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4.2. Sistemas de Governo.
4.2.1. Presidencialismo.
Os teóricos da política, em sua grande maioria, estão de acordo nos seguintes pontos:
1º. O Presidente da República O é Chefe de Estado e Chefe de Governo.
O Presidente na República ocupa simultaneamente as duas chefias de um Estado, e, ao mesmo tempo, preside a nação e a representa internacionalmente enquanto chefe de Estado, bem como administra e desenvolve diretrizes do Executivo para o Estado.
2º. A chefia do Executivo é unipessoal.
Significa que cabe ao Presidente exercer sozinho ou com a ajuda de auxiliares escolhidos por ele o Poder Executivo, cabendo-lhe ditar as diretrizes da administração e do desenvolvimento do Estado.
3º. O Presidente da República é escolhido pelo povo.
Verifica-se a adoção do qualitativo “Democracia”; 
o povo elege diretamente, como no Brasil, ou indiretamente, como nos Estados Unidos da América (através de colégios eleitorais), ou seja, o povo participa de alguma forma da escolha do Chefe de Estado e de Governo.
4º. O Presidente da República é escolhido por um prazo determinado.
Com receio da perpetuidade do exercício arbitrário do poder do Estado, o presidencialismo foi moldado para que o presidente, após eleito, tivesse um tempo determinado para exercer a função de presidente. 
5º. O Presidente da República tem poder de veto.
Para manter o sistema de “freios e contrapesos”, o Presidente, no uso de suas atribuições, nega (veta) no todo ou em parte um projeto de lei aprovado pelo Legislativo.
Cabe ao Legislativo apreciar novamente as partes vetadas, ou o todo, e reavaliar se o veto foi bem aplicado.
Em caso de negativa, o Congresso publicará e tornará vigente e válida a lei, mesmo contrariando a decisão do Presidente da República.
6º. Em alguns Estados que adotam o sistema, poderá ocorrer uma sobreposição do Poder Executivo em relação ao Legislativo e ao Judiciário. 
Na maioria dos Estados que adota a República presidencialista, o Poder Executivo acaba em algumas circunstâncias se sobrepondo ao Poder Legislativo e ao Judiciário.
O presidencialismo tem sua criação associada à experiência estadunidense do séc. XVIII, tendo resultado da aplicação das ideias democráticas, concentradas na liberdade e na igualdade dos indivíduos e na soberania popular, conjugadas com o espírito pragmático dos criadores do Estado norte-americano. 
A péssima lembrança que tinham da atuação do monarca, enquanto estiveram submetidos à coroa inglesa, acrescida à influência dos autores que se opunham ao absolutismo, especialmente de Montesquieu, determinou a criação de um sistema que, consagrando a soberania da vontade popular, adotava ao mesmo tempo um mecanismo de governo que impedia a concentração do poder. 
O sistema presidencial norte-americano aplicou, com o máximo rigor possível, o princípio dos freios e contrapesos, contido na doutrina da separação dos poderes.
4.2.2. Parlamentarismos monárquico e republicano. 
Parlamentarismo é um sistema de governo em que o poder legislativo (parlamento) oferece a sustentação política (apoio direito ou indireto) para o poder executivo. 
Logo, o poder executivo necessita do poder do parlamento para ser formado e também para governar. No parlamentarismo, o poder executivo é, geralmente, exercido por um primeiro-ministro (chanceler). 
A vantagem do sistema parlamentarista sobre o presidencialista é que o primeiro é mais flexível. 
Em caso de crise política, por exemplo, o primeiro-ministro pode ser trocado com rapidez e o parlamento pode ser destituído. 
No caso do presidencialismo, o presidente cumpre seu mandato até o fim, mesmo havendo crises políticas. 
4.3. Regimes de Governo.
4.3.1. Democracia. 
Aristóteles definiu a Democracia como sendo o “Governo da Maioria”.
O conceito contemporâneo de Democracia é o “Governo do Povo (com a ideia de ser de todos)”. 
Na Grécia clássica, a partir do século V a.c., se consolida a Democracia a partir dos princípios de igualdade dos cidadãos em face da lei. 
No entanto, do exercício da Política ficam de fora as mulheres, os estrangeiros e os escravos, isto é, muitas pessoas ficavam de fora dessa Democracia. 
A Democracia contemporânea nasce com a pretensão de ser fundada sobre os princípios da “Liberdade e da Igualdade” de todos, influenciada pelos ideais humanistas do século XV e pelo Jus naturalismo do século XVII.
Na contemporaneidade a democracia mais que um regime de governo passou a significar uma forma de pensar, ou seja uma “Mentalidade”.
A Mentalidade Democrática defende a participação de todos na política e a Liberdade de expressão para todos. 
Permanece no entanto, a ideia de “Vontade da Maioria” quando se trata de determinar regras e normas de conduta.
Perante a Vontade da Maioria, no entanto, permanece o direito de expressão da minoria.
Hoje no Brasil, criou-se uma política de “defesa dos grupos minoritários”, uma forma de paternalismo político.
Nossa Democracia é “Representativa Indireta”, pois, a Vontade do Povo (de todos e ou da maioria) é representada pelos legítimos representantes eleitos Deputados. 
Vivemos, no entanto, sempre frente ao risco da manipulação da massa e ou da imposição da vontade de uma “Oligarquia”. 
Como mentalidade, a atual Democracia encontra nos Estados Unidos seu principal defensor. 
O famoso “Sonho Americano” faz alusão à igualdade e a liberdade de todos.
Vejamos um trecho do discurso de “Martin Luther King, Jr”.
Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. 
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. 
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. 
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! 
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! 
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. 
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. 
"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sinoda liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. 
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro: 
"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal." 
28 de agosto de 1963
O povo americano possui a pretensão de serem os guardiões da Democracia no mundo.
Em nome dessa defesa democrática, no entanto, pode estar escondida varias ideologias imperialistas....
Vejamos agora um dos discursos de Tancredo Neves.
1985
Brasileiros,
Neste momento alto na história, orgulhamo-nos de pertencer a um povo que não se abate, que sabe afastar o medo e não aceita acolher o ódio.
A Nação inteira comunga deste ato de esperança. Reencontramos, depois de ilusões perdidas e pesados sacrifícios, o bom e velho caminho democrático.
Não há Pátria onde falta democracia.
A Pátria não é a mera organização dos homens em estados, mas sentimento e consciência, em cada um deles, de que lhe pertencem o corpo e o espírito da Nação. Sentimento e consciência da intransferível responsabilidade por sua coesão e seu destino.
A Pátria é escolha, feita na razão e na liberdade. Não basta a circunstância do nascimento para criar esta profunda ligação entre o indivíduo e sua comunidade.
Não teremos a Pátria que Deus nos destinou enquanto não formos capazes de fazer de cada brasileiro um cidadão, com plena consciência dessa dignidade.
Assim sendo, a Pátria não é o passado, mas o futuro que construímos com o presente. Não é a aposentadoria dos heróis, mas tarefa a cumprir. É a promoção da justiça, e a justiça se promove com liberdade.
Na vida das nações, todos os dias são dias de História, e todos os dias são difíceis. A paz é sempre esquiva conquista da razão política. É para mantê-la, em sua perene precariedade, que o homem criou as instituições de Estado, e luta constantemente para aprimoraras.
Não há desânimo nessa condição essencial do homem. Por mais pesadas que sejam as sombras totalitárias ou mais desatadas as paixões anárquicas, o instinto da liberdade e o apego à ordem justa trabalham para restabelecer o equilíbrio social.
No conceito que fazemos do estado democrático há saudável contradição: quanto mais democrática for uma sociedade, mais frágil será o estado. Seu poder de coação só se entende no cumprimento da lei. Quanto mais fraterna for a sociedade, menor será a presença do estado.
(...)
As Contribuições
É inegável que o processo de transição teve contribuições isoladas que não podem ser omitidas:
- A do poder Legislativo, que, muitas vezes mutilado em sua constituição e nas suas faculdades, conservou acesa a chama votiva da representação popular, como última sentinela no campo da batalha democrática.
- A do Poder Judiciário, que se manteve imune a influências dos casuímos, para, na atual conjuntura, fazer prevalecer o espírito de reordenação democrática.
- A da igreja, que com sua autoridade exponencial no campo espiritual e na ação social e educativa lutou na defesa dos perseguidos e pregou a necessidade da opção preferencial pelos pobres com base na democracia moderna.
- A de homens e mulheres de nosso povo, principalmente as mães de famílias, que arrostaram as duras dificuldades de desemprego e da carestia em seus lares, e lutaram, com denodo, pela anistia, pelos direitos humanos e pelas liberdades políticas.
- A da imprensa - jornais, emissoras de rádio e televisão que sob a censura policial, a coação política e econômica, ousou bravamente enfrentar o poder para servir à liberdade do povo.
- A da sociedade civil como um todo, em suas muitas instituições a Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação Brasileira de Imprensa, as entidades de classe patronais, de empregados, de profissionais liberais, as organizações estudantis, as universidades, e tantas outras, com sua participação, muitas vezes sob pressões inqualificáveis, nesse mutirão cívico da reconstrução nacional.
Vejamos que a democracia mais que uma forma de governar, se constituiu como um ideal, um estilo de vida. 
4.3.2. Totalitarismo. 
Enquanto na América (USA) cresce progressivamente a ideia de Democracia, a partir dos ideais de “liberdade e igualdade”, na Europa a crise do liberalismo capitalista fomentou o desenvolvimento de teorias anti-liberais e, portanto, totalitárias. 
Definição:
Totalitarismo é um sistema de governo em que todos os poderes ficam concentrados nas mãos do governante. Desta forma, no regime totalitário não há espaço para a prática da democracia, nem mesmo a garantia aos direitos individuais. 
No regime totalitário, o líder decreta leis e toma decisões políticas e econômicas de acordo com suas vontades. Embora possa haver sistema judiciário e legislativo em países de sistemas totalitários, eles são apenas representativos e acabam por ficar às margens do exercício do poder.
Características do sistema totalitário:
1º. Uso excessivo de força militar como forma de reprimir qualquer tipo de oposição ao governo;
2º. Falta de eleições ou, quando ocorrem, são manipuladas;
3º. Censura e controle dos meios de comunicação (revistas, jornais, rádio);
4º .Propaganda governamental como forma de exaltar a figura do líder.
Origens:
Com o Positivismo de Augusto Comte e a empolgação tecnológica cientificista do século XIX, a revolução industrial ganha grandes proporções no cenário politico – econômico mundial. 
Juntamente com o ideal democrático americano, a revolução industrial coloca em moto uma relação politico - econômica que acabará por definir o Liberalismo.
O Liberalismo começou a se fortalecer em meados do século XIX, após as décadas de 1830-1840, teve sua maior representação na França. 
Se juntou mais tarde à ideia de Nacionalismo, onde foi usado como pilar da Unificação da Alemanha (1864-1870 - Otto von Bismarck) e a Unificação da Itália (1848 - Mazzini e Garibaldi) .
No campo politico o liberalismo defente a não interferencia do Estado no mercado e na econômia.
Nascia assim um conceito forte e autônomo de Capitalismo.
No inicio do século XX a Inglaterra era a maior potencia capitalista do mundo.
Porém, após a segunda Revolução Industrial, emergiram outras potencias dentre as quais a Alemanha, graças a sua unificação após 1871.
Como resultado de acirradas disputas entre as potencias comerciais, difundiu-se na Europa um surto de “sentimentos nacionalistas”, que não demorou a criar formas de intolerância.
A intolerância se apresentava sobre os aspectos do “Chauvinismo (nacionalismo exacerbado) e Xenofobismo (ódio ao estrangeiro)”.
Logo esta concorrência comercial e industrial se transformou em uma “corrida armamentista”.
Se destacavam como potencias a Inglaterra e a Alemanha.
Logo a Europa se viu dividida em dois blocos: 
A Tríplice Aliança formada por: Alemanha, Áustria e Itália;
A Tríplice Entente formada por: Inglaterra, França e Rússia.
Das rivalidades entre estes dois blocos explodiu a Primeira Guerra Mundial.
Em 1918 a Rússia abandona a Alemanha e a Itália em 1915 havia abandonado a Tríplice Aliança para apoiar a Entente.
A Alemanha sozinha foi derrotada em 1918.
É de se destacar que, a entrada dos Estados Unidos na guerra em 1917 a favor da Entente foi decisiva para a vitória.
Com o fim da primeira guerra mundial, os Estados Unidos emergiram como potencia mundial e sua economia tornou-se a mais forte;
Ao contrario do capitalismo europeu, o capitalismo americano partia do principio que “o funcionamento da economia deveria ser entregue ao livre jogo do mercado”;
Os americanos defendiam as quebras das fronteirascomerciais e a não interferência dos estados no mercado;
No entanto, a partir 1920 o mercado internacional, principalmente o americano, começou a declinar graças a superprodução.
Em 1929 o mundo capitalista enfrentou sua primeira grande crise graças a saturação do mercado internacional;
Os pilares do capitalismo foram abalados:
Livre comércio;
Não interferência do Estado;
Para se superar a crise foi necessária a intervenção do Estado;
Diante da crise do capitalismo duas tendências políticas se desenvolveram n Europa:
O Socialismo;
O Nazi- Fascismo;
O Socialismo.
A maior expressão do Socialismo foi o Stalinismo.
O Socialismo foi inspirado nos movimentos operários e nas teorias do filosofo Karl Marx;
Constituiu no século XIX a maior resistência e critica ao capitalismo liberal e a Democracia;
Os grandes princípios do Socialismo foram inspirados por:
1º. Desejo de revolução social;
2º. O apego a doutrina marxista;
3º. A defesa da ditadura do proletariado;
Os Socialistas combatiam os ideais do capitalismo liberal e da democracia, pois, afirmavam que se tratava de ideais da burguesia e criavam uma profunda desigualdade social;
O Socialismo Stalinista levou a Rússia ao mais sombrio regime totalitário a partir de 1928. 
O Nazi-fascismo.
Como consequência da Primeira Guerra Mundial e causa para a Segunda Guerra Mundial, estruturou-se na Europa um fenômeno político chamado de “Nazi-fascimo”.
Tratou-se de um movimento essencialmente:
Nacionalista;
Antidemocrático;
Antioperário;
Antiliberal;
Anti- socialista;
A doutrina Nazi -fascista destacava basicamente os seguintes pontos:
1º. Totalitarismo: princípio que afirma que nada pode estar acima do Estado, fora do Estado e contra o Estado.
2º. Nacionalismo: a nação representa a mais alta forma de sociedade. 
3º. Autoritarismo: via-se a autoridade do líder de forma indiscutível.
4º. Militarismo: a força militar como autodefesa do Estado.
5º. Romantismo Patriótico: sacrifício pela pátria.
e.1. O Fascismo Italiano;
A palavra “fascismo” vem do italiano “Fascio”, que traduzindo para o português temos o correspondente Feixe. Dá a ideia de unidade e força.
Em 1919, na cidade de Milão, Benitto Mussolini fundou o “Partido Fascista” e fundou uma milícia armada denominada “Camisas Negras”.
Atacando os comunistas socialistas, este partido ganhou a simpatia da elite italiana e da classe média;
Os efeitos negativos da guerra e a crise econômica fizeram com que o Fascismo ganhassem força por toda a Itália, pois este trazia consigo um sentimento nacionalista, de orgulho pela pátria e promessa de restruturação nacional.
Em 1921, graças a continua desmoralização do partido do governo socialista, os fascistas conseguiram eleger o maior número de membros no Parlamento;
Em 1922, graças a crise instaurada no Parlamento italiano, Mussolini tomou o poder;
Neste ano, mais de cinquenta mil soldados que militavam a favor de Mussolini, marcharam em direção à Roma e o rei Vitor Emanuel III cedendo à pressão deu ao líder fascista o poder de reorganizar o Estado;
Em 1925 Mussolini tornou-se o “Duce”, ou seja, o condutor supremo da Itália, consolidando o Estado Totalitário Fascista;
Houve a supressão da liberdade de imprensa entre outras medidas extremistas;
Em 1929, após a continua desconfiança por parte da Igreja (que assim como o fascismo criticava o liberalismo democrático econômico e o socialismo) o clero italiano resolveu dá a Mussolini um voto de confiança. Disto se arrependeria mais tarde;
Também em 1929 foi assinado o Tratado de Lateranno, aonde o Estado da Itália reconhecia o Estado do Vaticano.
Por um tempo, o fascismo parecia trazer soluções à Itália, devolvendo a esta uma economia forte e um desenvolvimento industrial animando as classes burguesas;
e.2. O Nazismo Alemão;
As razões que contribuíram para o êxito nazista na Alemanha são similares às do fascismo na Itália;
Quanto ao nazismo alemão tem que se acrescentar:
A humilhação da derrota na Primeira Guerra Mundial;
As imposições do Tratado de Versalhes.
Assinado em 28 de junho de 1919, o Tratado de Versalhes foi um acordo de paz assinado pelos países europeus, após o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
 Neste Tratado, a Alemanha assumiu a responsabilidade pelo conflito mundial, comprometendo-se a cumprir uma série de exigências políticas, econômicas e militares. 
Estas exigências foram impostas à Alemanha pelas nações vencedoras da Primeira Guerra, principalmente Inglaterra e França.
 Em 10 de janeiro de 1920, a recém-criada Liga das Nações (futura ONU) ratificou o Tratado de Versalhes.
Algumas exigências impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes:
1º	Reconhecimento da independência da Áustria;
2º. Devolução dos territórios da Alsácia-Lorena à França;
3º. Devolução à Polônia das províncias de Posen e Prússia Ocidental;
4º. As cidades alemãs de Malmedy e Eupen passariam para o controle daBélgica;
5º. A província do Sarre passaria para o controle da Liga das Nações por 15 anos;
6º. A região da Sonderjutlândia deveria ser devolvida à Dinamarca
7º. Pagamento aos países vencedores, principalmente França e Inglaterra, uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra. Este valor foi estabelecido em 269 bilhões de marcos.
8º. Proibição de funcionamento da aeronáutica alemã (Luftwaffe)
9º. A Alemanha deveria ter seu exército reduzido para, no máximo, cem mil soldados;
10º. Proibição da fabricação de tanques e armamentos pesados;
11º. Redução da marinha alemã para 15 mil marinheiros, seis navios de guerra e seis cruzadores;
Consequências:
As fortes imposições do Tratado de Versalhes à Alemanha, fez nascer neste país um sentimento de revanchismo e revolta entre a população. 
A indenização absurda enterrou de vez a economia alemã, já abalada pela guerra. 
As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas por forte crise moral e econômica na Alemanha (inflação, desemprego, desvalorização do marco). 
Terreno fértil para o surgimento e crescimento do nazismo que levaria a Alemanha para um outro conflito armado, a Segunda Guerra Mundial. 
Com o final da guerra, o regime dos Kaisers alemães foi substituído pela República de Weimar (1918 – 1933) que foi marcada pela crise econômica;
Em 1923 a França invade a Alemanha como represaria ao não pagamento das taxas e indenizações;
O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães fundado em 1919 na cidade de Munique, de cunho totalitário inspirado no Fascismo italiano, ganhava cada vez mais a simpatia dos alemães;
Com forte apelo ao “Nacionalismo” o nazismo despontava como a esperança da Alemanha;
Este pregava amor à pátria, criação de um Estado forte e hostilizava os estrangeiros;
O partido nazista contava com o apoio de uma polícia própria denominada “Seções de Assalto (SA)”, conhecidos como: “os camisas pardas”.
Em 1920 Adolf Hitler já era o responsável pela propaganda do partido e mudou o nome para Partido Operário Alemão Nacional-Socialista;
Em 1923, diante do agravamento da situação socioeconômica e da ineficiência da República de Weimar, Hitler e seus seguidores em uma cervejaria de Munique proclamou o fim da Republica, e embora fossem todos presos, ganharam apoio Nacional;
Na prisão Hitler escreveu um livro , “Mein Kampf” , onde ele desenvolveu os fundamentos do nazismo:
A ideia pseudocientífica da raça arina;
O nacionalismo como sentimento maior;
O totalitarismo como forma de governo;
O anticomunismo;
O espaço vital – território indispensável ao desenvolvimento alemão;
De 1923 a 1929 o nazismo não tinha grande expressão até a quebra da boça de Nova York;
Todos, inclusive a elite alemã começaram a ver no nazismo uma proposta de salvação nacional;
Em 1932 Hitler foi eleito chanceler da Alemanha, portanto, aquele que comandaria o Estado;
Aos poucos, reprimindo o parlamento e os partidos opositores, ele foi instalando uma ditadura totalitária;
A nazificação alemã completou-se com o armamentismo e o militarismo, que reativou a indústria bélica e o desenvolvimento econômico.
A partir da expansão territorial e da absurda perseguição aos judeus, a politicaalemã provocou a segunda guerra mundial.
( 	O Estado tornou-se um gigante. É o Estado que pode solucionar as contradições dramáticas do capitalismo. Aquilo que chamamos crise não pode ser resolvida a não ser pelo Estado e no Estado [...]
	Se liberalismo significa individuo, fascismo significa Estado. Mas o Estado fascista é único e é uma criação original. Ele não é reacionário, mas, revolucionário, no sentido de que avança a solução para certos problemas universais, previamente colocados; no domínio politico pelo fracionamento dos partidos, pelo abuso do poder pelo parlamentarismo, pela irresponsabilidade das assembleias; no domínio econômico pelas forcas sindicais cada vez mais numerosas e mais poderosas; no domínio moral, pela necessidade de ordem, de disciplina, de obediência às regras morais da pátria.
	O fascismo deseja que o Estado seja forte, organizado e repouse ao mesmo tempo sobre uma ampla base popular. O Estado fascista atribui-se o domínio da economia e, pelas instituições coorporativas, sociais e educacionais por ele criadas, a presença do Estado chega até as ramificações externas do pais[...]
	O individuo no Estado fascista não é anulado, é multiplicado [...] ele limita a liberdade inútil e dispensável, mas conserva as liberdades essenciais. 
									Benito Mussolini )
Após a segunda guerra mundial, os Estados Unidos da América emergiu como potência absoluta mundial (economicamente e militarmente) e se impôs ideologicamente como modelo de democracia, economia e politica.
Hoje ostenta o direito de ser o “tutor da liberdade” no mundo, mascarando assim seu imperialismo econômico e bélico.
e.3. A Igreja e o Totalitarismo.
A partir do Papa Leão XIII (1878 – 1903) a Igreja católica começa a se interessar pelas questões sociais e começa a emitir pareceres e juízos públicos;
Com a publicação da encíclica Rerum Novarum : sobre a condição dos operários (em português Rerum Novarum significa "Das Coisas Novas") escrita pelo Papa Leão XIII a 15 de Maio de 1891, da-se inicio a um conjunto de doutrinas que será intitulada: Doutrina Social da Igreja;
A Rerum Novarum foi uma carta aberta a todos os bispos, debatendo as condições das classes trabalhadoras. 
A encíclica trata de questões levantadas durante a revolução industrial e as sociedades democráticas no final do século XIX. 
Leão XIII apoiava o direito dos trabalhadores formarem a sindicatos, mas rejeitava o socialismo e defendia os direitos à propriedade privada. Discutia as relações entre o governo, os negócios, o trabalho e a Igreja.
A encíclica critica fortemente a falta de princípios éticos e valores morais na sociedade progressivamente laicizada de seu tempo, uma das grandes causas dos problemas sociais. 
O documento papal refere alguns princípios que deveriam ser usados na procura de justiça na vida social, económica e industrial, como por exemplo a melhor distribuição de riqueza, a intervenção do Estado na economia a favor dos mais pobres e desprotegidos e a caridade do patronato aos trabalhadores.
A Rerum Novarum discute precisamente:
A Questão Social e o Socialismo
A Questão Social e a Igreja
 A Questão Social e o Estado
A Questão Social e ação conjunta de patrões e empregados.
A critica da Igreja ao mundo capitalista moderno, fundado sobre os princípios de um “Darwinismo Social”, foi contundente. 
Porém, a Igreja temia muito mais os princípios do socialismo formado a partir das teorias marxistas;
Desta forma, mesmo desconfiando profundamente do Fascismo, decidiu por dar um voto de confiança a Mussolini. 
Em 1929 o Papa Pio XI (1922 – 1939) assinou o tratado de Lateranno juntamente com Mussolini. Este reconhecia o Vaticano como Estado Soberano e aquele reconhecia o Estado Italiano.
Muitas controversias giram em torno da relação entre o Papa Pio XII (1939 – 1958) e os regimes totalitarios;
Joao XXII (1958 – 1963) escreveu a enciclica Mater et Magistra reafirmando a necessidade de Justiça social como condição essencial à paz.

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