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Atividade Objetiva 01-Teoria da Prova no Processo Penal PÓS GRADUAÇÃO CIÊNCIAS CRIMINAIS PUC MINAS

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O acusado é considerado objeto da investigação, recaindo sobre o seu corpo métodos para a extração da confissão (regina probationum). O inquisidor passa a ser o sujeito responsável pela prática das chamadas Ordálias, que visam a obtenção da verdade e condenação dos hereges. Em 1215, o Papa Inocêncio III impôs o IV Concílio de Latrão que determinava a sistematização da perseguição e julgamento dos hereges, bem como a proibição dos ordálios como meio para estabelecer se uma parte era ou não culpada de uma controvérsia judiciária. Conforme afirma Coutinho (2009, p. 105): “É o nascimento de um novo modelo processual, ao qual não interessava aquele que estava em vigor, ou seja, os chamados Juízos de Deus, adotado (ou domesticado?) dos invasores “bárbaros” vindos do norte para demolir o império romano”. A verdade a ser alcançada já é conhecida pelo inquisidor, a priori, sendo, portanto, o processo inquisitório apenas um modo de confirmação daquela. O modelo surgido no imo da Igreja Católica reúne as funções acusadora e julgadora em um só sujeito, uma vez que permite ao inquisidor acusar e julgar, esvaziando, assim, a noção de partes processuais.
De acordo com as referências indicadas, assinale a afirmativa CORRETA sobre os Sistemas Processuais Penais:
O critério definidor do Sistema Processual Acusatório é a presença de partes no procedimento penal.
A única característica que define o sistema inquisitório é a presença do juiz como terceiro imparcial.
A gestão da prova é o critério que distinguem os Sistemas, tendo como referência a função do juiz quanto à produção da prova.
O critério da gestão da prova é o que vai fundamentar o tipo de Sistema Processual: acusatório ou inquisitório, quanto às funções do juiz. Sim, porque, no inquisitório, o juiz, que tem a função de decidir o caso, acaba por se contaminar cognitivamente pela demonstração do crime, e, por ter poderes instrutórios (gestão da prova), utiliza o procedimento para provar um resultado já querido. Isto é, o procedimento não serve para apurar o fato noticiado, mas, principalmente, demonstrar um resultado jurídico (crime), que já se persegue antes da sua instauração. Por outro lado, quando a demonstração fática couber exclusivamente às partes, tem o juiz condições de avaliar melhor o resultado probatório e, assim, não perseguir algo que se tem como certo antes do início do procedimento.
O Sistema Processual misto caracteriza-se pela gestão da prova pelas partes, em qualquer momento do procedimento.

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O acusado é considerado objeto da investigação, recaindo sobre o seu corpo métodos para a extração da confissão (regina probationum). O inquisidor passa a ser o sujeito responsável pela prática das chamadas Ordálias, que visam a obtenção da verdade e condenação dos hereges. Em 1215, o Papa Inocêncio III impôs o IV Concílio de Latrão que determinava a sistematização da perseguição e julgamento dos hereges, bem como a proibição dos ordálios como meio para estabelecer se uma parte era ou não culpada de uma controvérsia judiciária. Conforme afirma Coutinho (2009, p. 105): “É o nascimento de um novo modelo processual, ao qual não interessava aquele que estava em vigor, ou seja, os chamados Juízos de Deus, adotado (ou domesticado?) dos invasores “bárbaros” vindos do norte para demolir o império romano”. A verdade a ser alcançada já é conhecida pelo inquisidor, a priori, sendo, portanto, o processo inquisitório apenas um modo de confirmação daquela. O modelo surgido no imo da Igreja Católica reúne as funções acusadora e julgadora em um só sujeito, uma vez que permite ao inquisidor acusar e julgar, esvaziando, assim, a noção de partes processuais.
De acordo com as referências indicadas, assinale a afirmativa CORRETA sobre os Sistemas Processuais Penais:
O critério definidor do Sistema Processual Acusatório é a presença de partes no procedimento penal.
A única característica que define o sistema inquisitório é a presença do juiz como terceiro imparcial.
A gestão da prova é o critério que distinguem os Sistemas, tendo como referência a função do juiz quanto à produção da prova.
O critério da gestão da prova é o que vai fundamentar o tipo de Sistema Processual: acusatório ou inquisitório, quanto às funções do juiz. Sim, porque, no inquisitório, o juiz, que tem a função de decidir o caso, acaba por se contaminar cognitivamente pela demonstração do crime, e, por ter poderes instrutórios (gestão da prova), utiliza o procedimento para provar um resultado já querido. Isto é, o procedimento não serve para apurar o fato noticiado, mas, principalmente, demonstrar um resultado jurídico (crime), que já se persegue antes da sua instauração. Por outro lado, quando a demonstração fática couber exclusivamente às partes, tem o juiz condições de avaliar melhor o resultado probatório e, assim, não perseguir algo que se tem como certo antes do início do procedimento.
O Sistema Processual misto caracteriza-se pela gestão da prova pelas partes, em qualquer momento do procedimento.

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26/05/2021 Atividade Objetiva 01: 11 - Teoria da Prova no Processo Penal (2020)
https://pucminas.instructure.com/courses/8178/quizzes/36819 2/3
 
O acusado é considerado objeto da investigação, recaindo sobre o seu
corpo métodos para a extração da confissão (regina probationum).
 
O inquisidor passa a ser o sujeito responsável pela prática das
chamadas Ordálias, que visam a obtenção da verdade e condenação
dos hereges.
Em 1215, o Papa Inocêncio III impôs o IV Concílio de Latrão que 
determinava a sistematização da perseguição e julgamento dos 
hereges, bem como a proibição dos ordálios como meio para 
estabelecer se uma parte era ou não culpada de uma controvérsia 
judiciária. Conforme afirma Coutinho (2009, p. 105): “É o 
nascimento de um novo modelo processual, ao qual não 
interessava aquele que estava em vigor, ou seja, os chamados 
Juízos de Deus, adotado (ou domesticado?) dos invasores 
“bárbaros” vindos do norte para demolir o império romano”.
 
A verdade a ser alcançada já é conhecida pelo inquisidor, a priori,
sendo, portanto, o processo inquisitório apenas um modo de
confirmação daquela.
 
O modelo surgido no imo da Igreja Católica reúne as funções
acusadora e julgadora em um só sujeito, uma vez que permite ao
inquisidor acusar e julgar, esvaziando, assim, a noção de partes
processuais.
5 / 5 ptsPergunta 2
“Ora, faz-se uma opção política quando se dá a função de fazer
aportar as provas ao processo seja ao juiz (como no Sistema
Inquisitório), seja às partes, como no Sistema Acusatório, por evidente
que sem se excluir (eis por que todos os sistemas são mistos) as
atividades secundárias de um e de outros, tudo ao contrário do que se
passava nos sistemas puros. Daí que a gestão da prova caracteriza,
26/05/2021 Atividade Objetiva 01: 11 - Teoria da Prova no Processo Penal (2020)
https://pucminas.instructure.com/courses/8178/quizzes/36819 3/3
sobremaneira, o princípio unificador e, assim, o sistema adotado
(COUTINHO, 2009).
 
De acordo com as referências indicadas, assinale a afirmativa
CORRETA sobre os Sistemas Processuais Penais:
 
O critério definidor do Sistema Processual Acusatório é a presença de
partes no procedimento penal.
 
A única característica que define o sistema inquisitório é a presença do
juiz como terceiro imparcial.
 
A gestão da prova é o critério que distinguem os Sistemas, tendo como
referência a função do juiz quanto à produção da prova.
O critério da gestão da prova é o que vai fundamentar o tipo de 
Sistema Processual: acusatório ou inquisitório, quanto às funções 
do juiz. Sim, porque, no inquisitório, o juiz, que tem a função de 
decidir o caso, acaba por se contaminar cognitivamente pela 
demonstração do crime, e, por ter poderes instrutórios (gestão da 
prova), utiliza o procedimento para provar um resultado já 
querido. Isto é, o procedimento não serve para apurar o fato 
noticiado, mas, principalmente, demonstrar um resultado jurídico 
(crime), que já se persegue antes da sua instauração. Por outro 
lado, quando a demonstração fática couber exclusivamente às 
partes, tem o juiz condições de avaliar melhor o resultado 
probatório e, assim, não perseguir algo que se tem como certo 
antes do início do procedimento.
 
O Sistema Processual misto caracteriza-se pela gestão da prova pelas
partes, em qualquer momento do procedimento.
Pontuação do teste: 10 de 10

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