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AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DE LÍNGUA PORTUGUESA CRÔNICA Gênero popular no meio jornalístico e na literatura, crônica é o tipo de texto que traz prazer em sua leitura, tanto pela aproximação do leitor com o texto que discorre sobre fatos cotidianos quanto a maneira bem- humorada e a linguagem informal. Um dos objetivos dessa leitura é a crítica a fatos cotidianos, que levam o leitor a reflexão crítica, e agrada com o uso de sarcasmo, ironia e humor, característica presente nesse tipo de texto. Assim, estamos em contato com esse tipo de texto frequentemente, encontrados em jornais, revistas, na internet e até na televisão. Baseado em fatos cotidianos, a ideia é desenrolada em cima de assuntos comuns do dia a dia, discorridos de maneira bem-humorada, mas com uma pitada de crítica, seja à política, ao esporte, a sociedade, ao meio artístico, etc. Leia a Crônica “A DÚVIDA” de Juliano Martinz Enquanto o avião perdia altitude, o cenário era de pânico absoluto. Ele ouvia gritos e preces ao seu redor. Alguns tentavam ligar o celular desesperadamente, provavelmente uma tentativa de enviar uma última mensagem para familiares e amigos. Eu te amo, adeus, eu não deveria ter dito aquilo. Todas aquelas frases que passam pela cabeça quando se sabe que serão as últimas. Da mesma forma, ele estava angustiado. A mesma angústia que o acompanhara desde o momento em que pegara o metrô, 3 horas atrás, rumo ao aeroporto. Antes que o avião se partisse em milhares de pedaços, sua angústia se resumia em uma única e persistente pergunta: — Será que eu desliguei o ferro de passar? Texto extraído do site corrosiva.com.br (Março/2021) 01. O gênero do texto é crônica. Isso se confirma porque o texto: a) narra um fato do cotidiano vivido pelas pessoas. b) descreve uma história fictícia com enredo surreal. c) informa ao leitor sobre fatos recentes de interesse da população. d) transmite um ensinamento para o leitor. e) informa ao leitor sobre fatos fictícios do passado. 02. No trecho: “Enquanto o avião perdia altitude...”, a palavra grifada estabelece ideia de: a) lugar. b) modo. c) tempo. d) intensidade. e) dúvida. 03. No texto, é possível identificar que algumas pessoas estavam arrependidas. O fato que provocou esse sentimento foi: a) a mensagem do celular. b) o declínio do avião. c) a partida no aeroporto. d) a saudade dos parentes. e) a aflição da turbulência. 04. Sobre o texto, assinale a alternativa CORRETA: ESCOLA ESTADUAL DEP. FERNANDO CLÁUDIO CAPIBERIBE SALDANHA PROFESSORA: ELIZETE VARGAS DOS SANTOS ETAPA DE ENSINO: ENSINO MÉDIO ANO/TURMA: 2º C COORDENADORA PEDAGÓGICA: ELIANE CRISTINA ABREU PERÍODO: MATUTINO COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA ESTUDANTE: ____________________________________________ a) As pessoas estavam desesperadas porque não conseguiam mandar mensagens. b) Os passageiros estavam aflitos porque o avião estava passando por uma simples turbulência. c) Os passageiros perceberam que o avião estava caindo logo no momento da decolagem. d) É possível concluir que um dos passageiros estava angustiado com uma situação diferente dos demais. e) As pessoas estavam alucinada porque não conseguiam tinham celular. 05. No trecho: “Alguns tentavam ligar o celular desesperadamente...”, a palavra grifada revela que as pessoas estavam a) precipitadas. b) alucinadas. c) enfurecidas. d) angustiadas. e) incomodada. 06. Apesar do desespero dos personagens revelado pelo autor da crônica, o texto finaliza com um tom a) irônico. b) cômico. c) triste. d) melancólico. e) alegre. Agora que você sabe o que é crônica. Leia o texto abaixo e responda: Um gesto de amor: Mãe Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que embrulhe para presente. - É para minha mãe, diz com orgulho. O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu freguês e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja. Devia ou não fazer? O coração dizia sim, a mente dizia não. O garoto, notando a indecisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar. Colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade concluíra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua mãe. Lembrou de sua própria mãe. Fora pobre e muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentear sua mãe. Quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos. Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Ele já escolhera, pedira para embrulhar e até tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema? No campo da emoção, dois sentimentos se entreolhavam: a compaixão do lado do homem, a desconfiança por parte do garoto. Impaciente, ele perguntou: moço está faltando alguma coisa? - Não, respondeu o proprietário da loja. É que de repente me lembrei de minha mãe. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada. Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: nem um sabonete? O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês sem responder mais nada. A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido. Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor! 07. O texto “Um gesto de amor – Mãe” tem o objetivo de: a) registrar um fato. b) trazer uma reflexão. c) dar uma opinião. d) criticar um fato ocorrido. e) esclarecer uma situação. 08. O fato que dá início a narrativa é: a) num momento que ele responde ao dono da loja. b) quando ele escolhe o sabonete. c) quando o dono da loja ficou comovido. d) quando um garoto entra na loja. e) quando retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. Leia o texto abaixo e, a seguir, responda aos itens 09 e 10. Disponível em http://espacoeducar-liza.blogspot.com.br. Acessado em 05 de fevereiro de 2013. O humor da tirinha está na (A) vergonha do pai. (B) indignação do pai. (C) surpresa da menina. (D) interpretação da menina. (E) raiva do pai. No segundo quadrinho, o ponto de interrogação reforça a ideia de (A) surpresa. (B) comoção. (C) indignação. (D) contentamento. (E) indagação. D / C