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Capítulo 2- Os mitos

Texto sobre o surgimento da filosofia grega: apresenta mitos como explicações antigas (ex.: Thor, cosmologia nórdica e Midgard/Asgard/Utgard), a mitologia homérica (Homero, Hesíodo), a crítica de Xenófanes e a transição para filósofos da natureza que buscam explicações racionais sobre origem e transformação.

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A filosofia nasceu por volta de 600 a.C. na Grécia. Antes disso, as perguntas dos homens eram respondidas pelas religiões. Essas explicações religiosas eram transmitidas de geração para geração por meio dos MITOS. Um mito é uma narração sobre os deuses que procura explicar a vida e os fenômenos da natureza e do mundo nas suas diversas manifestações.
As explicações míticas floresceram durante milênios em todo o mundo. Os filósofos gregos procuraram provar que os homens não podiam confiar nelas e para compreendermos o pensamento dos primeiros filósofos, temos de compreender igualmente o que significa ter uma concepção mítica do mundo.
Certamente já ouviste falar de Thor e do seu martelo. Antes do cristianismo chegar à Noruega, os homens lá acreditavam que Thor viajava pelo céu num carro puxado por dois bodes. Quando ele brandia o seu martelo, seguiam-se raios e trovões. A palavra "trovão" significa originalmente "retumbar de Thor".
Em sueco, "trovão" diz-se "aska" - originalmente "asaka" – que significa a "viagem do deus pelo céu". Quando troveja e relampeja, também chove. Isso podia ser indispensável à vida para os camponeses da época dos Vikings. Por isso, Thor era venerado como deus da fertilidade.
A resposta mítica à pergunta por que chovia era: Thor brandiu o seu martelo. E quando a chuva vinha, as sementes germinavam e cresciam nos campos. Era incompreensível para os camponeses que as plantas crescessem e produzissem frutos. Em todo o caso, os camponeses sabiam que isso estava de alguma forma relacionado com a chuva. Além disso, todos acreditavam que a chuva tinha algo a ver com Thor. Por isso, ele tornou-se um dos deuses mais importantes no Norte da Europa.
Os Vikings imaginavam o mundo habitado como uma ilha que está sempre ameaçada por perigos exteriores. Eles chamavam a esta parte do mundo “Midgard”, que significa "o reino que fica no centro". Em Midgard ficava também “Asgard”, a residência dos deuses.
Em frente a Midgard ficava “Utgard”, o reino do exterior, também chamado Jotthunhein. Ali, moravam os perigosos gigantes que procuravam sempre destruir o mundo por meio de truques maldosos. Na religião nórdica e na maior parte das outras culturas, os homens tinham a sensação de que existia um equilíbrio precário de poderes entre as forças do bem e as forças do mal.
Também os Gregos tinham uma concepção mítica do mundo, quando surgiram os primeiros filósofos. Durante séculos, uma geração transmitia à seguinte as histórias dos deuses. Na Grécia, as divindades chamavam-se “Zeus” e “Apolo, Hera” e “Atena, Dioniso” e “Asclépio, Hércules” e “Hefesto”, para citar apenas alguns.
Por volta do ano 700 a.C., “Homero” e “Hesíodo” escreveram grande parte dos mitos gregos. Esse fato criou uma situação completamente nova. Uma vez que os mitos estavam escritos, era possível falar acerca deles. Os primeiros filósofos gregos criticaram a mitologia homérica porque, para eles, os deuses eram demasiado semelhantes aos homens. Na verdade, eram tão egoístas e de tão de pouca confiança como nós.
Pela primeira vez na história da humanidade se afirmou que os mitos eram apenas fruto da imaginação do homem. Encontramos um exemplo desta crítica aos mitos no filósofo “Xenófanes”, que nasceu em aproximadamente 570 a.C. Segundo ele, os homens tinham criado os deuses à sua própria imagem.
Nesta época, os Gregos fundaram muitas cidades-estado na Grécia e nas suas colônias da Itália meridional e da Ásia Menor. Devido ao apogeu grego, os escravos eram quem executavam todo o trabalho físico, e os cidadãos livres podiam dedicar-se à política e à cultura. Com estas condições de vida, a maneira de pensar dos homens mudou: cada indivíduo podia colocar a questão de como a sociedade deveria ser organizada. Do mesmo modo, podia também colocar perguntas filosóficas, sem ter de recorrer aos mitos tradicionais.
Dizemos que se deu um desenvolvimento de um modo de pensar mítico para um gênero de reflexão baseada na experiência e na razão. O objetivo dos primeiros filósofos gregos era encontrar explicações naturais para os fenômenos da natureza.
Os primeiros filósofos gregos são designados por "filósofos da natureza", porque se interessaram, principalmente, pela natureza e pelos processos físicos. Já nos interrogamos sobre a origem de tudo. Hoje em dia, muitos homens acreditam que tudo nasceu do nada em determinada altura. Este pensamento não estava muito difundido entre os Gregos. Eles acreditavam que "algo" teria existido sempre e o tempo era cíclico. A questão fundamental não era, portanto, como é que tudo poderia surgir do nada. 
Os filósofos viam com os seus próprios olhos que havia na natureza transformações constantes. Mas como é que essas transformações eram possíveis? Como é que algo feito de uma substância se poderia transformar numa coisa completamente diferente?
Era comum entre os primeiros filósofos acreditarem que havia um elemento primordial responsável por todas as transformações. A forma como teriam chegado a este pensamento não é clara. Sabemos apenas que ele surgiu da concepção, segundo a qual, teria de haver um ELEMENTO PRIMORDIAL, que daria origem a todas as transformações da natureza.
Desta forma, A FILOSOFIA LIBERTOU-SE DA MITOLOGIA/RELIGIÃO. Podemos afirmar que os filósofos da natureza deram os primeiros passos em direção a um modo de pensar “científico”. Assim, abriram caminho a toda a posterior ciência da natureza.

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