormônios esteroides.
Hormônios esteroides familiares incluem o hormônio
sexual feminino estradiol, que é um tipo de
estrogênio, e o hormônio sexual masculina
testosterona. A vitamina D, uma molécula sintetizada
na pele usando energia da luz, é outro exemplo de
hormônio esteroide. Porque eles são hidrofóbicos,
estes hormônios não têm problema em atravessar a
membrana plasmática, mas eles devem se ligar a
proteínas carreadoras para viajar pela corrente
sanguínea (aquosa).
Óxido nítrico (NO) é um gás que age como um ligante.
Como os hormônios esteroides, pode se difundir
diretamente através da membrana plasmática graças
ao seu pequeno tamanho. Um dos seus papéis chave
é ativar uma via de sinalização no músculo liso em
torno dos vasos sanguíneos, aquela que faz o
músculo relaxar e permite que osvasos sanguíneos se
expandam (dilatação). De fato, a droga nitroglicerina
trata doenças do coração desencadeando a liberação
de NO, dilatando os vasos para restaurar o fluxo
sanguíneo para o coração.
NO tem se tornado melhor conhecido recentemente
porque a via que ele afeta é alvo de medicamentos
prescritos para disfunção erétil, como o Viagra.
Ligantes que ligam do lado externo da célula: ligantes
solúveis em água são polares ou carregados e não
podem atravessar a membrana plasmática
facilmente. Portanto, a maioria dos ligantes solúveis
em água se ligam aos domínios extracelulares dos
receptores de membrana plasmática, ficando na
superfície exterior da célula.
Ligantes de peptídeo (proteína) compõem a maior e
mais diversa classe de ligantes solúveis em água. Por
exemplo, fatores de crescimento, hormônios como a
insulina, e certos neurotransmissores são
classificados nesta categoria. Ligantes de peptídeo
podem variar de apenas alguns aminoácidos de
comprimento, como as encefalinas supressoras de
dor, a uma centena ou mais de aminoácidos de
comprimento. Alguns neurotransmissores são
proteínas. Muitos outros neurotransmissores,
contudo, são pequenas moléculas orgânicas,
hidrofílicas (que têm afinidade pela água). Alguns
neurotransmissores são formados por aminoácidos
padrão como o glutamato e a glicina, e outros são
aminoácidos modificados ou atípicos.
https://pt.khanacademy.org/science/biology/cellular-molecular-biology/stem-cells-and-cancer/a/cancer