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Apostila Primeiros Socorros

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3
PRIMEIROS
SOCORROS
1. SINALIZAÇÃO DO ACIDENTE
A sinalização de um acidente ................................ 5
Calculando a distância para sinalização .............6
Regras de sinalização ............................................7
Como evitar maiores riscos ................................... 7
Acionando o socorro .............................................. 9
Polícia Militar - Ligue 190 ......................................9
Polícia Rodoviária Federal - Ligue 191 ................9
SAMU - Ligue 192 ...................................................9
Bombeiros - Ligue 193 ........................................10
Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUS) ...10
2. O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE
Primeiros socorros ...............................................11
Equipe de socorro profissional ..........................12
O que fazer em caso de acidente........................12
Como reagimos diante de 
um acidente de trânsito ......................................12
Sequência de ações .............................................13
Acidentes sem vítima ...........................................13
Infração e crime de trânsito ................................14
Omissão de socorro ............................................14
Como usar o extintor de incêndio ......................15
Como manusear o extintor ................................16
SUMÁRIO
3. PRIMEIROS SOCORROS
Equipe de socorro profissional ...........................17
O que fazer para ajudar a vítima ........................18
Não coloque sua vida e segurança em risco ....19
Análise primária ....................................................19
Pulsação ................................................................20
Respiração ............................................................20
Temperatura ........................................................21
Dilatação da pupila ..............................................21
Cor da pele ...........................................................22
Parada cardiorrespiratória .................................22
Desmaios ..............................................................22
Convulsões ...........................................................23
O que não fazer .....................................................24
Cuidados especiais com a vítima motociclista ..25
Parte inferior do corpo .......................................25
Movimentação da vítima ....................................26
Capacete ...............................................................26
REFERÊNCIAS ......................................................27
5
1 Conceitos de direção defensiva1 SINALIZAÇÃO DO ACIDENTE
Neste capítulo você verá:
 � sinalização de acidentes;
 � como calcular a distância 
para sinalização;
 � como acionar o socorro.
A SINALIZAÇÃO DE UM ACIDENTE
Um acidente pode provocar outros se o local não estiver bem 
sinalizado. É importante que você esteja atento e, caso tenha 
sido o responsável pelo acidente ou esteja prestando socorro, 
peça ajuda a alguém para direcionar o trânsito para longe.
Para ser mais eficaz, a sinalização deve estar a uma distância 
segura. A sinalização depende do tipo de via, da velocidade má-
xima permitida e das condições da pista. Uma regra é sempre 
contar os passos.
1
Sempre siga as regras em vias sem 
sinalização, pois como você sabe, as 
velocidades das vias variam conforme 
determinação do órgão de trânsito local.
Atenção!
6
Calculando a distância para sinalização
Vias coletoras
Velocidade máxima de 40 km/h. Para 
sinalizar, conte 40 passos largos se a 
pista estiver seca. Em pista molhada, com 
chuva, neblina, fumaça ou à noite, conte 
80 passos largos.
Vias arteriais e estradas
Velocidade máxima de 60 km/h. Para 
sinalizar, conte 60 passos largos se a 
pista estiver seca. Em pista molhada, com 
chuva, neblina, fumaça ou à noite, conte 
120 passos largos.
Vias de trânsito rápido
Velocidade máxima de 80 km/h. Para 
sinalizar, conte 80 passos largos se a 
pista estiver seca. Em pista molhada, 
com, chuva, neblina, fumaça ou à noite, 
conte 160 passos largos.
Rodovias de pista dupla
Velocidade máxima de 110 km/h. Para 
sinalizar, conte 110 passos largos se a 
pista estiver seca. Em pista molhada, 
com, chuva, neblina, fumaça ou à noite, 
conte 220 passos largos.
7
Regras de sinalização
Se a via for sinalizada, leve em consideração a 
velocidade indicada na placa. Se a pista estiver 
seca, calcule 1 passo para cada quilômetro. Se 
a pista estiver molhada, com neblina ou à noite, 
calcule 2 passos para cada quilômetro.
Para evitar acidentes, veja o que é necessário para sinalizar a 
via corretamente:
 � Sinalize o local nos dois sentidos de direção quando for via 
de mão dupla. À noite ou com neblina, sinalize com objetos 
luminosos (lanterna, pisca-alerta, faróis de veículo).
 � Se na contagem dos passos encontrar uma curva, pare a con-
tagem. Caminhe até o final da curva e recomece a contar a 
partir do zero. Faça o mesmo quando o acidente ocorrer no 
topo de uma elevação, sem visibilidade para os veículos que 
estão subindo.
 � Utilize triângulos ou outros objetos do local, 
como galhos de árvore.
 � Pessoas também podem sinalizar o aciden-
te com uma camisa, desde que:
 – Estejam posicionadas longe de curvas, lombadas e pontes;
 – Utilizem roupas que contrastem com o local e agitem um 
pano colorido para alertar os motoristas;
 – Fiquem na lateral da pista, antes do local do acidente e 
sempre de frente ao fluxo de veículos;
 – Estejam atentas e preparadas se surgir algum carro desgo-
vernado.
COMO EVITAR MAIORES RISCOS
Sinalizar o local de um acidente é uma ação que não apenas 
serve para alertar outros motoristas, mas também protege a 
vítima. Por isso, seja consciente: ao ver um acidente, aja para 
2
8
preservar vidas! Além da sinalização do local do acidente, outras 
atitudes evitam riscos. Confira:
1. Proteja-se
Evite contato com as 
secreções ou sangue 
da vítima.
2. Sinalize o local
Na maioria dos 
casos, você não 
poderá remover o 
acidentado da pista, 
por isso sinalize para 
os demais motoristas.
3. Chame o socorro
Se precisar acionar 
o socorro, informe 
o local, número de 
vítimas, riscos e 
veículos envolvidos.
4. Reúna extintores
Desligue o motor do 
veículo e reúna todos 
os extintores que 
puder.
5. Não fume
Não fume no local do 
acidente.
6. Cuidado com a 
eletricidade
Nunca encoste 
em cabos ou fios 
elétricos partidos.
7. Desvie o veículo
Coloque o volante e 
rodas virados para 
fora da via. Assim, se 
houver colisão com o 
seu carro, ele não será 
arremessado para o 
local do acidente.
8. Evite risco de 
combustão
Caso exista algum 
risco de combustão 
ou explosão, não 
entre no veículo 
envolvido no 
acidente.
9. Evacue a área
Em caso de fogo ou 
de vazamento de 
produtos que possam 
causar incêndios e 
explosões, evacue 
e isole a área 
totalmente.
Cada informação é importante
9
ACIONANDO O SOCORRO
No caso de precisar acionar o socorro para um acidente, fale 
com calma e pausadamente, relatando o que viu acontecer. In-
forme sempre:
 � Localização: a localização, pontos de referência e se há vias 
interditadas.
 � Vítimas: o número de vítimas, gravidade do estado delas e 
quais providências foram tomadas.
 � Veículos: quantos e quais são os veículos envolvidos.
 � Riscos: o tipo de acidente e riscos (incêndios, desmorona-
mento, cargas perigosas).
Dependendo do tipo de acidente, existe um socorro mais 
apropriado. A seguir, conheceremos cada um deles.
Polícia Militar - Ligue 190
A Polícia Militar deve ser acionada quando um acidente for em 
vias urbanas. Por mais que não esteja equipada com materiais 
para atendimento de vítimas, pode auxiliar e garantir a seguran-
ça do local e dos envolvidos.
Polícia Rodoviária Federal - Ligue 191
A Polícia Rodoviária Federal deve ser acionada quando um aci-
dente for em rodovias federais.
Por mais que não esteja equipada com materiais para atendi-
mento de vítimas, pode auxiliar e garantira segurança do local 
e dos envolvidos.
SAMU - Ligue 192
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência atende a qual-
quer tipo de emergência relacionada à saúde. Pode ser aciona-
do para atender vítimas de acidentes de trânsito ou também 
3
10
pessoas que passam mal ou se acidentam (queda, torções) em 
via urbana ou rural.
Bombeiros - Ligue 193
Os bombeiros atendem: 
 � Acidentes com vítimas presas em ferragens ou capotamentos.
 � Quando houver perigo identificado como fogo, fumaça, faís-
cas, vazamento de substâncias, gases, líquidos, combustíveis.
 � Em locais instáveis como ribanceiras, muros caídos, valas etc.
Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUS)
As rodovias possuem Serviços de Atendimento ao Usuário 
(SAUs) e devem divulgar seus respectivos números aos usuá-
rios. Mantenha o número das rodovias que utiliza com frequên-
cia sempre atualizado.
Algumas rodovias disponibilizam telefones de emergência nos 
acostamentos a cada quilômetro. Para utilizá-los, basta tirá-los 
do gancho.
11
1 Conceitos de direção defensivaO QUE FAZER EM 
CASO DE ACIDENTE2
Neste capítulo você verá:
 � o que fazer em caso de acidente;
 � omissão de socorro;
 � como lidar com situações de risco.
PRIMEIROS SOCORROS
Este módulo foi elaborado baseado no anexo II da Resolução 
168 de 14/12/2004, alterada pela Resolução 285 de 29/07/2008 
do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Ele traz informa-
ções básicas para que você atue com calma e segurança caso 
presencie um acidente de trânsito. 
Não é o objetivo desse módulo ensinar primeiros socorros 
que necessitam de treinamento técnico e prático, mas lhe dei-
xar preparado para atuar em uma situação de risco dentro das 
suas possibilidades e restrições.
1
12
Equipe de socorro profissional
Medidas de socorro exigem treinamento específico, oferecido 
por entidades credenciadas. Mesmo assim, elas não substituem 
um sistema profissional de socorro. 
Por isso, lembre-se sempre: caso presencie um acidente de 
trânsito, mantenha a calma e chame a equipe de socorro profis-
sional!
O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE
Acima de tudo: faça somente o que estiver ao seu alcance. Não 
coloque sua vida ou de outras pessoas em risco.
Como reagimos diante de um acidente de trânsito
Ao presenciar/sofrer um acidente de trânsi-
to, as pessoas podem ficar em choque, parali-
sadas ou em pânico. Procure estar no contro-
le da situação e afaste os curiosos do local.
Mantenha-se calmo e focado! Depois de ve-
rificar se você não está ferido, é importante 
ter em mente que, se há uma vítima no aci-
2
13
dente, você tem de prestar socorro. Por isso, busque se acalmar 
e procure ajudar de alguma forma.
Sequência de ações
Para prestar socorro, exis-
te uma sequência de ações 
que sempre seguirá a mes-
ma ordem. 
1. Sempre mantenha 
a calma.
2. Estacione em local seguro e deixe livre a passagem da polí-
cia ou do resgate. Ligue o pisca-alerta e sinalize o local com 
o triângulo.
3. Tente garantir a segurança de todos e mantenha os curio-
sos longe. Verifique se existe risco de vazamento de combus-
tível ou outros riscos.
4. Peça socorro profissional imediatamente e informe o nú-
mero de vítimas e a localização.
5. Verifique a situação das vítimas, tranquilize-as. Se não hou-
ver risco de queda ou incên-
dio, evite que ela se mova e 
não retire os equipamentos 
de segurança.
ACIDENTES SEM VÍTIMA
 � Retire o veículo do local para desbloquear a via e permitir a 
passagem.
 � Não chame o resgate (não é necessário).
 � Faça o Boletim de Ocorrência (B.O) na delegacia mais próxima 
(a polícia não faz mais o B.O na hora e no local do acidente).
3
Para realizar algumas ações com as 
vítimas com o objetivo de socorrê-las, 
você deve ter conhecimento e 
treinamento em primeiros socorros.
Atenção!
14
INFRAÇÃO E CRIME DE TRÂNSITO
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), 
o condutor comete uma infração gravíssima (7 
pontos na CNH), passível de multa, ao deixar de 
prestar socorro à vítima de acidente de trânsito, 
sair do local, deixar de sinalizar e afastar o perigo, 
identificar-se, prestar informações ou acatar de-
terminações da autoridade.
Na maioria dos acidentes, a vítima necessita de 
cuidados imediatos que podem salvar a vida dela ou não agra-
var o seu estado, tornando a sua ajuda decisiva. Em acidentes de 
trânsito, não podemos saber o real estado da vítima. Portanto, 
é fundamental prestar assistência e aguardar o socorro médico.
Omissão de socorro
Omissão significa deixar de lado, desprezar ou esquecer. Mes-
mo as pessoas não envolvidas no acidente devem prestar so-
corro. Além da infração, a omissão é considerada um crime e, 
segundo o Código Penal Brasileiro:
“deixar [...] de prestar imediato socorro à vítima ou, 
não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, dei-
xar de solicitar auxílio da autoridade pública”. 
Também é considerado crime se, por conta da omissão do 
socorro, o acidentado tiver uma lesão corporal de natureza gra-
ve ou morte. A pena pode variar entre detenção de 6 meses a 1 
ano ou multa.
As penas por omissão de socorro são:
 � lesão: detenção de 6 meses a 1 ano;
 � lesão grave: detenção de 9 meses a 1 ano e 6 meses;
 � morte: detenção de 1 ano e 6 meses a 3 anos.
4
pontos
7
multa
15
COMO USAR O EXTINTOR DE INCÊNDIO
Alguns acidentes podem causar incêndios e explosões. Isso 
porque o tanque de combustível do carro pode ter sido atingi-
do.Caso ocorra um princípio de incêndio no acidente, na ausên-
cia de especialista, use o seu extintor e tente conter o fogo. 
O primeiro passo é reconhecer um princípio de incêndio. Você 
pode saber isso observando o tipo de fumaça. Nesses casos, 
isole a área rapidamente e saia do veículo. Em hipótese alguma, 
tente apagar o fogo.
 � A fumaça branca e sem cheiro indica a 
presença de vapor de água do radiador.
 � A fumaça escura e com cheiro forte in-
dica um princípio de incêndio.
Ter um extintor de incêndio no carro não é obrigatório desde 
2015. Porém, você pode adquirir um. O indicado pelo Contran 
(Conselho Nacional de Trânsito) é o do tipo ABC. Ele é fácil de 
manusear e é capaz de eliminar pequenos incêndios em mate-
riais sólidos, líquidos e equipamentos elétricos.
Verifique sempre a data de vencimento do extintor e troque-o 
se estiver expirado. Como medida de segurança, a frequência 
recomendada para inspeção dos extintores é mensal ou sem-
pre que houver uma suspeita de problema. Você deve verificar:
 � localização correta dos aparelhos, verifican-
do se todos estão nos compartimentos certos;
 � facilidade de acesso, verificando se não es-
tão em compartimentos trancados;
 � lacres de carga, pinos de segurança e etique-
tas de registro de inspeções;
 � possíveis danos causados por quedas, pan-
cadas ou choques.
5
16
Como manusear o extintor
17
1 Conceitos de direção defensiva3 PRIMEIROS SOCORROS
Neste capítulo você verá:
 � como ajudar uma vítima de acidente;
 � como fazer uma análise primária da vítima;
 � o que não fazer diante de um acidente.
EQUIPE DE SOCORRO PROFISSIONAL
Medidas de socorro exigem treinamento específico, oferecido 
por entidades credenciadas. Mesmo assim, elas não substituem 
um sistema profissional de socorro. 
Por isso, lembre-se sempre: caso presencie um acidente de 
trânsito, mantenha a calma e chame a equipe de socorro profis-
sional! Lembre-se que os procedimentos médicos devem ser re-
alizados pela equipe de socorro. Enquanto espera pela chegada 
deles, há alguns procedimentos que podem ser realizados para, 
simplesmente, ser solidário.
1
18
O QUE FAZER PARA AJUDAR A VÍTIMA
Para saber como proceder no auxílio à vítima, é necessário 
realizar a análise primária.
Esta análise tem o objetivo de avaliar o estado geral da vítima 
e seus sinais vitais para que os devidos procedimentos sejam 
adotados. O resultado da análise primária será essencial para 
ter uma visão geral do quadro da vítima. Confira abaixo as eta-
pas para que você, motorista, esteja preparado:
1. Fique próximo à vítima
Fique próximo à vítimade forma 
que ela possa vê-lo. Verifique 
sempre se ela está consciente.
2. Proteja-a
Proteja-a contra o frio, 
sol ou chuva.
3. Verifique sinais vitais
Verifique sinais vitais como 
respiração, pulsação, batimentos 
cardíacos, além de sangramentos 
e lesões. Você verá como, 
mais à frente.
4. Converse com ela, 
acalmando-a
Ouça e aceite suas queixas. 
Mantenha-a informada do que 
está fazendo e do que está 
ocorrendo.
2
19
5. Seja paciente
Ao responder perguntas da 
vítima, seja paciente, não minta 
e mantenha a calma. Também 
não dê informações que causem 
impacto.
Aconselhe as vítimas a aguardarem em local seguro, mesmo as 
que conseguem se movimentar. Se houver mais de uma vítima, 
a equipe de socorro atenderá primeiro aquela que estiver mais 
quieta e não conseguir se movimentar, pois isso pode indicar 
que ela tenha tido uma parada respiratória. Antes de qualquer 
procedimento, o motorista que prestar socorro deve identificar 
o estado das vítimas, como verificar os seus sinais vitais. Veja 
como fazer esta avaliação, a seguir.
Não coloque sua vida e segurança em risco
Algumas vítimas de acidentes, movidas pelo medo, podem se 
tornar agressivas, não permitindo o auxílio. Nesse caso, procure 
apoio de familiares ou conhecidos dela, se houver. Mas afaste 
se a situação oferecer riscos a você.
ANÁLISE PRIMÁRIA
Como o objetivo da análise primária é verificar a consciência e 
os sinais vitais da vítima, deve-se observar:
 � pulsação;
 � respiração;
 � temperatura;
 � dilatação da pupila;
 � cor da pele;
 � parada cardiorrespiratória.
3
20
Pulsação
O melhor local do corpo para verificar a pulsação de um adul-
to inconsciente é na base do pescoço, onde fica a artéria caró-
tida, responsável por levar oxigênio do coração para o cérebro.
Para medir a pulsação, coloque 2 ou 3 dedos no ponto arterial. 
Também é possível realizar a medição pelo pulso da vítima. Esta 
análise permite verificar e avaliar os batimentos cardíacos.
Para avaliar os batimentos cardíacos e sua frequência é neces-
sário levar em consideração alguns fatores, como idade, sexo, 
peso, emoções etc. As crianças pos-
suem o batimento cardíaco mais al-
tos e os idosos mais baixos.
Em um adulto, por exemplo, se os 
batimentos estiverem acima de 100 
por minuto, são considerados altos 
(taquicardia). Se os batimentos fo-
rem abaixo de 40 por minuto, são 
considerados baixos (braquicardia).
Respiração
Você pode avaliar a frequência e a qualidade de respiração 
com passos simples:
 � Veja os movimentos respiratórios por 
meio da elevação do tórax/abdome.
 � Ouça, colocando o ouvido próximo à 
boca e ao nariz.
 � Sinta, colocando a mão próximo da boca 
e do nariz.
A frequência respiratória média varia de acordo com o sexo 
e idade. Em seu estado normal de saúde, um homem adulto 
respira de 14 a 20 vezes por minuto. Já uma mulher adulta de 
16 a 22 vezes. Um bebê de 40 a 50 vezes nos primeiros meses 
21
de vida e uma criança de 20 
a 26 vezes.
Se a vítima não responder 
a você, isso indica que as vias 
aéreas estão fechadas. Avise 
imediatamente o socorrista. Ele tentará desobstruí-las, evitando 
movimentar a cabeça da vítima, para não ocasionar ou agravar 
uma lesão na coluna.
Caso a vítima esteja com a respiração ofegante, ela pode estar 
com um quadro de sintoma de asma, estado de choque, em-
bolia pulmonar, asfixia devido a inalação de fumaça, intoxica-
ção por monóxido de carbono, hemorragia ou lesão do pulmão, 
pescoço ou tórax.
Temperatura
Verifique a temperatura da vítima com um termômetro ou po-
sicionando a sua mão nas axilas dela. Se a temperatura for:
 � Menor que 36 graus: pode indicar estado de choque, hemor-
ragia interna ou morte.
 � Maior que 37 graus: pode indicar febre ou exposição prolon-
gada ao sol.
Dilatação da pupila
A pupila é o centro do olho. Ela se adapta conforme a luz: con-
trai quando está muito iluminado e dilata quando está escuro. 
Observe as pupilas da vítima e verifique se elas estão contraídas 
ou dilatadas.
 � Ambas as pupilas estão dilatadas: pode indicar estado de 
choque, parada cardíaca ou morte.
 � Ambas as pupilas estão contraídas: pode indicar traumatis-
mo craniano ou intoxicação.
 � Uma pupila está dilatada e a outra contraída: pode indicar 
derrame cerebral.
Se a vítima estiver inconsciente, 
sem movimento respiratório, além de 
lábios, língua e unhas azuladas, significa 
que ela teve parada respiratória.
Atenção!
22
Cor da pele
Observe a cor da pele da pessoa e identifique se ela está arro-
xeada, pálida ou avermelhada.
 � Pele arroxeada: pode indicar exposição 
excessiva ao frio, estado de choque, para-
da cardiorrespiratória ou morte.
 � Palidez: pode indicar hemorragia, exposi-
ção ao frio ou parada cardiorrespiratória.
 � Pele avermelhada: pode indicar febre, calor ambiente, in-
gestão de bebida alcoólica ou início de envenenamento por 
fumaça.
Parada cardiorrespiratória
Quando uma pessoa não apresenta o movimento de respira-
ção no tórax, ela pode ter tido uma parada cardiorrespiratória. 
A equipe de socorro atenderá primeiro a vítima mais quieta e 
que não consegue se movimentar, pois pode indicar parada res-
piratória ou cardiorrespiratória. Veja a diferença:
 � Parada respiratória: perda da respiração.
 � Parada cardiorrespiratória: perda da respiração e pulsação. 
A equipe de socorro fará a massagem cardíaca.
Principais sintomas da parada cardiorrespiratória: incons-
ciência, o peito não mexe, pele arroxeada (cianose), ausência de 
pulsação e/ou palidez acentuada. 
Desmaios
O desmaio é a perda instantânea ou temporária da consciên-
cia e da capacidade de manter-se em pé. Normalmente, os des-
maios acontecem por causa da diminuição da circulação sanguí-
nea no cérebro.
Um dos maiores riscos do desmaio é a queda, pois pode cau-
sar traumatismos cranianos ou fraturas ósseas.
23
Uma pessoa apresenta alguns sintomas antes de desmaiar:
 � Fraqueza e palidez.
 � Náuseas, enjôo, suor frio e pulso fraco.
 � Respiração lenta e visão turva.
Se você perceber esses sintomas, apoie a vítima antes que ela 
caia, sente-a e coloque a cabeça dela entre os joelhos. Peça para 
a vítima respirar profundamente e não permita que ela se levan-
te sozinha. 
Deite a pessoa desmaiada o mais confortavelmente possível, 
mas não a movimente se isso puder agravar o seu estado. Não 
tente acordar a vítima do desmaio. Se ela ficar inconsciente por 
mais de 5 minutos, chame a equipe de socorro imediatamente. 
Depois que ela recobrar a consciência, mantenha-a deitada até 
ter certeza de que seu estado de saúde está bom.
Convulsões
As convulsões são contrações musculares involuntárias de 
todo o corpo ou parte dele. Podem ser ocasionadas por febre 
alta, falta de sono, menstruação, estresse, emoções intensas, 
exercícios vigorosos, determinados ruídos, músicas, odores ou 
luzes fortes. Os sintomas que surgem antes das convulsões são:
 � Sensação súbita de medo ou ansiedade.
 � Enjôo, tontura, alteração na visão.
24
 � perda de consciência seguida de confusão, espasmos muscu-
lares, salivação saliente;
 � movimentos rápidos dos olhos, alteração súbita de humor, 
lábios e dedos arroxeados;
 � respiração irregular, perda do controle urinário e intestinal.
Deite a vítima de lado para evitar que ela se engasgue com a 
própria saliva. Apoie sua cabeça em algum material macio. Afas-
te os objetos ao redor que possam machucá-la. Afrouxe suas 
roupas, erga seu queixo para facilitar a respiração, jamais tente 
puxar a língua da vítima para fora e nem coloque objetos em 
sua boca.
O QUE NÃO FAZER
NÃO movimente a vítima: você pode agravar uma lesão 
na coluna ou uma fratura de braço ou perna. Se houver pe-
rigos ou riscos imediatos como incêndio, queda do veículo 
ou explosões, faça a remoção da vítima utilizando técnicas 
adequadas e peça ajuda. Também peça para a vítima evi-
tar se mover.
NÃO é permitido que um leigo aplique técnicas de rea-
nimação cardiorrespiratória: em caso de parada cardior-
respiratória, chame socorro imediatamente.
NÃO realizenenhum procedimento que possa dificul-
tar a respiração da vítima: como enfaixar o tórax em 
caso de fraturas de costelas.
NÃO tente colocar no lugar membros, vísceras ou ór-
gãos expostos: a parte amputada jamais deve ser recolo-
cada. A movimentação pode agravar as lesões e provocar 
o rompimento de vasos sanguíneos ou lesões nos nervos. 
4
1
2
3
4
25
NÃO troque curativos: você pode agravar o ferimento, 
além de correr o risco de contrair alguma doença conta-
giosa ou infecção.
NÃO aplique torniquetes: atualmente o torniquete só é 
aplicado por profissionais treinados e, mesmo assim, qua-
se nunca é aconselhado.
NÃO arranque partes do vestuário grudadas ao corpo 
por motivo de queimadura: você pode contaminar, infec-
cionar e agravar o ferimento.
Não aplique produtos nos ferimentos e queimaduras: 
você pode contaminar e infeccionar o ferimento, agravan-
do o estado da vítima.
Não dê alimentos ou bebidas para a vítima: a ingestão 
de qualquer substância, até mesmo água, pode prejudicar 
os procedimentos hospitalares (com exceção de pessoas 
cardíacas que podem usar seus medicamentos). Podem 
ocorrer hemorragias internas e o líquido pode chegar aos 
pulmões, agravando a situação.
Além disso, caso a vítima necessite de uma cirurgia, ela 
precisará estar de estômago vazio e o líquido ou alimen-
to ingerido pode demorar várias horas para ser absorvido 
pelo organismo.
CUIDADOS ESPECIAIS COM 
A VÍTIMA MOTOCICLISTA
Quando a vítima de um acidente é um motociclista, todos os 
cuidados vistos anteriormente são aplicáveis, além de considerar:
Parte inferior do corpo
Por causa da queda, é provável que haja uma fratura na parte 
inferior do corpo da vítima. Por isso, não é recomendável movi-
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mentar e nem elevar a cabeça ou as pernas, pois geralmente as 
fraturas de vítimas de moto são graves.
Movimentação da vítima
Não movimente a vítima e nem a remova do local: você pode 
agravar o estado geral dela e gerar outras complicações.
Neste caso, também não é recomendável elevar a cabeça ou 
as pernas, como vimos anteriormente. Lembre-se de que as fra-
turas de vítimas de moto normalmente são graves.
Capacete
Não retire o capacete, pois esse movimento pode agravar le-
sões no pescoço ou no crânio. Somente o retire se a vítima esti-
ver correndo risco de morte ou sem respiração.
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