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Direito Administrativo (66)

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PREPARATÓRIO PARA OAB
Professora: Dra. Renata Aguiar
DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO 13 AULA 1
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO
Coordenação: Dr. Carlos Toledo
01
O Controle da Administração Pública
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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Tema 1 - Controle interno
Tema 2 - Breves comentários sobre a lei de improbidade administrativa
Tema 3 - Controle externo
Tema 4 - Controle parlamentar
Tema 5 - Controle exercido pelo Tribunal de Contas
Tema 6 - Controle jurisdicional
O tema a ser tratado diz respeito ao controle da Administração Pública, como ele é realizado e quem pode 
exercê-lo. A Administração Pública, no exercício de suas atividades, fica sujeita aos controles interno e 
externo.
Quando se diz que o Poder Público se submete ao controle interno, estamos nos referindo àquele controle 
que é realizado pelos órgãos da própria Administração, e que pertencem ao Poder Executivo.
Por outro lado, além do controle interno, a Administração Pública se submete também ao controle externo, 
realizado pelos Poderes Legislativo e Judiciário.
É importante que haja esse controle, tanto interno quanto externo, para garantir que a Administração Pública 
atenda sempre aos princípios que orientam e norteiam toda a atividade administrativa.
É através do controle que se verifica se um ato praticado atende ao princípio da legalidade, da moralidade, 
da motivação, dentre outros igualmente importantes.
Os cidadãos também participam desse controle, porque dispõem de certos instrumentos de ação que lhe 
foram conferidos pela Constituição Federal, e que lhes possibilitam não apenas a defesa de seus interesses 
individuais contra os atos da Administração Pública, mas também a proteção do interesse coletivo. 
Além desse, há ainda o controle exercido pelo Ministério Público, instituição cada vez mais atuante nessa 
participação.
Nesse contexto, é importante mencionar a Lei nº 8.429, de 02/06/1992, a qual enumera uma série de 
condutas qualificadas como atos de improbidade administrativa, sujeitando o agente às conseqüências 
gravosas ali previstas. Trata-se de norma cuja leitura é essencial para as provas.
Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o controle da Administração Pública "é o poder de fiscalização e 
correção que sobre ela exercem os órgãos dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, com o objetivo de 
garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico."
Aula 1
02
Ainda em relação ao controle interno, o próprio art. 74 da Constituição Federal prevê que a Administração 
deverá exercê-lo sobre seus próprios atos, o que significa que ela realiza auditorias, verifica a legalidade na 
aplicação do dinheiro público e auxilia o Tribunal de Contas.
Como aqui a Administração Pública tem o dever de fiscalizar e corrigir sua própria atuação, sob os aspectos 
de legalidade e de mérito, dizemos que o controle interno decorre do poder de autotutela, que permite ao 
Estado rever os próprios atos, quando ilegais, inconvenientes ou inoportunos, até porque a atividade 
administrativa é infra-legal, devendo obediência sobretudo ao princípio da legalidade e da supremacia do 
interesse público.
Passemos agora a verificar os aspectos importantes do controle externo da Administração. Quem realiza 
controle externo são os Poderes Legislativo e Judiciário.
Como ensina Celso Antonio Bandeira de Mello, o controle externo compreende o controle parlamentar 
direto, o controle exercido pelo Tribunal de Contas e o controle jurisdicional.
Primeiramente, em relação ao controle parlamentar direto, temos que é aquele exercido diretamente pelo 
Congresso Nacional, porque assim está autorizado pelo art. 49, X, da Constituição Federal.
Claro que, como se trata de uma interferência do Legislativo nos atos do Poder Executivo, esta somente se 
justifica quando estiver limitada às hipóteses previstas na Constituição Federal.
Assim, o Poder Legislativo tem legitimidade para controlar os atos do Poder Executivo nas seguintes 
hipóteses:
1) Art. 49, V, da CF. 
2) Art. 50 da CF. 
3) Art. 50, parágrafo 2º, da CF. 
4) Art. 58 e parágrafos da CF. 
5) Arts. 49 e 52 da CF. 
6) Arts. 85 e 86 da CF.
Através dessas várias hipóteses mencionadas há a ingerência do Legislativo no Poder Executivo, porque 
assim autorizado pela Constituição. 
 Di Pietro, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 18ª edição. São Paulo, Atlas, 2005, pág. 637.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”
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A outra forma de controle externo aos atos da Administração é aquela exercida pelo Tribunal de Contas, que 
vai se basear, sobretudo, no controle financeiro.
Conforme dispõe o art. 70 da Constituição Federal, o Congresso Nacional possui competência para realizar 
o controle externo da administração direta e indireta, devendo exercer a fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial na esfera federal. Para isso, o Legislativo é auxiliado por este 
importante órgão: o Tribunal de Contas da União.
Nas esferas estadual e municipal, o Legislativo também é auxiliado pelos Tribunais de Contas estaduais, 
assim como pelos Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver.
Todas as pessoas políticas, quer dizer, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, bem como 
também as entidades da administração direta e indireta, assim como qualquer pessoa física ou entidade 
pública que de qualquer forma administre bens e valores públicos, submetem-se a esse controle.
É interessante destacar que qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para 
denunciar irregularidades ao Tribunal de Contas.
No que se refere ao estudo do controle jurisdicional exercido sobre a Administração Pública, o próprio art. 
5º, XXXV, da CF, expõe que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. 
Por isso, qualquer que seja o autor da lesão, não estará imune ao controle e poderá ter seus atos 
questionados pelas vias judiciais.
O Poder Judiciário pode examinar todos os atos da Administração Pública, mas sob o aspecto da legalidade 
e também da moralidade. Não há como o Judiciário invadir a seara de conveniência e de oportunidade, que 
é inerente ao mérito do ato administrativo, porque aqui somente a Administração Pública é que pode valorar. 
Por isso que sua atuação fica mesmo adstrita ao aspecto da legalidade do ato.
Quanto aos privilégios de que dispõe a Administração Pública, como parte no processo judicial, Maria Sylvia 
Zanella di Pietro enumera certas prerrogativas de que dispõe a Administração Pública, e que não são 
conferidas aos particulares.
1) Juízo privativo. 
2) Prazos dilatados. 
3) Duplo grau de jurisdição. 
4) Processo especial de execução. 
5) Prescrição qüinqüenal. 
6) Despesas judiciais.
7) Restrições à concessão de liminar e de tutela antecipada. 
8) Restrições à execução provisória. 
São cabíveis, para questionar os atos praticados pela Administração, o "habeas corpus", o mandado de 
segurança, o "habeas data", o mandado de injunção, a ação popular, a ação civil pública, e a ADIN (ação 
direta de inconstitucionalidade).
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