Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

ANTI-HISTAMÍNICOS 
RESUMO FARMACOLOGIA – MARYELLE BARROS – UFAL -TURMA 82. 
Fármacos Anti-
Histamínicos 
A histamina é importante mediador dos processos alérgicos e 
inflamatórios. Também desempenha funções significativas 
em regulação da secreção de ácido gástrico, 
neurotransmissão e imunomodulação. 
AÇÕES DA HISTAMINA 
• No músculo liso: dilatação das arteríolas terminais e 
vênulas pós-capilares. Constrição das veias. 
• No sistema respiratório: broncoconstrição. 
• Nas terminações nervosas sensoriais periféricas: prurido 
(picada de inseto) resultam da ação despolarizante direta 
da histamina sobre as terminações nervosas aferentes. 
RECEPTORES DA HISTAMINA 
• H1: Promove o aumento do IP3, DAG, Ca++ intracelular, 
ativação do FNkB. Está no músculo liso, endotélio 
vascular e cérebro. Medeiam reações inflamatórias e 
alérgicas. 
• H2: Aumento do AMPc. Está nas células parietais 
gástricas, músculo cardíaco, mastócitos e cérebro. 
• H3: Diminui o AMPc. Está no SNC e alguns nervos 
periféricos. 
• H4: Diminuição do AMPc, aumento do Ca++ intracelular. 
Está nas células hematopoiéticas e mucosa gástrica. 
CLASSES E AGENTES FARMACOLÓGICOS 
• Mecanismo de ação 1: estabilização da conformação 
inativa do receptor H1 para diminuir os eventos de 
sinalização que levariam à resposta inflamatória. Isso para 
os agonistas inversos ou antagonistas competitivos. 
• Mecanismo de ação 2: Para os que impedem a extrusão 
de grânulos dos mastócitos induzidos pela ligação de um 
antígeno ao complexo IgE/receptor Fc nas células. Ex.: 
cromoglicato e nedocromila (asma). Eles interrompem a 
corrente de cloreto através das membranas das 
mastócitos. 
• Mecanismo de ação 3: tem como estratégia administrar 
um fármaco capaz de neutralizar funcionalmente os 
efeitos da histamina. Ex.: epinefrina no tratamento da 
anafilaxia. 
ANTI-HISTAMÍNICOS H1 
MECANISMO DE AÇÃO 
• São agonistas inversos mais do que antagonistas. 
• Se ligam preferencialmente à conformação inativa do 
receptor H1 e desviam o equilíbrio para o estado inativo. 
CLASSIFICAÇÃO 
• Os de primeira geração: 
o Divididos em 6 subgrupos com base em suas cadeias 
laterais: etanolaminas, etilenodiaminas, alquilaminas, 
piperazinas, fenotiazinas e piperidinas. 
o Clorfeniramina, difenidramina, hidroxizina e 
prometazina são os mais usados. 
Os de segunda geração: 
o Divididos estruturalmente em 4 subclasses: 
alquilaminas, piperazinas, ftalazinonas e piperidinas. 
ANTI-HISTAMÍNICOS 
RESUMO FARMACOLOGIA – MARYELLE BARROS – UFAL -TURMA 82. 
o Amplamente utilizados: loratadina, cetirizina e 
fexofenadina. 
EFEITOS FARMACOLÓGICOS E USOS CLÍNICOS 
• Distúrbios alérgicos: 
o Bloqueiam o aumento da permeabilidade capilar 
necessário para a formação de edema. 
o As propriedade anti-inflamatórias são atribuíveis à 
supressão da via do FNkB e à redução subsequente da 
transcrição de citocinas pró-inflamatórias, quimiotaxia 
e expressão de moléculas de adesão. 
• Prurido generalizado: 
o Hidroxizina e doxepina. 
• Náuseas e cinetose: 
o Ao inibir os sinais histaminérgicos do núcleo vestibular 
para o centro do vômito no bulbo, os anti-histamínicos 
H1 como dimenidrinato, difenidramina, meclizina e 
prometazina mostram-se úteis como agentes 
antieméticos. 
• Insônia: 
o Difenidramina, doxilamina e pirilamina. 
• Asma e anafilaxia: 
o Os anti-histamínicos H1 apresentam eficácia limitada 
na asma brônquica e não devem ser utilizados como 
monoterapia para a doença. 
FARMACOCINÉTICA 
• Bem absorvidos por via oral 
• Metabolizados pelo fígado (maioria) 
EFEITOS ADVERSOS 
• Toxicidade do SNC 
• Cardiotoxicidade → prolonga o intervalo QT. 
(terfenadina e astemizol não são mais comercializados) 
• Efeitos anticolinérgicos: midríase, xeroftalmia, 
xerostomia, retenção urinária e dificuldade miccional. 
• Os anti-histamínicos de primeira geração penetram na 
BHE → ação sedativa 
• Os de 2ª geração não sofrem rápida difusão através da 
membrana, tem alta afinidade à albumina e à bomba de 
efluxo de P-glicoproteína → limita os efeitos sedativos. 
FÁRMACOS 
• Dibenzoxepinas tricíclicas (doxepina): 
o é comercializado como antidepressivo tricíclico. 
o Antagonista de H1 e de H2. 
o Pode causar sonolência e efeitos anticolinérgicos. 
• Etanolaminas 
o Atividade antimuscarínica e causa sedação 
o Difenidramina (VI, P e T), dimenidrinato (VO e P) e 
carbinoxamina (VO) 
o Ação de até 6 horas. (3-6) 
• Etilenodiaminas (pirilamina): 
o Sonolência e efeitos no GI 
• Alquilaminas (clorfeniramina): 
o Mais potentes antagonistas de H1 
o Menos tendência de causar sonolência 
• Piperazinas de primeira geração: 
o Clorciclizina, hidroxizina (alergias 
cutâneas), ciclizina e meclizina (cinetose). 
• Piperazinas de segunda geração (cetirizina): 
o Produz efeitos anticolinérgicos mínimos. 
o Ação de 12-24 hrs 
o Administração via oral. 
• Fenotiazinas (prometazina): 
o Considerável atividade anticolinérgica 
o É o fenergan 
• Piperidinas de primeira geração (ciproeptadina e 
fenindamina): 
o Tem propriedades anti-histamínicas e 
antisserotoninérgicas 
o Podem aumentar o apetite e dar 
sonolência. 
• Piperidinas de segunda geração (terfenadina) 
o Foram retirados do mercado 
o Os fármacos da classe são loratadina, 
desloratadina, ebastina, rupatadina e a 
fexofenadina. 
ANTI-HISTAMÍNICOS H2 
Agentes que diminuem a secreção ácida. São antagonistas 
dos receptores H2. 
Os antagonistas dos receptores H2 inibem reversível e 
competitivamente a ligação de histamina a receptores H2, 
resultando em supressão da secreção ácida gástrica. 
Quatro antagonistas dos receptores H2 estão disponíveis: 
cimetidina, ranitidina, famotidina e nizatidina. 
São rapidamente absorvidos pelo intestino delgado. 
Efeitos adversos mínimos ocasionais diarréia, cefaleia, dor 
muscular, constipação intestinal e fadiga. 
Cimetidina atravessa a placenta e é secretada n leite materno 
→ não recomendada na gravidez ou aleitamento. 
 
 
 
 
 
 
ANTI-HISTAMÍNICOS 
RESUMO FARMACOLOGIA – MARYELLE BARROS – UFAL -TURMA 82. 
ANTI-HISTAMÍNICOS H1 DE PRIMEIRA GERAÇÃO 
Mecanismo de ação: agonistas inversos que se ligam preferencialmente à conformação inativa do receptor H1 e deslocam o equilíbrio para o estado inativo do receptor. 
FÁRMACO 
APLICAÇÕES 
CLÍNICAS 
EFEITOS 
ADVERSOS GRAVES 
E COMUNS 
CONTRAINDICAÇÕES 
CONSIDERAÇÕES 
TERAPÊUTICAS 
Etanolaminas: 
difenidramina, 
carbinoxamina, 
clemastina e 
dimenidrinato 
Renite alérgica 
Anafilaxia 
Insônia 
Cinetose 
Parkinsonismo 
Urticária 
Sedação, tontura, 
midríase, 
xeroftalmia, 
xerostomia, 
retenção urinária e 
dificuldade 
miccional 
Difenidramina: recém-nascidos ou 
prematuros, 
Lactantes 
Carbinoxamina: crise aguda de asma, terapia 
com 
IMAO, glaucoma de ângulo estreito, úlcera 
péptica, doença arterial coronariana grave, 
hipertensão grave, retenção urinária 
Clemastina: lactação, sintomas das vias 
respiratórias inferiores, terapia com IMAO, 
recém-nascidos ou prematuros 
Dimenidrinato: hipersensibilidade ao 
dimenidrinato 
Em geral, anti-histamínicos 
H1 de primeira geração 
apresentam maiores efeitos 
adversos anticolinérgicos e 
sobre o SNC do que anti-
histamínicos H1 de segunda 
geração 
Difenidramina (Benadryl®) 
está disponível em 
preparações orais (sólida e 
líquida), intramuscular, 
intravenosa e tópica 
Difenidramina pode elevar 
os níveis plasmáticos de 
tioridazina, aumentando, 
assim, o risco de arritmias 
Etilenodiaminas: 
pirilamina e 
tripelenamina 
Iguais a 
difenidramina 
Iguais a 
difenidramina 
Pirilamina: hipersensibilidade à pirilamina 
Tripelenamina: glaucoma de ângulo estreito, 
úlcera péptica estenosante, hipertrofia 
prostática sintomática, obstrução do colo 
vesical, obstrução piloroduodenal, sintomas 
das vias respiratórias inferiores, prematuras, 
RN, lactantes, terapia concomitante com 
inibidores da MAO. 
Iguais a difenidramina 
Alquilaminas: 
clorfeniraminae 
bronfeniramina 
Iguais a 
difenidramina 
Iguais a 
difenidramina 
Clorfeniramina: hipersensibilidade à 
clorfeniramina 
Bronfeniramina: terapia concomitante com 
IMAO, lesões focais do SNC, 
hipersensibilidade à bronfeniramina ou 
fármacos relacionados 
Iguais a difenidramina 
Piperidinas: 
cipro-heptadina 
e fenidamina 
Iguais a 
difenidramina 
Iguais a 
difenidramina 
Cipro-heptadina: glaucoma de ângulo 
estreito, terapia concomitante com IMAO, 
recém-nascidos e prematuros, lactantes, 
úlcera péptica estenosante, obstrução 
piloroduodenal, hipertrofia prostática 
sintomática, obstrução do colo vesical 
Fenindamina: crianças com menos de 12 
anos de idade 
Iguais a difenidramina 
Fenotiazinas: 
Prometazina 
Iguais a 
difenidramina 
Iguais aos da 
difenidramina; 
além disso, foi 
relatada 
ocorrência de 
fotossensibilidade 
e icterícia 
Estados comatosos 
Sintomas das vias respiratórias inferiores, 
incluindo asma 
Pacientes pediátricos com menos de 2 anos 
de idade 
Injeção subcutânea ou intra-arterial 
Prometazina é utilizada 
principalmente para aliviar 
a ansiedade no pré-
operatório e para reduzir 
náuseas e vômitos no pós-
operatório 
Piperazinas: 
Hidroxizina 
Ciclizina 
Meclizina 
Prurido, 
abstinência de 
álcool, 
ansiedade, 
vômitos 
(hidroxizina) 
Cinetose, 
vertigem 
(ciclizina, 
meclizina) 
Iguais aos da 
difenidramina 
Hidroxizina: início da gravidez 
Ciclizina: hipersensibilidade à ciclizina 
Meclizina: hipersensibilidade à meclizina 
Hidroxizina é potente 
agente antipruriginoso 
ANTI-HISTAMÍNICOS 
RESUMO FARMACOLOGIA – MARYELLE BARROS – UFAL -TURMA 82. 
Dibenzoxepinas 
tricíclicas: 
doxepina 
Ansiedade, 
depessão e 
prurido. 
Hipertensão, 
hipotensão, 
agranulocitose, 
trombocitopenia, 
agravamento de 
depressão, 
pensamentos 
suicidas 
Ganho de peso, 
constipação 
intestinal, boca 
seca, 
sonolência, visão 
turva, retenção 
urinária 
Glaucona 
Retenção urinária 
Doxepina é um 
antidepressivo tricíclico; é 
mais 
bem utilizada em pacientes 
com depressão, 
visto que até mesmo a 
administração de pequenas 
doses pode causar confusão 
e 
desorientação em pacientes 
não deprimidos 
 
ANTI-HISTAMÍNICOS H1 DE SEGUNDA GERAÇÃO 
Mecanismo de ação: agonistas inversos que se ligam preferencialmente à conformação inativa do receptor H1 e deslocam o equilíbrio para o estado inativo do receptor. 
FÁRMACO 
APLICAÇÕES 
CLÍNICAS 
EFEITOS ADVERSOS 
GRAVES E COMUNS 
CONTRAINDICAÇÕES 
CONSIDERAÇÕES 
TERAPÊUTICAS 
Piperazinas: 
Cetirizina 
Levocetirizina 
Rinite alérgica 
Urticária 
Sonolência, boca 
seca, cefaleia, 
fadiga (os efeitos 
anticolinérgicos e a 
sedação são menos 
graves do que os 
dos anti-
histamínicos H1 de 
primeira geração) 
Hipersensibilidade a cetirizina ou hidroxizina 
Em geral, os anti-
histamínicos H1 de segunda 
geração têm efeitos 
anticolinérgicos menos 
graves e são menos 
sedativos do que os anti-
histamínicos H1 de primeira 
geração, devido à sua 
entrada reduzida no SNC 
Alquilaminas: 
Acrivastina 
Rinite alérgica 
Iguais aos da 
cetirizina 
Terapia concomitante com IMAO 
Doença arterial coronária grave 
Hipertensão grave 
Iguais às da cetirizina 
Piperidinas: 
Loratadina 
Desloratadina 
Levocabastina 
Ebastina 
Mizolastina 
Fexofenadina 
 
 
Rinite alérgica 
Urticária 
Iguais aos da 
cetirizina 
Loratadina: hipersensibilidade à loratadina 
Desloratadina: hipersensibilidade à 
desloratadina 
Levocabastina: lentes de contato gelatinosas 
Ebastina: hipersensibilidade à ebastina 
Mizolastina: hipersensibilidade à mizolastina 
Fexofenadina: hipersensibilidade à 
fexofenadina 
Iguais às da cetirizina 
Ftalazinonas: 
Azelastina 
Rinite alérgica e 
rinite 
vasomotora, 
conjuntivite 
alérgica 
Iguais aos da 
cetirizina 
Gosto amargo, 
epistaxe 
Uso concomitante de álcool ou outros 
depressores do SNC 
Iguais às da cetirizina 
Administrada na forma de 
spray nasal ou solução 
oftálmica 
Dibenzoxepinas 
tricíclicas: 
Olopatadina 
Rinite alérgica, 
conjuntivite 
alérgica 
Iguais aos da 
cetirizina 
Gosto amargo, 
epistaxe 
Hipersensibilidade à olopatadina 
dministrada na forma de 
spray nasal ou solução 
oftálmica

Mais conteúdos dessa disciplina