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IGL 751 Hidrogeologia Avançada Prof. Gerson Cardoso da Silva Jr. Programa de Pós-Graduação em Geologia Universidade Federal do Rio de Janeiro Introdução: Ciclo Hidrológico e Balanço Hídrico Aulas Terças-feiras a partir de 13/07 até final de setembro/2021(*) 13:30h - 17:30h IGL-751 Hidrogeologia Avançada Composição e Avaliação (pode mudar) Seminário/Apresentação 60% Exercícios 30% Leitura/Revisão Artigos 10% (*) prazo modificado para data a determinar Conteúdo 1ª parte - Introdução 2ª parte - Hidráulica subterrânea 3ª parte - Modelagem de aquíferos aplicada à gestão de recursos hídricos Seminário: apresentação e discussão (1aula) Bibliografia básica CPRM 2008. Hidrogeologia: conceitos e aplicações. Eds. Feitosa e Manoel Fº. 3ª Ed. CPRM/UFPE. 812 p. CUSTODIO, E., LLAMAS, M.R. (1983) Hidrología Subterránea Ed. Omega, Barcelona. 2350p. FETTER, C.W. (2001) Applied Hydrogeology E. Merrils 4th Ed. 598 p. FREEZE, R.A.; CHERRY, J.A. (1979) Groundwater Ed. Prentice Hall, Inc. Montreal 604 p. de MARSILY, G. 1986. Quantitative Hydrogeology: Groundwater Hydrology for Engineers. Academic Press, San Diego, 440 p. THANGARAJAN, M.; SINGH, V. P. 2016 Groundwater Assessment, Modeling, and Management. Taylor & Francis, Boca Raton, 511 p. REVISTAS TÉCNICAS ESPECIALIZADAS Water Resources Research (American Geophysical Union) Journal of Hydrology (Elsevier) Ground Water (Assoc. of Groundwater Scient. And Engin.) Hydrogeology Journal (IAH/AIH) outros Ramo da Geologia que estuda o comportamento, distribuição e movimento das águas terrestres nas diferentes formações geológicas; a interação mecânica, química e termal da água com o meio poroso e o transporte de energia, partículas e compostos químicos pelo fluxo. A HIDROLOGIA é a ciência que trata das águas da Terra, sua circulação, distribuição, propriedades físicas e químicas e sua relação com o meio ambiente. A água subterrânea é parte desse universo e, consequentemente, a Hidrogeologia é um ramo da hidrologia, bem como o é da GEOLOGIA. Hidrogeologia Domenico & Schwartz, 1997 Abordagem filosófica da Hidrogeologia Hidrogeologia: resolver problemas com dados escassos. Em alguns casos, não se tem nenhum dado! Em alguns casos os dados são ruins. O pensamento critico é fundamental. Hidrogeologia Avançada Aspectos de Hidrogeologia Física em nível de pós- graduação. O objetivo é melhorar o conhecimento dos estudantes sobre o assunto além do nível introdutório, desenvolvendo a compreensão das bases teóricas e matemáticas de condições de contorno e cálculo dos parâmetros do aquífero (condutividade hidráulica, coeficiente de armazenamento e transmissividade). Desenvolver a habilidade de usar métodos de análise de parâmetros do aquífero, incluindo métodos gráficos e informáticos, para resolver problemas do mundo real. Supõe-se um conhecimento mínimo prévio das disciplinas que constituem a base teórica da Hidrogeologia. Distribuição Global da Água Aproximadamente 29% dos recursos de água doce do mundo estão em aquíferos Uso mundial de água por continentes nos últimos 110 anos e projeção de aumento de consumo. Fonte: World Res. SIM Center, 2012. Demanda agrícola Uso da água subterrânea Exemplos: Áustria (99%) e Dinamarca (98%) utilizam água subterrânea como fonte de água potável. Índia, China, Bangladesh, Tailândia, Indonésia e Vietnã: mais de 50% das fontes potáveis são provenientes dos aquíferos. Suíça, Portugal, Itália e Alemanha: água subterrânea para mais de 70% das necessidades (Eurostat, 1997). EUA (USEPA, 2004): média americana para o uso da água subterrânea com fins domésticos de 28%. Outras estimativas falam de 40% (Assoc. Nac. Águas Subterrâneas – EUA Muitos Estados e cidades dependem deste recurso (ex.: Havaí 95% de suas necessidades; áreas rurais, 96% da água doméstica provêm da água subterrânea). Na região Ásia-Pacífico, 32% da população dependem da água subterrânea; na Europa, 75%; na América Latina, 29%; e na Austrália, 15%. Rebaixamento desde o início do bombeamento Uso da água subterrânea No Brasil, estima-se que a água subterrânea responda por cerca de 20% do consumo nacional (em termos de volume) e que 52% dos 5570 municípios brasileiros são abastecidos total (36%) ou parcialmente (16%) por águas subterrâneas (Fonte: Instituto Trata Brasil, 2019). Uso da água subterrânea: Brasil Uso da água subterrânea: Ex.: SP Uso da água subterrânea: Ex.: SP Fonte: CETESB, 2003 O CICLO HIDROLÓGICO O Ciclo Hidrológico Os controles do clima na Terra Classif. Köppen: A - tropical úmido B - seco C - úmido de altitudes médias, inverno suave D - úmido de altitudes médias, inverno severo E - polar Latitude Os controles do clima na Terra Altitude Os controles do clima na Terra Acompanhando o Movimento da Água na Atmosfera Acompanhando o Movimento da Água na Atmosfera Balanço de (Massa) de água Entrada – Saída = Variação do Armazenamento E – S = DH Fórmula Geral Usualmente para um dado intervalo de tempo Muitas formas de dividir os componentes Diferentes reservatórios podem ser considerados Balanço Hídrico Objetivos: Avaliação quantitativa espacial e temporal dos recursos hídricos; Orientar para a utilização racional, controle e redistribuição dos recursos hídricos no tempo e no espaço; Fazer uma previsão dos impactos ambientais causados pela intervenção humana (irrigação, obras de engenharia; entrada de poluentes). Balanço Hídrico O ciclo hidrológico em uma bacia pode ser representado pela equação do balanço hídrico (elaborada em detalhe): E = P + Qse + Qte S = ETR + Qss + Qts Onde: E=entrada; P=precipitação; Qse=vazão superficial de entrada; Qte=vazão subterrânea de entrada; S=saída; ETR=evapotranspiração real; Qss=vazão superficial de saída; Qts=vazão subterrânea de saída Balanço Hídrico em sistemas subterrâneos Equação do balanço hídrico – detalhe E = IP + IR + Qte + Qe + RA S = DR + ET + Qts + Qs + Qm + B Onde: IP=infiltração da chuva; IR= infiltração dos rios e lagos; Qte=vazão subterrânea entrante lateral; Qe=vazão subterrânea entrante de outros aquíferos; RA=recarga artificial; DR=saída de água para rios ou mar; ET=evapotranspiração real do terreno; Qts=vazão subterrânea saída lateral; Qs=vazão subterrânea saída para outros aquíferos; Qm=saída por fonte manancial; B=bombeamento Mapa... SWo GWo SWi GWi PET Balanço de (Massa) de água Principais componentes: Recarga (R) Influxo (Qin) Transpiração (T) Saída (Qout) R + Qin – T – Qout = Mudança no armazenamento (DS) Componentes do Balanço Hídrico (‘etapas’ do ciclo hidrológico) Condensação + Precipitação Interceptação Evaporação + Transpiração Infiltração + Percolação Runoff (escoamento superficial e subterrâneo) Condensação Partículas de vapor de água subindo pelo ar. Quando o ar esfria o vapor condensa formando nuvens. O ar quente contém mais vapor de agua que o ar frio. A quantidade de água no ar é chamada de umidade Gaines, 2005 Condensação e Precipitação http://www.srs.fs.usda.gov/gallery/images/5_rain_gauge.jpg Medição da Precipitação Precipitação pluviométrica: origem Chuva convectiva Chuva frontal Chuva orográfica Precipitação - medição Pluviômetro “Ville de Paris” Superfície receptora: • Ville de Paris: 400 cm2 • Paulista: 500 cm2 • Casella: 200 cm2 • Snowdon 125 cm2 Fonte: UFPR, 2010 Precipitação - PROCESSAMENTOS DE DADOS PLUVIOMÉTRICOS Precipitação - PROCESSAMENTOS DE DADOS PLUVIOMÉTRICOS Precipitação – período de retorno •O período de retorno (ou tempo de recorrência) de um evento é o tempo médio (em anos) em que esse evento é superado ou igualado pelo menos uma vez • É importante salientar o caráter não- cíclico dos eventos randômicos,ou seja, uma enchente com período de retorno de 100 anos (que ocorre, em média, a cada 100 anos) pode ocorrer no próximo ano, ou pode não ocorrer nos próximos 200 anos, ou ainda pode ser superada diversas vezes nos próximos 100 anos). Precipitação - ANÁLISE ESTATÍSTICA • Em projetos de engenharia (vertedouros de barragens, canais, etc.) e planejamento do uso do solo é importante conhecer o período de retorno (ou tempo de recorrência) de eventos climáticos, que é o tempo médio (em anos) em que esse evento é superado ou igualado pelo menos uma vez. Trata-se de análise estatística da magnitude das chuvas observadas nos pluviômetros ao longo do tempo, verificando-se sua frequência. • Método California: 𝑝 = 𝑚 𝑛 • Método Kimbal: 𝑝 = 𝑚 𝑛+1 Onde: p = probabilidade do evento ser igualado ou superado m = nº de vezes em que o valor é superado n = nº total de observações T = tempo de retorno (em geral anos) • Para grandes períodos de retorno, as observações deverão ser ajustadas a uma distribuição de probabilidades, de modo que o cálculo da probabilidade possa ser efetuado de modo mais correto Precipitação: período de retorno • Ex.: Araújo et al. (2017) se a probabilidade de ser igualada ou excedida for de 40%, (p = 0,4) o período de retorno é: T = 1/p = 1/0,4 = 2,5 anos. Precipitação - Série Anual X Série Parcial • Os dados podem estar dispostos em dois tipos de séries: séries anuais (de valores máximos anuais) e séries parciais (aquelas que apresentam valores superiores a uma certa base). • Escolha: Depende do projeto: • Anual: apenas o valor máximo de cada ano • Ex.: vertedouros de barragens: onde o valor máximo é que importa, uma vez que a obra já está comprometida quando da sua ocorrência, não mais importando o segundo ou terceiro maiores valores. • Parcial: valores acima de determinado patamar: até mais de um valor para um mesmo ano. • Não se pode esperar que os dados desse tipo de série se ajustem a uma distribuição de probabilidades. • Ex.: danos em fundações de pontes causadas pela repetição de enchentes. 1. Média Aritmética 2. Método de Thiessen 3. Método das Isoietas Precipitação: cálculo da distribuição Precipitação - Métodos 1) Média Aritmética Calcular a média aritmética de todos os postos situados dentro da área de estudo. É o de maior simplicidade, porém apresenta algumas restrições quanto ao seu uso, tais como: - os postos devem ser uniformemente distribuídos, - os valores de cada posto devem estar próximos ao da média e o relevo deve ser o mais plano possível. A precipitação média sobre a bacia é calculada por: Precipitação - Método de Thiessen 2) Método de Thiessen Pode ser usado para aparelhos não uniformemente distribuídos, uma vez que o mesmo pondera os valores obtidos em cada posto por sua zona de influência, como se segue: 1. De posse do mapa da bacia hidrográfica unir os postos pluviométricos adjacentes por linhas retas. 2. Traçar as mediatrizes dessas retas formando polígonos. 3. Os lados dos polígonos são os limites das áreas de influência de cada estação. P1: 48mm - Área = 2,08 km² P2: 75mm - Área = 1,45 km² P3: 95mm - Área = 2,32 km² P4: 90mm - Área = 2,00 km² P5: 91mm - Área = 1,08 km² P6: 82mm - Área = 2,27 km² P7: 88mm - Área = 2,12 km² 1º Passo: unir os postos Pluviométricos mais próximos entre SI, sem cruzar linhas Precipitação - Método de Thiessen Yoshizane (2010) - Unicamp P1: 48mm - Área = 2,08 km² P2: 75mm - Área = 1,45 km² P3: 95mm - Área = 2,32 km² P4: 90mm - Área = 2,00 km² P5: 91mm - Área = 1,08 km² P6: 82mm - Área = 2,27 km² P7: 88mm - Área = 2,12 km² 2º Passo: Marcar a mediana de todas as retas do passo anterior e unir de forma radial pelo posto mais central Yoshizane (2010) - Unicamp Precipitação - Método de Thiessen P1: 48mm - Área = 2,08 km² P2: 75mm - Área = 1,45 km² P3: 95mm - Área = 2,32 km² P4: 90mm - Área = 2,00 km² P5: 91mm - Área = 1,08 km² P6: 82mm - Área = 2,27 km² P7: 88mm - Área = 2,12 km² 3º Passo: Marcar a mediana de todas as retas radiais, traçadas no passo anterior, e note que a área de influência do posto central, já se configura neste passo. Yoshizane (2010) - Unicamp Precipitação - Método de Thiessen P1: 48mm - Área = 2,08 km² P2: 75mm - Área = 1,45 km² P3: 95mm - Área = 2,32 km² P4: 90mm - Área = 2,00 km² P5: 91mm - Área = 1,08 km² P6: 82mm - Área = 2,27 km² P7: 88mm - Área = 2,12 km² 4º Passo: Definir e determinar a área de influência dos demais postos, salientando com cores ou hachuras: OBS: Neste modelo, a área já está determinada, mas, na prática, é necessário determinar Yoshizane (2010) - Unicamp Precipitação - Método de Thiessen DBHydro Estações de chuva da Flórida Aproximadamente 600 estações 0 200000 400000 600000 800000 1000000 1200000 1400000 1600000 1800000 2000000 0 200000 400000 600000 800000 1000000 1200000 http://sflwww.er.usgs.gov/sfrsf/rooms/hydrology/compete/obspatialmapx.jpg DBHydro Estações de chuva da Flórida Precipitação: método das isoietas Considerado o mais preciso. Dificuldade: traçado desta curvas, que requer sensibilidade do analista. 1. Traçado de ISOIETAS - linhas de mesma precipitação - com base nos postos pluviométricos existentes; (procedimento semelhante ao das curvas de nível) 2. Calcular para cada par sucessivo de isoietas o valor médio da altura de chuva precipitada na área da interisoieta. 3. Medir as áreas entre isoietas (SURFER, planímetro, ArcGis, etc.) 4. Calcular a média ponderada do passo 2, tomando como peso a área medida correspondente. Componentes do Ciclo Hidrológico Condensação + Precipitação Interceptação Evaporação + Transpiração Infiltração + Percolação Runoff (escoamento superficial e subterrâneo) Interceptação De uma chuva pequena, de 5 mm por exemplo, quase toda a água será retida pelas copas e de lá evaporada diretamente. Ou seja, 100 % de perda por interceptação. Aproximadamente a mesma quantidade de chuva (5 mm) será perdida de uma chuva maior, digamos 100 mm. A percentagem de perda desta última será, evidentemente, menor (5 %). Kunert et al. (2015) Elementos do Ciclo Hidrológico Condensação + Precipitação Interceptação Evaporação + Transpiração Infiltração + Percolação Runoff (superficial e subterrâneo) Evaporação/Evapotranspiração Evaporação: passagem do estado líquido ao gasoso; Evapotranspiração: soma entre a evaporação e a transpiração das plantas; Mede-se a evapotranspiração em campo com o uso de lisímetros (solos) ou de evaporímetros (superfície da água); É estimada através de fórmulas empíricas (Thornthwaite, Turc, Penman). Tanque Evaporimétrico Coeficientes: 0,58 – 0,78 Transpiração Evapotranspiração potencial Eq. Thornwaite 0 200000 400000 600000 800000 1000000 1200000 1400000 1600000 1800000 0 200000 400000 600000 800000 1000000 1200000 Evapotranspiração Evapotranspiração Potencial (ETP ou de referência ETo) Perda de água que ocorrerá na condição ótima de umidade do solo (déficit = 0) gramado hipotético, com altura de 0,12 m, albedo igual a 0,23, e resistência da superfície ao transporte de vapor d’água igual a 70 s.m-1, bem suprida de umidade, e em crescimento ativo Não leva em conta: Mudanças sazonais na vegetação ou mudanças de vento ou na umidade relativa Evapotranspiração real (ETR): Perda de água que ocorre nas condições de campo É sempre igual ou menor que a evapotranspiração potencial Note 3 curvas no diagrama: precipitação ETR, ETP Curvas se separam quando há déficit de umidade do solo Depois: as plantas começam a retirarumidade do solo Capacidade de campo O fluxo de água no solo não saturado só ocorre quando um conteúdo de umidade limite é alcançado. Este limite é designado capacidade de campo do solo em agronomia e de saturação residual do solo em hidrogeologia. Condicionantes da Evapotranspiração As plantas não podem mais remover a umidade armazenada: a sucção do solo supera o potencial osmótico da planta. Ponto de murcha Condicionantes da Evapotranspiração Na estação A que pode considerar-se representativa de uma zona plana de 100 km2 de extensão, temos os seguintes valores, médias de 30 anos, medidos ou calculados mediante fórmula teórica suficientemente comprovada: Calcular: Evapotranspiração real, sabendo que a profundidade radicular média é de 0,6 m, o peso específico aparente é 1,4, e a diferença entre capacidade de campo e ponto de murcha permanente é de 7%. Supor que no dia 1 de Outubro a reserva de água utilizável está em 50%. Evapotranspiração: exemplo Evapotranspiração: exemplo Para calcular a evapotranspiração real, devemos primeiro conhecer o valor da reserva de agua utilizável pelas plantas para calcular o balanço hidrometeorológico: Ru = CC –PMP = 7% O volume de água que representa esses 7% é: Ru = 0,07x0,6x1,4 = 58,8 mm 1 mm de chuva = 1000 m3/km2 Se Ru está em 50% Ru = 29,4 mm Ex.: Cálculo do mês de novembro: Runov = Ruoctub + Rnov – ETRnov EXC nov = Ruoct + (Rnov - ETRnov) - Runov ETRnov= ETPnov porque há água suficiente disponível na zona. Evapotranspiração: exemplo Mês P (mm) ETP (mm) Ru (mm) Deficit (mm) Exced. (mm) ETR (mm) T (ºC) Nº máx de horas sol Nº dias mês Calculo de e Cálculo de i Cálculo de k ETP (mm) Out. 42.9 37.1 35.2 0 0.0 37.1 22.8 12.6 31 108.54 9.95 1.09 117.8 Nov. 42.9 14.3 58.8 0 5.0 14.3 23 13.3 30 111.06 10.08 1.11 123.1 Dez. 39.5 8.7 58.8 0 30.8 8.7 23.2 13.7 31 113.62 10.21 1.18 134 Jan. 31.1 9.5 58.8 0 21.6 9.5 23.7 13.5 31 120.17 10.55 1.16 139.7 Fev. 29.6 20.9 58.8 0 8.7 20.9 23.8 12.9 28 121.51 10.61 1.00 121.9 Mar. 38.3 48.1 49.0 0 0.0 48.1 23.3 12.3 31 114.91 10.28 1.06 121.7 Abr. 40.2 75.7 13.5 0 0.0 75.7 21.9 11.5 30 97.64 9.36 0.96 93.57 Mai. 51.0 114.0 0.0 49.5 0.0 64.5 19.8 10.9 31 74.91 8.03 0.94 70.31 Jun. 46.2 135.0 0.0 88.8 0.0 46.2 17.3 10.6 30 52.53 6.55 0.88 46.4 Jul. 15.2 160.2 0.0 145 0.0 15.2 18.5 10.7 31 62.66 7.25 0.92 57.73 Ago 13.7 134.9 0.0 121.2 0.0 13.7 19.7 11.2 31 73.92 7.97 0.96 71.29 Set 13.0 71.8 0.0 58.8 0.0 13 21.7 11.9 30 95.31 9.23 0.99 94.51 Balanço Hidrometeorológico: exemplo 0.0 20.0 40.0 60.0 80.0 100.0 120.0 140.0 160.0 180.0 Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago Set Mês Balanço Hidrometeorológico-Espanha P (mm) ETP (mm) ETR (mm) Balanço Hidrometeorológico- Ex. 2 Lote1 0.0 20.0 40.0 60.0 80.0 100.0 120.0 140.0 160.0 Out. Nov. Dez. Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago Set Mês P (mm) ETP (mm) ETR (mm) Balanço Hidrometeorológico: exemplo Compoenentes do Ciclo Hidrológico Condensação + Precipitação Interceptação Evaporação + Transpiração Infiltração + Percolação Runoff (escoamento superficial e subterrâneo) Movimento da Água subterrânea Infiltração Fluxo entrando na superfície do solo Percolação Fluxo não saturado vertical descendente Interfluxo Fluxo saturado suspenso ou não saturado sub-horizontal Fluxo subterrâneo Fluxo sub-horizontal saturado Como a água está Armazenada no solo? Vamos considerar o solo como uma coleção de partículas de diferentes tamanhos, os grãos. A água fica armazenada nos espaços vazios entre os grãos. Esses espaços vazios são chamados de poros, onde se encontram bolhas de ar e água. Infiltração e Percolação Perfil de Água no Subsolo Água de constituição de minerais Água capilar Água Intermediária Vadosa Água em Poros não conectados Água Subterrânea Umidade do solo Z o n a I n te rs ti c ia l S a tu ra d o N ã o s a tu ra d o Samsung Caixa de texto Ru= Cc - Pm Samsung Texto Cc - capacidade de de campo Samsung Texto Pm - ponto de murcha Samsung Texto Ru - reserva útil Infiltração Fatores que influenciam a infiltração • Declividade do terreno • Seleção • Grau de saturação • Forma • Porosidade • Capilaridade • Permeabilidade • Vegetação • Empacotamento • Uso do solo http://earthguide.ucsd.edu/earthguide/diagrams/groundwater/ aumenta a permeabilidade do solo; perda de água do solo retirada pelas raízes; retenção de água da chuva pelas folhas das árvores. Fatores que influenciam a infiltração: vegetação Tipos de vegetação: Xerófitas: raízes curtas, utilizam pouca água cactos; Mesófitas: raízes mais longas, até 6 metros arbustos e árvores mais comuns (pinheiros, oitis, leguminosas em geral); Freatófitas: usam água da franja capilar, algumas plantas possuem raízes pouco profundas (palmeiras, buritis) outras possuem raízes longas, pivotantes, (eucaliptos e cedro) consideradas como bombas naturais muito eficientes. Infiltração: Tipos de vegetação Xerófitas: raízes rasas, espalhadas; folhas carnosas Freatófitas: sistema de raízes capta o NF (ex.: eucaliptos, palmeiras) Hidrófitas: plantas aquáticas (ex.: vitória régia, nenúfar) Mesófitas: plantas mais comuns, adaptam-se a condições secas ou úmidas. Tomam a água da zona de unidade do solo (Ru) Medição da Infiltração: lisímetros Obtém-se a medida de Evapotranspiração de referência (ET0) pela diferença de volume/peso do que entra no solo e o que é pesado Borma e Rennó (2013) Infiltrômetro de anel duplo IPH, 2009 Engecorps-Walm, 2018 Medição da Infiltração Infiltrômetro de Guelph IPH, 2009 Engecorps-Walm 2018 Medição da Infiltração Capacidade de infiltração A água que chega à superfície do solo eventualmente se escoa (runoff) A água que chega à superfície do solo a uma taxa constante infiltra-se a uma taxa que decresce com o tempo até um limite. Essa taxa limite (quando o solo está com maior umidade) é chamada capacidade de infiltração do solo. Uma camada de solo argiloso, cuja capacidade de infiltração na condição de saturação é de 4 mm.hora-1, está saturado e recebendo chuva com intensidade de 27 mm.hora-1. Qual é o escoamento (litros por segundo) que está sendo gerado em uma área de 10m2 deste solo, considerando que está saturado? Exercício Samsung Texto 1 mm = 1 litro por m2 Infiltração e o tipo de solo Infiltração: exemplo Uma das primeiras tentativas de estimar a capacidade de infiltração (fc) do solo foi proposta por Horton (1933) Horton observou que fc diminui exponencialmente de uma taxa máxima fc0 até uma taxa final estabilizada (fcf): Em qualquer ponto da chuva, a infiltração será menor ou igual que a intensidade da chuva i(t) e fc f = fc para i > fc f = i para i < fc onde: f = taxa real de infiltração (mm/h) i = intensidade da chuva (mm/h) f = taxa de infiltração (mm/hora) fcf = taxa de infiltração em condição de saturação (mm/hora) fco = taxa de infiltração inicial (mm/hora) t = tempo (minutos) k = parâmetro que deve ser determinado a partir de medições no campo (1/minuto) Equação de Horton 𝑓𝑐 = fcf + (fco- fcf )e -kt Fatores que influenciam a infiltração: Tipo de drenagem Componentes do Ciclo Hidrológico Condensação + Precipitação Interceptação Evaporação + Transpiração Infiltração + Percolação Runoff (escoamento superficial e subterrâneo) Também chamado de deflúvio ou runoff é o processo pelo qual a água de chuva precipitada na superfície da Terra flui pela ação da gravidade, das partes mais altas para as mais baixas, nos leitos dos rios e riachos. É função da intensidade e duração da chuva, permeabilidade do terreno, tipo de vegetação, área da bacia de drenagem, distribuição da precipitação, geometria dos canais, profundidade do nível das águas subterrâneas e declividade do terreno. O termo é porvezes empregado como sinônimo de escoamento superficial, o que pode levar a confusões. Escoamento da água (runoff) Escoamento ou runoff É medido através de uma seção transversal do leito de um rio ou riacho, denominado de posto fluviométrico, usando medidores de velocidade (molinetes). O produto da velocidade média do fluxo pela área da seção transversal do leito fornece a descarga do rio. Escoamento superficial Q = 0,275. C . i .A Com : Q = vazão (m3/s) C = coeficiente de deflúvio Runoff i = intensidade da chuva (mm/h) A = área da bacia (km2) Predição de runoff de pico: MÉTODO RACIONAL Tempo de concentração Tempo de concentração (tc): tempo que leva para uma gota de água leva para chegar da parte mais distante da bacia ao exutório FÓRMULA EMPÍRICA para o tc aproximado t – tempo (h) L – comprimento do canal (ft) H – diferença de altitude do divisor ao exutório Se a duração da chuva é menor que ‘c’ o método (racional) indica um pico muito alto n T R 1 11 Supondo-se T = 100 anos, então: Se n = 10 anos, então R = 10% Se n = 50 anos, então R = 40% Tempo de retorno Escoamento superficial: mensuração e coeficiente de deflúvio Válido se a chuva tem duração maior que o tempo de concentração (tc): :)(57385,0 2 onde I L tc tc = tempo de concentração em minutos. L = Extensão do curso d´água em km. I = Declividade do curso d´água em metros por mil metros(‰). Tempo de concentração através do ábaco Componentes do Hidrograma Hidrogramas podem ser divididos em 3 componentes: Runoff (fluxo superficial + fluxo subterrâneo) Interfluxo (fluxo sub-horizontal insaturado) Fluxo de base (fluxo de água subterrânea) Cada componente tem uma taxa de decaimento (recessão) característico. Bacias http://www.bsatroop257.org/Documents/Summer%20Camp/Topographic%20map%20of%20Bartle.jpg Bacias http://www.bsatroop257.org/Documents/Summer%20Camp/Topographic%20map%20of%20Bartle.jpg Régua limnimétrica Régua limnimétrica http://arquivos.ana.gov.br/infohidrologicas/cadastro/OrientacoesParaConsistenciaDadosFluviometricos-VersaoJul12.pdf Limnígrafo http://gallatin.humboldt.edu/~brad/nws/assets/drum-recorder.jpg Hidrograma do rio http://cires.colorado.edu/lewis/epob4030/Figures/UseandProtectionofWaters/figures/ColoradoRiverHydrograph.gif Hidrograma do poço http://wy.water.usgs.gov/news/archives/090100b.htm Hidrograma do poço Aforos Medir v a diferentes profundidades Q = v*A Curva-chave: Q vs. Nível http://www.co.jefferson.wa.us/naturalresources/Images/StreamGauging.jpg Curva-chave Fluxo de base o declínio do fluxo em um curso de água em ausência de Entradas é chamado recessão Empiricamente, as curvas de recessão são funções de decaimento exponencial Q = Qoe -kt. Depois de longos períodos sem chuva,a taxa de recessão é chamada Fluxo de base e é característica do sistema aquífero alimentando o curso de água. A constante de recessão da água subterrânea é dada pela equação k = ln(Qo/Q)/t Fluxo de base O fluxo de base é de difícil determinação. Medido como a diferença no fluxo em 2 pontos se não há outras contribuições no trecho (difícil…) Em geral estimamos de hidrogramas O hidrograma sem fluxo superficial e recarga exibe decaimento exponencial Função da: TOPOGRAFIA PADRÃO DE DRENAGEM TIPO DE SOLO GEOLOGIA As curvas são semelhantes ano a ano Normalmente temos dados de vazão e queremos encontrar k para fazer predições futuras Q = Qoe -at Dividir por Qo: Q0 - tempo de descarga APÓS a recessão começar Tomar o log em ambos lados: lnQ - lnQo = -kt Multiplicar ambos lados por -1: lnQo - lnQ = kt Re-arranjar: (para resolver para obter a declividade no papolog) k é igual a 1 no tempo necessário para Q decrescer um ciclo logarítmico: k = 1/tln Análise de Hidrogramas kt 0 e Q Q t /Q)ln(Q k 0 Análise de Hidrogramas Ponto A: é a mínima Q gradiente é determinado da taxa de recessão Ponto B: é a máxima Q Ponto C: é Q0 no tempo T* depois do pico: T* = An onde A é a área de drenagem e n é um expoente empírico. Se A é dado em km2, n = 0.14 Se A é dado em milha2, n = 0.20tempo V a z ã o A B C T* Portanto o ponto C é o início da recessão Q0 É difícil medir o início da recessão. Regra: Começa quando D = A0,2 D: dias entre o pico e o fim do fluxo Superficial A: área da bacia (milhas quadradas) Análise de Hidrogramas Em base 10: Dado que: E que k = 1 no tempo para Q decrescer um ciclo logarítmico de base 10: k = 1/tlog Então temos que: Ou seja, Q = Q0 quando t = 0 e t = tlog quando Q = 0,1Q0 Análise de Hidrogramas logt -t 010QQ kt- 0 10 Q Q Análise de Hidrogramas logt -t 010QQ Água subterrânea total que pode fluir no final da recessão, vR: Água subterrânea total que pode fluir no início da recessão, vtp: Fluxo subterrâneo O fluxo subterrâneo se move através de diferentes materiais geológicos a diferentes taxas conforme a sua permeabilidade (K), determinada experimentalmente em campo ou laboratório K varia de 10 m/s a 10–14 m/s Modelos conceituais podem ser simples ou complexos É muito difícil predizer o comportamento hidrogeológico devido a heterogeneidades e outras características dos aquíferos ou dos fluidos percolantes Componentes balanço hídrico 1. Condensação medição da precipitação Precipitação-processamento Precipitação - estatística Precipitação - métodos 2. Interceptação 3. Evapotranspiração Evapotranspiração Potencial Capacidade de campo ETP exemplo Balanço hidrométrico exemplo 4. Infiltração Fatores de influência medição da infiltração capacidade de infiltração Infiltração x solo Infiltração x padrão drenagem 5. Runoff- Escoam. sup e sub tempo de concentração tempo de retorno mensuração e coef deflúvio componentes do hidrograma hidrograma do rio Hidrograma do poço Fluxo de base Análise de hidrogramas