Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CANI
TÉCNICO EM ÓPTICA
Imperador
Typewritten text
LEGISLAÇÃO 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
1. DECRETOS E LEIS 
2. ARTIGO - DENTRO OU FORA DA ÓPTICA? 
3. ASPECTOS RELEVANTES 
4. ROTEIRO DE AUTO-INSPEÇÃO DE ÓPTICAS - MODELO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
1. DECRETOS E LEIS 
 
 
A classe óptica passa por uma 
intensa mudança no âmbito 
educacional e político. Estas 
mudanças, de uma forma ampla, 
contribuem para o 
desenvolvimento profissional e 
social de nossa óptica. Diante 
disso, torna-se de extrema 
importância o conhecimento das 
leis que oficializam a nossa 
profissão em um mercado 
competitivo e, sem nenhuma sombra de dúvida, importante em todo 
processo de saúde visual. 
 
DECRETO Nº 20.931, DE 11 DE JANEIRO DE 1932 
 
Regula e fiscaliza o exercício da medicina, da odontologia, da medicina veterinária e 
das profissões de farmacêuticos, parteira e enfermeira, no Brasil, e estabelece penas. 
 
O Chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, de 
conformidade com o art. 1º do decreto n.º 19.398, de 11 de novembro de 1930, 
DECRETA: 
 
 Art. 1º O exercício da medicina, da odontologia, da medicina veterinária e das 
profissões de farmacêutico, parteira e enfermeiro, fica sujeito à fiscalização na forma 
deste decreto. 
 
 Art. 2º Só é permitido o exercício das profissões enumeradas no art. 1º, em qualquer 
ponto do território nacional, a quem se achar habilitado nelas de acordo com as leis 
federais e tiver titulo registado na forma do art. 5º deste decreto. 
 
 Art. 3º Os optometristas, práticos de farmácia, massagistas e duchistas estão 
também sujeitos à fiscalização, só podendo exercer a profissão respectiva si provarem a 
sua habilitação a juízo da autoridade sanitária. 
 
 Art. 4º Os graduados por escolas ou universidades estrangeiras só podem exercer a 
profissão após submeterem-se a exame de habilitação, perante as faculdades 
brasileiras, de acordo com as leis federais em vigor. 
 
3 
 
 
 Art. 5º É obrigatório o registo do diploma dos médicos e demais 
profissionais a que se refere o art. 1º, no Departamento Nacional de Saúde Pública e na 
repartição sanitária estadual competente. 
 
 Art. 6º Os médicos e os cirurgiões dentistas são obrigados a notificar no primeiro 
trimestre de cada ano, à autoridade sanitária da localidade onde clinicarem ou, em sua 
falta, à autoridade policial, a sede dos seus consultórios ou residências, afim de serem 
organizados o cadastro médico e o cadastro odontológico local. 
 
 Art. 7º A Inspetoria de Fiscalização do Exercício da Medicina, do Departamento 
Nacional de Saúde Pública, fará publicar mensalmente no Diário Oficial a relação dos 
profissionais cujos títulos tiverem sido registados, organizando, anualmente, com as 
alterações havidas a relação completa dos mesmos. 
 
 Art. 8º As autoridades municipais, estaduais e federais só podem receber impostos 
relativos ao exercício da profissão médica, mediante apresentação de prova de se 
achar o diploma do interessado devidamente registado no Departamento Nacional de 
Saúde Pública e nas repartições sanitárias estaduais competentes. 
 
 Art. 9º Nas localidades, onde não houver autoridade sanitária, compete às 
autoridades policiais e judiciarias verificar si o profissional se acha devidamente 
habilitado para o exercício da sua profissão. 
 
 Art. 10. Os que, mediante anúncios ou outro qualquer meio, se propuserem ao 
exercício da medicina ou de qualquer dos seus ramos, sem título devidamente 
registado, ficam sujeitos, ainda que se entreguem excepcionalmente a essa atividade às 
penalidades aplicáveis ao exercício ilegal da medicina. 
 
 Art. 11. Os médicos, farmacêuticos, cirurgiões dentistas, veterinários, enfermeiros e 
parteiras que cometerem falta grave ou erro de oficio, poderão ser suspensos do 
exercício da sua profissão pelo prazo de 6 meses a 2 anos, e se exercem função 
pública, serão demitidos dos respectivos cargos. 
 
 Art. 12. A penalidade de suspensão será imposta no Distrito Federal pelo diretor 
geral do Departamento Nacional de Saúde Pública, depois de inquérito administrativo 
apreciado por três profissionais de notório saber e probidade, escolhidos um pelo 
ministro da Educação e Saúde Pública, um pelo diretor do Departamento Nacional de 
Saúde Pública e um pelo diretor 
do Departamento Nacional do 
Ensino, e nos Estados pelo 
respectivo diretor dos serviços 
sanitários, após inquérito 
administrativo procedido por uma 
comissão de três profissionais, 
escolhidos um pelo secretário do 
Interior do Estado, um pelo 
diretor do serviço sanitário e um 
 
4 
 
pelo juiz seccional federal. Em qualquer caso da aplicação da 
penalidade cabe recurso para o ministro da Educação e Saúde 
Pública. 
 
 
 Art. 13. Os que apresentarem oposição ou embaraço de qualquer ordem à ação 
fiscalizadora da autoridade sanitária, ou que a desacatarem no exercício de suas funções, 
ficam sujeitos a multa de 2:000$0 a 5:000$0, cobrável executivamente sem prejuízo da 
ação penal por desacato à autoridade, que poderá ter lugar por denúncia do Ministério 
Público, na Justiça Federal, ou por denuncia dos órgãos competentes da Justiça 
Estadual. 
 
 Art. 14. Podem continuar a clinicar nos respectivos Estados os médicos, cirurgiões 
dentistas e veterinários que na data da publicação do presente decreto forem portadores 
de diplomas expedidos por escolas reconhecidas e fiscalizadas pelos governos 
estaduais, bem como os médicos, cirurgiões dentistas e veterinários diplomados por 
faculdade estrangeiras, com mais de 10 anos de clinica no país, se comprovarem a 
idoneidade da escola por onde tenham se formado a juízo da autoridade sanitária. 
 
Do exercício da medicina 
 
 Art. 15. São deveres dos médicos: 
 
Notificar dentro do primeiro trimestre de cada ano à Inspetoria da Fiscalização 
do Exercício da Medicina no Departamento Nacional de Saúde Pública, no 
Distrito Federal, à autoridade sanitária local ou na sua ausência à autoridade 
policial, nos Estados, a sede do seu consultório ou a sua residência para 
organização do cadastro médico regional (art. 6º); 
 
Escrever as receitas por extenso, legivelmente, em vernáculo, neIas 
indicando o uso interno ou externo dos medicamentos, o nome e a residência 
do doente, bem como a própria residência ou consultório; 
 
Ratificar em suas receitas a posologia dos medicamentos, sempre que esta 
for anormal, eximindo assim o farmacêutico de responsabilidade no seu 
aviamento; 
 Observar fielmente as disposições regulamentares referentes às doenças de 
notificação compulsória; 
 
Atestar o óbito em impressos fornecidos pelas repartições sanitárias, com a 
exata causa mortis, de acordo com a nomenclatura nosologica internacional 
de estatística demografo-sanitaria; 
 Mencionar em seus anúncios somente os títulos científicos e a especialidade. 
 
 Art. 16. É vedado ao médico: 
 
 Ter consultório comum com indivíduo que exerça ilegalmente a medicina; 
 Receitar sob forma secreta, como a de código ou número; 
 Indicar em suas receitas determinado estabelecimento farmacêuticos, para as 
aviar; 
 Atestar o óbito de pessoa a quem não tenha prestado assistência medica; 
 Firmar atestados sem praticar os atos profissionais que os justifiquem; 
 
5 
 
 
Dar-se a práticas que tenham por fim impedir a concepção ou interromper a 
gestação, só sendo admitida a provocação do aborto e o parto prematuro, 
uma vez verificada, por junta médica, sua necessidade terapêutica; 
 
Fazer parte, quando exerça a clínica, de empresa que explore a indústria 
farmacêutica ou seu comércio. Aos médicos autores de fórmulas de 
especialidades farmacêuticas, serão, porém, assegurados os respectivos 
direitos, embora não as possam explorar comercialmente, desde que exerçam 
a clínica; 
 
Exercer simultaneamenteas profissões de médico e farmacêuticos quando 
formado em medicina e farmácia, devendo optar por uma delas, do que deve 
dar conhecimento, por escrito, ao Departamento Nacional de Saúde Pública; 
 
Assumir a responsabilidade de tratamento médico dirigido por quem não for 
legalmente habilitado; 
 
Anunciar a cura de doenças consideradas incuráveis segundo os atuais 
conhecimentos científicos; 
 
Assumir a responsabilidade como assistente, salvo nas localidades onde não 
houver outro médico, do tratamento de pessoa da própria família, que viva 
sob o mesmo teto, que esteja acometida de doença grave ou toxicomaníaca, 
caso em que apenas pode auxiliar o tratamento dirigido por médico estranho 
à família; 
 
Recusar-se a passar atestado de óbito de doente a quem venha prestando 
assistência médica, salvo quando houver motivo justificado, do que deverá 
dar ciência, por escrito, à autoridade sanitária; 
 
Manter a publicação de conselhos e receitas a consulentes por 
correspondência ou pela imprensa. 
 
 Art. 17. As associações religiosas ou de propaganda doutrinaria, onde forem dadas 
consultas medicas ou fornecidos medicamentos, ficam sujeitas, nas pessoas de seus 
diretores, ou responsáveis, às multas estabelecidas no regulamento sanitário e às 
penas previstas no Código Penal. 
 
 § 1º Sei alguém, não se achando habilitado para exercer a medicina, se valer de 
uma dessas associações para exercê-la, ficará sujeito às mesmas penalidades em que 
devem incorrer o diretor ou responsável. 
 
 § 2º Si qualquer associação punida na forma deste artigo, reincidir na infração, a 
autoridade sanitária ordenará, administrativamente, o fechamento da sua sede. 
 
 Art. 18. Os profissionais que se servirem do seu título para a prescrição ou 
administração indevida de tóxicos entorpecentes, além de serem responsabilizados 
criminalmente serão suspensos do exercício da sua profissão pelo prazo de um a cinco 
anos, e demitidos de qualquer cargo público que exerçam. 
 Parágrafo único. A aplicação da penalidade estabelecida neste artigo dependerá de 
condenação do infrator, salvo quando este houver sido autuado em flagrante no 
momento em que administrava o toxico. 
 
 
6 
 
 Art. 19. Não é permitido o uso continuado de entorpecentes no 
tratamento de doenças ou afecções para o qual sejam admissíveis 
ou recomendáveis outros recursos terapêuticos, salvo quando, em conferencia médica, 
na qual deve tomar parte a autoridade sanitária, ficar demonstrada a necessidade 
imprescindível do uso continuado de medicação dessa natureza. 
 
 Art. 20. O médico, cirurgião-dentista, ou veterinário que, sem causa plenamente 
justificada, prescrever continuadamente entorpecentes, será, declarado suspeito pela 
Inspetoria de Fiscalização do Exercício da Medicina, do Departamento Nacional de 
Saúde Pública, ou pela autoridade sanitária local, ficando sujeito seu receituário a 
rigorosa fiscalização. Verificadas nele irregularidades em inquérito administrativo, ser-
lhe-á cassada a faculdade de prescrever entorpecentes, sem prévia fiscalização da 
autoridade sanitária, ficando as farmácias proibidas de aviar suas receitas, sem o "visto" 
prévio da Inspetoria de Fiscalização do Exercício da Medicina, do Departamento 
Nacional de Saúde Pública, ou da autoridade sanitária local. 
 
 Art. 21. Ao profissional que prescrever ou administrar entorpecentes para 
alimentação da toxicomania será cassada pelo diretor geral do Departamento Nacional 
de Saúde Pública, no Distrito Federal, e nos Estados pelo respectivo diretor dos 
serviços sanitários, a faculdade de receitar essa medicação, pelo prazo de um a cinco 
anos, devendo ser o fato comunicado às autoridades policiais para a instauração do 
competente inquérito e processo criminal. 
 
 Art. 22. Os profissionais que forem toxicômanos serão sujeitos a exame médico 
legal, não lhes sendo permitido prescrever entorpecentes pelo espaço de um a cinco 
anos. 
 
 Art. 23. Não é permitido o tratamento de toxicômanos em domicílio. Esses doentes 
serão internados obrigatoriamente em estabelecimentos hospitalares, devendo os 
médicos assistentes comunicar a internação à Inspetoria de Fiscalização do Exercício 
da Medicina, do Departamento Nacional de Saúde Pública, ou à autoridade sanitária 
local e apresentar-lhe o plano clínico para a desintoxicação. Nesses casos as receitas 
deverão ser individuais e ficarão sujeitas ao "visto" prévio da Inspetoria de Fiscalização 
do Exercício da Medicina, do Departamento Nacional de Saúde Pública ou da 
autoridade sanitária local. 
Dos estabelecimentos dirigidos por médicos 
 
 Art. 24 Os institutos hospitalares de qualquer natureza, públicos ou particulares, os 
laboratórios de analises e pesquisas clínicas, os laboratórios de soros, vacinas e outros 
produtos biológicos, os gabinetes de raios X e os institutos de psicoterapia, fisioterapia 
e ortopedia, e os estabelecimentos de duchas ou banhos medicinais, só poderão 
funcionar sob responsabilidade e direção técnica de médicos ou farmacêuticos, nos 
casos compatíveis com esta profissão, sendo indispensável para o seu funcionamento, 
licença da autoridade sanitária. 
 
 Art. 25. Os institutos de beleza, sem direção médica, limitar-se-ão aos serviços 
compatíveis com sua finalidade, sendo terminantemente proibida aos que neles 
trabalham a prática de intervenções de cirurgia plástica, por mais rudimentares que 
 
7 
 
sejam, bem como a aplicação de agentes fisioterápicos e a 
prescrição de medicamentos. 
 
 Art. 26. Os laboratórios de analises e pesquisas clínicas, os laboratórios de soros, 
vacinas e outros produtos biológicos, os gabinetes de raios X e os institutos de 
psicoterapia, de fisioterapia e de ortopedia, serão licenciados e fiscalizados pelo 
Departamento Nacional de Saúde Pública ou pela autoridade local. A licença será 
concedida ao responsável pelo estabelecimento e só poderá ser fornecida após a 
competente inspeção sanitária, devendo a transferência de local ou a substituição do 
responsável ser previamente requerida à Inspetoria de Fiscalização do Exercício da 
Medicina ou à autoridade sanitária local. 
 
 Art. 27. Os estabelecimentos eletro, radio e fisioterápicos e ortopédicos só poderão 
funcionar sob a direção técnica profissional de médicos cujo nome será indicado no 
requerimento dos interessados à autoridade sanitária competente, salvo si esses 
estabelecimentos forem de propriedade individual de um médico. 
 
 Art. 28. Nenhum estabelecimento de hospitalização ou de assistência médica pública 
ou privada poderá funcionar, em qualquer ponto do território nacional, sem ter um 
diretor técnico e principal responsável, habilitado para o exercício da medicina nos 
termos do regulamento sanitário federal. 
 No requerimento de licença para seu funcionamento deverá o diretor técnico do 
estabelecimento enviar à autoridade sanitária competente a relação dos profissionais 
que nele trabalham, comunicando-lhe as alterações que forem ocorrendo no seu 
quadro. 
 
 Art. 29. A direção dos estabelecimentos destinados a abrigar indivíduos que 
necessitem de assistência médica, se achem impossibilitados, por qualquer motivo, de 
participar da atividade social, e especialmente os destinados a acolher parturientes, 
alienados, toxicômanos, inválidos, etc., será confiada a um médico especialmente 
habilitado e a sua instalação deverá ser conforme os preceitos científicos de higiene, 
com adaptações especiais aos fins a que se destinarem. 
O diretor técnico deverá facultar à autoridade sanitária a livre inspeção do 
estabelecimento sob sua direção, determinando o seu fechamento quando assim o 
exigir a autoridade sanitária, por motivo de conveniência pública ou de aplicação de 
penalidade, imposta por infração dos dispositivos do regulamento sanitário. 
 
 § 1º O diretor técnico, que requererà autoridade sanitária a competente licença para 
abertura dos estabelecimentos citados nos artigos precedentes, deverá pedir baixa de 
sua responsabilidade sempre que se afastar da direção. 
 
 § 2º Esses estabelecimentos terão um livro especial, devidamente rubricado pela 
autoridade sanitária competente, destinado ao registo dos internados, com todas as 
especificações de identidade, e a anotação de todas as ocorrências verificadas desde a 
entrada até a saída do internado. 
Do exercício da odontologia 
 Art. 30 O cirurgião-dentista somente poderá prescrever agentes anestésicos de uso 
tópico e medicamento de uso externo para os casos restritos de sua especialidade. 
 
8 
 
 
 Art. 31. Ao cirurgião-dentista é vedado praticar intervenções 
cirúrgicas, que exijam conhecimentos, estranhos à sua profissão, bem como permitir o 
exercício da clínica odontológica, em seu consultório, a individuo não legalmente 
habilitado para exercê-la. 
 
 Art. 32. O material existente em consultório dentário, cujo funcionamento não esteja 
autorizado pela autoridade sanitária ou que seja utilizado por quem não tiver diploma 
registado no Departamento Nacional de Saúde Pública, será apreendido e remetido 
para o depósito público. 
 
 Art. 33. É terminantemente proibida aos protéticos, a instalação de gabinetes 
dentários, bem como o exercício da clínica odontológica. 
Do exercício da medicina veterinária 
 Art. 34 É proibido às farmácias aviar receituário de médicos veterinários que não 
tiverem seus diplomas devidamente registados no Departamento Nacional de Saúde 
Pública. 
 
 Art. 35. Nas receitas deve o veterinário determinar o animal a que se destina a 
medicação, e indicar o local onde é encontrado bem como o respectivo proprietário, 
mencionando a qualidade de veterinário após a assinatura da receita. 
Do exercício da profissão de parteira 
 Art. 36 As parteiras e enfermeiras especializadas em obstetrícia devem limitar-se aos 
cuidados indispensáveis às parturientes e aos recém-nascidos nos casos normais, e em 
qualquer anormalidade devem reclamar a presença de um médico, cabendo-lhes a 
responsabilidade pelos acidentes atribuíveis à imperícia da sua intervenção. 
 
 Art. 37. É vedado às parteiras: 
 Prestar assistência médica a mulheres e crianças fora do período do parto, ou 
realizar qualquer intervenção cirúrgica; 
 Recolher as parturientes e gestantes para tratamento em sua residência ou 
em estabelecimento sob sua direção imediata ou mediata; 
 Manter consultório para exames e prática de curativos; 
 
Prescrever medicações, salvo a que for urgentemente reclamada pela 
necessidade de evitar ou combater acidentes graves que comprometam a 
vida da parturiente, do feto ou recém-nascido. Nesses casos, porém, como 
em todos os que se revestem de qualquer anormalidade, a presença do 
médico deve ser reclamada pela parteira, que tomará providencias apenas 
até que chegue o profissional. 
 
Disposições gerais 
 Art. 38 É terminantemente proibido aos enfermeiros, massagistas, optometristas e 
ortopedistas a instalação de consultórios para atender clientes, devendo o material aí 
encontrado ser apreendido e remetido para o depósito público, onde será vendido 
judicialmente a requerimento da Procuradoria dos leitos da Saúde Pública e a quem a 
autoridade competente oficiará nesse sentido. O produto do leilão judicial será recolhido 
ao Tesouro, pelo mesmo processo que as multas sanitárias. 
 
 
9 
 
 Art. 39. É vedado às casas de ótica confeccionar e vender lentes 
de grau sem prescrição médica, bem como instalar consultórios 
médicos nas dependências dos seus estabelecimentos. 
 
 Art. 40. É vedado às casas que comerciam em artigos de ortopedia ou que os 
fabricam, vender ou aplicar aparelhos protéticos, contentivos, corretivos ou 
imobilizadores, sem a respectiva prescrição médica. 
 
 Art. 41. As casas de ótica, ortopedia e os estabelecimentos eletro, rádio e 
fisioterápicos de qualquer natureza devem possuir um livro devidamente rubricado pela 
autoridade sanitária competente, destinado ao registo das prescrições medicas. 
 
 Art. 42. A infração de qualquer dos dispositivos do presente decreto será punida com 
a multa de 2:000$0 a 5:000$0, conforme a sua natureza, a critério da autoridade 
autuante, sem prejuízo das penas criminais. Estas penalidades serão discriminadas em 
cada caso no regulamento. 
 
 Parágrafo único. Nos casos de reincidência na mesma infração dentro do prazo de 
dois anos, a multa será duplicada a cada nova infração. 
 
 Art. 43. Os processos criminais previstos neste decreto terão lugar por denúncia da 
Procuradoria dos Feitos da Saúde Pública, na Justiça do Distrito Federal, ou por 
denúncia do órgão competente, nas justiças estaduais, mediante solicitações da 
Inspetoria de Fiscalização do Exercício da Medicina ou de qualquer outra autoridade 
competente. 
 
 Art. 44. Revogam-se as disposições em contrário. 
Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1932, 111º da Independência e 44º da República. 
GETÚLIO VARGAS 
Francisco Campos 
 
Publicação: 
 Diário Oficial da União - Seção 1 - 15/1/1932, Página 885 (Publicação Original) 
 Coleção de Leis do Brasil - 31/12/1932, Página 44 Vol. 1 (Publicação Original) 
 
 
 
10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DECRETO Nº 24.492 DE 28 DE JUNHO DE 1934. 
Presidência da República 
Casa Civil 
Subchefia para Assuntos Jurídicos 
Revogado pelo Decreto nº 
99.678, de 1990. 
Revigorado pelo Decreto de 
12 de julho de 1991. 
 Baixa instruções sobre o 
decreto n. 20.931, de 11 de 
janeiro de 1932, na parte 
relativa à venda de lentes de 
graus 
 
O Chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, usando 
das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 1º do decreto n. 19.398, de 11 de novembro 
de 1930, 
 
DECRETA: 
 
Art. 1º A fiscalização dos estabelecimentos que vende lentes do grau em todo o 
território da República é regula na forma dos arts. 38, 39, 41 e 42 do decreto n. 20.931, de 
janeiro de 1932, e exercida, no Distrito Federal, pela Inspetoria de Fiscalização do 
Exercício da Medicina, da Diretoria Nacional de Saúde e Assistência Médico-Social, por 
intermédio do Serviço de Profilaxia das Moléstias Contagiosas dos Olhos, e nos Estados 
ficará a cargo das repartições sanitárias estaduais competentes. 
Art. 2º Os especialistas do Serviço de Profilaxia das Moléstias Contagiosas dos Olhos, 
da Diretoria Nacional de Saúde e Assistência Médico-Social, no Distrito Federal, e a 
autoridade sanitária, competente nos Estados, são os agentes dessa fiscalização e órgãos 
consultivos sobre os assuntos concernentes a venda de lentes de grau. 
Art. 3º Dos atos e decisões das autoridades sanitárias cabe recurso para o inspetor de 
Fiscalização do Exercício da Medicina, quanto aos autos de infração, e, nos demais atos, 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/dec%2024.492-1934?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D99678.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/Antigos/D99678.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/DNN/Anterior%20a%202000/1991/Dnn195.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/DNN/Anterior%20a%202000/1991/Dnn195.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D20931.htm#art38
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D20931.htm#art39
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D20931.htm#art41
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D20931.htm#art42
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1930-1949/D20931.htm#art42
 
11 
 
ao diretor da Diretoria Nacional de Saúde e Assistência Médico-Social 
e ao ministro de Educação e Saúde Pública, na forma da lei. 
Art. 4º Será permitido, a quem o requerer, juntando provas de competição e de 
idoneidade, habilitar-se a ser registradocomo ótico prático na Diretoria Nacional de Saúde 
e Assistência Médico-Social ou nas repartições de Higiene Estaduais, depois de prestar 
exames perante peritos designados para esse fim, pelo diretor da Diretoria Nacional de 
Saúde e Assistência Médico-Social, no Distrito Federal, ou pela autoridade sanitária 
competente, nos Estados. 
§ 1º - O registro feito na Diretoria Nacional de Saúde e Assistência Médico-Social dá 
direito ao exercício da profissão de ótico prático em todo o território da República e o feito 
nas repartições estaduais competentes é válido somente dentro do Estado em que o 
profissional se habilitou. 
§ 2º Todo aquele que, na data da publicação do presente decreto fizer prova de que 
tem mais de 10 anos de exercício como ótico prático no país, e comprovar sua idoneidade 
profissional, poderá requerer para, independente de exame, ser registrado na Diretoria 
Nacional de Saúde e Assistência Médico-Social ou nos Serviços Sanitários Estaduais, a 
juízo da autoridade sanitária competente. 
Art. 5º A autorização para o comércio de lentes de grau será solicitada à autoridade 
sanitária competente, em requerimento assinado pelo proprietário ou sócio, ficando o 
requerente responsável pelo fiel cumprimento deste decreto. 
Art. 6º Para a obtenção da autorização ou licença respectiva, o estabelecimento 
comercial é obrigado a possuir: 
1º - No mínimo um ótico prático, de acordo com o artigo 4º deste decreto. 
2º - As seguintes lentes, no mínimo duas, de cada espécie: 
a) esféricas positivas, em grau crescente, de 0,25 D em 0,25 D, desde 0,25 D até 10 
D, e, daí por diante de 1 D em 1D até 20D; 
b) esféricas negativas, em grau crescente, de 0,25D a 0,25D, desde 0,25D até 10D, e 
daí por diante de 1D em 1D até 20D; 
c) cilíndricas simples, positivas, em grau crescente, desde 0,25 D até 4D; 
d) cilíndricas simples negativas, em grau crescente, desde 0,25D até 4D; 
e) esféro-cilíndricas positivas, desde 0,25D, cilíndricas combinada com 0,25D esférica 
e progressivamente até 2D cil. com 6D esféricas ; 
f) esfero-cilíndricas negativas desde 0,25D cil. com 0,25D esf. e progressivamente até 
2,50D cil. com 10 esf.; 
g) vidros em bruto incolores e conservas que habilitem o aviamento das receitas de 
ótica. 
 
12 
 
Parágrafo único. A exigência no n. II só se tornará efetiva, para os 
estabelecimentos já instalados, decorridos seis meses da publicação 
do presente decreto. 
3º - Os aparelhos seguintes: 
Máquina para centrar cristais, máquina para talhar superfícies, com uma série de 
moldes para lentes esféricas, outra série para lentes cilíndricas, que habilitem ao preparo 
de lentes combinadas: aparelhamento para o controle e retificação dos moldes; Pedra para 
rebaixar cristais e aparelho para verificação de grau das lentes e respectiva montagem de 
lentes. Uma caixa completa de lentes de ensaio. 
4º - Um livro para o registro de todas as receitas de ótica legalizado com termo de 
abertura e encerramento com todas as folhas numeradas e devidamente rubricadas pela 
autoridade sanitária competente. 
5º - Na localidade em que não houver estabelecimento comercial que venda lentes de 
grau na forma do art. 6º, será permitido, a título precário, ás farmácias ou a outro 
estabelecimento devidamente licenciado pelas autoridades sanitárias, a venda de lentes 
de grau, cessando, porém, esta licença seis meses depois da instalação do 
estabelecimento licenciado na forma do presente decreto. 
Parágrafo único. A exigência dos números I e II só se tornará efetiva para os 
estabelecimentos já instalados, decorridos seis meses da publicação do presente decreto. 
Art. 7º - No livro de registo serão transcritas textualmente as receitas de ótica aviadas, 
originais ou cópias, com o nome e residência do paciente bem como do médico oculista 
receitante. 
Art. 8º - O livro registo das prescrições óticas ficará sujeito ao exame da autoridade 
sanitária sempre que esta entender conveniente. 
Art. 9º Ao ótico prático do estabelecimento compete: 
a) a manipulação ou fabrico das lentes de grau; 
b) o aviamento perfeito das fórmulas óticas fornecidas por médico oculista; 
c) substituir por lentes de grau idêntico aquelas que lhe forem apresentadas 
danificadas: 
d) datar e assinar diariamente o livro de registro do receituário de ótica. 
Art. 10 O ótico prático assinará, na Diretoria Nacional de Saúde e Assistência Médico-
Social, no Distrito Federal, ou repartição competente nos Estados, juntamente com o 
requerente, de acordo com o art. 5º, um termo de responsabilidade, como técnico do 
estabelecimento, e, com o proprietário, ficará solidariamente responsável por qualquer 
infração deste decreto na parte que lhe for afeta. 
Art. 11 O ótico registrado não poderá ser responsável por mais de um estabelecimento 
de venda de lentes de grau. 
 
13 
 
Art. 12 Nenhum médico oculista, na localidade em que exercer a 
clínica, nem a respectiva esposa, poderá possuir ou ter sociedade para 
explorar o comércio de lentes de grau. 
Art. 13 E' expressamente proibido ao proprietário, sócio gerente, ótico prático e demais 
empregados do estabelecimento, escolher ou permitir escolher, indicar ou aconselhar o 
uso de lentes de grau, sob pena de processo por exercício ilegal da medicina, além das 
outras penalidades previstas em lei. 
Art. 14 O estabelecimento de venda de lentes de grau só poderá fornecer lentes de 
grau mediante apresentação da fórmula ótica de médico, cujo diploma se ache 
devidamente registrado na repartição competente. 
Art. 15 Ao estabelecimento de venda de lentes de grau só é permitido, independente 
da receita médica, substituir por lentes de grau idêntico aquelas que forem apresentadas 
danificadas, vender vidros protetores sem grau, executar concertos nas armações das 
lentes e substituir as armações quando necessário. 
Art. 16 O estabelecimento comercial de venda de lentes de grau não pode ter 
consultório médico, em qualquer de seus compartimentos ou dependências, não sendo 
permitido ao médico sua instalação em lugar de acesso obrigatório pelo estabelecimento. 
§ 1º E' vedado ao estabelecimento comercial manter consultório médico mesmo fora 
das suas dependências; indicar médico oculista que dê aos seus recomendados vantagens 
não concedidos aos demais clientes e a distribuir cartões ou vales que deem direito a 
consultas gratuitas, remuneradas ou com redução de preço. 
§ 2º E' proibido aos médicos oftalmologistas, seja por que processo for, indicar 
determinado estabelecimento de venda de lentes de grau para o aviamento de suas 
prescrições. 
Art. 17 E' proibida a existência de câmara escura no estabelecimento de venda de 
lentes de grau, bem assim ter em pleno funcionamento aparelhos próprios para o exame 
dos olhos, cartazes e anúncios com oferecimento de exame da vista. 
Art. 18 Os estabelecimentos comerciais que venderem por atacado lentes do grau, só 
poderão fornecer as mesmas aos estabelecimentos licenciados na forma do presente 
decreto e mediante pedido por escrito, datado e assinado, que será arquivado na casa 
atacadista. 
Art. 19 A Diretoria Nacional de Saúde e Assistência Médico-Social, fará publicar 
mensalmente no Diário Oficial a relação dos estabelecimentos devidamente licenciados. 
Art. 20 A infração de qualquer dos dispositivos do presente decreto será punida com 
a multa de 50$000 a 5:000$000 conforme a sua natureza, cobrada executivamente no caso 
de falta do pagamento da mesma no prazo da lei, sem prejuízo das demais penas criminais. 
Art. 21. As multas previstas neste decreto serão impostas, no Distrito Federal, pelo 
chefe do Serviço de Profilaxia das Moléstias Contagiosas dos Olhos, ou por quem suas 
vezes fizer, obedecido todo o disposto na parte sexta; capítulo I, do Regulamento aprovado 
 
14 
 
pelo decreto n. 16.300; de 31 de dezembro de 1923, e, nos Estados, 
pelo diretor dos respectivos Serviços Sanitários ou pela autoridade por 
este designada. 
Art. 22.A verificação das infrações deste decreto poderá ser requerida à autoridade 
competente; por quem se considerar por elas prejudicado, sendo os autos de infração 
nestes casos, como nos demais, lavrados de acordo com o artigo anterior. 
Art. 23. Os casos omissos no presente decreto serão resolvidos por instruções do 
diretor da Diretoria Nacional de Assistência Médico-Social, aprovadas pelo Ministério da 
Educação e Saúde Pública. 
Art. 24 O presente decreto entrará em vigor no prazo da lei. 
Art. 25 Revogam-se as disposições em contrário. 
Rio de Janeiro, 28 de junho de 1934, 113º da Independência e 46º da República. 
GETULIO VARGAS 
 
DECRETO Nº 77.052, DE 19 DE JANEIRO DE 1976. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições 
que lhe confere o Artigo 81, item III, da Constituição, e 
tendo em vista o disposto no artigo 1º, item I, letra "j" da Lei 
nº 6.229, de 17 de julho de 1975, 
DECRETA: 
Art. 1º A verificação das condições de exercício de profissões e ocupações técnicas e 
auxiliares relacionadas diretamente com a saúde, por parte das autoridades sanitárias dos 
órgãos de fiscalização das Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Territórios Federais, obedecerá em todo o território nacional, ao disposto neste Decreto e 
na legislação estadual. 
Art. 2º Para cumprimento do disposto neste Decreto as autoridades sanitárias 
mencionadas no artigo anterior, no desempenho da ação fiscalizadora, observarão os 
seguintes requisitos e condições: 
 
 
 
 
Dispõe sobre a fiscalização sanitária das 
condições de exercício de profissões e 
ocupações técnicas e auxiliares, 
relacionadas diretamente com a saúde. 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC%2077.052-1976?OpenDocument
 
15 
 
I - Capacidade legal do agente, através do exame dos documentos de 
habilitação inerentes ao seu âmbito profissional ou ocupacional, 
compreendendo as formalidades intrínsecas e extrínsecas do diploma ou certificado 
respectivo, tais como, registro expedição por estabelecimentos de ensino que funcionem 
oficialmente de acordo com as normas legais e regulamentares vigentes no País e 
inscrição dos seus Titulares, quando for o caso, nos Conselhos Regionais pertinentes, ou 
em outros órgãos competentes previstos na legislação federal básica de ensino. 
II - Adequação das condições do ambiente onde se processa a atividade profissional, para 
a prática das ações que visem à promoção, proteção e recuperação da saúde. 
III - Existência de instalações, equipamentos e aparelhagem indispensáveis e condizentes 
com as suas finalidades, e em perfeito estado de funcionamento. 
IV - Meios de proteção capazes de evitar efeitos nocivos à saúde dos agentes, clientes, 
pacientes, e dos circunstantes. 
V - Métodos ou processos de tratamento dos pacientes, de acordo com critérios científicos 
e não vedados por lei, e técnicas de utilização dos equipamentos. 
Art. 3º A fiscalização de que trata este Decreto abrangerá todos os locais em que sejam 
exercidas as profissões ou ocupações referidas no artigo 1º através de visitas e inspeções 
sistemáticas e obrigatórias, das autoridades sanitárias devidamente credenciadas, 
abrangendo especialmente: 
I - Os serviços ou unidades de saúde, tais como, hospitais, postos ou casas de saúde, 
clínicas em geral, unidades médico-sanitárias e outros estabelecimentos ou organizações 
afins, que se dediquem à promoção, proteção e recuperação da saúde. 
II - Consultórios em geral. 
III - Laboratórios de análises e de pesquisas clínicas, bem como, estabelecimentos ou 
organizações que se dediquem a atividade hemoterápicas. 
IV - Bancos de leite humano, de olhos, de sangue, e outros estabelecimentos afins, que 
desenvolvam atividades pertinentes à saúde. 
V - Estabelecimentos ou locais, tais como balneários, estâncias hidrominerais, termais, 
climatéricas, de repouso e outros congêneres. 
VI - Estabelecimentos, laboratórios, oficinas e serviços de óticas, de aparelhos ou material 
ótico, ortopédico, de prótese dentária, de aparelhos ou material para uso odontológico. 
VII - Institutos de esteticismo, de ginástica, de fisioterapia e de reabilitação. 
VIII - Gabinete ou serviços que utilizem aparelhos e equipamentos geradores de raios X, 
substâncias radioativas ou radiações ionizantes. 
IX - Outros locais onde se desenvolvam atividades comerciais e industriais, com a 
participação de agentes que exerçam profissões ou ocupações técnicas e auxiliares 
relacionadas com a saúde. 
 
16 
 
Parágrafo único. Ficam igualmente sujeitos à fiscalização pelas autoridades 
mencionadas no artigo 1º os órgãos públicos civis da administração direta ou 
indireta e paraestatais da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Territórios e dos Municípios, onde ocorra o exercício de profissões e ocupações técnicas e auxiliares 
relacionadas diretamente com a saúde. 
Art. 4º Para o cabal desempenho da ação fiscalizadora estabelecida por este Decreto as autoridades 
sanitárias competentes deverão abster-se de outras exigências que impliquem na repetição, ainda 
que para efeito de controle, de procedimentos não especificados neste Regulamento ou que se 
constituam em atribuições privativas de outros órgãos públicos, tais como exames para aferição de 
conhecimentos, provas de suficiência, constituição e participação de bancas examinadoras em 
cursos não reconhecidos pelos Conselhos Federal, ou Estaduais de Educação, registros de 
diplomas e inscrição dos habilitados nos órgãos sanitários, sem expressa previsão de lei. 
Art. 5º Uma vez constatada infração às leis sanitárias e demais normas regulamentares pertinentes 
a autoridade competente procederá na seguinte forma: 
I - Lavrará o auto de infração indicando a disposição legal ou regulamentar transgredida, assinando 
ao indiciado o prazo de 10 (dez) dias para defesa, e interditando o local, como medida cautelar, se 
o interesse da saúde pública assim o exigir. 
II - Instaurará o processo administrativo como prevê o Decreto-lei nº 785, de 25 de agosto de 1969. 
III - Proferirá o julgamento aplicando a penalidade cabível de acordo com a natureza e a gravidade 
da infração cometida, as circunstâncias atenuantes e agravantes, e os antecedentes do infrator, 
dentre as previstas no artigo 3º do Decreto-lei número 785, de 25 de agosto de 1969. 
IV - Comunicará às respectivas autarquias profissionais a ocorrência de fatos que configurem 
transgressões de natureza ética ou disciplinar da alçada das mesmas. 
V - Comunicará imediatamente à autoridade policial competente, para a instalação do inquérito 
respectivo, a ocorrência de ato ou fato tipificado em lei como crime ou contravenção através de 
expediente circunstanciado. 
Art. 6º No âmbito dos órgãos públicos ou entidades instituídas pelo Poder Público incumbe aos seus 
dirigentes a verificação das condições do exercício das profissões e ocupações técnicas e auxiliares 
diretamente relacionadas à saúde de que trata este Decreto, respondendo, administrativamente, na 
forma das legislações a que estejam submetidos, pelas infrações resultantes de ação ou omissão 
no desempenho dessas atribuições. 
Art. 7º O Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia do Ministério da Saúde orientará 
e providenciará sobre a exata aplicação do disposto neste Decreto e demais normas legais e 
regulamentares pertinentes. 
Art. 8° Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em 
contrário. 
Brasília, 19 de janeiro de 1976; 155º da Independência e 88º da República. 
ERNESTO GEISEL 
Paulo de Almeida Machado 
 
 
17 
 
 
LEI Nº 12.842, DE 10 DE JULHO DE 2013. 
 
Mensagem de veto 
Vigência 
Dispõe sobre o exercício da Medicina. 
 
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA 
 Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1o O exercício da Medicina é regido pelas disposições desta Lei. 
Art. 2o O objeto da atuaçãodo médico é a saúde do ser humano e das coletividades 
humanas, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo, com o melhor de 
sua capacidade profissional e sem discriminação de qualquer natureza. 
 Parágrafo único. O médico desenvolverá suas ações profissionais no campo da 
atenção à saúde para: 
 I - a promoção, a proteção e a recuperação da saúde; 
 II - a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças; 
 III - a reabilitação dos enfermos e portadores de deficiências. 
 Art. 3o O médico integrante da equipe de saúde que assiste o indivíduo ou a 
coletividade atuará em mútua colaboração com os demais profissionais de saúde que 
a compõem. 
 Art. 4o São atividades privativas do médico: 
 I - (VETADO); 
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2012.842-2013?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/Msg/VEP-287.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12842.htm#art8
 
18 
 
 II - indicação e execução da intervenção cirúrgica e prescrição dos 
cuidados médicos pré e pós-operatórios; 
 III - indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam 
diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as 
biópsias e as endoscopias; 
 IV - intubação traqueal; 
 V - coordenação da estratégia ventilatória inicial para a ventilação mecânica invasiva, 
bem como das mudanças necessárias diante das intercorrências clínicas, e do 
programa de interrupção da ventilação mecânica invasiva, incluindo a desintubação 
traqueal; 
 VI - execução de sedação profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral; 
 VII - emissão de laudo dos exames endoscópicos e de imagem, dos procedimentos 
diagnósticos invasivos e dos exames anatomopatológicos; 
 VIII - (VETADO); 
 IX - (VETADO); 
 X - determinação do prognóstico relativo ao diagnóstico nosológico; 
 XI - indicação de internação e alta médica nos serviços de atenção à saúde; 
 XII - realização de perícia médica e exames médico-legais, excetuados os exames 
laboratoriais de análises clínicas, toxicológicas, genéticas e de biologia molecular; 
 XIII - atestação médica de condições de saúde, doenças e possíveis sequelas; 
 XIV - atestação do óbito, exceto em casos de morte natural em localidade em que não 
haja médico. 
 § 1o Diagnóstico nosológico é a determinação da doença que acomete o ser humano, 
aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou 
órgão, caracterizada por, no mínimo, 2 (dois) dos seguintes critérios: 
 I - agente etiológico reconhecido; 
 II - grupo identificável de sinais ou sintomas; 
 III - alterações anatômicas ou psicopatológicas. 
 § 2o (VETADO). 
 § 3o As doenças, para os efeitos desta Lei, encontram-se referenciadas na versão 
atualizada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas 
Relacionados à Saúde. 
 § 4o Procedimentos invasivos, para os efeitos desta Lei, são os caracterizados por 
quaisquer das seguintes situações: 
 
19 
 
 I - (VETADO); 
 II - (VETADO); 
 III - invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos. 
 § 5o Excetuam-se do rol de atividades privativas do médico: 
 I - (VETADO); 
 II - (VETADO); 
 III - aspiração nasofaringeana ou orotraqueal; 
 IV - (VETADO); 
 V - realização de curativo com desbridamento até o limite do tecido subcutâneo, sem 
a necessidade de tratamento cirúrgico; 
 VI - atendimento à pessoa sob risco de morte iminente; 
 VII - realização de exames citopatológicos e seus respectivos laudos; 
 VIII - coleta de material biológico para realização de análises clínico-laboratoriais; 
 IX - procedimentos realizados através de orifícios naturais em estruturas anatômicas 
visando à recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e 
tecidual. 
 § 6o O disposto neste artigo não se aplica ao exercício da Odontologia, no âmbito de 
sua área de atuação. 
 § 7o O disposto neste artigo será aplicado de forma que sejam resguardadas as 
competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, 
enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de 
educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia. 
 Art. 5o São privativos de médico: 
 I - (VETADO); 
 II - perícia e auditoria médicas; coordenação e supervisão vinculadas, de forma 
imediata e direta, às atividades privativas de médico; 
 III - ensino de disciplinas especificamente médicas; 
 IV - coordenação dos cursos de graduação em Medicina, dos programas de 
residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para médicos. 
 Parágrafo único. A direção administrativa de serviços de saúde não constitui função 
privativa de médico. 
 
20 
 
 Art. 6o A denominação de “médico” é privativa dos graduados em 
cursos superiores de Medicina, e o exercício da profissão, dos 
inscritos no Conselho Regional de Medicina com jurisdição na respectiva unidade da 
Federação. 
Art. 6º A denominação ‘médico’ é privativa do graduado em curso superior de 
Medicina reconhecido e deverá constar obrigatoriamente dos diplomas emitidos por 
instituições de educação superior credenciadas na forma doart. 46 da Lei nº 9.394, de 
20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), vedada a 
denominação ‘bacharel em Medicina’. (Redação dada pela Lei nº 134.270, de 2016) 
 Art. 7o Compreende-se entre as competências do Conselho Federal de Medicina 
editar normas para definir o caráter experimental de procedimentos em Medicina, 
autorizando ou vedando a sua prática pelos médicos. 
 Parágrafo único. A competência fiscalizadora dos Conselhos Regionais de Medicina 
abrange a fiscalização e o controle dos procedimentos especificados no caput, bem 
como a aplicação das sanções pertinentes em caso de inobservância das normas 
determinadas pelo Conselho Federal. 
Art. 8o Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data de sua publicação. 
Brasília, 10 de julho de 2013; 192o da Independência e 125o da República. 
DILMA ROUSSEFF 
Guido Mantega 
Manoel Dias 
Alexandre Rocha Santos Padilha 
Miriam Belchior 
Gilberto Carvalho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm#art46
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm#art46
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13270.htm#art1
 
21 
 
Esclarecendo 
 
 “Classificação Brasileira de Ocupações – CBO 2.002 
3223-05 – Técnico em óptica – Contatólogo, Óptico contatólogo, Óptico 
Esteticista, Óptico montador de óculos, Óptico oftálmico, Óptico refracionista, 
Óptico surfaçagista, Técnico contatólogo. 
 
Legislação de Óptica 
 
O decreto que regula e fiscaliza o exercício das profissões dos Ópticos Práticos e 
dos Médicos oftalmologistas é o de número 24.492 de 28/06/1934, e que 
regulamenta o de número 20.931 de 11/01/1932, ainda em vigor. Muito 
embora muitos profissionais não o sigam, o especialista técnico em vendas deve 
conhecê-lo. 
 
Legislação Antiga 
 
Lei 20.931/32 e Lei 24.492/34 - Seguem alguns artigos e parágrafos, 
comentados 
 
O Óptico Prático só pode ser responsável por uma casa de ótica. 
O Óptico Prático deve registrar em livro apropriado, todas as receitas aviadas 
na óptica, assinando-o diariamente. 
O Óptico Prático deve ser habilitado e ter certificado registrado no 
departamento competente. 
 
22 
 
Na localidade em que não houver ópticas, será permitida a 
venda de óculos de grau pelas farmácias ou outro 
estabelecimento licenciado, cessando a sua licença, seis meses após a abertura 
de uma óptica. 
O óptico é solidariamente, com o proprietário da ótica, responsável por 
qualquer infração da legislação. 
Nenhum médico oculista na localidade em que exercer a clínica, nem a 
respectiva esposa, poderão possuir ou ter sociedade para explorar o comércio 
delentes de grau (ópticas). 
A casa de óptica só poderá vender lentes de grau, mediante a apresentação da 
receita óptica. 
É expressamente proibido ao proprietário, sócio gerente, óptico prático e 
demais empregados, escolher ou permitir escolher, indicar ou aconselhar o uso 
de lentes de grau, sob pena de processo por exercício ilegal da medicina. 
A óptica não pode possuir consultórios oftalmológicos em qualquer de suas 
dependências. 
A óptica não pode ter consultório mesmo fora de suas dependências. 
A óptica não pode indicar médico que dê vantagens não concedidas aos demais 
clientes, distribuir cartões ou vales que deem direita a consulta grátis, 
remunerada ou com redução de preço. - Como se observa, essa Lei é totalmente 
inadequada aos tempos de hoje. 
A Ótica é obrigada a possuir (para sua instalação): No mínimo um óptico 
prático, um grupo de lentes graduadas e vidros em bruto incolores - Obs. nossa: 
Dentre outras incongruências da antiga Lei e devido à evolução tecnológica, 
ninguém mais exige o cumprimento dos estoques e a fiscalização compreende e 
não exige o cumprimento da lei. 
O óptico só poderá ser responsável por uma ótica. 
A óptica pode substituir por outras, aquelas lentes que se apresentarem 
danificadas, vender vidros protetores sem grau, executar consertos e substituir 
armações, quando necessário. 
É proibido ao médico, seja por que processo for, indicar determinada ótica para 
venda de lentes de grau. 
É proibido a óptica oferecer exames de vista grátis, com cartazes, assim como é 
proibido possuir aparelhos para exames dos olhos. 
As firmas atacadistas só poderão fornecer lentes de grau às óticas licenciadas e 
mediante pedido por escrito que ficará arquivado. Não podem fornecer lentes 
em nome de clientes. 
Uma Lei quando não e bem feita ninguém a segue 
 
Novamente ressaltamos a verdadeira confusão que se instalou no comércio 
óptico do País. Com a criação de nova profissão (Técnico de Óptica), Lei 
 
23 
 
5692/71, portaria 45, com uma formação escolar em nível pós 
segundo grau e com outras qualificações, iniciou-se um 
processo confuso de interpretação de leis. 
 
A classe oftalmológica, em alguns locais do interior, aproveitando-se, do cartel 
ismo e da falta de conhecimento adequado das novas leis, tem usado a antiga lei 
para intimidar com tentativas de prisões e processos, os novos técnicos 
profissionais diplomados de acordo com a nova lei. 
 
Felizmente os processos judiciais têm sido rejeitados por grande parte dos 
juízes. 
 
Até mesmo profissionais modernos de altíssimo gabarito, que muito honram a 
classe dos ópticos Optometristas, tem sofrido intimidações, numa vergonhosa 
tentativa de subverter a Constituição brasileira, chegando a ponto de até 
mesmo chocar os colegas e outros países que exercem a Optometria livremente. 
 
Legislação Inadequada 
 
Como podemos observar, a legislação é totalmente inadequada e obsoleta. Ela 
proíbe o Óptico Prático de fazer as refrações oculares. Entretanto o Técnico de 
Óptica e Optometria sofre pressões e, algumas vezes, é impedido de exercer sua 
verdadeira profissão que é: Medir e compensar com lentes graduadas as 
ametropias do olho, além de outras atribuições. 
 
Além de ser ultrapassada a antiga Lei não é cumprida em vários itens, o que 
deixa a autoridade competente atônita, pois são os profissionais de nível médico 
superior, os primeiros a não cumpri-las, sob diversos artifícios. As autoridades 
fiscalizadoras não têm coragem de tomar medidas contra seus próprios colegas, 
sem condições de se impor na fiscalização. 
 
Felizmente, brevemente passará a fiscalização do exercício profissional a ser 
feita pelos Conselhos Profissionais de Óptica e Optometria, entidade em 
formação cada vez mais atuante. 
 
No mundo inteiro o Optometrista Técnico pode fazer a refração nas óticas e 
somente no nosso país, há essa discriminação o que denota que os cartéis estão 
mais do que presentes e o atraso é por demais evidente. 
 
 
 
24 
 
Legislação Atual 
 
Carta Magna §XIII do Art. 5° 
 
A Constituição Federal, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias 
Individuais, reza em seu artigo 5º: 
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as 
qualificações profissionais que a lei estabelecer; 
 
Cursos Sequenciais da nova Lei de Diretrizes e bases 9.394/96 
O Ensino médio foi totalmente 
reformulado pela nova Lei de 
Diretrizes e Bases. Esta Lei abre um 
verdadeiro leque para formação de 
inúmeros profissionais de nível 
técnico. Assim espera-se que as 
profissões ligadas à Óptica 
Oftálmica e a Optometria alcancem 
um extraordinário 
desenvolvimento. 
Para especialidades não atreladas a 
falsos conceitos, como é o caso do 
Optometrista, a partir dessa Lei , 
serão criados cursos de nível técnico 
sucessivamente, quebrando os 
antigos tabus, preconceitos 
exclusivistas que impunham um 
mercado verdadeiramente reprimido à sociedade, impedindo o 
desenvolvimento e a eficiência visual da população, especialmente as de menor 
renda. 
 
 
 
 
 
25 
 
Técnico em Óptica 
 
Foram criadas várias categorias técnicas, e a profissão de “Técnico de Óptica”, 
que é um curso profissionalizante, continua sendo uma delas e perfeitamente 
válida. 
 
Cabe uma ressalva: Com a criação da lei 5.691/1971 e o parecer 404 de 1975, 
assinado pela Ministra Esther de Figueiredo Ferraz, aprovada pelo Congresso 
Nacional, e mais recentemente com a criação dos cursos sequenciais da nova Lei 
de Diretrizes e Bases (1996), a formação técnica foi totalmente reformulada 
pela Lei Darcy Ribeiro e várias regulamentações foram feitas e estão sendo 
feitas. 
 
A antiga Lei ficou sob suspeita, pois as novas qualificações e atribuições do 
Técnico em Óptica (em nível de segundo grau) são incomparavelmente 
superiores às do antigo “Óptico Prático” (de nível escolar primário). 
 
Optometrista 
 
O exercício da profissão de Optometrista em quase todos os países do mundo é 
livre. Mais de 130 países a adotam com liberdade e inteiro sucesso no 
atendimento primário da eficiência visual das populações. No nosso, estes 
exames estão sujeitos a estes vexames. Uma vergonha! 
 
Enquanto nos EE.UU. Existem 32.000 Optometristas responsáveis por 70% dos 
exames de vista naquele País, o nosso fica exposto a uma vergonhosa 
exclusividade que prejudica a mais de 60 milhões de brasileiros que não 
enxergam bem (não são doenças). Vejam que na Inglaterra 90% destes exames 
são feitos por Optometristas. Na Espanha existem 8.000 Optometristas e 4.000 
Oftalmologistas. 
 
Saibam, os nossos leitores, que a verdadeira profissão de Técnico em 
Optometria, abrange não somente venda de óculos e lentes de contato como 
também os exames e medições da acuidade visual com refração ocular. Isto é o 
que verdadeiramente existe no Mundo inteiro. A subserviência à classe dos 
Oftalmologistas têm dificultado a introdução desta importante atividade em 
nosso País. 
 
 
 
 
 
26 
 
Técnico em Optometria 
 
Possui as mesmas atribuições do Técnico em Óptica, acrescidas das medidas e 
compensações da acuidade visual que o capacitam fazer os chamados exames 
de vista, nas óticas 
 
Tecnólogo em Optometria 
 
É um curso classificado pela lei de Diretrizes e Bases como Superior. Esse 
profissional estuda cerca de 3.000 horas/aula cumpridas em 2,5 anos, está 
portanto habilitado a proceder exames de refração ocular e adaptação de lentes 
de contato, nas óticas. 
 
Bacharel em Optometria 
 
Em acordo com a Constituição Brasileira, capítulo dos direitos individuais, 
artigo 15 inciso 13 "é livre o exercício de todas as profissõespor todos os 
brasileiros, obedecidas as prerrogativas da legislação vigente". 
 
 
As leis e decretos abaixo poderão ser vistos na íntegra no site da CNC (www. 
cnc.org.br/centraldoconhecimento). 
• Decreto–Lei Federal nº 20.931/1932 – Artigos 1º, 3º 
• Decreto–Lei Federal nº 24.492/1934 – Artigos 5º, 6º, 10º, 11º, 18º 
• Decreto–Lei Federal nº 5.849/1949 – Artigos 1º, 2º, 3º 
• Decreto–Lei Federal nº 8.345/1945 – Artigo 1º 
• Decreto–Lei nº 8.829/1946 
• Portaria nº 86-28/06/1958 
• Decreto nº 77.052/PR-19.1.1976 
• Decreto nº 81.384 – 22.2.1978 
• Lei Federal nº 6.839/1980 – Artigo 1º 
• Lei Estadual nº 10.156/1987 – Artigos 197º, 198º, 199º, 200º, 201º, 202º 
• Lei Municipal nº 1.588/1992 – Código Sanitário Municipal 
• Lei Municipal nº 014 – 29.12.1992 – Código de Postura Municipal 
• Portaria nº 182/VSG – 20.11.1996 
• Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público de 20.6.2001 
• Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público de 11.12.2001 
• Termo de Declarações de Conduta do Ministério Público de 18.12.2002 
• Termo de Ajustamento de Conduta da Decon de 10.6.2003 
• Parecer do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de 13.6.2003 
• Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público de 4.5.2006 
• Aditamento ao Termo de Ajustamento de Conduta (Sindióptica – GO, 
Secretaria 
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
 
27 
 
Estadual de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, 
Ministério Público de Saúde, Agosol) 
• Código de Ética Médica Resolução CFM nº 1.246 de 8.1.1988 
• Código de Defesa ao Consumidor Lei nº 8.078 de 11.9.1990 
• Código Brasileiro de Ocupações (CBO) Ministério do Trabalho e Emprego 
• Portaria SMS nº 708/2004 
• Decreto-Lei nº 5.903, de 20 de setembro de 2006 
 
 
 
2. ARTIGO - DENTRO OU FORA DA ÓPTICA? 
 
 
 
Os atendimentos de Optometria sempre suscitaram as mais variadas polêmicas. 
No século passado a dificuldade era gerada pela inexistência de uma formação regular 
da profissão, embora a atividade estivesse reconhecida em Lei (decreto 20931/32), onde 
a profissão é citada como uma das atividades da saúde juntamente com a medicina, 
odontologia e veterinária. * (Decreto Lei 20931 de 1932 Art. 3º Os Optometristas, 
práticos de farmácia, massagistas e duchistas estão também sujeitos à fiscalização, só 
podendo exercer a profissão respectiva si provarem a sua habilitação a juízo da 
autoridade sanitária). 
Muito importante observar que a oftalmologia, na época, ainda não era reconhecida 
como especialidade médica (isto só ocorreu em 1959). No caso, o Decreto em questão 
Jakson
Realce
 
28 
 
tinha abrangência apenas para a medicina, não especificando a 
oftalmologia, mesmo porque está ainda não existia no Brasil como 
especialidade médica. 
Durante cerca de setenta anos a Optometria esteve à margem das profissões de Saúde 
no Brasil por existir o entendimento anacrônico e tendencioso de que o Decreto proibia 
a profissão. Os Optometristas remanescentes trabalhavam fora da legislação, visto que 
o óptico prático se encontrava proibido de manter consultório e prescrever lentes 
corretivas após o decreto 20934. O mesmo decreto também proíbe os médicos de 
possuírem ópticas e/ou trabalhar dentro de ópticas. Também proíbe o médico de indicar 
a óptica onde seu paciente deve confeccionar suas prescrições, condição que caracteriza 
venda casada, uma contravenção penal. 
Contudo, a modernidade e o crescimento cultural e industrial do País, fez surgir nos 
ópticos à necessidade de um crescimento educacional melhor elaborado para o 
desenvolvimento da profissão. Com o advento das lentes de contato e a inserção desta 
especialidade na Grade curricular dos Cursos de Óptica pela Ministra da Educação Esther 
de Figueiredo Ferraz, através da Portaria n. 86/58 (DEPARTAMENTO NACIONAL DA 
SAÚDE, 1958) a demanda em Contatologia aumentou sensivelmente. 
Desta forma os ópticos obtiveram oficialmente a competência sobre a adaptação das 
lentes de contato, muito embora a medicina mantenha uma Resolução do CFM, 
alegando que "adaptação de lentes de contato é Ato Médico". Esta Resolução é falaciosa 
e sem valor legal por duas razões. A princípio a Portaria 86/58 do Departamento 
Nacional de Saúde encontra-se em vigor além de existir uma longa história sobre as 
lentes de contato que comprovam e evidenciam que este produto sempre foi da 
competência dos ópticos, desde sua fabricação até a adaptação. Além disto, jamais 
poderia ser atribuída esta função com exclusividade aos médicos porque estaria 
contrariando o próprio decreto 20934 que proíbe claramente a venda de lentes por 
médicos. 
Mas a Óptica, para seu crescimento e aumento das vendas, carecia de um maior número 
de prescrições de correções ópticas. Por outro lado, as pesquisas sempre denunciavam 
uma extrema carência nos serviços de exames da visão. Significa que a oftalmologia não 
dá conta das necessidades de visão do povo brasileiro. Até hoje, a demanda reprimida 
nos serviços públicos de saúde visual é totalmente precária, tanto que a fila para uma 
consulta de visão nos serviços públicos chega a demorar de seis meses a um ano para 
que o paciente obtenha esta atenção. 
Entre os anos 70 a 80 muitos ópticos de todo o País se reuniam em congressos para 
incrementar os conhecimentos em óptica e melhorar suas performances técnicas e 
comerciais. Foi criado pelo SENAC SP e RS o curso de Técnico em Óptica em 1965. Muitas 
mudanças ocorreram com a aprovação da nova Constituição Federal (1988). Surgiram 
então novas escolas e novos conceitos profissionais, sobretudo com a modernização da 
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
 
29 
 
Educação (Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação-1996) que 
defende com ênfase os direitos dos trabalhadores e a formação 
profissional. 
Desta forma, com a criação de cursos Técnicos em Óptica e Optometria e posteriormente 
Curso Superior em Optometria no nível de Bacharelado e Tecnológico, ocorreu o 
moderno reconhecimento da atividade do Óptico Optometrista pelo Ministério do 
Trabalho, quando da publicação no Diário Oficial da Portaria nº 397, de 09 de outubro 
de 2002 da nova Classificação Brasileira de Ocupações, que descreve com o código 3223 
toda a relação das atividades e competências dos trabalhadores da óptica e optometria, 
inclusive citando seu Local de Trabalho, conforme consta abaixo: Mesmo com esta 
determinação ou orientação, de caráter oficial, continuam ocorrendo controvérsias, 
principalmente sobre a atuação dos Optometristas e seu local de trabalho: dentro ou 
fora da óptica? Após o episódio do PL do Ato Médico, que estaria eliminando a 
Optometria do Brasil caso fosse votado conforme as propostas feitas pelo Parlamento, 
mas que foram vetadas pela presidência, caracterizando um reconhecimento explícito 
da profissão de Optometrista, tanto pela Casa Civil, Conselho Nacional de Saúde e 
Ministério da Saúde e do Trabalho, momento em que todos foram solidários na 
apreciação e apoio aos vetos presidenciais, proporcionando uma vitória sem 
precedentes aos Optometristas brasileiros. 
Ocorre que mesmo após esta vitória, a celeuma sobre o local de trabalho persiste. Ainda 
que se saiba que na maioria dos países onde a Optometria está consagrada, como nos 
EUA, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Suécia, Dinamarca, Japão, Filipinas e tantos 
outros, o local de trabalho dos Optometrista tanto pode ser na Óptica como fora dela, 
no Brasil, mesmo entre os profissionais existem diferenças de opiniões. Com certeza as 
diferenças se estabelecem, às vezes, por interesses variados ou comerciais. Aqueles que 
já possuem um consultório fora da óptica preferem que continue desta forma. Quem 
está estabelecido dentro da óptica, vai preferir que assim continuasse. Toda mudança 
estará promovendo transtorno financeiro. No tocante a Justiça, observa-se, pelas 
justificativas das sentenças proferidas pelosmagistrados, que elas são embasadas na 
Portaria 397, portanto é observado rigorosamente o que descreve o código 3223 da CBO. 
Resumindo, encontramos uma situação paradoxal entre os profissionais de Optometria 
quando se tenta estabelecer e definir um Local de Trabalho. • Mundialmente, é regra o 
local de trabalho dos Optometristas ser nas ópticas. • A CBO do Ministério do Trabalho 
cita como local de trabalho a Óptica e outros locais. • As profissões de Saúde tem por 
regra humanitária e ética, atender o necessitado de seus serviços, onde se fizer 
necessário, independente de local. • Médicos atendem onde houver doentes. Dentistas 
atendem dentro de Kombi... • Alguém arquitetou uma situação equivocada nos 
Optometristas brasileiros e alguns compraram a ideia. • Argumentam sobre venda 
casada. • No caso, os dentistas não podem vender dentaduras? Configura venda 
casada? • Os ortopedistas não podem colocar próteses em suas cirurgias, visto que 
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Lápis
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
 
30 
 
configura venda casada? • Os oftalmologistas não podem colocar 
lentes intraoculares nas cirurgias de catarata, visto que configura 
venda casada? • Um cabeleireiro não pode vender peruca, é venda casada? • A venda 
casada passa a existir a partir do momento em que o Optometrista faz um atendimento, 
não fornece a prescrição e obriga o cliente a comprar sua correção óptica. Isto configura 
venda casada e contravenção. Por outro lado, esquece-se de quem mais precisa dos 
serviços de exames da visão e da Optometria: o consumidor. Enquanto são observadas 
as questões legais, internacionais e pessoais, estão-se ignorando a atenção que deve ser 
dada aos que precisam dos serviços. Neste caso, é sabido que aquele que precisa de 
auxílio de óculos, sempre procura primeiro a Casa de Óptica. E quando encontra 
dificuldade de adaptação com sua correção, volta a Casa de Óptica para reclamar. Uma 
situação corriqueira, conhecida e degradante é a situação "Ping Pong". Quando o cliente 
não consegue sucesso com seus óculos e retorna à Casa de Óptica. Esta então confirma 
que os óculos estão corretos e o erro foi de quem fez a receita. O refracionista, médico 
ou Optometrista diz que o erro foi da Óptica e pede para voltar lá. E o paciente fica sem 
uma solução que satisfaça sua necessidade. Às vezes, o descontente precisa recorrer à 
outra consulta, com outro profissional. 
Enfim, sempre sai com prejuízo. Já no caso de se executar todo o serviço na Óptica, o 
cliente encontrará começo, meio e fim. Toda responsabilidade estará em um mesmo 
local. Isto é entendido com facilidade quando se sabe que os ajustes dos óculos em 
termos de distância vértice, inclinação pantoscópica, distâncias naso-pupilares, 
distâncias de altura dos centros ópticos, indicação de prismas e formação de prismas por 
medidas erradas, indicação de armação compatível com a anatomia facial, 
possibilidades técnicas das lentes, enfim, tudo é de extrema importância na indicação 
das lentes para uma montagem correta dos óculos com a finalidade que se obtenha um 
serviço de qualidade. Todas estas condutas deixam dúvidas quando o exame é feito em 
um local e a confecção da correção em outro. 
Todo o processo, desde o exame da visão até a escolha da armação e determinação das 
melhores lentes para cada caso, além da montagem e ajuste dos óculos, obtêm um 
resultado e uma qualidade sensivelmente melhor quando todo o processo é executado 
em um mesmo local e com uma responsabilidade única. É assim em todo o planeta. 
Porque no Brasil sempre precisa ser diferente? 
Professor Vilmario Antonio Guitel 
Técnico em Óptica SENAC SP 
Bacharel em Optometria UNC SC 
Pós Graduado Alta Optometria UNC SC 
Pós Graduado Magistério do Curso Superior UNC SC. 
 
 
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
Jakson
Realce
 
31 
 
3. ASPECTOS RELEVANTES -RESUMO 
 
Segundo o dicionário Caldas Aulete, óptica é a parte da física que trata da luz e 
fenômenos com a visão. O dicionário Aurélio acrescenta ainda a origem que vem do 
grego optiké. A verdade, porém, é que hoje em dia, ópticas são chamadas de óticas. Será 
que está errado? Não. Nossos dicionários registram a forma ótica como variante de 
óptica. A dúvida se deve ao sentido original de ótica: relativo ao ouvido que vem do grego 
otikós. Daí a otite, que é a inflamação do ouvido; a otalgia que é a popular dor de ouvido; 
otologista é o médico especializado em doenças do ouvido. Otorrino é abreviação de 
otorrinolaringologista, que é especialista em ouvido, nariz e laringe. 
Já tivemos o oftalmotorrinolaringologista: especialista em olhos, ouvidos, nariz, 
garganta (laringe). Quase não existe mais. Por fim de onde saiu esse tal oftalmo? Vem 
do grego ophthalmo que significa “olho”. Oftalmologia é o ramo da medicina que estuda 
os olhos em todos os seus aspectos. 
Então a palavra óptica só pode ser usada para fenômenos relativos à visão. E ótica pode 
ser sinônimo da palavra óptica ou relativo ao ouvido. Conheça a legislação vigente 
Falando em ópticas, o comércio relativo a óculos e a saúde da visão, vem crescendo 
bastante devido à necessidade e a moda. E está ficando sem um controle fiscalizador dos 
órgãos de saúde. Sendo assim, gostaria de alertar estes órgãos governamentais, 
fiscalizadores da saúde pública. 
 
 
 
32 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
4. ROTEIRO DE AUTO-INSPEÇÃO DE ÓPTICAS - 
MODELO 
 
 
ROTEIRO DE AUTO-INSPEÇÃO DE ÓPTICAS 
AS QUESTÕES CONSTANTES NO PRESENTE ROTEIRO DE AUTO-INSPEÇÃO 
DEVEM SER RESPONDIDAS COM: S EM CASO AFIRMATIVO, N EM CASO 
NEGATIVO OU NA QUANDO SIGNIFICAR NÃO SE APLICA. 
I. CONDIÇÕES GERAIS DO ESTABELECIMENTO: 
1. O estabelecimento óptico se caracteriza como Óptica Básica, ou seja, comercializa, 
fabrica e/ou beneficia lentes em geral em laboratório próprio ou mediante 
terceirização, sob contrato, com laboratório especializado e legalizado, além de 
executar montagem de óculos corretivos ou solares? 
 2. O estabelecimento óptico se caracteriza como Óptica Plena, ou seja, além dos 
requisitos da Óptica Básica, oferece atendimento de exame optométrico pleno, 
inclusive adaptação e comercialização de lentes de contato? 
3. A Óptica Básica conta com Técnico em Óptica legalmente habilitado como 
Responsável Técnico, conforme Dec. 77052/76, Art. 2º - Para cumprimento do 
disposto neste Decreto as autoridades sanitárias mencionadas no artigo anterior, no 
desempenho da ação fiscalizadora, observarão os seguintes requisitos e condições: 
I – Capacidade legal do agente, através do exame dos documentos de habilitação 
inerentes ao seu âmbito profissional ou ocupacional, compreendendo as formalidades 
intrínsecas e extrínsecas do diploma ou certificado respectivo, tais como, registro, 
expedição por estabelecimento de ensino que funcione oficialmente de acordo com as 
normas legais e regulamentares vigentes no País e inscrição dos seus titulares, 
quando for o caso, nos Conselhos Regionais pertinentes, ou em outros órgãos 
competentes previstos na legislação federal básica de ensino? 
4. A Óptica Plena conta com Óptico Optometrista como Responsável Técnico 
legalmente habilitado, conforme preceitua a Classificação Brasileira de Ocupações 
(CBO) do Ministério de Trabalho e Emprego, com formação de bacharelado e diploma 
registrado nesta especialidade no Ministério da Educação e, portanto, apto para a 
realização de exames optométricos; confecção de lentes; adaptação de lentes de 
ÓPTICA 
 
41 
 
contato; montagem de óculos; aplicação de próteses oculares; 
promoção de educação em saúde visual; venda de produtos e 
serviços ópticose optométricos; gerenciamento de estabelecimentos; assunção de 
Responsabilidade Técnica por laboratórios ópticos, estabelecimentos ópticos básicos 
ou plenos e centros de adaptação de lentes de contato; e emissão de laudos e 
pareceres ópticos optométricos? 
5. O Alvará de Autorização Sanitária do estabelecimento está afixado em local visível, 
conforme estabelece o Decreto 24492/34, Art. 5º - A autorização para o comércio de 
lentes de grau será solicitada à autoridade sanitária pelo sócio, ficando a requerente 
responsável pelo fiel cumprimento deste decreto? 
6. Há a compreensão por parte do proprietário e do Responsável Técnico de que a 
Vigilância Sanitária não atua no âmbito próprio de fiscalização do exercício 
profissional, mas tão-somente verifica a existência de habilitação e/ou capacidade 
legal do profissional da saúde e do respeito à legislação sanitária, objeto, no caso, de 
fiscalização estadual e/ou municipal; e que, portanto, não compete à Coordenação de 
Vigilância Sanitária de Aracaju (COVISA/AJU) verificar questões relativas a: 
1) existência da participação de Oftalmologista na sociedade do estabelecimento; 2) 
existência de consultório médico de oftalmologia no estabelecimento; 3) existência de 
prescrição de receitas ópticas no estabelecimento, seja em suas dependências ou em 
local que lhe seja de acesso obrigatório, e de possível indicação de Oftalmologista; 4) 
escolha, indicação ou o aconselhamento de lentes de grau por parte de atendentes; 5) 
existência de cartazes e anúncios com oferecimento de exames de vista; e 6) 
inobservância do encaminhamento de casos patológicos à área específica da 
medicina, a Oftalmologia (o tratamento de doenças, males do globo ocular, patologias 
oculares e a administração de medicamentos são atribuições específicas dos 
oftalmologistas, não fazendo parte das atividades técnicas desenvolvidas pelo óptico 
optometrista)? 
7. O ambiente, as instalações, os equipamentos e o instrumental estão em 
conformidade com as atividades desenvolvidas e em condições de perfeito 
funcionamento, como estabelece o Dec. 77052/76, Art. 2º Para cumprimento do 
disposto neste Decreto as autoridades sanitárias mencionadas no artigo anterior, no 
desempenho da ação fiscalizadora, observarão os seguintes requisitos e condições: II 
– A adequação das condições do ambiente onde se processa a atividade profissional, 
para a prática das ações que visem à promoção, proteção e recuperação da saúde; e 
ÓPTICA 
 
42 
 
III – Existência de instalações, equipamentos e aparelhagem 
indispensáveis e condizentes com as suas finalidades, e em 
perfeito estado de funcionamento? 
8. Construção nova com finalidade de estabelecimento com atividades de interesse da 
saúde, com projeto físico avaliado pela Vigilância Sanitária previamente à execução da 
obra? 
9. Prédio residencial adaptado com transformação de uso aprovada pela Vigilância 
Sanitária previamente à execução da reforma? 
10. Recepção e salas de atendimento acessíveis a pessoas portadoras de deficiências 
ou com mobilidade reduzida? 
11. Instalações confortáveis e adequadas à atividade proposta? 
12. Instalações prediais livres de trincas, rachaduras e infiltrações? 
13. Piso de material liso (sem a presença de descontinuidades, tais como fendas ou 
rachaduras), resistente, impermeável e lavável que permita um completo processo de 
higienização? 
14. Teto e paredes/divisórias com acabamento liso, de cores claras, revestidos com 
tinta ou material laváveis que permitam um completo processo de higienização? 
15. Identificação visual em compartimentos? 
16. Certificação do Corpo de Bombeiros? 
17. Extintor(es) de incêndio com teste e recarga na validade? 
18. Certificado de aferição anual de pesos e medidas? 
19. Limpeza da caixa d’água semestral comprovada? 
20. Realização quadrimestral de serviços de desratização e a desinsetização 
comprovada? 
21. Abrigo adequadamente configurado para o armazenamento externo de Resíduos? 
22. Ausência de cortinas, estantes com livros e objetos, vasos de plantas, aquários 
abertos e outros adornos de difícil higienização nos ambientes de atendimento? 
ÓPTICA 
 
43 
 
23. Área de vendas, provida de balcão e vitrines para mostruário de 
armações, com espaço físico mínimo de 10 m²? 
24. O mobiliário e os outros elementos são constituídos de material impermeável e 
resistente aos procedimentos de limpeza e desinfecção? 
25. Existe depósito, com produtos armazenados limpos e dispostos de forma 
organizada, de modo a não dificultar a higienização e não propiciar a proliferação de 
pragas urbanas? 
26. Depósito de Material de Limpeza, provido de tanque de apoio e mobiliário 
constituído de material impermeável, de fácil higienização, para guarda e organização 
de produtos e equipamentos de limpeza? 
27. Área exclusiva para funcionários: organizada, limpa, arejada, iluminada e com 
nichos individuais para guarda de pertences? 
28. Copa/Cozinha exclusiva para alimentos e refeições? 
29. Sanitários para os funcionários com instalações elétricas e hidráulicas embutidas; 
luminárias com uso de protetores; e lavatórios providos de saboneteiras de parede 
com dispositivo de recarga e acionamento do líquido por pressão manual, suporte para 
papel toalha, coletor de lixo com tampa e pedal e ralo sifonado com tampas giratórias? 
30. Programa de Imunização de Funcionários? 
31. Rotina de auto inspeção periódica? 
32. Manual de normas e rotinas atualizado e disponível de higienização dos 
ambientes, instalações, mobiliários e equipamentos? 
33. Dispõe de Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde de acordo 
com a Resolução RDC ANVISA nº 306, de 07 de dezembro de 2004, contendo, 
inclusive, a descrição das formas de minimização dos resíduos gerados do Grupo B 
(resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública 
ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, 
corrosividade, reatividade e toxicidade)? 
 
ÓPTICA 
 
44 
 
34. Dispõe de livro para registro das receitas ópticas devidamente 
regularizado, conforme determina o Dec. 20.931/32, Art. 41 – As 
casas de óptica, ortopedia e os estabelecimentos eletro, rádio e fisioterápicos de 
qualquer natureza devem possuir um livro devidamente rubricado pela autoridade 
sanitária competente destinado ao registro das prescrições médicas, bem como o Dec. 
24492/34 Art. 9º - Ao óptico prático do estabelecimento compete: d) Citar e assinar 
diariamente o livro de registro de óptica? 
II. REQUISITOS RELATIVOS À CATEGORIA DO ESTABELECIMENTO: 
1. A Óptica Básica que se dedica à comercialização de lentes oftálmicas; 
comercialização de armações; comercialização de óculos solares; comercialização de 
acessórios ópticos (espelhos, suportes, cordões para óculos, limpadores de lentes), 
dispõe, além das condições gerais, dos requisitos mínimos de instalações e 
equipamentos a seguir enumerados: a. Contrato de terceirização com Laboratório 
Óptico de Surfaçagem de Lentes Oftálmicas legalizado? b. Espaço apropriado para 
teste de acuidade visual, com comprimento ou largura mínima de 6,00m? c. Tabelas 
de optótipos ou projetor? d. Espelhos? e. Lensômetro (aparelho de leitura externa ou 
interna, usada para medida de dioptrias, em lentes esféricas e cilíndricas)? f. Escalas 
milimétricas? g. Pupilômetro (equipamento para medir a distância interpupilar) ? h. 
Facetadora automática (equipamento desenvolvido para cortar, fazer facetas e dar 
acabamento em lentes permitindo que as mesmas se encaixem no aro)? i. 
Ferramentas para ajuste de óculos (alicates, chaves de fendas, outras)? j. Ventilete/ 
aquecedor de lamparina ou similar (utilizado para ajustar as armações não metálicas)? 
2. A Óptica Básica que comercializa lentes oftálmicas e contém um Laboratório Óptico 
de Surfaçagem de Lentes Oftálmicas dedicado à fabricação e montagem de óculos 
corretivose solares (cristal, orgânica, policarbonato), dispõe, além das condições 
gerais e dos requisitos especificados no item 1, dos recursos a seguir enumerados: a. 
Área de laboratório, com espaço físico mínimo de 10 m²? b. Pia com decantador? c. 
Rede de esgoto bem distribuída (pelo acúmulo de pó no final do processo)? d. 
Conjunto de formas (moldes) esféricas e cilíndricas para fabricação de lentes? e. 
Esmerilhador esférico para miopia e cilíndrico para astigmatismo? f. Polidoras 
zirconizadas? g. Blocadoras de aloy (substitui o sistema de gás, isto é, o fogão e o 
maçarico)? h. Esmerilhador com ar comprimido (eletropneumático) cilíndrico e 
esférico? i. Gerador de curvas (equipamento destinado a gerar as curvas internas e 
externas das lentes)? j. Bancada ou gaveta de trituração de cristais? k. Facetadora 
automática ou lixadeira diamantada (para cortar, fazer facetas e dar acabamento em 
ÓPTICA 
 
45 
 
lentes permitindo que as mesmas se encaixem no aro)? l. 
Máquinas de coloração? m. Máquina para tratamento antirreflexo? 
n. Disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) para os 
profissionais (vestimenta adequada, óculos protetores, máscaras com filtros nasais) 
quando usada a lixadeira diamantada não automática? o. Área de montagem? 
3. A Óptica Plena que se dedica à atividade de prestação de serviços optométricos e 
que, portanto, realiza procedimentos de identificação e compensação de ametropias 
visuais (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, estrabismo); avaliação e 
compensação das dificuldades visuais; orientação e acompanhamento profissional das 
dificuldades visuais; encaminhamento de casos patológicos à área específica da 
medicina, a Oftalmologia, dispõe, além das condições gerais e dos requisitos 
especificados no item 1 e/ou 2, dos recursos a seguir enumerados: a. Espaço 
apropriado para avaliação optométrica, com comprimento ou largura mínima de 6,00m 
para teste de acuidade visual? b. Lavatório provido de saboneteira de parede com 
dispositivo de recarga e acionamento do líquido por pressão manual, suporte para 
papel toalha, e coletor de lixo com tampa e pedal? c. Tabelas de optótipos ou projetor? 
d. Testes de estereoscopia e cores? e. Foroptero ou Refrator (equipamento com 
múltiplas lentes, que realiza o teste subjetivo de acuidade visual, com auxílio do 
cliente)? f. Autorefrator (realiza o teste visual objetivo, sem auxilio do cliente)? g. 
Queratômetro (equipamento que determina o raio de curvatura da córnea)? h. 
Biomicroscópio ou Lâmpada de fenda (equipamento que possibilita o diagnóstico de 
estados alterados da córnea, íris, cristalino, etc)? i. Retinoscópio (aparelho utilizado 
para exames mais profundos da retina é adotado para verificação de um 
deslocamento da retina)? j. Oftalmoscópio (aparelho destinado ao exame externo da 
parte interior do olho)? k. Transiluminador (equipamento com fonte de luz, para exame 
interno do olho)? l. Régua de Esquiascopia (régua dotada de lentes esféricas positivas 
e negativas, destinadas a tornar mais prática a verificação objetiva do erro refracional 
do olho, em substituição à Caixa de Provas)? m. Caixa de provas (conjunto de lentes 
de ensaio esféricas, cilíndricas positivas e negativas, filtros coloridos e prismas, lentes 
graduadas de 0,5 em 0,5 grau, dispostas em ordem crescente ou descrescente de 
dioptrias)? n. Armações de prova universal (utilizada para colocar as lentes de prova 
no ato do teste)? o. Oclusor óptico? p. Lensômetro (destina-se à medição de lentes e 
suas demarcações)? 
4. A Óptica Plena que se dedica à atividade de adaptação e comercialização de lentes 
de contato e que, portanto, realiza procedimentos de avaliação do globo ocular e seus 
anexos; avaliação da dioptria das lentes de contato; teste de adaptação ao uso de 
lentes de contato; medição da curvatura da córnea (ceratometria); medição do 
diâmetro da íris e medição do diâmetro da pupila; avaliação do filme lacrimal; uso de 
substância para contraste (fluoresceína); uso de substâncias lubrificantes para lentes 
de contato; indicação das lentes de contato mais adequadas; acompanhamento e 
orientação profissional durante o uso das lentes de contato, dispõe, além das 
condições gerais e dos requisitos especificados no item 3, dos recursos a seguir 
enumerados: a. Área apropriada provida de bancada com pia, preferencialmente com 
torneira que seja acionada sem o uso das mãos ou com o uso dos pés? b. 
 
46 
 
Saboneteiras de parede com dispositivo de recarga e acionamento 
do líquido por pressão manual, suporte para papel toalha, coletor 
de lixo com tampa e pedal? c. Lâmpada de Burton (consiste em uma lupa, onde se 
acondiciona uma ou duas lâmpadas frias, que permite avaliar a adaptação da lente de 
contato na córnea)? d. Caixa de prova de lentes de contato (lentes para diagnóstico)? 
 
REFERÊNCIAS: 
 
BICAS, HARLEY; JORGE, ANDRÉ A. H. OFTALMOLOGIA: FUNDAMENTOS E 
APLICAÇÕES. SÃO PAULO: TECMEDD, 2007. 
BRASIL – 2006 - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO - PROCURADORIA FEDERAL - 
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA - PARECER CONS. Nº 
127/06 PROC/ANVISA/MS; 
CONSELHO BRASILEIRO DE ÓPTICA E OPTOMETRIA (CBOO). PERFIL DO 
PROFISSIONAL ÓPTICO RECONHECIDO PELO CBOO E OUTRAS 
INFORMAÇÕES. DISPONÍVEL EM: HTTP://WWW.CBOO.ORG.BR>. ACESSO EM 
MAIO/2012. 
CONSELHO REGIONAL DE ÓPTICA E OPTOMETRIA DO ESTADO DE MINAS 
GERAIS (CROOMG). 
MANUAL PARA FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA DE ESTABELECIMENTOS ÓPTICOS 
NO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE – PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO 
HORIZONTE - BRASIL – 2002. 
ÓPTICO OFTALMICO BÁSICO. DISPONÍVEL EM: HTTP://WWW.CROOMG.ORG.BR/ 
>. ACESSO EM MAIO/2012. EMPREGA BRASIL. ÓTICA. DISPONÍVEL EM: 
HTTP://WWW.EMPREG ABRASIL.ORG.BR/BT/COMO_ABRIR_OTICA.HTM>. 
ACESSO EM MAIO DE 2012. 
SILVA FILHO, JOSÉ ROBERTO LOPES DA. AS LEIS DA OPTICA E DA 
OPTOMETRIA COMENTADAS À LUZ DA CONSTITUIÇÃO DE 88. FORTALEZA: 
GRÁFICA LCR, 2016.

Mais conteúdos dessa disciplina