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Neuro II
Defina
Audição
A audição, é um dos cinco sentidos.
É a capacidade de percepcionar o som
Equilíbrio
Condição de um sistema em que as forças que sobre ele
atuam se compensam, anulando-se mutuamente.
posição estável de um corpo, sem oscilações ou desvios.
O equilíbrio é um componente necessário para o controle
postural que por sua vez depende de informações visuais,
do sistema vestibular, proprioceptivo e cutâneo.
Acuidade
Capacidade de percepção sensorial de estímulos de
intensidade mínima, ou pouco individualizados, que
depende da sensibilidade do órgão sensorial em exame.
Anatomia e fisiologia do ouvido (Ouvido externo, médio e
interno)
A orelha é dividida em 3 porções:
● Orelha Externa;
● Orelha Média;
● Orelha Interna.
Os elementos neurais presente nesse sistema sensorial
ficam alojados nas estruturas da orelha interna e são
protegidos por ela que são os nervos do oitavo par de
nervos cranianos.
ORELHA EXTERNA
Inclui o pavilhão auricular e o meato acústico externo até
a face externa da membrana timpânica.
Pavilhão auricular composto por:
E tem por função de conduzir o estímulo sonoro para o
meato acústico externo e orienta a origem da fonte
sonora.
Ele possui ⅓ externo cartilaginoso (tem função de
proteger a orelha externa) e ⅔ medial ósseo.
Meato acústico externo: tem por função proteger a
membrana timpânica e estruturas subjacentes.
Encaminha e amplifica as ondas sonoras para a orelha
média.
Tubo curvo na cartilagem da orelha tem
glândulas-ceruminosas que secretam cerume (c/ pelo
ajuda impedir entrada de poeira e de objetos estranhos) .
ORELHA MÉDIA
A orelha média é uma pequena cavidade cheia de ar na
parte petrosa do temporal, que é revestida por epitélio.
É separada da orelha externa pela membrana timpânica e
da orelha interna por uma divisão óssea delgada, que
contém duas aberturas: a janela do vestíbulo (ou janela
oval) e a janela da cóclea (ou janela redonda), que é
envolvida por uma membrana, denominada membrana
timpânica secundária.
É na orelha media que encontram-se os três ossículos
da audição, martelo, bigorna e estribo, que estão fixados
por ligamentos e articulados entre si por articulações
sinoviais.
O cabo do martelo insere-se à face interna da membrana
timpânica. A cabeça do martelo articula-se com o corpo
da bigorna. A bigorna, o osso médio da série, articula-se
com a cabeça do estribo. A base do estribo encaixa-se
na janela do vestíbulo (oval).
Alguns músculos também estão envolvidos na audição. O
músculo tensor do tímpano, que é inervado pelo nervo
mandibular, ramo do nervo trigêmeo (NC V), limita o
movimento e aumenta a tensão sobre a membrana
timpânica para impedir o dano à orelha interna em
decorrência de ruídos altos. O músculo estapédio, que é
inervado pelo nervo facial (NC VII), é o menor de todos
os músculos esqueléticos. Ao amortecer as grandes
vibrações do estribo produzidas por ruídos altos, o
músculo estapédio protege a janela do vestíbulo, porém
também diminui a sensibilidade da audição. Por esse
motivo, a paralisia do músculo estapédio está associada à
hiperacusia, uma audição anormalmente sensível.
A parede anterior da orelha média contém uma abertura
que leva diretamente à tuba auditiva. A tuba auditiva, que
consiste tanto em osso quanto em cartilagem elástica,
conecta a orelha média com a parte nasal da faringe.
Normalmente, está fechada em sua extremidade medial
(faríngea). Durante a deglutição e o bocejo, ela se abre,
possibilitando a entrada ou a saída de ar na orelha média
até que a pressão na orelha média seja igual à pressão
atmosférica. Se a pressão não for igualada, podem
ocorrer dor intensa, comprometimento da audição,
zumbido e vertigem. A tuba auditiva também constitui a
via pela qual os patógenos podem passar do nariz e da
faringe para a orelha média, causando o tipo mais comum
de infecção de ouvido.
Dois músculos esqueléticos minúsculos também se
inserem aos ossículos da audição. O músculo tensor do
tímpano, que é inervado pelo nervo mandibular, ramo do
nervo trigêmeo (NC V), limita o movimento e aumenta a
tensão sobre a membrana timpânica para impedir o dano
à orelha interna em decorrência de ruídos altos. O
músculo estapédio, que é inervado pelo nervo facial (NC
VII), é o menor de todos os músculos esqueléticos. Ao
amortecer as grandes vibrações do estribo produzidas
por ruídos altos, o músculo estapédio protege a janela do
vestíbulo, porém também diminui a sensibilidade da
audição.
ORELHA INTERNA
Também chamada de labirinto, é formado por escavações
do osso temporal, revestidas por membrana e é
preenchida por líquido.
O labirinto apresenta uma parte anterior, representada
pela cóclea, que está relacionada com a audição. E possui
uma parte posterior, representada pelos canais
semicirculares e vestíbulo, que está relacionada com o
equilíbrio.
A cóclea é um canal espiral ósseo, que se assemelha a
uma concha de caracol, é dividida em três canais: ducto
coclear (ou rampa média), rampas timpânicas e rampas
vestibular. Esses tubos são separados um do outro por
membranas. A membrana existente entre a escala
vestibular e a escala média é tão fina que não oferece
obstáculo para a passagem das ondas sonoras. Sua
função é simplesmente separar os líquidos do ducto
coclear da rampa do vestíbulo, pois esses têm origem e
composição química distintas entre si e são importantes
para o adequado funcionamento das células receptoras
de som. Já a lâmina basilar, que é uma estrutura bastante
resistente, que bloqueia as ondas sonoras, separa o
ducto coclear da rampa do tímpano.
Na lâmina basilar localiza-se o órgão de Corti, onde há
células nervosas ciliares (células sensoriais) externas e
internas, sendo a externas em maior quantidade. Sobre o
órgão de Corti há uma estrutura membranosa, chamada
membrana tectória, que se apóia, como se fosse um teto,
sobre os cílios das células sensoriais.
Os canais semicirculares não têm função auditiva, mas
são importantes na manutenção do equilíbrio do
corpo.São pequenos tubos circulares (três tubos em
forma de semicírculo) que contém líquido e estão
colocados, respectivamente, em três planos espaciais
(um horizontal e dois verticais) no labirinto posterior, em
cada lado da cabeça. No término de cada canal
semicircular existe uma válvula com a forma de uma folha
- a crista ampular. Essa estrutura contém tufos pilosos
(cílios) que se projetam de células ciliares semelhantes às
maculares.
Entre os canais semicirculares e a cóclea está uma
grande cavidade, o vestíbulo, cheia de um líquido
chamado perilinfa, líquido semelhante ao líquido
cerebrospinal. No interior dessa cavidade existem duas
bolsas membranosas contendo outro líquido, a endolinfa,
uma póstero-superior, o utrículo, e uma ântero-inferior,
o sáculo. A endolinfa possui uma quantidade elevada de
íons de potássio, e esses íons participam da geração de
sinais auditivos. Tanto o utrículo quanto o sáculo contêm
células sensoriais agrupadas em estruturas denominadas
máculas. Células nervosas da base da mácula projetam
cílios sobre uma massa gelatinosa na qual estão
localizados minúsculos grânulos calcificados,
semelhantes a pequenos grãos de areia, os otólitos ou
otocônios.
- Membrana tectória está em contato com a
endolinfa e a lâmina basilar está em contato com a
perilinfa
- Membrana de tectória, órgão de Corti e lâmina
basilar estão no ducto coclear ou rampa média.
A movimentação dos cílios das células pilosas é o evento
mais importante da geração dos potenciais e transmissão
dos sinais.
Quando a célula está em repouso, 10% dos canais iônicos
estão abertos. Os cílios das células pilosas estão ligados
por ligações proteicas, chamados filamentos de ligação;
quando elas se movem em resposta a indução sonora,
eles se curvam e atuam como pequenas molas que abrem
ou fecham os canais iônicos na membrana dessas células;
então quando ocorre a excitação das células, é quando os
cíliosse curvam em uma direção e a célula se despolariza,
abre mais canais iônicos, entra mais cálcio e potássio,
principalmente pelos canais dependente de voltagens; os
neurotransmissores são liberados e os potenciais de
ação aumentam. Quando as células pilosas se curvam na
direção oposta, ela se hiperpolariza, não é possível
liberar potencial de ação.
Os mecanismos fisiológicos de neurotransmissão,
estruturas anatômicas e substâncias químicas envolvidas
no processo da audição e equilíbrio
NERVO VESTIBULOCOCLEAR (XII) > NÚCLEOS
COCLEARES > NÚCLEOS OLIVARES
SUPERIORES > COLÍCULO INFERIOR > CORPO
GENICULADO DO TÁLAMO > ÁREA AUDITIVA
PRIMÁRIA > ÁREA DE ASSOCIAÇÃO AUDITIVA
VIA AUDITIVA
A liberação de neurotransmissor pela curvatura das
células ciliadas do órgão espiral gera, em última análise,
impulsos nervosos nos neurônios auditivos de primeira
ordem que inervam as células ciliadas. Os axônios desses
neurônios formam o nervo coclear, ramo do nervo
vestibulococlear (NC VIII). Esses axônios fazem sinapse
com neurônios nos núcleos cocleares do bulbo. Alguns
dos axônios provenientes dos núcleos cocleares sofrem
decussação (cruzamento) (A maior parte é contralateral
e se cruzam principalmente no bulbo após 100% de
sinapse nos núcleos cocleares→ de primeira para
segunda ordem. As Sinapses também ocorrem nos
núcleos do lemnisco lateral→ de segunda para terceira
ordem) no bulbo, ascendem por um trato denominado
lemnisco lateral, do lado oposto, e terminam no colículo
inferior do mesencéfalo. Outros axônios dos núcleos
cocleares terminam no núcleo olivar superior da ponte.
Pequenas diferenças na sincronização dos potenciais de
ação provenientes das duas orelhas nos núcleos olivares
superiores nos permitem localizar a fonte de um som.
Os axônios dos núcleos olivares superiores ascendem
até o mesencéfalo, onde terminam nos colículos
inferiores. A partir de cada colículo inferior, os axônios
estendem-se até o núcleo do corpo geniculado medial do
tálamo. Por sua vez, os neurônios no tálamo projetam
axônios para a área auditiva primária do córtex cerebral,
no lobo temporal do cérebro, onde ocorre a percepção
consciente do som. A partir do córtex auditivo primário,
os axônios estendem-se para a área de associação
auditiva do córtex cerebral, no lobo temporal do cérebro
para a integração mais complexa do som.
A chegada de impulsos nervosos na área auditiva
primária nos permite perceber o som. Um aspecto do
som que é percebido por essa área é a altura
(frequência). A área auditiva primária é mapeada de
acordo com a altura: o influxo sobre a altura proveniente
de cada parte da lâmina basilar é conduzido para uma
parte diferente da área auditiva primária. Os sons de alta
frequência ativam uma parte do córtex, os sons de baixa
frequência ativam outra parte e os sons de frequência
média ativam a região situada entre essas duas partes.
Por conseguinte, diferentes neurônios corticais
respondem a alturas diferentes. Os neurônios na área
auditiva primária também permitem perceber outros
aspectos do som, como a intensidade e a duração.
A partir da área auditiva primária, a informação é
conduzida para a área de associação auditiva, no lobo
temporal. Essa área armazena as memórias auditivas e
comparar experiências auditivas passadas e presentes,
permitindo o reconhecimento de determinado som como
fala, música ou ruído. Se o som for a fala, o influxo na
área de associação auditiva é retransmitido para a área
de Wernicke na parte adjacente do lobo temporal, que
interpreta o significado das palavras, traduzindo-as em
pensamentos.
OBS: onde está escrito medula, lê-se bulbo
Explicação da imagem Guyton: as fibras nervosas do
gânglio espiral de Corti entram nos núcleos cocleares
dorsal e ventral, localizados na parte superior do bulbo.
Nesse ponto, todas as fibras fazem sinapse, e os
neurônios de segunda ordem passam, em sua maior parte,
para o lado oposto do tronco cerebral para terminar no
núcleo olivar superior. Algumas fibras de segunda ordem
também se projetam para o núcleo olivar superior no
mesmo lado. Do núcleo olivar superior, a via auditiva
ascende pelo lemnisco lateral. Algumas das fibras
terminam no núcleo do lemnisco lateral, porém muitas
outras se desviam desse núcleo e vão para o colículo
inferior, onde todas ou quase todas as fibras auditivas
fazem sinapse. Daí, a via passa para o núcleo geniculado
medial, onde todas as fibras fazem sinapse. Por fim, a via
prossegue por meio da radiação auditiva, até o córtex
auditivo, localizado em sua maior parte no giro superior
do lobo temporal.
Devem ser observados vários pontos: o primeiro é que
sinais de ambos os ouvidos são transmitidos, por meio de
vias de ambos os lados do cérebro, com preponderância
de transmissão da via contralateral. Em pelo menos três
lugares no tronco cerebral ocorre cruzamento entre as
duas vias:
(1) no corpo trapezóide;
(2) na comissura entre os dois núcleos do lemnisco
lateral;
(3) na comissura que liga os dois colículos inferiores.
O segundo é que muitas fibras colaterais dos tratos
auditivos entram diretamente no sistema reticular
ativador do tronco cerebral. Esse sistema se projeta
difusamente para cima, no tronco cerebral, e para baixo,
na medula espinal, e ativa todo o sistema nervoso em
resposta a sons intensos. Outros colaterais vão para o
verme do cerebelo, que também é ativado,
instantaneamente, no evento de um ruído súbito.
O terceiro é que o alto grau de orientação espacial é
mantido nos tratos de fibras da cóclea, em todo o trajeto
até o córtex. De fato, existem três padrões espaciais
para o término das diferentes frequências sonoras nos
núcleos cocleares, dois padrões nos colículos inferiores,
um padrão preciso, para frequências de som distintas no
córtex auditivo e, pelo menos, cinco outros padrões
precisos no córtex auditivo e nas áreas de associação
auditiva.
EQUILÍBRIO:
Existem dois tipos de equilíbrio. O equilíbrio estático
refere-se à manutenção da posição do corpo
(principalmente da cabeça) em relação à força da
gravidade. O equilíbrio dinâmico refere-se à manutenção
da posição do corpo (principalmente da cabeça) em
resposta a movimentos súbitos, como aceleração ou
desaceleração rotacionais. Os órgãos receptores para o
equilíbrio incluem o sáculo, o utrículo e os ductos
semicirculares, que são coletivamente designados como
aparelho vestibular.
As paredes do utrículo e do sáculo contêm uma pequena
região espessa, denominada mácula. A mácula do utrículo
e a mácula do sáculo são os órgãos de sentido do
equilíbrio estático. As duas máculas, que são
perpendiculares uma à outra, são os receptores para o
equilíbrio estático e também contribuem para alguns
aspectos do equilíbrio dinâmico. Sua função no equilíbrio
estático consiste em fornecer informações sensoriais
sobre a posição da cabeça no espaço, que são essenciais
para a manutenção da postura correta e equilíbrio. As
máculas detectam a aceleração e a desaceleração
lineares, por exemplo, as sensações que temos enquanto
estamos em um elevador ou em um carro que está
acelerando ou desacelerando.
As máculas consistem em dois tipos de células: as
células ciliadas, que são receptores sensitivos, e as
células de sustentação. Na superfície de cada célula
ciliada, existem 40 a 80 estereocílios (microvilosidades)
de altura graduada, juntamente com um cinocílio, um cílio
convencional firmemente ancorado a seu corpo basal e
que se estende além do estereocílio mais longo.
Em seu conjunto, os estereocílios e o cinocílio são
denominados feixe ciliado. Entre as células ciliadas,
encontram-se células de sustentação colunares
dispersas; essas células de sustentação secretam a
camada de glicoproteína gelatinosa e espessa,
denominada membrana dos estatocônios (membrana
otolítica), que repousa sobre as células ciliadas. Uma
camada de cristais de carbonato de cálcio densos,
denominados estatocônios (otólitos), estende-se por
toda superfície da membranados estatocônios. Essas
células são banhadas pela endolinfa.
O movimento dos feixes ciliados inicia respostas que, em
última análise, levam à geração de impulsos nervosos. As
células ciliadas fazem sinapse com neurônios sensitivos
de primeira ordem no nervo vestibular, um nervo do ramo
vestibulococlear (NC VIII).
Os três ductos semicirculares atuam no equilíbrio
dinâmico. Os ductos situam-se em ângulos retos entre si
em três planos. Os dois ductos verticais são os ductos
semicirculares anterior e posterior, enquanto o
horizontal é o ducto semicircular lateral. Esse
posicionamento possibilita a detecção de aceleração ou
desaceleração rotacional. Na ampola, a parte dilatada de
cada ducto, existe uma pequena elevação denominada
crista ampular. Cada crista ampular apresenta um grupo
de células ciliadas e células de sustentação recobertas
por massa de material gelatinoso, denominada cúpula
ampular. Quando a cabeça se movimenta, os ductos
semicirculares fixados e as células ciliadas movem-se
com ela. Entretanto, a endolinfa no interior da ampola
não está presa e fica para trás, em virtude da inércia.
Conforme as células ciliadas em movimento arrastam o
líquido estacionário, os feixes ciliados se curvam. A
inclinação dos feixes ciliados produz respostas que levam
a impulsos nervosos, os quais passam ao longo do nervo
ampular, um ramo do nervo vestibular, uma divisão do
nervo vestibulococlear (NC VIII).
A inclinação dos feixes ciliados das células ciliadas nos
canais semicirculares, no utrículo ou no sáculo provoca
liberação de um neurotransmissor (provavelmente
glutamato), que gera impulsos nervosos nos neurônios
sensitivos fixados às células ciliadas. Os corpos
celulares das células ciliadas estão localizados nos
gânglios vestibulares. Os impulsos nervosos passam ao
longo dos axônios dos neurônios, que formam o nervo
vestibular, um ramo do nervo vestibulococlear (VIII). A
maioria desses axônios faz sinapse com neurônios
sensitivos nos núcleos vestibulares, os principais centros
de integração para o equilíbrio, no bulbo e na ponte. Os
núcleos vestibulares também recebem influxos
provenientes dos olhos e dos proprioceptores,
particularmente proprioceptores existentes nos
músculos do pescoço e dos membros, que indicam as
posições da cabeça e dos membros. Os axônios
remanescentes entram no cerebelo por meio dos
pedúnculos cerebelares inferiores. O cerebelo e os
núcleos vestibulares são conectados por vias
bidirecionais. Os núcleos vestibulares integram a
informação proveniente dos receptores vestibulares,
visuais e proprioceptores e, em seguida, enviam
comandos para as seguintes áreas:
● Núcleos dos nervos oculomotor
(NC III), troclear (NC IV) e abducente (NC VI): esses
nervos cranianos controlam movimentos conjugados dos
olhos com os da cabeça para ajudar a manter o foco no
campo visual.
● Núcleos dos nervos acessórios
(NC XI): os nervos acessórios ajudam a controlar os
movimentos da cabeça e do pescoço e auxiliam na
manutenção do equilíbrio.
● Trato vestibulospinal: o trato
vestibulospinal conduz impulsos ao longo da medula
espinal para manter o tônus muscular nos músculos
esqueléticos, de modo a ajudar a manter o equilíbrio.
● Núcleo ventral posterior no
tálamo: a área vestibular no lobo parietal do córtex
cerebral. Essa parte da área somatossensitiva primária
proporciona a percepção consciente da posição e dos
movimentos da cabeça e dos membros.
O cerebelo e o cérebro permitem que o cerebelo
desempenhe uma função essencial na manutenção do
equilíbrio estático e equilíbrio dinâmico. O cerebelo
recebe continuamente informações sensitivas
atualizadas provenientes do utrículo e do sáculo. O
cerebelo monitora essa informação e efetua ajustes
corretivos. Basicamente, em resposta ao influxo
proveniente do utrículo, do sáculo e dos ductos
semicirculares, o cerebelo envia continuamente impulsos
nervosos para as áreas motoras do cérebro. Essa
retroalimentação possibilita a correção de sinais
provenientes do córtex motor para músculos
esqueléticos específicos, de modo a facilitar os
movimentos e coordenar sequências complexas de
contrações musculares para ajudar na manutenção do
equilíbrio.
Cerebelo
O cerebelo tem neurônios do sistema vestibular que se
conectam diretamente com ele, mas também existe a
integração que acontece dos núcleos ventriculares que
vão emitir constantemente sinais para o cerebelo, e o
cerebelo captando esses sinais manda sinais para as
áreas motoras no cérebro para controlar os movimentos
e coordena sequências complexas de contrações
musculares ajudando na manutenção do equilíbrio.
Principais causas de alterações da acuidade auditiva e do
equilíbrio
As causas mais comuns , no total, são:
● Acúmulo de cera (cerume)
● Ruído
● Envelhecimento
● Infecções do ouvido (particularmente em
crianças e adultos jovens)
Acúmulo de cera é a causa mais comum de perda auditiva
tratável, especialmente dentre as pessoas mais velhas.
Perfuração do tímpano
A perfuração do tímpano pode acontecer por meio de
atitudes pouco saudáveis. Entre elas, podemos citar a
limpeza da orelha com materiais pontiagudos, como tubo
de caneta, grampo de cabelo e até hastes flexíveis. Vale
lembrar que existem métodos mais saudáveis para
manter o ouvido limpo e longe do excesso de cera.
No entanto, a causa mais comum da perfuração do
tímpano também é a otite média, em razão das infecções.
O paciente sente uma intensa dor e sofre com
sangramentos, coceira, zumbidos, diminuição da audição e
presença de secreções amarelas. A dica é procurar um
médico no momento em que os primeiros sintomas
começarem a aparecer.
Ruído pode causar perda auditiva neurossensorial súbita
ou gradual. Exposição a um único ruído extremo (como um
tiro ou explosão muito próximos) pode causar uma perda
auditiva súbita, à qual nos referimos como trauma
acústico. Algumas pessoas com trauma acústico também
desenvolvem zumbidos ou zunidos nos ouvidos (acufeno).
A perda auditiva por trauma acústico geralmente
desaparece dentro de um dia (a não ser que a explosão
também tenha atingido o tímpano ou o ouvido médio). No
entanto, exposição a ruídos por longo prazo causa a
maioria das perdas auditivas causadas por eles. Ruídos
mais altos que uns 85 decibéis (dB) podem causar perda
auditiva, se a exposição ocorrer por bastante tempo.
Embora as pessoas variem um pouco quanto à
susceptibilidade para perda auditiva causada por ruídos,
quase todas perdem um pouco da audição se forem
expostos a ruídos suficientemente intensos por um
período bastante longo.
O envelhecimento, juntamente com a exposição a ruídos
e fatores genéricos, é um fator de risco comum para
perda auditiva. A perda auditiva relacionada à idade
(presbiacusia) limita a capacidade de uma pessoa de ouvir
frequências mais elevadas em comparação a frequências
mais baixas.
Infecções do ouvido são uma causa comum de perda
auditiva temporária leve a moderada (principalmente em
crianças). A maioria das crianças recupera a audição
normal após 3 ou 4 semanas depois de passada a
infecção; porém, algumas sofrem perda permanente da
audição. A perda de audição persistente é mais provável
em crianças com infecções de ouvido recorrentes.
Causas menos comuns incluem o seguinte:
● Doenças autoimunes
● Doenças congênitas
● Substâncias que lesionam o ouvido
(medicamentos ototóxicos)
● Lesões
● Tumores
A perda de audição tem muitas causas. Diferentes
partes do trajeto da audição podem ser afetadas, e a
perda é classificada como condutiva, neurossensorial, ou
mista, dependendo da parte do trajeto que é afetada.
● Perda auditiva condutiva ocorre
quando algo impede o som de atingir as estruturas
sensoriais no ouvido interno. O problema pode envolver
o canal auditivo externo, o tímpano (membrana timpânica
- MT), ou o ouvido médio.
● Perda auditiva neurossensorial ocorre
quando o som alcança o ouvido interno, mas ou o som não
pode ser traduzido em impulsos nervosos (perda
sensorial),ou os impulsos nervosos não são conduzidos
ao cérebro (perda neural). A distinção entre perda
sensorial e neural é importante porque a perda auditiva
sensorial por vezes é reversível e raramente representa
um risco de vida. Uma perda auditiva neural raramente se
reverte e pode ser devido a um tumor cerebral que
representa risco de vida — comumente um tumor do
ângulo pontocerebelar. Outro tipo de perda
neurossensorial é denominado transtorno do espectro
da neuropatia auditiva, quando o som pode ser detectado,
mas o sinal não é enviado corretamente para o cérebro.
● Perda mista envolve ambas as perdas,
condutiva e neurossensorial. Ela pode ser causada por
lesões graves da cabeça, infecção crônica, ou um dos
muitos distúrbios genéticos raros.
Doença cardiovascular
Nem sempre, a surdez está relacionada diretamente a
problemas nos ouvidos. Doenças cardiovasculares, como
pressão alta, trombose, derrame e ataques cardíacos são
exemplos de condições que afetam a audição.
A explicação é simples: os problemas de circulação
prejudicam suprimento de sangue para o ouvido interno
ou para os centros auditivos no cérebro, danificando a
cóclea que é altamente sensível e causando problemas
auditivos irreversíveis.
Hipertensão
A hipertensão é caracterizada pelo aumento da pressão
sanguínea dentro dos vasos. Sendo assim, todo o corpo
sofre com o impacto causado pelo fluxo do sangue na
parede das veias, artérias e capilares, incluindo as do
ouvido interno, e, assim, levando à perda da audição de
maneira gradual.
Diabetes
A diabetes é uma doença que resulta em altos níveis de
glicose no sangue. Essa condição, assim como a do tópico
anterior, danifica os vasos sanguíneos, prejudicando o
organismo como um todo, inclusive o ouvido interno,
levando aos problemas de audição.
Osteoporose
A osteoporose é a desmineralização dos ossos que
torna-os mais frágeis e afeta as suas funções. O ouvido
médio contém 3 pequenos ossos que recebem as
vibrações do tímpano, envia-as para a orelha interna que,
por meio do nervo auditivo leva a informação sonora para
o cérebro. Dessa maneira, as alterações desses ossos
também prejudicam a audição.
As doenças auditivas afetam diretamente a saúde e a
qualidade de vida do paciente. Além delas, existem outras
que não estão ligadas diretamente aos ouvidos, mas que
também causam problemas para ouvir. Portanto,
procurar por ajuda de um fonoaudiólogo nos primeiros
sinais é fundamental para o sucesso do tratamento da
perda da audição.
Alterações no equilíbrio
Os problemas que afetam o labirinto e comprometem o
equilíbrio causando tontura ou vertigem podem ter
diversas origens, desde alterações nas estruturas do
sistema vestibular até problemas clínicos em outros
órgãos ou sistemas. Possíveis origens de problemas no
labirinto:
– traumatismos de cabeça e pescoço;
– infecções (por bactérias ou vírus);
– drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool,
maconha, anticoncepcionais, sedativos, tranquilizantes,
antidepressivos, anti-inflamatórios, antibióticos etc.);
– alimentação com excesso de gordura, sal e açúcar;
– tumores;
– envelhecimento;
– distúrbios vasculares (hiper ou hipotensão arterial,
arteriosclerose);
– doenças metabólicas (endócrinas: hipercolesterolemia,
hiper ou hipoglicemia, hiper ou hipoinsulinemia, hiper ou
hipotireoidismo);
– anemia;
– problemas cervicais;
– doenças do sistema nervoso central;
– alergias;
– distúrbios psiquiátricos.
Principais métodos diagnósticos que avaliam a audição e
equilíbrio (exames clínicos, físicos e complementares)
A audiometria deve ser precedida pela anamnese,
observação do meato acústico externo (meatoscopia) e
acumetria.
Anamnese
A anamnese permite que se tenha acesso à história
audiológica do paciente. Deve ser realizada,
independentemente da idade do indivíduo (FROTA,
2003). Em crianças pequenas e adultos e idosos que
apresentam distúrbios de compreensão ou expressão
muitas vezes é necessária a presença e as informações
de um acompanhante. Salienta-se, contudo que mesmo
nestes casos se deve buscar algumas respostas com o
próprio paciente, verificando a sua opinião sobre a
audição.
Normalmente, após a identificação do paciente (nome,
idade, data de nascimento, profissão, escolaridade), a
primeira pergunta que se faz ao paciente/acompanhante
é sobre a queixa auditiva. A partir desta, podem ser
selecionadas questões relacionadas à queixa principal
(motivo do exame – FROTA, 2011). Salienta-se,
contudo, que muitas vezes o paciente não apresenta uma
queixa específica de perda auditiva. Isto não significa que
os limiares auditivos estejam dentro dos limites de
normalidade. Estudos realizados evidenciam que em
indivíduos sem queixa podem apresentar perda auditiva.
Já quando se avalia pacientes em clínicas de
fonoaudiologia, com queixa de perda é um indicador da
presença de alteração.
Na anamnese elaborada para ser utilizada na clínica de
Fonoaudiologia da UFRGS constam perguntas sobre:
● dados de identificação (nome, sexo, idade, data
de nascimento, profissão, escolaridade, endereço,
número de carteira de identidade)
● queixa principal
● histórico audiológico (otalgia, cirurgias
otológicas, zumbido, tontura)
● exames anteriores e resultado
● uso de aparelhos de amplificação sonora
individual (marca, modelo, uso uni ou bilateral, tempo de
uso em anos e diário)
● doenças
● uso de medicação
● hospitalizações (motivo, tempo de internação)
Durante a anamnese ainda podem ser utilizados
instrumentos para verificar, por exemplo, a restrição de
participação causada pela perda auditiva. Estes
questionários são válidos especialmente para os
pacientes que, além da audiometria, tem a indicação de
uso de aparelhos de amplificação sonora individual. Um
dos instrumentos mais usados é o Hearing Handicap
Inventory, que possui versões para adultos e idosos.
Um outro fator a ser considerado é que, durante a
anamnese, o fonoaudiólogo deve observar o
comportamento auditivo do paciente. Esta observação,
juntamente com as respostas as perguntas permite que
se elabore uma hipótese sobre a audição do paciente.
Inspeção do Meato Acústico Externo (Meatoscopia)
http://www.scielo.br/pdf/bjorl/v75n6/v75n6a04.pdf
http://www.scielo.br/pdf/bjorl/v75n6/v75n6a04.pdf
A avaliação do meato acústico externo é imprescindível
para a realização da audiometria tonal liminar. O
fonoaudiólogo deve observar se existe possibilidade de
realização do exame. Se houver presença de corpos
estranhos ou cera obstruindo o meato e impedindo a
visualização da membrana timpânica, a avaliação não pode
ser feita (FROTA, 2011). O paciente deve ser
encaminhado para médico otorrinolaringologista para a
realização de limpeza otológica.
Nas fotos abaixo temos exemplo de meatoscopias que
permitem (fig 1) ou impossibilitam (fig.2) a realização de
exames auditivos.
figura 1
figura 2
Acumetria
A acumetria é a realização de testes auditivos usando
diapasões. Os diapasões são “barras metálicas em
formato de U que, quando vibradas executam movimentos
de vaivém em direções opostas” (FROTA, 2011).
A vibração das hastes origina um tom puro. A partir da
percepção do som pelo paciente podem-se ter
informações sobre sua audição. Os diapasões emitem
tons puros em várias frequências, mas os mais usados
são os de 512Hz e 1024Hz.
Dentre os vários testes que podem ser realizados, os
mais conhecidos e utilizados são os testes de Weber e
Rinne. Foram criados em 1834 (Weber) e 1855 (Rinne),
mas até os dias atuais são conhecidos e utilizados por
sua praticidade e por permitirem que se tenha
informações sobre a situação auditiva do paciente
(FROTA, 2003).
Teste de Weber
O teste de Weber permite a comparação das vias
ósseas (FROTA, 2003, RUSSO;SANTOS, 2011).
Para a realização do teste, o fonoaudiólogo deve vibrar o
diapasão (batendo-o na mão, cotovelo ou joelho) e
colocar na linha média do crânio. Após, deve perguntar
ao paciente se ele percebe o som igualmente nas duas
orelhas ouse é mais forte em uma delas (veja aqui).
Para Frota (2003), perceber o som igualmente nas duas
orelhas indica que a audição das mesmas é simétrica, ou
seja, ou o paciente tem limiares auditivos normais em
ambos os lados ou apresenta perdas auditivas simétricas,
de mesmo tipo e mesmo grau. Neste caso o resultado do
teste de Weber é indiferente, e é marcado da seguinte
forma:
Quando o som é percebido mais forte em uma das
orelhas, indica que existe assimetria entre os limiares
auditivos. Pode indicar um dos seguintes resultados
(FROTA, 2003):
perda auditiva condutiva unilateral – percepção do som
no lado pior (afetado)
perda auditiva neurossensorial unilateral – percepção do
som no lado melhor (não afetado)
perda auditiva condutiva bilateral assimétrica –
percepção do som no lado com maior gap aéreo-ósseo
perda auditiva neurossensorial bilateral assimétrica –
percepção do som no lado melhor
O resultado do Weber lateralizado deve ser marcado da
seguinte forma: uma seta indicando o lado para o qual o
paciente indicou ouvir mais forte
D ← → E
Teste de Rinne
O teste de Rinne permite que se compare a percepção
do som por via aérea e via óssea (FROTA, 2003,
RUSSO;SANTOS, 2011). Após a vibração do diapasão,
apresenta-se alternadamente o som por via óssea e
aérea, colocando-se o cabo na mastóide e depois
próximo ao tragus. Pergunta-se ao paciente onde ele
percebe o som mais forte. Deve se observar a posição do
diapasão.
A percepção do som mais forte por via aérea indica que
não há presença de componente condutivo (o paciente
apresenta limiares auditivos normais ou perda auditiva
neurossensorial). O resultado é Rinne positivo (+)
(FROTA, 2003).
A percepção do som mais forte por via óssea indica que
existe componente condutivo (perda auditiva condutiva
ou neurossensorial). O resultado é Rinne negativo (-).
Pode ocorrer também a presença do falso Rinne
negativo, quando o paciente apresenta perda auditiva
severa ou profunda ou anacusia unilateral (FROTA,
2003).
 Otologia – Exames
● Audiometria tonal limiar convencional
Exame de audição que tem por finalidade medir o nível
mínimo de intensidade sonora percebida. Utilizado para
detectar o grau e tipo de surdez para posterior
tratamento com medicamento, cirurgia ou recuperação
da audição com uso de aparelho auditivo.
É um teste, não automático que depende da colaboração
do indivíduo. Realizado em cabine acústica com fones de
ouvido.
O teste pode ser aplicado em criança a partir de 3 anos.
Nesse caso, é utilizado brinquedo durante o teste para
facilitar as respostas.
O teste demanda avaliação médica prévia, de forma a
assegurar que não haja obstrução dos ouvidos por cera,
ou outros problemas. Havendo cera em excesso, sua
remoção deverá ocorrer antes do exame. Não necessita
preparo.
● Audiometria de alta frequência
Tem por finalidade mensurar o nível mínimo de
intensidade sonora nas frequências de 10.000, 12.500 e
16.000Hz. É realizada em cabine acústica com fones
calibrados para emitir sons extremamente agudos.
Utilizada para detectar alteração auditiva precoce e
monitorizar indivíduos submetidos a tratamento com
drogas ototóxicas.
É um teste não automático, que depende da colaboração
do individuo. Realizado em cabina acústica com fones de
ouvido especial para emitir sons de alta frequência. No
caso de crianças, é utilizado brinquedo durante o teste
para facilitar as respostas.
O teste demanda avaliação médica prévia, de forma a
assegurar que não haja obstrução dos ouvidos por cera,
ou outros problemas. Havendo cera em excesso, sua
remoção deverá ocorrer antes do exame. Não necessita
preparo.
● Audiometria vocal
Avalia a capacidade de detectar e entender os sons da
fala. Utilizado para auxiliar no diagnóstico de doenças do
ouvido e na indicação de aparelho auditivo. É um teste
não automático, que depende da colaboração do
individuo. Realizado em cabina acústica com fones de
ouvido convencional, inclui duas avaliações:
○ Limiar de recepção de fala – Menor intensidade
com a qual a pessoa repete 50% das palavras ouvidas.
○ Índice de reconhecimento de fala –
Porcentagem de acertos das palavras ouvidas.
O teste demanda avaliação médica prévia, de forma a
assegurar que não haja obstrução dos ouvidos por cera,
ou outros problemas. Havendo cera em excesso, sua
remoção deverá ocorrer antes do exame. Não necessita
preparo.
● Imitanciometria
Teste objetivo, automático, independe da resposta do
indivíduo. A avaliação inclui dois testes:
○ Timpanometria – O exame é realizado
usando-se uma pequena sonda revestida por uma
borracha macia, que é inserida no canal auditivo ao
mesmo tempo em que o indivíduo ouve um som. Dessa
forma, é feita a análise da pressão da orelha média.
Utilizado para auxílio no diagnóstico de alterações do
tímpano e ossículos do ouvido.
○ Reflexo acústico – Para avaliar o reflexo
estapediano são fornecidos sons semelhantes à
audiometria tonal por meio de fone de ouvido.
Automaticamente, é registrada uma resposta que indica
presença ou ausência desse reflexo. Auxilia no
diagnóstico da otosclerose, alterações do nervo facial,
do nervo auditivo etc.
O teste demanda avaliação médica prévia, de forma a
assegurar que não haja obstrução dos ouvidos por cera,
ou outros problemas. Havendo cera em excesso, sua
remoção deverá ocorrer antes do exame.
O paciente não pode estar com a membrana timpânica
perfurada ou estar com tubo de ventilação.
● Emissões otoacústicas evocadas (EOA)
Existem dois tipos de EOA, dependendo do estímulo
usado: por transiente e por produto de distorção. São
respostas auditivas geradas pelas células ciliadas
externas, da cóclea, e estão presentes em 98% dos
indivíduos com audição normal, ou seja, limiares melhores
ou iguais a 35 dB NA.
Este procedimento é também indicado como o "teste da
orelhinha" para identificar problema auditivo coclear
congênito, recomendado para todos os recém-nascidos.
É um procedimento simples, rápido (10-15 minutos) e não
invasivo. Um fone que é colocado no conduto auditivo
externo emite um som suave. A resposta, gerada na
orelha interna, é captada pelo microfone, acoplado a esse
fone.
Para bebês, o exame deve ser feito durante sono natural,
pois o ruído (movimentação, respiração ruidosa, choro
etc.) interfere na captação das respostas.
● Potencial evocado auditivo de tronco encefálico
(PEATE/BERA)
Este exame analisa a resposta elétrica gerada pela
transmissão do estímulo auditivo a partir no nervo
auditivo até o tronco encefálico. A análise do tempo de
transmissão da resposta indica se a condução
retrococlear está normal ou em que porção há
comprometimento (nervo auditivo, tronco encefálico
baixo ou tronco encefálico alto).
A pesquisa de resposta com diminuição da intensidade do
estímulo permite identificar o limiar auditivo
eletrofisiológico em diferentes frequências (tone burst).
Além disto, as respostas podem ser captadas por
estimulação óssea. O exame é fundamental para
identificar alterações condutivas.
Estes procedimentos são indicados para pacientes que
não colaboram na avaliação comportamental
(audiometria). Portanto, têm excelente aplicação no
diagnóstico audiológico em recém-nascidos e bebês. O
procedimento é indolor. Para sua realização é feita a
limpeza da pele e colocação de eletrodos de superfície.
Durante a coleta das respostas, o paciente deve estar
deitado, relaxado e com olhos fechados.
Para bebês, o exame só pode ser realizado durante sono
natural, pois a movimentação interfere na captação das
respostas. Para realização dos procedimentos em bebês,
durante sono natural, é fundamental que as seguintes
recomendações sejam seguidas:
○ Privação de sono – Acorde o
bebê mais cedo do que de costume e não permita que ele
durma até o momento do exame. No transporte para a
clínica, os bebês costumam dormir. Portanto, tente
distraí-lo e, se necessário, traga um acompanhante, caso
tenha que dirigir.
○ Chegada com antecedência,
com o bebê acordado– O exame exige a limpeza da pele
e colocação de eletrodos. O bebê só deverá dormir após
este preparo, caso contrário irá acordar e dificilmente
voltará a dormir. A fralda pode ser trocada nesse
momento.
○ Alimentação – Os bebês
costumam dormir logo depois da alimentação. Eles
poderão então ser amamentados para facilitar a indução
ao sono. Traga o leite que ele está acostumado em
quantidade suficiente para duas mamadas. O leite pode
ser aquecido na clínica.
Chupeta, paninho, cobertor, fraldinha, bichinhos de
pelúcia, entre outros objetos que o bebê está
acostumado para dormir, devem ser trazidos para a
clínica.
● Emissões otoacústicas e o potencial evocado
auditivo de tronco encefálico (BERA)
São exames auditivos eletrofisiológicos realizados para
fins diagnósticos. Eles ajudam a identificar o local da via
auditiva que apresenta comprometimento, e a determinar
níveis mínimos de respostas auditivas em pacientes que
não colaboram na avaliação comportamental pela
audiometria convencional.
● Avaliação infantil – técnica Suzuki & Ogiba
Semelhante à audiometria tonal limiar, mas sem fone de
ouvido. Os sons são emitidos e a criança tem ajuda de um
brinquedo luminoso para responder, facilitando sua
compreensão e resposta ao teste. Possibilita uma
interpretação mais fidedigna dos resultados. Pode ser
realizado em crianças de 1 a 2 anos. É um teste que
depende da colaboração do indivíduo, não automático.
Necessita consulta médica prévia, pois pode-se ter os
ouvidos obstruídos por cera. A remoção da cera deve ser
realizada pelo médico que solicitou o exame.
● Terapia de seleção e adaptação de aparelho de
amplificação sonora individual
Preparada para indivíduos que têm indicação de
recuperar a audição por meio de aparelho de amplificação
sonora. O aparelho é selecionado para cada caso, os
ajustes são realizados em sala e os equipamentos são
emprestados para que o indivíduo tenha oportunidade de
experimentá-lo em ambientes diversos, como em casa, no
trabalho, restaurantes e festas.
O paciente participa desse processo durante 30 dias,
com retornos semanais. Podem ser experimentados
aparelhos de várias empresas.
● Terapia auditiva
Composta por sessões semanais de treinamento
auditivo, tem o objetivo de auxiliar o indivíduo que usa
aparelhos eletrônicos e auditivos a reaprender a ouvir.
Na criança, essa terapia é associada ao trabalho de
correção da fala e desenvolvimento da linguagem.
● Audiometria tonal limiar em campo livre
Semelhante à audiometria tonal limiar, mas sem fones de
ouvido. É utilizada para avaliar os limiares auditivos de
usuários de aparelho de amplificação sonora. É um teste
que depende da colaboração do indivíduo, não
automático.
Necessita consulta médica prévia, pois pode-se ter os
ouvidos obstruídos por cera. A remoção da cera deve ser
realizada pelo médico que solicitou o exame.
● Teste de dix hallpike Semiologia - A
pesquisa diagnóstica da VPPB é realizada pela manobra
de Dix-Hallpike. Essa manobra consiste na
movimentação da cabeça do paciente de forma a
promover um deslocamento da endolinfa e,
conseqüentemente, da cúpula do canal semicircular
posterior. Na manobra de Dix-Hallpike, o paciente está
inicialmente em posição sentada, com a cabeça rodada
lateralmente (direita ou esquerda, conforme o lado a ser
testado), em aproximadamente 45 graus. Com o
examinador segurando a cabeça do paciente, promove-se
um brusco e rápido movimento de deitar, em decúbito
dorsal horizontal. Ao ser deitado, por não haver uma
fixação horizontal da cabeça, esta fica pendente para
trás, em aproximadamente 30 graus. O paciente fica
imobilizado nessa posição, com os olhos abertos e olhar
fixo. Nos portadores de VPPB, ocorre um evidente
nistagmo, alguns segundos após o estímulo (com
latência), que dura menos de 45 segundos (esgotável). O
exame otoneurológico, representado principalmente
pelas provas calóricas clássicas, não apresenta achados
típicos da VPPB. Nesses pacientes, as provas calóricas
podem se apresentar normais ou com respostas hiper ou
hipo-reflexas.

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