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APOSTILA BANCO DO BRASIL 2020 PDF

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como sujeito uma oração 
reduzida de infinitivo.
Muito custa viver tão longe da família.
 Verbo Intransitivo Oração Subordinada 
 Substantiva Subjetiva 
 Reduzida de Infinitivo
Custou-me (a mim) crer nisso.
 Objeto Indireto Oração Subordinada 
 Substantiva Subjetiva
 Reduzida de Infinitivo
A Gramática Normativa condena as construções que 
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por 
pessoa: Custei para entender o problema. 
 = Forma correta: Custou-me entender o problema.
Implicar
Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes 
implicavam um firme propósito.
B) ter como consequência, trazer como consequência, 
acarretar, provocar: Uma ação implica reação.
Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, 
envolver: Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo 
indireto e rege com preposição “com”: Implicava com 
quem não trabalhasse arduamente.
Namorar
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois anos.
Obedecer - Desobedecer
Sempre transitivo indireto: 
Todos obedeceram às regras.
Ninguém desobedece às leis.
Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem 
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas.
Proceder
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter 
cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa 
segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto 
adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia 
como refutá-las.
Você procede muito mal.
Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a 
preposição “de”) e fazer, executar (rege complemento 
introduzido pela preposição “a”) é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
Querer
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter 
vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, 
estimar, amar: Quero muito aos meus amigos.
Visar
Como transitivo direto, apresenta os sentidos de 
mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. 
O gerente não quis visar o cheque.
No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como 
objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-
estar público.
Esquecer – Lembrar 
Lembrar algo – esquecer algo
Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo 
(pronominal)
No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, 
exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o 
livro.
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, 
etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, 
portanto, transitivos indiretos: 
Ele se esqueceu do caderno.
Eu me esqueci da chave.
Eles se esqueceram da prova.
Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
Há uma construção em que a coisa esquecida ou 
lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre 
leve alteração de sentido. É uma construção muito rara 
na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la 
em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses. 
Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção 
várias vezes.
Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
Não lhe lembram os bons momentos da infância? (= 
momentos é sujeito)
Simpatizar - Antipatizar
São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”: 
Não simpatizei com os jurados.
Simpatizei com os alunos.
Importante: 
A norma culta exige que os verbos e expressões que 
dão ideia de movimento sejam usados com a preposição 
“a”:
Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
Cláudia desceu ao segundo andar.
Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
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A
Regência Nominal
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse 
nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em 
conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de 
um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os 
nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Se uma oração completar o sentido de um nome, ou seja, exercer a função de complemento nominal, ela será 
completiva nominal (subordinada substantiva).
Regência de Alguns Nomes
Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de
Advérbios
Longe de Perto de
Observação: 
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; 
paralelamente a; relativa a; relativamente a.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar - Português linguagens: volume 3. – 7.ª ed. Reform. – São 
Paulo: Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
SITE
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php>
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EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – CES-
GRANRIO-2018)
O ano da esperança
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos 
desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás 
do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de 
amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o dinhei-
ro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a 
consciência de que era uma doação. A situação foi pio-
rando. Os argumentos também. No início era para pagar 
a escola do filho. Depois vieram as mães e avós doentes. 
Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava 
um rapaz, que não conheço pessoalmente. Mas que so-
freu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia. 
Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas internações, 
remédios. A situação piorando, eu já estava encomen-
dando missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico, 
no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamen-
te. Surpresa! O doente não aparecia para a consulta. Até 
que o coloquei contra a parede. Ou se consultava ou eu 
não ajudava mais.
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita 
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca co-
nheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter caído 
na história. Só que esse rapaz havia perdido o emprego 
após o suposto acidente. Foi por isso que me deixei en-
ganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde também 
a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As pessoas 
buscam vagas nos mercados em expansão. Se a indústria 
automobilística

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