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Resumo - Classificação dos Sistemas Estruturais

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CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS ESTRUTURAIS 
Projeto Arquitetônico – Grandes Vãos 
 
(classificação dos sistemas estruturais) 
 
Estruturas Naturais 
 
São as construções encontradas na natureza. Podem ser utilizadas 
como base/solução para estruturas construídas pelo homem. 
 
Exemplos: 
 
 
 
 
 
Princípios: condições das estruturas 
 
A forma ou objeto está sujeita a ações e forças: por sua função, 
características, leis naturais, condições ambientais. 
 
• Ações: o que produz esforços e deformações; 
• Efeitos: resultam em forças que incidem – peso, pressão, 
dilatação, degradação; 
• Podem ser temporárias, permanentes, eventuais. 
 
A função da estrutura é a redistribuição das forças: estrutura é 
um conjunto de elementos, que interagem de forma a conduzir as 
forças atuantes. 
 
“Vimos que a estrutura é um sistema composto de elementos (ex.: 
viga, pilar e laje) que se inter-relacionam para desempanhar uma 
função, permanente ou não.” (...) “No caso das edificações, esse 
comjunto de elementos torna-se o caminho pelo qual as forças 
atuantes devem transitar até o seu destino final, o solo.” – 
Yopnanam R., A concepção estrutural e a Arquitetura 
 
Não é só a resistência do material que garante resistência a um 
elemento estrutural, mas a sua forma também importa. 
Classificação dos Sistemas Estruturais 
 
Mecanismos de Redistribuição de Forças: na natureza e na técnica 
existem 4 mecanismos para redistribuir as forças atuantes. 
 
1. Ajustamento de forças: sistemas de forma-ativa; 
2. Separação de forças: sistemas de vetor-ativo; 
3. Confinamento de forças: sistemas de seção-ativa; 
4. Dispersão de forças: sistemas de superfície-ativa; 
 
• Ajustamento de Forças: sistemas de forma-ativa que são 
formados basicamente por uma matéria não rígida, flexível, 
formada de modo definido (particular) e suportada por 
extremidades fixas, com a capacidade de suportar-se 
(estabilizar-se) e cobrir um vão. 
→ Forma Ativa: sistemas de cabos, sistemas de tendas, 
sistemas pneumáticos e sistemas de arcos. 
 
• Separação de Forças: elementos curtos, sólidos, em linha 
reta, são componentes estruturais que podem transmitir 
forças apenas na direção de seu comprimento (vetoriais) – 
esforços normais de tração e/ou compressão. 
→ Vetor Ativo: treliças planas, treliças combinadas, 
treliças curvas e treliças espaciais. 
→ A característica desse sistema é a montagem 
triangular das peças em linha reta: triangulação. 
 
• Confinamento de Forças: ação combinada de esforços de 
compressão e tração no interior da viga (mobilização de 
forlas seccionais internas), em conjunção com os esforços 
de cisalhamento (resistência à flexão); 
→ Seção Ativa: sistemas de vigas, sistemas de pórticos, 
sistemas de malhas de vigas, sistemas de lajes; 
→ As vigas são os elementos mais básicos desses 
sistemas; 
→ Possuem, predoninantemente, uma forma retangular 
em plano e seção – forma simples para resolver 
problemas estruturais e estéticos (vantagem). 
 
 
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• Dispersão de Forças: os elementos de superfície, na 
construção, sob certas condições, podem desempenhar 
funções portadoras de carga – superfícies estruturais. 
→ Superfície Ativa: sistemas de placas, sistemas de 
placas dobradas, sistemas de cascas; 
→ Sem recursos adicionais, podem elevar-se livremente 
no espaço enquanto transmitem cargas; 
→ A redistribuição de cargas se dá na superfície; 
→ Continuidade estrutural dos elementos em dois eixos: 
resiste à compressão, tração e cisalhamento;