Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Código Logístico
57319
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-6425-0
9 788538 764250
ESTUDAR E APRENDER A DISTÂNCIA
Andreza Regina Lopes da Silva
Andreza Regina Lopes da Silva
Nestas páginas, vamos conversar sobre um tema 
de extrema relevância para o seu sucesso aca-
dêmico: como estudar e aprender a distância. 
Você conhecerá algumas técnicas de estudo e 
dicas para se organizar, sempre buscando o apri-
moramento pessoal. O objetivo desta obra é fazer 
com que você entenda que o principal responsável 
pelo seu aprendizado é você mesmo e que é pre-
ciso agir com foco e determinação para alcançar 
resultados satisfatórios e sucesso na sua jornada.
Estudar e
aprender a distância
IESDE BRASIL S/A
2018
Andreza Regina Lopes da Silva
Todos os direitos reservados.
IESDE BRASIL S/A. 
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200 
Batel – Curitiba – PR 
0800 708 88 88 – www.iesde.com.br
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO 
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
S578e Silva, Andreza Regina Lopes da
Estudar e aprender a distância / Andreza Regina Lopes da 
Silva. - 1. ed. - Curitiba [ PR] : IESDE Brasil, 2018. 
108 p. : il. ; 21 cm.
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-387-6425-0
1. Educação - Brasil. 2. Ensino a distância. I. Título.
18-48768
CDD: 370.981
CDU: 37(81)
© 2018 – IESDE BRASIL S/A.
É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem auto-
rização por escrito da autora e do detentor dos direitos autorais.
Capa: IESDE BRASIL S/A. Imagem da capa: Lightcome/iStockphoto
3
Andreza Regina Lopes da Silva
Doutora e mestre no Programa de Pós-Graduação 
em Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPEGC) na 
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista 
em Educação a Distância e em Auditoria Empresarial. 
Graduada em Administração pela UFSC e em Pedagogia 
pela UniCesumar. Coach e mentora acadêmica formada pelo 
Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). Experiência na área 
de educação com ênfase em educação a distância, aprendiza-
gem e desenvolvimento de competências. Atua como coach e 
mentora acadêmica, como designer educacional e coordena-
dora de projeto e de produção. Também desenvolve atividades 
relacionas à capacitação de professores e é autora de livros e 
artigos científicos. 
5
Sumário
Apresentação 7
1. Desafios de estudar a distância 9
1.1 Definições e características da EaD 9
1.2 Meios e modos de ensino e aprendizagem 14
1.3 Construindo conhecimentos na educação a distância 18
2. Estratégias de aprendizagem na EaD 29
2.1 Condições adequadas para o estudo 29
2.2 Mantendo a concentração 37
2.3 Motivação para estudar 42
3. Lendo e aprendendo 49
3.1 Construindo o hábito da leitura 49
3.2 Selecionando leituras 55
3.3 A arte de escrever 61
4. Planejando seu estudo 69
4.1 Foco  69
4.2 Gestão do tempo 73
4.3 Plano de ações 78
5. Técnicas para construção do conhecimento 89
5.1 Rotina diária de estudo 89
5.2 Mapas mentais e conceituais 94
5.3 Autoavaliação 99
7
Apresentação
Olá, estudante!
Seja bem-vindo a este livro e ao universo da educação a 
distância. Nestas páginas, vamos conversar sobre um tema de 
extrema relevância para o seu sucesso acadêmico: como estu-
dar e aprender a distância. Para um bom aproveitamento da 
leitura proposta, das dicas e estratégias compartilhadas, é im-
portante que você esteja em um lugar tranquilo e com tempo 
para fazer as atividades sugeridas, de modo a começar ime-
diatamente a ter bons resultados na sua jornada de formação 
e desenvolvimento.
Este livro está organizado em cinco capítulos; neles, você 
encontrará diferentes questões relacionadas à EaD, como sua 
evolução histórica e conceitual, suas características e rele-
vância, bem como sua integração ao processo de desenvol-
vimento continuado em nossa sociedade contemporânea, 
essencialmente baseada no conhecimento. Além disso, apre-
sentaremos técnicas de estudo, pois para aprender é preciso 
saber estudar. Esse processo não se consolida da noite para 
o dia e exige de você uma nova e importante postura: a de 
assumir a posição de protagonista da história de sucesso 
que você imagina conquistar na sua vida. E isso é efetiva-
mente possível, basta estabelecer um processo consciente e 
contínuo de organização e evolução pessoal. Para ajudá-lo 
nessa caminhada, compartilhamos também estratégias que 
lhe permitirão ter uma aprendizagem significativa, ou seja, 
um modo de estudar e aprender no qual o conhecimento é 
ressignificado por você mesmo.
Toda a nossa discussão sobre o aprendizado na EaD é pau-
tada no entendimento de que ninguém faz uma gestão do tem-
po, mas sim das ações previstas nesse tempo. Afinal, o tempo 
é igual para todos, ou seja, 24 horas diárias, e o que diferencia 
uma pessoa da outra é a forma como cada uma utiliza o seu tem-
po. Desse modo, se você busca plenitude na sua vida, é preciso 
sempre caminhar adiante, não parar de progredir, porém man-
tendo o equilíbrio entre os aspectos pessoais, profissionais, de 
relacionamentos e de qualidade de vida. Acredite que tudo que 
você sonha pode realizar, basta ter consciência de seus limites 
e potencialidades. Agir com foco e determinação é primordial 
para que os resultados desejados sejam alcançados com êxito.
Sabemos que isso exige por vezes a mudança ou mesmo a 
criação de novos hábitos. Mas tenha claro que “o sacrifício é 
temporário, enquanto a recompensa é duradoura”.
Desejamos a você bons estudos e significativas aprendiza-
gens por meio da educação e formação a distância. Sucesso na 
sua jornada!
1
Desafios de estudar a distância
As primeiras práticas de educação a distância (EaD) no mundo 
datam do século XIX, na Europa. Desde então, ela vem se expan-
dindo como metodologia educacional. Nos últimos anos, esse cres-
cimento tem sido exponencial, e hoje essa modalidade de ensino é 
uma realidade da sociedade contemporânea. Logo, saber estudar e 
aprender a distância é fundamental para você que busca pertencer, 
de forma crítica e participativa, dessa sociedade.
Hoje, em pleno século XXI, o conhecimento se destaca como o 
artefato de maior valor. E, diante desse contexto, convidamos você a 
conhecer as características e os principais meios de ensino-aprendi-
zagem na EaD, para poder iniciar sua jornada de desenvolvimento 
de competências em seu estudo a distância de forma eficaz.
Então vamos iniciar? Bons estudos!
1.1 Definições e características da EaD
Falar em educação a distância é, antes de tudo, falar em um proces-
so de ensino e de aprendizagem. Essa concepção conduziu à expansão 
dessa metodologia educacional, no princípio influenciada pela ne-
cessidade de formação profissional, cujos primeiros registros datam 
de 1833, na Suécia, e 1856, na Inglaterra. Ou seja, o início da EaD foi 
motivado pela demanda de preparo dos indivíduos para o trabalho.
10 Estudar e aprender a distância
Nesses primeiros registros da EaD, ela ocorria por meio de texto 
escrito e/ou impresso, enviado por correspondência. Já no início do 
século XX, nos anos de 1920 e 1930, o mesmo ensino ganhou novos 
meios de comunicação: foi uma época marcada pelo rádio e pela 
TV. Por volta dos anos de 1960, iniciou-se a utilização de transmis-
são via satélite, a criação de vídeos e a possibilidade de orientação 
face a face, com envolvimento de equipes multidisciplinares. Já em 
meados dos anos de 1980, surgiu um meio de comunicação vigente 
ainda hoje, a criação de vídeos, que faz em tempo real a interação 
entre aluno e professores com uso de áudio e vídeo. Nesse período 
também surgiram as videoaulas, em que os professores explicavam 
o conteúdo dos livros – essas aulas eram oferecidas em VHS e, pos-
teriormente, em DVD. E, por volta dos anos 2000, a comunicação 
começa a ser utilizada, de forma geral, em grande parte dos cursos 
no modelo multimídia, com texto, áudio, vídeo, em uso integrado 
com um ambiente virtual de aprendizagem, por meio da internet.
Com o passar do tempo e o desenvolvimento cada vez maior da 
EaD, diante dos resultadospositivos no que diz respeito à democra-
tização do ensino para muitos, tivemos no Brasil, já no fim do sécu-
lo XX e início do XXI, um movimento importante que a destacou 
como política pública no país. O primeiro manifesto foi expresso no 
artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 
publicada em 1996, no qual se destaca o incentivo do governo ao 
desenvolvimento e à veiculação de programas de ensino a distância, 
em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação conti-
nuada (BRASIL, 1996).
Desafios de estudar a distância 11
A partir daquele momento, outros atos regulatórios marcaram 
a história e o estabelecimento dessa modalidade educacional no 
país. Para compreender de modo objetivo essa trajetória, observe 
a Figura 1 a seguir.
Figura 1 – Principais marcos legais da EaD no Brasil 
Marcos regulatórios
Artigo 80 da LDB 
n. 9.394/1996
Reconhece publicamente a potencialidade da EaD, incenti-
vando “o desenvolvimento e a veiculação de programas de 
ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensi-
no, e de educação continuada” (BRASIL, 1996).
Decreto 
n. 5.622/2005
Regulamenta o artigo 80 da LDB e define a EaD como 
“modalidade educacional na qual a mediação didático-pe-
dagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre 
com a utilização de meios e tecnologias de informação e 
comunicação, com estudantes e professores desenvolven-
do atividades educativas em lugares ou tempos diversos” 
(BRASIL, 2005).
Decreto 
n. 9.057/2017
Reconhecido como “Novo Marco Regulatório da EaD no 
 Brasil”, apresenta diretrizes diversas para a educação a dis-
tância no país e a define como “a modalidade educacional 
na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de 
ensino e aprendizagem ocorra com a utilização de meios 
e tecnologias de informação e comunicação, com pessoal 
qualificado, com políticas de acesso, com acompanhamento 
e avaliação compatíveis, entre outros, e desenvolva atividades 
educativas por estudantes e profissionais da educação que 
estejam em lugares e tempos diversos” (BRASIL, 2017).
Fonte: Elaborada pela autora.
Esse cenário nos permite reconhecer a EaD no Brasil com base 
em três momentos distintos. O primeiro foi o período do nascimen-
to das definições legais e pedagógicas, de 1996 a 2004. O segundo 
evidenciou seu crescimento, de 2005 a 2016, quando houve registros 
12 Estudar e aprender a distância
de grandes práticas, políticas e projetos que incentivaram o cresci-
mento da modalidade no país. E, atualmente, temos a fase da ma-
turidade da EaD, marcada pelo Decreto n. 9.057, de 25 de maio de 
2017, cujo desafio é fomentar políticas de acesso, acompanhamento 
e avaliação dessa modalidade educacional, potencializando a opor-
tunidade de formação e educação continuada para muitos.
Esse caminho revelou grandes desafios, impulsionados por as-
pectos como a necessidade de desenvolvimento contínuo das com-
petências individuais e organizacionais e, de modo paralelo, o avanço 
das tecnologias digitais de informação e comunicação. A integração 
desses dois fatores, somados à impossibilidade de acesso a cursos pre-
senciais em regiões distantes dos grandes centros, destaca-se na con-
solidação da educação a distância do século XXI.
Nesse cenário, o grande facilitador é o avanço das tecnologias 
digitais, ferramentas capazes de integrar diferentes recursos e lin-
guagens, como a escrita, a imagem, o som, entre outros elementos, 
com o intuito de promover maior engajamento e melhores resulta-
dos no ensino-aprendizagem. Já o conceito de mídia, apesar de estar 
intimamente ligado à tecnologia, deve ser entendido como um meio 
de se comunicar. Então, por exemplo, podemos, ao utilizar os recur-
sos tecnológicos de um ambiente virtual de educação a distância, 
dispor de diferentes mídias, como livro-texto, videoaula, audiobook, 
jogos, entre outros. Essa composição variada nos remete ao concei-
to de multimídia, que podemos definir aqui como uma reunião de 
múltiplas mídias. Ou seja, um conjunto de recursos que, no contexto 
educacional, demandam mudanças constantes e urgentes, e não só 
na EaD. Essas tecnologias inteligentes vêm sendo integradas para 
facilitar o processo de mediação da aprendizagem, independente-
mente da modalidade.
Esse movimento tem exigido maior integração entre plane-
jamento, organização, execução e avaliação educacional. Nesse 
Desafios de estudar a distância 13
contexto, os novos papéis do professor e do aluno fazem parte de 
um processo de transformação acelerada, impulsionado, em grande 
parte, pela internacionalização do ensino, pela globalização, pelas 
novas redes de conhecimento e pela maior autonomia do aluno – 
fatores que desafiam o nosso dia a dia.
Nesse sentido, a EaD exige estratégias próprias de ensino e apren-
dizagem. Esse modelo aproxima-se da realidade contemporânea, em 
que o indivíduo assume o papel de protagonista na sua formação.
Dessa forma, destacamos a seguir algumas características que se 
sobressaem nesse processo específico de ensinar e estudar a distância:
• distanciamento geográfico e temporal;
• comunicação flexibilizada pelos recursos de tecnologias 
digitais;
• integração de diferentes recursos midiáticos por meio de um 
ambiente virtual;
• estímulo à educação autônoma;
• perfil específico do estudante: proativo, disciplinado, focado e 
consciente de suas características pessoais;
• perfil diferenciado do professor, como agente mediador do 
processo de formação e desenvolvimento de competências;
• oportunidade de formação para quem está longe dos grandes 
centros;
• ensino desenvolvido em grande parte com vistas à formação 
de adultos;
• oportunidade de formação, atualização e capacitação profis-
sional condizente com a realidade de um adulto que tem ou-
tras atividades, como trabalho e família.
Para concluirmos essa discussão inicial sobre EaD, é importante 
que você tenha claro que ela envolve um modo de ensinar e aprender 
14 Estudar e aprender a distância
em que professor e aluno estão separados geograficamente, o que 
não significa que estejam distantes. Trata-se de uma presença vir-
tual que conta com recursos tecnológicos e mídias digitais para pro-
mover a comunicação, incentivando um processo de desconstrução, 
construção e reconstrução do conhecimento.
E, nesse conceito de fazer educação, temos um modelo de co-
municação aberto, flexível e bidirecional para potencializar a sua 
aprendizagem. Então, aproveite a oportunidade dessa sua formação 
na modalidade a distância!
1.2 Meios e modos de ensino e aprendizagem
A história da educação no país caminhou a passos lentos até o 
século XXI, quando tivemos o uso da modalidade a distância como 
iniciativa do governo, voltada para a formação de professores no 
ensino superior, por meio do Projeto Universidade Aberta do Brasil 
(UAB). Esse novo momento foi marcado pelo acesso à educação 
para muitos brasileiros. Até então, essa formação era comum apenas 
entre indivíduos das classes média e alta do país. A partir desse pe-
ríodo, a EaD passou a ser uma oportunidade também para as classes 
menos favorecidas – embora fosse o sonho de muitos, o curso su-
perior no passado era realidade para a minoria. E, nesse cenário, a 
EaD cresceu a passos largos, motivada pela possibilidade de atender 
à demanda daqueles que não tinham acesso à formação superior.
Falando dos aspectos evolutivos da EaD, considerando a reali-
dade do país, é importante que você conheça os principais meios de 
ensino que marcam essa modalidade educacional. Para ensinar de 
modo que se tenha uma aprendizagem significativa na modalidade 
a distância, é preciso investir na comunicação.
A comunicação na EaD é flexível, aberta e bidirecional e, como 
vimos, existem diferentes recursos midiáticos para contribuir com 
uma boa comunicação. Pois bem, quando falamos de EaD e seus 
Desafios de estudar a distância 15
meios de comunicar e proporcionar o ensino, temos três principais 
modelos, a saber:
• Síncrona: a comunicação síncronaé aquela que permite a 
conversa entre os agentes desse processo (aluno, profes-
sor, tutor, entre outros) em tempo real, por exemplo, em 
videoconferência.
• Assíncrona: uma comunicação que contribui com o processo 
de aprendizagem, mas não ocorre em tempo real, por exemplo: 
fórum de discussão, conteúdo organizado em livro, entre outros.
• Híbrida: quando utilizamos ambas comunicações (síncrona e 
assíncrona) para ensinar e aproveitamos das duas para apren-
der. Por exemplo, neste momento, em contato com este livro, 
você tem uma comunicação assíncrona. Mas se o professor 
marcar uma videoconferência para a próxima semana, pode-
mos dizer que a disciplina tem uma comunicação híbrida.
Nos dias atuais, a comunicação tem se intensificado de forma 
síncrona e em rede. E, quando falamos em rede, isso não se limita à 
rede de computador, mas à rede de conexões de saberes e experiên-
cias que vem sendo estimulada pela acessibilidade e usabilidade dos 
recursos digitais de comunicação.
Para ficar mais clara essa evolução de modelos e meios para 
oportunizar a EaD até hoje, observe a Figura 2.
Figura 2 – Principais meios de comunicação na EaD
Correspondência 
Material impresso
Assíncrono
Rádio e TV
Assíncrono
Videoconferência
Primeiros movimentos
do meio síncrono
Comunicação 
digital
Meio híbrido
Comunicação 
em rede
Meio híbrido
19
60
19
20
-19
30
18
80
20
00
20
18
Fonte: Elaborada pela autora.
16 Estudar e aprender a distância
Ficou claro para você os meios que podemos utilizar para ensi-
nar e que, por consequência, são os meios que vão contribuir com 
seu estudo e aprendizagem? E se você está se perguntando o que isso 
tem a ver com Estudar e aprender a distância, pensemos juntos: se 
nós, professores/tutores queremos ensinar e utilizamos de diferentes 
meios para fazer essa comunicação, entendemos que você, para es-
tudar e aprender, precisa compreender esse processo, pois na EaD o 
aluno é protagonista do seu processo de formação.
Na verdade, a EaD sai na frente quando estimula esse perfil au-
tônomo e proativo do aluno, pois essa é uma perspectiva da nossa 
sociedade. Afinal, se você tem uma dúvida sobre um assunto de seu 
interesse, por exemplo, uma coisa simples, como fazer um bolo, você 
pode ficar esperando para ir à casa dos seus pais/avós/tios e pedir 
para que eles o ensinem uma receita ou, com os recursos digitais, 
rapidamente pelo seu celular, você pode acessar a internet e fazer 
um bolo gostoso com recheio e cobertura. O que queremos dizer 
é que é preciso fazer esse movimento também quando falamos em 
desenvolvimento e aprendizagem formal.
Portanto, podemos dizer que estudar e aprender a distância in-
clui diferentes visões e, desse modo, queremos convidá-lo a refletir 
sobre os principais conceitos presentes nesse contexto de aprendiza-
gem. Observe o Quadro 1 a seguir.
Quadro 1 – Principais conceitos que envolvem o estudo a distância
Termo Definição
Aluno
Indivíduo que assume a responsabilidade pelo seu processo 
de aprendizagem. Logo, seu perfil é marcado por caracterís-
ticas ativas, como determinação, proatividade, concentração 
e responsabilidade.
Aprender
Está relacionado à interiorização do conhecimento. Esse pro-
cesso se dá de forma individual ou coletiva, desde que o in-
divíduo consiga integrar a informação ao seu contexto real e 
assim construir novos saberes.
(Continua)
Desafios de estudar a distância 17
Termo Definição
Distância
Palavra de origem latina, cujo entendimento está relacionado 
a “estar afastado”.
EaD
Modalidade educacional em que temos o ensinar e o apren-
der acontecendo em tempo e lugar flexíveis, por meio de 
comunicação síncrona e assíncrona, numa perspectiva de 
desenvolvimento em rede.
Educação
Ato de ensinar e aprender com vistas a desenvolver compe-
tências do indivíduo, contribuindo para uma formação crítica.
Ensino
Inclui ações e meios voltados para a disseminação e o com-
partilhamento do conhecimento.
Mídia
Recurso de apoio para fazer a transmissão da mensagem, 
meio que utilizamos para comunicar.
Multimídia
Conjunto de mídias que utilizamos para ensinar e aprender. 
Conceito presente nos diferentes cursos ofertados na moda-
lidade a distância.
Professor
Especialista no conteúdo proposto pela disciplina e que age 
como um mediador no processo de construção do conheci-
mento do aluno.
Fonte: Elaborado pela autora.
Com base nesses conceitos e em nossa discussão até aqui, pense 
e responda:
Quem é o responsável por seu processo de aprendi-
zagem e desenvolvimento continuado? Como você se 
comporta diante do compromisso com sua formação? 
De modo ativo ou passivo? Por quê?
Agora que você já sabe mais sobre a EaD, fique atento ao seu 
próprio desenvolvimento como aluno. Para aproveitar o máximo 
dos conhecimentos que são compartilhados com você ao longo 
do curso, utilize as ferramentas síncronas e assíncronas que forem 
18 Estudar e aprender a distância
disponibilizadas no ambiente virtual de aprendizagem. Pergunte. 
Questione. O processo de construção do conhecimento não é linear, 
por isso o resultado qualitativo do ensinar e aprender não está ligado 
diretamente à sua modalidade, mas sim à prática participativa de 
cada um de seus atores. Assim, lembre-se: no processo de aprendi-
zagem, você é o ator principal.
1.3 Construindo conhecimentos 
na educação a distância
O que vem à sua mente quando alguém diz para você: “Agora é 
hora de estudar”? É possível que você pense: “que coisa chata”; “vai 
tomar muito tempo”; “estudar hoje, sexta-feira, não vai dar” ou, ain-
da, “hoje só estudei”. Pois bem, é normal tudo isso passar nas nossas 
mentes. Mas, você concorda que, nessas hipóteses, dificilmente vi-
sualizamos nossa própria responsabilidade? E esse movimento pode 
nos levar a situações como frustração, perda de confiança e seguran-
ça, falta de motivação.
Contudo, como você pode perceber, a necessidade de educação 
é presente e emergente na sociedade em que vivemos. Sendo assim, 
estudar é um processo que exige ação contínua. Afinal de contas, 
você sabe o quanto as inovações se fazem presentes no dia a dia, e, 
para utilizar, por exemplo, seu smartphone, provavelmente você teve 
que estudar alguns de seus novos recursos e funções um dia, certo? 
Se você não tivesse lido e se informado sobre como fazer o 
WhatsApp funcionar no PC, por exemplo, talvez tivesse um 
entrave para poder utilizar esse recurso.
Desvinculando do contexto de sala de aula, vamos aqui 
pensar no significado do verbo estudar. Se você buscar nos 
dicionários ou mesmo na internet, vai encontrar que estu-
dar implica adquirir conhecimento, desenvolver habilidades, 
compreender por meio de reflexão e aplicar a inteligência 
para agir em diferentes contextos. Andrew Northedge, autor 
No 
processo de 
aprendizagem, 
você é o ator 
principal.
Desafios de estudar a distância 19
do livro Técnicas para estudar com sucesso (1998, p. 13) é bem claro ao 
afirmar que “o objetivo de estudar é aprender”.
Mas você pode estar se perguntando: como fazer para aprender? 
Como vou saber que aprendi? Para responder a essas questões, con-
sidere os dois passos a seguir:
• Assimile as novas ideias: esse processo não se limita a ler, 
ouvir ou decorar. Assimilar é dar sentido à nova ideia, seja 
adequando-a à sua realidade, seja buscando a compreensão 
do contexto geral apresentado.
• Expresse as novas ideias: organizar a nova ideia com base em 
seu entendimento, sua realidade, sua crença e seus valores vai 
ajudá-lo a falar e escrever sobre ela. E quando você chega a 
esse ponto, realmente ocorreu a aprendizagem. Você estudou 
e teve resultado.
Como estudante adulto, você tem responsabilidade sobre seu estu-
do. E, como aluno de educação a distância, você deve assumir o papel 
de protagonista nessa história que se dispôs a construir. Mas não se 
preocupe, ao longo deste nosso livro falaremos de hábitos, técnicas e 
estratégias para ajudá-lo nessa caminhada, de modo que você possa 
desenvolver a competência de estudar e aprenderadequadamente.
Agora ficou fácil perceber que estudar não é só uma ação de 
estudante formal que está em sala de aula? Estudar tem a ver com 
desenvolvimento de competências, oportunizando novas possi-
bilidades nas diferentes rotinas que a vida nos propõe. Pensando 
nisso, responda:
Para você, o que significa estudar? Como é possível estudar 
em casa com eficiência? Registre aqui suas observações. 
20 Estudar e aprender a distância
Embora já possa estar lhe parecendo um pouco óbvio, é fácil nos 
colocarmos diante de nosso processo de formação como agentes pas-
sivos. Então, é preciso cuidar para não ser um decodificador de pala-
vras – aquele que lê, mas não entende o que está lendo –, e sim, ser, 
efetivamente, um leitor. Cuidar para não ser o copiador, e sim um 
criador. Cuidar para não decorar, mas compreender. E, para tanto, 
muitos são os meios e as técnicas que podem ajudar você. Assimile 
essa ideia refletindo sobre os objetos apresentados na Figura 3 
Figura 3 – Elementos que auxiliam a educação
Ja
co
b 
Am
m
en
to
rp
 L
un
d/
iS
to
ck
ph
ot
o
Observe que a imagem apresenta elementos que estimulam o 
estudo ativo, como, por exemplo, o livro, que permite uma inter-
pretação aprofundada do conteúdo que lhe é apresentado, em um 
movimento que caracteriza a assimilação de conhecimento. Mas 
você precisa sair da posição de mero decodificador e assumir o papel 
de leitor. O passo seguinte a essa assimilação seria a expressão da 
nova ideia, que pode ser feita pela escrita no caderno ou no compu-
tador. O importante é que, quando você estuda de verdade, assimila 
o conteúdo a ponto de ser capaz de compartilhar a aprendizagem.
Nesse sentido, a chamada gestão do conhecimento é cada vez mais 
importante na sociedade contemporânea da qual fazemos parte. 
Você já ouviu falar desse tipo de gestão? Gerenciar o conhecimento 
Desafios de estudar a distância 21
só é possível por meio da socialização das ideias, ou seja, quando 
conseguimos externalizar, combinar e então internalizar o conhe-
cimento com base em nossos saberes prévios. Esse movimento não 
é simples, muitas vezes implica na desconstrução do conhecimento, 
para, só então, emergir a construção do novo saber.
Para que fique mais claro, imagine que estamos socializando 
com você alguns conhecimentos sobre estudar e aprender a distân-
cia. Agora você pode organizar seu pensamento a respeito, a ponto 
de externalizar e combinar esse novo conhecimento. Como con-
sequência, temos o seu processo de internalização do novo saber, 
quando o estudo passa a fazer sentido e promover efetivamente a 
aprendizagem. Veja esse processo na Figura 4.
Figura 4 – Espiral de construção do conhecimento
Percepção de novas ideias
Uso de multimídias
Registro escrito, 
esquemático etc.
Efetivação da 
aprendizagem, 
quando se consegue 
expressar o saber.
Reunião da informação 
com o contexto real
Socialização Externalização
CombinaçãoInternalização
Fonte: Adaptada de NONAKA; TAKEUCHI, 1997.
Ao contrário desse processo multilateral, nos primórdios da 
educação o ensinar era consolidado apenas por momentos de trans-
missão de conhecimento em uma comunicação unilateral. Ou seja, 
o professor era o agente detentor do conhecimento e o aluno era o 
22 Estudar e aprender a distância
agente passivo receptor da informação. Por conta disso, por vezes, 
após concluir uma formação, o aluno tinha a impressão de não ter 
estudado, ou melhor, não ter aprendido nada. Nos dias atuais, se o 
conhecimento é o elemento de principal valor na sociedade, não 
podemos deixar que esse tipo de situação aconteça. Então convida-
mos você a atuar ativamente nesse processo de desenvolvimento da 
educação na modalidade a distância. Preparado? 
Você pode fazer uma pausa e registrar, por meio de um 
esquema, por exemplo, o que viu até aqui. Na sequência, 
aproxime os conceitos e as práticas que você desta-
cou com a sua realidade como aluno da modalidade 
a distância. E então responda, dando destaque no seu 
esquema: o que você aprendeu? Perceba que, ao fazer 
esse exercício, você completa a espiral que apresenta-
mos na figura anterior.
Na verdade, esse conceito de construção do co-
nhecimento não se limita à EaD, mas nessa moda-
lidade ele vem sendo cada vez mais expandido e 
compartilhado, de modo a manter e potencializar 
os resultados de aprendizagem. Tomando por base 
o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes 
(Enade), uma avaliação utilizada pelo Ministério da Educação 
(MEC) para mensurar a qualidade dos cursos superiores presencias 
e a distância no Brasil, atualmente já temos alunos de EaD que apre-
sentam notas superiores às dos alunos do modelo presencial.
O que podemos extrair dessa situação? Você concor-
da que se o aluno é o protagonista do seu processo de 
aprendizagem, seu desempenho independe da moda-
lidade educacional?
Atualmente já 
temos alunos 
de EaD que 
apresentam notas 
superiores às dos 
alunos do modelo 
presencial.
Desafios de estudar a distância 23
Assim, ao começar a estudar, você deve cuidar de fatores como: 
• foco;
• administração do tempo;
• organização de tarefas por prioridade;
• definição de um espaço que permita concentração;
• organização de objetos de apoio, como cadernos, canetas, li-
vros, entre outros.
Esses são alguns elementos que irão ajudá-lo a ter um processo 
– e resultado – de estudo de excelência. Mas lembre-se de que a 
excelência no estudo deve ser constantemente avaliada e reavalia-
da por você. Essa ação fortalece o compromisso com seu processo 
de desenvolvimento e o conecta à rede de indivíduos de sucesso 
que hoje atuam como agentes do conhecimento, desenvolvendo 
ações focadas na solução e na participação, com vistas a agregar 
valor ao que fazem. Não importa se é na sua casa ou no seu serviço: 
essa prática de estudo permite que você assuma a responsabilidade 
pela sua vida pessoal, profissional e acadêmica.
Perceba que não existe receita pronta para ensinar e aprender 
na EaD. Como define o Decreto n. 9.057/17, para oportunizar o 
ensino e aprendizagem nessa modalidade de ensino, é necessária 
uma integração de tecnologias digitais, pessoal qualificado, políticas 
de acesso, sistema de acompanhamento e avaliação, entre outros 
recursos que assegurem os direitos do estudante de se desenvolver 
(BRASIL, 2017). Contudo, nada disso terá resultado se você não 
fizer a sua parte.
E no século XXI avançamos ainda mais, chegando a inúmeras 
possibilidades no cenário da educação. Muitas dessas possibilida-
des são impulsionadas pelo cenário dinâmico emergente da cultura 
digital, uma cultura convergente e aberta em que professor e aluno 
são agentes ativos. Na educação a distância, para ensinar e aprender, 
24 Estudar e aprender a distância
professor e aluno “dialogam, debatem, compartilham experiências, 
recebem orientações, superam desafios e favorecem a interlocução 
entre a teoria e a prática” (ALVES et al., 2015, p. 70).
Nesse sentido, a função do professor é mediar os saberes e por 
vezes assumir o papel de curador digital, pois informações são 
muitas e estão disponíveis para quem as busca. Mas claro que, 
como especialista e com conhecimentos didáticos, esse profissio-
nal consegue relacionar a criação e o desenvolvimento de contex-
tos, valorizando conceitos clássicos e atuais necessários à formação 
de competência desejada ao aluno, naquela ou nesta disciplina. 
Mas e você, aluno? O que lhe cabe nesse novo movimento?
Você precisa assumir a responsabilidade sobre o seu processo de 
desenvolvimento. Para tanto, é preciso ter claro seu foco, que por 
sua vez vai ajudar a definir suas prioridades e administrar o tem-
po, desenvolvendo estratégias próprias para conquistar o resultado 
desejado. E nesse processo, como destaca Northedge (1998, p. 15), 
podemos descobrir “que a verdade sobre os fatos é algo incerto [...] 
toda a ênfase muda quando você deixa de ser um receptor passivo 
de conhecimento para ser um pesquisador ativo de compreensão”.
Essa discussãoé fundamental para que você entenda que seu com-
promisso com sua formação é algo que subsidia seu desenvolvimento. 
Com essa visão, a EaD surge na perspectiva de formação com espaço 
flexível e atemporal de ensino e aprendizagem. Ou seja, para ter suces-
so na sua jornada acadêmica, você precisa assumir a educação como o 
processo maior que não se limita à modalidade de oferta.
Nessa perspectiva, o ensinar desenvolve-se com a mediação do 
conhecimento e o estudar e aprender ocorrem sob a ótica ativa e in-
dependente do aluno como protagonista do processo, mesmo quando 
houver professor disponível para percorrer o caminho estabelecido.
Curador 
digital - aquele 
que define e 
seleciona as 
informações 
digitais e as 
arquiva em 
repositórios 
de dados com 
o objetivo de 
preservá-las.
Desafios de estudar a distância 25
Então, a hora é agora. Assuma a responsabilidade pelo seu pro-
cesso de formação e adquira conhecimentos significativos para sua 
história de vida. Administre seu estudo e faça isso por você!
Considerações finais
Sem dúvida, a aquisição de novos conhecimentos é condição 
fundamental para o sucesso na sociedade atual. Tendo isso em vista, 
a EaD tem crescido a passos largos, por ser uma oportunidade de 
formação e desenvolvimento para muitos indivíduos que, por algum 
motivo, optam por essa modalidade. Esse crescimento significativo 
vem estabelecendo novos perfis quando se trata dos principais agen-
tes desse processo, o professor e o aluno, abrangendo uma varieda-
de de capacidades a serem desenvolvidas – algumas mais rápidas e 
fáceis de serem internalizadas como hábitos, e outras que exigem 
maior dedicação. Nesse sentido, consideramos que estudar e apren-
der a distância não se limita a conceitos e teorias, mas a boas prá-
ticas que possam contribuir com o desenvolvimento continuado de 
competências. E é pensando dessa forma que iniciamos nossa dis-
cussão neste capítulo, enfatizando aspectos que remetem, por meio 
de autorreflexão, à compreensão do que é ser aluno no século XXI.
Queremos, assim, impulsioná-lo como agente ativo de sua 
aprendizagem, e, logo, protagonista do seu processo de desenvol-
vimento – e, consequentemente, de seu sucesso. Para tanto, é pre-
ciso ter clara a noção de que somos eternos aprendizes, afinal, 
a sociedade de hoje vem quebrando os paradigmas da sociedade 
industrial – na qual a força física era artefato de maior valor ao 
desenvolvimento –, consolidando o conhecimento como principal 
recurso gerador de valor.
Em atenção a essa realidade, trouxemos neste capítulo algu-
mas reflexões para que você possa iniciar o desenvolvimento de 
26 Estudar e aprender a distância
estratégias que vão alavancar o seu processo de aprendizagem. Pois, 
como gostamos de dizer, “não existe receita pronta”: cada indivíduo 
é único e precisa se reconhecer como tal a fim de progredir em sua 
formação. Logo, você não irá encontrar aqui uma lista pronta de ati-
vidades para estudar e aprender, mas tenha certeza de que vai adqui-
rir conhecimentos valiosos que vamos partilhar com você, buscando 
desenvolver suas competências e potencialidades como aluno de 
educação a distância.
Atividade
Quais são seus objetivos como estudante de um curso a 
distância? Quanto pretende se empenhar para atingir esses 
objetivos? Você se vê como o principal responsável pelo seu 
crescimento? Está disposto a superar os obstáculos, enfrentar 
os desafios e realizar seus sonhos? Está decidido a ter sucesso 
e pretende seguir em frente, independentemente das dificul-
dades? Escreva um texto no qual se comprometa com a sua 
formação e assuma a responsabilidade pelo seu desenvolvi-
mento e aprendizado. Releia esse texto sempre que se sentir 
cansado ou desanimado, use-o como motivação para seguir 
em frente e acreditar em você!
Desafios de estudar a distância 27
Referências
ALVES, C. M. T. et al. O tripé da educação a distância: regulação, docência, 
discência. São Paulo: Paco, 2015.
BRASIL. Lei n. 9.364, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes 
e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 
1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/leis/L9394.
htm>. Acesso em: 18 fev. 2017.
28 Estudar e aprender a distância
______. Decreto n. 5.622, de 19 de dezembro de 2005. Regulamenta o art. 
80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes 
e bases da educação nacional. Revogado pelo Decreto n. 9.057, de 2017. 
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 2005. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5622.htm>. 
Acesso em: 18 fev. 2017.
______. Decreto n. 9.057, de 25 de maio de 2017. Regulamenta o art. 80 
da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e 
bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 maio 
2017. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2017/decreto/D9057.htm>. Acesso em: 18 fev. 2018.
NORTHEDGE, A. Técnicas para estudar com sucesso. Florianópolis: Ed. da 
UFSC, 1998.
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa: como 
as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: 
Campus, 1997.
2
Estratégias de aprendizagem na EaD
Vimos no capítulo anterior que a educação a distância (EaD) não 
é algo novo e que estudar a distância na atualidade é uma oportuni-
dade de formação continuada de modo flexível. Na EaD você conta 
com diferentes meios para potencializar sua aprendizagem. Nesse 
modelo, o ensino é planejado com base em conceitos de equipes 
multidisciplinares e colaborativas, e o professor assume o papel de 
mediador do conhecimento. Todo esse movimento exige de você, 
aluno, uma nova postura, assumindo a responsabilidade pela sua 
aprendizagem. Nesse sentido, é importante traçar estratégias para 
lidar com flexibilidade, por exemplo, com um eventual sentimento 
de isolamento, a dificuldade de se concentrar ou, ainda, com as dú-
vidas que por ventura surgirem.
Esse é o percurso que vamos fazer neste capítulo. Preparado? 
Vamos iniciar?
2.1 Condições adequadas para o estudo
 Vamos retomar o conceito de estudo? Se estudar é um processo 
que exige de nós ação contínua que nos permite aprender, o que por 
sua vez contribui para o processo de desenvolvimento de competên-
cias, o estudo envolve o conjunto do CHA. Mas não é o chá que você 
está acostumado a tomar. É a combinação de três elementos funda-
mentais da sociedade contemporânea: conhecimento, habilidades e 
atitudes. Observe na Figura 1.
30 Estudar e aprender a distância
Figura 1 – CHA do estudo
Estudo
Conhecimento (C)
Habilidades (H)
Atitudes (A)
Fonte: Elaborada pela autora.
Ao estudar, você está desenvolvendo competências; logo, você 
adquire conhecimento, desenvolve habilidades e gera novas atitu-
des. Nesse sentido, você assume o papel de um novo personagem na 
sua história. Um personagem que assume as rédeas e define o enredo 
da própria história.
O que queremos que você observe é que estudar não é para os 
outros. Não se estuda para ninguém. Você deve estudar para você! 
Essa é a primeira e talvez a condição principal para desenvolver um 
bom estudo. Então deixamos para você a reflexão: 
Por que vale a pena hoje você estar sentado lendo este 
livro? O que você busca nesta formação? Está fazendo 
isso principalmente por/para quem?
Se a resposta é “eu mesmo”, acertou. Caso contrário, reveja seus 
objetivos e analise seu comportamento. E então responda: o que você 
entende por desenvolvimento? Qual o impacto, positivo e negativo, 
na sua vida quando você decide se desenvolver? Para ajudá-lo nessa 
análise pessoal, você pode utilizar uma estratégia denominada análise 
Swot. A expressão Swot é utilizada comumente no marketing para 
estudar o mercado e deriva do inglês, Strengths (forças/pontos fortes), 
Estratégias de aprendizagem na EaD 31
Weaknesses (fraquezas/pontos fracos), Opportunities (oportunidades) 
e Threats (ameaças). Com esse exercício,você pode perceber a rele-
vância de seus estudos. 
Figura 2 – Análise Swot pessoal referente à aprendizagem
Aspectos positivos 
de sua situação atual.
Aspectos negativos 
de sua situação atual.
Aspectos do presen-
te ou futuro próxi-
mo que podem ser 
favorecidos se você 
estudar.
Aspectos do presente 
ou futuro próximo 
que podem atuar em 
desfavor se você não 
estudar.
Pontos fortes Pontos fracos
AmeaçasOportunidades
Fonte: Elaborada pela autora.
Agora, faça sua autoavaliação: 
Quais são seus pontos fortes, suas qualidades e virtudes? 
Escreva suas principais forças.
Quais são os pontos que precisa melhorar? Aponte suas 
principais fraquezas e dificuldades, de forma crítica.
32 Estudar e aprender a distância
Quais oportunidades podem surgir para você, se aproveitar 
seus pontos fortes e desenvolver todo o seu potencial?
Quais ameaças podem impedi-lo de atingir seus objetivos? 
O que fazer para eliminá-las?
Como aluno adulto, você tem a responsabilidade pelo 
seu estudo, ou seja, cabe a você estudar e decidir o 
quanto vai se dedicar. Então entendemos que você 
precisa ter muito claro que a primeira condição para 
um estudo efetivo é uma condição interna. Ou seja, 
você precisa estar convencido da importância de es-
tudar para aprender a fazer mais e melhor, o que por 
consequência vai também melhorar sua autoestima.
Perceber essa condição primária do estudo eficaz 
é ter a consciência de que estudar é no mínimo im-
portante para você conquistar seus objetivos pessoais 
e profissionais. Essa visão o impulsionará ao sucesso, ao 
assumir a responsabilidade por sua formação. E nisso temos a 
segunda condição para um bom estudo: a motivação, ou seja, qual 
motivo e ação você tem diante de uma temática nova? Claro que 
você pode pensar: “ah, mas estou recomeçando os estudos depois 
de um tempo parado”. Saiba que o resultado não é imediato, mas se 
você tiver responsabilidade e se sentir motivado, isso o levará a ou-
tro elemento em direção ao êxito: o engajamento. Estar engajado é 
estar empenhado em entregar o seu melhor, de forma proativa, com 
afinco e vontade ao realizar atividades, superando possíveis dificul-
dades durante sua formação. E com isso ficará mais fácil percorrer 
Estar 
engajado é 
estar empenhado 
em entregar o seu 
melhor, de forma 
proativa, com 
afinco e vontade 
ao realizar 
atividades.
Estratégias de aprendizagem na EaD 33
o caminho estabelecido de modo autônomo, conduzindo com auto-
controle o seu processo de estudo1.
Estudar a distância exige um perfil que pode ser definido como 
autodidata, ou seja, aquele que busca aprender algo com esforço pró-
prio e segurança, com condições de buscar práticas, meios e tecnolo-
gias para promover seu desenvolvimento. E, na sociedade atual, não 
está só na EaD a importância desse perfil. Se você busca sucesso na 
sua vida pessoal e profissional, procure aprender a aprender. Perceba 
que o verdadeiro mestre é aquele que permite o aprendizado e o ver-
dadeiro aprendiz é aquele que vence seus limites.
Bem, listamos até aqui algumas condições internas ao indivíduo 
que influenciam seu processo de estudo. No entanto, também temos 
algumas condições externas – do ambiente – que precisam da sua 
atenção quando o assunto é estudar com qualidade.
Vamos iniciar refletindo sobre um ambiente que contribua com 
as condições internas que citamos: que ambiente seria esse? Cada 
indivíduo tem um método de estudo, sua aprendizagem é indivi-
dual, com características próprias, mas de modo geral o silêncio 
e a organização são condições básicas para quem se propõe a es-
tudar e conquistar o resultado de uma aprendizagem significativa. 
Claro que é importante que consigamos nos concentrar em qual-
quer lugar, mas esse processo de concentração é desenvolvido aos 
poucos, assim como um atleta que pretende correr uma maratona. 
Ele não começa a correr hoje e amanhã já consegue completar a 
São Silvestre, certo? Desse modo, buscar um ambiente que contri-
bua com seu objetivo é muito importante: um lugar com o mínimo 
de interferência externa o ajudará bastante nesse processo, assim 
como a organização do local, já que nosso cérebro tende a absorver 
informação também com base na visão. Então, separar o material 
1 No Capítulo 4 retomaremos essa temática, para ajudá-lo a criar um plano de es-
tudo por meio de um planejamento de ações e gestão do tempo, contribuindo com sua 
organização e controle.
34 Estudar e aprender a distância
de estudo contribui para minimizar o tempo de busca, bem como 
evitar distrações desnecessárias.
Figura 3 – Ambiente de estudo adequado
Pe
sh
ko
va
/i
St
oc
kp
ho
to
Outro fator que podemos destacar em relação ao ambiente exter-
no é o acesso a fontes de dados. Hoje em dia, quando vamos estu-
dar, tanto na modalidade a distância quanto na presencial, devemos 
partir do princípio de que vivemos em uma sociedade baseada no 
conhecimento, multifacetada e conectada em rede. Nesse contexto, 
é importante ter acesso a fontes de dados confiáveis, preparar-se 
com a leitura de livros, artigos, jornais e revistas, buscar o espaço de 
estudo da biblioteca mais próxima e ter acesso à internet, a fim de 
garantir seu propósito de aprendizagem. 
Mas atenção: você precisa ter cuidado para não cair na armadi-
lha das distrações. Na biblioteca, busque pelo local de estudo próprio 
para sua concentração, longe de espaços de buscas e acesso público. 
Na internet, não abra nenhuma aba além da busca do que necessita. 
E-mail e redes sociais são proibidos, durante o estudo, para quem 
busca efetividade no seu processo de aprendizagem.
Estratégias de aprendizagem na EaD 35
Outro elemento importante no que diz respeito à condição exter-
na é a infraestrutura do ambiente. E nesse caso consideramos princi-
palmente questões de luz e temperatura, pois locais muito quentes ou 
muito frios, escuros ou com excesso de luz prejudicam a concentração 
e afetam seu desempenho. Se possível, opte sempre por um ambiente 
arejado, com janelas e luz natural, que, além de saudável, é agradável. 
Se o seu horário de estudo for principalmente à noite, valorize um 
espaço que tenha boa iluminação, voltada para o seu material e não 
para seus olhos. Outro fator é a cor da lâmpada: as brancas estimulam 
o trabalho, enquanto as amarelas são mais relaxantes.
Além disso, é importante você tomar mais duas providências 
ligadas às condições externas para o estudo. Você imagina quais são 
elas? A primeira é, caso esteja estudando em seu smartphone, não se 
esqueça de silenciar as redes sociais, que serão o grande inimigo 
de sua concentração, pois, ao parar para ver o que está acontecendo 
on-line – “ah, só um minutinho para essa resposta” –, você começa 
a comprometer seu rendimento. Manter o foco nas aulas e no con-
teúdo específico é importante para otimizar seu tempo de estudo 
e potencializar o resultado de sua aprendizagem. Feito isso, outra 
condição que você deve garantir é o material de apoio para fazer 
anotações, como bloco de notas, entre outros recursos externos que 
vão auxiliá-lo nesse processo de formação.
Claro que tudo isso só é possível se você atender às suas neces-
sidades fisiológicas de forma adequada. Manter uma alimentação 
equilibrada, beber em média 2 litros de água por dia, dormir ao me-
nos 6 horas por noite, vestir roupas confortáveis e praticar atividades 
físicas também são importantes ao processo de aprendizagem.
Portanto, são vários os fatores que compõem as condições ne-
cessárias a um estudo de qualidade. E, quando falamos de EaD, con-
templar esses elementos é promover um ciclo de boas inspirações. 
Observe a Figura 4 a seguir.
36 Estudar e aprender a distância
Figura 4 – Ciclo de condições adequadas à aprendizagem
Condições externas
Silêncio, organização, fontes de dados, 
luz e temperatura, celular e material de apoio.
Necessidades básicas
Alimentação, água, sono, 
vestimentas e atividades físicas.
Condições internas
Responsabilidade, motivação, engajamento, 
autonomia, segurançae autocontrole.
Fonte: Elaborada pela autora.
É importante termos claro que fatores ligados ao plano da con-
dição cognitiva caminham lado a lado ao estímulo. Isto é, condi-
ções internas + condições externas + necessidades básicas são os 
elementos fundamentais que compõem as condições adequadas a 
um estudo eficaz. Cabe a você, como aluno, organizar os métodos 
adequados ao seu perfil. Tome por base o que discutimos aqui e or-
ganize um quadro descritivo com os elementos internos e externos 
que atendam às suas necessidades.
O resultado da integração desses elementos se manifestará por 
meio de novos conhecimentos, estrutura clara e organizada do 
pensamento, chegando a novos mecanismos práticos de atuação. 
Logo, como resultado você terá maior produtividade e qualida-
de em seus estudos, diminuindo a insegurança e aumentando a 
aprendizagem efetiva.
Cognitivo – 
relativo ao 
conhecimento, 
à cognição.
Estratégias de aprendizagem na EaD 37
Analise seu ambiente de estudo:
Sim Não
Você consegue ler este livro sem distrações?
Há espaço suficiente para você estudar e fazer anotações?
A luz é adequada?
A cadeira é confortável?
O ambiente é silencioso?
Você tem acesso fácil às informações de que precisa?
A temperatura é agradável?
Sente-se bem nesse local?
Se marcou algum não, procure corrigir o problema.
2.2 Mantendo a concentração
No capítulo anterior, afirmamos que, para aprender, duas condi-
ções podem ser consideradas essenciais: 1) a assimilação de novas 
ideias, ou seja, estudar não significa apenas ler, ouvir ou assistir a 
determinado conteúdo, e muito menos decorar; e 2) a expressão 
das novas ideias, um processo que emerge da abstração da ideia 
apresentada, por meio da integração entre a informação nova e a sua 
realidade, seus valores e crenças, permitindo a externalização pela 
fala ou escrita, por exemplo. Temos assim a construção de uma nova 
ideia, ou melhor, de um novo conhecimento.
38 Estudar e aprender a distância
Para melhor compreender esse processo, reflita sobre a Figura 5 
a seguir:
Figura 5 – Construindo novos conhecimentos com o estudo
Informação Valores
Conhecimento
Nova
ideia
Fonte: Elaborada pela autora.
Como já afirmamos, você, estudante adulto, tem a responsabi-
lidade sobre a construção do novo conhecimento. Mas como fazer 
isso? É preciso se concentrar no seu desafio. 
Como podemos nos concentrar nos dias de hoje, em 
que tudo é rápido, conectado? O que você faz para se 
concentrar quando precisa aprender algo novo?
De modo que as informações não fiquem “soltas”, desconexas, e, 
assim, você consiga fazer a abstração necessária para internalizar o co-
nhecimento e externalizá-lo do seu próprio modo, é preciso manter a 
concentração enquanto estuda. A habilidade de estar concentrado per-
mite que você aprenda melhor e mais facilmente. Mas esse caminho só é 
conquistado por quem tem real vontade de aprender. Como sabemos 
Estratégias de aprendizagem na EaD 39
que você está nesse processo progressivo de estudo, organizamos a se-
guir uma lista de ações que o ajudarão a manter a concentração.
Figura 6 – Ações para manter-se concentrado
Defina seu foco
Tenha claro qual é o seu objetivo. Essa ação vai permitir que você cami-
nhe na direção certa, repense e adie o que não é relevante. Por exemplo, 
hoje, nesta leitura, o que você quer aprender? Defina o resultado que 
você deseja conquistar, isso vai auxiliá-lo a manter o foco.
Estabeleça uma rotina
Ter uma rotina diária de estudo, com horário e lugar definidos, como 
se fosse um pequeno ritual, facilita a autodisciplina. Após alguns dias 
desse exercício, seu cérebro reconhece que “é hora de se concentrar 
e aprender”. Hoje, considerando as suas atividades diárias, pessoais e 
profissionais, qual seria o melhor horário para organizar a sua rotina 
de estudo? 
Elabore um plano de estudo
Fazer o mapeamento das principais atividades a serem realizadas e 
organizá-las por prioridade ajudará a manter o foco. Nesse momento, 
responda: quantas temáticas fazem parte de seu estudo? 
Para aprendê-las, qual é seu planejamento?
Defina um método de estudo
É importante que, ao sentar para estudar, você tenha claro qual é o me-
lhor procedimento para seu estudo. Por exemplo: primeiro fazer a leitu-
ra do material-base, grifando os itens mais importantes, depois assistir 
à videoaula (caso seu curso tenha esse recurso) e, por último, realizar 
as atividades propostas. Voltando novamente à sua realidade, responda: 
para você, qual seria o método de estudo mais adequado? 
(Continua)
1
2
3
4
40 Estudar e aprender a distância
Identifique o tempo de estudo
O tempo que uma pessoa consegue ficar sentada e concentrada estu-
dando de modo eficaz varia muito de um indivíduo para outro. Você 
sabe quanto tempo consegue ficar concentrado nos estudos? Se ainda 
não sabe, teste estas duas técnicas: a técnica pomodoro2 e a técnica do 
pensamento difuso. Na pomodoro, você define uma tarefa e dedica-se 
durante 25 minutos somente a ela; depois, faz um pequeno intervalo, de 
aproximadamente 5 minutos. Isso é um pomodoro. Assim, você pode 
fazer uma sequência de pomodoros para organizar seu tempo de estu-
do. Na técnica do pensamento difuso, você deve focar numa temática e 
seguir nela o tempo que seu pensamento permitir, algo em torno de 50 
minutos, e então realizar uma pausa de 10 minutos.
Evite distrações
É normal, ao longo de um estudo, pensarmos em outras situações. Por 
isso, manter-se concentrado vai exigir de você, além da clareza quanto 
ao foco de estudo, a determinação para alcançá-lo. Então, descanse 
após um período de tempo, mas evite lugares agitados. Você pode rela-
xar na sua sala de estudo mesmo. O importante é exercitar o autocon-
trole do pensamento, para não acabar sabotando sua concentração.
Alimente-se
Deixe sempre perto de você água e um lanche, de preferência leve e 
saudável, como frutas. Isso evita que você perca o foco por conta da 
fome/sede e precise se levantar, o que pode levar à desconcentração.
Durma bem
Não há como manter a concentração se você estiver cansado. Assim, 
é preciso organizar, na sua rotina, sua hora de sono. Dormir bem é ter 
um sono de, no mínimo, 6 horas por noite – mas o ideal mesmo são 8 
horas. Quantas horas você costuma dormir diariamente? Para um bom 
sono, é importante uma boa preparação: pelo menos 30 minutos antes, 
tomar um banho relaxante, escovar os dentes, fazer uma leitura que 
estimule bons pensamentos. Nada de ficar no celular ou com a televisão 
ligada. É importante se desconectar.
5
6
7
8
Fonte: Elaborada pela autora.
2 A técnica pomodoro foi criada pelo italiano Francesco Cirillo, no fim da década de 
1980. Pomodoro, em italiano, significa tomate. A técnica tem esse nome porque Cirillo 
usava um cronômetro de cozinha com o formato de tomate para medir o tempo.
Estratégias de aprendizagem na EaD 41
Para ter uma boa concentração, portanto, é necessário tomar ati-
tudes diversas. E algumas delas talvez ainda não façam parte da sua 
rotina. Então, nossa dica para você é: limpe sua mente sobre o que é 
estudar e desenvolva a melhor relação que puder com essa situação, 
de modo que isso não seja um problema. Pois de nada vai adiantar 
você pensar que estudar é um problema; pelo contrário, após um 
período de estudo, essa pode ser a solução mais assertiva que você 
já tenha tomado. Estudando você aprende, e aprendendo você de-
senvolve competências, que consistem no CHA do estudo, lembra? 
Isso mesmo: conhecimento (C), habilidades (H) e atitudes (A) que 
o levarão ao sucesso.
Tenha claro que cada indivíduo tem suas próprias características, 
que devem ser respeitadas. Então, se por algum motivo de ordem 
emocional você perder a concentração, pois a emoção está se so-
brepondo ao seu processo cognitivo, pode ser necessário buscar um 
profissional da área da saúde para auxiliá-lo. Mas se está tudo bem e 
você apenas não está acostumado com esse processo, observe a lista 
de atividades a seguir, sugerida por Ribeiro (2012),para desenvolver 
suas competências de atenção e concentração:
• praticar jogos mentalmente estimulantes, como xadrez;
• assistir a um documentário e debater sobre ele;
• ler o noticiário diário e se posicionar sobre alguns temas;
• fazer exercícios que testam sua mente, como palavras cruza-
das e cubo mágico;
• ler sobre assuntos novos pelos quais talvez você nunca se 
interessou;
• ir ao cinema e concentrar-se na história a ponto de abstrair a 
ideia e construir um novo conhecimento a respeito.
Como aluno de educação a distância, você assume o papel de pro-
tagonista nessa história que se dispôs a construir. Portanto, aproveite 
todas as ideias que estamos aqui compartilhando para desenvolver 
42 Estudar e aprender a distância
novos conhecimentos por meio de ações diversas. Afinal, como já 
discutimos, aprender não é um processo passivo. Não basta deixar 
apenas as novas ideias passarem por você: é preciso dar significado a 
elas e construir conhecimentos (NORTHEDGE, 1998). Cultive esses 
bons hábitos, com persistência – esse é o segredo para manter uma 
boa concentração.
Num primeiro momento, concentrar-se pode dar trabalho, mas 
nada é tão difícil depois de darmos o primeiro passo. Se você insistir 
em fazer as coisas sempre do mesmo jeito, terá sempre os mesmos 
resultados. Então, aceite o desafio e crie hábitos que o impulsionarão 
rumo ao resultado que tanto deseja.
2.3 Motivação para estudar
Além de se concentrar, é importante que você saiba manter 
essa concentração – e isso é possível se houver uma boa motiva-
ção. Para auxiliá-lo nesse desafio, vamos retomar nossa discussão 
do Capítulo 1, lembrando que, independentemente da modali-
dade de educação, o compromisso com sua própria formação é 
algo que subsidia seu desenvolvimento – portanto, é algo essen-
cialmente seu.
Na EaD, a perspectiva de formação flexível, no que diz respeito 
a condições geográficas e temporais, pode colocá-lo diante 
de um grande desafio: como se manter motivado para es-
tudar? Seu sucesso na jornada acadêmica reside justa-
mente na motivação para realizar o estudo. Já falamos 
e vamos relembrar: o conhecimento amplia as possibi-
lidades de melhorar a sua qualidade de vida. Então, a 
opção é sua: estudar para desenvolver-se é uma escolha. 
Se você está aqui, é porque escolheu vencer, certo?
Infelizmente ninguém é de ferro e contratempos 
acontecem, mas, se você tem motivação, você tem 
o motivo certo para impulsionar a sua ação e atingir o 
Se você 
insistir em 
fazer as coisas 
sempre do 
mesmo jeito, 
terá sempre 
os mesmos 
resultados.
Estratégias de aprendizagem na EaD 43
resultado desejado. Essa motivação pode ser interna ou externa: a 
primeira está relacionada à força interior, que é alimentada por seus 
interesses, por exemplo, por orgulho, satisfação, prazer; já a segunda 
está relacionada a fatores externos, como bônus, premiação, reco-
nhecimento do outro etc.
Assim, desafie-se a entregar o seu melhor. Defina seu objeti-
vo ao realizar sua formação na modalidade a distância; defina as 
condições adequadas para seu estudo, mantendo a concentração no 
resultado que deseja; trabalhe de forma motivada. Falamos isso pois, 
por vezes, ao iniciar um novo curso, não nos propomos a entregar o 
nosso melhor e, então, entramos em um estado de negação, expres-
sado por jargões como “não posso”, “não sei” e “não consigo”. Ribeiro 
(2012) declara que, ao esquecer essas falas prontas, você atingirá 
objetivos jamais pensados.
Para enfrentar qualquer situação, basta que você acredite que é 
capaz. Ao incentivar atitudes diárias que mantenham a motivação, 
automaticamente diminuímos preocupações e tormentos, aceitamos 
os desafios e expandimos nossa força (RIBEIRO, 2012). Henry Ford 
(1863-1947), empreendedor e fundador da Ford Motor, já dizia: “Se 
você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você 
está certo”.
Coloque a motivação para trabalhar por você. Mas como con-
seguir isso? Decidindo vencer e acreditando que a sorte é impor-
tante, mas que é você mesmo a causa dos seus resultados. Durante 
a Segunda Guerra Mundial, alguns pilotos de aviões japoneses car-
regados de explosivos, os chamados kamikase, tinham como missão 
realizar ataques suicidas. Para evitar o arrependimento no momento 
final, desviando-os de seu objetivo, esses pilotos voavam sem para-
quedas. Esse é um exemplo de definição de foco e anulação de me-
canismo sabotador. Claro que para estudar não precisamos deixar os 
paraquedas de lado, como exemplificado, mas precisamos de força e 
foco para conquistar o resultado almejado.
44 Estudar e aprender a distância
Para que você se mantenha motivado na conquista de um bom 
estudo e aprendizagem a distância, indicamos, a seguir, com base em 
Ribeiro (2012), algumas ações importantes.
• Acredite em você mesmo. Exercite o mantra: “eu posso, eu 
quero, eu consigo”.
• Celebre suas conquistas e vitórias. Um exercício interessante 
é fazer 12 quadrados numa folha em branco, cada um repre-
sentando um mês do ano. Ao final de cada mês, você anota no 
quadrado respectivo as suas conquistas – toda e qualquer pe-
quena conquista. É interessante reavaliar ao longo de um se-
mestre, de um ano, o número de conquistas alcançadas, que, 
por vezes, você poderia nem ter percebido se não as anotasse.
• Estimule pensamentos e atitudes positivos. Medite sobre 
coisas boas e evite pessoas tóxicas, ou seja, aquelas que só 
reclamam. Sugerimos que você fique até 2 minutos perto de 
uma pessoa que venha a criticá-lo, a fim de identificar se a 
crítica é construtiva, e indicamos não ficar nenhum segundo 
ao lado daqueles que falem mal de outras pessoas.
• Perceba a beleza à sua volta. Olhe para a Figura 7 e responda: 
o que você vê?
Figura 7 – Outono
Ke
su
01
/i
St
oc
kp
ho
to
Estratégias de aprendizagem na EaD 45
Por vezes, tendemos a olhar para uma imagem como essa e 
ver apenas a sujeira causada pelo excesso de folhas no chão, 
limitando nosso olhar, sem nos darmos conta da beleza da 
renovação da natureza.
• Elogie os outros e a si mesmo. Frequentemente somos muito 
mais críticos do que positivos, o que gera frustração e, conse-
quentemente, desmotivação. O mundo tem muitos críticos; 
se você não quer ser simplesmente mais um na multidão, seja 
um incentivador de pessoas e de boas ações.
• Esteja aberto a mudanças. Só assim você poderá aproveitar 
as oportunidades que o rodeiam. Permita-se aprender e de-
senvolver-se dia a dia, a todo e qualquer instante.
• Pratique. A prática leva à perfeição, que, por sua vez, mantém 
ativa sua motivação em continuar a jornada. Trabalhe para ser 
melhor sempre.
• Seja criativo. Busque soluções e empreenda em qualquer 
situação.
• Aproveite a vida. Estar motivado é estar em equilíbrio. Seu 
dia tem 24 horas; assim, organize suas atividades em três pe-
ríodos: 8 horas para trabalho, 8 horas para lazer e estudo e 8 
horas para repor as energias.
• Planeje-se. Ter um plano de ação permite que você perceba 
suas conquistas em curto, médio e longo prazos. É um exercí-
cio de ampliação da autoconsciência, trabalhando a elimina-
ção de frustrações. Tudo tem o seu tempo. Planejar o deixará 
pronto para aproveitar, no momento certo, as atividades de 
lazer e descanso.
• Controle suas emoções. A inteligência emocional é fun-
damental para manter a motivação em direção à conquis-
ta de seus objetivos. Isso inclui o autoconhecimento, assim 
como o autocontrole, ao sentir raiva. Experimente, em um 
momento de ira, respirar profunda e conscientemente até se 
sentir mais calmo.
• Desenvolva o seu pertencimento. Tome consciência de que 
você pertence a um sistema familiar, social, cultural, espiri-
tual. Você merece fazer parte dele e desenvolver-se integral-
mente, em busca da sua felicidade. Aceite-se.
Portanto, esforce-se diariamente e acredite em si mesmo. 
Administre seu estudo, trabalhe com metas diárias, celebre cada 
pequena conquista e não desamine se algo der errado. Faça tudo 
isso – e muito mais – simplesmente porvocê.
Considerações finais
É de extrema relevância adotar algumas estratégias de aprendiza-
gem quando falamos de EaD, afinal, estudar a distância ainda é novi-
dade para muitos. Não podemos, no entanto, permitir que isso seja um 
fator limitante nos estudos. Esse modelo de fazer educação vai muito 
além do estudar; então, desenvolva sua autonomia e inteligência cogni-
tiva e emocional para conquistar o resultado que tanto deseja.
Vimos aqui alguns pontos fundamentais nesse caminho do ensi-
no e aprendizagem a distância e queremos destacar que a verdadeira 
estratégia de estudo e concentração está em você. E isso não significa 
que estamos negando o valor ou compromisso de todo o trabalho e 
planejamento educacional, até porque uma grande equipe multidis-
ciplinar empenha-se para atender a todas as suas necessidades, vi-
sando a uma formação de excelência. Contudo, queremos que você 
perceba e reconheça a relevância de sua participação na conquista 
de resultados sólidos que serão capazes de impactar como forças 
positivas em sua trajetória pessoal e profissional.
Portanto, coloque-se à frente do seu processo de desenvolvimento, 
tenha confiança em suas capacidades, explore melhores resultados 
Estratégias de aprendizagem na EaD 47
diariamente e motive-se a ser curioso o suficiente para desenvolver a 
aprendizagem como um hábito prazeroso em sua vida.
Atividade
1. Reflita sobre o que você precisa mudar para se tornar a pes-
soa que deseja ser. Escreva uma lista com seus defeitos e, ao 
lado de cada um, o que pretende fazer para superá-lo. 
2. Escreva sobre seus sonhos e o que pretende fazer para alcan-
çá-los. Como? Você não tem sonhos? Então trate de pensar 
em um agora e escreva sobre ele. Afinal, para se chegar a al-
gum lugar, é preciso primeiro saber para onde se deseja ir!
48 Estudar e aprender a distância
Referências
ALVES, C. M. T. et al. O tripé da educação a distância: regulação, docência, 
discência. São Paulo: Paco, 2015.
NORTHEDGE, A. Técnicas para estudar com sucesso. Florianópolis: Ed. da 
UFSC, 1998.
RIBEIRO, M. A. P. Técnicas de aprender: conteúdos e habilidades. Petrópolis, 
RJ: Vozes, 2012.
3
Lendo e aprendendo
Nos capítulos anteriores, ressaltamos que a educação a distância 
não é uma modalidade nova, mas sim uma inovação no fazer peda-
gógico. Nesse modelo, são exigidas novas ações de quem ensina e de 
quem aprende. Questões como a autonomia se destacam diante da 
flexibilidade de estudo da EaD.
No mundo atual, você precisa ser o protagonista de sua trajetória, 
o que significa ser responsável pelo seu processo de aprendizagem e 
pela sua carreira. Tendo isso em vista, vamos discutir neste capítulo 
a importância da leitura para a construção de novos conhecimentos, 
pois o conhecimento é a base da nossa sociedade e é preciso ser um 
bom leitor para interpretar corretamente as informações que che-
gam até nós. Preparado? Bons estudos!
3.1 Construindo o hábito da leitura
Para iniciar nossa discussão, pense e responda: 
Qual a sua média de leitura por mês? E por ano? 
Desse resultado, analise: qual é o tipo de leitura pre-
dominante? Científica, ficção, romance?
Geralmente, nós, brasileiros, não temos o hábito de ler, seja por 
não reconhecermos sua relevância, seja por não desenvolvermos 
essa prática como lazer ou, ainda, pelo simples fato de preferirmos 
outras atividades, como assistir a um programa de televisão. E por 
50 Estudar e aprender a distância
isso o nosso desafio aqui é mostrar a você a importância da leitura, 
que pode ser praticada até se tornar um hábito. Falamos em hábito, 
pois esse termo, que deriva do latim, habitu, significa a “disposição 
de espírito” com a qual o indivíduo, por meio de repetição, tem a 
tendência natural e recorrente de realizar determinada atividade. 
Sendo assim, você concorda que, se tornarmos a leitura um hábito, 
teremos uma média de leitura relevante durante o processo de for-
mação? E, melhor, se aprendermos a ser verdadeiros leitores, e não 
meros decodificadores, desenvolveremos competências singulares 
que nos colocarão diante de muitas oportunidades? 
Para isso, precisamos primeiro entender o que significa ler de 
verdade. Segundo Cunha (2010, p. 386), ler é um verbo que deriva do 
latim legere e significa “percorrer com a vista e interpretar o que está 
escrito”. Agora, vamos retomar nossa questão inicial, simplifican-
do-a: quantos livros ou artigos científicos você leu nos últimos três 
meses? Se a sua resposta supera dois livros completos, já podemos 
pensar que você está no caminho esperado para conquistar sucesso 
na sociedade contemporânea – a sociedade do conhecimento.
A publicação Retratos da leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, 
resultado de uma pesquisa desenvolvida em 2016, apontou que, ape-
sar de mais da metade da população brasileira se considerar leitora, 
a média de leitura anual por pessoa é de 4,96 livros, o que significa 
aproximadamente 1 livro a cada 70 dias, isto é, mais de 2 meses para 
cada leitura (FAILLA, 2016). Outro dado interessante da pesquisa é 
que, dessas leituras, uma média de 2,43 livros foram finalizados e de 
2,53 somente alguns trechos foram lidos, o que pode demonstrar a 
dificuldade de assimilação do texto escrito.
É por esse motivo que, no início desta discussão, chamamos aten-
ção para a necessidade de desenvolvermos o hábito da leitura, a fim 
Lendo e aprendendo 51
de que ela seja significativa, e não algo meramente mecânico. Ser 
leitor é refletir sobre o que lê e então permitir a construção do conhe-
cimento por meio de seu contexto. É um processo reflexivo que não 
ocorre da noite para o dia.
Antes de seguir com nossa reflexão, compartilhamos aqui três 
ações que consideramos fundamentais que você realize antes de sua 
prática de leitura: 
• Afirme para você mesmo que agora é hora da leitura e que 
esta leitura vai ser útil. Por exemplo, afirme que: “esta leitura 
será útil para mim, pois _______________ (complete com o 
objetivo que o motiva a tal prática). Seja criativo!
• Defina um ambiente e uma posição adequados à sua prática 
de leitura. Com certeza atentar a esse ponto potenciará seus 
resultados. Busque um ambiente sem interferência externa e 
defina uma boa posição corporal. Deitado você não terá um 
alto rendimento por muito tempo, concorda?
• Reconheça o seu contexto e minimize qualquer tensão, seja ela 
consciente ou inconsciente. Folheando um livro, sem ler, mas 
apenas observando a quantidade de páginas, as figuras e a es-
trutura, você se familiariza com o material e fica mais seguro. É 
como chegar a uma cidade nova para estudar e no dia anterior 
à primeira aula ir conhecer o local, de modo a se sentir mais 
seguro.
Observe que, apesar de todas essas dicas, somos seres únicos, 
dotados de competências e limitações próprias. Saber identificar o 
que você tem de melhor o ajudará na conquista de melhores resul-
tados. Assim, não se cobre em ler 100 páginas de uma vez. Apenas 
exercite o ato de ler, entregue o seu melhor e comprometa-se para 
tal prática, que deve ser intensiva e de iniciativa própria. Lembre-
se: a leitura, para se tornar um hábito, deve ser também prazerosa.
52 Estudar e aprender a distância
Que pensamentos vêm à sua mente diante de um livro? 
Você o encara com sofrimento ou curiosidade? Sente 
preguiça ou não vê a hora de começar a leitura? Pensa 
que está perdendo tempo ou ganhando conhecimento?
A forma como você se prepara pode fazer toda a diferença. 
O primeiro passo é tomar consciência de que o grande beneficiado 
com o hábito da leitura é você mesmo. Observe o ciclo apresentado 
na Figura 1.
Figura 1 – Ciclo de desenvolvimento do hábito da leitura
Gatilho 
mental
Prática
Repetição
Hábito
Fonte: Elaborada pela autora.
Para se tornar um verdadeiro leitor, defina um “gatilho” que o 
impulsione na construção desse hábito. Por exemplo, pode ser um 
gatilho você considerar que uma sociedade realmente próspera é 
Lendo e aprendendo 53
aquela que entende a importância da leitura. Ouse você pensar que, 
para conquistar a tão sonhada estabilidade financeira, a leitura é 
condição necessária, pois implica na melhoria de suas competências 
cognitivas. Perceba que, ao falarmos em gatilho mental, estamos 
buscando em nossa mente justificativas que impulsionem nossa prá-
tica. Aqui estamos tratando especificamente da prática da leitura, 
mas isso pode ser feito para qualquer situação de sua vida. Imagine 
que você quer emagrecer: um gatilho mental pode ser, por exemplo, 
vestir aquela jaqueta que não vem em numeração grande, ou, ainda, 
colocar aquela tão sonhada bota que hoje não entra na sua panturri-
lha. Assim, o gatilho é importante na construção de um hábito e 
deve ser coerente com seus valores. Não há certo ou errado. Escolha 
a mudança e o gatilho que faz sentido para você.
Identificado um gatilho mental para praticar o seu 
propósito, é hora de repetir por algum período tal ação. 
E não falamos de repetir por uma semana. Estudos na 
área da neurociência apontaram, já na década de 1960, 
que a repetição deve ser consecutiva por, ao menos, 21 
dias para se tornar um hábito. Um dos pioneiros desse 
pensamento foi o cirurgião e psicólogo Maxwell Maltz. 
Pesquisas recentes consideram a relevância dessa evi-
dência, como destaca Charles Duhigg (2012), no livro O 
poder do hábito. Contudo, no ano de 2009, Lally et al. (2009), 
do Centro de Pesquisas de Comportamentos da Universidade College 
de Londres, na Inglaterra, apontaram que necessitamos ao menos 66 
dias de prática repetida para realmente configurar um hábito.
No entanto, não se preocupe com a quantidade exata de dias de 
que precisa, pois esse tempo pode ser, por exemplo, de 20 ou 70 dias. 
O essencial é que você reconheça a importância da constância da lei-
tura e reflita sobre essa prática para seu propósito de vida. Identifique 
um melhor horário do dia para ler e insista diariamente, durante o 
período que julgar necessário, para que a leitura se torne um hábito. 
Insista 
diariamente, 
durante o 
período que julgar 
necessário, para 
que a leitura se 
torne um hábito.
54 Estudar e aprender a distância
Apesar de todos esses argumentos, você pode estar pensan-
do que não precisa colocar no seu currículo quantos livros já leu 
ou quantos artigos precisou ler para desenvolver seu trabalho de 
conclusão de curso, mas sabemos que um aluno que tem bons re-
sultados é aquele que constrói sua jornada com uma base sólida. 
Então, tire vantagem dessa sua experiência. Aliás, todo indivíduo 
deveria tirar vantagem da prática da leitura. Afinal, se vivemos 
numa sociedade do conhecimento, em breve toda informação será 
de conhecimento de muitos. É simples termos certeza de tal fato, 
ao recorrermos à história do conhecimento científico: nos primór-
dios do seu desenvolvimento, ele era quase exclusivo dos doutores; 
depois, mestres tiveram acesso às pesquisas. No século XX, ini-
ciou-se a disseminação entre especialistas e, mais recentemente, 
no século XXI, o acesso ao mundo da ciência, o desenvolvimento 
continuado, a formação de competências são de acesso livre a to-
dos – alunos de graduação, ensino médio, fundamental etc. – que 
buscam oportunidades.
Figura 2 - Benefícios da leitura
ki
ef
er
pi
x/
iS
to
ck
ph
ot
o
Os benefícios da leitura são 
inúmeros: ela estimula a criati-
vidade, aumenta o vocabulário, 
facilita o desenvolvimento da 
escrita, melhora a comunica-
ção, amplia o conhecimento, 
desenvolve o senso crítico e 
o processo cognitivo, permi-
tindo maior compreensão dos 
diferentes contextos da vida 
 pessoal e/ou profissional.
Portanto, a leitura é o combustível que lhe permitirá ir longe 
em sua trajetória acadêmica, profissional e pessoal. Assim, busque 
Lendo e aprendendo 55
o seu gatilho para a leitura, por exemplo: fomentar sua cultura ge-
ral, distrair-se, crescer em sua profissão, desenvolver-se em sua vida 
pessoal, atualizar-se ou mesmo para cumprir as exigências da sua 
instituição de ensino. O importante é você se beneficiar desse uni-
verso e fazer dessa prática um hábito com vista ao aprimoramento 
contínuo. Além disso, esse desenvolvimento envolve a releitura, pois 
esta permite a desconstrução, construção e reconstrução de conhe-
cimentos. Então responda:
Agora você se sente preparado para novas leituras? Que 
livro você vai começar a ler nesta semana? E no próxi-
mo mês? E quantos livros você lerá ainda neste ano? 
Elabore uma lista e a coloque em um local que você visualiza 
com frequência; depois, ao completar cada meta elencada, dê a si 
mesmo uma recompensa – pode ser um chocolate, um presente, 
uma sessão de cinema ou o que mais lhe agradar.
3.2 Selecionando leituras
Agora que você já sabe que ler não é simplesmente “passar os 
olhos” em um site, artigo, livro ou revista, pois exige interpretar o 
que está escrito, fica claro que a leitura não se limita à sala de aula. 
Um bom processo de leitura leva o indivíduo de um estado de infor-
mação a um estado de transformação.
Em se tratando do contexto acadêmico, a leitura deve estar cen-
trada em um princípio básico: a construção dos conhecimentos ne-
cessários, ou seja, deve permitir que você extraia dela elementos de 
56 Estudar e aprender a distância
que precisa para sua formação. Por vezes, num primeiro contato 
com uma obra, pode ser que você não tenha tanto interesse nela, 
pelo fato de a linguagem parecer rebuscada ou muito técnica. Mas 
não desanime, concentre-se em extrair o que realmente lhe interes-
sa: sua própria formação. Faça o exercício de focar no resultado que 
busca, e não nas dificuldades que encontra. Se sentir necessidade, 
consulte um dicionário e faça anotações – aos poucos, você vai se 
acostumando com a linguagem do texto e tudo fica mais fácil.
Tudo que envolve o desenvolvimento envolve energia. Você de-
cide para onde quer direcionar a sua: para conquistar o resultado 
desejado ou para conquistar desculpas!
Se tudo envolve energia, convidamos você a gastar a sua energia 
com leituras que edifiquem seu processo de desenvolvimento. Isso cul-
minará em diferentes conquistas, como: uma melhor oportunidade de 
emprego, maior possibilidade de aumento de renda, de qualidade de 
vida, entre outras, pois a leitura tem o poder de transformar as pessoas.
Sabemos que o ato de ler pode não ser algo simples, exige dis-
ciplina e determinação, mas acima de tudo requer um propósito 
claro. Por exemplo, se você está lendo este livro, é porque tem um 
objetivo, certo? Aquino (2012) aponta que “quando você lê, não há 
público. Assim, mesmo não tendo uma plateia para ver você lendo, 
saiba que a leitura constitui os bastidores de ensaios para grandes 
apresentações que estão por vir”, ou seja, a leitura é a base de quase 
tudo o que sabemos, é o que nos dá suporte e conhecimento para 
dialogar, discutir, argumentar e apresentar ideias a um grupo ou a 
uma plateia. Por isso, não basta ler, é preciso escolher boas obras. 
Então, primeiramente defina a temática de leitura e, depois, busque 
obras clássicas e contemporâneas da área.
Lendo e aprendendo 57
• Obras clássicas: aquelas que são referências na área de in-
teresse. São inquestionáveis quanto à influência que geram 
sobre determinado assunto, ou seja, não se limitam à época 
em que foram criadas.
• Obras contemporâneas: publicações recentes relacionadas à 
temática. Não necessariamente trazem o novo ou são origi-
nais, mas discorrem sobre o tema com um olhar que expressa 
ou incentiva uma reflexão atualizada ao contexto da época.
Atualmente, em nossa sociedade do conhecimento conectada em 
rede, temos incontestáveis benefícios, entre eles as oportunidades de 
busca na internet, inclusive via smartphone. Isso levou a uma mu-
dança significativa no ato da leitura. Desse modo, uma importante 
questão que levantamos aqui é: onde buscar um bom material para 
ler? É preciso ir a uma biblioteca física? Ou se dirigir a uma livraria?
Nos dias de hoje, encontramos facilmente bons artigos, obras 
clássicas e contemporâneas, em diferentes bases quenão se limi-
tam ao tradicional modelo físico de busca. A facilidade de aces-
so nos coloca diante do desafio de se apropriar de boas leituras. 
Diferentemente dos acadêmicos de outras épocas, que estudaram 
e desenvolveram suas pesquisas em um contexto completamen-
te diferente, em que, por vezes, precisavam pagar por um livro e 
esperar 30, 60 dias para recebê-lo via Correios, hoje o volume de 
materiais disponíveis e de fácil acesso tem crescido dia a dia e a 
internet tem possibilitado a leitura instantânea, por exemplo, de 
um artigo produzido em Londres, Pequim ou Sidney. Então, não 
há desculpas para não ler. No entanto, diante dessa imensa pos-
sibilidade de leituras, você precisa saber selecionar o que ler, em 
58 Estudar e aprender a distância
bases de dados confiáveis, afinal seu tempo e a qualidade de sua 
formação são valiosos.
Para ajudá-lo nessa busca e seleção, apresentamos, na Figura 3, 
algumas opções de locais onde você pode encontrar materiais de 
qualidade.
Figura 3 – Espaços físicos e virtuais para busca de leituras 
Muitos sebos vendem, a um preço mais acessível, obras 
clássicas e contemporâneas usadas, de diferentes áreas 
acadêmicas e para desenvolvimento profissional. 
Sebos 
tradicionais
Geralmente apresentam obras organizadas por temáticas 
e áreas de conhecimento, além de contarem com pro-
fissionais capacitados que podem auxiliá-lo a encontrar 
materiais relevantes de seu interesse. 
(Continua)
Livrarias 
tradicionais
Biblioteca do seu polo de ensino, biblioteca pública do 
seu município, ou, ainda, biblioteca da universidade 
mais próxima. Você pode pedir ajuda ao bibliotecário 
para realizar sua busca.
Biblioteca
Físico
Lendo e aprendendo 59
Virtual
Bibliotecas
digitais
Bibliotecas que permitem acesso on-line a diferentes obras. Algumas exigem 
login e senha e outras têm acesso aberto, por exemplo:
• Biblioteca Virtual do governo do estado de São Paulo. Disponível em: 
<http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/>;
• Biblioteca Nacional Digital. Disponível em: <http://bndigital.bn.gov.br/>. 
• Biblioteca Digital Mundial. Disponível em: <https://www.wdl.org/pt/>. 
• Biblioteca Digital da USP. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/>;
• Biblioteca Digital da Unicamp. Disponível em: 
<http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/>;
• Sistema de Bibliotecas FGV. Disponível em: 
<http://sistema.bibliotecas.fgv.br/>. 
• Portal Domínio Público. Disponível em: <www.dominiopublico.gov.br>.
Sebos 
digitais
Livreiros e sebos disponibilizam obras usadas para compra on-line. Um 
exemplo é a Estante Virtual, portal de vários sebos. Disponível em: <www.
estantevirtual.com.br> 
Bases 
de dados 
Existem muitas bases de acesso pago e outras de acesso gratuito. 
• A Scielo é uma base muito confiável, que publica pesquisas completas de 
periódicos brasileiros. Disponível em: <http://www.scielo.org>. 
• No Portal de Periódicos da Capes, você pode ler materiais nacionais e 
internacionais de acesso aberto. Essa ferramenta é ótima, pois nela é 
possível realizar buscas por assunto, periódico, livros e bases de dados. 
Disponível em: <www.periodicos.capes.gov.br>.
• O Google Acadêmico é uma plataforma de busca do Google cujos 
resultados remetem a trabalhos científicos. Disponível em: <https://
scholar.google.com.br/>.
Livrarias 
digitais
Nelas você pode comprar obras variadas, ler resenhas e até mesmo pequenos 
trechos dos livros. 
Bancos 
de livros 
Plataformas que disponibilizam obras para leitura on-line ou download. 
Uma referência é o Google Livros, onde você tem acesso a muitos materiais, 
sem custo. Disponível em: <https://books.google.com.br/>.
Fonte: Elaborada pela autora.
60 Estudar e aprender a distância
As possibilidades de busca para leitura são infinitas nos dias atuais, 
seja com livre acesso, seja com acesso restrito mediante pagamento de 
mensalidades ou custo por material acessado. Lembre-se de que a as-
sinatura de um periódico científico ou aquisição de um artigo muito 
relevante à sua área, interesse ou formação não é custo, é investimento. 
No entanto, apesar dos inúmeros materiais que encontramos no mun-
do virtual, precisamos sempre estar atentos, pois fontes como blogs, 
Wikipédia1, redes sociais ou mesmo meios tradicionais de comunica-
ção, como jornais, podem não apresentar informações completas – ou 
até mesmo incorretas –, levando a interpretações equivocadas.
Agora que você já tem algumas dicas de onde buscar materiais 
relevantes e confiáveis, é hora de identificar o que será utilizado e 
como. Responda às questões a seguir:
Qual é seu gatilho mental para iniciar a leitura de hoje? Por 
que vale a pena essa leitura?
Que livro ou artigo você lerá nesta semana? Por quê?
Escolha um periódico da sua área de atuação ou formação e ini-
cie o exercício. É importante sair da zona de conforto, criar um novo 
movimento que desafie o seu desenvolvimento cognitivo.
Repita tal ação diariamente. A partir do momento que a leitura 
acadêmica virar um hábito, você ficará antenado com as publicações 
da sua área de interesse, acompanhando as discussões a respeito no 
Brasil e no mundo. E, claro, você também pode ler textos de ou-
tras áreas; isso contribuirá ainda mais com o seu desenvolvimento 
1 Na Wikipédia você encontra muita informação útil. Contudo, como não é possível sa-
ber a origem das informações, não podemos usar essa fonte em trabalhos acadêmicos.
Lendo e aprendendo 61
cognitivo e acadêmico e o fará pensar “fora da caixa”. Toda boa obra 
merece o seu esforço: além de ser uma importante referência, pode-
rá alavancar o seu progresso. Então, tenha cuidado e fique atento ao 
selecionar suas fontes.
3.3 A arte de escrever
Você já parou para pensar que escrever é se comunicar? Segundo 
Cunha (2010, p. 260), o ato de escrever é “exprimir-se por escrito, gra-
var”. Então, entendemos que a escrita é uma arte com a qual você grava 
sua marca, suas ideias. Desse modo, reflita: vale a pena investir no aper-
feiçoamento da escrita de textos técnicos, profissionais e acadêmicos? 
Sim, com certeza, pois por meio da escrita temos a oportunidade de 
tirar real proveito do que esse tipo de comunicação nos oferece.
Agora, pense em seu desafio de estudar e aprender a distância. 
Você tem o hábito de escrever? Como é a sua escrita? 
Você já escreveu um artigo científico? Realizou um 
trabalho, no último mês, que exigisse mais de cinco 
páginas de texto escrito? 
Apesar da importância da leitura e da escrita e do desafio de ambas, 
geralmente lemos mais do que escrevemos e praticamos pouco a escrita.
A escrita precisa ser praticada e, para tanto, é necessário impul-
sionar o mesmo ciclo que sugerimos na Figura 1 para a leitura, ou 
seja: gerar o gatilho mental, criar a prática, fazer repetidamente, até 
criar o hábito. Mas para que tudo isso ocorra, há um desafio prelimi-
nar, do qual acabamos de falar. Isso mesmo: a leitura. Por exemplo, 
se pedíssemos para você escrever dez linhas sobre hábitos de higie-
ne, você não teria grande dificuldade, certo? E se pedíssemos para 
escrever a metade de linhas sobre Valsa nº 6, peça teatral de Nelson 
62 Estudar e aprender a distância
Rodrigues? Complicou? Percebe que, se você não tiver informações 
prévias sobre o assunto, não saberá o que (e como) escrever? Mas, 
se você tiver mais informações sobre a peça, como data em que foi 
escrita, gênero (drama, comédia), temática, enredo, estrutura, per-
sonagens, tempo e local em que as cenas acontecem etc., concorda 
que isso facilitará sua escrita? 
Seguramente, o seu conhecimento vai se ampliar e você vai se 
sentir ainda mais seguro para tratar sobre a obra se ler a peça, em vez 
de apenas buscar informações sobre ela. Sua leitura vai se enrique-
cer e se aprofundar, se você souber mais também sobre o autor e o 
restante de sua obra. Agora, pense no estudo que poderia fazer ao ir 
além do texto, procurando ler nas entrelinhas e percebendo as rela-
ções que podem ser feitas com a Valsa n. 6 de Chopin, ou com outras 
obras, comoa peça Vestido de Noiva, também de Nelson Rodrigues? 
Percebe como uma leitura puxa a outra?
Contudo, escrever não é copiar as ideias dos outros – isso é 
 plágio! Escrever é dialogar com textos diversos, expondo o que ou-
tros disseram sobre o assunto (sempre referenciando e inserindo 
aspas ou recuo para identificar as citações) e acrescentando o nosso 
olhar a respeito do tema, de modo a enriquecer o debate.
Queremos que você perceba com isso que a leitura de verdade 
permite abstrair informações e construir conhecimentos a ponto 
de você conseguir externalizar suas ideias, por meio da oralidade 
ou da escrita. 
Que tal se arriscar e fazer agora um exercício de escrita? Escreva 
como tirar o máximo proveito da leitura para os estudos. 
Lendo e aprendendo 63
Se quiser se desafiar um pouco mais, explique a importância 
da leitura e da escrita para o ensinar e o aprender a distância. 
Observe a Figura 4 a seguir, a qual expõe quatro perguntas fun-
damentais, citadas por Dintel (2013), que contribuirão com o seu 
processo de escrita.
Figura 4 – Perguntas que auxiliam o processo de escrita
O que quero 
comunicar com 
o texto?
Escrita
Quais 
informações preci-
so apresentar para 
me comunicar? 
Para quem 
estou escrevendo 
este texto?
Como organizar as 
informações para 
melhor comunicar?
Fonte: Elaborada pela autora com base em DINTEL, 2013.
64 Estudar e aprender a distância
Tendo em mente essas questões, você pode estruturar um texto e 
comunicar as informações necessárias de modo que elas se tornem 
claras e úteis para quem lê. E isso você vai fazer com base no que 
realmente sabe, no que leu e aprendeu – como leitor, não como de-
codificador. Northedge (1998, p. 110) destaca que “você não 
sabe matemática até que consiga resolver um problema 
matemático; do mesmo modo não conhece ciências so-
ciais ou humanas até que consiga usar as ideias para 
argumentar uma questão [...]”. Então, se prepare para 
escrever! Seja no papel, seja no seu notebook, o que im-
porta é a prática e repetição para criar esse hábito. 
Pense no elemento central de sua argumentação e 
defina uma estrutura mínima para sua escrita, a saber: 
título, objetivo, palavras-chave da discussão proposta, 
introdução, conceitos e desenvolvimento da discussão, 
conclusão. Uma sugestão para a prática diária da escrita, 
por exemplo, é fazer um resumo de um texto que você leu. Assim, 
você pode ter um diário com informações importantes a respeito 
das suas leituras, de modo a poder consultá-las sempre que quiser, 
além de poder avaliar seu desenvolvimento como leitor.
Por fim, destacamos que escrever não precisa ser uma ação in-
dividual e isolada. A escrita como ato social é um conceito que en-
volve a interação, seja esta planejada ou espontânea. Nesse sentido, 
reunir grupos para discussão de leituras feitas e análise da escrita é 
uma estratégia que pode contribuir muito com sua formação. Você 
pode iniciar uma reunião em grupo propondo, com base em um 
objetivo claro, um brainstorming2 entre os participantes. É impor-
tante que alguém do grupo atue como moderador para aproveitar 
ao máximo a criatividade do grupo, de modo a definir o melhor 
2 Brainstorming, ou “tempestade de ideias”, é uma técnica de discussão em grupo 
na qual, partindo de uma situação-problema, os participantes contribuem esponta-
neamente com suas ideias, debatendo prós e contras até chegarem a uma solução.
A escrita como 
ato social é 
um conceito 
que envolve a 
interação, seja 
esta planejada ou 
espontânea.
Lendo e aprendendo 65
caminho, na direção do objetivo de escrever um bom texto. Esse 
tipo de técnica não necessariamente precisa ser realizada presen-
cialmente: hoje a EaD permite que você realize uma troca com seus 
colegas de curso e tutores por meio do uso das tecnologias digitais 
de comunicação. Sendo assim, é possível propor ao mediador do 
seu curso a organização de um espaço para a construção coletiva 
do conhecimento. Por exemplo, esse local pode ser denominado 
Cantinho do Café, no qual, com o recurso do fórum, o grupo pode 
fazer postagens simulando, com base em uma questão/temática, a 
técnica do brainstorming. Ou, ainda, fazer uso de páginas wiki, que 
têm como essência a ideia de escrita colaborativa.
Então, mãos à obra. Leia e escreva para aprender ainda mais e 
desenvolver competências reais em seu processo de educação a dis-
tância. Pois, como você já sabe, o grande responsável e maior bene-
ficiado com suas decisões é você mesmo.
Considerações finais
Mudar e adquirir hábitos exige disciplina e determinação. 
Como a construção de uma casa, construir o hábito de leitura e es-
crita requer investimentos – financeiros, de mão de obra etc. – de 
diferentes atores. Então, se precisar, não tenha vergonha de pedir 
ajuda. Utilize, por exemplo, no seu curso a distância, os recursos 
de fórum e chats para questionar, pedir sugestões, compartilhar 
seus textos e exercitar sua escrita.
Fuja de respostas prontas; busque, a todo o momento, aproveitar 
a importância de exercitar a leitura e a escrita. Se há uma questão no 
fórum de uma disciplina, por exemplo, acesse uma base de dados, 
faça leitura de um material que você selecionou, escreva e reescreva, 
se necessário. Não construímos um hábito e nem desenvolvemos uma 
habilidade fazendo uma vez; é preciso prática e rotina, além de foco 
e determinação com base em um propósito. Lembre-se: não é uma 
questão de ser fácil ou difícil, rápido ou demorado; é uma questão de 
66 Estudar e aprender a distância
desenvolvimento humano, em que cada um é único e tem o seu ritmo 
– tudo bem, desde que você não pare. Caminhe na sua velocidade, 
mas caminhe buscando sempre chegar a um lugar definido. Desse 
modo, a leitura fluirá na sua mente, assim como a escrita fluirá entre 
seus dedos.
Atividade
Faça uma síntese deste capítulo, procurando dialogar com o 
texto lido e acrescentando o seu ponto de vista a respeito da 
leitura e da escrita para o desenvolvimento pessoal. 
Lendo e aprendendo 67
Referências
AQUINO, I. S. Como ler artigos científicos: da graduação ao doutorado. 3. 
ed. São Paulo: Saraiva, 2012.
CUNHA, A. G. Dicionário etimológico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: 
Lexikon, 2010.
DINTEL, F. Como escrever textos técnicos e profissionais. Belo Horizonte: 
Gutenberg, 2013.
DUHIGG, C. O poder do hábito: por que fazemos o que fazemos na vida e 
nos negócios. São Paulo: Objetiva, 2012.
FAILLA, Z. Retratos da leitura no Brasil 4. Rio de Janeiro: Sextante, 2016.
NORTHEDGE, A. Técnicas para estudar com sucesso. Florianópolis: Ed. da 
UFSC, 1998.
LALLY, P. et al. How are habits formed: modelling habit formation in the real 
world. European Journal of Social Psychology, v. 40, n. 6, 2009. Disponível 
em: <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/ejsp.674>. Acesso 
em: 12 mar. 2018.
RIBEIRO, M. A. de P. Técnicas de aprender: conteúdos e habilidades. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.
4
Planejando seu estudo
Neste capítulo, evidenciaremos a relevância de administrar e pla-
nejar suas ações a fim de tornar seus dias mais produtivos e, então, 
poder conquistar os resultados que tanto deseja. Para isso, não há 
segredo: o essencial é dar atenção ao que realmente importa. Todo 
mundo é capaz de fazer essa gestão, afinal, o tempo é igual para 
todos: 24 horas em um dia, 7 dias em uma semana, 365 dias em um 
ano. Keller e Papasan (2014), em sua obra A única coisa, destacam 
que para ter êxito basta “ser simples”, ignorando todas as coisas que 
você poderia fazer e preocupando-se apenas com o que realmente 
deve fazer.
Preparado para mais esta aprendizagem? Vamos iniciar?
4.1 Foco 
Quando falamos em foco, o que vem à sua mente? Você sabe 
qual é o seu foco atual?
O foco determina as suas prioridades na vida. Iniciando essa 
nossa discussão, elaboramos a figura a seguir, para que você identi-
fique a área em que atualmente se concentra o seu foco e qual a área 
em que você gostaria que ele estivesse.
70 Estudar e aprender a distânciaFigura 1 – Roda do foco da vida
Qualidade de vida Pessoal
ProfissionalRelacionamento
Plenitude e felicidade
Recursos financeiros
Realização e propósito
Equilíbrio emocional
Vida so
cial
Criativi
dade, h
obbies e
 diversã
o
Espiritualidade
Contribuição social
Sa
úd
e e
 d
isp
os
içã
o
Fa
m
íli
a
Re
lac
ion
am
ent
o a
mo
ros
o
De
sen
vo
lvi
me
nto
 in
tel
ect
ua
l
Fonte: Elaborada pela autora.
Observe o que contempla, num olhar macro, cada um desses 
quadrantes:
• Pessoal: são as questões relacionadas à saúde, ao desenvolvi-
mento intelectual e à criatividade e diversão.
• Profissional: são os aspectos relacionados ao trabalho e à 
carreira, envolvendo elementos como realização profissional, 
recursos financeiros e contribuição social.
• Relacionamento: inclui as relações e interações com o meio so-
cial, seja com a família, relacionamento amorosos, ou vida social.
• Qualidade de vida: nesse quadrante temos questões relacio-
nadas à plenitude humana, como espiritualidade, felicidade e 
equilíbrio emocional.
Planejando seu estudo 71
Hoje em dia é comum termos diferentes compromissos, que en-
volvem todos esses aspectos apresentados. Então, você pode pen-
sar: o desenvolvimento intelectual é apenas uma das muitas opções. 
Exato, não é preciso excluir as demais atividades para se dedicar a 
uma delas. Destacamos, no entanto, que é muito importante que 
você organize seu tempo para atender a todos os quadrantes, in-
cluindo sua formação acadêmica. Northedge (1998) aponta que esse 
movimento pode ser visto como um malabarismo. Vamos usar essa 
metáfora do autor e pensar que temos dois grandes elementos nesse 
malabarismo: as bolas (nossas atividades) e o (tempo disponível). 
Figura 2 – Atividades x tempo
M
rK
or
nF
la
ke
s/
iS
to
ck
ph
ot
o
 Não podemos mudar o tempo 
que temos, mas podemos pegar 
quantas e quais bolas quiser-
mos, dependendo de nossa 
habilidade. O maior erro que 
podemos cometer é querer ter 
mais tempo, em vez de saber 
selecionar as bolas adequadas, 
ou assumir bolas demais e per-
der o controle da situação. 
Para decidir quais atividades selecionar, é preciso ter foco, reco-
nhecer seu real propósito para definir as prioridades. Assim, você 
consegue observar os elementos que convergem ao ponto central, 
que é o que realmente importa.
Com base no entendimento dos quadrantes que apresenta-
mos na Figura 1, convidamos você a fazer o exercício da roda 
focal, representada a seguir. Para cada parte das áreas focais, 
dê uma nota de 1 a 10, sendo 1 para pouco foco e 10 para 
foco intenso. Você pode utilizar várias cores de lápis para 
construir a sua roda atual e focal da vida.
72 Estudar e aprender a distância
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
12345678910 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Qualidade de vida Pessoal
ProfissionalRelacionamento
Família
Vida social
Relacionamento 
am
oroso R
ecu
rso
s 
fi n
anc
eir
os
Re
ali
za
çã
o 
e p
ro
pó
sit
o
Contribuição
 soci
al
Esp
iritual
idade Saúde e disposição Desenvolvimento 
intelectualP
len
itu
de 
e 
fel
icid
ade
Eq
ui
líb
rio
em
oc
io
na
l
Criatividade, 
hobbies e diversão
Agora imagine que essa é a roda do seu carro, que você está 
conduzindo rumo ao destino desejado. Do jeito que ela está, 
você chegará aonde quer, ou há algum quadrante que está vul-
nerável e exige sua atenção? Registre suas conclusões aqui.
Note, com esse exercício, que uma área não deve se sobrepor a 
outra. Todas as áreas de nossa vida exigem atenção: é preciso ter, 
na mesma proporção, lazer, dedicação profissional, momentos de 
Planejando seu estudo 73
interação com os outros, sem deixar para depois o desenvolvimen-
to e formação de novos conhecimentos e competências. Pensando 
nisso, além de ter muito claro seu foco, é essencial fazer a gestão das 
atividades no tempo de que você dispõe: as 24 horas de seu dia.
4.2 Gestão do tempo
Agora que você já sabe que não é possível fazer a gestão do tem-
po em si, mas sim a gestão das ações dentro do tempo de que dis-
pomos, vamos abordar como você pode fazer a sua roda da vida 
trabalhar para que consiga conquistar o resultado que tanto deseja.
Várias são as formas de gerenciar o tempo para realizar nossas ações. 
Primeiro, vimos que é preciso ter foco, definir o que é mais importante 
para nos aproximar do objetivo desejado. No entanto, também é neces-
sário ter equilíbrio na vida. Então aqui vai a primeira dica: organize o 
seu tempo em três momentos distintos, cada um com 8 horas. 
Identifique o momento em que você está desperdiçando o 
seu tempo ou em que não está empregando seu tempo cor-
retamente. Escreva suas conclusões abaixo.
Sono
8 horas
Vida profissional
8 horas
Vida pessoal 
(estudos e lazer)
 8 horas
74 Estudar e aprender a distância
Você já tinha olhado para sua rotina diária dessa for-
ma? Consegue dormir 8 horas? Dedica 8 horas para 
suas questões pessoais, como estudo e lazer? 
O que realmente você deseja? Como está organizando 
seu dia hoje? 
Analise o que precisa de atenção na sua vida para conquistar o 
equilíbrio na sua jornada. Reveja suas prioridades e procure desen-
volver novos hábitos para ter uma vida com mais qualidade. Afinal, 
mudar e ter sucesso depende exclusivamente de você. Então, analise 
suas escolhas e comece hoje a dar um upgrade no seu dia, o que vai 
lhe dar muito mais disposição!
Christian Barbosa, importante especialista em gestão do tem-
po no Brasil, oferece uma solução para organizar a vida, tornar-se 
produtivo e conquistar o que deseja. Barbosa (2011) trabalha com 
a tríade do tempo, com a qual nos desafia a analisar as ações com 
base em três critérios: importante, urgente e circunstancial.
• Importante: abrange as ações verdadeiramente relevantes 
para você conquistar o resultado que deseja, ou seja, ações 
que fazem diferença na sua vida, relacionadas aos estudos, ao 
trabalho e à sua missão de vida. Por exemplo, é importante 
que todo estudante faça um planejamento de estudo e se orga-
nize em relação ao tempo que tem. Contudo, essa ação acaba 
muitas vezes sendo deixada de lado, por “falta de tempo” ou 
preguiça, mesmo sendo fundamental.
• Urgente: inclui as ações que devem ser feitas imediatamen-
te. Nos dias de hoje, é comum deixarmos o importante virar 
urgente, mas atenção: uma coisa é um contratempo aparecer, 
outra coisa é quando a urgência se torna a regra em nossa 
Upgrade – 
atualização, 
melhoria
Planejando seu estudo 75
vida e deixa de ser exceção, por falta de planejamento. Um 
exemplo disso seria, no seu caso de estudante, deixar uma 
tarefa importante, que precisa ser entregue logo, para fazer na 
última hora, na data limite apresentada no cronograma, o que 
gera estresse, tensão e preocupação.
• Circunstancial: é aquilo que não está relacionado a nosso 
real objetivo, ou seja, não agrega resultados. Algo sem rele-
vância que resulta em perda de tempo e, ao fim do dia, nos dá 
a sensação de frustração, angústia, entre outros sentimentos 
negativos. Um exemplo são as situações em que o aluno, no 
seu momento de estudo, visualiza e responde a mensagens 
nas redes sociais. Ele acaba perdendo completamente o foco, 
distraindo-se e desperdiçando um tempo precioso que não 
volta mais. Este pode ser considerado um mal do século XXI: 
estarmos em todos os lugares ao mesmo tempo e não estar-
mos integralmente em lugar algum.
Agora, responda: em qual esfera, das três descritas, 
você acredita que concentra maior parte de seu dia? 
Quanto tempo você dedica para atender ao que real-
mente é importante? Você tem desperdiçado seu tem-
po com atividades circunstanciais ou urgentes em vez 
de dedicar-se ao que realmente é importante?
Pare e reflita se a forma como você usa seu tempo lhe permite 
conquistar os resultados que deseja. Para ajudá-lo nessa reflexão, 
recomendamos que você acesse o site da consultoria TriadPS e 
realize o Teste da Tríade do Tempo1. É um teste simples e rápi-
do que vai ajudá-lo a conhecer o seu perfil de gestão do tempo.1 Disponível em: <www.triadps.com/triade>. Acesso em: 22 mar. 2018.
76 Estudar e aprender a distância
Independentemente do resultado, não se preocupe, pois esse é um 
momento de autoconhecimento que vai lhe permitir melhorar o 
equilíbrio de sua vida. 
O desafio aqui é concentrar parte de seu tempo, aproximada-
mente 70%, para as ações importantes; para ações urgentes, utili-
zar uma margem de 20%; e, para as ações circunstanciais, dispor de 
no máximo 10% do tempo. É claro que cada um tem a sua rotina 
e suas atividades, mas tomar consciência e, se necessário, mudar 
seus padrões atuais, levará você a resultados que, com certeza, o 
aproximarão da sua meta de vida. Assim se tornará possível aten-
der equilibradamente ao que Barbosa (2011) chamou de quatro 
corpos, exemplificados no Quadro 1:
Quadro 1 – Exemplo de atividades para exercitar seus quatro corpos
Físico Mental Emocional Espiritual
Andar Ler Namorar
Celebrar 
a natureza
Frequentar 
a academia
Escrever
Fazer novos 
amigos
Meditar
Consultar 
o médico
Fazer um 
curso
Ajudar 
 pessoas
Buscar 
autoconhecimento
Alimentar-se 
adequadamente
Ensinar 
algo
Cantar Agradecer
Sorrir Sorrir Sorrir Sorrir
Fonte: Adaptado de BARBOSA, 2011.
Você tem se dedicado de forma equilibrada a seus 
quatro corpos? Se não, o que deve fazer para alcançar 
esse equilíbrio?
Não há como ensinar a administrar o tempo, pois, como já afir-
mamos, ele não pode ser alterado. Assim, podemos considerar que 
Planejando seu estudo 77
é melhor falar de gestão de ações pessoais do que gestão do tempo. 
Para isso, encontre seu propósito de vida e defina suas metas de cur-
to, médio e longo prazos. Definir uma meta é imaginar como seria 
uma fotografia sua no futuro. Por exemplo, imaginar como seria 
uma foto sua daqui a um ano (curto prazo – de 6 a 12 meses); daqui 
a cinco anos (médio prazo – de 5 a 10 anos); e daqui a 10 anos (longo 
prazo – mais de 10 anos).
Você consegue imaginar o que pretende alcançar em 
um ano, cinco anos, dez anos? Já parou para traçar 
metas para o futuro? Consegue perceber que, se não 
fizer isso, sua vida vai passar sem você perceber e 
nada irá mudar?
Para definir uma meta relevante, não basta pensar no que dese-
ja, é preciso entender quatro princípios básicos, conhecidos como 
SMART, um acrônimo do inglês que significa: específico (o quê?); 
mensurável (quanto?); alcançável (como?); relevante (por quê?); e 
temporal (quando?). Veja o exemplo a seguir.
S específico: viajar nas férias de janeiro, do próximo ano, para a 
 Disney com dois amigos.
M mensurável: ficar 20 dias hospedado no Hotel Mickey.
A alcançável: solicitar no departamento de Recursos Humanos, até 
10 de julho, o agendamento das férias para janeiro. 
Comprar passagens; reservar o hotel; tirar o visto; 
definir roteiros etc.
R relevante: realizarei um sonho de infância.
T temporal: a viagem será em janeiro do ano que vem, do dia 
10 ao dia 30.
78 Estudar e aprender a distância
Agora é sua vez. Escreva uma meta para daqui a um ano 
e detalhe-a usando o método SMART. Escrever uma meta 
é um meio de tornar consciente seu desejo/objetivo e tra-
balhar para que ele aconteça. Por exemplo: como você se 
visualiza daqui a um ano, profissionalmente?
Ao fim dessa atividade, copie as metas que você escreveu em um 
lugar onde possa visualizá-las diariamente. Isso contribuirá com sua 
mudança de pensamento – ou, como se diz atualmente, com uma mu-
dança de mindset (modelo mental).
4.3 Plano de ações
Elaborar um plano de ações é dar subsídios para que seu cére-
bro reconheça um novo modelo de ações, em que você assume a 
responsabilidade por elas. Essa é uma tarefa que visa ao desenvolvi-
mento de um modelo mental novo, focado na produtividade e na 
satisfação com os resultados atingidos. Isso porque você se torna 
consciente do processo de gestão das atividades ao longo do dia, por 
exemplo: quantas horas você usa para dormir, trabalhar, estudar, fa-
zer atividades domésticas, relacionar-se, com os outros, deslocar-se 
no trânsito, realizar atividades físicas, entre outras? 
Planejando seu estudo 79
Pr
ee
nc
ha
 o
 q
ua
dr
o 
a 
se
gu
ir 
pa
ra
 c
on
se
gu
ir 
vi
su
al
iz
ar
 m
el
ho
r 
se
u 
te
m
po
 li
vr
e 
ou
 o
cu
pa
do
 c
om
 a
tiv
id
ad
es
 im
po
rt
an
te
s,
 
 ur
ge
nt
es
 e
 c
irc
un
st
an
ci
ai
s.
 U
se
 lá
pi
s 
pa
ra
 p
od
er
 a
pa
ga
r e
 re
fa
ze
r s
eu
 p
la
ne
ja
m
en
to
 q
ua
nt
as
 v
ez
es
 fo
r n
ec
es
sá
rio
.
H
or
ár
io
s
Se
gu
nd
a
Te
rç
a
Q
ua
rt
a
Q
ui
nt
a
Se
xt
a
Fi
m
 d
e 
se
m
an
a
7h 8h 9h 10
h
11
h
12
h
13
h
14
h
80 Estudar e aprender a distância
H
or
ár
io
s
Se
gu
nd
a
Te
rç
a
Q
ua
rt
a
Q
ui
nt
a
Se
xt
a
Fi
m
 d
e 
se
m
an
a
15
h
16
h
17
h
18
h
19
h
20
h
21
h
22
h
23
h 
às
 6
h
Planejando seu estudo 81
Agora, com base no seu quadro de horários e ações respectivas, 
identifique os momentos que você disponibiliza para suas atividades 
de estudo. Essas atividades estão equilibradas com as outras? Seu 
quadro ficou cheio e parece faltar tempo? Não se assuste, esse é um 
desafio da vida moderna. Mas, por mais difícil que pareça, garanti-
mos que tudo é uma questão de foco, disciplina e comportamento. 
Planejar é uma estratégia sábia que leva a resultados, ao contrário de 
ficar divagando ou queixando-se de que não tem tempo para nada. 
Northedge (1998) chama atenção para duas questões importantes 
quando buscamos resultados: Qual ação preciso fazer? Quanto tem-
po essa ação exige?
Quando afirmamos que cada atividade tem um tempo e que este 
varia de pessoa a pessoa, queremos mostrar que aprender a geren-
ciar as suas ações exige, além de um mapeamento de ações baseado 
em seu foco e nas suas metas, um processo de autoconhecimento, 
pois cada um tem sua própria forma de trabalhar. Portanto, distri-
bua seu tempo de estudo ao longo da semana de modo eficiente, 
potencializando o seu processo de aprendizagem e desenvolvimento 
– veja quanto tempo você ganha por não precisar deslocar-se até o 
seu ambiente de estudo e aproveite esse tempo de forma inteligente! 
Lembre-se: não seja vítima das situações; para vencer é importante 
ir à luta. Não vence quem fica parado se lamentando. Arme-se e 
entregue o melhor de você em seus afazeres.
Desse modo, convidamos você a reorganizar seu plano de ações, 
procurando eliminar as ações circunstanciais que não agregam ne-
nhum valor e se organizar para evitar que as ações importantes se 
82 Estudar e aprender a distância
tornem urgentes. Não adianta, por exemplo, você separar todo dia 
uma hora para ler se não está disposto a ser um real leitor. Ou, ainda, 
não adianta definir um momento para acessar o ambiente virtual e, 
após alguns minutos de navegação, entrar nas redes sociais. Perceba 
que a aprendizagem não é um resultado diretamente proporcional às 
horas de estudo, mas sim à qualidade desse estudo, e esse aprendiza-
do pode ser aplicado em todas as áreas da vida. Então, imagine que 
você tem apenas duas horas disponíveis para estudo nesta semana. 
Você precisa pensar muito bem como vai aproveitar ao máximo esse 
tempo para não desperdiçá-lo. Para tanto, precisa criar um plano de 
ação e fazer um planejamento criterioso do que realmente é impor-
tante. Coloque em prática seu plano e colha os resultados! 
A prática ideal é estudar um pouco a cada dia. Então, distribua 
seus estudos ao longo do tempo como você sentir que terá um me-
lhor aproveitamento.
Outro ponto ao qual precisamos nos atentar quando falamos de 
gestão das atividades de estudo é a distração; por isso é tão impor-
tante a definição das metas e ações. Ao estabelecer suas metas por 
semana, planeje as ações necessárias, o prazo previsto para cada 
uma delas e, então, comece e conclua o que for proposto. 
Isso mesmo: não basta ter iniciativa, é necessário finalizar 
cada ação para ter resultado. Segundo Northedge (1998), 
quando definimos nossas tarefas, potencializamos nossa 
concentraçãode modo a finalizá-las. Depois de cumpri-
da uma ou algumas ações, é importante que você realize 
uma atividade que lhe seja prazerosa. Precisamos alimen-
tar nosso cérebro com práticas positivas, de modo a ajustar 
nosso pensamento visando à mudança de comportamentos e, 
consequentemente, à conquista dos resultados almejados. São ações 
A 
prática 
ideal é 
estudar um 
pouco a 
cada dia.
Planejando seu estudo 83
simples que vão ajudar você a manter o foco na sua meta e ser mais 
produtivo nos estudos. Como analisou Ribeiro (2012), algumas con-
dutas contribuem para sua produtividade:
• Deixe à mão todo material de que vai precisar para o estudo.
• Estude a disciplina de que mais gosta, mas não desconsidere 
as demais, procure equilibrar.
• Não estude para conseguir uma nota, estude para aprender.
• Para aprender é necessário ter interesse. Se você não se inte-
ressa por alguma disciplina, desperte esse interesse, procu-
rando mudar seu pensamento em relação a ela.
• Se tiver algum contratempo, por exemplo, um problema pes-
soal, não se culpe e procure resolvê-lo o quanto antes.
• Faça do livro, do ambiente virtual e dos outros materiais 
(como videoaulas) apenas guias de estudo e recursos de 
aprendizagem, pois construir conhecimentos é por sua con-
ta, independentemente da modalidade educacional.
• Organize no seu plano de ação não apenas tempo para o es-
tudo, mas contemple os quatro quadrantes apresentados na 
Figura 1 deste capítulo.
Desafie-se hoje a organizar seu plano de ações e segui-lo de 
modo contínuo. Busque estimular constantemente o seu perfil pro-
dutivo, inibindo os momentos de procrastinação ou mesmo de so-
brecarga. A continuidade e a qualidade são resultados do agir de 
modo equilibrado.
Apresentamos, no quadro a seguir, uma última sugestão 
para que você possa organizar sua semana de estudos. 
Preencha-o com as ações necessárias para que você atinja 
sua meta da semana.
Procrastinação: 
Ato de adiar, deixar 
para depois.
84 Estudar e aprender a distância
Se
m
an
a 
de
: _
__
 a
 _
__
 d
o 
m
ês
 d
e 
__
__
__
__
__
__
__
 d
o 
an
o 
de
 2
0_
_.
M
et
a:
A
çõ
es
 n
ec
es
sá
ria
s:
Se
gu
nd
a
Te
rç
a
Q
ua
rt
a
Q
ui
nt
a
Se
xt
a
Sá
ba
do
Do
m
in
go
M
an
hã
Planejamento da próxima semana
Ta
rd
e
N
oi
te
Planejando seu estudo 85
Ao definir a meta, organize suas ações para atingi-la dentro do 
seu tempo. Nesse exemplo, inclusive, previmos um dia da semana 
– domingo – para você fazer seus planejamentos. Iniciar uma sema-
na bem planejada potencializa seus resultados, pois você já começa 
cumprindo um desafio: a conscientização das ações necessárias.
No entanto, você pode estar se perguntando: e quanto aos impre-
vistos? E as interrupções? Eles sempre existirão, afinal, nossa vida 
não é – nem pode ser – inalterável. Mesmo assim, como vimos, cer-
tas atitudes podem contribuir para que você se mantenha concen-
trado por mais tempo, como desligar o celular ou colocá-lo no modo 
avião, fechar todas as abas da internet que não estejam relacionadas 
a seu estudo, evitar sair do ambiente de estudo para um cafezinho 
quando estiver no meio de uma atividade, definir horário para ler 
seus e-mails etc. Claro que pausas são saudáveis, mas elas também 
precisam ser planejadas, e não aleatórias, para que não comprome-
tam negativamente seu resultado.
Barbosa (2011) explica que atividades como um lanche, uma 
breve caminhada ou até mesmo ver as redes sociais após a conclusão 
de uma ação são importantes, pois ninguém aguenta ficar mais de 
três horas concentrado. Contudo, as pausas não podem ser longas, 
ter bom senso é fundamental. Analise seu próprio ciclo de rendi-
mento e defina um ritual para potencializar seu estudo.
Considerações finais
Fazer a gestão do tempo é, na verdade, fazer a gestão de nossas 
próprias ações, rotinas, atividades. Não é um caminho fácil, mas o 
resultado é gratificante: com foco e determinação, você consegue 
selecionar o que realmente merece atenção no seu tempo e, conse-
quentemente, reduz seu nível de estresse, pois passa de uma con-
dição vulnerável e secundária à condição de protagonista da sua 
história. Isso não significa ser uma máquina programada, mas um 
86 Estudar e aprender a distância
agente ativo que define com autonomia o que é essencial para atingir 
os resultados que deseja nas diferentes áreas de sua vida.
Vimos que existem diferentes formas de considerar o próprio 
tempo, de organizar as ações, mas o essencial neste seu momento 
de formação é que você reconheça sua meta e ponha em prática a 
mudança de comportamento necessária para suas conquistas. 
Assim, selecione o que é importante e faça acontecer, mas não 
se cobre demais e não tenha receio de errar. Pense sistematicamente 
nos quatro quadrantes de sua vida e planeje de modo inteligente 
suas ações. Desse modo, o seu tempo para se dedicar a seus proje-
tos pessoais deixa de ser utopia e passa a ser uma escolha. Só pode 
administrar o tempo com qualidade quem escolhe assumir esse 
comportamento, mesmo que no início isso gere inseguranças.
É preciso praticar para mudar, ou de nada adiantará todo o co-
nhecimento que compartilhamos. Então, tenha foco e determinação, 
desconecte-se do que for circunstancial e urgente para conectar-se 
com o que realmente importa. Planejar e gerenciar suas ações é uma 
atitude virtuosa e sábia.
Atividade
Faça uma análise dos quadros que você preencheu nas pági-
nas 79 e 84 e avalie se você está usando seu tempo de forma 
produtiva ou se está desperdiçando tempo precioso. Escreva 
suas conclusões aqui e proponha formas de aproveitar me-
lhor seu tempo.
Planejando seu estudo 87
Referências
BARBOSA, C. A tríade do tempo. Rio de Janeiro: Sextante, 2011.
GUERALDI, Ronaldo. Foco na meta: redundância ou segredo da motivação. 
2014. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/
carreira/foco-na-meta-redundanciaou-o-segredo-da-motivacao/75748/>. 
Acesso em: 14 mar. 2018.
KELLER, G.; PAPASAN, J. A única coisa: o foco pode trazer resultados ex-
traordinários para sua vida. São Paulo: Novo Século, 2014.
NORTHEDGE, A. Técnicas para estudar com sucesso. Florianópolis: Ed. da 
UFSC, 1998.
RIBEIRO, M. A. de P. Técnicas de aprender: conteúdos e habilidades. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.
5
Técnicas para construção 
 do conhecimento
Chegamos ao último capítulo de nosso livro. Como já deve ter fi-
cado claro a você, o maior desafio não é estudar a distância, mas sim 
ter um compromisso com a sua formação diante da atual sociedade 
do conhecimento. Pensando nesse desafio contemporâneo, vamos 
compartilhar neste capítulo algumas técnicas para colaborar ainda 
mais com o seu aprimoramento intelectual. Os conhecimentos aqui 
partilhados são também ensinamentos para a sua vida. Vamos ini-
ciar? Bom estudo!
5.1 Rotina diária de estudo
O que significa para você ter uma rotina? E pensar 
em rotina diária? Esse pensamento o conforta ou lhe 
causa algum desconforto?
Ter uma rotina não significa ter um “dia chato”. A palavra roti-
na, na sua essência, significa ter um caminho habitual. Ou seja, é 
acordar e saber o que é importante para hoje: por exemplo, iniciar 
o dia levando o filho à escola, ir para o serviço e, ao retornar para 
casa, saber da relevância de estar às 20h (ou outro horário deter-
minado) no seu local de estudo. Perceba que ter uma rotina diária 
de estudo não significa estudar o dia todo. Principalmente quan-
do se trata de educação a distância, em que se trabalha com uma 
flexibilidade temporal e geográfica, você tem a oportunidade 
90 Estudar e aprender a distância
de construir sua própria rotina. Porém, fique atento: se você não 
souber dosar essa flexibilidade, isso pode se tornar uma armadilha 
sabotadora da sua formação.
Portanto, lembre-se de utilizar a técnica SMART, da qual falamos 
no capítulo anterior, para definir suas metas, e de focar no que você 
planejou para sua vida no curto, médio e longo prazos. Defina as 
ações importantes e com basenelas organize uma rotina diária que 
o aproxime dos resultados desejados. Esse movimento deve envolver 
elementos dos diferentes quadrantes que vimos no capítulo anterior 
– pessoal, profissional, qualidade de vida e relacionamento –, perfa-
zendo a trajetória ilustrada na Figura 1.
Figura 1 – Rumo à construção da rotina diária
Definição de meta
Caminhada com foco
Celebração do resultado
Fonte: Elaborada pela autora.
Supondo que o resultado que você deseja para daqui a 5 anos 
é ter reconhecimento profissional na sua área de atuação, que lhe 
permita um bom ganho financeiro, além de manter o equilíbrio en-
tre os quadrantes que integram uma vida saudável, você precisará 
contemplar com atenção os aspectos relacionados à sua formação 
acadêmica e ao desenvolvimento de competências, certo? Pois bem, 
para isso a sua rotina diária deve incluir tempo para aprender.
No processo de aprendizagem presencial a rotina inclui, no horá-
rio definido, o deslocamento até a instituição de ensino e tempo gasto 
nesse local. Não é diferente na educação a distância (EaD), ou seja, 
como já destacamos anteriormente, é importante, dentro da sua 
Técnicas para construção do conhecimento 91
rotina, definir um horário e local para estudar. Lembre-se de que boas 
condições de estudo potencializam o interesse e a concentração. 
Como vimos, é necessário que você disponha de ferra-
mentas que contribuam com seu momento de estudo, como 
bloco de anotações, lápis e caneta, livros relevantes e compu-
tador com conexão à internet para acessar sua sala de aula 
virtual, onde estará disponível todo o material de estudo, 
como livro didático e outros recursos, como videoaulas e 
textos de apoio, de acordo com o que sua faculdade oferece. 
Depois, organize os materiais no seu local de estudo, para que 
você não perca tempo procurando a folha com as anotações sobre a 
aula anterior, por exemplo.
Tomadas essas providências, é importante que você faça o mapea-
mento do que tem para estudar, ou seja, as disciplinas e/ou conteúdos 
que são necessários estudar esta semana, por exemplo. Essa definição 
deve ser baseada nos seus limites e potencialidades reais. Não adianta 
pensar que hoje vai estudar 100 páginas de conteúdo, e realizar 20 
questões de atividades. Isso não é verdadeiramente viável, mesmo que 
você não tenha outros compromissos.
Identifique também a possibilidade de estudar determinado 
conteúdo/tema com um colega ou grupo. Estudar a distância não 
significa estar distante; você pode utilizar recursos digitais para fazer 
reuniões on-line, ou até mesmo marcar um encontro para estudar 
uma temática com colegas que morem em sua região. Quando estu-
damos em grupo, aprendemos e ensinamos – logo, potencializamos 
nosso processo educacional.
Ainda nessa reflexão sobre a relevância da rotina, indicamos que 
você comece seu estudo pelo tema ou atividade mais importante da 
semana. Para simplificar esse processo, organizamos a Figura 2:
Estudar a 
distância não 
significa estar 
distante.
92 Estudar e aprender a distância
Figura 2 – Guia para construção de uma rotina diária de estudo
Recursos 
de apoio
Material de 
estudo
Forma 
de estudo
Mapeamento 
das 
prioridades
Início 
pelo mais 
importante
Local 
de estudo
Horário 
de estudo
Fonte: Elaborada pela autora.
Neste momento, provavelmente você se lembre de um princípio 
básico para estudar a distância que abordamos ao longo deste livro: 
a independência no estudo, ou seja, a autonomia, a autogestão, a 
autossuficiência e a liberdade, entre outras definições que você pode 
estar pensando. Ser independente é ter liberdade ao mesmo tempo 
em que se tem responsabilidade. O que quer dizer que somos nós 
os responsáveis pelo nosso resultado. Nesse sentido, algumas dicas 
importantes para o processo de aprendizagem são:
Técnicas para construção do conhecimento 93
• Antes de iniciar qualquer ação de estudo, limpe sua mente. Para 
isso, resolva antes questões urgentes, mas não se esqueça das 
atividades importantes.
• Identifique sua melhor forma de estudo. Ler em voz alta, 
fazer anotações ou construir mapas mentais, como vamos 
ver no próximo item, contribui para potencializar a sua 
aprendizagem.
• Realize as atividades de aprendizagem sempre que possível 
ao concluir o estudo de um conteúdo específico, pois assim 
você não perde tempo tendo de ler tudo outra vez para fazer 
os exercícios.
• Não deixe as atividades para a última hora. No seu planeja-
mento, organize-as sempre com antecedência mínima de 24 
horas antes da data de entrega, pois imprevistos acontecem e 
evite procrastinar. Faça da sua rotina planejada um compor-
tamento prazeroso para que este se torne o quanto antes um 
hábito que vale a pena ser vivido dia a dia.
• Procure conhecer seus mediadores: pode ser o professor, o 
tutor, o coordenador. Estudar a distância não é estar sozinho. 
Então não hesite em consultar a equipe responsável por me-
diar informações e conhecimentos.
• Esteja preparado e assuma o estudo com disciplina e proa-
tividade. Acesse o ambiente virtual, conheça o objetivo da 
disciplina, analise o cronograma, navegue pelo curso e parta 
para a ação.
Ficou simples agora organizar a sua rotina diária? Então não se 
esqueça de se planejar o quanto antes, considerando todos os itens 
que destacamos até aqui. Para fazer isso, você pode, inclusive, mon-
tar um quadro e trabalhar com Post-it®, como ilustra a Figura 3.
94 Estudar e aprender a distância
Figura 3 –Organizando a rotina de estudos
W
av
eb
re
ak
m
ed
ia
/i
St
oc
kp
ho
to
Outro recurso que também ajuda muito nesse processo de or-
ganização, bem como no processo de aprendizagem, são os mapas 
mentais e conceituais. Veja a seguir.
5.2 Mapas mentais e conceituais
Ao tratar sobre mapas mentais e conceituais, podemos fazer uma 
analogia com neurônios que se ramificam em suas diversas cone-
xões, as quais, por sua vez, ampliam-se a partir de uma ideia central. 
É um processo não linear, podendo seguir em diferentes direções. 
Para ajudar nessa compreensão, observe a Figura 4.
Figura 4 – Ligações neurais
kt
si
m
ag
e/
iS
to
ck
ph
ot
o
Técnicas para construção do conhecimento 95
Considerando essa estrutura neural, perceba que um mapa men-
tal ou conceitual nos permite criar associações de modo criativo e 
conectado em rede. Logo, essa construção pode ser realizada com 
palavras e imagens, abstrações que nos proporcionam o máximo 
de agilidade, em um processo fecundo de estudo e aprendizagem. 
Vamos entender esses dois principais conceitos de mapa para cons-
trução do conhecimento:
• Mapa conceitual: também é um método criativo de organi-
zar, conectar ou armazenar informações, só que especifica-
mente fazendo a relação entre conceitos. Segundo Moreira 
(2010, p. 11), “Mapas conceituais são diagramas de signifi-
cados, de relações significativas; de hierarquias conceituais, 
se for o caso. [...] não buscam classificar conceitos, mas sim 
relacioná-los e hierarquizá-los”.
• Mapa mental: método criativo de organizar, armazenar e 
priorizar um contexto por meio da associação de palavras ou 
imagens-chaves. Buzan (2009, p. 11) afirma que: “Assim como 
os seres humanos, o mundo natural está sempre mudando e 
se reproduzindo, sua estrutura de comunicação parece similar 
à nossa. Um mapa mental é uma ferramenta de pensamento 
projetada com base na eficiência dessas estruturas naturais”.
Não existe regra fixa para a construção de seu mapa mental ou con-
ceitual. O importante é que ele evidencie o significado que você atribui 
a uma realidade ou uma área conceitual, por exemplo. Isso significa 
dizer que você deve ser capaz de explicar o significado da relação que 
foi traçada no mapa. É justamente nesse movimento de construção e 
externalização de um conceito ou organização mental que está a grande 
riqueza dos trabalhos com mapas. Para você compreender claramente 
essa distinção, apresentamos as Figuras 5 e 6 a seguir.
96 Estudar e aprender a distância
Figura 5 – Exemplo de mapa conceitualsobre desnutrição
Ação anabólica
Diabetes
Menor atividade 
do pâncreas
Desnutrição
1. Educação
2. Centro de recuperação
3. Hospital-dia
Cardiopatias
Menor oxidação
Pressão 
diastólica alta
Perda de peso
Doenças
Baixa imunidade
Baixo crescimento
Morte
Diminuição da 
produção de 
insulina
Menor quociente
respiratório causa
devido
produz
combatida
produz
regula
leva
leva
Baixa 
estatura
Estresse
Alimentação 
errada
Mais cortisol
Fonte: Adaptado de CARABETTA JÚNIOR, 2013, p. 445.
Observe que, nessa figura de um mapa conceitual, partindo do 
conceito central de desnutrição, temos outras ligações conceituais. 
Essa relação é diferente da figura a seguir, que apresenta, com base 
no contexto das Constituições nacionais, o mapa mental de suas 
classificações e conceitualizações.
Técnicas para construção do conhecimento 97
Fi
gu
ra
 6
 –
 E
xe
m
pl
o 
de
 m
ap
a 
m
en
ta
l: 
D
ire
ito
 C
on
st
itu
ci
on
al
 –
 C
on
st
itu
iç
õe
s
C
on
st
itu
iç
ão
 
Fe
de
ra
l d
e 1
98
8
Pr
om
ul
ga
da
D
og
m
át
ic
a
Es
cr
ita
Rí
gi
da
A
na
lít
ic
a
Fo
rm
al
C
on
st
itu
iç
ão
C
on
ce
ito
C
ar
l S
ch
im
itt
D
ec
isã
o 
Po
lít
ic
a F
un
da
m
en
ta
l
Se
nt
id
o
Po
lít
ic
o
N
or
m
as
 co
m
 m
at
ér
ia
 co
ns
tit
uc
io
na
l
Fo
rm
a d
e E
st
ad
o,
 g
ov
er
no
 et
c.
Se
nt
id
o
M
at
er
ia
l 
N
or
m
as
 co
m
 fo
rm
a c
on
st
itu
ci
on
al
A
lte
ra
çã
o 
m
ai
s c
om
pl
ex
a
Se
nt
id
o
Fo
rm
al
Fe
rd
na
nd
 L
as
sa
le
So
m
a d
os
 fa
to
re
s r
ea
is 
de
 p
od
er
Se
nt
id
o
So
ci
ol
óg
ic
o
Se
nt
id
o 
Ju
ríd
ic
o
Ke
lse
n
Es
ca
lo
na
m
en
to
 d
e n
or
m
as
Es
cr
ita
C
os
tu
m
ei
ra
: n
ão
 es
cr
ita
Fo
rm
a
Si
nt
ét
ic
as
: s
uc
in
ta
s
A
na
lít
ic
as
: a
m
pl
itu
de
 d
e t
em
as
Ex
te
ns
ão
M
at
er
ia
l
Se
nt
id
o
Fo
rm
al
C
on
te
úd
o
O
ut
or
ga
da
s: 
Im
po
st
as
Pr
om
ul
ga
da
s: 
vo
ta
da
s
O
rig
em
M
od
o 
de
 el
ab
or
aç
ão
D
og
m
át
ic
as
H
ist
ór
ic
as
A
lte
ra
çã
o 
m
ai
s c
om
pl
ex
a 
qu
e a
s n
or
m
as
 n
ão
 co
ns
tit
uc
io
na
is
So
m
en
te
 p
ar
te
 co
m
 
al
te
ra
çã
o 
m
ai
s c
om
pl
ex
a
M
es
m
o 
pr
oc
ed
im
en
to
 d
e 
al
te
ra
çã
o 
qu
e a
s d
em
ai
s n
or
m
as
A
lte
ra
bi
lid
ad
e
Se
m
i-R
íg
id
as
Rí
gi
da
s
Fl
ex
ív
ei
s
C
la
ss
ifi 
ca
çã
o
Fo
nt
e:
 N
U
N
ES
, 2
00
7.
98 Estudar e aprender a distância
Podemos então dizer que o mapeamento é uma estratégia que 
pode ser utilizada para qualquer área do conhecimento, tanto no 
processo de ensinar, quanto no processo de estudar e aprender. Sua 
construção valoriza a estrutura cognitiva de quem o elabora – seu 
autor –, que, além de construí-lo, deve saber explicar sua represen-
tação, pois se trata de uma interpretação pessoal e esquemática do 
conteúdo. Dessa forma, para um mesmo conteúdo ou situação, po-
demos ter mapas diferentes.
Para construir um mapa – mental ou conceitual –, você deve 
seguir três passos básicos:
1. Definir um elemento/tema central.
2. Descrever os elementos envolvidos.
3. Fazer a conexão dos elementos explicitados, por exemplo, por 
meio de setas, com linearidade ou cruzamento.
A esta altura, você já deve ter imaginado diferentes maneiras de 
construção do seu mapa de atividades e/ou conceitos. Então, vamos 
exercitar? Experimente agora construir um mapa de conceitos sobre 
estudar e aprender a distância. Para tanto, organize e destaque os 
principais temas que apresentamos, descreva os conceitos envolvi-
dos e faça as devidas conexões. Você pode tomar por base o mapa 
mental de nossa organização, ilustrada na Figura 7.
Figura 7 – Mapa mental: estudar e aprender a distância
Anotações 
/PesquisaAtividades
Videoaula ou 
outro recurso
Discussão 
no fórum
Estudar e aprender
Livro e outros 
textos
Fonte: Elaborada pela autora.
Técnicas para construção do conhecimento 99
Nessa representação breve, o mapa mental indica que estudar e 
aprender na EaD envolve ler diferentes materiais, fazer as atividades 
de aprendizagem, participar em fóruns de discussão, fazer anotações 
e pesquisas sobre os conteúdos e assistir às videoaulas ou utilizar 
outros recursos oferecidos pela faculdade. Para a videoaula e a leitu-
ra, por exemplo, considera-se a necessidade de se fazer anotações, 
que, por sua vez, irão contribuir com a realização das atividades e 
com a discussão no fórum. Lembre-se: esse é apenas um exemplo; a 
construção do mapa mental, assim como do mapa conceitual, é de 
entendimento e organização individuais, não há certo ou errado.
Outra ação interessante é organizar a própria rotina diária de 
estudo por meio de um mapa mental. Considere a organização 
que você fez no item anterior (5.1) e transforme-a num mapa. 
Esse exercício vai contribuir para uma melhor visualização do 
planejamento e gestão que você propôs para sua rotina. Para 
construí-lo, você pode pegar papel e canetas coloridas ou, ain-
da, utilizar softwares específicos1 para esse fim. Temos certeza 
de que você vai gostar dessa experiência de representar grafi-
camente as conexões, tendo por base conceitos prévios ou sua 
organização pessoal. Observe que, como instrumentos, ambos 
os mapas que apresentamos, conceitual e mental, dão grande 
visibilidade aos contextos que você deseja esclarecer.
5.3 Autoavaliação
Em nosso último item, vamos tratar sobre o processo de au-
toavaliação. Para iniciar, queremos deixar claro que avaliar não 
é punir, e sim examinar, verificar – em nosso contexto, verifi-
car a aquisição de novos conhecimentos. Independentemente da 
1 Experimente, por exemplo, o CmapTools, que é de acesso gratuito e permite que 
você faça seus mapeamentos sem a necessidade de estar on-line. Disponível no link: 
<https://cmaptools.softonic.com.br/>. Outras opções gratuitas são o Coggle, disponí-
vel em: <https://coggle.it>, e o MindMeister, disponível em: <https://www.mindmeister.
com/pt/>. Acesso em: 23 mar. 2018.
A construção 
do mapa mental 
ou do mapa 
conceitual é de 
entendimento 
e organização 
individuais, não há 
certo ou errado.
100 Estudar e aprender a distância
modalidade de ensino, quem se dispõe a estudar e aprender será 
avaliado, e tal avaliação tem como objetivo maior o processo de 
formação e desenvolvimento de competências.
Aprendemos todo dia algo novo, muitas vezes sem ter cons-
ciência disso – e, por essa razão, não fazemos uma autoavaliação. 
Lembre-se de você mesmo há cinco anos e diga: o que há de novo 
na sua atuação, na sua postura de vida, em comparação com aquela 
época? Autoavaliar-se é isso. Em geral não fazemos isso diariamen-
te, mas, quando paramos para nos analisar, conseguimos observar 
sempre novas conquistas, novos comportamentos que decorrem do 
processo contínuo de desenvolvimento e aprendizagem.
Aqui estamos abordando especificamente a sua nova postura 
como aluno. Por isso, destacamos a avaliação formativa, uma ava-
liação que você mesmo faz para identificar o seu nível de aprovei-
tamento do ensino proposto. É importante, à medida que você co-
meça a tomar consciência desse movimento, observar atentamente 
seu processo de aprendizagem. Por exemplo: até aqui, o que você 
aprendeu com este livro? Você tem feito anotações dos tópicos mais 
importantes para poder relê-los depois?
Falar em autoavaliação do processo de aprendizagem é averiguar 
o próprio processo de sair do papel de decodificador e passar a atuar 
como real leitor. Por meio da compreensão de conceitos e contextos 
nos apropriamos das novas informações compartilhadas e as inter-
nalizamos. Quando nos tornamos conscientes desse processo de 
desenvolvimento, fatores como a motivação pelo estudo também 
são estimulados, uma vez que passamos a perceber nosso progresso 
em direção aos resultados. Esse não é um processo que se limita 
à nossa mente, pois nos leva adiante por meio de uma força nova, 
denominada conhecimento, da qual nos apropriamos.
Técnicas para construçãodo conhecimento 101
Uma dica para a autoavaliação do seu processo de estudo e 
aprendizagem na modalidade a distância é, tão logo conclua uma 
leitura, questionar-se: o que aprendi? Por exemplo, estamos falando 
aqui de autoavaliação. Nosso objetivo é que você compreenda a re-
levância do processo de autoavaliação quando o assunto é estudar e 
aprender a distância. Então, perguntamos: o que é autoavaliar? Por 
que realizar uma autoavaliação é importante? Observe que saber 
responder a essas questões significa que você aprendeu o que pro-
pomos neste item.
Para contribuir com essa nossa discussão, apresentamos, no 
Quadro 1, um teste proposto por Ribeiro (2012, p. 25-28) para fazer 
a autoavaliação do processo de estudo. Tenha claro, como apontamos 
no início deste item, que se autoavaliar é se conhecer, que, por sua vez, 
é ter a oportunidade de refletir sobre os próprios atos e modificá-los 
sempre que necessário. Diante dessa clareza, convidamos você a rea-
lizar o teste com sinceridade, afinal, o beneficiado será você mesmo. 
Marque um X na coluna que melhor corresponder à frequên-
cia com que ocorre cada questão apresentada.
a) Técnica para ler e tomar apontamento
Questões Si
m
N
ão
À
s 
ve
ze
s
1. Tenho que reler um texto várias vezes para entendê-lo?
2. É difícil perceber os pontos mais importantes?
3. Procuro no dicionário as palavras que desconheço?
4. Reviso a matéria estudada?
5. Quando anoto o que o professor disse [na videoaula], perco 
algo que ele está dizendo?
(Continua)
102 Estudar e aprender a distância
b) Hábitos de concentração
Questões Si
m
N
ão
À
s 
ve
ze
s
1. É difícil concentrar-me no que estou estudando? Depois que 
termino não sei o que li?
2. Tenho a tendência de “sonhar” quando estou estudando?
3. Demoro muito para acordar e estar pronto para o estudo?
4. Tenho que estar inspirado para poder começar a estudar e, por 
conta disso, perco muito tempo?
5. Assisto à TV ou uso o computador antes de começar a estudar?
c) Distribuição de tempo e relações sociais durante o estudo
Questões Si
m
N
ão
À
s 
ve
ze
s
1. As horas parecem curtas para concentrar-me ou sentir-me 
com vontade de estudar?
2. Meu tempo não está bem distribuído? Dedico muito tempo para 
algumas coisas e pouco tempo para outras?
3. Minhas horas de estudo são interrompidas por telefonemas, 
visitas e barulhos que me distraem?
4. Tenho dificuldades em concluir um trabalho no prazo certo, por 
isso ele fica por terminar ou malfeito ou em atraso?
5. Não consigo estudar sozinho, só com os outros?
6. Gosto muito de “ficar sem fazer nada” e isso perturba meus 
estudos?
7. Antes de estudar em grupo, procuro estudar a matéria sozinho?
8. Ocupo muito do meu tempo vendo TV, lendo ou dormindo?
9. Minha vida social é muito intensa: festas, passeios e encontros? 
Tenho pouco tempo para estudar?
(Continua)
Técnicas para construção do conhecimento 103
d) Hábitos e atitudes gerais de estudo
Questões Si
m
N
ão
À
s 
ve
ze
s
1. Fico nervoso nas provas: “dá um branco”, esqueço 
tudo e não consigo dizer ou escrever o que aprendi?
2. Antes de começar a escrever uma redação ou prova 
subjetiva, preparo mentalmente o que vou responder?
3. Termino minhas provas escritas rapidamente e entre-
go-as sem revisar o que fiz?
4. Procuro entender cada ponto da matéria à medida que 
vou estudando, para não ter que voltar atrás a fim de 
esclarecer pontos duvidosos?
5. Trato de relacionar os assuntos que se estuda em 
uma matéria com outros de diferentes matérias?
6. Procuro resumir, classificar e sistematizar os fatos 
aprendidos, associando-os com matérias e fatos que 
estudei anteriormente?
7. Trato de estudar apenas o indispensável para o teste?
8. Quando preciso de conhecimento das matérias bási-
cas que já estudei, tenho a impressão de que não sei 
mais nada?
9. Antes de começar a fazer as provas, leio cuidadosa-
mente as instruções?
10. Quando não gosto de uma matéria ou de um profes-
sor, não consigo estudar o assunto?
11. Sinto-me sempre cansado, com sono ou indiferente 
para assimilar os assuntos?
12. Deixo para estudar na véspera da prova e me sinto su-
focado com a quantidade de assuntos?
Fonte: RIBEIRO, 2012, p. 25-28.
Depois de responder às questões do teste, anote sua pontuação 
de acordo com o quadro a seguir.
104 Estudar e aprender a distância
(A) (B) (C) (D)
Q
ue
st
õe
s
Si
m
N
ão
Às
 v
ez
es
Si
m
N
ão
Às
 v
ez
es
Si
m
N
ão
Às
 v
ez
es
Si
m
N
ão
Às
 v
ez
es
01 1 3 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2
02 1 3 2 1 3 2 1 3 2 3 1 2
03 3 1 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2
04 3 1 2 1 3 2 1 3 2 3 1 2
05 1 3 2 1 3 2 1 3 2 3 1 2
06 3 1 2 1 3 2 1 3 2 3 1 2
07 3 1 2 1 3 2
08 1 3 2 1 3 2
09 1 3 2 3 1 2
10 1 3 2
11 1 3 2
12 1 3 2
Fonte: RIBEIRO, 2012, p. 25-28.
Agora some todos os pontos obtidos e analise seu resultado de 
acordo com os grupos apresentados a seguir (RIBEIRO, 2012): 
Resultado:
Grupo 1: de 32 a 64 pontos – Você precisa reorganizar horários e forma de 
estudo. A distribuição está inadequada ou a metodologia não é adequada ao seu 
perfil. Reveja seu plano de ações diárias e suas estratégias de aprendizagem.
 Grupo 2: de 35 a 80 pontos – Você tem bons elementos na sua forma de estu-
dar, mas ainda pode melhorar seus hábitos, pois a qualquer momento pequenos 
pontos podem comprometer o resultado que tanto deseja. Analise os pontos 
limitantes e busque a mudança de comportamento necessária.
Grupo 3: 81 ou mais pontos – Parabéns, você está com bons hábitos de apren-
dizagem, o que favorece a construção de novos conhecimentos e potencializa 
a sua ação de estudar e aprender a distância. Continue assim, dedicando-se ao 
máximo ao seu objetivo, e o resultado será garantido!
Técnicas para construção do conhecimento 105
Para concluir, queremos deixar claro que são várias as formas 
de autoavaliação. Além do teste de Ribeiro (2012), que pode contri-
buir com um primeiro diagnóstico, outra forma interessante é por 
meio de uma análise crítica, realizada ao fim de uma temática ou 
disciplina, observando sua desenvoltura na construção de um mapa 
conceitual ou mental baseado no seu estudo e aprendizagem na mo-
dalidade a distância.
Moreira (2010) corrobora essa ideia ao afirmar que a aprendiza-
gem significativa implica em atribuir significado à matéria de ensino 
e, nesse sentido, o mapa conceitual permite a abstração e conexão da 
estrutura conceitual estudada, podendo ser utilizado como um meio 
de autoavaliação da aprendizagem. Naturalmente, se você se propõe 
a estudar, tem a intenção de adquirir conhecimento. Sendo assim, seu 
mapa também é uma ferramenta que lhe permite avaliar sua aprendi-
zagem. Portanto, não se esqueça de examinar periodicamente como 
anda seu progresso na aprendizagem e sua postura em relação a seus 
estudos. O autoconhecimento é uma estratégia para a vitória!
Considerações finais
Vimos, ao longo deste livro, que existem várias maneiras de es-
tudar e aprender. Destacamos que o maior desafio desse movimento 
de construção do conhecimento na educação a distância diz respeito 
à autonomia, que tanto pode resultar em sucesso, colocando-o no 
papel de protagonista da sua história acadêmica, como pode sabo-
tá-lo, se você não tiver proatividade. Isso quer dizer que estudar e 
aprender depende de você.
Assim, identifique o que é essencial para assimilar novos conheci-
mentos, por exemplo, ler e anotar, agrupar conteúdos por significado, 
utilizar mapas mentais ou conceituais, realizar o planejamento das 
atividades num espaço de tempo semanal, mensal, trimestral, entre 
outros. O essencial é que você reconheça a relevância da sua formação 
para o desenvolvimento de competências e a construção de novas 
106 Estudar e aprender a distância
oportunidades em sua vida. Dessa forma, torna-se imperativo estudar 
e aprender constantemente novos conceitos e pontos de vista e ter no-
vas experiências – e isso não se limita ao contexto acadêmico.
Por fim, não se esqueça de buscar sua melhor forma de estudar e 
aprender, afinal, você é únicoe, desse modo, esse processo deve con-
dizer com suas próprias características e sua realidade. O importante 
é seguir em frente e não desistir diante dos contratempos. Então, re-
flita sobre todos os conhecimentos que compartilhamos aqui e faça 
dessa experiência de formação a possibilidade para projetar sua vida 
nos diferentes quadrantes que ela contempla: pessoal, profissional, 
qualidade de vida e relacionamentos.
Atividade 
Com base nos resultados do questionário da página 101, es-
creva um texto avaliando seus hábitos de estudo e o que pre-
cisa fazer para melhorá-los e aproveitar ao máximo o curso 
que está fazendo.
Técnicas para construção do conhecimento 107
Referências
BUZAN, T. Mapas mentais: métodos criativos para estimular o raciocínio e 
usar ao máximo o potencial do seu cérebro. Rio de janeiro: Sextante, 2009.
CARABETTA, J. V. A utilização de mapas conceituais como recurso di-
dático para a construção e interrelação de conceitos. Revista Brasileira de 
Educação Médica, n. 37, v. 3, p. 441-447, 2013. Disponível em: <http://www.
scielo.br/pdf/rbem/v37n3/17.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2018.
KEIDANN, G. l. Utilização de mapas mentais na inclusão digital. In: 
EDUCOM SUL: Educomunicação e Direitos Humanos, 2., 27-28 jun. 2013, 
Ijuí, RS. Anais... Santa Maria: Ed. da UFSM, 2013. Disponível em: <http://
coral.ufsm.br/educomsul/2013/com/gt3/7.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2018.
MOREIRA, M. A. Mapas conceituais e aprendizagem significativa. São 
Paulo: Centauro, 2010.
NORTHEDGE, A. Técnicas para estudar com sucesso. Florianópolis: Ed. da 
UFSC, 1998.
NUNES, M. L. Mapa mental de Direito Constitucional. 2007. Disponível em: 
<http://www.diegomacedo.com.br/tag/direito/page/3?print=print-page>. 
Acesso em: 23 mar. 2018.
RIBEIRO, M. A. de P. Técnicas de aprender: conteúdos e habilidades. 
Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.
Código Logístico
57319
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-85-387-6425-0
9 788538 764250
ESTUDAR E APRENDER A DISTÂNCIA
Andreza Regina Lopes da Silva
Andreza Regina Lopes da Silva
Nestas páginas, vamos conversar sobre um tema 
de extrema relevância para o seu sucesso aca-
dêmico: como estudar e aprender a distância. 
Você conhecerá algumas técnicas de estudo e 
dicas para se organizar, sempre buscando o apri-
moramento pessoal. O objetivo desta obra é fazer 
com que você entenda que o principal responsável 
pelo seu aprendizado é você mesmo e que é pre-
ciso agir com foco e determinação para alcançar 
resultados satisfatórios e sucesso na sua jornada.

Mais conteúdos dessa disciplina