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ENEM – FILOSOFIA
HISTÓRIA DA FILOSOFIA – Helenismo: Cinismo
A Filosofia cínica não possui uma escola com mestre e discípulos, talvez por isso não seja 
muito encontrada nos manuais de Filosofia do ensino médio. Se trata de uma concepção muito 
básica da vida onde as regras e convenções sociais são desprezadas, pois o homem precisa apenas 
do básico para ser feliz, um entendimento muito mais exagerado que o epicurismo e que também foi
inspirado em Sócrates. Quem quiser ser adepto do cinismo na Filosofia pode o ser por decisão 
própria como o seu principal nome, Diógenes de Sínope, aquele que Platão chamou de “o Sócrates 
[tornado] louco”. Se escrever o seu nome no Google surgirá a foto dele em seu barril com seus cães 
(aliás, Chaves foi inspirado nesse filósofo e também fazia perguntas inocentes como todo filósofo).
Diógenes aprendeu Filosofia com um discípulo de Sócrates quando chegou a Atenas. O cinismo
é um termo que aponta mais para um modo de viver e menos com uma escola, como dito, e seu 
nome em grego, kynicos, significa como um cão (kynos). O cínico despreza toda a busca por bens 
materiais, incluído aí o conforto e o orgulho patriótico em ser grego, pois as nossas necessidades 
básicas é que devem ser priorizadas. O conhece-te a ti mesmo de Sócrates foi levado ao extremo da 
importância humana.
Duas histórias sobre Diógenes ilustram bem o que é ser cínico. A primeira dá conta de que 
Alexandre Magno, aquele mesmo discípulo de Aristóteles, teria se posicionado em frente a 
Diógenes enquanto este tomava o seu banho de sol e perguntou o que ele, o Imperador Alexandre, 
poderia fazer para benefício de Diógenes. O filósofo respondeu de pronto que o Imperador poderia 
sair da sua frente e assim deixar que ele seguisse a se banhar. A outra história é de que tendo 
Diógenes ido beber água na fonte da cidade com a sua caneca, viu um menino juntar as mãos para 
também matar a sua sede, ao que o filósofo não pensou duas vezes e jogou fora a sua caneca para 
também beber água através da junção das suas mãos.
Há relatos de que ele também comia em público e mesmo urinava e defecava além de ainda se 
masturbava em público, tamanha era a sua convicção da falta de necessidade nas nossas regras e 
convenções criadas para harmonizar a nossa vida em sociedade. É preciso que se diga que a tarefa 
de todo filósofo, seja da época histórica que for, é de apontar para o que ele entende ser exagerado e
mesmo infundado também de tomar atitudes que quebrem com aquilo que as demais pessoas não 
mais colocam sob o seu olhar crítico tamanha a banalização e normalização ocorrida.

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