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INTRODUÇÃO À LINGUÍSTICA - FICHAMENTO BIBLIOGRÁFICO

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CURSO: 
LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA 
 
DISCIPLINA: TEORIA E ANÁLISE DO DISCURSO DATA:26 /05 /2021 
ALUNO (A): 
SUSELLE AIRES MACHADO 
 
 
ATIVIDADE: 
FICHAMENTO BIBLIOGRÀFICO 
 
ANO/SEMESTRE: 2021/1 
 
FIORIN, José Luiz. A linguagem em uso; In: Introdução à Linguística. São 
Paulo: Contexto, 2015, p. 165 – 185. 
 
No capítulo “A linguagem em uso”, da obra “Introdução à Linguística”, 
Fiorin (2015), aborda a pragmática, partindo da premissa de que conhecer o 
sistema da língua não garante o entendimento dos fatos linguísticos utilizados 
em situações concretas de fala. No decorrer do capítulo, o autor trata de 
diversos fatores relacionados à pragmática, destacando a relação entre a 
estrutura da linguagem e seu uso. 
Desse modo, o capítulo é estruturado em três partes: Teoria dos atos de 
fala; Máximas conversacionais; e Pressupostos e subentendidos. Destarte, 
cada parte integrante do capítulo aborda diversos temas relacionados ao uso 
da linguagem, partindo dos fatos linguísticos, perpassando a teoria dos atos de 
fala, elencando as condições de sucesso de um performativo, além de explicar 
a construção e a compreensão dos atos de fala. 
Inicialmente, o autor tece considerações acerca da insuficiência do 
sistema de língua para explicar os fatos linguísticos, para tanto, é utilizado um 
exemplo de conversação, cujo entendimento requer o estudo do uso da 
linguagem, tendo em vista que realizamos atos ao falar. Do mesmo modo, são 
enfatizados equívocos cometidos durante a análise dos enunciados, como o de 
ignorar a existência de conteúdos implícitos, desprezando, assim, fatores 
importantes da comunicação. 
Fiorin destaca que considerar esses fatores deveria tornar-se uma 
prática sistemática, para que ocorra a interpretação dos diferentes valores 
presentes nos enunciados, visto que as palavras utilizadas, além de serem 
portadoras de sentidos, são construtoras de significados. 
 
 
 O texto aborda os fatos da enunciação, de inferência e de instrução 
como parte do objeto de estudo da pragmática, permeando todas as atividades 
conversacionais realizadas durante as interações sociais. Dessa maneira, 
Fiorin trabalha duas correntes teóricas que abarcam a linguagem. 
 Em princípio, é destacada a concepção que enxerga a linguagem como 
um conjunto de fatores que ocasionam ações no mundo. Por essa perspectiva, 
todos os elementos presentes no enunciado estão organizados de modo a 
realizar essas ações e não apenas comunicá-las. Portanto, Austin envolve três 
atos simultâneos na fala: o ato locucionário, que é realizado ao enunciar a 
frase; o ato ilocucionário, que é realizado na linguagem; e o ato 
perlocucionário, é realizado pela linguagem. 
 No que tange à segunda corrente teórica presente no texto, são 
destacadas as funções do enunciado dentro da interação, ressaltando que os 
atos de fala podem manifestar-se de forma explícita e implícita. Nesse sentido, 
o propósito do enunciado poderá ser percebido somente quando esses 
implícitos forem entendidos. 
 Também, foram abordados os tipos de implicaturas: Implicaturas 
convencionais, que são desencadeadas por uma expressão linguística; e 
implicaturas conversacionais, que são provocadas por princípios gerais ligados 
à comunicação. Por esse viés, Grice estabelece as seguintes máximas: 
Máxima da quantidade; Máxima da qualidade; Máxima da relação; e Máxima 
de maneira. Contudo, essa concepção é vista como idealista por parte de 
outros autores e torna-se alvo de críticas. 
Por fim, Fiorin divide os conteúdos transmitidos pelos atos de fala em: 
Pressupostos, que são ideias expostas pelo emissor do enunciado, de forma 
implícita, mas que podem ser percebidas por meio das palavras; e 
Subentendidos, que são de responsabilidade do receptor do enunciado. Em 
suma, o autor afirma que o objeto de estudo da pragmática é a produção e 
interpretação completa dos enunciados, em situações reais de uso.

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