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1 COMENTÁRIOS - AVALIAÇÃO - PÓS EM ADVOCACIA EXTRAJUDICIAL LEGALE

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COMENTÁRIOS - AVALIAÇÃO - PÓS EM ADVOCACIA EXTRAJUDICIAL LEGALE
01. O processo de homologação de acordo extrajudicial, na Justiça do Trabalho, terá
início por petição conjunta, sendo obrigatória a representação das partes por advogado,
quanto a prescrição questiona-se:
a) A petição de homologação de acordo extrajudicial suspenderá o prazo prescricional da
ação quanto aos direitos nela especificados.
Art. 855-E. A petição de homologação de acordo extrajudicial suspende o prazo prescricional
da ação quanto aos direitos nela especificados.
b) A petição de homologação de acordo extrajudicial interromperá o prazo prescricional da
ação quanto aos direitos nela especificados.
c) A petição de homologação de acordo extrajudicial suspenderá o prazo prescricional da
ação referente a todas as parcelas decorrentes do contrato de trabalho.
d) A petição de homologação de acordo extrajudicial interromperá o prazo prescricional da
ação referente a todas as parcelas decorrentes do contrato de trabalho.
02. Assinale a alternativa que está errada, dentre as seguintes afirmações:
a) O INSS é Autarquia Federal, entidade vinculada ao Ministério da Economia, que compõe
a Secretaria Especial do Ministério do Trabalho e Previdência;
b) É o INSS responsável pela concessão, manutenção e revisão de benefícios previdenciários
do Regime Geral de Previdência Social, que cobre diversos riscos: incapacidade para o
trabalho, proteção do trabalhador em situação desemprego involuntário, à gestante,
salário-família, auxílio-reclusão para os dependentes de baixa renda;
c) A Previdência Social é organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de
caráter contributivo e de filiação facultativa;
A filiação é obrigatória e não facultativa.
Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência
Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, na forma da lei, a: (Redação dada pela Emenda
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Constitucional nº 103, de 2019)
Art 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma
autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na
constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei
complementar
d) Podem fazer jus a benefício previdenciário os segurados obrigatórios (empregado,
empregado doméstico, trabalhador avulso, segurado especial, contribuinte individual), os
segurados facultativos e os dependentes do segurado;
e) A Previdência Social faz parte da Seguridade Social. A seguridade social é um sistema
integrado formada por Previdência, Saúde e Assistência Social.
03. Com relação à sistemática dos juros bancários, é CORRETO afirmar que:
a) juros moratórios e juros remuneratórios são sinônimos;
Os juros remuneratórios/compensatórios consistem em rendimento remuneratório do capital.
Já os juros moratórios, constituem a pena imposta ao devedor pelo atraso no cumprimento da
obrigação
b) juros compostos não ensejam capitalização;
Capitalização dos juros significa juros compostos, sendo também chamada de “anatocismo”,
“juros sobre juros” Trata-se da incorporação dos juros referentes a um determinado período
(mensal, semestral, anual) ao valor principal da dívida, sobre a qual incidem novos encargos
de juros. Já os juros simples são aqueles que incidem apenas sobre o principal corrigido
monetariamente.
No nosso direito, a capitalização de juros é vedada pelo art. 4º Decreto n. 22.626/33 (Lei de
Usura) [Art. 4º. E proibido contar juros dos juros: esta proibição não compreende a
acumulação de juros vencidos aos saldos líquidos em conta corrente de ano a ano.]
Entretanto, nos contratos bancários celebrados após a Medida Provisória n. 1.963-17/2000
(que foi reeditada e atualmente se encontra em vigor sob o n. 2.170-36/2001), a capitalização
mensal de juros passou a ser permitida em seu artigo 5º, verbis: “Nas operações realizadas
pelas instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional, é admissível a capitalização de
juros com periodicidade inferior a um ano”. Nesse sentido foi publicada a Súmula 529 do
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STJ.
Vale dizer: é permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano em
contratos bancários celebrados após 31 de março de 2000, data da publicação da MP
1.963-17/2000 (atual MP 2.170-36/2001), desde que expressamente pactuada.
c) juros simples ensejam capitalização;
Não enseja, isto pois, “o que basicamente diferencia uma modalidade da outra é que no caso
de juros simples teremos a incidência de um índice simples sobre o principal, enquanto nos
juros compostos este mesmo índice, ou taxa, simples incidirá sobre o principal mais os juros
vencidos” Pilão e Hummel.
d) instituição financeira sempre poderá capitalizar juros nas operações de crédito;
Não, apenas é admissível a capitalização de juros quando a periodicidade for inferior a um
ano.
e) juros compostos representam a idéia de juros sobre juros, também conhecido como
anatocismo
04. A procuração lavrada em Tabelionato de Notas:
a) Jamais poderá conter outorga de poderes para o representante celebrar negócio jurídico
consigo, que seria negócio nulo.
É possível sim o representante, no seu interesse, por exemplo, realizar negócio consigo
mesmo, desde que a lei ou o representado o permita:
Art. 117CC. Salvo se o permitir a lei ou o representado, é anulável o negócio jurídico que o
representante, no seu interesse ou por conta de outrem, celebrar consigo mesmo.Parágrafo
único. Para esse efeito, tem-se como celebrado pelo representante o negócio realizado por
aquele em quem os poderes houverem sido substabelecidos.
b) Dispensa a prova dos poderes outorgados ao representante, uma vez que lavrada em
instrumento público, o que leva à presunção absoluta de conhecimento de poderes.
O representante deverá sim fazer prova da sua qualidade de representante e da extensão de
seus poderes. Art. 118CC. O representante é obrigado a provar às pessoas, com quem tratar
em nome do representado, a sua qualidade e a extensão de seus poderes, sob pena de, não o
fazendo, responder pelos atos que a estes excederem.
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c) tem por efeito que as declarações do representante, ainda que excedam os poderes
outorgados, vincularão o representado, pois o terceiro terá sempre condições de extrair
certidão da procuração pública.
O representante só pode atuar nos limites dos poderes a ele outorgado, e somente quanto aos
atos praticados sob tais condições o representado se vincula. Art. 116CC. A manifestação de
vontade pelo representante, nos limites de seus poderes, produz efeitos em relação ao
representado.
d) poderá levar à anulação do negócio jurídico celebrado pelo representante, caso se prove
que ele agiu em conflito de interesses com o outorgante, se tal fato era ou deveria ser do
conhecimento de terceiro que com aquele contratou.
Art. 119CC. É anulável o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com
o representado, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou.
Parágrafo único. É de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio ou da cessação
da incapacidade, o prazo de decadência para pleitear-se a anulação prevista neste artigo
e) nenhuma das anteriores.
05. São considerados princípios contratuais:
a) Autonomia da vontade, relatividade das convenções, força vinculante, boa-fé;
No slide da aula 03: princípios fundamentais contratos: a. autonomia da vontade; b.
relatividade; c. força vinculante; d. boa-fé.
b) Relatividade das convenções, bilateralidade, força vinculante, boa-fé;
c) Autonomia da vontade, relatividade das convenções, aleatoriedade, boa-fé;
d) Força vinculante, boa-fé, anatocismo, supremacia do interesse público;
e) Autonomia da vontade, boa-fé, exceção de contrato