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Direitos Humanos

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da Organização. 
Os propósitos das Nações Unidas são (art. 1º): 
Manter a paz e a segurança internacionais; 
Desenvolver relações amistosas entre as nações; 
Realizar a cooperação internacional para resolver os problemas mundiais de caráter 
econômico, social, cultural e humanitário, promovendo o respeito aos direitos 
humanos e às liberdades fundamentais; 
Ser um centro destinado a harmonizar a ação dos povos para a consecução desses 
objetivos comuns. 
Já as ações das nações unidas serão efetuadas respeitando os seguintes Princípios (art. 
2º): 
A Organização se baseia no principio da igualdade soberana de todos seus membros; 
Todos os membros se obrigam a cumprir de boa fé os compromissos da Carta; 
Todos deverão resolver suas controvérsias internacionais por meios pacíficos, de modo 
que não sejam ameaçadas a paz, a segurança e a justiça internacionais; 
Todos deverão abster-se em suas relações internacionais de recorrer à ameaça ou ao 
emprego da força contra outros Estados; 
Todos deverão dar assistência às Nações Unidas em qualquer medida que a 
Organização tomar em conformidade com os preceitos da Carta, abstendo-se de 
prestar auxílio a qualquer Estado contra o qual as Nações Unidas agirem de modo 
preventivo ou coercitivo; 
Cabe às Nações Unidas fazer com que os Estados que não são membros da 
Organização ajam de acordo com esses princípios em tudo quanto for necessário à 
manutenção da paz e da segurança internacionais; 
Nenhum preceito da Carta autoriza as Nações Unidas a intervir em assuntos que são 
essencialmente da alçada nacional de cada país. 
QUANTO AOS MEMBROS DA ONU (art. 3 ao art. 6) 
Segundo o art. 3º, da Carta das Nações, chamam-se Membros-Fundadores ou originais 
das Nações Unidas os países que assinaram a Declaração das Nações Unidas de 1º de 
janeiro de 1942 ou que tomaram parte da Conferência de São Francisco, tendo 
assinado e ratificado a Carta. 
O Brasil é um dos Membros-Fundadores da ONU. O direito de tornar-se membro das 
Nações Unidas cabe a todas as nações amantes da paz que aceitarem os compromissos 
da Carta e que, a critério da Organização, estiverem aptas e dispostas a cumprir tais 
obrigações (art. 4º, §1º). Países que não fazem ainda parte da Organização podem 
ingressar nas Nações Unidas por decisão da Assembleia Geral mediante recomendação 
do Conselho de Segurança (art. 4º, § 2º). 
A Suspensão de um membro da ONU é regulada pelo art. 5º da Carta das Nações e a 
expulsão pelo art. 6 da Carta das Nações. 
A suspensão de algum Estado-Membro pode ocorrer quando o Conselho de Segurança 
tomar medidas preventivas ou coercitivas contra ele, cabendo a expulsão sempre que 
houver uma violação persistente dos preceitos da Carta. O exercício dos direitos e 
privilégios de um membro que tenha sido suspenso pode ser restabelecido pelo 
Conselho de Segurança. Porém, desde 1945, nenhum PaísMembro da ONU foi 
suspenso ou expulso da Organização. 
IDIOMAS 
Os seis idiomas oficiais da Assembleia Geral das Nações Unidas são: inglês, francês, 
espanhol, árabe, chinês e russo. Os idiomas oficiais nos outros órgãos principais 
variam. No Conselho de Segurança, por exemplo, eles são apenas cinco: inglês, 
francês, espanhol, chinês e russo. 
EMENDAS À CARTA (ARTS. 108 E 109) 
Emendas à Carta entram em vigor uma vez aprovadas pelo voto de dois terços da 
Assembleia Geral e ratificadas por dois terços dos Estados-Membros das Nações 
Unidas, inclusive todos os membros permanentes do Conselho de Segurança. Até o 
momento, todas as reformas incorporadas à Carta se relacionam com o número de 
integrantes do Conselho de Segurança e do Conselho Econômico e Social. Tais 
mudanças visam tornar mais adequada a representação naqueles órgãos, pois o 
número de Estados-Membros da ONU quase quadruplicou desde sua fundação. 
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (1948) 
A DUDH é o 1º documento universal elaborado pela ONU. É composta de um 
preâmbulo e 30 artigos. Trata-se de uma recomendação do Conselho Econômico e 
Social da ONU, feita pela Comissão de DH à Assembleia Geral da ONU que efetuou 
uma resolução recomendando o texto aos seus membros. No entanto o seu alcance é 
de norma jus cogens (norma imperativa aceita por todos as nações). Foi adotada e 
proclamada pele Res. 217-A da III Assembleia Geral em 10/12/1948. 
O Preâmbulo reconhece a DIGNIDADE DA PESSOA como núcleo da DUDH. A DUDH 
surge como exigência moral da humanidade para impedir que os atos bárbaros 
cometidos nas duas guerras mundiais não se repitam mais. Por não possuir status de 
tratado internacional, após a promulgação da DUDH, iniciou-se o árduo trabalho de 
juridicizar os direitos humanos na esfera internacional. 
A estrutura da DUDH se baseia no Código de Napoleão, em que há um preâmbulo e 
princípios gerais introdutórios. Os arts. 1º e 2º inserem as ideias mestras da 
declaração, com referência aos princípios da dignidade, liberdade, igualdade e 
fraternidade. 
Na mesma senda podemos dividir a DUDH em 4 partes: 
1º parte: arts. 3 ao 11, que se referem aos direitos individuais; 
2º parte: arts. 12 ao 17, referem-se aos direitos do indivíduo e de participação política; 
3º parte: arts. 18 a 21, refere-se às liberdades políticas, públicas e religiosas, como 
liberdade de associação; 
4º parte: arts. 22 a 28 referem-se aos direitos econômicos, sociais e culturais. 
Os arts. 29 e 30 servem como um fechamento que dá sistematicidade e força a DUDH, 
declarando o dever do indivíduo perante a sociedade e a proibição do uso dos direitos 
contra os fins das Nações Unidas. 
A DUDH nos seus artigos traz proteções aos direitos humanos de 1º e 2º dimensão, ou 
seja, direitos de liberdade e igualdade. 
Princípio da Igualdade Material (Isonomia) 
Artigo 1º - Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. 
São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com 
espírito de fraternidade. 
Artigo 2º - I) Todo o homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades 
estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, 
sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, 
riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 
II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou 
internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um 
território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer 
outra limitação de soberania. 
Os dois artigos anteriores consagram o Direito a Igualdade e a Vedação à 
Discriminação. 
Artigo 3º - Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. 
DIREITOS HUMANOS ESSENCIAIS (Art. 1 ao Art. 3) 
Direito a Igualdade; 
Direito à Vida; 
Direito à Liberdade; 
Direito à Segurança; 
Direito à Propriedade. (Art. 17 da DUDH); 
Da Vedação à escravidão e à tortura, tratamento ou castigo cruel, desumano ou 
degradante. 
Artigo 4º - Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico 
de escravos serão proibidos em todas as suas formas. 
Artigo 5º - Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, 
desumano ou degradante. 
Princípio da Igualdade formal (igualdade perante ou frente a lei) 
Artigo 6º - Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como 
pessoa perante a lei. 
Artigo 7º - Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual 
proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que 
viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação. 
Garantias Processuais 
Este artigo regula o devido processo legal e o acesso a remédios que garantam o 
respeito e a aplicação dos direitos humanos. 
Artigo 8º - Todo o homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes 
remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que