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Cinéti�� E�z��áti�� Fat���� qu� ��e��m � �e��c��a�� d� �e�ção As diferentes enzimas mostram diferentes respostas às alterações de concentração de substrato, temperatura e PH. -CONCENTRAÇÃO DO SUBSTRATO ❏ Velocidade máxima A velocidade de uma reação (v) é o número de moléculas de substrato convertidas em produto por unidade de tempo. A velocidade de uma reação catalisada por enzima aumenta conforme a concentração de substrato, até uma velocidade máxima (Vmax) ser atingida. A obtenção de um platô na velocidade da reação em altas concentrações de substrato reflete a saturação de substrato em relação aos sítios ativos disponíveis nas enzimas presentes. ❏ Formato hiperbólico da curva cinética A maioria das enzimas mostram uma cinética de Michaelis-Menten, na qual a curva da velocidade da reação inicial (Vo), contra a concentração de substrato [S] , possui um formato hiperbólico. Por outro lado, as enzimas alostéricas frequentemente mostram uma curva sigmóide. - TEMPERATURA ❏ Aumento da velocidade A velocidade da reação aumenta com a temperatura, até um pico de velocidade ser atingido. Esse aumento é devido ao aumento do número de moléculas com energia suficiente para atravessar a barreira de energia e formar os produtos da reação. ❏ Diminuição da velocidade Uma elevação maior da temperatura resulta em redução da velocidade, pois devido a alta temperatura ocorre a desnaturação da enzima. -pH ❏ Ionização do sítio ativo A concentração de H+ afeta a velocidade de reação de várias maneiras. Primeiro, o processo catalítico geralmente requer que a enzima e o substrato tenham determinados grupos químicos em um estado ionizado ou não-ionizado, de modo a interagirem. O pH contribui para tornar o ambiente propício para essas interações, fazendo, assim, a velocidade da reação diminuir. ❏ Desnaturação da enzima Valores extremos de pH podem levar à desnaturação da enzima, pois a estrutura da molécula proteica cataliticamente ativa depende do caráter iônico das cadeias laterais dos aminoácidos. ❏ O pH ideal varia de acordo com a enzima O pH no qual a atividade máxima da enzima é atingida difere de uma pra outra, e geralmente reflete o Ph no qual a enzima funciona no organismo. Equ�ção d� M���a�l��-Men��� A equação de Michaelis-Menten descreve como a velocidade da reação varia com a concentração do substrato:0 ❏ Concentrações relativas de E e S A concentração de substrato [S] é muito maior do que a concentração da enzima [E], de modo que a porcentagem de substrato ligado à enzima em qualquer tempo é pequena. ❏ Hipótese do estado de equilíbrio O [ES] não varia com o tempo, isto é, a velocidade de formação do complexo ES é igual a da degradação de ES (para E+ S e para E+ P). Em geral, um intermediário em uma série de reações é dito estar em um estado de equilíbrio quando sua velocidade de síntese é igual a velocidade de degradação. ❏ Velocidade incial Somente as velocidade iniciais da reação (Vo) são utilizadas na análise das reações enzimáticas. Isso significa que a velocidade da reação é medida assim que a enzima e o substrato são misturados. Nesse momento a concentração de produto é muito pequena e, assim sendo, a velocidade da reação inversa de P para S é ignorada -ASPECTOS IMPORTANTES ❏ Características do Km A constante de Michaelis é característica de uma enzima e de determinado substrato seu, no qual reflete a afinidade da enzima para aquele substrato. O km é numericamente igual à concentração do substrato na qual a velocidade da reação é igual a metade da velocidade máxima. O Km não varia com a concentração da enzima. 1- Um Km baixo, reflete alta afinidade da enzima pelo substrato, pois uma baixa concentração de substrato é necessária para atingir a metade da saturação da enzima, isto é, atingir a velocidade que é a metade da velocidade máxima. 2- Um Km alto, reflete o inverso, isto é, baixa afinidade. ❏ Relação entre a velocidade e a concentração da enzima A velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração da enzima em qualquer concentração de substrato. Por exemplo, se a concentração da enzima é reduzida pela metade, a velocidade inicial da reação (Vo), assim como a Vmáx, são reduzidas à metade da velocidade original. ❏ Ordem da reação Quando a [S] é muito menor do que o Km, a velocidade da reação é aproximadamente proporcional à concentração do substrato. A velocidade da reação é dita de 1 ordem com relação ao substrato. Quando a [S] é muito maior do que o Km, a velocidade é constante e igual à Vmáx. A velocidade da reação nesse caso é independente da concentração de substrato e é dita de ordem 0 em relação à concentração de substrato. -GRÁFICO DE LINEWEAVER-BURKE Quando Vo é colocada em um gráfico contra [S], nem sempre é possível determinar quando a Vmáx é alcançada, devido à ascensão gradual da curva hiperbólica em altas concentrações de substrato. Porém, se colocarmos 1/Vo versus 1/[S], obtém-se uma linha reta. Também chamado de gráfico dos duplos recíprocos, pode ser utilizado para calcular Km e Vmáx, assim como para determinar o mecanismo de ação de inibidores enzimáticos. Ini��ção d� ��i��d��e ��z��áti�� Qualquer substância que possa diminuir a velocidade de uma reação catalisada por uma enzima é chamada de inibidor. - Os inibidores reversíveis ligam-se à enzima por meio de ligações não covalentes. A diluição do complexo enzima-inibidor resulta na dissociação do inibidor reversivelmente ligado e na recuperação da atividade enzimática. - A inibição irreversível ocorre quando uma enzima inibida não recupera sua atividade quando o complexo EI é diluído. Os dois tipos mais comuns de inibição encontrados são inibição competitiva e inibição não competitiva. -INIBIÇÃO COMPETITIVA Ocorre quando o inibidor liga-se reversivelmente ao mesmo sítio que o substrato normalmente ocuparia, dessa forma, compete com o substrato por esse sítio. ❏ Efeito sobre a Vmáx O efeito é revertido pelo aumento da [S]. Em uma concentração de substrato suficientemente alta, a velocidade da reação atinge a Vmáx observada na ausência do inibidor. ❏ Efeito sobre o Km Aumenta o Km aparente para determinado substrato. Isso significa que, na presença de um inibidor competitivo, mais substrato é necessário para atingir metade da Vmáx. ❏ Efeito sobre a curva de Linewaever-Burke A inibição competitiva apresenta uma curva característica, na qual as curvas da reação inibida e não inibida interceptam o eixo do y em /Vmáx (a Vmáx não é alterada). As reações inibida e não inibida interceptam o eixo x em pontos diferentes, indicando que o Km aparente é aumentado na presença do inibidor competitivo. -INIBIÇÃO NÃO COMPETITIVA Esse tipo pode ser reconhecido por seu efeito característico sobre Vmáx. A inibição não competitiva acontece quando o inibidor e o substrato ligam-se a sítios diferentes sobre a enzima. O inibidor não competitivo pode ligar-se tanto à enzima quanto ao complexo ES, de modo a impedir que a reação ocorra. ❏ Efeito sobre a Vmáx A inibição não competitiva não pode ser superada pelo aumento da concentração de substrato. Desse modo, os inibidores não competitivos diminuem a Vmáx da reação. ❏ Efeito sobre o Km Os inibidores não competitivos não interferem na ligação do substrato com a enzima. Portanto, a enzima possui o mesmo Km na presença ou ausência do inibidor. ❏ Efeito sobre a curva de Lineweaver-Burke A Vmáx diminui na presença de um inibidor não competitivo, enquanto o Km não é alterado. Reg���ção d� ��i��d��e ��z��áti�� As velocidades da maioria das enzimas respondem a mudanças na concentração dos substratos, pois o nível intracelular de muitos dos substratos se encontra na faixa do Km. Dessa forma, um aumento na concentração do substrato é refletido no aumento da velocidade de reação, o que tende a fazer a concentração do substrato retornar ao valor normal. Além disso, algumas enzimas com funções reguladoras especializadasrespondem a efetores alostéricos ou a modificações covalentes, ou ainda possuem a velocidade de sua síntese alterada quando as condições fisiológicas são alteradas. -EFETORES ALOSTÉRICOS A presença de um efetor alostérico pode alterar a afinidade da enzima pelo seu substrato ou modificar a atividade catalítica máxima da enzima ou ambos. Os efetores que inibem a atividade enzimática são denominados efetores negativos e aqueles que aumentam são os efetores positivos. -EFETORES HOMOTRÓPICOS Quando o substrato em si atua como efetor, o efeito é dito homotrópico. Um substrato alostérico funciona, mais frequentemente, como um efetor positivo. Nesse caso, a presença de uma molécula de substrato em um sítio da enzima aumenta as propriedades catalíticas de outros sítios de ligação ao substrato, isto é, seu sítios exibem cooperatividade. -EFETORES HETEROTRÓPICOS Pode ser diferente do substrato, em cujo caso o efeito é dito heterotópico. Um exemplo disso é a inibição por retroalimentação, na qual o sítio alostérico se liga ao ao produto final. Se a concentração do mesmo aumenta, a enzima inicial da rota é inibida. Essa inibição fornece à célula um produto de que ela necessita regulando o fluxo de moléculas de substrato em uma via que leva à síntese daquele produto -REGULAÇÃO ENZIMÁTICA POR MODIFICAÇÃO COVALENTE Muitas enzimas podem ser reguladas por modificação covalente, mais frequentemente pela adição ou remoção de grupos fosfato de resíduos específicos de serina, treonina ou tirosina na enzima. A fosforilação de proteínas é reconhecida como uma das principais formas pelas quais os processos celulares são regulados. ❏ Fosforilação e desfosforilação As reações de fosforilação e desfosforilação são catalisadas por uma família de enzimas, denominadas de proteínas cinases, as quais utilizam o ATP como doador de fosfato. Os grupos fosfato são clivados de enzimas fosforiladas pela ação das fosfoproteínas-fosfatases ❏ Resposta da enzima à fosforilação Dependendo da enzima, a forma fosforilada pode ser mais ou menos ativa do que a forma não fosforilada. -INDUÇÃO E REPRESSÃO DA SÍNTESE DE ENZIMAS Os mecanismos reguladores descritos previamente modificam a atividade enzimática existente. Entretanto, as célula podem regular a quantidade de de enzima presente, em geral alterando a velocidade da síntese da enzima. O aumento (indução) ou diminuição (repressão) da síntese da enzima leva a uma alteração na população total de sítios ativos. As enzimas sujeitas à regulação da síntese em geral são aquelas que são necessárias apenas em um estágio do desenvolvimento ou em condições fisiológicas especiais. Alterações dos níveis enzimáticos como resultado da indução ou da repressão da síntese proteica são lentas (de horas a dias), comparadas com as alterações alostéricas, as quais ocorrem em segundos a minutos. En�i��s ��o�téri��� São enzimas cuja atividade catalítica pode ser regulada ou modulada pela presença de efetores alostéricos nos sítios alostéricos, nos quais se ligam de forma não covalente a outro sítio que não o sítio catalítico. Elas são amplamente distribuídas na natureza e tendem ocupar posições-chave na regulação das rotas metabólicas. São proteínas simétricas que contém, pelo menos, duas subunidades, na qual possui rotação entre elas e tem efeito de ligação e catalítico entre os sítios ativos da enzima.