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Resumo 1 História da Matemática

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UFF – UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
INFES – INSTITUTO DO NOROESTE FLUMINENSE DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
DISCIPLINA: HISTÓRIA DA MATEMÁTICA 
PROFESSOR: VINÍCIUS MENDES COUTO PEREIRA
ALUNO: RODRIGO DE SOUZA FERNANDES
RESUMO
Encontro Síncrono (15/06/2021):
O encontro síncrono se baseou na apresentação da disciplina e numa conversa entre o professor e os alunos voltadas num questionamento: “A matemática foi inventada ou descoberta?”. A partir disso, os alunos colocaram suas opiniões a cerca da pergunta, eu particularmente acho que ela foi inventada para suprir as necessidades humanas, como forma de solução para os problemas de evolução que foram aparecendo. Continuando com a aula, o professor fez outro questionamento: “O número é concreto ou abstrato?”. Com a utilização de exemplos dados pelo professor Vinícius, vimos que se trata de um conceito abstrato, ou seja, quando a gente passa a representar diversas qualidades diferentes a partir de um mesmo símbolo. 
Vídeo:
História da Matemática para Professores 1 - Primeiros números e sistemas de numeração
O vídeo inicia comentando sobre a origem do número e o processo de abstração do número, onde passou a utilizar o mesmo símbolo para objetos de diferentes naturezas. A professora continua com a aula falando sobre o sistema de numeração sexagesimal na Babilônia e cita algumas ambiguidades, por exemplo a existência ou não de uma casa vazia, presentes na sua escrita e sua concepção em relação ao nosso sistema de numeração. A professora Tatiana demonstra a partir de tabletes babilônicos a equação de segundo grau feita de forma diferente, sem a utilização dos símbolos de hoje em dia, porém, essa foi uma das traduções, pois não há comprovação que seja a única tradução. Inclusive no final da aula ela demonstra uma tradução mais recente do mesmo tablete, onde é mais voltado para a geometria.
Livro:
História da Matemática – Uma visão crítica, desfazendo mitos e lendas
Tatiana Roque
No capítulo intitulado “Matemáticas na Mesopotâmia e no antigo Egito”, a autora começa introduzindo os primeiros registros matemáticos encontrados na Mesopotâmia e reforça que a análise feita no capítulo será a partir das civilizações da Mesopotâmia e antigo Egito, em que essas duas civilizações começaram a praticar a matemática sobretudo para fins administrativos. A escrita, no período faraônico, tinha dois formatos: hieroglífico que era mais utilizado nas inscrições monumentais em pedra e hierático, que era uma forma cursiva de escrita, empregada nos papiros e vasos relacionados a funções do dia a dia, como documentos administrativos, cartas e literatura. Os tabletes (Mesopotâmia) e papiros (antigo Egito) indicam que o modo como os cálculos eram realizados em cada cultura dependia intimamente da natureza dos sistemas de numeração utilizados. Com relação à escrita, as primeiras formas de que temos registro são oriundas da Mesopotâmia e datam do final do quarto milênio a.E.C. Por volta dos anos 1930, centenas de tabletes arcaicos indicavam que a escrita já existia no quarto milênio, o que contradizia a tese pictográfica, com a utilização de diversos sinais abstratos. A continuação das escavações revelou tabletes ainda mais enigmáticos, mostrando que essa forma arcaica de escrita consistia de figuras como cunhas, círculos, ovais e triângulos impressos em argila. Nos anos 1990, a pesquisadora Denise Schmandt-Besserat propôs a tese inovadora de que a forma mais antiga de escrita teria origem em um dispositivo de contagem, utilizando objetos de argila denominados Tokens. A substituição de Tokens por sinais foi o primeiro passo para a escrita. No fim do terceiro milênio, o sistema cuneiforme e protocuneiforme teria se estabilizado, com algumas mudanças e assim criado o sistema sexagesimal posicional. representação dos números, que passaram a incluir objetivos pedagógicos. Há evidências de que em meados do terceiro milênio a.E.C., as propriedades dos números começaram a ser investigadas por si mesmas, transformação que pode ser associada ao início de uma matemática mais abstrata, ou seja, praticada sem relação direta com uma finalidade de contagem e nesse contexto surgiram os escribas. O sistema sexagesimal era usado de modo sistemático em textos matemáticos ou astronômicos, mas, ao se referirem a medidas de volume ou de áreas, mesclavam vários sistemas distintos. Esse sistema de numeração é posicional, ou seja, cada algarismo tem seu valor relativo e era um sistema de base 60. O sistema sexagesimal era composto por apenas dois símbolos. O sistema decimal egípcio já estava desenvolvido por volta do ano 3000 a.E.C., ou seja, antes da unificação do Egito sob o regime dos faraós. O sistema decimal egípcio era formado por sete símbolos e a convenção para escrever e ler os números é simples: os números maiores vêm escritos na frente dos menores, e se há mais de uma linha de números, devemos começar de cima. No sistema egípcio, os números fracionários eram representados com símbolos diferentes dos usados para os inteiros, o que não acontecia no sistema babilônico.

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