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Ana Victoria Soares 2021.1 Ana Victoria Soares 2021.1 HIPOLIPEMIANTES Quanto mais alto o nível de colesterol, maior a taxa de mortalidade. Fatores de risco: Fumo, taxa de colesterol elevada, hipertensão arterial. ORIGEM DO COLESTEROL: O colesterol é uma substancia de origem animal, ou seja, a nível de fontes alimentares se obtém o colesterol. Além do colesterol proveniente da fonte alimentar, nós também sintetizamos colesterol, sendo fígado o órgão principal dessa síntese, podendo ser sintetizado também nas gônadas, intestino e adrenal. O colesterol participa de inúmeras funções no organismo, como formação de sais biliar, composição da bicamada lipídica, é o percussor da síntese de hormônios esteroidais. BIOSSÍNTESE DO COLESTEROL: A enzima que converte 3-Hidroxi-3metilglutaril-coA em Melavonato é um alvo farmacológico, existem uma classe de inibidores da HMG-CoA redutase que é a classe das estatinas (sinvastatina, atorvastatina, rosuvastantina ) elas atuam reduzindo o colesterol através da inibição da enzima HMG-CoA. As estatinas reduzem o colesterol ENDÓGENO OBS: muitas vezes reduzir a ingesta de colesterol não é suficiente para reduzir a quantidade de colesterol, a hipercolesterolemia desse paciente. Ele pode não ter só uma dieta rica em colesterol como também uma alteração metabólica que sintetize muito colesterol. IMPORTÂNCIA DOS LIPÍDIOS: A dieta do individuo precisa ser equilibrada e com uma quantidade adequada de cada macronutriente. Uma dieta com alterada devido a MEV não significa excluir lipídios, já que essa substancia é necessária para desempenhar diversas funções fisiológicas no organismo. COMOS OS LIPIDIOS CIRCULAM NO SANGUE? Como o sangue é aquoso, os lipídios circulam acoplados em proteínas, formando lipoproteínas, Apo- proteinas. Ana Victoria Soares 2021.1 Ana Victoria Soares 2021.1 As lipoproteínas possuem classificações diferentes e são caracterizadas de acordo a sua densidade, quantidade de lipídios que ela transporta, de apo-proteinas que compõe a sua parede e quantidade de apo-proteínas. Quilomícron: responsável por transportar lipídio da dieta, a primeira proteína formada através do lipídio da dieta. VLD: lipoproteína de muito baixa intensidade HDL: lipoproteína de alta densidade – responsável por retirar o colesterol da corrente sanguínea. Se o individuo tem muito HDL circulando, significa que ele tem menos colesterol circulando e maior taxa de proteção cardiovascular. LDL: lipoproteína de baixa densidade- responsável por transportar o colesterol endógeno. Uma alta taxa de LDL está associada a altos níveis de colesterol sanguíneo e alta incidência de doenças cardiovasculares. Quilomícron – Transporta triacilglicerol exógeno ◦ VLDL – “Lipoproteína de Densidade Muito Baixa”, transporta triacilglicerol endógeno. ◦ IDL – “Lipoproteína de Densidade Intermediária”, é formada na transformação de VLDL em LDL. ◦ LDL – “Lipoproteína de Densidade Baixa”, é a principal transportadora de colesterol; seus níveis aumentados no sangue aumentam o risco de infarto agudo do miocárdio. ◦ HDL – “Lipoproteína de Densidade Alta”, atua retirando o colesterol da circulação. Seus níveis aumentados no sangue estão associados a uma diminuição do risco de infarto agudo do miocárdio. O indivíduo se alimentou, dieta rica em gordura. O lipídio é absorvido e organizado na primeira lipoproteína responsável por transportar esse lipídio da dieta. A primeira proteína são os quilomícrons. Feito isso, os quilomícrons passam a correr para a circulação sanguínea, sofrendo ação das lipases, que vão retirando os lipídios dos quilomícrons, convertendo-os em ácidos graxos livres que serão armazenados no tecido adiposo e músculo. É daí que surgem os quilomícrons remanescentes, que são os quilomícrons que sobraram após a ação da lipase. Eles vão para o fígado levando colesterol que foi ingerido, expõe esse colesterol para o fígado que organiza essa lipoproteína e libera em forma de VLDL. O VLDL passa a circular pela corrente sanguínea da mesma forma que o quilomícron, sofre ação da lipase lipoproteica que libera ácidos graxos livres para serem armazenados em tecido adiposo e musculo. A partir disso, há a conversão do VLDL em IDL e depois em LDL. Ana Victoria Soares 2021.1 Ana Victoria Soares 2021.1 Esse LDL vai levar o colesterol diretamente para o fígado ou tecidos extra-hepáticos, já o HDL vai tirar o colesterol do tecido extra-hepático e levar para o fígado pra ser metabolizado. O fígado está na interface, ele faz o meio-campo entre a via endógena e exógena que se conectam e conversam entre si. DISLIPIDEMIAS: Designam-se dislipidemias as alterações metabólicas lipídicas decorrentes de distúrbios em qualquer fase do metabolismo lipídico, que ocasiona repercussão nos níveis séricos das lipoproteínas. ➔ Causas secundarias de hiperlipidemia: Estão indiretamente ligadas ao metabolismo, mas interferem nele. Sedentarismo, doença hepática, insuficiência renal, diabetes, hipotireoidismo. ➔ Causas primariass de hiperlipidemia: Estão diretamente ligadas ao metabolismo. Aumento da produção, deficiência no processamento, deficiência na captura celular, remoção inadequada. A depender da classificação das hiperlipidemias, a opção terapêutica vai ser diferente. Ex: Fibratos são as primeiras escolhas pra pacientes com triglicerídeos alto e colesterol normal. Ex: Estatinas são as primeiras opções quando o paciente tem colesterol alto e triglicerídeos normal. TERAPÊUTICA: MEV – 1 opção: - Terapia nutricional A: dieta pra hipercolesterolemia B: dieta pra hipertrigliceridemia - Exercício físico - Redução do tabagismo OBS: se o paciente não tiver nenhuma urgência clínica, se utiliza apenas MEV e vai acompanhando a evolução desse paciente ao decorrer dos meses. Espera 3 meses e faz a dosagem para ver os níveis de colesterol no plasma. Caso não exista uma redução significativa com a MEV, opta-se, então para o uso do tratamento farmacológico. Medicamentos Sempre deve considerar o colesterol total em associação com asfrações, já que um paciente com HDL alto não é classificado como dislipidemia. TRATEMENTO MEDICAMENTOSO: Os hipolipemiantes devem ser empregados sempre que não houver efeito satisfatório das MEV ou impossibilidade de aguardar os efeitos da MEV por prioridade clínica. A escolha da classe terapêutica está condicionada ao tipo de dislipidemia presente. TRATAMENTO PARA HIPERCOLESTEROLEMIA: Na hipercolesterolemia isolada, os medicamentos recomendados são as estatinas que podem ser administradas em associação à ezetimiba, colestiramina e eventualmente a fibratos ou ácido nicotínico. As estatinas são na maioria das vezes administradas ao deitar. (O pico de síntese do colesterol endógeno é a noite, e as estatinas inibem a enzima que sintetiza colesterol. Então, é necessário ter maior concentração desse fármaco no mesmo momento em que tem enzimas trabalhando. -Estatinas ou inibidores da HMG-CoA redutase: Sua inibição reduz o conteúdo intracelular de colesterol e, como consequência, há aumento do número de receptores de LDL nos hepatócitos que então removem mais VLDL, IDL e LDL da circulação para repor o colesterol intracelular. Ana Victoria Soares 2021.1 Ana Victoria Soares 2021.1 As estatinas inibem a HMG-CoA redutase, levando à diminuição da concentração de colesterol no interior da célula. A inibição dessa enzima leva a uma redução do colesterol dentro da célula. A baixa quantidade de colesterol dentro da célula inibe a célula a expressar receptores de lipoproteínas, já que essa célula precisa do colesterol e a oferta do colesterol está baixa devido a inibição da HMG-CoA redutase. Se a taxa de colesterol, ta baixa e ela necessita de colesterol, vai ocorrer o aumento da expressão de lipoproteínas que são expostas na membrana. Esseaumento de receptores aumenta a captura ou absorção de LDL e outras proteínas da corrente sanguínea pra repor o estoque dos níveis de colesterol que a célula vai precisar, então o LDL é retirado da circulação. VLDL é a molécula que sai do fígado carregando lipídios, inclusive colesterol. Se um hepatócito esta com pouco colesterol, significa que vai liberar menos VLDL. Ocorre a redução do colesterol tanto diretamente (inibindo a sua síntese) quanto indiretamente (retirando o colesterol da circulação. Reduzem o LDL-C de 15% a 55% em adultos Reduzem os TG de 7% a 28% Elevam o HDL-C de 2% a 10% CARACTERÍSTICAS DAS ESTATINAS: Lovastatina e sinvastatina são pró-fármacos lactônicos inativos sendo hidrolisados no trato gastrintestinal aos derivados betahidroxila ativos. Se são pró-fármacos, sofrem uma reação de hidrolise no TGI se transformando então no composto ativo, que é respresentado pela abertura do anel que realiza a atividade farmacológica. Pravastatina possui um anel de lactona aberto e ativo, ou seja, já tem atividade farmacológica sem precisar suprir a reação de hidroxilação e posteriormente a abertura do anel. Atorvastatina, fluvastatina e a rosuvastatina são congêneres (mesma família) que contém flúor e são ativos quando administrados. O flúor é responsável por dar uma maior afinidade a enzima. Ex: paciente com colesterol de 350, qual a droga de escolha? Atrovastatina, já que tem um potencial de redução de colesterol maior. Ex: paciente que tem colesterol e triglicerídeos altos, qual a estatina escolhida? Atrovastantina. - Levaando-se em consideração a meia vida: Ex: paciente idoso que já faz uso de vários medicamentos, qual a opção mais indicada? Rosuvastantina, já que só é necessário fazer uso de 1x ao dia. -Levando-se em consideração a excreção renal: Ex: paciente que possui alguma lesão renal, qual a droga escolhida? Atrovastatina, já que só tem excreção de 2% por via renal. EFEITOS ADVERSOS: Insuficiência hepática Miopatia (pacientes que usam estatina possuem grandes chances de terem dores musculares, já que as estatinas são toxicas aos miocitos, provocando morte das cálulas musculares, que podem evoluir para uma rabdomiólise.) Contraindicado durante a gravidez. (aborto, má formação fetal) MEDICAMENTOS PARA COLESTEROLEMIA – EZETIMIBA: É um inibidor de absorção do colesterol que atua na borda em escova das células intestinais inibindo a ação da proteína transportadora do colesterol que fica na borda em escova dos enterócitos. Usada isoladamente, reduz cerca de 20 % o LDL-C O ezetimiba bloqueia NPC1L1 que é o transportador responsável por absorver o colesterol da dieta. No tubo digestivo, as gorduras da dieta passam a ser quebradas pelas lipases e há a formação das micelas, um aglomerado de monogliceridios, colesterol, Ana Victoria Soares 2021.1 Ana Victoria Soares 2021.1 fosfolipídio, ácido graxo e sal biliar. A ascensão provocada pelo sal biliar em conjunto das lipases e lipídios forma-se as micelas. O NPC1L1 captura o colesterol das micelas para o interior dos enterócitos. Nos enterócitos, o colesterol é convertido em Éster de colesterol e vai ser agrupado nos quilomícrons Tem sido mais frequentemente empregada em associação com as estatinas, em função da potenciação da redução do colesterol intracelular ◦ Redução da síntese pela estatina Redução da absorção intestinal pela ezetimiba Pode ser administrada a qualquer hora do dia, com ou sem alimentação, não interferindo na absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis. MEDICAMENROS PARA COLESTEROLEMIA: COLESTIRAMINA Resinas de Troca iônica (colestiramina) São fármacos que reduzem a absorção intestinal de sais biliares, interrompendo a circulação ênterohepática. Com a redução da absorção, reduz-se o colesterol intracelular no hepatócito e, por este motivo, aumenta- se o número de receptores de LDL. Não reduzem a absorção de triglicerídeos, podendo inclusive aumenta-la. O sal biliar é sintetizado na baixa do colesterol, ele é jogado no TGI pra emulsificar os lipídios pra reabsorver essa gordura. Esse fármaco se liga ao sal biliar no TGI impedindo a absorção, eliminando o sal biliar com o fármaco nas fezes. Se absorve menos sal biliar, o fígado vai precisar repor esse estoque