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Direito Constitucional II

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Direito Constitucional II 
ESTADO: Conjunto de pessoas 
(povo), fixadas em um determinado 
espaço geográfico (território), com poder 
de autodeterminação para produzir e 
fazer valer o seu direito (soberania), de 
modo a concretizar os seus objetivos 
(finalidades). 
FORMA DO ESTADO: forma 
como o Poder está geograficamente 
distribuído dentro de um território. No 
Brasil adota-se o FEDERALISMO. 
Gilmar Mendes define Estado 
Federal: Estado Federal expressa um 
modo de ser do Estado em que se divisa 
uma organização descentralizada, tanto 
administrativa quanto politicamente, 
exigida sobre uma repartição de 
competências entre o governo central e 
os locais, consagrada na Constituição 
Federal, em que os Estados Federados 
participam das deliberações da União, 
sem dispor do direito de secessão. 
•EUA/1787 
Nos Estados Unidos após a 
independência das colônias da Inglaterra 
no Século XVIII, houve a formação de 
uma forma de estado que se chamava 
Confederação dos Estados Americanos. 
Em uma Confederação eu tenho a junção 
de diversos Estados dotados de 
Soberania, podendo se retirar a qualquer 
momento da Confederação. Logo, isso 
não era viável, pois havia instabilidade, 
por causa dos ataques contra a Inglaterra. 
Em 1787, os Estados cederam parte de 
sua soberania para um Ente central, 
ficando apenas com a autonomia, 
passando por um processo de agregação. 
EUA: Federalismo por agregação 
ou federalismo centrípelo. 
Primeiro temos uma confederação 
e depois uma federação. 
 
 
BRASIL - Decreto nº 1/1889. 
 1ª Constituição 1891 (Adotou o 
Federalismo e República como forma de 
Governo). 
O Brasil antes de 1891 era um 
Estado unitário (não existe divisão 
geográfica de poder, há apenas um Ente 
central), passando posteriormente a ser 
dividido em Entes Federativos (Estados 
e Municípios), passando por um 
processo de desagregação. 
BRASIL: Federalismo por 
desagregação ou centrífego. Primeiro 
havia um Estado unitário e depois uma 
federação. 
 
Características básicas do 
estado federal 
→ Soberania e autonomia; 
→ Existência de uma Constituição 
Federal; 
→ Distribuição do poder político / 
descentralização dentro do território; 
→ Distribuição de competência 
baseada no Princípio da predominância 
do interesse; 
→ Participação dos Estados-
membros na vontade federal; 
→Inexistência do direito de 
secessão (retirada) ou Princípio da 
indissolubilidade do vínculo federativo. 
 
Técnicas de repartição de 
competências na CF/88 
Quem distribui a competência para 
os Entes Federativos é a própria 
Constituição Federal. Essa distribuição 
de competências se baseia no 
PRINCÍPIO DA PREDOMINÂNCIA 
DO INTERESSE, em que se distribuirá 
de acordo com os interesses de cada 
Ente Federativo, ou seja, a competência 
da União será os de interesses 
predominantemente gerais; A 
competência dos Estados, os interesses 
predominantemente regionais; A 
competência dos Municípios, os 
interesses predominantemente locais; E 
a competência do Distrito Federal, será 
competência cumulativa, interesses 
predominantemente regionais e locais. 
 
Repartição horizontal: 
•Os Entes Federativos não 
interagem; 
•Repartição fechada, estanque de 
competências; 
•Federalismo clássico 
(1787/EUA); 
•Típica do Estado liberal de 
Direito; 
•Brasil adota desde 1891. 
Competências enumeradas da 
União 
• Art. 21, CF (exclusiva) 
• Art. 22, CF (Privativa) 
*Privativa: cabe delegação (art. 
22, parágrafo único, CF/88). 
Delegação de quem para quem? 
União para os Estados e Distrito Federal. 
Qual ato normativo concede a 
delegação? Lei complementar. 
 
Competência residual ou 
remanescente dos Estados 
• Art. 25, CF 
Excepcionalmente, a Constituição 
Federal atribui competência para os 
Estados. 
Art. 25, §2º, CF- Gás canalizado. 
Art. 25, §3º, CF- Instituição de 
regiões metropolitanas, aglomerações 
urbanas e microrregiões. 
Art. 18, §4º, CF- Criação de novos 
municípios.
 
Competência dos municípios 
enumeradas 
• Art. 30, I, CF – legislativa. 
 III a IX – Administrativa ou 
material. 
Competência enumeradas do 
Distrito Federal 
• Art. 32, §1º, CF. 
REPARTIÇÃO VERTICAL: 
• Interação entre os entes 
federativos para uma mesma 
competência; 
•Federalismo de cooperação 
Alemão (Constituição de Weimar/1919); 
•Típica do Estado social de 
Direito; 
•Brasil adota desde 1934. 
UNIÃO, ESTADOS, DF e 
MUNICÍPIOS 
Natureza administrativa/material. 
Competência comum. 
 Artigo 23, CF/88. 
UNIÃO, ESTADOS e 
DISTRITO FEDERAL 
Natureza legislativa. 
Competência concorrente. 
Artigo 24, CF/88. 
Fique de Olho 
 
 são descentralizações político-
administrativas da União (como se fossem 
Autarquias da União). CARECEM DE 
AUTONOMIA. 
São Entes Federativos? NÃO. 
Existe território no Brasil? A 
CF/88 prevê, porém, não temos mais 
territórios no Brasil. Tínhamos Acre, 
Roraima, Amapá, Rondônia, Acre, 
Ponta Porã, Fernando de Noronha e 
Iguaçu. 
Os territórios podem ser 
subdivididos em Municípios? Podem! 
(Art. 33, §1º, CF/88). 
Municípios que integram esses 
territórios vão ser Entes Federativos? 
Sim. Quem intervém (caso 
excepcional) é a União. 
 
Distrito Federal é Ente 
Federativo? Sim. 
Distrito Federal pode ser 
subdividido em Municípios? Não (Art. 
32, CF/88). 
Existe Prefeito? Não. 
Existe Vereador? Não. 
Quem institui o IPTU e o IPVA 
do Distrito Federal? O próprio Distrito 
Federal. 
PODER 
LEGISLATIVO 
Função típica de legislar + 
controlar e fiscalizar os atos dos 
demais poderes. 
Na tarefa legislativa o Poder deve 
elaborar as normas jurídicas, inovando 
no ordenamento, sempre em observância 
estrita das regras constitucionais 
atinentes ao processo legislativo. 
Na atribuição fiscalizatória, 
realizará o controle externo das 
atividades contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial 
da União e das entidades da 
administração direta e indireta, e também 
investigará, por meio de Comissões 
Parlamentares de Inquéritos (CPIs), fatos 
determinados de relevância pública. 
Função atípica de “administrar” 
e “julgar” 
ADMINISTRAR: Definir a 
organização interna, criando cargos e 
definindo planos de carreira de seus 
servidores. 
JULGAR: Será exercida quando, 
por exemplo, o Senado Federal julgar o 
Presidente da República pela prática de 
crimes de responsabilidade (art. 85, 
CF/88 c/c art. 52, I e parágrafo único, 
CF/88). 
 
composição e atribuições das casas 
legislativas 
CÂMARA DOS DEPUTADOS 
COMPOSIÇÃO 
• A Casa representa o povo; 
• Os 513 Deputados Federais são 
eleitos pelo sistema 
proporcional; 
• A representação para os Estados 
e DF é proporcional ao número 
de habitantes (variando de 8 a 
70); 
• Se uma Lei Complementar criar 
um novo Território Federal (art. 
18, § 32, CF/88), 
independentemente do seu 
número de habitantes ele terá 04 
representantes na Câmara dos 
Deputados (art. 45, § 2º, CF/88); 
• Deputados Federais devem ser 
brasileiros, natos ou 
naturalizados; 
• O Presidente da CD deve ser 
brasileiro nato, necessariamente 
(art. 12, § 3º, II, CF/88); 
• O mandato dos Deputados é de 
04 anos (1 legislatura), não há 
restrição quanto à reeleição; 
• A renovação na CD, a cada 
eleição, é total (o que significa 
que podemos alterar os 513 
Deputados da legislatura 
anterior); 
• A idade mínima para compor esta 
Casa Legislativa é de 21 anos 
(art. 14, § 3º, VI, “c”, CF/88). 
 
 
SENADO FEDERAL 
COMPOSIÇÃO 
• A Casa representa os Estados-
membros e o Distrito Federal; 
• Os 81 Senadores da República 
são eleitos pelo sistema 
majoritário simples; 
• A representação para os Estados 
e DF é paritária (são 3 para cada 
entidade); 
• Se uma Lei Complementar criar 
um novo Território Federal (art. 
18, § 32, CF/88), ele não terá 
representantes no SF, já que não 
será uma entidade federada;