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Protocolos de Rede

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INTRODUÇÃO ÀS REDES
DE COMPUTADORES
Copyright © Todos os direitos desta obra são da Escola Superior Aberta do Brasil.
www.esab.edu.br
Diretor Geral:
Nildo Ferreira
Secretário Geral:
Aleçandro Moreth
Diagramadores:
Felipe Silva Lopes Caliman
Rayron Rickson Cutis Tavares
Produção do Material Didático-Pedagógico
 Escola Superior Aberta do Brasil 
Sumário
1. Apresentação ................................................................................................................9
2. Visão Geral dos Protocolos e Órgãos de Padronização ....................................................10
3. Modelo de Referência OSI .............................................................................................18
4. Aplicação, Apresentação e Sessão.................................................................... .............24
5. Transporte, Rede, Enlace de Dados e Física ....................................................................33
6. Mais sobre o Modelo OSI.......................................................................... .....................45
7. Resumo .........................................................................................................................51
8. Apresentação 1 .............................................................................................................52
9. O Modelo da Internet: TCP/IP ........................................................................................53
10. Protocolos da Camada de Aplicação ..............................................................................60
11. Protocolos da Camada de Transporte: TCP e UDP ...........................................................81
12. Protocolos da Camada de Rede (Internet) ...................................................................112
13. Protocolos da Camada Física .......................................................................................129
14. Resumo 2 ....................................................................................................................143
15. Apresentação 2 ..........................................................................................................144
16. Endereçamento IPv4 ...................................................................................................145
17. IPv6: A Nova Geração do Protocolo IP...........................................................................158
18. Protocolos MAN e WAN................................................................................................171
19. Protocolos Wireless .....................................................................................................184
20. SDN e Novos Protocolos Definem as Redes do Futuro ..................................................195
21. Resumo 3....................................................................................................................209
22. GLOSSÁRIO ..................................................................................................................210
23. BIBLIOGRAFIA .............................................................................................................236
www.esab.edu.br 4
Palavras do Tutor
Caros alunos, é com muita alegria que a ESAB chega até você 
através deste material de estudo preparado e pensado 
exclusivamente sobre o mundo dos Protocolos de Redes. Entender 
o correto funcionamento de uma rede de computadores tem tudo 
a ver com o correto entendimento dos protocolos de comunicação 
que essas redes fazem uso.
Pois são os protocolos de comunicações que constituem a 
linguagem pela qual os computadores dentro de uma rede se 
comunicam uns com os outros. 
A palavra “protocolo” foi criada muito antes do surgimento das 
redes de computadores. Portanto, a palavra “protocolo” na sua 
concepção inicial abrangeu um leque extenso de significados, 
variando desde um conjunto de formalidades públicas até, por 
exemplo, os critérios a serem cumpridos no detrimento de 
determinada atividade. Existem os protocolos de estado, por sua 
vez, são todos os procedimentos padrões a serem executados 
quando há algum evento em que estão presentes representantes 
de países, federações, estados, etc.
Tudo isso no mundo dos seres humanos, mas agora, na era das 
redes de comunicações digitais, na era da Internet, da interconexão 
globalizada, essa palavra “Protocolo” entrou com muito mais rigor 
no mundo digital. Pois os computadores são muito mais educados 
que os seres humanos, eles são firmes e corretos na hora de se 
comunicar uns com outros.
Por exemplo, para iniciar uma conversação entre dois 
computadores, um deles deve pedir permissão para começar a 
comunicação, só entrarão em conversação mútua, se e somente 
se, o computador requisitado outorgue essa permissão, caso 
www.esab.edu.br 5
negativo não existirá a comunicação e ambos ficarão à espera de 
outra oportunidade e sem nada de brigas!
Portanto, a presente apostila, e consequentemente o módulo 
completo, tem como único objetivo de servir como um apoio 
presencial para a disciplina de Protocolos de Redes e seu conteúdo 
foi pensado de forma que possa ser útil para seu aprendizado fácil 
e didático ao longo do curso. Neste material você conhecerá de 
forma completa os principais protocolos de comunicações muito 
utilizados nas atuais redes, sobre todo a família de protocolos 
TCP/IP, que constitui o motor da Internet, sem o TCP/IP, a Internet 
como a conhecemos atualmente, praticamente não existiria. 
Para que você possa fazer um bom uso desta apostila é de 
fundamental importância a leitura, resolução das atividades e 
acesso às referências extras apresentadas no final da mesma.
Desejamos assim um excelente aprendizado e que você possa 
utilizar e colocar em prática os conhecimentos adquiridos e 
relativos aos Protocolos de Redes estudados neste módulo.
Não esqueça de ler constantemente este material, e tirar suas 
dúvidas ou observações com o tutor, acompanhar regularmente a 
disciplina em seu ambiente de aprendizagem, além de interagir 
com o suporte acadêmico, professores, tutores e colegas. 
Lembre-se, o seu sucesso depende de seu esforço e dedicação.
Um grande abraço e bons estudos!
Prof./Tutor Aníbal D. A. Miranda
Sobre o Módulo
Familiarização do aluno com os conceitos básicos e fundamentais 
dos Protocolos de Redes, entender que sem tais protocolos a 
interconexão entre computadores seria praticamente impossível, 
www.esab.edu.br 6
a linguagem das máquinas são os protocolos de comunicações 
entre elas. Como será visto ao longo deste módulo, existe uma 
hierarquia de comunicação entre os diferentes dispositivos de 
uma rede e a correta implementação e configuração dos diferentes 
protocolos de comunicações nos diversos equipamentos de rede 
farão que todo o sistema funcione de forma fluida e sem 
interrupções. Dessa forma, entender a importância dos diferentes 
protocolos de comunicações, nos vários níveis (hierarquias) para 
um correto diálogo e funcionamento entre todos os dispositivos e 
sistemas interligados de telecomunicações e redes de 
computadores, para um professional da Tecnologia da Informação 
(TI) é mandatório
Objetivos
Temos três (3) objetivos muito bem definidos nesta apostila, cada 
objetivo cobre cinco (5) unidades de forma consecutiva, ou seja, o 
1º objetivo corresponde às primeiras cinco unidades, isto é, das 
unidades 1 até a 5, depois, o nosso 2º objetivo corresponde da 
unidade 6 até a unidade 10 e o último e 3º objetivo vai da unidade 
11 até a unidade 15 da apostila.
Sendo estes objetivos os seguintes. 1º Objetivo é ter uma ideia 
clara sobre a definição e o conceito de um protocolo de rede, como 
surgem e quais são os documentos necessários para escrever e 
apresentar um novo protocolo ou atualizar um já existente, também 
saber quais são os principais órgãos padronizadores de protocolos 
e regras de funcionamentodas redes de computadores e finalmente 
ter uma ideia clara do modelo de referência OSI da ISO. O nosso 
2º objetivo é de ter uma visão muito clara sobre as bondades e 
funcionalidades do modelo TCP/IP que é o motor da atual Internet, 
www.esab.edu.br 7
conhecer quais são os principais protocolos da família TCP/IP, 
quais suas funções e sobre todo, aonde é que eles operam, isto 
é, em quais camadas do modelo TCP/IP, esses tópicos são de 
fundamental importância para todo professional da área de TI. O 
nosso último objetivo tem vários assuntos importantes, todos eles 
correlacionados entre si, começamos com fornecer ao aluno uma 
base sólida sobre o endereçamento IPv4, para logo, conhecer os 
benefícios da nova geração desse protocolo, o IPv6, depois rever 
os protocolos ponto-a-ponto das redes metropolitanas e de área 
estendida, na sequência estudar sobre os principais protocolos 
das redes sem fio para finalmente fecharmos com um novo 
paradigma na área das reses de computadores, o protocolo 
OpenFlow que é o motor das redes definidas por software ou 
redes do tipo SDN. Portanto, são esses os três grandes objetivos 
deste módulo acreditamos que o conteúdo é bem completo e dá o 
pontapé inicial para permitir ao aluno pesquisas mais abrangentes 
nessa fascinante área dos Protocolos de Redes.
Ementa
Neste módulo apresentamos os conceitos gerais e completos 
sobre os Protocolos de Redes, órgãos mundiais padronizadores 
dos protocolos; o modelo de referência OSI; o modelo TCP/IP; 
principais funcionalidades dos protocolos da família TCP/IP; 
endereçamento IP; a nova versão IPv6; protocolos MAN e WAN; 
protocolos de redes sem fio de vários tamanhos de cobertura 
desde os 10 metros até mais de 100 Km.; conhecer as redes 
definidas por software (SDN) que é o novo paradigma em 
protocolos de redes.
www.esab.edu.br 8
Sobre o Autor
Engenheiro eletrônico especializado nas áreas de Teleinformática 
e Telecomunicações. Mestrado e Doutorado outorgados pelo 
Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1998 e 2004 
respectivamente.
A Tese de Mestrado rendeu o primeiro prêmio “Comandante 
Quandt de Telecomunicações” na TELEXPO de São Paulo em 
1999. Categoria: Trabalhos Técnicos.
Autor de softwares na área de engenharia de tráfego, principalmente 
para medir, analisar e emular o comportamento agregado de 
pacotes IP. Autor de vários artigos técnicos apresentados em 
importantes congressos a nível nacional e internacional.
Boa experiência no estudo, análise, dimensionamento e 
implementação de projetos na área de Teleinformática.
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1º Eixo Temático: Visão Geral dos Protocolo de Redes e o Mode-
lo OSI
Apresentação: Neste 1º eixo temático temos como objetivo o 
estudo do conceito de Protocolo, saber quais os órgãos e entidades 
padronizadoras destes protocolos de redes e também um estudo 
profundo do modelo de referência OSI, essencial para o 
entendimento dos Protocolos de Redes.
•	 Unidade 1: Visão Geral dos Protocolos e Órgãos de 
Padronização
•	 Unidade 2: Modelo de Referência OSI
•	 Unidade 3: Primeiro Bloco: Aplicação, Apresentação e 
Sessão
•	 Unidade 4: Segundo Bloco: Transporte, Rede, Enlace de 
Dados e Física
•	 Unidade 5: Mais sobre o Modelo OSI
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Introdução 
Dentro do âmbito das redes de computadores, a palavra protocolo 
é chave e se encontra em todos os níveis, isto porque, praticamente 
seria impossível que os computadores que compõem uma rede se 
comuniquem uns com outros se os protocolos não existissem, a 
mesma situação ocorre ao nível de rede, não existiria uma 
comunicação entre redes se os protocolos de comunicações não 
existissem, ou seja, a condição necessária e suficiente para que 
os computadores dentro de uma rede e consequentemente as 
redes funcionem e se comuniquem da maneira como elas o fazem 
atualmente é devido à existência dos protocolos de comunicação.
O que é Protocolo?
Protocolo é um conjunto de informações, decisões, normas e 
regras definidas a partir de um ato oficial, como audiência, 
conferência ou negociação. Na realidade, a palavra Protocolo 
abrange um leque extenso de significados, podendo variar desde 
um conjunto de formalidades públicas até os critérios a serem 
cumpridos no detrimento de determinada atividade, por exemplo 
(SIGNIFICADOS, 2016). Um protocolo também pode se referir a 
um conjunto de normas e regras firmadas entre duas ou mais 
partes, como consequência de uma reunião deliberativa. Tudo 
isso no âmbito da vida cotidiana dos seres humanos, mas, e no 
mundo dos computadores?
www.esab.edu.br 11
Bem, no mundo dos computadores os protocolos são muito mais 
eficazes, pois os computadores são muito mais educados que os 
humanos. E nesse sentido que um protocolo de comunicação 
entre computadores é uma especificação de uma série de regras 
que regem a comunicação. Por isso chamamos também os 
protocolos de rede de protocolos de comunicação. Protocolo é a 
palavra que denomina “as regras” que organizam e regem a 
sincronização da comunicação entre dois sistemas 
computacionais. Ou seja, controla e possibilita a transferência 
de dados. Estes podem ser implementados por software ou por 
hardware ou ambos. Seja qual for, o protocolo segue uma linha ou 
tendência baseado em um padrão ou modelo de referência. 
É desta forma que a 
comunicação entre computadores é organizada em diversas 
camadas de programas (softwares) e hardware, umas sobre as 
outras, englobando, frequentemente, vários protocolos, este 
agrupamento é conhecido como pilhas de protocolos.
Os diferentes tipos de protocolos executam diferentes e mais 
variadas tarefas que possibilitam a correta comunicação entre os 
dispositivos da rede, isto é, em conjunto eles formam pilhas (ou 
famílias) de protocolos que executam uma função maior.
Pilhas de Protocolo
Existem diversas pilhas (conjuntos) ou famílias de protocolos, 
entre as principais temos as seguintes:
www.esab.edu.br 12
•	 O modelo de referência OSI (Open Systems Interconnect) 
•	 O modelo da Internet ou modelo TCP/IP
•	 O modelo Novell da Netware com sua pilha de protocolos 
IPX/SPX
•	 O modelo da Apple, o AppleTalk
•	 O modelo da Digital Equipment Corporation (DECnet) 
•	 O modelo SNA (System Network Architecture) da IBM.
Os protocolos mais atuais ou recentes, para interconexão com a 
Internet, são determinados pela IETF (Internet Engineering Task 
Force), a IEEE (Institute of Electric & Electronic Engineeers) e a 
ISO (International Organization for Standardization) para outros 
tipos de protocolos. O Setor de Normatização das Telecomunicações 
ou ITU-T (Telecommunication Standardization Sector) é uma área 
da União Internacional de Telecomunicações (ITU) responsável 
por coordenar padronizações relacionadas a telecomunicações. 
Sendo, também, este órgão (a ITU-T) quem controla os protocolos 
de telecomunicações, assim como a formatação de todos eles. 
Os princípios da engenharia de sistemas são aplicados na criação 
e desenvolvimento dos protocolos de rede. As organizações que 
efetuam o desenvolvimento dos protocolos de rede estão descritas 
logo a seguir com seus respectivos sites para consulta; lá se 
encontram disponíveis documentos que descrevem como foram 
padronizadas determinadas funções ou implementações para 
rede, normalmente tais documentos são chamados de RFC 
(Request For Comments). 
Qualquer proposta de padronização que é submetida passa por 
um processo antes de virar uma RFC. Incialmente ela recebe o 
nome de Draft Proposal, ou algo assim como uma proposta inicial 
em rascunho. As propostas são analisadas por um grupo de 
www.esab.edu.br 13
trabalho conforme a área que se referem e se aprovadas por 
votação, recebe um número e se torna uma RFC. Mesmo assim, 
vale a pena mencionar que um protocolo para ser utilizado na 
Internet não necessariamente precisa se tornar um padrão Internet 
(BRAGA, 2013). As RFCs podem ter os seguintes status: S:Internet Standard, PS: Proposed Standard, DS: Draft Standard, 
BCP: Best Current Practices, E: Experimental, I: Informational e 
finalmente, H: Historic.
Formas de Submissão de um documento RFC
A seguir temos exemplos de RFCs que definem alguns dos 
principais protocolos utilizados na Internet (COIMBRA, 2009):
•	 Internet Protocol (IP) – RFC 791
•	 Transmission Control Protocol (TCP) – RFC 793
•	 Telnet Protocol – RFC 764
•	 File Transfer Protocol (FTP) – RFC 765
•	 Simple Mail Transfer Protocol (SMTP) – RFC 788
•	 Simple Network Management Protocol (SNMP) – RFC 1157
•	 Post Office Protocol (POP, POP3) – RFC 1939
•	 Domain Name System (DNS) – RFC 1034 e RFC 1035
www.esab.edu.br 14
•	 Dynamic Host Configuration Protocol - IPv4 and IPv6 Dual-
Stack Issues (DHCPv4 & DHCP v6) – RFC 4477
•	 Classless Inter-Domain Routing (CIDR) – RFC 159
•	 Virtual Private Network (VPN) – RFC 4026
•	 Hypertext Transfer Protocol (HTTP) – RFC 2068
•	 Internet Protocol version 6 (IPv6) – RFC 2373
Quem Pode Escrever um Documento RFC?
A resposta para esta pergunta é, qualquer ser humano pode 
escrever um RFC, desde que o faça, em inglês e siga a formatação 
recomendada. Para ser publicada, entretanto, ela deve passar por 
algumas etapas bem definidas. Tais etapas, a formatação e os 
tipos de RFCs estão descritas em dezenas de RFCs. A publicação 
e o repositório de RFCs são de responsabilidade do RFC Editor, 
embora não pareça à primeira vista é formado por um conjunto de 
pessoas (e, de organizações), que atuam sobre um emaranhado 
complexo de normas, regras e definições, para eficazmente expor, 
de maneira simples, um imenso conhecimento sobre a Internet, 
seus protocolos e milhares de outras informações úteis a pessoas 
e instituições envolvidas e/ou interessadas (RFC Editor).
No passado, entretanto, o RFC Editor estava a cargo de uma única 
pessoa: Jon Postel. A partir dele foi estabelecido o correto 
funcionamento do RFC Editor, e em FAQs2 se tem um bom lugar 
para entender muito ao respeito (BRAGA, 2013). 
Organizações Padronizadoras
Temos as seguintes organizações que padronizam normas e 
protocolos para a Internet,
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ITU (International Telecommunication Union)
A União das Telecomunicações Internacionais (ITU, em inglês), é 
uma organização que promove os padrões para as telecomunicações 
globais. Antigamente era conhecida como a CCITT ou “Consultative 
Committee for International Telegraphy and Telephony” (ITU, 
2017).
ISO (International Standard Organization)
É uma organização não governamental, criada em 1947, 
estabelecida em Genebra, Suíça, é uma rede dos institutos de 
padrões nacionais de aproximadamente 130 países. O escritório 
central em Genebra coordena o sistema e publica os padrões 
finais. A missão da ISO é promover o desenvolvimento da 
estandardização e das atividades com ela relacionadas no mundo 
com o objetivo de facilitar a troca de serviços e bens, e para 
promover a cooperação a nível intelectual, científico, tecnológico 
e econômico. Todos os trabalhos realizados pela ISO resultam em 
acordos internacionais os quais são publicados como Standards 
Internacional. De onde provém o nome ISO? Muitas pessoas têm 
reparado na falta de semelhança entre o acrônimo em Inglês da 
Organização e a palavra “ISO”. Mas, ISO não é um acrônimo. 
Efetivamente, “ISO” é uma palavra, derivada do grego “isos”, que 
significa “igual”, raiz do prefixo “iso”, que aparece em uma grande 
quantidade de termos. De “igual” até “standard” é fácil continuar 
por esta linha de pensamento que foi o que levou a escolher “ISO” 
como o nome de dita Organização.
IANA (Internet Assigned Numbers Authority)
É operada pela ICANN, é uma das instituições mais antigas da 
Internet, e está em atividade desde a década de 70. A IANA é a 
entidade responsável por coordenar alguns dos elementos 
www.esab.edu.br 16
fundamentais que mantêm a Internet funcionando normalmente. 
Embora a Internet seja conhecida por ser uma rede mundial sem 
uma coordenação central, existe a necessidade técnica de que 
alguns componentes essenciais da Internet tenham uma 
coordenação global – e esse é o papel de coordenação da IANA 
(IANNA, 2017).
ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Num-
bers)
É responsável pela coordenação global do sistema de 
identificadores exclusivos da Internet, tais como nomes de domínio 
(.org, .net, .com, .edu, .mil, etc.,) e códigos de países como (.br, 
.uk, .ch, .at, etc.) e os endereços usados em vários protocolos da 
Internet que ajudam os computadores a se comunicarem pela 
Internet. A administração criteriosa e cuidadosa desses recursos é 
vital para a operação da Internet, de modo que os participantes 
globais da ICANN se reúnem periodicamente para elaborar 
políticas que garantam a continuidade da segurança e estabilidade 
da Internet. A ICANN é uma entidade internacional sem fins 
lucrativos em benefício público (ICANN, 2017).
IETF (Internet Engineering Task Force)
A organização IETF, é a Força Tarefa de Engenharia da Internet e 
é a responsável pela formação e desenvolvimento de padrões 
para a Internet. Ela é aberta e se utiliza do trabalho voluntário para 
funcionar, não tendo uma organização formal (IETF, 2017).
IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers)
Este instituto que associa aos engenheiros elétricos e eletrônicos 
do mundo todo, é uma organização sem fins lucrativos, estabelecida 
nos Estados Unidos. Ela é a maior em número de membros 
(profissionais). A IEEE foi formada em 1963 pela fusão do Institute 
www.esab.edu.br 17
of Radio Engineers (IRE) e do American Institute of Electrical 
Engineers (AIEE). Os membros da IEEE são estudantes e 
engenheiros elétricos, eletrônicos e da ciência da computação, 
trabalhadores de telecomunicações, cientistas, etc. É dos trabalhos 
científicos da IEEE que se estabelecem as maiores realizações 
nos padrões globais de hardware e software (IEEE, 2017).
Conclusão
Portanto, um protocolo, como visto ao longo desta Unidade inicial, 
é um conjunto de normas e regras que constituem uma linguagem 
comum usada para permitir que dois ou mais computadores se 
comuniquem entre si sem problemas. Assim como acontece no 
mundo real, se duas pessoas não falarem a mesma língua elas 
não poderão se comunicar de forma correta. No mundo dos 
computadores ocorre o mesmo fenômeno, se eles não falarem 
o mesmo idioma (leia-se, protocolo) eles pouco ou nada se 
entenderão.
www.esab.edu.br 18
 
Introdução
Inicialmente, as redes de computadores surgiram e foram 
desenvolvidas para comunicar equipamentos do mesmo fabricante 
o que causava um problema de compatibilidade entre as soluções 
tecnológicas de outros fabricantes. Portanto, era urgente padronizar 
ou fazer uma Interface entre todas essas tecnologias para que 
elas possam coexistir sem problemas. Portanto, uma solução foi 
enxergar o problema da compatibilidade entre dispositivos 
por níveis ou hierarquias, ou seja, criando moldes ou modelos 
de referência que sejam guias de construção para que os 
fabricantes de hardware e software tentarem (ao máximo) unificar 
seus produtos. Nesse sentido, o modelo OSI trata da interconexão 
de sistemas abertos, ou seja, sistemas que estão abertos à 
comunicação com outros sistemas. Vejamos como é feito isso.
Enfoque em Níveis
Um modelo de referência é uma espécie de guia para orientar 
como as comunicações devem ocorrer. São agrupadas em níveis 
(camadas) as diversas funções que devem ser implementadas. 
Pode-se dizer que um sistema de comunicação projetado desta 
forma é uma arquitetura de níveis.
Como já foi visto um protocolo é um conjunto de regras que 
regulam e controlam a comunicação entre as partes envolvidas. 
Com o intuito de reduzir a complexidade do projeto, a maioria das 
www.esab.edu.br 19
redes foi organizada como uma série de níveis ou camadas, que 
são colocadas uma sobre a outra. O número, o nome, o conteúdo 
e a função de cada camadadifere de uma rede para outra. Em 
todas as redes, no entanto, o objetivo de cada camada é oferecer 
determinados serviços para as camadas superiores (WIKIBOOKS).
A camada n de uma máquina comunica-se com a camada n de 
outra máquina. Para que isso seja possível, ela baseia-se num 
conjunto de convenções e regras que vão permitir gerenciar esta 
comunicação, que foi nomeada de protocolo da camada n, ou, 
simplesmente, protocolo n.
Exemplo de uma arquitetura por níveis ou camadas, no caso, 
este exemplo apresenta n=7 camadas
Uma analogia simples, seria comparar as camadas como se 
fossem os departamentos de uma grande empresa, onde cada 
departamento efetua uma tarefa, mas que, cada um deles ajuda 
ao todo alcançar o seu objetivo. Para que a comunicação flua de 
forma coerente e sem problemas, são implementadas regras 
(protocolos) que são procedimentos executados por uma 
www.esab.edu.br 20
camada específica. Dessa forma, no enfoque em níveis, cada 
camada pode ter um conjunto de protocolos que efetue as 
tarefas de forma similar conforme as necessidades da rede 
ou do sistema operacional.
Esse tipo de desenvolvimento é aconselhável, pois se aproveita 
dos serviços já implementados em outras camadas; somente é 
necessário ficar preocupado com as funções do nível especifico e 
não com as de qualquer outro nível. Caso seja necessário, outro 
protocolo efetuará o tratamento dos dados para possibilitar a 
comunicação. Esse processo de tratamento é chamado de vínculo 
(binding).
O Modelo OSI
No final da década de 1970, foi criado um modelo de referência 
que foi chamado de OSI (Open Systems Interconnection), este 
modelo foi desenvolvido pela ISO (International for Standardization 
Organization). A proposta desse modelo era conectar diferentes 
tipos de redes e sistemas, criando uma referência para os 
fabricantes desenvolverem os protocolos, tanto em software como 
em hardware, adequadamente. Pode-se dizer que ajudou bastante 
e atualmente se tem alguma compatibilidade entre todos os 
sistemas de redes, mas ainda existem soluções proprietárias que 
seguem padrões próprios. A tendência dos sistemas operacionais 
é prover suporte para protocolos desenvolvidos nesse padrão, 
sobre todo no modelo TCP/IP que será estudado nas próximas 
unidades.
Todavia o modelo OSI é o padrão para o desenvolvimento de 
arquitetura para redes. Neste modelo de referência consta tudo o 
que é necessário para efetuar a comunicação através das mídias 
www.esab.edu.br 21
de rede, desde uma simples aplicação até a construção de um 
computador. O modelo de referência OSI separa as funções 
em camadas ou níveis.
No decorrer deste modulo será explicado (em detalhe) como 
funciona o modelo de referência OSI, citando quais as funções 
básicas que acontecem em cada camada deste modelo que é a 
base para entender como funcionam os protocolos de rede e a 
comunicação entre dispositivos. Podem-se solucionar vários dos 
problemas de rede através de testes para detectar em que nível 
se encontra a falha de comunicação.
O modelo de referência OSI possui sete níveis (ou camadas):
1) Nível Físico (Physical Layer)
2) Nível de Enlace (Data Link Layer)
3) Nível Rede (Network Layer)
4) Nível Transporte (Transport Layer)
5) Nível Sessão (Session Layer)
6) Nível Apresentação (Presentation Layer)
7) Nível Aplicação (Application Layer)
Deve-se lembrar sempre que o modelo OSI não é um modelo 
físico e sim um conjunto de orientações que os desenvolvedores 
de aplicações de redes podem usar para criar e implementar 
ferramentas de software (e hardware) que sejam executadas em 
uma rede. É possível dividir o modelo OSI em dois blocos conforme 
sua finalidade. O primeiro bloco define como as aplicações dentro 
das estações finais se comunicam entre si e compreende as 
camadas superiores e o segundo bloco define como os dados são 
transmitidos de uma ponta à outra, este segundo bloco compreende 
as camadas inferiores como mostrado a seguir.
www.esab.edu.br 22
 
 O modelo OSI
Portanto, o primeiro bloco compreende as seguintes camadas:
•	 Nível de Aplicação (7): Fornece uma interface com o 
usuário.
•	 Nível de Apresentação (6): Apresenta os dados e fornece 
criptografia.
•	 Nível de Sessão (5): Separa os dados de diferentes 
aplicações.
E o segundo bloco é constituído pelas camadas inferiores, isto é,
•	 Nível de Transporte (4): Pode oferecer um envio confiável 
ou não confiável e realiza correção de erro antes de transmitir.
•	 Nível de Rede (3): Oferece endereçamento lógico que o 
Roteador utilize para determinar o caminho a seguir.
•	 Nível de Enlace (2): Neste nível, os pacotes de dados são 
transformados em bytes e os bytes em quadros, oferece 
acesso à mídia usando endereço MAC (Media Access 
Control), este MAC pode ser considerado uma subcamada 
a qual faz Interface com a camada inferior ou física e realiza 
a detecção de erro, mas não os corrige. Deve-se ressaltar 
que a Interface desta camada 2 com a camada superior 3 é 
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através da subcamada LLC (Logical Link Control) da camada 
2.
•	 Nível Físico (1): Move bits entre dispositivos, neste nível 
são especificados parâmetros tais como a voltagem dos Inal 
elétrico enviado, velocidade no fio e a pinagem das interfaces 
com os cabos.
Exemplo de uma comunicação entre dois computadores 
utilizando o modelo OSI
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A camada de Aplicação é a Interface praticamente pela qual o 
usuário (humano) pode interagir com todo o resto das outras 
camadas de forma direta ou indiretamente. Esta camada e a que 
mais notamos no dia a dia, pois interagimos direto com ela através 
de pacotes de softwares como cliente de correio eletrônico, 
programas de mensagens instantâneas, navegadores (Browsers) 
da Internet, etc. 
Nesse sentido e sem temor de errar pode-se disser que é nesta 
camada de Aplicação onde atuam praticamente todas as Interfaces 
dos protocolos, como por exemplo, o SMTP, o DNS, o VPN, o 
Telnet, o FTP, o HTTP, etc. E esta camada pode tanto iniciar quanto 
finalizar qualquer um dos serviços oferecidos por esses protocolos 
(VENTURA, 2002).
Baseado em requisições de algum usuário da rede, esta camada 
seleciona os serviços a serem fornecidos por funções das camadas 
mais baixas. Esta camada deve providenciar todos os serviços 
diretamente relacionados aos usuários. Portanto, a camada de 
aplicação serve como a janela onde os processos de rede, iniciados 
pelo usuário, entram em ação (MICROSOFT, 2017). Essa camada 
contém uma variedade de funções normalmente necessárias, 
entre as mais relevantes temos,
•	 Redirecionamento de dispositivo e o compartilhamento de 
recursos
•	 Acesso remoto a arquivos
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•	 Acesso de impressora remota
•	 Comunicação entre processos
•	 Gerenciamento de rede
•	 Serviços de diretório
•	 Mensagens eletrônicas (como e-Mail)
•	 Terminais de rede virtuais
•	 Identificação da intenção das partes envolvidas na 
comunicação e sua disponibilidade e autenticidade
•	 Estabelecimento de autoridade para comunicar-se Acordo 
sobre o mecanismo de privacidade 
•	 Determinação da metodologia de alocação de custo
•	 Determinação de recursos adequados para prover uma 
qualidade de serviços aceitável
•	 Sincronização de cooperação para aplicações
•	 Seleção da disciplina de diálogo
•	 Responsabilidade da recuperação de erros de 
estabelecimento 
•	 Acordo na validação de dados
•	 Transferência de informações
Serviços de Divulgação
Faz a divulgação dos serviços disponíveis aos clientes empregando 
métodos ativos e passivos para divulga-los. Sendo que o método 
ativo consiste no uso de servidores que divulgam seus serviços 
de forma ativa através de broadcast. E da parte dos usuários, eles 
podem requisitar serviços específicos, e os servidores responderão 
com uma lista de serviços suportados. E o método passivo é 
realizado através de um registro central,onde os serviços 
oferecidos se encontram, o qual é consultado pelos usuários, para 
determinar quais serviços estão disponíveis e como acessá-los.
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Método de Uso dos Serviços de Divulgação
Os clientes podem acessar os serviços usando três métodos: 
1) Interrupção de chamadas do sistema operacional: As 
aplicações no sistema cliente fazem uma chamada de 
serviço ao sistema operacional que determina se é uma 
chamada de recursos locais, que são resolvidos pelo sistema 
operacional local, ou uma chamada de recursos de rede, 
onde o sistema operacional envia a solicitação para o 
servidor apropriado. A determinação de quem responde 
ao pedido de serviço do cliente é feita pelo Redirecionador.
2) Operação remota: Aqui o sistema operacional do 
computador cliente faz uma interface direta com a rede, 
conectando-o a um servidor. As solicitações do sistema 
operacional do cliente aparecem iguais às solicitações do 
sistema do próprio servidor, portanto o servidor não está 
diretamente informado da existência independente dos 
sistemas clientes.
3) Operação de cooperação: os sistemas operacionais de 
servidor e cliente são tão avançados que o limite entre eles 
fica indistinto. Os sistemas operacionais funcionam juntos 
para coordenar o uso dos recursos nos dois respectivos 
computadores, na verdade os computadores que participam 
de um processamento cooperativo, compartilham todos os 
seus recursos. Um computador pode iniciar um processo 
em outro para tirar proveito de alguns ciclos (de relógio) para 
processamento próprio.
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O Redirecionador foi o mecanismo sobre o qual foram 
desenvolvidos os Sistemas Operacionais de Rede
A transparência dos requisitos é fundamental nos Sistemas 
Operacionais de Redes (SOR). Nesse sentido os SORs devem 
atuar de forma que os usuários utilizem os recursos de outras 
estações da rede como se estivessem operando localmente. A 
solução encontrada para estender o Sistema Operacional 
Local (SOL) dos computadores da rede, sem modificar sua 
operação local, foi a introdução de um módulo Redirecionador. 
O Redirecionador funciona interceptando as chamadas feitas 
pelas aplicações ao SOL, desviando aquelas que dizem respeito 
a recursos remotos para o módulo do SOR, responsável pelos 
serviços de comunicação que providenciam ao dispositivo remoto. 
Para as aplicações de usuário a instalação do SOR é percebida 
apenas pela adição de novos recursos (recursos verticais) aos 
que elas possuíam anteriormente.
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Um resumo desta camada de Aplicação é apresentado na 
seguinte tabela, 
Camada de Apresentação
A camada de apresentação formata os dados a serem apresentados 
na camada de aplicativo. Ela pode ser considerada o tradutor da 
rede. Essa camada pode converter dados de um formato usado 
pela camada de aplicativo em um formato comum na estação de 
envio e, em seguida, converter esse formato comum em um 
formato conhecido pela camada de aplicativo na estação de 
recepção (MISCROSOFT, 2017). Nesta camada basicamente são 
realizados os seguintes processos apresentados os dados, aqui 
também é feito o processamento de criptografia, ou seja, este 
nível apresenta os dados ao nível de aplicação e é responsável 
pela tradução de dados e formatação de código. A função desta 
camada é interpretar e fazer a manutenção da sintaxe e semântica 
quando da execução de aplicações remotas, estabelecendo um 
formato de dados comum entre os diferentes sistemas operacionais 
dos computadores que estão se comunicando. 
Portanto, a camada de apresentação é responsável por:
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•	 Transformação de dados
•	 Formatação de dados Sintaxe de seleção
•	 Sintaxe de seleção
A transformação de dados é o ato de traduzir os dados entre 
diferentes formatos. Exemplos de diferenças entre formatos de 
dados incluem ordem de bytes (poderia ser lido da esquerda para 
a direita, ou vice-versa) e conjunto de caracteres (caracteres ASCII 
ou conjunto de caracteres EBCDIC, da IBM), bem como diferenças 
na representação numérica. Essencialmente este nível possui 
uma série de protocolos especializados em traduzir os dados que 
vem da camada de Aplicação, neste sentido esta camada pode 
definir como os dados padrões devem ser formatados. Por 
exemplo, na parte gráfica que envolve multimídia, vídeos e 
imagens podem ser encontrados os seguintes formatos:
•	 TIFF (Tagged Image File Format)
•	 JPEG (Joint Photographic Experts Group)
•	 MIDI (Musical Instrument Digital Interface)
•	 MPEG (Moving Picture Experts Group)
•	 GIF (Graphic Interchange Format)
•	 RTF (Rich Text Format)
A formatação de dados (texto, figuras, arquivos binários, etc.) 
serve para que o computador receptor entenda o que o computador 
emissor envia. Um bom lembrete para esta camada de 
Apresentação é a palavra Formatação, já que é neste nível que 
os formatos são definidos para ser enviados e/ou recebidos das 
outras máquinas. Basicamente esta camada trata dos seguintes 
processos e métodos:
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Camada de Sessão
A camada de sessão permite o estabelecimento de sessões entre 
processos em execução em estações diferentes (MICROSOFT, 
2017). 
Ela fornece o seguinte:
•	 Estabelecimento, manutenção e término de sessões: 
Permite que dois processos de aplicativo em máquinas 
diferentes estabeleçam, usem e terminem uma conexão, 
conhecida como sessão.
•	 Suporte a sessões: Realiza as funções que permitem que 
esses processos se comuniquem pela rede, realizando 
tarefas de segurança, reconhecimento de nomes, registro 
em log e assim por diante.
•	 Gerenciamento de diálogos: Negociar a utilização de 
tokens para troca de dados, sincronização e liberação da 
conexão de sessão.
•	 Sincronização: Definir pontos de sincronização em diálogos 
possibilitando interrupções e retornos (caso ocorram erros, 
o diálogo deve ser retomado a partir do ponto de 
sincronização).
•	 Gerenciamento de atividades: Permite que mensagens 
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sejam divididas pelo usuário em unidades lógicas menores 
independentes (atividades).
•	 Relatório de exceções: Caso ocorram problemas, estes 
podem ser relatados ao parceiro de um determinado usuário.
Portanto, a camada de Sessão oferece bons e variados recursos 
para tornar eficiente a transferência de informação entre 
computadores. Uma boa sugestão para se lembrar desta 
camada são as palavras Diálogo e Conversações. Existem 
alguns protocolos e interfaces no nível de Sessão, tais como:
•	 NFS (Network File System)
•	 SQL (Structured Query Language)
•	 RPC (Remote Procedure Call)
•	 X-Window (Interface gráfica para sistemas UNIX)
•	 ASP (Apple Talk Session Protocol)
•	 DNA SCP (Digital Network Architecture Session Control 
Protocol)
Esta camada gerencia todas as atividades das camadas inferiores. 
Ela faz isso através de conexões virtuais, que são estabelecidas 
quando a estação transmissora troca mensagens com a estação 
receptora, e diz a ela para iniciar e manter um enlace (link) de 
comunicação. Isto é similar ao que acontece quando alguém se 
conecta a uma rede. Uma vez feito o login pelo usuário, a conexão 
é mantida até o logout, mesmo sem acesso contínuo à rede.
Localizada acima da camada de Transporte e abaixo da camada 
de Apresentação, a sua localização é propicia para a criação e o 
gerenciamento de uma ou mais sessões entre as máquinas 
conectadas.
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A seguinte tabela resume os aspectos e funcionalidades básicas 
da camada de Sessão:
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Camada de Transporte
A camada de Transporte garante que as mensagens sejam entregues 
sem erros, em sequência e sem perdas ou duplicações. Ela elimina 
para os protocolos de camadas superiores qualquer preocupação a 
respeito da transferência de dados entre eles e seus pares. O tamanho 
e a complexidade de um protocolo de transporte dependem do tipo 
de serviço que ele pode obter da camada de Rede (MICROSOFT, 
2017). Para uma camadade Rede confiável com capacidade de 
circuito virtual, uma camada de transporte mínima é necessária. 
Se a camada de Rede não for confiável e/ou apenas tiver suporte 
para datagramas, o protocolo de transporte deverá incluir 
procedimentos externos de detecção e recuperação de erros.
A camada de transporte fornece o seguinte:
•	 Segmentação de mensagens: Aceita uma mensagem da 
camada acima dela (sessão), divide a mensagem em unidades 
menores (se ela ainda não for suficientemente pequena) e 
transmite as unidades menores até a camada de rede. A 
camada de transporte na estação de destino remonta a 
mensagem.
•	 Confirmação de mensagem: Fornece uma entrega completa 
e confiável de mensagens com confirmações.
•	 Controle de tráfego de mensagens: Instrui a estação de 
transmissão a se “retirar” quando não houver buffers de 
mensagens disponíveis.
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•	 Multiplexação de sessão: Multiplexa vários fluxos de 
mensagem ou sessões em um vínculo lógico e controla 
quais mensagens pertencem a quais sessões (consulte 
camada de Sessão).
Normalmente, a camada de transporte pode aceitar mensagens 
relativamente grandes, mas existem limites rigorosos de tamanho 
de mensagens impostos pela camada de rede (ou inferior). 
Consequentemente, a camada de Transporte deve dividir 
(Segmentar) as mensagens em unidades menores, ou quadros, 
acrescentando um cabeçalho ao início de cada segmento.
As informações de cabeçalho da camada de Transporte devem 
então incluir informações de controle, como sinalizadores de início 
e fim de mensagem, para permitir que a camada de Transporte na 
outra extremidade reconheça os limites da mensagem. Além disso, 
se as camadas inferiores não mantiverem a sequência, o cabeçalho 
de transporte deverá conter informações de sequência para 
permitir que a camada de transporte na extremidade receptora 
junte as partes na ordem certa antes de entregar a mensagem 
recebida para a camada acima (MICROSOFT, 2017).
Camadas de Ponta a Ponta
Ao contrário das camadas inferiores de “sub-rede”, cujo protocolo 
está entre nós imediatamente adjacentes, a camada de transporte 
e as camadas acima dela são verdadeiras camadas de “origem 
até o destino”, ou ponta a ponta, e desconsideram os detalhes dos 
recursos de comunicações subjacentes. Os softwares da camada 
de transporte (e os softwares acima deles) na estação de origem 
realizam uma conversa com softwares semelhantes na estação 
de destino, usando cabeçalhos de mensagens e mensagens de 
controle (MICROSOFT, 2017).
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Funcionamento Básico
A função básica da camada de Transporte é aceitar dados da 
camada de sessão, quebrá-los em unidades menores se 
necessário, passar estes para a camada de rede e assegurar que 
todas as peças (pacotes) chegarão corretamente ao outro extremo. 
Protocolos de transporte são empregados para estabelecimento, 
manutenção e liberação de conexões de transporte que 
representam um caminho duplo (Full-duplex) para os dados entre 
dois endereços de transporte. O modelo OSI define três fases de 
operação dentro da camada de transporte:
1. Fase de estabelecimento: O objetivo desta fase é o 
estabelecimento de conexões entre funções de serviços das 
camadas mais altas. A qualidade dos serviços de conexão 
pode ser negociada durante esta fase.
2. Fase de transferência: Esses serviços têm como objetivo a 
transferência de dados de acordo com a qualidade dos 
serviços descritos na fase de estabelecimento.
3. Fase de terminação: Esses serviços permitem encerrar 
uma sessão terminando a conexão, sendo notificadas ambas 
as partes.
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Basicamente a camada trata dos seguintes processos e métodos:
Camada de Rede
A camada de rede controla a operação da sub-rede, decidindo 
que caminho físico os dados devem seguir com base nas condições 
da rede, na prioridade (qualidade) do serviço ou QoS (Quality of 
Service) e em outros fatores (MICROSOFT, 2017). Ela fornece o 
seguinte:
•	 Roteamento: Roteia quadros entre redes.
•	 Controle do tráfego da sub-rede: Roteadores (sistemas 
intermediários da camada de rede) podem instruir uma 
estação de envio a “desacelerar” sua transmissão de quadros 
quando o buffer do roteador começar a ficar cheio.
•	 Fragmentação de pacotes: Se ela determinar que o 
tamanho da unidade máxima de transmissão (MTU) do 
roteador downstream é menor que o tamanho do quadro, 
um roteador poderá fragmentar um quadro para transmissão 
e remontagem na estação de destino.
•	 Mapeamento de endereços lógicos/físicos: Converte 
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endereços lógicos, ou nomes, em endereços físicos.
•	 Contabilidade de uso da sub-rede: Tem funções de 
contabilidade para manter o controle dos quadros 
encaminhados por sistemas intermediários da sub-rede, 
para produzir informações de cobrança.
Sub-rede de Comunicações
O software de camada de rede acrescenta cabeçalhos a cada pacote 
de dados para que as camadas de rede dos sistemas (roteadores) 
intermediários dentro da rede corporativa possam reconhecê-los e 
usá-los para rotear esses pacotes de dados ao endereço de destino.
Essa camada dispensa as camadas superiores da necessidade de 
conhecer informações sobre as tecnologias de transmissão de dados 
comutação intermediária usadas para conectar sistemas 
(MICROSOFT, 2017). Ela estabelece, mantém e finaliza conexões 
nas instalações de comunicações intervenientes (um ou vários 
sistemas intermediários na sub-rede de comunicação).
Na camada de rede e nas camadas abaixo dela, existem protocolos 
de par entre um nó e seu vizinho imediato, mas o vizinho pode ser 
um nó através do qual os dados são roteados, e não a estação de 
destino. As estações de origem e de destino podem ser separadas 
por vários sistemas intermediários.
Funcionamento Básico
Estabelece uma conexão lógica entre dois pontos, cuidando do 
tráfego e roteamentos dos dados da rede. Roteamento é o processo 
de escolha do caminho pelo qual iremos enviar os datagramas, este 
processo pode ser dividido em:
•	 Roteamento Direto: Comunicação entre dois computadores 
alocados em uma mesma rede física ou rede de área local 
(LAN).
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•	 Roteamento Indireto: Conexão entre dois computadores 
alocados em redes distintas. Neste caso, é necessário o uso 
de roteadores Gateways para efetuar o encaminhamento 
dos datagramas (blocos de dados) à rede destino. Este tipo 
de roteamento é típico em redes de área estendida (WAN).
O algoritmo de roteamento IP utiliza tabelas de roteamento que 
contém endereços de possíveis destinos e a maneira de alcançá-
los, alocadas em computadores e Gateways. Temos então uma 
rede de comutação por mensagens com inteligência de roteamento 
descentralizada. A camada de Rede também controla o 
congestionamento das sub-redes, ou seja, evita os gargalos 
quando muitos pacotes estão presentes na sub-rede ao mesmo 
tempo. Outros problemas são inerentes a esta camada tais como 
pacotes que não chegam ao destino devido ao tamanho, 
incompatibilidade de endereços em redes distintas, protocolos 
diferentes, etc.
Esta camada ocultará da camada de Transporte qualquer 
conhecimento a respeito dos sistemas de trânsito (retransmissões), 
roteamento e tecnologia utilizada no meio de comunicação (fibra 
óptica, comutação de pacotes, satélites, redes locais, etc.)
Basicamente a camada trata dos seguintes processos e métodos:
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Camada de Enlace de Dados
É nesta camada que são gerados os quadros (frames) Ethernet, que 
atualmente são conhecidos como os quadros FastEthernet ou 
GigaEthernet. A camada de Enlace de Dados proporciona uma 
transferência de quadros de dados sem erros de um nó para outro 
através da camada inferior, ou seja, da camada Física, permitindo 
que as camadas acima dela assumam a transmissão praticamente 
sem erros através do vínculo (MICROSOFT, 2017). Para fazer isso, 
a camada de vínculo de dados fornece:
•	 Estabelecimento e término do vínculo: estabelecee finaliza 
o vínculo lógico entre dois nós.
•	 Controle de tráfego de quadros: instrui o nó de transmissão 
a se “retirar” quando não houver buffers de quadros disponíveis.
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•	 Sequenciamento de quadros: transmite/recebe quadros 
sequencialmente.
•	 Confirmação de quadros: fornece/espera confirmações de 
quadros. Faz a detecção e recuperação de erros que ocorrem 
na camada física, retransmitindo quadros não confirmados e 
lidando com o recebimento de quadros duplicados.
•	 Delimitação de quadros: cria e reconhece limites de 
quadros.
•	 Verificação de erros de quadro: verifica a integridade dos 
quadros recebidos.
•	 Gerenciamento do acesso à mídia: determina quando o 
nó “tem o direito” de utilizar o meio físico.
Funcionamento Básico
A função desta camada é converter o fluxo de dados sem 
formatação, fornecido pela camada física em conjuntos de quadros 
que por sua vez serão utilizados pela camada de Rede para retirar 
a carga de pacotes que cada quadro transporta. Vários métodos 
de enquadramento são utilizados, como a contagem de bits, ou 
caracteres, e a inserção de caracteres e flags através da inserção 
de bits. 
Os protocolos que atuam na camada de Enlace de Dados podem 
oferecer recursos de controle para retransmissão de quadros 
(frames) com falhas ou perdidos. Outra função importante da 
camada de enlace de dados, é o controle de fluxo, na qual ela 
impede que um transmissor (servidor) rápido “afogue” um receptor 
lento. 
E nesta camada de Enlace de Dados que se encontra a divisão 
entre hardawre e software, pois ela teve que ser subdividida em 
duas subcamadas, uma fazendo a Interface com a camada de 
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Rede (implementada quase toda em software) e a outra fazendo a 
Interface com a camada Física (implementada praticamente em 
hardware com um pouco de firmware). 
Camada Física
A camada Física, a camada inferior do modelo de referência OSI e pode 
ser considerada a porta de saída ou entrada de um computador para 
com o mundo externo, está encarregada da transmissão e recepção do 
fluxo continuo de bits (em banda base) brutos não estruturados através 
de um meio físico (cabo de rede). Esta camada descreve as interfaces 
elétricas/ópticas, mecânicas e funcionais com o meio físico e transporta 
os sinais para todas as camadas superiores (MICROSOFT, 2017). Ela 
fornece o seguinte:
•	 Codificação de dados: modifica o padrão de sinal digital simples 
(1s e 0s) usado pelo computador para acomodar melhor as 
características do meio físico e para ajudar na sincronização de 
bits e quadros. Ela determina o seguinte:
1. Qual estado de sinal representa um 1 binário
2. Como a estação de recepção sabe quando um “tempo de 
bit” começa
3. Como a estação de recepção delimita um quadro
4. Quantos microssegundos deve durar um digito binário (bit)
•	 Conexão com o meio físico, acomodando várias possibilidades 
no meio:
1. Um transceptor externo (MAU) será usado para conexão 
com o meio?
2. Como a conexão inicial é estabelecida entre as partes e 
como ela é desfeita quando os dois lados tiverem 
terminado?
www.esab.edu.br 42
3. Se a transmissão deve proceder em ambas as direções 
de forma simultânea?
4. Quantos pinos têm os conectores e para o quê cada 
um deles é usado?
•	 Técnica de transmissão: determina se os bits codificados 
serão transmitidos por sinalização de banda base (digital) 
ou de banda larga (analógica).
•	 Transmissão de meio físico: transmite bits como sinais 
elétricos ou ópticos apropriados para o meio físico e 
determina:
1. Quais opções de meio físico podem ser usadas
2. Quantos volts/db devem ser usados para representar 
um determinado estado de sinal, usando um meio 
físico específico
Funcionamento Básico
As tarefas de planejamento desta camada devem garantir que 
quando um computador envia um bit 1, independente da distância 
que o separe do computador de destino, este bit deve ser recebido 
como um bit 1 e não como um bit 0. As tarefas de planejamento 
aqui se envolvem amplamente com interfaces mecânicas, elétricas, 
e de procedimento, e com o mediador de transmissão física, que 
fica abaixo da camada física. Esta camada é a única que possui 
acesso físico ao meio de transmissão da rede devendo, portanto, 
se preocupar com fatores como as especificações elétricas, 
mecânicas, funcionais e procedurais da interface física entre o 
equipamento e o meio de transmissão, ou seja, a camada Física 
tem como função básica a adaptação do sinal ao meio de 
transmissão.
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Podemos relacionar abaixo, as principais características inerentes 
à camada física:
•	 Mecânicas: propriedades físicas da interface com o meio 
físico de transmissão, incluindo, por exemplo, o tipo de 
conector utilizado.
•	 Elétricas: se relacionam com a representação de um bit em 
termos de, por exemplo, nível de tensão utilizado e taxa de 
transmissão de bits.
•	 Funcionais: definem as funções a serem implementadas 
por esta interface;
•	 Procedurais: especificam a sequência de eventos trocados 
durante a transmissão de uma série de bits através do meio 
de transmissão
A camada física possui ainda as seguintes funções:
•	 Estabelecimento/encerramento de conexões: ativa e 
desativa conexões físicas mediante solicitação a entidades 
da camada de enlace
•	 Transferência de dados: a unidade de transmissão utilizada 
é o bit. O nível físico tem como função transmitir os bits na 
mesma ordem em que chegam da camada de enlace (no 
computador de origem) e entregá-los à camada de enlace 
na mesma ordem que chegaram (no computador de destino)
•	 Gerenciamento das conexões: gerência da qualidade de 
serviço das conexões físicas estabelecidas. Deve monitorar 
taxa de erros, disponibilidade de serviço, taxa de transmissão, 
atrasos do fluxo de bits, etc.
Ao pensar na camada Física pensar em um fluxo, um trem de 
bits, em sinais elétricos e meios de comunicação (cabos de cobre, 
cabos coaxiais, fibras, radio enlace, etc.). Os repetidores e Hubs 
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atuam neste nível / camada. Os padrões de nível físico utilizados 
são, por exemplo, Ethernet (IEEE 802.3), Token-Ring (IEEE 
802.5), X.21, X.21 bis, V.24, V.28, RS-232C, I.430, I.431, etc. 
Basicamente a camada Física deve tratas dos seguintes processos 
e métodos:
www.esab.edu.br 45
 
Introdução
Sabe-se, então, que o modelo OSI consta de sete (7) camadas. 
Nesta unidade veremos como cada camada do computador A se 
comunicam com as camadas do mesmo nível do computador B, 
esse tipo de comunicação é conhecido como “Peer Communication”, 
ou seja, algo assim como “Comunicação entre Pares” de protocolos. 
Modelo OSI de forma prática: Exemplo de envio de correio 
electrónico utilizando o protocolo SMTP
www.esab.edu.br 46
Por exemplo, na figura anterior os protocolos da camada de 
Aplicação do computador A falam com os protocolos da camada 
de Aplicação do computador B, da mesma forma os protocolos de 
Rede (da máquina A) se comunicarão (única e exclusivamente) 
com os protocolos da camada de Rede da máquina B, os de 
Transporte com os de Transporte, os de Sessão com os de Sessão 
e assim por diante, esse é o conceito de comunicação entre pares.
Adicionando Cabeçalhos
As camadas geram pedidos (informação, dados) que são 
adicionados a um cabeçalho que contém as solicitações ou 
informações da camada em questão. Esses dados atravessam as 
camadas, por exemplo, da camada 7 para a camada 1 e daí ele 
vai para o meio de transmissão (cabo, fibra, radio enlace, etc.) e 
sobem da camada 1 para a camada 7. Em cada camada os dados 
vão experimentando algo, isto é, vãos sendo adicionados 
cabeçalhos (se os dados estiverem descendo) ou removidos (se 
os dados estiverem subindo). Esses cabeçalhos adicionam 
informações extras, essas informações são indispensáveis para 
que cada camada de aplicação consiga comunicar-se uma com a 
outra e sejam feitas tarefas específicas em cada camada.
www.esab.edu.br 47Aplicação
Apresentação
Sessão
Transporte
Rede
Enlace de Dados
Física
Aplicação
Apresentação
Sessão
Transporte
Rede
Enlace de Dados
Física
Dados
Dados CA
Dados CA
Dados CS
Dados CT
Dados CR
Dados CED
bits
TED
Computador A Computador B
CR
1010010111101001010010100001
Cabeçalhos adicionados aos Dados à medida que descem da 
aplicação do computador A
Na figura anterior é possível observar a adição de cabeçalhos por 
cada camada que os dados iniciais (enviados pelo computador A) 
atravessam, também é possível observar que na camada de 
Enlace de Dados é adicionado, além de um cabeçalho CED 
(Cabeçalho Enlace de Dados), um bloco de informação indicando 
o fim TED (Terminação Enlace de Dados) desse conjunto de 
dados. Portanto, o conjunto total é denominado de Quadro (Frame) 
que, uma vez formado, é enviado à camada Física e assim, 
transmitido como um trem de bits, seja através de um cabo de 
rede ou ondas de rádio frequência (RF) para o destinatário 
(computador B).
Como as camadas superiores utilizam das funcionalidades das 
camadas inferiores, isso se chama de pilha. Portanto, uma pilha 
de protocolos é um grupo hierárquico de protocolos que 
funciona de forma conjunta – geralmente em um único 
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computador. Os Dados que constituem basicamente dígitos 
binários (bits) receberam um nome apropriado dependendo da 
camada que se encontrem, na próxima unidade serão apresentados 
estes nomes quando estudemos o modelo da Internet ou modelo 
TCP/IP.
Complexidade do Modelo OSI
A maneira de observação, temos o seguinte, a descrição de cada 
camada em detalhes engloba uma serie de aspectos técnicos que 
poderia consumir um tempo de leitura imenso e gerar até uma 
leitura redundante do que já foi visto. O modelo OSI é muito 
complexo se explicado em detalhe e pode deixar ao leitor uma 
sensação não muito agradável, a não ser que seja um desenvolvedor 
de software e hardware de redes que só nesse caso, um estudo 
muito mais detalhado deste modelo, é mandatório.
Primeiro Objetivo deste Módulo
E é dessa forma caro aluno que chegamos ao nosso primeiro 
objetivo deste módulo, esperasse que uma ideia clara sobre o que 
é um protocolo, organizações padronizadoras assim como o 
famoso modelo de referências OSI tenham sido bem assimilados, 
pois com base nesses conceitos é que os próximos dois objetivos 
serão fundamentados, sobre todo no nosso segundo objetivo que 
é o estudo detalhado do protocolo que movimenta a a Internet, 
praticamente é o motor da grande rede, sem ele simplesmente a 
Internet não existiria como a conhecemos atualmente, falamos do 
modelo ou família de protocolos TCP/IP. Portanto, no nosso 
segundo objetivo tentaremos desvendar os mistérios que envolvem 
esse maravilhoso modelo TCP/IP.
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O modelo OSI tentou solucionar o problema da 
interconexão de redes com distintas 
arquiteturas?
DICA
SAIBA MAIS
O modelo de referência OSI foi baseado em 
algum outro modelo anterior? Se sim, qual 
teria sido esse modelo ou padrão anterior?
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ESTUDO COMPLEMENTAR
Se a camada Enlace de Dados não estiver funcionando 
o tráfego nunca irá conseguir ir da camada de aplicação 
para a física, pois no meio do caminho a camada de 
Enlace de Dados não está funcionando! Nessas 
condições, qual seria a sua solução.
PARA SUA REFLEXÃO
Você acha que o modelo de referências OSI poderia ter 
sido desenvolvido com mais ou menos camadas? Por 
que? 
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Foi apresentado de forma clara e concisa o conceito de Protocolo, 
qual o documento que deve ser escrito para criar um novo padrão 
ou protocolo de rede, foram estudadas as entidades padronizadoras 
mundiais de protocolos e finalmente foi visto em detalhe o modelo 
de referência OSI da ISO, modelo fundamental para entender o 
funcionamento das redes, sendo que o funcionamento delas é 
baseado única e exclusivamente em Protocolos desenvolvidos 
em software ou hardware.
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Topologias e Arquiteturas das Redes
Apresentação: Neste 2º eixo temático, temos de início a 
apresentação completa sobre o modelo da Internet, ou em outras 
palavras, a família de Protocolos TCP/IP, logo na sequencia serão 
vistos e estudados os principais protocolos desta família TCP/IP, 
encontrados em cada nível deste modelo de 4 camadas, a saber, 
protocolos da camada de Aplicação, de Transporte, de Rede e 
finalmente os protocolos da camada Física. 
•	 Unidade 6: O Modelo da Internet: TCP/IP
•	 Unidade 7: Protocolos da Camada de Aplicação
•	 Unidade 8: Protocolos da Camada de Transporte: TCP e 
UDP
•	 Unidade 9: Protocolos da Camada de Rede (Internet)
•	 Unidade 10: Protocolos da Camada Física
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Introdução
O modelo TCP/IP foi elaborado a partir de um projeto pioneiro do 
Departamento de Defesa dos Estados Unidos em construir uma 
rede de comunicações à prova de ataques, esta rede chegou a 
ser conhecida como nome de DARPANet (Defense Advanced 
Research Projects Agency), ou seja, a agencia de pesquisa 
avançada do Departamento de Defesa. O objetivo básico era 
construir um sistema descentralizado e robusto de forma tal 
que, a destruição de uma das suas partes, não provocasse 
com que a rede toda seja comprometida e ela se mantivesse 
em funcionamento (IETF, 2017). 
Esse sistema foi concebido no auge da Guerra Fria, tendo o projeto 
iniciado no final da década de 1960. O modelo TCP/IP que 
conhecemos hoje não nasceu desta forma, evoluiu até a forma 
mais próxima do que o conhecemos hoje e foi oficialmente adotado, 
em 1983, na interconexão do Departamento de Defesa (ARPANet) 
e algumas universidades americanas. Como sabemos, o modelo 
OSI foi um esforço da organização ISO para se ter um modelo 
padrão de comunicações baseado em camadas. A primeira 
proposta, ISO 7498-1, foi lançada em 1984 (depois da publicação 
das normas do TCP/IP). 
No final da década de 1980, a ISO fez um esforço para que esse 
padrão fosse adotado pelas corporações, quando o modelo TCP/
IP já tinha uma grande base instalada, com muitas aplicações 
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construídas com base nele. Desta forma, apesar do processo 
formal e rigor técnico do modelo de referência OSI, o padrão de 
facto eleito pela indústria foi o TCP/IP (LEINER, 2012).
O Modelo TCP/IP
A ARPANet foi a primeira rede operacional de computadores 
baseada na técnica de comutação de pacotes, e pode ser 
considerada a rede precursora da Internet atual. Nasceu com o 
objetivo de conectar as bases militares e os departamentos de 
pesquisa do governo americano.
A ARPANet surgiu como uma rede que permaneceria ativa caso 
um (ou vários) dos servidores perdessem a conexão, e para isso, 
ela necessitava de protocolos que assegurassem e fornecessem 
essa robustez e tais funcionalidades, trazendo confiabilidade, 
flexibilidade e que fossem fáceis de serem implementados. Foi 
desenvolvida então, na Universidade de Berkeley na Califórnia, a 
arquitetura TCP/IP.
O modelo TCP/IP, quando comparado com o modelo OSI, 
apresenta duas camadas que se formam a partir da fusão de 
algumas camadas deste último, vejamos:
1. A camada de Aplicação do TCP/IP: Composta pelas 
camadas de Aplicação, Apresentação e Sessão do modelo 
de referência OSI.
2. A camada Física do TCP/IP: Composta pela camada de 
Enlace de Dados e a camada Física do modelo OSI.
Veja na ilustração abaixo esta comparação:
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Comparação entre o modelo de referência OSI e o modelo da 
Internet o TCP/IP
A seguir, teremos uma breve explicação, porém completa sobre 
cada uma das camadas da família de protocolos (o modelo) TCP/
IP.
Camada de Aplicação
É formada pelos protocolos utilizados pelas diversas aplicações 
do modelo TCP/IP. Esta camada não possui um padrão comum. O 
padrão é estabelecido por cada aplicação. Isto é, o FTP possui 
seu próprio protocolo, assim como os serviços de Telnet, SMTP, 
POP3, DNS, Ping, BOOTP, TFTP, HTTP, SNMP, etc.Camada de Transporte
Esta camada é também conhecida como a camada Fim-a-Fim, 
isto é, uma entidade desta camada só se comunica com a sua 
entidade-par no computador de destino. É nesta camada que se 
faz o controle da conversação entre as aplicações intercomunicadas 
da rede. Nesta camada dois protocolos são muito bem destacados: 
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•	 TCP (Transport Control Protocol): Orientado à conexão
•	 UDP (User Datagram Protocol): Não orientado à conexão
Devido ao fato de ser o protocolo de transporte TCP orientado à 
conexão, é usual visualizar este protocolo como sendo muito mais 
confiável do que o UDP devido a que precisa de confirmações 
positivas (ACK), por parte do receptor, antes de fazer o envio de 
novos segmentos de dados. O acesso das aplicações à camada 
de transporte é feito através de portas que recebem um número 
inteiro para cada tipo de aplicação (COMER, 2013), para isto são 
utilizados 16 bits (2 bytes), ou seja, ao todo são 216 = 65.536 portas 
que podem ser utilizadas pelos protocolos das camadas de 
transporte. Mais sobre a comunicação TCP (orientada à conexão) 
nas próximas Unidades.
Camada de Rede
Esta camada é a primeira normalizada do modelo. Também 
conhecida como camada da Internet, é responsável pelo 
endereçamento, roteamento e controle de envio e recepção dos 
pacotes de dados. Ela não é orientada à conexão. Esta camada 
realiza a comunicação entre máquinas locais (dentro da mesma 
LAN) ou remotas (dentro de uma MAN ou WAN) através do 
protocolo IP (Internet Protocol). 
Para identificar cada computador e qualquer dispositivo de rede 
que possa ser endereçado e a própria rede onde todos estes 
aparelhos de rede estão situadas, é definido um número 
identificador, que comumente é denominado de endereço IP, que 
é independente de outras formas de endereçamento que possam 
existir nos níveis inferiores. No caso de existir endereçamento nos 
níveis inferiores é realizado um mapeamento para possibilitar a 
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conversão de um endereço IP em um endereço deste nível. O 
endereço IP é conhecido como o endereço lógico do 
dispositivo de rede, sendo que o endereço MAC, estudado 
em anteriores Unidades, é o endereço físico do dispositivo 
em questão.
Comunicação entre dois computadores utilizando o protocolo 
TCP/IP 
Na figura anterior vemos a comunicação de duas máquinas dentro 
de uma rede corporativa, essa rede está composta de duas sub 
redes a LAN A e a LAN B, conectadas por um roteador, nessa 
figura vemos claramente os endereços lógicos e físicos de ambos 
os computadores A e B. Os endereços IP e MAC são fundamentais 
para a correta comunicação entre qualquer par de computadores 
locais ou remotos.
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Camada Física
Esta camada é a responsável de fazer a abstração do hardware 
para fornecer uma correta interface com as camadas superiores 
do modelo TCP/IP, isto deve ser feito com os diversos tipos de 
redes, por exemplo, X.25, ATM, FDDI, Ethernet, Token-Ring, 
Frame Relay, PPP, SLIP, PPPoE, etc. Por causa da grande 
variedade de tecnologias de rede, ela não é normalizada pelo 
modelo, o que provê a possibilidade de interconexão e interoperação 
com redes heterogêneas. Cada serviço corresponde a um 
protocolo específico. No caso de e-mails, este serviço é atendido 
pelo protocolo SMTP, que, ao ser feita uma solicitação de e-mail 
(envio ou recebimento) ao TCP/IP, este é atendido pelo SMTP. No 
caso do WWW, usado para visualização de páginas HTML, o 
protocolo usado é o HTTP. Existem ainda inúmeros outros.
A seguinte figura apresenta alguns dos protocolos de aplicação 
que fazem uso de diferentes protocolos de Transporte, que por 
sua vez fazem uso de certos protocolos de Rede, porem todo eles 
fazem uso da camada Física para o envio e recepção de informação.
Modelo bastante completo e funcional da família TCP/IP 
Portanto, podemos concluir que o TCP/IP representa um conjunto 
de protocolos de rede projetado e desenvolvido entre as décadas 
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de 60 e 70 (inicialmente) como um projeto do Departamento de 
Defesa dos EUA, e com o objetivo de interconectar redes de 
computadores de universidades e sedes militares do governo 
americano. 
Nas últimas décadas foi bastante aprimorado e tornou-se um 
padrão “de facto”, ganhou muita popularidade com o crescimento 
da rede mundial de computadores, basicamente o TCP/IP é o 
motor da Internet (COMER, 2013). 
Nomes dos Conjuntos de Dados pela Camada
Para lembrar, no modelo da Internet, o TCP/IP, cada camada tem 
seu próprio nome para o conjunto de dados enviados, vejamos,
•	 Na camada de Aplicação temos as Mensagens enviadas/
recebidas pelo usuário.
•	 Na camada de Transporte temos os Segmentos TCP ou 
UDP.
•	 Na camada de Rede temos os Pacotes IP.
•	 Na camada Física temos os quadros (ou Frames) Ethernet, 
que são conjuntos de bits com campos que indicam o início 
e fim de cada quadro.
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Introdução
A camada de Aplicação é a que faz Interface com o usuário e é 
pela qual que poderá usufruir de forma efetiva dos recursos da 
rede. A camada de Aplicação é o ponto de pelo qual o usuário 
poder acessar à Internet ou então poderá escrever (desenvolver) 
aplicações (software) de rede. Nesse sentido,
•	 Cada aplicação pode usar protocolos de aplicação pré-
existentes ou podem ser criados novos protocolos para tais 
aplicações.
•	 Os protocolos podem ser abertos e definidos em RFCs, tais 
como o HTTP, FTP, SMTP, POP3, etc.
•	 Ou podem ser proprietários: Definidos por cada 
desenvolvedor, como por exemplo, WhatsApp, Skype, 
Messenger, etc.
Todos os protocolos que serão vistos aqui na camada de 
Aplicação, a maioria deles são serviços oferecidos aos usuários, 
portanto, estes protocolos normalmente estão disponíveis nas 
máquinas servidoras da rede e podem ser requisitados a qualquer 
momento por qualquer usuário (cliente) do sistema. 
Principais Protocolos de Aplicação
FTP (File Transfer Protocol)
Publicado inicialmente na RFC 959, é o protocolo que possibilita a 
transferência de arquivos entre duas máquinas sejam locais ou 
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remotas. Além de um protocolo ele apresenta também uma 
Interface com o usuário para facilitar as transferências de dados 
(arquivos). Ele precisa de uma autenticação na máquina remota 
que normalmente seria um servidor FTP, após a autenticação no 
servidor, o cliente FTP pode realizar as transferências de arquivos 
desejados. Para acessar um servidor FTP o processo de login é o 
seguinte, normalmente uma grande maioria de servidores FTP 
podem suportar, se assim foram configurados, o acesso de um 
“usuário” do o tipo anónimo “Anonymous” e como senha deverá 
ser ingressado um endereço de e-mail, se todo ocorreu sem 
problemas o usuário estará dentro do servidor FTP e poderá 
realizar as transferências de arquivos desejadas.
Funcionamento de um servidor FTP
Após fazer todas as transferências possíveis (Downloads e 
Uploads), vale lembrar o seguinte, se o servidor FTP é público, 
então é bem possível que o usuário não tenha permissão para 
enviar, isto é, não possa fazer Uploads de arquivos e só lhe seja 
permitido trazer, ou seja, só possa fazer Downloads de arquivos 
(binários ou de texto) para sua máquina local, caso o servidor FTP 
seja particular o usuário poderia ou não ter essas permissões, vai 
depender de como foi configurado o servidor FTP. Portanto, logo 
após o usuário ter feito todas as transferências de arquivos 
pertinentes, para finalizar a sessão FTP, ele deverá digitar no 
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prompt o comando “bye” (Adeus) para fazer o logout do sistema e 
liberar a sua sessão de FTP. Outra forma de encerrar uma sessão 
FTP é não fazer nada em aproximadamente 30 segundos, o 
servidor após esse tempo de inatividade dá um logout automático 
para o usuário.
TFTP (Trivial File Transfer Protocol)
Publicado nas RFC 1350, 2347 e 2348, é uma versão reduzida ou 
simplificada do protocolo FTP,é recomendável evitar o seu uso 
devido a que não pede uma autenticação do usuário requisitante. 
Somente seu uso é justificado quando é feita a primeira carga do 
sistema operacional de Switches e roteadores. Após efetuar essa 
operação é recomendável desabilitá-lo, pois certos vírus 
informáticos poderiam se aproveitar da porta de entrada desse 
protocolo e se espalhar pela rede. O uso do TFTP praticamente só 
tem desvantagens, por exemplo, não se faz autenticação, não é 
possível fazer a listagem de diretórios ou arquivos, não é seguro, 
somente é utilizado para enviar e receber arquivos, mas sem 
garantia alguma.
SMTP (Simple Mail Transfer Protocol)
Publicado inicialmente na RFC 821, com atualizações nas RFC 
788 e 5321. Este protocolo possibilita o envio de mensagens de 
correio eletrônico (e-Mails) para o servidor SMTP. Ele utiliza um 
método de Spool (fila) para efetuar dito envio. Ele fica consultando 
o meio de armazenamento que pode ser um disco rígido e 
efetuando através de software a entrega das mensagens de 
correio eletrônico aos destinatários. O protocolo SMTP é usado 
quando o e-mail é entregue a partir de um cliente de e-mail a um 
servidor de e-mail ou quando o e-mail é entregue a partir de um 
servidor de e-mail para outro.
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IMAP (Internet Message Access Protocol)
Publicado inicialmente na RFC 3501, com atualizações nas RFCs 
4351 e 6851. O protocolo IMAP tem acesso a todas as pastas de 
sua conta e deixa o status das mensagens igual tanto no servidor 
como no software e realiza a sincronia das mensagens, mantendo 
a conexão para que as alterações e mensagens novas recebidas 
sejam atualizadas quase que em tempo real.
POP (Post Office Protocol)
Publicado inicialmente na RFC 918, com atualizações e melhoras 
nas RFCs 1081, 1939, 2449 e 5034. Este protocolo POP traz as 
mensagens do servidor e as salva localmente no computador do 
usuário, não deixando uma cópia das mensagens no servidor – a 
menos que você marque a opção “deixar uma cópia no servidor” 
nas configurações do seu programa de e-mail. Esse protocolo tem 
acesso apenas à Caixa de Entrada, não conseguindo baixar 
nenhuma outra pasta de sua conta.
Os protocolos IMAP e POP são protocolos padrão da Internet para 
recebimento de e-mail, ou seja, eles fazem com que as mensagens 
sejam trazidas do servidor para a sua máquina, smartphone ou 
tablet. O protocolo SMTP é o que faz o envio de e-mails para o 
servidor (COMER, 2013).
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SMTP
IMAP, POP3
PC
Servidor SMTP, 
IMAP, POP
Tablets
SmartPhones
Clientes
Uso dos protocolos de envio e recebimento de mensagens de 
e-mail
Resumindo, a diferença principal é que o POP baixa as mensagens 
para o cliente e permite que elas sejam armazenadas no servidor, 
mas não existe sincronia nesse processo. Já as versões IMAP4 e 
POP3 podem sincronizar a caixa de e-mails com o conteúdo do 
servidor, permitindo que um e-mail seja sincronizado entre vários 
locais sem perda de mensagens entre locais diferentes (salvo 
diretórios locais, todas as mensagens dentro do diretório do e-mail 
são sincronizadas) (PIRES, 2013).
SNMP (Simple Network Management Protocol)
Publicado na RFC 1157 e com melhoras e atualizações nas RFCs 
3413 e 5343. O protocolo SNMP é utilizado para efetuar o 
gerenciamento de rede, ele faz a coleta e a manipulação de dados 
de dispositivos de rede. Geralmente isso é feito periodicamente, 
onde cada dispositivo ativo de rede (Switch, Roteador, Servidor, 
etc.) fornece o seu status para a máquina gerenciadora. Ele é um 
ótimo meio de se obter informações sobre a saúde da ou pode ser 
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um transtorno caso alguém mal-intencionado utilize os dados para 
obter informações sobre dispositivos críticos da LAN. O dispositivo 
a ser monitorado ou gerenciado é denominado de agente SNMP 
e quem gerencia é o gerente SNMP (ou servidor SNMP), somente 
o gerente tem prioridade par se comunicar com os agentes a 
qualquer momento utilizando as seguintes mensagens (STALLING, 
1999),
•	 Get Request: Para solicitar a leitura de algum parâmetro de 
um agente.
•	 Get Response: Resposta do agente para uma mensagem 
enviada do gerente
•	 Get Next Request: Lê o valor da variável (parâmetro) 
seguinte do agente
•	 Set Request: Para modificar ou atualizar uma ou mais 
variáveis (parâmetros) de um agente.
•	 Trap: Em caso de falha de qualquer agente é disparada (de 
maneira independente) uma mensagem de alerta (Trap) 
para o gerente.
•	 Inform Request: Confirmação do recebimento do Trap por 
parte do gerente
•	 Get Bulk Request: O gerente solicita uma tabela para o 
agente
O agente SNMP no item a ser gerenciado, contempla uma tabela 
de informações que pode ser consultada ou modificada pelo 
gerente. Desta forma, é possível por exemplo consultar como está 
o tráfego de rede em determinada porta de um Switch ou qual o 
estado de memória em uma máquina Java. 
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Funcionamento do protocolo SNMP: O servidor SNMP (gerente) 
gerenciando os agentes
Para que esta consulta possa ser feita, o gerente tem que conhecer 
as informações que podem ser obtidas do agente SNMP. Isso é 
garantido pelo uso de algo semelhante a um dicionário de dados, 
a saber, a MIB (Management Information Base) e os OID (Object 
Identifiers). A MIB é a base de informações de gerenciamento que 
todo dispositivo ativo de rede tem, um OID é o identificador de um 
objeto único dentro da MIB. Uma MIB é composta de vários OIDs. 
Por exemplo, a MIB de um roteador terá objetos a serem 
gerenciados das 3 camadas, Física, Enlace de Dados e de Rede, 
a MIB de um Switch, só terá objetos que podem ser gerenciados 
até a camada de Enlace de Dados (4LINUX, 2017).
DNS (Domain Name Service)
Publicado inicialmente nas RFCs 882, 883 e 973, com atualizações 
e melhoras nas RFCs 1034 e 1035. O DNS define um esquema de 
gerenciamento de nomes, hierárquico e distribuído. Ele define a 
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sintaxe dos nomes usados na Internet, regras para delegação de 
autoridade na definição de nomes, uma base de dados distribuída 
que associa nomes a atributos (entre eles o endereço IP) e um 
algoritmo distribuído que é utilizado para mapear nomes em 
endereços.
Pois, é mais fácil para os usuários digitar endereços em vez de 
números IP de 32 bits (que são utilizados no sentido de abrir uma 
conexão ou enviar um datagrama IP), a base de dados do DNS 
permite que as aplicações traduzam esse endereço para que a 
aplicação consiga localizar a máquina correta com a qual se 
comunicar. Existem servidores que mantém essa lista de nomes e 
endereços em um BD e que estão conectadas à Internet.
Esse tipo de informação é armazenado em um sistema de domínios 
(Domain System). É utilizada uma serie de servidores 
interconectados, ao invés de um único servidor centralizado (para 
garantir sua disponibilidade). Essa pratica também facilita a 
inserção de entradas na base de dados, pois se fosse centralizada 
em uma única instituição não haveria agilidade bastante para se 
efetuar todas as atualizações a nível global.
Os servidores em conjunto formam uma espécie de árvore que 
contém todos os domínios da estrutura institucional. Os nomes 
têm uma estrutura e nomeação similar conforme sua finalidade e 
localidade. Um exemplo típico pode ser o motor de busca: www.
esab.edu.br. 
Para poder encontrar o endereço (número) IP associado a este 
nome pode-se passar por uma série de servidores (até 4 servidores 
de nomes podem ser contatados). A primeira coisa que será 
consultada através do servidor central é onde se localiza o servidor 
“BR”. Esse servidor é responsável pelo gerenciamento dos nomes 
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das instituições/empresas brasileiras conectadas à Internet 
(COMER, 2007).
Exemplo de formação do um nome de Domínio
O servidor raiz traz como resultado da pesquisa o endereço IP de 
vários servidores de nome para o nível “BR” (pode existir mais que 
um servidor de nomes

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