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Copyright © 1997, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Fax: (021) 240-8249/532-2143 Endereço Telegráfico: NORMATÉCNICA ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 13796ABR 1997 Água - Determinação de nitrogênio orgânico, Kjeldahl e total - Métodos macro e semimicro Kjeldahl Palavras-chave: Água. Nitrogênio orgânico 5 páginas Origem: Projeto 01:602.03-005/1995 CEET - Comissão de Estudo Especial Temporária de Meio Ambiente CE-01:602.03 - Comissão de Estudo de Análises Inorgânicas NBR 13796 - Water - Determination of nitrogen (organic and kjeldahl) macro and semi micro Kjeldahl - Methods - Method of test Descriptors: Water. Organic nitrogen Válida a partir de 30.05.1997 Método de ensaio SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Documentos complementares 3 Definições 4 Aparelhagem 5 Execução do ensaio 6 Resultados 1 Objetivo 1.1 Esta Norma prescreve os métodos macro e semimicro Kjeldahl para a determinação de nitrogênio orgânico, Kjeldahl e total em amostra de água natural, água mineral e de mesa, de abastecimento, efluentes domésticos, industriais e lodos. 1.2 Nesta Norma aplicam-se os métodos descritos em 1.2.1 e 1.2.2. 1.2.1 O método A, macro Kjeldahl, se aplica às análises de amostras contendo altas ou baixas concentrações de nitro- gênio orgânico, requerendo grande volume de amostra para concentrações baixas. 1.2.2 O método B, semimicro Kjeldahl, se aplica às análises de amostras contendo concentrações elevadas de nitrogênio orgânico; o volume da amostra deve ser tal que contenha nitrogênio orgânico mais amoniacal na faixa de 0,2 mg/L a 2 mg/L em N. 2 Documentos complementares Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 9898 - Preservação e técnicas de amostragem de efluentes líquidos e corpos receptores - Procedi- mento NBR 10560 - Águas - Determinação de nitrogênio amoniacal - Métodos de Nesslerização, fenato e ti- tulométrico - Método de ensaio NBR 12619 - Águas - Determinação de nitrito - Método da sulfanilamida e N-(1-Naftil) - etilenodiamina - Método de ensaio NBR 12620 - Águas - Determinação de nitrato - Método do ácido cromotrópico e do ácido fenoldissulfônico - Método de ensaio 3 Definições Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.4. 3.1 Nitrogênio amoniacal Forma bioquimicamente interconversível do ciclo do ni- trogênio, ocorrendo predominantemente pela decomposição de compostos orgânicos contendo nitrogênio e pela hidrólise da uréia. 3.2 Nitrogênio orgânico Nitrogênio organicamente ligado, que inclui substâncias naturais como proteínas e peptídeos, ácidos nucleicos, uréias e substâncias orgânicas sintéticas. Nota: Não se inclui nesta definição nitrogênio nas formas de azida, azina, azo, hidrazona, nitrila, nitro, oxima e semicarbazona. 2 NBR 13796/1997 3.3 Nitrogênio Kjeldahl Soma do nitrogênio nas formas orgânica e amoniacal. 3.4 Nitrogênio total Soma do nitrogênio nas formas orgânica, amoniacal, nitrito e nitrato. 4 Aparelhagem A aparelhagem necessária à execução do ensaio é a se- guinte: a) balão Kjeldahl com capacidade de 100 mL e 800 mL; b) pérolas de vidro; c) condensador reto para aparelho de destilação Kjeldahl; d) conexão tipo bola, de vidro, para aparelho de des- tilação Kjeldahl; e) aparelho de destilação macro Kjeldahl; f) aparelho para digestão macro Kjeldahl; g) aparelho de destilação semimicro Kjeldahl (ver Fi- gura); h) vidrarias e equipamentos utilizados para determi- nação de nitrogênio amoniacal (NBR 10560). 5 Execução do ensaio 5.1 Princípio dos métodos O aquecimento da amostra com ácido sulfúrico, sulfato de potássio e sulfato de mercúrio converte as suas formas nitrogenadas orgânicas e amônia livre em sulfato de amônia. Durante a digestão há formação de um complexo amoniacal de mercúrio que é decomposto pelo tiossulfato de sódio. Após a decomposição, a amônia é destilada em meio alca- lino, absorvida em uma solução de ácido sulfúrico ou de ácido bórico e determinada colorimetricamente ou por titulação. Nota: A determinação somente do nitrogênio orgânico é obtida com a eliminação por destilação do nitrogênio amoniacal livre antes da digestão. 5.2 Reagentes e soluções 5.2.1 Água destilada isenta de amônia para preparo de rea- gentes e diluições, conforme a NBR 10560. 5.2.2 Ácido sulfúrico concentrado p.a., H2SO4. 5.2.3 Solução de ácido sulfúrico 6 N: diluir 168 mL de ácido sulfúrico concentrado p.a. (H2SO4) a 1000 mL com água destilada. 5.2.4 Solução de sulfato de mercúrio: dissolver 8 g de óxido vermelho de mercúrio p.a. (HgO) em 100 mL de solução de ácido sulfúrico 6 N (5.2.3). Notas: a) O mercúrio é o catalisador recomendado, apesar da sua toxicidade. O selênio é tão eficiente catalisador quanto o mercúrio, entretanto é também altamente tóxico e há potencial interferência associada com o seu uso. b) A digestão de algumas amostras pode ser completa ou quase completa sem o uso de um catalisador ou com o uso de catalisador menos tóxico, como o cobre. Caso se utilize o cobre como substituto do mercúrio, adicionar 10 mL de sulfato de cobre contendo 25,115 g de sulfato de cobre p.a. (CuSO4) por litro ao frasco macro Kjeldahl com 50 mL de solução de digestão na qual o óxido de mercúrio (HgO) foi omitido. No método semimicro Kjeldahl, usar 2 mL da solução de sulfato de cobre. c) Se for utilizar o cobre, registrar esta modificação e indicar, se possível, o percentual de recuperação em relação aos resultados obtidos, analisando amostras similares, usando mercúrio como catalisador. 5.2.5 Solução de digestão: dissolver 134 g de sulfato de potássio p.a. (K2SO4) em 650 mL de água destilada (5.2.1) e adicionar cuidadosamente, com agitação, 200 mL de ácido sulfúrico concentrado p.a. (5.2.2) e 25 mL da solução de sulfato de mercúrio (5.2.4). Diluir a 1000 mL com água destilada (5.2.1). Conservar a solução aproximadamente a 20oC para prevenir a cristalização. 5.2.6 Solução de hidróxido e tiossulfato de sódio p.a.: dissolver 500 g de hidróxido de sódio p.a. (NaOH) e 25 g de tiossulfato de sódio pentaidratado p.a. (Na2S2O3.5H2O) em água destilada e diluir a 1000 mL. 5.2.7 Solução-tampão de borato: preparar a solução confor- me a NBR 10560. 5.2.8 Solução de hidróxido de sódio 6 N: dissolver 240 g de hidróxido de sódio p.a. (NaOH) em água destilada e diluir a 1000 mL. 5.2.9 Solução absorvente de ácido bórico: preparar a solução conforme a NBR 10560. 5.2.10 Solução absorvente de ácido sulfúrico: preparar a solução conforme a NBR 10560. 5.2.11 Outros reagentes e soluções para determinação de nitrogênio amoniacal: preparar a solução conforme a NBR 10560. 5.3 Interferentes 5.3.1 Durante a digestão, nitrato em concentrações supe- riores a 10 mg/L em N+ pode oxidar a porção da amônia liberada do nitrogênio orgânico digerido, produzindo óxido de nitrogênio, N2O, resultando em interferência negativa. 5.3.2 Grande quantidade de matéria orgânica em baixo es- tado de oxidação pode reduzir o nitrato a nitrogênio amo- niacal, causando interferência positiva. 5.3.3 Altos teores de sais inorgânicos podem provocar a elevação da temperatura de digestão, ocorrendo a perda de nitrogênio por pirólise. Para prevenir este tipo de interferência, adicionar mais ácido sulfúrico concentrado p.a. para manter o balanço ácido-sal. Normalmente, a adição de 1 mL de ácido sulfúrico por grama de sal na amostra é suficiente. 5.3.4 Altos teores de matéria orgânica também podem pro- vocar aumento de temperatura descrita em 5.3.3. Para pre- venir este tipo de interferência, adicionar 10 mL de ácido sulfúrico concentrado p.a. para 3 g/L de demanda química de oxigênio. Alternativamente, adicionar mais 50 mL de so- lução de digestão para cada g/L de demanda química de oxigênio. NBR 13796/1997 3 Figura - Aparelho de destilação semimicro Kjeldahl 5.4 Procedimento Nas amostras coletadas conforme a NBR 9898, executar os procedimentosde 5.4.1 e 5.4.2. 5.4.1 Método A: método macro Kjeldahl 5.4.1.1 Seleção do volume e preparo da amostra Tomar um volume adequado de amostra em um béquer de 1000 mL, de acordo com a Tabela 1. Diluir a amostra, para 500 mL, neutralizar e declorar, se necessário. No caso de lodos, pesar uma quantidade de material úmido equivalente a 1 g de lodo seco e adicionar cerca de 500 mL de água destilada (5.2.1). Nota: Efetuar uma prova em branco com água destilada (5.2.1) e proceder conforme amostra. Tabela 1 - Seleção do volume da amostra - Método A Nitrogênio orgânico Volume da amostra na amostra mg/L N mL 0 - 1 500,0 1 - 10 250,0 10 - 20 100,0 20 - 50 50,0 50 - 100 25,0 5.4.1.2 Remoção de nitrogênio amoniacal Adicionar 25 mL de solução-tampão de borato (5.2.7) e ajustar o pH para 9,5 com solução de hidróxido de sódio 6 N (5.2.8). Transferir quantitativamente para o balão Kjeldahl de 800 mL, acrescentar algumas pérolas de ebulição e ferver, eliminando cerca de 300 mL da mistura. 4 NBR 13796/1997 5.4.1.3 Digestão Esfriar a amostra e adicionar cuidadosamente 50 mL da so- lução de digestão (5.2.5). Misturar e aquecer até que o vo- lume se reduza a 25 mL - 50 mL e apareçam densas fu- maças brancas. O aquecimento deve ser em capela ou com equipamento adequado para remoção de vapores áci- dos. Digerir por mais 30 min, até que a solução se torne límpida (incolor ou amarela). Nota: As fumaças podem ser escuras, se a amostra contiver altas concentrações de matéria orgânica. 5.4.1.4 Destilação 5.4.1.4.1 Esfriar a amostra, diluir a 300 mL com água destilada e misturar. Adicionar com cuidado e pelas paredes 50 mL da solução de hidróxido e tiossulfato de sódio (5.2.6), para formar uma camada alcalina no fundo do frasco. Conectar o frasco aos sistema de destilação e agitar para assegurar uma completa homogeneidade. Notas: a) A ocorrência de um precipitado preto é devida à formação de sulfeto de mercúrio. b) O pH da mistura deve ser maior que 11,0. 5.4.1.4.2 Destilar e coletar 200 mL do destilado, mantendo a ponta do condensador imersa em 50 mL da solução absorvente ácida (5.2.9 ou 5.2.10) contida em um balão volumétrico de 250 mL ou 500 mL. Não deixar a temperatura do condensador ultrapassar 29°C. Retirar a ponta do con- densador acima do nível da solução e continuar a des- tilação por mais dois minutos para limpar o sistema. Diluir à marca com água destilada (5.2.1). 5.4.1.5 Determinação do nitrogênio amoniacal no destilado Usar o método de Nesslerização, fenato ou titulométrico, de acordo com a NBR 10560. 5.4.2 Método B: método semimicro Kjeldahl 5.4.2.1 Seleção do volume e preparo da amostra Tomar um volume adequado de amostra em um béquer de 100 mL, de acordo com a Tabela 2. Diluir a amostra para 50 mL com água destilada (5.2.1), neutralizar e declorar, se necessário. No caso de lodos, pesar uma quantidade de material úmido equivalente a 0,2 mg/L a 2,0 mg/L de nitrogênio orgânico e transferir quantitativamente para um béquer de 1000 mL, com auxílio de pequenas porções de água des- tilada (5.2.1), não excedendo o volume final de 50 mL. Determinar separadamente a porcentagem de umidade do lodo. Nota: Efetuar uma prova em branco com água destilada (5.2.1) e proceder conforme amostra. Tabela 2 - Seleção do volume da amostra - Método B Nitrogênio orgânico Volume da amostra na amostra mg/L N mL 4 - 40 50 8 - 80 25 20 - 200 10 40 - 400 5 5.4.2.2 Remoção de nitrogênio amoniacal Adicionar 3 mL da solução-tampão de borato (5.2.7) e ajustar o pH para 9,5 com solução de hidróxido de sódio 6 N (5.2.8). Transferir quantitativamente para o balão semimicro Kjeldahl de 100 mL, acrescentar algumas pérolas de ebulição e ferver, eliminando cerca de 30 mL da mistura. Nota: Caso esta etapa seja omitida, digerir diretamente a amostra, de acordo com 5.4.2.3; a determinação deve ser de nitrogênio Kjeldahl. 5.4.2.3 Digestão Esfriar a amostra e adicionar cuidadosamente 10 mL da solução de digestão (5.2.5). Homogeneizar, aquecer os frascos semimicro Kjeldahl em uma capela ou utilizando um equipamento adequado para remoção de vapores ácidos, até o aparecimento de densas fumaças brancas, e continuar com o aquecimento até que a solução se torne límpida (in- color ou amarela). 5.4.2.4 Destilação 5.4.2.4.1 Esfriar e transferir quantitativamente a amostra digerida para o aparelho de destilação semimicro Kjeldahl, com pequenas porções de água destilada (5.2.1), de modo que o volume não exceda 30 mL. Acrescentar 10 mL da so- lução de hidróxido e tiossulfato de sódio (5.2.6) e ligar o ge- rador de vapor (Figura). Nota: Controlar o fluxo de vapor, de modo que haja destilação sem que ocorra escape através da ponta do condensador ou borbulhamento da solução absorvente contida no frasco receptor. 5.4.2.4.2 Destilar e coletar 30 mL a 40 mL do destilado, man- tendo a ponta do condensador imersa em 10 mL da solução absorvente ácida (5.2.9 ou 5.2.10) em balão volumétrico de 100 mL. Retirar a ponta do condensador acima do nível da solução e continuar a destilação por mais 2 min para limpar o sistema. Diluir à marca com água destilada (5.2.1). 5.4.2.5 Determinação do nitrogênio amoniacal no destilado Usar o método de Nesslerização, fenato ou titulométrico, de acordo com a NBR 10560. 6 Resultados 6.1 Cálculo e expressão de resultados O teor de amônia obtido após a digestão e destilação da amostra é calculado conforme a NBR 10560. 6.1.1 Nitrogênio orgânico mg/L em N = nitrogênio obtido após digestão e destilação, com prévia eliminação de amônia. ou mg/L em N = diferença entre o nitrogênio Kjeldahl e o nitrogênio amoniacal. NBR 13796/1997 5 6.1.2 Nitrogênio Kjeldahl mg/L em N = nitrogênio amoniacal, obtido após digestão e destilação, sem prévia eliminação de amônia. 6.1.3 Nitrogênio total Nota: Para obtenção de nitrogênio total é necessário consultar as NBR 12619 e NBR 12620. mg/L em N = soma do nitrogênio Kjeldahl, nitrogênio nitrito e nitrogênio nitrato, expressos em mg/L em N. licenca: Cópia não autorizada