Direito Administrativo (59)
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Direito Administrativo (59)


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PREPARATÓRIO PARA OAB
Professora: Dra. Claudia Tristão
DISCIPLINA: DIREITO CIVIL
Capítulo 5 Aula 1
DIREITO DOS CONTRATOS
 
Coordenação: Dr. Flávio Tartuce
01
Teoria Geral dos Contratos 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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 - Noções Introdutórias
 - Princípios regedores dos contratos
Princípio da autonomia da vontade
Princípio do consensualismo
Princípio da força obrigatória
Princípio da boa-fé
 - Requisitos de validade
 Capacidade dos contratantes
Objeto do contrato
Consentimento
Forma
 - Prova dos contratos
 - Noções introdutórias
Atualmente os contratos têm desempenhado grande força e importância nas relações sociais, e isto se 
justifica em razão do constante crescimento dos negócios econômicos, políticos e sociais. Em contrapartida, 
não é raro nos deparamos com o desequilíbrio nas cláusulas contratuais onerando mais uma parte à outra, 
principalmente nas relações de consumo, o que acaba por gerar um entravamento de ações judiciais na 
tentativa de buscar o equilíbrio na prestação e na contraprestação desses negócios jurídicos.
Neste seguimento veremos que o contrato tem suas raízes no instituto do Direito Privado e aplica-se em todas 
as ramificações do Direito Civil originadas no acordo de vontades. 
O novo Código Civil, no artigo 421, menciona que a "liberdade de contratar será exercida em razão dos 
limites da função social do contrato", o que força os contratantes a agirem com probidade e boa-fé. Isto quer 
dizer, como esclarece Sílvio Venosa, que o controle judicial não se manifestará apenas no exame das 
cláusulas contratuais, mas desde a raiz do negócio jurídico. Indo mais além, o contrato deve ser cumprido 
não unicamente em prol do credor, mas em benefício de toda uma comunidade. Podemos citar como 
exemplo a inserção do nome do mau pagador no cadastro dos órgãos de proteção ao crédito.
Em princípio, o contrato é negócio jurídico bilateral que se apresenta no Direito das Obrigações, no Direito 
de Família, no Direito das Coisas e no Direito das Sucessões.
Podemos citar como exemplo de contratos o de compra e venda, de doação, de mandato, de seguro, de 
fiança, de locação, contratos bancários, de leasing, entre tantos outros.
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A palavra "contrato" tanto pode ser usada para designar o negócio jurídico bilateral gerador de obrigações 
como, para a formalização do instrumento, seja ele por escritura pública ou particular. 
Muitas pessoas pensam que o contrato somente existirá se ele for por escrito. Mas, na verdade, o simples ato 
de comprar um refrigerante na lanchonete já configura a existência do contrato de compra e venda, por 
exemplo. Portanto, podemos afirmar que o contrato também pode ser celebrado oralmente.
Para que possamos adentrar no estudo dos contratos, primeiramente, temos que falar sobre os princípios que 
os regem. Segundo Orlando Gomes, os principais princípios são o da autonomia da vontade, o do 
consensualismo, o da força obrigatória e o da boa-fé.
Princípios regedores dos contratos
Princípio da autonomia da vontade: É prerrogativa das pessoas, mediante declaração de vontade, a 
liberdade de contratar, estipular o tipo e determinar o conteúdo do contrato. Toda pessoa capaz tem aptidão 
para provocar o nascimento de um direito ou obrigar-se. O contrato, considerado individualmente, é lei 
entre as partes, desde que não infrinja norma de ordem pública, sob pena de ser declarado nulo.
Os contratos, nos dias atuais, visam mais o interesse coletivo. É a chamada função social do contrato, 
prevista no artigo 421 do C.C.. Isto não quer dizer que a manifestação de vontade, como requisito 
contratual, tenha sido excluída mas, deixou de ser o centro de todas as avenças.
Assim, podemos concluir que há limitações não só de ordem pública, como também impedimentos de 
cláusulas contratuais excessivamente onerosas a uma das partes, fato que justificou a publicação de leis 
especiais como, por exemplo, a do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) e a Lei do Inquilinato 
(Lei nº 8.245/91).
Princípio do consensualismo: Segundo esse princípio, o contrato se aperfeiçoa pelo acordo de vontades. 
Contudo, não podem ser considerados existentes todos os contratos simplesmente pela formação 
congruente de vontades, haja visto alguns estarem condicionados à realização de solenidades estabelecidas 
na lei, como, por exemplo: o casamento, outros só se concretizam se determinada exigência for cumprida, 
como ocorre nos contratos de corretagem.
Princípio da força obrigatória: Um contrato válido e eficaz é lei entre as partes e assim considerado deve ser 
cumprido por elas (pacta sunt servanda). Isto porque o contrato obriga os contratantes, sejam quais forem as 
circunstâncias em que tenha de ser cumprido. A própria lei confere à parte lesada instrumentos para obrigar 
o contratante inadimplente a cumprir o contrato ou indenizar pelas perdas e danos. 
Uma vez estipulado validamente o seu conteúdo, ou seja, sopesados os direitos e obrigações de cada parte, 
as respectivas cláusulas têm força obrigatória.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Como regra geral, vale dizer que ninguém pode alterar unilateralmente o conteúdo do contrato, nem mesmo 
o juiz. Se ocorrer alguma situação que justifique a intervenção judicial, esta será realizada para declaração 
de nulidade ou resolução do contrato, nunca para alterar seu conteúdo.
As partes contrataram de livre e espontânea vontade e submeteram essa mesma vontade ao cumprimento 
contratual porque tal situação foi desejada. Cada qual que suporte os prejuízos provenientes dessa vontade.
No direito atual passou-se a aceitar, em caráter excepcional, a possibilidade de intervenção judicial no 
conteúdo de certos contratos, emprestando-lhe significado menos rígido mas sem alterar sua função de 
segurança e sobrevivência, pois, se não tivesse o contrato força obrigatória estaria estabelecido o caos. Essa 
atenuação na execução contratual somente é possível na impossibilidade de prever a mudança desse 
estado. 
Geralmente é aceita aplicação da teoria da imprevisão (cláusula rebus sic stantibus), nos contratos de 
duração e nos de execução diferida, como ocorre no reescalonamento de contratos bancários que se tornam 
excessivamente onerosos ao consumidor, impossibilitando o cumprimento da obrigação inicialmente 
assumida. 
Principio da boa-fé: Esse princípio se estampa pelo dever de agir corretamente das partes, ou seja, com 
lealdade e confiança recíprocas, já que não se pode aceitar que um contratante tenha firmado o pacto de 
má-fé, visando locupletar-se injustamente à custa do prejuízo do outro.
Também deve ser considerada a condição sócio-cultural dos contratantes para a devida interpretação do 
conteúdo das cláusulas contratuais.
Requisitos de validade
O contrato é derivado de um ato jurídico que pressupõe vontade das partes, agente capaz, objeto lícito e 
forma prescrita em lei. Esses elementos devem estar presentes no momento da formação do contrato.
Assim temos que o ato jurídico