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Literatura do Brasil – Wikipédia a enciclopédia livre

Artigo sobre a história da literatura brasileira: origem (carta de Pero Vaz de Caminha), movimentos principais — barroco, arcadismo, romantismo, parnasianismo, realismo e modernismo (Semana de 1922) — e autores como Machado de Assis, José de Alencar, Gregório de Matos, Drummond e Clarice Lispector.

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Machado de Assis, poeta e
romancista, cujo trabalho se estende
por quase todos os gêneros literários,
é amplamente considerado como o
maior escritor brasileiro.
Literatura do Brasil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A literatura brasileira, considerando seu desenvolvimento baseada
na língua portuguesa, faz parte do espectro cultural lusófono, sendo um
desdobramento da literatura em língua portuguesa. Faz parte também
da Literatura latino-americana, a única em língua portuguesa. Ela surgiu
a partir da atividade literária incentivada pelos jesuítas após o
descobrimento do Brasil durante o século XVI. Bastante ligada, de
princípio, à literatura metropolitana, ela foi ganhando independência
com o tempo, iniciando o processo durante o século XIX com os
movimentos romântico e realista e atingido o ápice com a Semana de
Arte Moderna em 1922, caracterizando-se pelo rompimento definitivo
com as literaturas de outros países, formando-se, portanto, a partir do
Modernismo e suas gerações as primeiras escolas de escritores
verdadeiramente independentes. São dessa época grandes nomes
como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João
Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Cecília Meireles.
A literatura produzida no Brasil possui papel de destaque na esfera
cultural do país: todos os principais jornais do país dedicam grande
parte de seus cadernos culturais à análise e crítica literária, assim como
o ensino da disciplina é obrigatório no Ensino Médio.
Índice
1 História
1.1 Prosa
1.2 Poesia
2 Movimentos literários
3 Ver também
4 Referências
5 Ligações externas
História
Prosa
O primeiro documento que pode ser chamado de Literatura Brasileira é a carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei
Manuel I de Portugal, em que o Brasil é descrito, em 1500. Nos próximos dois séculos, a literatura brasileira
ficou resumida a descrições de viajantes e a textos religiosos. O neoclassicismo se expandiu no século XVIII na
região das Minas Gerais.
Aproximadamente em 1836, o Romantismo afetou a Literatura Brasileira e nesse período, pela primeira vez, a
literatura nacional tomou formas próprias, adquirindo características diferentes da literatura européia. O
[1]
[2]
José de Alencar.
Gregório de Matos
Romantismo brasileiro (possuindo uma temática indianista), teve como seu maior
nome José de Alencar e exaltava as belezas naturais do Brasil e os indígenas
brasileiros.
Após o Romantismo, o Realismo expandiu-se no país, principalmente pelas obras
de Machado de Assis (fundador da Academia Brasileira de Letras). Entre 1895 e
1922, não houve estilos literários uniformes no Brasil, seguindo uma inércia
mundial. A Semana de Arte Moderna de 1922 abriu novos caminhos para a
literatura do país. Surgiram nomes como Oswald de Andrade, Mário de Andrade,
Guilherme de Almeida e outros. O século XX também assistiu ao surgimento de
nomes como Guimarães Rosa, Graciliano Ramos e Clarice Lispector.
Atualmente, o escritor Paulo Coelho (membro da Academia Brasileira de Letras)
é o escritor brasileiro mais conhecido, alcançando a liderança de vendas no país e
recordes pelo mundo. Apesar de seu sucesso comercial, críticos diversos consideram que produz uma literatura
meramente comercial e de fácil digestão, e chegam a apontar diversos erros de português em suas obras,
principalmente em seus primeiros livros.
Outros autores contemporâneos são bem mais considerados pela crítica e possuem também sucesso comercial,
como Ignácio de Loyolla Brandão, Rubem Fonseca, Moacyr Scliar, João Ubaldo Ribeiro, Luís Fernando
Veríssimo e outros.
Poesia
A poesia brasileira, como toda a literatura nacional, também está dividida
em vários movimentos literários.
O primeiro movimento é o Barroco, cujo principal poeta é Gregório de
Matos, que chegaram aos dias atuais pela tradição oral, já que nunca
publicou em vida. O marco inicial do barroco é o poema Prosopopéia,
de Bento Teixeira, com estilo inspirado em Camões. Também dessa
época é o primeiro livro impresso por um autor nascido no Brasil,
Música do Parnaso, de Manuel Botelho de Oliveira.
A seguir, considera-se que inicia-se o arcadismo, que em Portugal tem
em Bocage seu principal representante. No Brasil, poetas como Cláudio
Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, criador de Marília de
Dirceu, e Alvarenga Peixoto.
Após o arcadismo vem a fase romântica,
com pelo menos três gerações, contando
com poemas que evocam o patriotismo, como Canção do Exílio de Gonçalves
Dias, da primeira geração. Na segunda geração, poetas como Álvares de
Azevedo apresentam uma certa obsessão pela morte. Na terceira geração
aparece Castro Alves, um dos mais conceituados poetas brasileiros de todos os
tempos, autor de Navio Negreiro. Era a época dos escritores abolicionistas.
Segue-se uma época de formalismo extremo, o parnasianismo, cuja estrela
máxima é certamente Olavo Bilac. Esse movimento viria a diminuir em muito a
influência do simbolismo, de Cruz e Sousa e Gilka Machado, uma das raras
presenças femininas na literatura brasileiras antes até o século XX.
O parnasianismo viria a ser fortemente combatido pelos modernistas, causando
Álvares de Azevedo grande polêmica que resultaria em um racha na cultura nacional. Os modernistas
pregavam a destruição da estética anterior e praticamente assumem a liderança do
movimento cultural brasileiro com a Semana de Arte Moderna em 1922. São
poetas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, líderes do movimento, e Manuel Bandeira, que se
juntaria mais tarde. É o modernismo que domina a cultura brasileira do século XX, passando por mais duas
gerações com poetas como Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Murilo
Mendes e Jorge de Lima na segunda geração e Péricles Eugênio da Silva Ramos, Domingos Carvalho da Silva e
Lêdo Ivo na terceira.
O modernismo acabou levando ao concretismo, com poetas como Ferreira Gullar e Haroldo de Campos.
A poesia contemporânea apresenta nomes como Paulo Leminski, Patativa do Assaré, Ana Cristina César,
Adélia Prado e Mário Quintana, entre outros. Poetas como Ferreira Gullar e Manoel de Barros têm sido nomes
mais aclamados nos círculos literários nacionais, tendo o primeiro sido indicado para o Prêmio Nobel de
Literatura.
Movimentos literários
Período Colonial
Quinhentismo
Literatura de Informação
Literatura Barroca no Brasil
Literatura jesuítica
Barroco
Arcadismo
Século XIX
Romantismo
Indianismo
Prosa Romântica no Brasil
Realismo no Brasil
Naturalismo
Parnasianismo
Simbolismo
Pré-Modernismo
Século XX
Modernismo
Modernismo brasileiro
Era Contemporânea
[do século XXI
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_autores_do_Brasil_por_movimento_liter%C3%A1rio%7CAutores)
]
Ver também
Escolas da literatura brasileira
Lista de autores brasileiros por movimento literário
Literatura
Artes do Brasil
Cultura do Brasil
Brasil
Referências
1. ↑ Candido; Antonio. (1970) Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades. p.18
2. ↑ Algo Sobre - Origens da Literatura no Brasil (http://www.algosobre.com.br/literatura/origens-da-literatura-no-
brasil.html)
Ligações externas
Banco de dados de história literária e biblioteca digital (http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/)
Biografias dos maiores autores de nossa língua (http://www.biblio.com.br/conteudo/Biografias.asp)
Texto integral de obras da literatura em língua portuguesa
(http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/literatura)
Biografias de Autores (Fundação Biblioteca Nacional)
(http://www.cervantesvirtual.com/portal/fbn/biografias.shtml)
Panorama da Poesia e Crônica (Itaú Cultural)
(http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia/poesia/home/index.cfm)
Antologia AFRODESCENDENTE Obra reúne 100 escritores de todo o país, desde o período colonial,
com análises de 61 pesquisadores. (http://www.ufmg.br/boletim/bol1755/8.shtml) Livro: Literatura e
afrodescendência no Brasil: antologia crítica Organizado por Eduardo de Assis Duarte Editora UFMG
2008 páginas, em quatro volumes.
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