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Informativo de Jurisprudência 17 - 18062021

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Informativo de 
JURISPRUDÊNCIA DO CNJ 
Número 17 Brasília, 18 de junho de 2021 
 
Informativo periódico elaborado com base em notas tomadas nas sessões do Plenário do CNJ. Traz 
informações do inteiro teor dos acórdãos e resumos dos principais julgamentos do Conselho Nacional de 
Justiça. Não representa repositório oficial de Jurisprudência. A compatibilidade plena dos textos com o 
conteúdo efetivo dos julgados, somente poderá ser aferida após a publicação do acórdão no DJ-e. 
Sumário 
 
 
 
Atos Normativos 
 
Preparação para o casamento civil nos cartórios de Registro 2 
 
Sirenejud. Painel interativo nacional de dados ambiental e 
interinstitucional .................................................................... 3 
 
Justiça Eleitoral. Participação facultativa de juízes eleitorais 
nos comitês e comissões do CNJ. Suspensão de prazos 
impostos por Resoluções ...................................................... 3 
 
Participação de juízes e promotores nos concursos para 
ingresso nas carreiras. Garantia da simetria constitucional.... 4 
 
 
 
PLENÁRIO 
 
Processo Administrativo Disciplinar 
 
Pena de disponibilidade a magistrado com vencimentos 
proporcionais ao tempo de serviço. Assédio moral reiterado 
contra servidores. Assédio sexual contra estagiárias. 
Comportamento incompatível com o dever de conduta 
irrepreensível do juiz ............................................................. 5 
 
Pena de censura a magistrado por procedimento incorreto na 
liberação de preso. Ausência de cautela e prudência ............ 7 
 
Revisão Disciplinar 
 
Se configurado tipo penal no fato, o prazo para aferição da 
prescrição não será o administrativo, mas sim o previsto no 
Código Penal. ....................................................................... 8 
 
 
 
 
 
Presidente 
Ministro Luiz Fux 
 
 
Corregedora Nacional de Justiça 
Maria Thereza de Assis Moura 
 
 
Conselheiros 
Emmanoel Pereira 
Luiz Fernando Tomasi Keppen 
Rubens de Mendonça Canuto Neto 
Tânia Regina Silva Reckziegel 
Mário Augusto Figueiredo de Lacerda Guerreiro 
Candice Lavocat Galvão Jobim 
Flávia Moreira Guimarães Pessoa 
Ivana Farina Navarrete Pena 
Marcos Vinícius Jardim Rodrigues 
André Luis Guimarães Godinho 
Maria Tereza Uille Gomes 
Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho 
 
 
Secretário –Geral 
Valter Shuenquener de Araújo 
 
 
Secretário Especial de Programas, 
Pesquisas e Gestão Estratégica 
Marcus Livio Gomes 
 
 
Diretor-Geral 
Johaness Eck 
 
 
 
2 
Atos Normativos 
 
 
Preparação para o casamento civil nos cartórios de Registro 
 
O Conselho, por unanimidade, aprovou Resolução que institui ações de caráter 
informativo, no âmbito do Serviço de Registro Civil das Pessoas Naturais, voltadas a uma melhor 
preparação para o casamento civil. 
A proposta tem como base o compromisso assumido pelo Brasil de assegurar à criança a 
proteção e o cuidado necessários ao seu bem-estar - art. 3º da Convenção sobre os Direitos da 
Criança. Enquanto pessoas em desenvolvimento, a criança e o adolescente têm o direito de 
conviverem pacificamente no seio de suas famílias e de serem protegidos de toda forma de 
sofrimento, violência, abuso, crueldade e opressão - art. 2º, parágrafo único, e art. 5º, VII, X e XIII, 
ambos da Lei nº 13.431/2017. 
Para o Relator, Ministro Luiz Fux, também é imperioso que o poder público desenvolva 
políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações 
domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, 
exploração, violência, crueldade e opressão - art. 3º, § 1º, da Lei nº 11.340/2006. 
Assim, como corolário do direito fundamental à segurança jurídica, o Estado deve 
possibilitar aos pretendentes ao casamento a antevisão de seus direitos e deveres e a previsão 
das consequências jurídicas de suas condutas. Deve ainda, prestar aos nubentes as informações 
necessárias à compreensão do casamento civil, de suas formalidades, de seus efeitos jurídicos, 
do regime de bens entre os cônjuges, dos direitos e deveres conjugais, do poder familiar sobre os 
filhos e das formas de sua dissolução - art. 1.511 e seguintes do Código Civil e artigos 70 a 76 da 
Lei nº 6.015/1973 – Lei dos Registros Públicos. 
De acordo com o texto da Resolução aprovada, o material informativo deverá ser 
produzido em linguagem acessível ao grande público e consistirá de manuais, cartilhas, guias 
rápidos, cartazes a serem afixados nas unidades do Registro Civil e vídeos, acessíveis por 
meio eletrônico, por intermédio de link a ser fornecido aos interessados pelo registrador. 
O material informativo de preparação para o casamento civil também tem o objetivo de 
conscientizar os nubentes sobre a relevância e o significado do casamento, sobre a importância 
do diálogo como forma de superação de conflitos familiares e de se evitar o divórcio irrefletido, 
sobre o interesse da sociedade e dos próprios contraentes na estabilidade e permanência das 
relações matrimoniais, bem como conscientizar sobre o exercício adequado da parentalidade, 
como forma de se assegurar o sadio desenvolvimento de crianças e adolescentes, e de 
prevenção de maus tratos e abusos. 
Além disso, o material deve esclarecer os pretendentes ao matrimônio sobre o fenômeno 
da violência doméstica e familiar contra a mulher e as formas de sua prevenção e enfrentamento. 
Os conteúdos informativos poderão ser desdobrados por temas, no formato de minicursos, de 
modo a possibilitar maior verticalização de conhecimentos. 
Essas informações devem estar desvestidas de qualquer viés religioso ou ideológico, haja 
vista a laicidade do Estado e o princípio fundamental do pluralismo político em que se assenta a 
República Federativa do Brasil - art. 1o, V, da Constituição Federal, alertou o Presidente Luiz Fux. 
O material será produzido em conformidade com o disposto na Resolução aprovada pelo 
Plenário do CNJ e no Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Conselho Nacional de 
Justiça, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Confederação Nacional dos 
Notários e Registradores (CNR) e a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais 
(Arpen-Brasil). 
 
ATO 0003633-14.2021.2.00.0000, Relator: Conselheiro Ministro Luiz Fux, julgado na 333ª Sessão 
Ordinária, em 15 de junho de 2021. 
 
 
https://www.cnj.jus.br/InfojurisI2/Jurisprudencia.seam?jurisprudenciaIdJuris=52521
https://www.cnj.jus.br/InfojurisI2/Jurisprudencia.seam?jurisprudenciaIdJuris=52521
 
3 
 
Sirenejud. Painel interativo nacional de dados ambiental e interinstitucional 
 
O Plenário do CNJ aprovou, por unanimidade, Resolução Conjunta dos Presidentes do 
CNJ e CNMP com a finalidade de instituir o painel interativo nacional de dados ambiental e 
interinstitucional, denominado Sirenejud. 
A ideia da Resolução surgiu a partir de uma proposta da Comissão Permanente de 
Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2030, com o 
intuito de aprimorar as atividades dos órgãos judiciários nas questões ambientais. 
O painel conterá informações sobre as ações judiciais, cíveis, criminais e os Termos de 
Ajustamento de Conduta (TAC) que versem sobre a temática ambiental e será organizado pelo 
CNJ e CNMP. 
Para tanto, os órgãos do Poder Judiciário e os Ministérios Públicos deverão manter em 
seus sistemas eletrônicos informações de preenchimento obrigatório que identifiquem o local do 
dano ambiental objeto da ação judicial e do TAC, contendo os seguintes campos: i) coordenadas 
geográficas dos vértices que definem os limites da área abrangida; ii) município em que ocorreu o 
dano ambiental ou onde deve ser cumprida a obrigação pactuada no TAC relativo à temática 
ambiental, segundo os códigos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Esses dados são importantes para se ter a noção real de onde acontecem as violações 
ambientais no país, explicou a Relatora, Conselheira Maria Tereza Uille Gomes. 
O CNJ e o CNMP editarão

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