Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FACULDADE ÚNICA 
DE IPATINGA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rodrigo César de Vasconcelos dos Santos 
 
Graduado em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade Federal de Lavras 
(UFLA) (2016), Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pelo Centro 
Universitário de Lavras (UNILAVRAS) (2016), Mestre em Engenharia Agrícola pela 
Universidade Federal de Lavras (UFLA) (2016) e Doutor em Recursos Hídricos pela 
Universidade Federal de Pelotas (UFPel) (2020). Atualmente é bolsista de pesquisa no 
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) atuando no mapeamento e diagnóstico 
do setor de mineração brasileiro. Participa como membro do Núcleo de Estudos em 
Educação de Valores Humanos – Pelotas/RS. 
GEOGRAFIA AGRÁRIA 
 
1ª edição 
Ipatinga – MG 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
FACULDADE ÚNICA EDITORIAL 
 
Diretor Geral: Valdir Henrique Valério 
Diretor Executivo: William José Ferreira 
Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Cristiane Lelis dos Santos 
Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Gilvânia Barcelos Dias Teixeira 
Revisão Gramatical e Ortográfica: Izabel Cristina da Costa 
Revisão/Diagramação/Estruturação: Bárbara Carla Amorim O. Silva 
 Carla Jordânia G. de Souza 
 Rubens Henrique L. de Oliveira 
Design: Brayan Lazarino Santos 
 Élen Cristina Teixeira Oliveira 
 Maria Luiza Filgueiras 
 
 
 
 
 
 
 
© 2021, Faculdade Única. 
 
Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem 
Autorização escrita do Editor. 
 
 
‘ 
 
 
Teodoro, Jorge Benedito de Freitas, 1986 - . 
Introdução à filosofia / Jorge Benedito de Freitas Teodoro. – 1. ed. Ipatinga, 
MG: Editora Única, 2020. 
113 p. il. 
 
Inclui referências. 
 
ISBN: 978-65-990786-0-6 
 
1. Filosofia. 2. Racionalidade. I. Teodoro, Jorge Benedito de Freitas. II. Título. 
 
CDD: 100 
CDU: 101 
Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Melina Lacerda Vaz CRB – 6/2920. 
 
 
 
 
 
NEaD – Núcleo de Educação a Distância FACULDADE ÚNICA 
Rua Salermo, 299 
Anexo 03 – Bairro Bethânia – CEP: 35164-779 – Ipatinga/MG 
Tel (31) 2109 -2300 – 0800 724 2300 
www.faculdadeunica.com.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
Menu de Ícones 
Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão do conteúdo 
aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar ícones ao lado dos textos. 
Eles são para chamar a sua atenção para determinado trecho do conteúdo, cada um 
com uma função específica, mostradas a seguir: 
 
 
 
São sugestões de links para vídeos, documentos científi-
co (artigos, monografias, dissertações e teses), sites ou 
links das Bibliotecas Virtuais (Minha Biblioteca e 
Biblioteca Pearson) relacionados com o conteúdo 
abordado. 
 
Trata-se dos conceitos, definições ou afirmações 
importantes nas quais você deve ter um maior grau de 
atenção! 
 
São exercícios de fixação do conteúdo abordado em 
cada unidade do livro. 
 
São para o esclarecimento do significado de 
determinados termos/palavras mostradas ao longo do 
livro. 
 
Este espaço é destinado para a reflexão sobre questões 
citadas em cada unidade, associando-o a suas ações, 
seja no ambiente profissional ou em seu cotidiano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO À GEOGRAFIA AGRÁRIA ................................................. 8 
1.1 FUNDAMENTOS DA GEOGRAFIA AGRÁRIA ....................................................... 8 
1.2 MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS DO CAMPO PARA A CIDADE ............................ 9 
1.3 TRANSFORMAÇÕES EM CURSO DA GEOGRAFIA AGRÁRIA NO MUNDO 
CONTEMPORÂNEO ............................................................................................ 11 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 13 
MOVIMENTOS SOCIAIS, CONFLITOS PELA TERRA E REVOLUÇÕES NA 
AMERICA LATINA ................................................................................... 18 
2.1 MOVIMENTOS SOCIAIS NO CAMPO ................................................................ 18 
2.2 CONFLITOS MARCANTES PELA TERRA NO BRASIL ............................................ 23 
2.3 REVOLUÇÕES NA AMÉRICA LATINA ................................................................. 26 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 29 
GEOGRAFIA AGRÁRIA NO BRASIL E EM MINAS GERAIS ...................... 34 
3.1 CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL ......................................................... 35 
3.2 REFORMA AGRÁRIA BRASILEIRA ....................................................................... 36 
3.3 MOVIMENTOS SOCIAIS CAMPONESES EM MINAS GERAIS ............................. 39 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 45 
AGRICULTURA SOB DIFERENTES MODOS DE PRODUÇÃO ..................... 50 
4.1 AGRICULTURA CONVENCIONAL ...................................................................... 51 
4.2 AGRICULTURA FAMILIAR ................................................................................... 52 
4.3 AGRICULTURA ORGÂNICA ................................................................................ 53 
4.4 AGRICULTURA AGROECOLÓGICA ................................................................... 54 
4.5 PECUÁRIA ........................................................................................................... 56 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 58 
AGRO 4.0 E AGRONEGÓCIO ................................................................ 64 
5.1 TECNOLOGIAS ADOTADAS NA AGRICULTURA 4.0 .......................................... 64 
5.2 AGRICULTURA DE PRECISÃO ............................................................................. 66 
5.3 PECUÁRIA 4.0 ..................................................................................................... 67 
5.4 AGRO 5.0: O PRÓXIMO PASSO? ...................................................................... 68 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 69 
TÓPICOS IMPORTANTES EM GEOGRAFIA AGRÁRIA ............................. 74 
6.1 AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE ...................................................................... 74 
6.2 REVOLUÇÃO VERDE ........................................................................................... 77 
6.3 DIVERSIDADE SOCIOCULTURAL DO RURAL BRASILEIRO .................................. 80 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 82 
 
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO ............................................... 88 
 
REFERÊNCIAS ........................................................................................... 89 
 
 
UNIDADE 
01 
UNIDADE 
02 
UNIDADE 
03 
UNIDADE 
04 
UNIDADE 
05 
UNIDADE 
06 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
CONFIRA NO LIVRO 
 
A Unidade 01 introduz a geografia agrária, trazendo conceitos 
básicos sobre o tema. Brevemente mostra alguns problemas 
ocorridos no campo, os quais acarretaram em movimentos do 
campo para a cidade. Também retrata as transformações da 
geografia agrária no mundo contemporâneo. 
A Unidade 02 Explora os movimentos sociais no campo, de seus 
surgimentos até suas diversas lutas em prol da posse de terras no 
Brasil e em outras localidades da América Latina. 
 
 
A Unidade 03 mostra a problemática da concentração e divisão 
de terras no Brasil e em contrapartida um dos caminhos para uma 
maior igualdade, onde trata da Reforma Agrária de forma crítica. 
Também mostra alguns movimentos camponeses de Minas Gerais. 
A Unidade 04 apresentade forma geral agricultura sob diferentes 
modos de produção, como a convencional, familiar, orgânica, e 
faz um apanhado sobre a agroecologia e também da pecuária. 
 
 
A Unidade 05 trata do agronegócio e também das tecnologias 
que vem sendo desenvolvida e utilizadas para aumento da 
quantidade e qualidade da produção no campo. Portanto, fala 
do agro 4.0, da pecuária 4.0 e do avanço da agricultura 4.0 para 
a tão almejada 5.0. 
A Unidade 06 traz diversos temas importantes relacionados à 
geografia agrária, como o cuidado com o meio ambiente que os 
produtores rurais devem tomar, a revolução ver e algumas de suas 
implicações e das mudanças social e cultural das atividades 
agrícolas e dos camponeses. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
INTRODUÇÃO 
Este livro agrupa estudos e pesquisas que envolvem as diversas abordagens 
temáticas e regionais no âmbito da Geografia Agrária brasileira. Dessa forma, o 
autor analisa ao longo das Unidades de Aprendizagem, diversos contextos, 
conflitos, disputas e alternativas territoriais existentes no campo brasileiro desde a 
antiguidade até os tempos atuais. 
Nesse sentido, este livro está organizado em seis unidades: introdução à 
geografia agrária; movimentos sociais, conflitos pela terra e revoluções na América 
Latina; geografia agrária no Brasil e em minas gerais; agricultura sob diferentes 
modos de produção; agro 4.0 e agronegócio e tópicos importantes em geografia 
agrária. Com o propósito de tornar o aluno mais preparado para dissertar, 
comentar e lidar com temáticas de elevada importância para a área de 
conhecimento. 
Este livro apresenta conteúdos básicos, com links, figuras e tabelas que lhe 
auxiliaram na compreensão dos itens. Há sugestões de material para aprofundar 
seus conhecimentos, fique atento às dicas. 
 
BONS ESTUDOS! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
INTRODUÇÃO À GEOGRAFIA 
AGRÁRIA 
 
 
 
O aumento populacional e o processo de urbanização propiciam vários 
problemas, especialmente agrários, como a aumento da produção de alimentos 
em um mundo desigual e faminto, o que exige expansão territorial do agronegócio 
frente a um cenário mundial de crise ambiental e à escassez de recursos (solo, 
água, energia). Isso acarreta conflitos de terras, o que leva a expulsão das 
comunidades rurais tradicionais de seus territórios e não em raras ocasiões levam 
muitas pessoas a óbito por meio da violência. 
Mesmo um tema tão necessário e contemporâneo, como é o caso das 
questões agrárias, muitas pessoas, principalmente os jovens, demonstram muita 
falta de interesse, visto que, estão cada vez mais envoltos à cultura urbana. Dessa 
forma, se torna imprescindível analisar o processo histórico da realidade. 
 
 
 
1.1 FUNDAMENTOS DA GEOGRAFIA AGRÁRIA 
A geografia agrária é um dos ramos da ciência que estuda as relações 
sociais, econômicas e ambientais do campo visando o desenvolvimento da 
agricultura. A Geografia Agrária brasileira tem passado por um processo de 
UNIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
transformação no qual a tecnologia é a grande precursora das mudanças. 
Jovens e adolescentes estão cada vez mais envolvidos em uma cultura 
essencialmente urbana, há uma falta de interesse sobre a questão agrária. Torna-se 
imprescindível o envolvimento dos jovens e adolescentes em temas que retratam a 
vida no campo. 
Tem ocorrido a expansão do capitalismo no campo, onde quem tem maior 
poder aquisitivo compram as pequenas parcelas de terras dos agricultores 
familiares. Isso favorece a concentração de terra nas mãos de poucos e 
proporciona a ida de muitas pessoas para as cidades. Com isso, cada vez menos 
pessoas no campo. Isso ainda causa um agravo social nas cidades, pois muitas 
dessas pessoas que saem do campo e vão para a cidade acabam tendo sub 
empregos, moradias precárias e sofrem problemas dos mais diversos. 
Agravo ocorre com a grande mídia televisiva sempre mostrando que o 
agronegócio é vantajoso, a qual até tem o slogan “Agro é tech. Agro é pop. Agro é 
tudo”. 
 
1.2 MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS DO CAMPO PARA A CIDADE 
Podemos notar na Imagem 1, um aumento expressivo da população urbana, 
na década de 1872 era de 9.930.478 pulando para 94.508.583 na década de 1970 e 
190.755.799 nos anos de 2010. Uma considerável transformação social e mudanças 
de dinâmica populacionais importantíssimas, fazendo com que as cidades 
brasileiras cresçam de maneira desordenada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
Figura 1: Urbanização da década de 1872 até 2010. 
 
Disponível em: https://bit.ly/39M2zAt . Acesso em: 05 mar. 2021. 
 
No ano de 2010, dos 190 milhões de brasileiros, apenas 29,8 milhões estão no 
meio rural, ou seja, apenas 15,6% da população brasileira (IBGE, 2010). 
Segundo dados do IBGE, 2010, entre os anos 2000 e 2010, o êxodo rural 
diminuiu muito, tanto em número de migrante como em termos de sua influência na 
urbanização. Pela baixa renda e pelo tamanho de sua população, o Nordeste é a 
região que tem grande potencial migratório. De maneira, geral o nordeste é a 
região do Brasil, onde mais pessoas migram do campo para as cidades. 
É complexo avaliar as circunstancias e decisões individuais para a migração 
de famílias do rural para o urbano, de maneira geral, esse deslocamento ocorre em 
busca de oportunidades para melhorar suas condições de vida. A seca, falta de 
terras férteis, falta de empregos no meio rural e pressões por dividas são fatores que 
auxiliam a explicar tal fenômeno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
1.3 TRANSFORMAÇÕES EM CURSO DA GEOGRAFIA AGRÁRIA NO MUNDO 
CONTEMPORÂNEO 
As atividades agrícolas vêm sofrendo grandes alterados, a cada dia uma 
nova tecnologia é desenvolvida e assim, contribui para a melhora da qualidade de 
vida no meio rural. A manutenção dos jovens no campo é de sua importância para 
a sociedade, para que esse jovem queira lá permanecer, tecnologias, atrações e 
incentivos devem chegar até ele. 
Atualmente, com o avanço da internet no meio rural, e com os 
equipamentos eletrônicos cada vez mais potentes e populações, a juventude rural, 
está conectada diretamente com os acontecimentos na cidade. Se o campo não 
ofertar qualidade de vida, tecnologias, escolas de qualidade, saúde e lazer, esses 
jovens irão atrás de oportunidades nas grandes cidades. Com isso, continuaram 
inchando as periferias. 
O trabalho no campo é de fundamental importância para a manutenção 
dos alimentos nas cidades e também para a garantia dos recursos naturais ao 
longo do tempo, quando praticada uma agricultura com foco na sustentabilidade 
econômica, social e ambiental. Quando um jovem decide permanecer no campo, 
uma nova oportunidade se abre, com novos pensamentos, novos conceitos e uma 
visão diferente daquela praticada pelo seu antecessor. 
A manutenção desse jovem no meio rural é uma importante maneira de 
fomentar o desenvolvimento social e econômico do país. Pois, o envelhecimento 
da mão de obra no campo faz com que as atividades fiquem prejudicadas, 
naturalmente pela falta de energia dos adultos com idade mais avançadas. 
A união entre a experiência, daqueles que passaram por grandes 
dificuldades no passado para produzir alimentos, sobreviver e dar manutenção a 
sua família com a juventude e vitalidade, dos sucessores pode ser a chave para o 
desenvolvimento sustentável das atividades agrícolas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Nos países industrializados, a migração campo-cidade tem como causa 
fundamental: 
 
a) carência de melhores condições sociais no campo. 
b) baixa produtividade agrícola. 
c) pressão demográfica no campo. 
d) dificuldade de aquisição de terras. 
e) substituição de mão de obra pela mecanização. 
 
2. Nas regiões subdesenvolvidasocorrem dois tipos de êxodo rural: 
 
I – aquele provocado pela modernização da agricultura e consequente 
liberação da mão de obra; 
II – aquele provocado pela manutenção de formas antiquadas de produção, 
que detêm como consequência o empobrecimento geral da população. 
 
A respeito dos dois tipos de emigração, pode-se dizer que: 
 
a) No segundo tipo predomina uma agricultura comercial especulativa que 
emprega numerosa mão de obra. 
b) No primeiro tipo há perda de população, mas a produtividade agrícola se 
eleva. 
c) Tanto o primeiro como o segundo tipo resultam de processos de inovação da 
agricultura. 
d) Só ocorre imigração rural quando as condições de vida da população atingem 
níveis de pobreza absoluta. 
e) Tanto um tipo quanto o outro são provocados pelo impacto da industrialização 
ao atingir a agricultura 
 
3. Em 2011, cerca de 52,1% da população mundial vivia em áreas urbanas, em 
2030 serão 59,9% e em 2050, 67,2%. Nas áreas mais pobres, a população rural é 
superior a população urbana, sendo que, nas áreas mais ricas e desenvolvidas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
ocorre o inverso. (SILVA A. C.; OLIC N.B.; LOZANO R. Geografia contextos e redes. 
V. 2.São Paulo: E. Moderna p.182, 2013). 
 
De acordo com o tema em destaque e fatores relacionados ao mesmo, marque (V) 
para verdadeiro ou (F) para falso, e em seguida, assinale a alternativa que 
apresenta a sequência correta. 
 
( ) O Brasil como um país emergente e apresentando cidades povoadas como 
São Paulo e Rio de Janeiro, caminha para ser um país urbano. 
( ) No Paraná é comum observarmos o fenômeno da conurbação, situação 
típica das regiões metropolitanas de Curitiba, Maringá e Londrina. 
( ) A tendência é que as cidades mais populosas do mundo tenham como área 
de ocorrência os países pobres e emergentes, onde nem sempre se 
tem investimentos disponíveis. 
( ) O crescimento desordenado das cidades aumenta os problemas urbanos 
ligados a pouca ou a falta de infraestrutura contribuindo para piorar a vida de 
grande parte dos seus habitantes. 
( ) O crescimento urbano sem planejamento é o principal culpado dos 
problemas de mobilidade urbana vivido nas grandes cidades brasileiras. as 
cidades médias são as melhores para se morar no século XXI por não 
apresentarem tal problemática. 
 
a) V, V, V, V, V 
b) V, F, F, V, V 
c) F, V, V, V, V 
d) V, V, F, V, F 
e) F, V, V, V, F. 
 
4. O gráfico representa a relação entre o tamanho e a totalidade dos imóveis rurais no Brasil. 
Que característica da estrutura fundiária brasileira está evidenciada no gráfico 
apresentado? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 
a) A concentração de terras nas mãos de poucos. 
b) A existência de poucas terras agricultáveis. 
c) O domínio territorial dos minifúndios. 
d) A primazia da agricultura familiar. 
e) A debilidade dos plantations modernos. 
 
5. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) 
estuda a criação de uma rede em torno da cadeia produtiva de alimentos no 
Brasil para conter o desperdício. O país é considerado um dos dez que mais 
desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção 
praticamente jogados fora na fase pós-colheita. 
 
Uma ação capaz de solucionar o problema apresentado no texto é: 
 
a) a diminuição da produção de culturas. 
b) o melhoramento da rede de distribuição. 
c) o investimento no comércio externo. 
d) a redução do consumo interno. 
e) aumentar a área de plantio. 
 
6. Leia abaixo o trecho: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 “Nosso sítio era pequeno 
Pelas grandes fazendas cercado 
Precisamos vender a propriedade 
Para um grande criador de gado 
E partimos para a cidade grande 
A saudade partiu ao meu lado 
A lavoura virou colonião 
E acabou-se o meu reino encantado” 
REIS, V.; MACHADO, V. P. Meu reino encantado. 
São Paulo: Warner Music Brasil, 2000 (fragmento) 
 
O processo evidenciado na canção traz como consequência para o campo, no 
Brasil, o(a): 
 
a) declínio da pecuária leiteira. 
b) ampliação dos créditos rurais. 
c) redução das áreas de monocultura. 
d) aumento da concentração de terras. 
e) ampliação da agricultura familiar 
 
7. Na agricultura, as máquinas, os insumos e as novas técnicas de produção 
elevam a produtividade do trabalho, permitindo que um número cada vez 
menor de pessoas produzam a mesma (ou maior) quantidade de mercadorias. 
A utilização desses recursos tecnológicos na atividade descrita tem como uma 
de suas consequências a redução do(a) 
 
a) quantidade de empregos no campo. 
b) taxa de lucratividade dos produtos. 
c) mercado consumidor interno. 
d) carga horária de trabalho. 
e) exportação de produtos agrícolas 
 
8. A modernização do campo, proposta no regime militar, elevou as expectativas 
de vida e trabalho da sociedade brasileira. Dentre as consequências dessa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
modernização, é correto afirmar que houve o aumento do/de: 
 
a) Qualidade de vida. 
b) Salário mínimo. 
c) Êxodo rural. 
d) Distribuição de terras. 
e) Exportação de petróleo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
MOVIMENTOS SOCIAIS, CONFLITOS 
PELA TERRA E REVOLUÇÕES NA 
AMERICA LATINA 
 
 
 
A questão da má distribuição da terra é motivadora de questões de conflito 
no campo. Por não haver uma reforma agrária realmente efetiva, muitas famílias 
prejudicadas no processo, resolvem se unir a movimentos de reivindicações por 
terras. Nesta unidade serão trabalhados os movimentos sociais no Brasil, alguns 
conflitos marcantes e históricos pela terra no Brasil e algumas revoluções no campo 
na América Latina. 
Os confrontos pela terra são inesgotáveis, e denotam um despreparo das 
políticas públicas, governos e judiciário nessa temática. Vários países do mundo 
fizeram suas reformas agrárias há muito tempo, porém no Brasil esse assunto se 
arrasta por décadas, ao passo que indica muito mais medidas para beneficiar 
alguns interesses do que realmente, uma política séria de distribuição mais justa das 
terras. Com a finalidade de diminuir a desigualdade social no país e estabelecer 
condições de vida mais dignas para famílias sem-terra. 
 
2.1 MOVIMENTOS SOCIAIS NO CAMPO 
Começo este texto com uma frase de José de Souza Martins, exemplificando 
de maneira muito peculiar e emblemática o contexto dos escritores de obras, textos 
e casos à cerca do assunto. O autor exemplifica que muitas obras a respeito desse 
relevante tema que não são escritas por quem realmente vivenciou a realidade das 
lutas no campo e sentiu na pele as dores da injustiça social e econômica que 
nascem juntamente com o Brasil, desde seus primeiros dias de exploração colonial 
europeia. E sim, por pessoas que vivem a realidade urbana, mesmo aqueles 
simpatizantes e defensores ferrenhos das causas camponesas. 
“A história brasileira, mesmo aquela cultivada por alguns setores de 
esquerda, é uma história urbana — uma história dos que mandam e 
particularmente uma história dos que participam do pacto político.” (MARTINS, 1981, 
p. 26) 
UNIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 
A recuperação das lutas dos camponeses ainda é um grande desafio nos 
dias atuais. São poucos os registros, sendo que boa parte deles se encontra dispersa 
e em fragmentos. A própria trajetória desses camponeses, os quais são explorados e 
subordinados politicamente aos grandes proprietários de terras e muitas vezes 
excluídos de direitos políticos e sociais essenciais, dificulta a preservação de sua 
memória social. A imagem que se tem hoje em dia dos trabalhadores rurais é uma 
versão construída pelos vencedores deste processo histórico. Desse modo, por 
longos períodos, somos levados a pensar os camponeses sendo passiveis, submissos 
e incapazes de formular seus próprios interesses e de lutar por eles. 
Ainda assim, algumas revoltascontra determinados acontecimentos que 
prejudicavam suas condições de existência ou mesmo suas lutas em busca de 
melhores condições de vida e trabalho digno foram registrados ao longo de nossa 
história. 
No período compreendido entre 1945 a 1964, surgiram diversos conflitos no 
campo e com isso se procurou, pela primeira vez, dar-lhes uma articulação maior, 
através de bandeiras de luta comuns. Nesse período, a sociedade brasileira viveu 
seu primeiro ensaio democrático, embora marcado por restrições à liberdade de 
organização partidária, pela presença de um sindicalismo vinculado ao Estado, por 
sucessivas crises políticas e principalmente pela negação aos trabalhadores do 
campo do direito de organização e de direitos sociais já há algum tempo 
conquistados pelos trabalhadores urbanos. Nessa época o país estava vivendo uma 
grande industrialização, e portanto, foram colocados em discussão, por diferentes 
forças sociais, projetos de desenvolvimento para o país, onde tinha lugar de 
destaque o debate sobre o lugar de uma agricultura considerada atrasada e 
pouco capaz de responder às necessidades que a indústria colocava. E nesse 
quadro que as lutas emergiram, politizando determinadas bandeiras e impondo a 
necessidade do reconhecimento político dos trabalhadores do campo (MEDEIROS, 
1989). 
Ainda de acordo com Medeiros (1989), várias organizações apareceram 
com várias reivindicações e conquistaram alguns direitos trabalhistas e colocou-se a 
questão da reforma agrária na ordem do dia. Estes movimentos tiveram como 
objetivo a extensão dos direitos trabalhistas conquistados na cidade para o campo, 
cuja vitória foi alcançada no ano de 1963, com o Estatuto do Trabalhador Rural. 
Esse período, de grande efervescência social e política, encerrou-se com o 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
golpe militar de 1964. O golpe militar de 1964 é um marco importante na luta pela 
terra, muitos movimentos sociais no campo haviam tomado força nos anos que 
antecederam o golpe. Com a tomada do poder pelos militares, esses movimentos 
são fortemente coibidos e combatidos, tornando a luta ainda mais difícil e desigual. 
A partir dos anos de 1970-80, há o ressurgimento dos novos movimentos 
sociais, entre os movimentos que surgiram neste período, muitos ainda estão 
atuantes até hoje, e o que mais se destaca é o MST (Movimento dos Trabalhadores 
Rurais sem-terra). Estes movimentos sociais passaram também a acontecer nas 
cidades, o que demonstrava o final dos tempos de repressão e uma maior 
articulação entre os movimentos rurais e urbanos em defesa da luta pelos direitos 
dos trabalhadores. As organizações sociais retomaram pelas grandes 
transformações que ocorreram na forma e nas relações de produção. 
No campo, consolidou-se uma agricultura moderna, a qual foi responsável 
pela integração do setor rural na economia internacional. Nisso, os movimentos 
sociais camponeses contestaram fortemente o processo de modernização da 
agricultura, bem como e sugeriram diferentes práticas e ações agrícolas, um novo 
modelo de produção, que os tirassem da marginalidade e possibilitasse sua 
permanência no campo e reconhecimento social (MARTINS, 2020). 
A constituição Federal de 1988 trouxe muitos benefícios políticos e sociais 
para os brasileiros. Porém, muitos desses benefícios ainda permaneciam no papel e 
seria necessária uma luta incansável para assegurar tais direitos políticos e sociais na 
prática das pessoas que historicamente foram excluídas. Com isto, aumenta-se as 
reivindicações dos trabalhadores rurais, querendo mais do que a terra, salário e 
moradias, mas também exigindo educação, saúde, lazer e cultura. 
 
 
 
No Brasil, os movimentos camponeses formaram por meio de duas frentes 
principais, sendo elas: as Ligas Camponesas, entre as décadas de 1940 e 1960, e o 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
 
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), criado na década de 1980. Tais 
movimentos foram fortemente afrontados durante o período militar, porém 
voltaram-se com durante o processo de redemocratização, voltando às lutas 
camponesas e reivindicando uma reforma agrária para todo o território brasileiro. 
Dessa forma, no ano 1984, em Cascavel no Paraná PR, diversos camponeses e 
trabalhadores rurais se uniram e deram início ao MST. 
Então, a partir da década de 1980 muitos outros movimentos se 
estabeleceram no campo e lutaram em prol da reforma agrária e pelos direitos da 
população camponesa. Dentre os mais notáveis, pode-se citar: o Movimento das 
Mulheres Camponesas, o Movimento Camponês Popular e o Movimento dos 
Pequenos Agricultores. Também tiveram-se os movimentos pautados na religião, tais 
como a Caritas Brasileira, o Conselho Indigenista Missionário e a Comissão Pastoral 
da Terra. Tiveram também os movimentos com viés de trabalho e sindicalismo rural, 
a exemplo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura e da 
Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar 
do Brasil. O Movimento dos Atingidos por Barragens e a Articulação dos Povos 
Indígenas do Brasil também estão na luta reivindicando seus direitos. 
Atualmente o principal movimento social relacionado as questões agrárias é 
o MST, representado em todos as regiões brasileiras e com importantes exemplos de 
atuação no campo, como podemos citar o arroz Terra Livre, no quadro abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
Figura 2: Trabalhador Rural Sem-Terra em atividade de colheita da cultura do arroz. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3fMeiTy . Acesso em: 05 mar. 2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
Figura 3 : Frente da primeira Marcha das Margaridas, em 2000. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3cVNf6u . Acesso em 17 mar. 2021. 
 
2.2 CONFLITOS MARCANTES PELA TERRA NO BRASIL 
No dia 17 de abril de 1996, aconteceu o Massacre de Eldorado dos Carajás, 
onde foram assassinados 21 trabalhadores rurais. Nas Figuras 3 e 4, podem-se 
observar o tamanho do ocorrido. Alguns meses antes deste triste e violento 
massacre, aproximadamente 3.500 famílias prepararam seus acampamentos às 
margens da Rodovia PA-150, na cidade de Eldorado dos Carajás, sudeste do 
estado Pará. Nas proximidades da Fazenda Macaxeira, os trabalhadores 
demandavam aquelas terras, as quais eram consideradas como improdutivas pelos 
fazendeiros. 
Depois desse massacre, o dia 17 de abril passou a ser considerado o Dia 
Mundial da Luta pela Terra e ocorreu a desapropriação da fazenda Macaxeira, a 
qual se tornou o assentamento 17 de Abril. Hoje, o palco deste massacre passou a 
ser sagrado pelo movimento dos trabalhadores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
 
Figura 4: Velório das vítimas do Massacre de Eldorado dos Carajás em 1996. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3mp6gkK . Acesso em: 10 mar. 2021. 
 
Figura 5: Notícia vinculada ao jornal do Brasil, referente ao Massacre de Eldorado de 
Carajás. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3ukP8iK . Acesso em: 10 mar. 2021. 
 
Na madrugada do dia 09 de agosto de 1995, ocorreu o massacre dos 
camponeses em Corumbiara, no estado de Rondônia. Conforme Mesquita (2002), 
centenas de famílias de camponeses ocuparam uma pequena parcela da fazenda 
Santa Elina no município de Corumbiara. Os camponeses, durante 25 dias, 
permaneceram esperançosos com a terra prometida, porém, repentinamente se 
depararam com uma violência descomunal, onde homens foram assassinados a 
sangue frio, mulheres foram usadas como escudos humanos por policiais e por 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
jagunços; pessoas foram torturadas por muitas horas e o acampamento foi 
destruído e incendiado. 
Segundo a CPT (2000), foram constatados pela perícia execuções entre os 
mortos e de espancamento entre as pessoas que conseguiram sobreviver. 
Narrativas dos camponeses mostram que as pessoas foram arrastadas, pisoteadas e 
torturadasalém de receberem tiros na orelha e em outras partes do corpo, até 
mesmo as pessoas que apresentavam necessidades especiais. Até o final da 
década, foram intensas as mobilizações pelo julgamento e para que o massacre de 
Corumbiara não fosse esquecido. 
 
 
 
Figura 6: Missionária Irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005. 
 
Disponível em: https://bit.ly/2PVGxnQ . Acesso em: 11 mar. 2020. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
2.3 REVOLUÇÕES NA AMÉRICA LATINA 
A história da América Latina e Caribe, arrasada através do memoricídio, 
genocídio e etnocídio, tomada pelos colonizadores e mais tarde construída em 
muitas fases de exploração e espoliação, nos nega uma aproximação real à 
complexidade presente ao longo do processo histórico (BAEZ, 2010). Nesse item da 
unidade, iremos abordar basicamente, a revolução Mexicana e a revolução 
Cubana, ambas não são totalmente camponesas, mas utilizam de seu apoio para 
serem levadas adiante. 
Em 1910, o México sendo comandado politicamente por Porfírio Díaz, que 
teria instituído uma ditadura militar no México entre os anos 1876 e 1880 e também 
1884 a 1911, ficando portanto por mais de 30 anos no poder. A revolução Mexicana 
ocorreu no ano de 1910, iniciada no sul do México e oi liderada pelo Exército 
Libertador do Sul contra os latifundiários que monopolizavam as terras e os recursos 
hídricos para produção da cana-de-açúcar. 
Foi liderada por Emiliano Zapata e Pancho Villa líderes revolucionários 
mexicanos e até hoje considerados heróis para muitas pessoas do México. O 
zapatismo chamou muita atenção e despertou solidariedade dos operários, dos 
grupos revolucionários, dos sindicalistas, dos anarcosindicalistas e dos socialistas, 
que inclusive viviam fora das fronteiras do México. 
A Revolução Mexicana venceu a hegemonia da oligarquia, sucedendo-a 
por uma burguesia agrária, proporcionando mudanças relevantes na economia, na 
política, na diplomacia, nos campos social e cultural e nas relações entre Estado e 
Igreja. Dessa maneira, o alcance da Revolução Mexicana ultrapassou, de longe, as 
suas fronteiras físicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
Figura 7: Emiliano Zapata, vestindo seu traje típico. 
 
Disponível em: https://bit.ly/2Ram6nQ . Acesso em: 11 mar. 2021. 
 
O significado da Revolução Cubana para a América Latina tem sido 
avaliado das mais diferentes formas. É evidente que o impacto da revolução incidiu 
de maneira mais direta nos segmentos sociais de esquerda, sobretudo entre os 
comunistas. Entretanto, o fato do exemplo de Cuba ter adquirido grande 
notabilidade no interior dos círculos marxistas latino-americanos não implica em 
dizer que foi apenas nesses meios de esquerda que incorreram os desdobramentos 
do processo revolucionário cubano (FERREIRA, 2009). 
A Revolução Cubana, ocorrida em 1959, foi um movimento guerrilheiro que 
derrubou o governo ditatorial de Batista. Implementou em Cuba o regime 
socialista e vinculou a ilha caribenha política e economicamente à União Soviética. 
Fidel Castro estava no México, quando organizou um grupo de guerrilheiros, com o 
apoio de revolucionários como: Ernesto “Che” Guevara, Camilo Cienfuegos e do 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
seu irmão Raul Castro. 
A revolução cubana modificou o cenário agrário de Cuba, 150 mil famílias 
tornaram-se proprietárias com a Reforma Agrária, proclamada por Fidel em 17 de 
maio de 1959. 
A partir de Cuba alinhou ao modelo socialista, diversas intervenções foram 
feitas no âmbito da saúde e da educação do país, as quais são consideradas 
referências hoje em dia. Mas o modelo cubano também sofre de muitas críticas 
pela falta de liberdade de expressão e pelas condições de pobreza que muitos 
cubanos estão submetidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pronunciamento de Fidel Castro em 1962: 
 
“Não pretendemos que A História me absolverá seja uma obra clássica do marxismo. Ela 
é expressão de um pensamento avançado, de um pensamento revolucionário ainda 
em evolução. Não é manifestação de um marxista, mas de um jovem que se 
encaminha para o marxismo e começa a atuar como marxista. Mais do que o valor 
teórico, tanto do ponto de vista econômico como político, seu valor permanente reside 
na denúncia viva de todos os horrores e crimes da tirania, em ter posto a nu o regime de 
Batista, cruel e covarde, tirânico e assassino” (CASTRO, 1986). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. “Trabalhadores rurais ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na 
Agricultura (Contag) e à Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da 
Agricultura Familiar (Fetraf) fazem uma manifestação na Esplanada dos 
Ministérios desde as 9h30 desta quarta-feira (20). Eles reivindicam a 
implementação da reforma agrária e de melhorias no campo. (…) 
O secretário de formação e organização social da Contag, Jurassi Souto, 
afirmou que os trabalhadores rurais lutam também pela segurança no trabalho, 
pela geração de emprego no campo e a fiscalização nas empresas. "A reforma 
agrária no Brasil é fundamental para a geração de empregos e na venda e 
produção de alimentos", disse. "Precisamos avançar e não retroceder." 
 
G1 – Distrito Federal, 20 mai. 2015. Adaptado 
 
O argumento em favor da reforma agrária associa a sua implementação ao 
aumento da produção de alimentos por intermédio: 
 
a) da ocupação de latifúndios não produtivos. 
b) do controle do Estado sobre a produção agrícola. 
c) da redução da produção para o mercado externo. 
d) da obrigatoriedade em produzir grãos em terras doadas. 
e) do combate ao desperdício em propriedades rurais. 
 
2. Sabemos que a Reforma Agrária no Brasil tem sido alvo de grandes 
manifestações a favor de agricultores desprovidos de terras para plantar. Entre 
essas manifestações, muitas delas são promovidas por movimentos que se 
agrupam para reivindicar terras ao Governo. Assinale a alternativa abaixo que 
indica um movimento criado com o propósito de reivindicar terras para 
agricultores que não tem onde plantar. 
 
a) Movimento dos Sem Teto 
b) Movimento dos Sem Terras 
c) Movimento dos Sem Emprego 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
d) Movimento de Libertação dos Sem Terras 
e) Movimento dos Agricultores Aposentados 
 
3. Sobre concentração fundiária, reforma agrária e lutas sociais no campo 
brasileiro, analise as assertivas abaixo: 
 
I. Os camponeses se organizam como uma forma de resposta à expansão 
capitalista sobre o seu território. 
II. Os sem-terra surgem como um novo sujeito social e organizado. 
III. A luta pela terra desemboca na ocupação de minifúndios. 
IV. A emergência dos conflitos no campo brasileiro indica que os camponeses não 
estão inseridos nas políticas governamentais. 
V. A luta pela terra e a criação de assentamentos de sem-terra interferem na 
organização espacial e na reconfiguração regional. 
 
Quais estão corretas? 
 
a) Apenas I e II. 
b) Apenas IV e V. 
c) Apenas I, II e V. 
d) Apenas II, III, IV e V. 
e) I, II, III, IV e V. 
 
4. Acerca do Movimento dos Sem-Terra (MST) e da Reforma Agrária no Brasil, é 
CORRETO afirmar que: 
 
a) o MST não recebe o apoio da Igreja e da Pastoral da Terra por invadir e destruir 
laboratórios de pesquisa de empresas reflorestadoras e áreas produtivas. 
b) organismos de países capitalistas avançados se opõem ao financiamento das 
marchas do MST em função dos interesses ligados ao Fundo Monetário 
Internacional. 
c) a imprensa e a mídia brasileira em geral não divulgam as invasões, confrontos e 
mortes ligados à luta pela terra, temendo alarmar o público. 
d) a Constituição de 1988 estabeleceu ser obrigação do governo realizar a reforma 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
agrária e, diante da inoperância governamental, o MST articulou ações de 
ocupação de terras 
e) De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, cabe a população realizar a 
reforma agrária5. Visualize com atenção a imagem do chargista Latuff, e analise as proposições. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3dCEFIN . Acesso em: 16 dez. 2020. 
 
I. A igualdade de forças entre os dois personagens da imagem está bem 
demarcada pela enxada na mão da mulher e a arma de fogo apontada pelo 
jagunço. 
II. A presença da balança na mão do atirador representa de que lado a justiça 
pende diante dos confrontos entre latifundiários e movimentos sociais de luta 
pela terra. 
III. A presença feminina, na charge, faz jus à histórica participação das mulheres 
nos movimentos sociais de ocupação pela terra. 
IV. A justiça está representada com uma venda no olho, indicando sua 
imparcialidade diante dos problemas de disputas de terra no Brasil; ela atua 
sempre do lado da legalidade, nesse caso, a favor da concentração de riqueza 
e de propriedade nas mãos de uns poucos. 
V. O chapéu representando o latifúndio simboliza os movimentos sociais que 
incluíram a questão da terra como pauta de luta. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
a) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
b) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas I, II e V são verdadeiras. 
 
6. (ESA) Quanto aos trabalhadores do campo, os posseiros são ocupantes de terras 
 
a) devolutas ou propriedades inexploradas. 
b) de outros mediante o pagamento de uma renda em dinheiro. 
c) de outros mediante o pagamento de uma renda em produto. 
d) das quais são proprietários formais. 
e) pertencentes ao Governo Federal e que são exploradas mediante contratos 
com o Ministério da Agricultura. 
 
7. (UFRB 2014) Os movimentos sociais se manifestaram/manifestam em diversos 
espaços e escalas, seja no campo ou na cidade, seja nos pequenos grupos 
locais ou nas grandes articulações sociais. Os movimentos sociais, enquanto 
sujeitos políticos coletivos, buscam nas suas atuais formas de atuação: 
 
a) Agir como forma de resistência à exclusão historicamente imposta, buscando 
em suas lutas a inclusão social em sua diversidade e a construção de outro 
projeto de sociedade. 
b) Colaborar com o sistema capitalista, defendendo a construção de projeto 
políticos excludentes e concentradores. 
c) Agir de forma individualista, em prol dos interesses de particulares. 
d) Contribuir para a degradação do meio ambiente, com atividades e ações 
consideradas não sustentáveis. 
e) No caso dos movimentos sociais do campo, estes têm agido como forma de 
aumentar a invisibilidade histórica que lhes negou o acesso à terra, a educação, 
a saúde, os meios de trabalho etc. 
 
8. (UFRB 2014) A Educação do Campo nasceu no âmbito da luta dos movimentos 
sociais pela terra e pela Reforma Agrária. Trata-se de uma política de campo e 
de educação na qual as escolas, além de situadas no campo, possam se 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
constituir enquanto projetos pensados, construídos e executados pelos 
camponeses. A luta pela Educação do Campo configura a luta desses 
movimentos sociais pelos territórios materiais e imateriais, ao qual foram 
historicamente excluídos. São caracterizadas enquanto ações da Educação do 
Campo: 
 
a) Desvalorização da cultura camponesa. 
b) Escolas criadas seguindo os padrões urbanos, com currículos e atividades 
voltadas à vida na cidade. 
c) A construção de projetos políticos pedagógicos coerentes com a realidade das 
discussões realizadas e necessárias ao campo. 
d) Incentivo ao fechamento das escolas do campo e deslocamento dos 
camponeses às escolas situadas na cidade. 
e) Desenvolvimento de uma formação escolar voltada à formação de mão de 
obra para o agronegócio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
GEOGRAFIA AGRÁRIA NO BRASIL E 
EM MINAS GERAIS 
 
 
 
O estuda da geografia, não está limitado ao estudo do espaço entendido 
como o local de atuação da sociedade, mas também com a conotação 
temporal, que imprime uma configuração diferenciada, no decorrer do tempo, a 
cada evento geográfico, seja ele um rio, uma fábrica, uma propriedade agrícola, 
uma cidade. Entender e caracterizar os eventos geográficos também variou no 
tempo e as mudanças nas formas de interpretar o espaço e as distribuições 
espaciais determinaram conjuntos de procedimentos e de temáticas distintos 
(FERREIRA, 2001). 
Dessa forma, a geografia agrária possui uma história muito característica no 
que se refere ao no da geografia, como: entender a superfície terrestre e identificar 
as formas de sua exploração (cultivos, técnicas, tecnologias e etc.) surge como a 
primeira forma de explorar a agricultura. Conceituada como uma atividade 
econômica que é praticada pelo homem e que tem o intuito de produzir alimentos 
e matéria-prima. Da mesma forma que o extrativismo vegetal e a pesca, a 
agricultura é tema muito longevo e comum da geografia. 
Existem muitas polêmicas quanto o assunto é concentração de terras no 
Brasil, reforma agrária brasileira, desigualdades sociais no campo, conflitos agrários, 
movimentos sociais no campo, etc. Quando trabalhados na educação básica, 
costumam gerar discussões mais acirradas, julgamentos com apropriação de causa 
e por muitas vezes sem nenhuma também, críticas embasadas e sem 
embasamento algum, seja os ânimos podem ser alterados de acordo com uma 
vertente ideologia ou outra. 
Como futuro(a) professor(a), você poderá ser alvo de crítica e julgamentos 
ao tratar de temas como esses, visto que estarás na linha de frente na construção 
do conhecimento e de argumentos à cerca destes assuntos. Alunos, responsáveis 
pelos alunos e colegas de trabalho, munidos de informações infundadas como as 
que podem ser veiculadas em jornais, revistas, sites com algum viés político de uma 
ou outra corrente ideológica, podem dificultar a abordagem em sala de aula, visto 
que algumas mensagens de ordem não científica ou até mesmo com veracidade 
UNIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
duvidosa podem tornar a discussão argumentativa entre os alunos, em uma troca 
de farpas de viés ideológico e com pouca abordagem com base em fatos 
histórico, dados e ciência. Porém, o debate, mesmo que difícil, deve ser conduzido 
da melhor forma possível, buscando informações à respeito da história brasileira, 
impactos sociais de uma ou outra tomada de decisão, desigualdades sócias e 
econômicas, buscando a construção do conhecimento coletivo, com 
argumentações variadas, respeitando as opiniões e os posicionamentos individuais. 
 
3.1 CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL 
A problemática de divisão de terras no Brasil é histórica, perturbada e 
marcada por infinitos conflitos, no âmbito político, social, ambiental e jurídico, 
inclusive com inúmeros crimes e assassinatos. A conquista, disputa e luta pela terra, 
evidencia um cenário de terror, despreparo e denota falta de tomada de decisões 
históricas à cerca do assunto no território brasileiro. Não é exagerado dizer que o 
país apresenta uma das mais injustas estruturas fundiárias do mundo. Áreas de 
grandes extensões estão nas mãos de poucas pessoas, especialmente nas regiões 
Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país. 
 
 
 
Em resumo, grande quantidade de terras e os objetivos da colonização 
definiram a forma de adaptação de uma legislação feita para a metrópole para 
ser aplicada à colônia e levaram ao estabelecimento de grandes unidades 
produtivas e grandes latifúndios improdutivos na forma de posses ou sesmarias. 
Mesmo com uma cláusula explícita de cultivo, proporcionar à administração 
colonial os poderes de retomar as terras incultas apropriadas, a parte da legislação 
que coibia o latifúndio improdutivo nunca foi cumprida. Ainda que possuindo suas 
origens no sistema sesmarial, seria injusto responsabilizar a ele a causa da 
persistência do latifúndioimprodutivo em épocas subsequente. Ao finalizar aquele 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
período, somente uma parcela pequena do território nacional estava apropriada e 
restavam grandes quantidades de terras devolutas (SILVA, 1997). 
 
 
 
A ausência de uma legislação que normalizasse o acesso à terra durante o 
tempo que decorreu até 1850 e a continuidade do padrão de exploração colonial 
(agricultura predatória e trabalho escravo) resultou na frutificação, sem qualquer 
controle, do apossamento e multiplicaram-se os latifúndios improdutivos. Em 1850 
surgiu a Lei de Terras, após muitos anos sem nenhuma legislação de acesso à terra. 
Foi estabelecido com a Lei que a aquisição de terras no Brasil seria possível somente 
por intermédio da compra. Importante ressaltar que essa lei foi elaborada pelos 
grandes latifundiários da época, com o objetivo de dificultar o acesso à terras pelos 
negros e pelos imigrantes. Esse fato refletiu não somente no período em questão, 
mas em todo o contexto atual do Brasil. 
Em resumo, a apropriação da terra no Brasil, parte integrante do processo de 
formação do território brasileiro, teve como fato marcante a delimitação das 
capitanias hereditárias e a demarcação de sesmarias, das quais, mais tarde, 
formaram-se os latifúndios. 
 
3.2 REFORMA AGRÁRIA BRASILEIRA 
O Brasil é um país cuja história é marcada pela desigualdade na distribuição 
de recursos produtivos. Os altos índices de concentração de terras refletem a 
estrutura agrária criada pela Corte portuguesa e a orientação das políticas dos 
governos brasileiros, que optaram pela modernização conservadora da agricultura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
ao invés de realizar um amplo programa de reestruturação fundiária como 
estratégia de desenvolvimento rural (NEUMANN; DALBIANCO, 2012). 
De acordo com o Estatuto da Terra, a Reforma Agrária é o conjunto de 
medidas conduzidas pelo Poder Público com o intuito de propiciar a distribuição de 
terras entre trabalhadores rurais por meio de alterações no regime de posse e uso, 
atendendo aos princípios de justiça social e aumento da produtividade, conforme 
preconiza a Lei nº 4.504/64. 
O governo de Castelo Branco criou em 1970, o Instituto Nacional de 
Colonização e Reforma Agrária (Incra), ligado ao Ministério da Agricultura. Um dos 
objetivos buscados com a criação do Incra foi o de estimular a consolidação de 
unidades de produção por meio da organização social e econômicas das 
comunidades. Com essas medidas o governo pretendia integrar as populações 
marginalizadas ao processo de desenvolvimento em curso, utilizando nesse 
processo da assistência técnica e extensão rural. 
Para Pimentel (2007), embora fossem criadas instituições de apoio à reforma 
agrária e estabelecidas orientações normativas para sua atuação, o serviço de 
assistência técnica preconizado para os assentados durante os governos militares 
não saiu do papel, tendo ficado restrito a ações pontuais, muitas vezes 
desarticuladas e executadas pelas entidades locais ou regionais. 
Na década de 1980, com o fortalecimento da organização popular e com a 
criação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), voltaram à pautas 
as reivindicações de políticas públicas destinadas a atender os agricultores(as) sem-
terra e os assentados que já viviam em assentamentos da reforma agrária, embora 
não tenha sido realizada uma reforma agrária de fato (NEUMANN; DALBIANCO, 
2012). 
No ano de 1985, no auge da abertura democrática do país, foi substituído o 
presidente da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater) 
e as novas orientações propostas pareciam contemplar as reivindicações dos sem-
terra e assentados. Porém, essa proposta de mudança de orientação das políticas 
governamentais de assistência técnica e extensão rural tiveram poucas 
repercussões. A partir das crises econômicas e políticas do governo Sarney e da 
extinção da Embrater em 1990, pelo governo de Fernando Collor de Mello, a 
responsabilidade pela oferta dos serviços de assistência técnica e extensão rural 
aos agricultores foram repassadas aos governos estaduais e municipais e às 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
empresas privadas. 
 
 
Figura 8: Charge ilustrativa da concentração de terras no Brasil e ausente de Reforma 
Agrária. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3mnTsuU Acesso em: 17 dez. 2020. 
 
A luta pela reforma agrária é de grande relevância para a soberania 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
alimentar e para o acesso ao trabalho, da mesma forma que tem o propósito de 
estender a agricultura familiar, com desígnios à efetivação de serviços e direitos 
sociais ao povo do camponês (SPERB, 2017). 
 
3.3 MOVIMENTOS SOCIAIS CAMPONESES EM MINAS GERAIS 
A redemocratização do brasileira no ano de 1945 foi acompanhada por 
referências mais organizadas, na imprensa, a lutas no campo e com o início de uma 
organização dos camponeses. Tem-se dificuldades em certificar se é nesse processo 
que as lutas perduraram ou se em consequência de uma conjuntura política mais 
favorável que elas tornaram-se mais populares e então aumentaram suas 
possibilidades. A realidade é que no meio da década dos anos 40 apareceram 
algumas entidades de representação camponesa nos estado Pernambuco, São 
Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais (MEDEIROS, 1989). 
Por meio de esforços contrário aos aumentos das taxas de arrendamento 
que nasceram as primeiras ligas camponesas nos estados de Goiás e também no 
Triângulo Mineiro. O primeiro confronto mais sério relacionado à essas questões que 
se tem notícias foram na década de 1950, na cidade de Orizona, estado goiano. 
Resguardados de dispositivo da Constituição do Estado que determinava o limite 
da taxa de arrendamento em 20%, os trabalhadores rejeitaram-se a pagar os 50% 
até então estabelecido pelos donos das propriedades rurais e acabaram saindo 
vitoriosos. 
No ano sequente, os proprietários das terras se organizaram e, no período de 
plantar, recusaram em dar trabalho aos que teriam participado do movimento. 
Ainda nos anos de 1950, foi verificada uma luta com características parecidas em 
Canápolis (MG), na fazenda do Frigorífico Anglo. Logo após foi a vez da fazenda 
Gariroba, em Américo de Campos, São Paulo, envolvendo 400 famílias de 
arrendatários. Nessas ocasiões, as lutas contrárias à expulsão se tornaram lutas pela 
posse da terra. Porém, o que todas tem em comum é que houveram intensas 
repressões. 
Se o Congresso de Belo Horizonte é considerado um divisor de águas entre as 
correntes que disputavam a hegemonia da condução das lutas dos trabalhadores 
rurais, ele guarda outros significados também. Antes de mais nada, ele marcou 
como nenhum outro evento o reconhecimento social e político da categoria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
“camponês”, sintetizando um conjunto de forças heterogêneas que lutavam no 
campo. A presença no encontro de personalidades como o governador de Minas 
Gerais, Magalhães Pinto, do primeiro-ministro Tancredo Neves e do próprio 
presidente da República, João Goulart, o destaque que recebeu em toda a 
imprensa, são indicadores de que ele se constituiu num fato político de relevo e um 
termômetro da gravidade que a questão agrária assumia. A representatividade das 
delegações, a diversidade de situações representadas, o caráter das 
reivindicações levantadas e o clima do encontro indicavam que não era mais 
possível tratar a questão agrária com medidas locais, seja de caráter repressivo, 
seja através de soluções parciais negociadas. Realizar transformações profundas na 
estrutura agrária aparecia como uma questão essencial do desenvolvimento 
nacional. Por outro lado, ele deu um novo impulso às lutas no meio rural (MEDEIROS, 
1989). 
Se houve um fortalecimento das organizações dos trabalhadores, o período 
também assistiu a uma revitalização das entidades representativas dos interesses 
dos proprietáriosde terra. Multiplicaram-se as associações de nível municipal, as 
federações estaduais e já no início dos anos 50 surgiu a Confederação Rural 
Brasileira. Essas agremiações, longe de ter um papel decorativo, constituíram-se, 
pelo menos em alguns estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, 
em pólos de debate e de geração de propostas para a agricultura, procurando 
contestar a imagem de atraso que era atribuída a seus associados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
 
 
Figura 9: Capa do Jornal Novos Rumos, noticiando em destaque o Congresso de Belo 
Horizonte, ano de 1961. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3sYySUg . Acesso em: 17 mar. 2021. 
 
Participaram um total de 1.600 delegados, de diversos pontos do país, para discutir os 
seguintes temas, propostos pela entidade que organizou o encontro: soluções para o 
problema da propriedade e do uso da terra no Brasil; medidas imediatas e parciais de 
reforma agrária; formas de arrendamento e parceria; direitos dos pequenos e médios 
proprietários rurais; ajuda aos cultivadores agrícolas, assalariados e semi-assalariados 
rurais; organização das massas trabalhadoras do campo; e reivindicações 
democráticas e sociais. No geral, os estudos sobre os movimentos camponeses nos anos 
50/60 consideram o Congresso de Belo Horizonte como um marco das lutas, ressaltando 
dois aspectos principais: a proposta de reforma agrária radical, “na lei ou na marra” e 
as divergências entre Francisco Julião e o Partido Comunista Brasileiro, em torno da 
validade da luta por medidas parciais de reforma agrária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
 
Já em 1980 surgiram outras experiências de greves, mais localizadas, como 
foi o caso dos apanhadores de café da Bahia e dos canavieiros de Passos, em 
Minas Gerais. Mas foi nas áreas de cana do Nordeste que se concentraram os 
esforços no sentido de aplicar o modelo que se constituía em Pernambuco. 
Em outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais a 
movimentação dos trabalhadores ultrapassou os passos legais e, em algumas 
situações, adiantou-se aos próprios sindicatos. No interior do sindicalismo criavam-
se, assim, novos fatos políticos, que levavam ao questionamento de um modelo que 
muitos viam como ritualizador e burocratizador das greves. Com eles, surgiram 
padrões distintos de ação sindical que, mais do que uma adaptação local de um 
modelo geral, constituíram-se em uma nova concepção sobre o que significava a 
luta sindical. 
A partir de agora iremos trabalhar alguns dados sobre os movimentos 
socioterritoriais no estado de Minas Gerais. Vamos entender por movimentos 
socioterritoriais, aqueles movimentos produtores e construtores de espaços e 
transformadores de espaços em territórios (FERNANDES, 2005). 
Na tabela 2, podemos observar em ordem crescente, os movimentos sociais 
mais atuantes no período de 2000 a 2007, no estado de Minas Gerais, totalizando 
319 ocupações, com mais de 36 mil famílias envolvidas em 164 municípios. O 
movimento mais atuante foi o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), 
com 172 ocupações, equivalendo a 54% do total de ocupações, seguido pela 
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) com, 64 
ocupações e o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), com 21 ocupações. 
 
Figura 10: Movimentos socioterritoriais mais atuantes em Minas Gerais por número de 
ocupações entre 2000 e 2007. 
 
Fonte: GONZAGA (2009). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
 
A luta e, principalmente, o que tange suas espacializações. Os dois 
movimentos com mais ocupações de terras, o MST e a CONTAG, possuíram 
atuações concentradas em mais de três mesorregiões mineiras, demonstrando a 
força quanto a sua representatividade e potencial de mobilização (Figura 9). 
Podemos observar que na região sul de Minas Gerais, apresenta menores 
números de ocupações, ao passo que a região Norte e Noroeste, apresentam 
maior número de ocupações, com ampla atuação do MST e CONTAG, 
evidenciando a força desses movimentos organizados em relação à totalidade de 
movimentos atuantes no estado. 
 
Figura 11: Minas Gerais: Espacialização municipal dos movimentos socioterritoriais com mais 
ocupações de 2000 a 2007. 
 
Fonte: GONZAGA (2009). 
 
No que tange a realidade espacial das ocupações de terra, Minas Gerais é 
considerado um dos maiores estados da federação em número de ocupações de 
terras e, evidentemente, apresenta elevada atuação dos movimentos 
socioterritoriais, tanto que, de 1988 a 2007, o estado foi o 4º colocado com maior 
número de ocupações, diante dos outros estados brasileiros (Figura 10), ficando 
atrás de São Paulo, Pernambuco e Paraná. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
 
Figura 12: Os 10 maiores estados em ocupações de terra entre os anos de 1988 e 2007. 
 
Fonte: GONZAGA (2009). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Leia o trecho abaixo 
 
“Não queremos viver na escravidão 
Nem deixar o campo onde nascemos 
Pela terra, pela paz e pelo pão: 
Companheiros, unidos venceremos. 
Hoje somos milhões de oprimidos 
Sob o peso terrível do cambão 
Lutando, nós seremos redimidos. 
A Reforma Agrária é a solução”. 
Hino do Camponês, fins da década de 1950, apud MEDEIROS, Leonilde Sérvolo de. 
História dos movimentos sociais no campo. Rio de Janeiro: FASE, 1989, p. 70. 
 
Art. 16. Reforma Agrária visa a estabelecer um sistema de relações entre o homem, 
a propriedade rural e o uso da terra, capaz de promover a justiça social, o 
progresso e o bem-estar do trabalhador rural e o desenvolvimento econômico do 
país, com a gradual extinção do minifúndio e do latifúndio. Parágrafo único. O 
Instituto Brasileiro de Reforma Agrária será o órgão competente para promover e 
coordenar a execução dessa reforma, observadas as normas gerais da presente Lei 
e do seu regulamento. Lei no 4.504, Estatuto da Terra, de 30 de novembro de 1964. 
 
Considerando as duas fontes, analise as afirmações a seguir: 
 
 I - A política de redistribuição de terras, definida no Estatuto da Terra, 
equacionou os conflitos no mundo rural. 
II - O Estatuto da Terra era um projeto de Estado, que compartilhava a 
responsabilidade sobre a reforma agrária com os atores do campo. 
III - A luta pela reforma agrária, entre os anos 1940 e 1960, contribuiu para a 
afirmação do trabalhador rural como ator político. 
IV - O Hino do Camponês expressa a luta contra o domínio dos latifundiários, 
caracterizado pela superexploração do trabalho no campo. 
 
Estão corretas APENAS as afirmações: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
a) I e II 
b) I e III 
c) II e III 
d) III e IV 
e) I, II e IV 
 
2. Sobre o conceito de reforma agrária, é correto afirmar que: 
 
a) a reforma agrária é o processo de redistribuição das propriedades produtivas de 
um determinado país ou região. 
b) a reforma agrária é o processo de redistribuição das propriedades rurais 
improdutivas para camponeses que não possuem terras. 
c) é uma política de incentivo à produção agrária vinculada ao Ministério do 
Desenvolvimento Agrário. 
d) a reforma agrária é o processo de redistribuição das propriedades rurais 
improdutivas que só atende que tem condições para produzir na terra. 
e) a reforma agrária é o processo de doação de terras para o Governo, que 
produzirá alimentos para os mais carentes. Muitos fazendeiros realizam essa 
prática em troca de isenção de impostos. 
 
3. “Não deixa de causar certo desconforto, entre aqueles que têm se dedicado ao 
estudo das transformações no mundo rural, estarmos aqui reunidos, em pleno 
século XXI, para falar de reforma agrária, uma questão que já deveria ter sido 
resolvida no Brasil desde a segunda metade do século XIX. Entretanto, por fazer 
parte da realidade atual, como uma questão importante a ser tratada – 
embora, muitos dos que a defendiam no passado recente não mais pensem 
assim– não podemos e nem temos o direito de ignorá-la, pelo significado que 
ela encerra, seja do ponto de vista sócio-econômico, seja da dimensão política 
que lhe é inerente”. 
(LOPES, E. S. A. A Reforma Agrária no Brasil: um velho problema, esperando uma 
solução que nunca chega? Fundação Joaquim Nabuco. Acesso em: 22 maio de 2015.) 
 
A justificativa principal para a defesa da reforma agrária no Brasil assenta-se 
na existência, no espaço rural do país, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
 
a) da defasagem dos impostos rurais. 
b) do declínio no êxodo rural atual. 
c) da concentração fundiária. 
d) do decréscimo produtivo agrícola. 
e) da importância dos movimentos sociais do campo. 
 
4. Entre os efeitos de uma eventual realização da reforma agrária no espaço 
geográfico brasileiro, podemos assinalar corretamente: 
 
a) concentração das posses rurais. 
b) favorecimento do êxodo rural. 
c) aumento da agricultura familiar. 
d) extinção dos minifúndios. 
e) cultivo de monocultura. 
 
5. No que se refere à desapropriação para reforma agrária pelo interesse social, 
pode-se afirmar que: 
 
a) Haverá prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de 
preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do 
segundo ano de sua emissão. 
b) Cabe a lei ordinária estabelecer procedimento contraditório especial, de rito 
sumário, para o processo judicial de desapropriação. 
c) Não estão isentas de impostos federais as operações de transferência de imóveis 
desapropriados para fins de reforma agrária. 
d) As benfeitorias necessária serão indenizadas em dinheiro, ao passo que as úteis 
não serão indenizadas. 
e) Haverá orçamento semestral para fixar o volume total de títulos da dívida 
agrária, assim como o montante de recursos para atender ao programa de 
reforma agraria no exercício. 
 
6. Baseando-se em seus conhecimentos sobre a questão agrária no Brasil, leia 
atentamente as afirmações a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
I. Os movimentos pela reforma agrária ganham força no Brasil a partir dos anos 
de 1950, com a formação das Ligas Camponesas. 
II. A reforma agrária é uma política de reestruturação fundiária, ou seja, de 
definição de regras para a posse da terra, com a finalidade de atender sua 
função social. 
III. No Brasil, os latifúndios (grandes propriedades rurais) são heranças das 
plantations do Brasil colônia. 
 
Podemos considerar corretas a(s) afirmativa(s): 
 
a) apenas I. 
b) apenas II. 
c) apenas III. 
d) apenas l e lll 
e) Todas estão corretas. 
 
7. A Constituição Federal de 1988 legitimou a realização da reforma agrária no 
Brasil. Porém, essa determinação gerou muitos conflitos em virtude da: 
 
a) falha no artigo da Constituição ao não determinar o que é considerado 
propriedade improdutiva, dando margem para diversas interpretações, tanto a 
favor da reforma agrária quanto contra. 
b) falha na execução da lei, uma vez que muitas propriedades produtivas são 
redistribuídas para os camponeses. 
c) falha na execução da lei, já que muitas propriedades improdutivas são 
redistribuídas para grandes latifundiários em vez de serem repassadas para 
trabalhadores sem-terra. 
d) falha no artigo da Constituição, que determina que todas as propriedades 
agrárias estão sujeitas a serem redistribuídas de acordo com a vontade do 
poder público. 
e) falha na execução da lei, que não prevê indenizações para os proprietários das 
terras desapropriadas, causando, assim, muitos conflitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
 
 
8. No Brasil, a reforma agrária nunca foi plenamente realizada. Um dos principais 
fatores que impedem a sua realização no país é: 
 
a) A falta de interesse dos camponeses em adquirir propriedades, já que o Brasil 
possui diversas propriedades disponíveis para a redistribuição de terras. 
b) O baixo preço pago pelo Governo pelas propriedades desapropriadas 
desincentiva os fazendeiros a entregarem suas terras para a redistribuição 
promovida pela reforma agrária. 
c) A grande corrupção dos movimentos que lutam em prol da reforma agrária, o 
que acaba resultando na não redistribuição das terras conquistadas. 
d) O custo de manutenção dos assentados, pois, mais do que apenas desapropriar 
e redistribuir terras, a reforma agrária tem que dar condições para o camponês 
produzir nas terras adquiridas. 
e) O pequeno número de terras improdutivas no país faz com que não seja possível 
realizar nenhuma redistribuição, já que, segundo a constituição de 1988, 
somente as terras improdutivas podem ser redistribuídas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
AGRICULTURA SOB DIFERENTES 
MODOS DE PRODUÇÃO 
 
 
 
O Brasil com sua dimensão continental, influenciado por diferentes povos e 
culturas, se torna um país heterogênio na sua constituição básicas dos conceitos de 
produção rural de alimentos, produtos não-alimentícios e pecuária no campo. A 
ideia de produtor rural varia de pessoa para pessoa, nas diferentes regiões do país. 
O campo brasileiro é diversificado em pensamentos, ideias, construção coletiva ou 
individual, culturais e econômicas e todos esses aspectos influenciam no sistema de 
produção adotado pelos produtores(as) rurais, trabalhadores(as) rurais, homens e 
mulheres do campo. 
Do Arroio Chuí, no extremo Sul do Rio Grande do Sul, ao Monte Caburai em 
Roraima no extremo Norte do Brasil passando pela Serra da Contamana no Acre, 
extremo Oeste e pela Ponta do Seixas na Paraiba, ponto mais extremo ao Leste. 
Observamos povos com diferentes influencias culturais, econômicas, de saberes e 
princípios, não podemos colocar tudo isso no mesmo bolo e padronizar a 
agricultura e as formas de viver no campo, criando um modelo de produtor(a) rural. 
Devemos respeitar suas peculiaridades e trabalhar a agricultura e a pecuária nessas 
diferentes abordagens. 
No mercado tem se notado um aumento na procura por alimentos com 
menos cargas de agrotóxicos por parte do consumidor final, pensando 
principalmente na sua saúde, meio ambiente e estilo de vida. Com isso, muitos 
produtores(as) tem-se mostrado disposto à produzir de maneira menos agressiva ao 
meio ambiente, lembrando que a motivação dos agricultores(as) para ingressar 
nesse processo podem ser outros como: vontade pessoal, insatisfação com o 
modelo convencional, saúde da família envolvida na produção, qualidade de 
vida, manutenção da natureza, não depender de insumos externos, maior 
autonomia de gestão e produtiva, atender a um público do mercado, não perder 
clientes, qualidade nutricional do alimento e etc. 
Levando em consideração os aspectos abordados acima, podemos citar 
algumas abordagens, modelos, formas e maneiras de fazer e viver a agricultura: 
agricultura convencional, agricultura orgânica, agroecologia, agricultura 
UNIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
 
biodinâmica, agricultura natural, extrativismo, pecuária convencional, pecuária 
orgânica, entre outros. Obviamente, que existem algumas que sobressaem em 
termos de área e número de pessoas envolvidas e outras que estão ganhando 
espaço nas últimas décadas. 
 
4.1 AGRICULTURA CONVENCIONAL 
Terminada a segunda guerra mundial a indústria mundial tem em mãos 
muitos produtos que sobraram e novos produtos descobertos no período. O que 
fazer com tais produtos? Com isso, começam a ser utilizados e testados na 
agricultura, culminando assim no que chamamos de “Revolução verde”. Teve início 
no México na década de 1950 e é o termo adotado para contemplar o conjunto 
de práticas, eventos e tecnologias que modificaram o panorama e contexto da 
agricultura mundial, elevando drasticamente seus níveis de produtividade para 
patamares jamais vistos até então. 
É o modelo de agricultura predominante no país, a grande maioria dos 
produtos agropecuários nacional é produzida nesta forma, logo a maior partedos 
alimentos que chegam à mesa das famílias brasileiras também são produzidos desta 
maneira. Está relacionado principalmente com produções de larga escala, levando 
em consideração primária a produtividade do sistema, e para isso, se faz uso de 
fertilizantes químicos, agrotóxicos, sementes transgênicas, máquinas agrícolas de 
diferentes tecnologias e tamanhos, de maneira geral a preocupação ambiental se 
torna baixa ou secundária nesse processo. 
Ela se baseia no aumento da sua produção à medida em que se incrementa 
tecnologias. Isso nos conduz ao importante conceito de produtividade agrícola, 
relação entre a produção total e a área cultivada. Por exemplo, se produzimos 350 
toneladas de soja em 100 hectares, a produtividade do nosso empreendimento 
agrícola é de 3.500 kg/ha. A produtividade está sempre relacionada à uma 
unidade de área. Quando falamos de produção agrícola, podemos aumentar a 
produtividade sem aumentar a área plantada, logo, teremos uma produção total 
maior. Tornando a área utilizada mais rentável, pensando sempre se as tecnologias 
implantadas não ultrapassem o valor final de venda do produto. Não podemos 
esquecer que implantar novas tecnologias, grande maioria das vezes, requer 
investimento de capital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
De maneira geral, esse tipo de agricultura é capitalizada, baseada em 
grandes investimentos, porém existem muitos produtores familiares que também 
produzem se baseando nesses conceitos. Por esse motivo, a forma mais palpável de 
se falar em geografia agrária moderna é por meio dos notáveis complexos 
agroindustriais. Há uma incessante troca entre a indústria tecnológica e a 
agropecuária, sendo que a primeira fornece tecnologia e a segunda oferece o 
capital. Finalmente, ainda tem-se o sistema financeiro, o qual é responsável por 
financiar toda essa cadeia produtiva. 
 
 
 
4.2 AGRICULTURA FAMILIAR 
No Brasil a agricultura familiar já recebeu diferentes nomes, mesmo sendo um 
termo utilizado há décadas. Devido à heterogeneidade dos processos agrícolas se 
torna complexo a definição de agricultura familiar. Sendo a agricultura familiar a 
principal responsável pela produção de alimentos que chegam à mesa dos 
brasileiros. 
Conforme, Gasson e Errigton, (1993), na agricultura familiar a gestão é 
realizada pelos proprietários da terra, como o nome mesmo sugere, os responsáveis 
pelo empreendimento estão ligados entre si por laços de parentesco. A mão-de-
obra é fundamentalmente familiar e o conjunto de bens de produção de 
produção, os valores à pagar, valores à receber são pertencentes a família. Os 
membros da família vivem no mesmo local em que produzem e seus bens são 
transferidos de geração em geração dentro do núcleo familiar. 
 
[...] o Decreto nº 9.064, de 31 de maio de 2017, dispõe sobre a 
Unidade Familiar de Produção Agrária, institui o Cadastro Nacional 
da Agricultura Familiar e regulamenta a Lei nº 11.326, de 24 de julho 
de 2006, que estabelece as diretrizes para a formulação da Política 
Nacional da Agricultura Familiar e empreendimentos familiares rurais 
(Brasil, 2017). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
 
Segundo o IBGE (2017), 73% das pessoas que produzem no meio rural 
apresentam laço de parentesco com o produtor e 27% não apresentam laço de 
parentesco com o produtor, indicando uma importante característica do cenário 
agrícola brasileiro. 
A agricultura familiar pode apresentar diferentes formas de produzir seus 
produtos, podendo ser convencional, orgânica, agroecológica, biodinâmica, 
extrativista e até mesmo, sistemas de transição (por exemplo, sistema convencional 
sendo substituído pelo sistema de produção orgânico). Não há regra quanto ao 
sistema de produção, embora muitas vezes sejam ligadas a produção de alimentos 
com menos agrotóxicos de forma intuitiva, mas para essa afirmação ser correta, irá 
depender de como é a forma de produção da propriedade rural familiar que 
produziu aquele produto. Portanto, conhecer a origem do produto se torna 
fundamental para saber sua real procedência. 
 
4.3 AGRICULTURA ORGÂNICA 
Se fizermos uma retrospectiva ampla para esse termo, vamos perceber que a 
agricultura orgânica é uma forma de fazer agricultura que sempre existiu na história 
humana. Quando nasce a agricultura, nasce consigo a agricultura orgânica. Sua 
forma de produção busca respeitar os princípios da vida humana e da natureza, 
por meio de um sistema de produção menos agressivo ao ambiente natural. 
O termo agricultura orgânica é utilizado para todas as formas, maneiras e 
modelos alternativos de produção que não utilizam produtos químicos artificiais. 
Nesses moldes alternativos de agricultura, tem-se: agricultura orgânica, agricultura 
biodinâmica, agricultura biológica e permacultura. Existe também a agroecologia, 
a qual envolve em suas reflexões as questões sociais (BONILLA, 1992). 
Você já notou que nas embalagens de produtos orgânicos, há um selo? Pois 
é, se trata da sua certificação. É uma garantia para o consumidor final de que 
aquele produto passou por uma regulamentação e fiscalização para ser 
comercializado como orgânico e está de acordo com as normas estabelecidas 
pela legislação brasileira para produtos orgânicos. 
Segundo dados do IPEA (2020) a área destinada a produção brasileira de 
orgânicos no ano de 2007 eram de 932.120 ha, alcançando a marca de 1.136.857 
ha no ano de 2017, ou seja, um aumento de 204.737 ha, que representa uma taxa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
de crescimento anual de 2,0% em relação ás áreas destinadas à produção de 
alimentos orgânicos no país. 
Houve um crescimento importante na área no que tange a área de 
destinadas à agricultura orgânica. Mas, para que haja uma expansão contínua 
dessas áreas ao longo do tempo, dependerá da superação de alguns desafios, tais 
como: a necessidade de progressivos incrementos nas áreas de solo cultivável de 
manejo orgânico para atender ao consumo crescente, grande concentração da 
demanda mundial e padronização dos critérios de certificação (WILLER; LERNOUD, 
2018). 
 
 
 
4.4 AGRICULTURA AGROECOLÓGICA 
Aqueles que não acreditam no futuro da agricultura conforme os métodos 
convencionais praticados com o uso de fertilizantes químicos, inseticidas, fungicidas 
e herbicidas químicos procuram outros métodos de produção no campo, com a 
motivação de maior equilíbrio e sustentabilidade do agroecossistema local aliado a 
fatores sociais (o que difere da produção de orgânico), essa maneira de produção 
e organização chamamos de agroecologia. Importante ressaltar que muitas vezes 
os alimentos agroecológicos são tratados como alimentos orgânicos pelo 
consumidor final, por falta dessa conceituação básica do entendimento do 
envolvimento social no sistema de produção, ou seja, todo alimento agroecológico 
é orgânico, mas nem todo alimento orgânico é agroecológico. 
A Agroecologia tem sido ratificada como um campo do conhecimento com 
características multidisciplinares, apresentando uma série de princípios, conceitos e 
metodologias que nos permitem dirigir, estudar, desenhar, analisar e avaliar 
agroecossistemas. Os agroecossistemas são considerados as unidades 
fundamentais para o planejamento das intervenções humanas com interesse no 
desenvolvimento rural sustentável (CAPORAL; COSTABEBER, 2002). 
Diferentes autores conceituam o termo Agroecologia, sob uma perspectiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
 
 
mais ampla do tema podemos considerar que, a Agroecologia agrega ideias 
ambientalmente adequadas e sentimento social a respeito da agricultura, com 
características normativa ou prescritiva que transcendem os limites da agricultura 
propriamente dita (HECHT, 1989). 
Conforme ressalta Altieri (1995), a Agroecologia proporciona as bases 
científicas para apoiar o processo de transição a estilos de agricultura sustentável 
nas suas mais variadas manifestações ou denominações. Sob esta perspectiva,não 
podemos confundir a Agroecologia, com uma tecnologia ou pratica agrícola, um 
sistema de produção ou um estilo de agricultura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
 
Figura 13: Ana Maria Primavesi. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3mmNevg Acesso em: 15 mar. 2021. 
 
4.5 PECUÁRIA 
A pecuária é a atividade que envolve a domesticação de animais na 
agricultura, para fins de criação, obtenção de produtos, venda e/ou abate. As 
produções mais comuns são as de bovinos, suínos, ave, ovinos e caprinos. O Brasil 
ocupa um papel de destaque na produção pecuária mundial. Segundo o IBGE 
(2015), o maior rebanho nacional é o de galinhas, seguido por bovinos, suínos, 
codornas, ovinos, caprinos, equinos e bubalinos. 
Cada espécie animal produzida tem-se por característica primária uma 
maneira de conduzir os sistemas de produções. Por exemplo, gado bovino, de 
maneira geral a produção é feita de forma extensiva no Brasil, que consiste em 
deixar o gado pastar solto, limitado apenas com cercas laterais (divisórias de 
propriedades e/ou de lotes), geralmente adotado em grandes extensões de terras, 
mas produtores familiares também adotam esse sistema, em porções de menores 
de terras. Já em outro extremo a produção de aves de corte, basicamente se dá 
em um sistema intensivo de confinamento dos animais. 
Com os avanços tecnológicos em pastagens mais adaptadas aos diferentes 
climas e regiões brasileiras, genética dos animais, nutrição e sistemas de manejo, 
tem-se mostrado como fatores determinantes para o aumento da produção de 
produtos da pecuária brasileira. 
Em relação a pecuária bovina, principalmente temos a produção de carne e 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
 
leite, com caracterizas socioeconômicas gerais muito distintas, enquanto que a 
produção leiteira basicamente é realizada por produtores com área de produção 
menores, para atender principalmente o mercado local de determinada região. Em 
contrapartida, temos a produção de carne como características gerais é 
predominante em áreas maiores e com a finalidade de atender o comercio local e 
internacional, sendo a exportação de carne uma atividade muito atrativa para os 
produtores, devido sua alta rentabilidade. 
A cadeia de produção de frangos de corte brasileira possui vantagens 
competitivas pelo fato do ciclo de produtividade do frango ser curto, além de 
possuir uma estrutura organizacional verticalizada e de ser uma proteína barata, o 
que atrai consumidores de todas as classes sociais (RECK; SCHULTZ, 2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), no Brasil 70% dos 
alimentos que chegam à mesa da população provêm da agricultura familiar. A 
Lei nº 11.326/2006, define agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele 
que pratica atividades desenvolvidas no meio rural, com mão de obra da 
própria família e renda vinculada ao estabelecimento e gerenciamento do 
empreendimento. Entram nesta classificação silvicultores, aquicultores, 
extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma 
agrária. Sobre o espaço agrário brasileiro, marque a opção VERDADEIRA. 
 
a) As Ligas Camponesas, Movimento dos Trabalhadores Rurais, Comissão Pastoral 
da Terra e União Democrática Ruralista, são movimentos que lutam pelo 
processo de distribuição igualitária da terra através da reforma agrária para o 
desenvolvimento da agricultura familiar. 
b) Desde as suas origens, notadamente na distribuição da terra em sesmarias e 
com a Lei de Terras de 1850, a concentração da propriedade fundiária no Brasil 
é uma realidade. Essa por sua vez, atualmente, faz parte dos projetos políticos 
que buscam contemplar a distribuição equitativa das terras entre os 
trabalhadores do campo. 
c) O reconhecimento da agricultura familiar no Brasil é relativamente recente e 
contou com o apoio do movimento sindical, após o fim da ditadura militar; 
maior debate sobre o tema iniciado na década de 1990 e ao desenvolvimento 
de políticas públicas a partir da criação do Programa Nacional de 
Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). 
d) O capital e seus proprietários capitalistas, representados pelos grandes 
proprietários de terra, bancos, empresas nacionais e transnacionais, estão em 
crise e observa-se uma diminuição em todo o mundo do chamado modelo de 
produção do agronegócio, que procura seguir o modo de produção da 
agricultura familiar. 
e) A agricultura familiar faz parte de um novo tipo de agronegócio que concentra 
e domina a terra, a tecnologia de produção e as políticas de desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
 
2. Assinale a opção correta, a respeito de agricultura orgânica. 
 
a) Produto orgânico, processado ou in natura, é aquele proveniente de um sistema 
orgânico de produção agropecuária ou de um processo extrativista sustentável. 
b) A comercialização de produtos orgânicos poderá ocorrer mediante sua 
certificação obrigatória, sendo aceito somente o cadastrado no órgão 
fiscalizador. 
c) Mediante autorização da certificadora, algumas unidades orgânicas de 
produção podem adotar práticas que não sejam condizentes com seus 
princípios preconizados. 
d) Lavouras que utilizem manejo orgânico têm demonstrado, de modo absoluto, 
menor produtividade em comparação com as convencionais. 
e) A cada dia, torna-se mais fácil o acesso a sementes de variedades de interesse 
da produção orgânica, pois está ocorrendo aumento da base genética 
ofertada no mercado. 
 
3. Atualmente, uma característica fundamental da agroecologia é a abordagem 
da agricultura como um sistema socioecológico complexo. Dessa forma, os 
agroecossistemas não se restringem às fronteiras de uma área sob cultivo 
agrícola, pois resultam de relações sistêmicas que não são somente de natureza 
ecológica e local. Acerca dos agroecossistemas, assinale a opção correta. 
 
a) Os agroecossistemas são sistemas ecológicos alterados, manejados de forma a 
aumentar a produtividade de um grupo seleto de produtores e de consumidores 
em que plantas e animais nativos são retirados e substituídos por poucas 
espécies. 
b) O fluxo de energia nesse tipo de sistema é mais aberto do que em ecossistemas 
naturais; além do sol, possuem fontes auxiliares como força humana, tração 
animal e combustíveis fósseis. 
c) Para um agroecossitema se parecer com o ecossistema da região 
biogeográfica à qual pertence, devem-se buscar soluções que tenham obtido 
êxito em outras regiões para aumentar a sustentabilidade do sistema. 
d) Os agroecossistemas tradicionais têm baixa capacidade de autorregulação e 
alta dependência de controles artificiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
 
e) Nos agroecossistemas tecnificados, há aumento dos níveis tróficos, em geral 
produtores e consumidores diretos, diminuindo o nível trófico que se alimenta da 
cultura. 
 
4. (UFRGS) Sobre a agricultura brasileira são feitas as seguintes afirmações: 
 
I. A mecanização da agricultura é uma das manifestações da modernização 
agrícola e trouxe consigo o êxodo rural. 
II. A estrutura fundiária brasileira mantém-se excludente na medida em que 
privilegia o grande capital e as culturas de exportação em detrimento da 
agricultura familiar. 
III. A reforma agrária é, atualmente, uma das grandes questões sociais e políticas 
do Brasil, congregando vários setores da sociedade e partidos políticos. 
 
Quais estão corretas? 
 
a) Apenas I 
b) Apenas II 
c) Apenas III 
d) Apenas I e II 
e) I, II e II 
 
5. (ENEM 2010) Antes, eram apenas as grandes cidades que se apresentavam como o 
império da técnica, objeto de modificações, suspensões, acréscimos, cada vez mais 
sofisticadas e carregadas de artifício. Esse mundo artificial inclui, hoje, o mundo rural. 
SANTOS, M. A Natureza do Espaço. São Paulo: Hucitec, 1996. 
 
Considerando a transformaçãomencionada no texto, uma consequência 
socioespacial que caracteriza o atual mundo rural brasileiro é 
 
a) a redução do processo de concentração de terras. 
b) o aumento do aproveitamento de solos menos férteis. 
c) a ampliação do isolamento do espaço rural. 
d) a estagnação da fronteira agrícola do país. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
e) a diminuição do nível de emprego formal. 
 
6. (ENEM 2008) “Calcula-se que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado 
pela pecuária – cerca de 35% do rebanho nacional está na região – e que pelo menos 50 
milhões de hectares de pastos são pouco produtivos. Enquanto o custo médio para 
aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem é de 2 mil reais, o custo para 
derrubar igual área de floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos 
desmatamentos. Adicionalmente, madeireiras retiram as árvores de valor comercial que 
foram abatidas para a criação de pastagens. Os pecuaristas sabem que problemas 
ambientais como esses podem provocar restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do 
que ocorreu em 2006 com o plantio da soja, o qual, posteriormente, foi proibido em áreas 
de floresta.” 
(Revista Época, 3/3/2008 e 9/6/2008, com adaptações) 
 
A partir da situação-problema descrita, conclui-se que: 
 
a) o desmatamento na Amazônia decorre principalmente da exploração ilegal de árvores 
de valor comercial. 
b) um dos problemas que os pecuaristas vêm enfrentando na Amazônia é a proibição do 
plantio de soja. 
c) a mobilização de máquinas e de força humana torna o desmatamento mais caro que o 
aumento da produtividade de pastagens. 
d) o superávit comercial decorrente da exportação de carne produzida na Amazônia 
compensa a possível degradação ambiental. 
e) a recuperação de áreas desmatadas e o aumento de produtividade das pastagens 
podem contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia. 
 
7. (UECE 2019) Atente para as seguintes afirmações sobre a organização da 
produção agropecuária contemporânea: 
 
I. Os sistemas agrícolas e a produção pecuária podem ser classificados como 
intensivos e extensivos, de acordo com o grau de capitalização, a maquinaria e 
o índice de produtividade neles apresentados. 
II. Na agricultura familiar, os circuitos produtivos estão envolvidos com setores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
 
industriais e de serviços nos quais é imprescindível o uso de agrotóxicos, 
colheitadeiras, sistemas de irrigação e estruturas complexas de armazenagem e 
transporte. 
III. O cultivo de espécies vegetais únicas em grandes extensões de terra, tais 
como soja, trigo e milho, favorecem a biodiversidade e impedem a proliferação 
de pragas na agricultura. 
 
Está correto somente o que se afirma em: 
 
a) I. 
b) I e II. 
c) III. 
d) II e III. 
e) I e III 
 
8. (INEP 2019 - adaptado) A conquista sobre o meio ambiente não se faz apenas 
em nome da sobrevivência, mas na busca de lucros e acúmulo de dividendos. 
O corte de árvores, a caçada de animais e a busca de minerais resultam mais 
da cobiça do que da sobrevivência. A natureza já não é tanto uma dádiva de 
Deus, mas uma mercadoria. 
RAMINELLI, R. A natureza na colonização do Brasil. In: REIGOTA, M. (Org.). Verde 
cotidiano: o meio ambiente em discussão. Rio de Janeiro: Mauad, 2008. 
 
A análise do texto demonstra que, na transição de sua relação com os 
recursos naturais, o homem abandonou o princípio da: 
 
a) apropriação da natureza. 
b) exploração para acúmulo. 
c) produção para subsistência. 
d) satisfação das necessidades. 
e) produção para o enriquecimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
64 
 
 
AGRO 4.0 E AGRONEGÓCIO 
 
 
 
 
A Geografia Agrária brasileira tem passado por um processo de 
transformação no qual a tecnologia é a grande precursora das mudanças. As 
transformações nas atividades agrícolas estão ocorrendo de forma acelerada, com 
os avanços proporcionados pela união entre os satélites de comunicação 
juntamente com a Internet e os smartphones, culminando na agricultura de 
precisão. Atualmente, os produtores rurais mais tecnificados contam com um 
imenso arsenal tecnológico que revolucionou o planejamento e a execução de 
todas as fases de plantio, colheita e comercialização. Isso acarretou em uma 
diminuição de custos e mão de obra e em um aumento da produtividade no 
campo. 
O termo agricultura 4.0 é uma maneira atual de retratar a agricultura a partir 
de 2010, com seus avanços e aplicações tecnológicas, no que tange ao digital nas 
atividades agrícolas. Pensando em uma cronologia, a Agricultura Digital 4.0 foi a 
última revolução, incorporando a conectividade e automação, com uso de 
máquinas, veículos, drones, robôs e animais com sensores. 
 
5.1 TECNOLOGIAS ADOTADAS NA AGRICULTURA 4.0 
Nesta seção serão abordadas algumas tecnologias de extrema importância 
quando tratamos da agricultura 4.0, como os drones, GPS, biotecnologia, piloto 
automático, telemetria e análise climática. 
Drones: Essa tecnologia tem ocupado cada vez mais espaço na agricultura e 
pecuária brasileira, os agricultores têm se acostumado com eles sobrevoando suas 
áreas de produção. Devido sua mobilidade, conhecimento e facilidade de acessar 
áreas têm se utilizado veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) na agricultura, 
também são chamados de Aeronaves Remotamente Pilotadas ou, popularmente, 
drones, boa parte utilizando motores elétricos (Breunig; Prudkin, 2019). Os drones tem 
sua origem nos conflitos bélicos, fato este muito conhecido nas aplicações 
tecnológicas na agricultura, relembrando que muitas tecnologias utilizadas tem 
UNIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
 
essa mesma motivação inicial. 
Contudo, atualmente, os drones têm suas aplicações ampliadas quando 
acoplado a sistemas de geração de imagens de alta qualidade (fotografias ou 
videografias). Nesse sentido, sua versatilidade de voo é um dos maiores atrativos 
para as distintas aplicações (MCGRIFFY, 2016). Voltado principalmente para o 
mercado militar, os Estados Unidos é considerado um dos líderes em termos de 
tamanhos, tipos e sofisticações dos sistemas, ao lado de Israel. Países como Japão, 
Coreia do Sul, Austrália, França, Inglaterra, Itália, Alemanha e África do Sul também 
estão à frente destas tecnologias. Com mais de 2000 VANTs, o Japão se sobressai 
em modelos aplicados em pulverização e outros tipos de aplicações na agricultura 
(DE GARMO, 2004). 
Os VANTs se diferem em relação as asas em fixa ou rotativa, também em 
alcance e altitude de voo. O de asa rotativa, pode ser do tipo helicóptero 
convencional ou multirotor. A configuração típica pode ser vista na Figura 12. 
 
Figura 14: Modelos de VANTs 
 
Fonte: ANDRADE (2003). 
 
GPS: É fato que, em 1997, o uso do GPS ofuscou todas as outras tecnologias, 
pois o impacto da inovação causado por essa tecnologia revolucionaria vários 
setores, inclusive a agricultura. Naquela época, o grande desafio era dominar a 
tecnologia oferecida pelo receptor de GPS na automação, aplicá-la em máquinas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
 
agrícolas e viabilizá-las para apoiar a gestão operacional da lavoura, levando-se 
em consideração a variabilidade espacial (Inamasu; Bernardi, 2014). 
 
 
 
5.2 AGRICULTURA DE PRECISÃO 
Produzir com maior eficiência é a chave para se obter maiores lucros no setor 
primário. Nos tempos atuais as lavouras veem apresentando uma nova maneira de 
produzir, ou seja, produzir o máximo de determinada cultura para uma mesma 
área, com o mínimo de danos ao meio ambiente. O cenário do rural brasileiro tem 
se apresentado com cada vez mais tecnologias, a fim de auxiliar no seu 
desenvolvimento. 
A agricultura de precisão trabalha com o detalhamento das áreas, ou seja, 
áreas que hoje são tratadas como iguais, passam a ser tratadas como 
heterogêneas. Como exemplo, podemos citara adubação química, na agricultura 
convencional é aplicada a mesma quantidade de adubo em toda área, enquanto 
que na agricultura de precisão, para uma mesma área, se coloca mais adubo com 
mais é necessário e menos adubo onde o solo é mais fértil quimicamente. 
Conforme, Roza (2000) a agricultura de precisão é uma filosofia de 
gerenciamento agrícola que parte de informações exatas, precisas e se completa 
com tomadas de decisões exatas. É uma maneira de gerenciar uma lavoura metro 
a metro, levando em conta o fato de que cada área da propriedade tem 
características diferentes. 
No ano de 2012, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 
instituiu a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão, definindo a Agricultura de 
Precisão como “ [...] um sistema de gerenciamento agrícola baseada na variação 
espacial e temporal da unidade produtiva e visa ao aumento de retorno 
econômico, à sustentabilidade e à minimização do efeito ao ambiente” (BRASIL, 
2012, p. 06). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
 
 
 
5.3 PECUÁRIA 4.0 
A pecuária brasileira apresenta um papel fundamental na balança 
econômica nacional. A pecuária 4.0 pega carona nos conceitos da agricultura 4.0, 
com a diferença básica de aplicação na produção de produtos de origem animal. 
Suas bases conceituais são as mesmas, mas tal nível de tecnologia aplicada à 
produção de carne bovina pode deixar a produção mais rápida e conectada com 
sistemas de dados em tempo real, esse conceito de pecuária fará parte de uma 
parcela mais tecnificada de um conjunto amplo de produtores. 
Segundo a ASBRAM 2019, a pecuária 4.0 já faz parte da realidade brasileira, 
e que para o futuro, teremos a ampliação do uso de tecnologia de hardwares e 
softwares. As propostas para o uso de uma série de aplicativos chegam cada vez 
com maior intensidade no mercado da pecuária brasileira, com a finalidade de 
apoiar a decisão do produtor na conquista de maiores ganhos econômicos, 
ambientais e produtivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
 
5.4 AGRO 5.0: O PRÓXIMO PASSO? 
Seria pensar muito além? Estamos vivendo uma era tecnológica que nos 
surpreende a cada dia com novas tecnologias e aplicações tanto nas cidades 
quanto no meio rural, as mudanças são bruscas, pensando nisso, já podemos falar 
de agricultura 5.0? Será que temos previsões para o futuro dessas transformações 
digitais no meio rural? 
É um caminho natural, a agricultura 4.0 está avançando para a agricultura 
5.0. Quais seriam suas diferenças? De acordo com Cema, 2017 a agricultura 4.0 
caracteriza-se pela evolução de diversas tecnologias como redes de sensores, 
sensores em máquinas, drones, processamento de imagens de satélite, sistemas de 
tecnologia da informação baseados em nuvem, análise de grandes volumes de 
dados (big data), aplicações móveis e tratores autônomos, por sua vez já ocorre o 
limiar da agricultura 5.0, baseada fortemente na inteligência artificial, na robótica, 
na impressão 3D e 4D, na biologia sintética e na agricultura vertical. Levando em 
consideração tais fatores, a agricultura 4.0 já abriu caminho para a próxima 
evolução da agricultura, a agricultura 5.0, que consiste em sistemas autônomos de 
decisão, veículos não tripulados, robótica e inteligência artificial como auxiliadores 
em aumentos de produtividade e na tomada de decisão do gestor do 
agronegócio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. A agricultura de precisão (AP) permite aumentar a eficiência da produção e, ao 
mesmo tempo, preservar o meio ambiente. Caracteriza-se pela utilização de 
novas tecnologias no trabalho no campo, como sensores para medição e/ou 
detecção de parâmetros relacionados a solos, plantas, insetos e doenças. Além 
disso, seus fundamentos podem ser empregados na organização e controle das 
atividades, investimentos e produtividade em propriedades rurais. Disponível em: 
Acesso em: 16 jul. 2019 (adaptado). Com base nas informações apresentadas e 
considerando as aplicações da AP no manejo e na conservação de solos, avalie 
as afirmações a seguir. 
 
I. Os veículos aéreos não tripulados (VANTs) podem ser utilizados para a 
realização mais rápida e precisa de levantamentos topográficos, que servem de 
base para estabelecer métodos de conservação do solo. 
II. A interpretação de análises de solos com a utilização de software específico 
possibilita orientar a adoção de práticas de conservação. 
III. O sistema de posicionamento global (GPS) gera informações que facilitam a 
definição de práticas de conservação de caráter edáfico. 
IV. O emprego da AP possibilita a proposição de alternativas de manejo 
diferenciadas, de acordo com a necessidade de cada área da propriedade. 
 
É correto o que se afirmar em 
 
a) I e II, apenas. 
b) I e III, apenas. 
c) II e IV, apenas. 
d) III e IV, apenas. 
e) I, II, III e IV. 
 
2. A fim de maximizar a produção econômica e, ao mesmo tempo, preservar o 
meio ambiente, o produtor agropecuário brasileiro precisa realizar investimentos 
altos em fertilizantes, devido à baixa fertilidade dos solos tropicais. Há, 
atualmente, várias soluções racionais para o desenvolvimento da agropecuária 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 
 
 
em bases sustentáveis. Com base nas informações apresentadas, avalie as 
afirmações a seguir. 
 
I. O uso de técnicas agrícolas modernas tem ocasionado, nas últimas décadas, 
a diminuição da produtividade de diversas culturas e a degradação das 
condições de fertilidade do solo. 
II. As espécies vegetais e suas variedades não ocorrem em todas as condições 
de solo e clima, mas podem ser adaptadas a diferentes situações 
edafoclimáticas. 
III. É necessário o estabelecimento de uma política agrícola que estimule os 
agricultores a empregarem tecnologias mais adequadas para aumentar a 
eficiência agrícola, dando lhes, assim, condições para competirem no mercado. 
 
É correto o que se afirma em: 
 
a) I, apenas. 
b) III, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
 
3. A finalidade primordial da agricultura é a produção de alimentos. Todavia, 
apesar dos avanços e das conquistas tecnológicas, o número de famintos no 
mundo continua alto. Com relação a esse tema, é correto afirmar: 
 
a) a fome no mundo deve-se mais a fatores relacionados às condições naturais 
adversas, como secas prolongadas, excesso de chuvas, pobreza do solo, entre 
outras. 
b) a existência da fome no mundo é reflexo do preço elevado dos alimentos, da 
falta de acesso à terra, do controle das multinacionais no mercado agrícola, 
entre outras causas. 
c) a modernização da agricultura gerou oferta recorde e excedente de alimentos 
para alimentar toda a humanidade, debelando, assim, a fome nos países 
pobres. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
 
d) nos países subdesenvolvidos, nos quais a principal atividade econômica é a 
agropecuária, o problema da fome é menor devido à produção de alimentos 
básicos. 
e) a fome no mundo se dá pela baixa produção de alimentos 
 
4. No Brasil, a agropecuária é um dos principais setores da economia, sendo uma 
das mais importantes atividades a impulsionar o crescimento do PIB nacional. 
Nesse contexto, o tipo de prática predominante é: 
 
a) a agricultura familiar, com elevado emprego de tecnologias. 
b) o agronegócio, com predomínio de latifúndios. 
c) a agricultura sustentável, com práticas extrativistas. 
d) a agricultura itinerante, com técnicas avançadas de cultivo. 
e) a agricultura orgânica sem utilização de agroquímicos 
 
5. (VUNESP 2021) A agricultura 4.0 é a conexão em tempo real dos dados 
coletados pelas tecnologias digitais com o objetivo de otimizar a produção em 
todas as suas etapas. Representará a chegada da Internet das Coisas ao 
campo. “No futuro, a agricultura será autonômica, independente. Os 
equipamentos conectados, com apoio de inteligência artificial e aprendizadode máquina, irão analisar os dados da cadeia produtiva e tomar as decisões. 
Caberá ao agricultor acompanhar, monitorar e endossar os processos em 
curso”, diz Fernando Martins, conselheiro de empresas de tecnologia voltadas ao 
agronegócio. 
(Domingos Zaparolli. “Agricultura 4.0”. Pesquisa Fapesp, janeiro de 2020.) 
 
Caso se concretize no cenário brasileiro, a agricultura 4.0 tem potencial para 
promover: 
 
a) a qualificação profissional da mão de obra, ainda que possa promover 
mudanças na estrutura fundiária. 
b) a superação do campesinato, embora deva permanecer ligada às práticas de 
cultivo tradicionais. 
c) a ampliação dos cultivos, a despeito dos baixos recursos comumente destinados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
 
 
aos insumos. 
d) o aumento da produtividade, embora tenda a reforçar as desigualdades no 
campo. 
e) o aumento das exportações, ainda que possa desabastecer o mercado interno. 
 
6. “Se o agronegócio tem um pai, seu nome é Norman Borlaug, um americano 
nascido na pequena cidade de Cresco, estado de Dallas, em 1914. Esse senhor, 
falecido em 2009, literalmente revolucionou a forma de se produzir comida no 
mundo. Formado em agronomia pela Universidade de Minnesota em 1942, 
recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1970. Motivo: pelas mãos de Borlaug 
começaram os primeiros cruzamentos de sementes híbridas resistentes a 
doenças fúngicas, o que fez países como México, Índia e Paquistão tirarem mais 
de 600 milhões de pessoas da fome”. 
 
O avanço do agronegócio propiciou inúmeras transformações no espaço 
geográfico das sociedades, dentre os quais podemos corretamente assinalar: 
 
a) Incremento dos mutirões em pequenas propriedades familiares 
b) Incentivos tecnológicos para a produção orgânica 
c) Preservação irrestrita de recursos naturais, como cursos d'água e vegetações 
d) Ampliação do nível de produtividade por hectare 
e) Contenção do processo de industrialização 
 
7. (UFJF 2016) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
 
A partir do gráfico e das características da estrutura agrária brasileira, 
reconhece-se que: 
 
a) agricultura camponesa ocupa 24% das terras porque é formada por grandes 
propriedades rurais. 
b) a agricultura camponesa ocupa 74% da mão de obra porque utiliza um grau de 
mecanização inferior ao agronegócio. 
c) a agricultura camponesa prioriza a produção de commodities, por isso obtém o 
total de 14% do crédito agrícola brasileiro. 
d) o agronegócio obtém 86% do crédito porque suas terras têm baixa fertilidade e 
ocupam as encostas. 
e) o agronegócio participa com 60% da produção global porque produz para o 
mercado interno brasileiro. 
 
8. (Concurso Técnico Agrícola Prefeitura de Amargosa BA) Agricultura de precisão 
– assim é chamada a nova cultura que começa a se espalhar pelos campos do 
país, com importantes resultados econômicos. Equipamentos hitech, como 
colhedeiras com sensores e sistemas de irrigação computadorizados, entram em 
ação para que os recursos naturais, humanos e financeiros sejam aproveitados 
ao máximo, de forma responsável. Sobre esta nova tecnologia, é correto 
afirmar: 
 
a) Trata-se de uma tecnologia muito barata, à qual a maioria dos pequenos 
produtores tem acesso. 
b) Não necessita de mão-de-obra especializada, nem de manutenção frequente 
para as máquinas. 
c) Com a agricultura de precisão, as particularidades de cada metro quadrado do 
terreno são cuidadosamente estudadas para alcançar o máximo de 
produtividade. 
d) Ainda não existem tecnologias, dentro da agricultura de precisão, capazes de 
otimizar a irrigação de lavouras. 
e) Os sistemas de mapeamento da colheita falham por não serem capazes de 
armazenar as informações relativas à produtividade durante o processo da 
colheita, não sendo possível o geo-referenciamento dos dados nem o acesso às 
características da safra colhida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 
 
 
TÓPICOS IMPORTANTES EM 
GEOGRAFIA AGRÁRIA 
 
 
 
Neta última unidade serão tratados de três assuntos de extrema importância 
para a educação e didática em geografia agrária: agriculta e meio ambiente, 
revolução verde e diversidade sociocultural do rural brasileiro. O objetivo é auxiliar 
o(a) futuro(a) professor(a) com conhecimentos consolidados à cerca dos temas e 
assim, serem trabalhados com maior propriedade em sala de aula. 
 
6.1 AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE 
A agricultura e meio ambiente são assuntos inseparáveis, vamos considerar 
que a agricultura seja a arte de cultivar o solo, por meio de técnicas, muitas vezes, 
muito tradicionais. E que o meio ambiente seja, para a Organização das Nações 
Unidas (ONU), o conjunto de elementos físicos, químicos, biológicos e sociais que 
podem causar efeitos diretos ou indiretos sobre os seres vivos e as atividades 
humanas. Logo, o manejo da agricultura deve considerar de maneira harmoniosa 
as características ambientais do local de cultivo e trabalhar de maneira sustentável 
para que as atividades sejam duradouras ao longo do tempo, garantindo a 
produção primária de alimentos. 
Segundo a ONU 2020, o Brasil é país que possui a com a maior biodiversidade 
do planeta, sendo que a economia brasileira é dependente dessa riqueza natural, 
a qual está cada vez mais ameaçada pelas atividades antrópicas e por vários 
outros fatores, ligados entre si, como exploração extenuante dos recursos hídricos e 
naturais. Além disso, tem-se a utilização de muitos recursos não renováveis, assim 
como um grande crescimento demográfico, o que afetam sobremaneira a 
biodiversidade. 
Ehlers (1999) cita duas definições de agricultura sustentável uma do Conselho 
Nacional de Pesquisa norte-americano (NRC) e a outra da Organização das 
Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), conceitos apontados pelo 
autor como de fundamental importância na construção de novos conceitos na 
produção: 
UNIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
75 
 
 
 
 
Agricultura sustentável não constitui algum conjunto de práticas 
especiais, mas sim um objetivo: alcançar um sistema produtivo de 
alimentos e fibras que: 
a) aumente a produtividade dos recursos naturais e dos sistemas 
agrícolas, permitindo que os produtores respondam aos níveis de 
demanda engendrados pelo crescimento populacional e pelo 
desenvolvimento econômico; 
b) produza alimentos sadios, integrais e nutritivos que permitam o 
bem estar humano; 
c) garanta uma renda líquida suficiente para que os agricultores 
tenham um nível de vida aceitável e possam investir no aumento da 
produtividade do solo, da água e de outros recursos e, 
d) corresponda às normas e expectativas da comunidade (NRC, 
1991). 
 
Levando em consideração os conceitos acima, pode-se observar uma 
mudança de preocupações e dinâmicas em relação ao meio ambiente, 
principalmente a partir da década de 1980. Com isso, muitas formas de pensar e 
fazer agricultura ganham espaço no universo de discussão e planejamento da 
temática, como podemos citar abaixo: 
 
 
Para Petersen et al. 2009, citam a agroecologia como uma estratégia de tornar os 
agroecossistemas mais sustentáveis. Para o grupo os agroecossistemas podem ter a 
biodiversidade subdividida em duas categorias: a biodiversidade planejada e a 
biodiversidade associada. A primeira refere-se às espécies animais e vegetais 
introduzidas no sistema com propósitos econômicos. A segunda compreende a biota 
que coloniza espontaneamente o sistema produtivo e o seu entorno. Ao contrário da 
concepção da agronomia convencional, a Agroecologia não enfoca as espécies 
espontâneas nos agroecossistemas como organismos indesejados que devem ser 
necessariamente eliminados por meios mecânicos ou químicos. Pelo contrário, a 
essência da estratégia agroecológica está justamente na valorização das funções 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
 
 
 
 
Figura 15: Funções ecológicas promovidas pelas interações entre biodiversidade planejada 
e biodiversidade associada nos agroecossistemasFONTE: Vandermeer; Perfecto (1995 apud ALTIERI, 1999). 
 
A perspectiva de ganhos econômicos, associada a esses aspectos sociais e 
ambientais positivos, faz com que o tema seja inserido nas discussões sociais, nos 
meios acadêmicos, empresariais e institucionais. Embora o tema Agricultura e Meio 
Ambiente esteja longe de ser esgotado, é importante ressaltar que vem 
aumentando o interesse por parte dos consumidores por alimentos produzidos 
levando em consideração os três pilares da sustentabilidade: ecologicamente 
correta, socialmente justa e economicamente viável. 
 
 
 
 
ecológicas que a biodiversidade (planejada e associada) cumpre na regeneração da 
fertilidade e na manutenção da sanidade dos agroecossistemas para que estes se 
mantenham indefinidamente produtivos (Fig. 13). 
Mais informações sobre o assunto podem ser consultadas em: https://bit.ly/31Ocn8P 
Acesso em 20 dez. 2020. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 
 
 
 
 
6.2 REVOLUÇÃO VERDE 
Findada a Segunda Guerra Mundial em 1945, o mundo experimentou 
mudanças significativas em diversos setores, em grandes áreas primordiais como: 
política, econômica, e social. A produção agrícola também acompanhou essas 
alterações. O campo nessa época viveu momentos revolucionários, tais como a 
chegada das máquinas agrícolas, as plantas modificadas geneticamente, as 
espécies desenvolvidas com o objetivo de alcançar alta produtividade e os 
agrotóxicos (BOJANIC, 2020). 
Estávamos diante da chamada Revolução Verde, tendo seu auge na 
década de 60, tal revolução apresentava como proposta básica elevar ao máximo 
a capacidade potencial dos cultivos, a fim de gerar as condições ecológicas ideais 
afastando predadores naturais via utilização de agrotóxicos, contribuindo, por outro 
lado, com a nutrição das culturas através da fertilização sintética. Ou seja, com 
fertilizantes químicos prontamente disponíveis para os cultivos, aliado a controle de 
insetos, doenças e plantas daninhas indesejáveis para o desenvolvimento da 
Cultura de interesse, elevou os números de produtividade das lavouras (MATOS, 
2010). 
Os resultados desse nosso direcionamento da agricultura representaram um 
importante passo no desenvolvimento e uso de novas tecnologias na agricultura. 
Diversos agricultores conseguiram multiplicar suas produções, o que refletiu também 
nos consumidores, já que o preço dos alimentos apresentou quedas relevantes. 
Várias lições foram aprendidas com esse novo olhar sobre a agricultura do século 
XX. 
A revolução verde chega ao Brasil na década de 1960 com os mesmos 
conceitos, características e expectativas do que vinha sendo empregado nos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 
 
 
Estados Unidos e na Europa. A partir disto, foi possível passar de importador de 
alimentos para um dos principais exportadores de alimentos do mundo. 
Apoiada em uma promessa de aumento da oferta de alimentos que 
proporcionaria a erradicação da fome, a Revolução Verde resultou em um novo 
modelo tecnológico de produção agrícola que implicou na criação e no 
desenvolvimento de novas atividades de produção de insumos (químicos, 
mecânicos e biológicos) ligados à agricultura. Esse modelo produtivo passou, no 
entanto, a apresentar limites de crescimento a partir da década de 1980, com a 
diminuição do ritmo de inovações, o aumento concomitante dos gastos do sistema 
de produção e a identificação dos impactos ambientais advindos do uso de 
produtos químicos e práticas de manejo dos sistemas de produção de maneira 
desenfreada e sem considerar a harmonia com o meio ambiente, como fator 
fundamental para a continuidade das atividades agrícolas. 
 
 
 
Segundo dados do IBGE, 2007 o comportamento histórico da evolução das 
lavouras brasileiras de 1931 até 2007 para a área e produção, para um conjunto 
selecionado de produtos como o milho, o arroz, a soja, o feijão e o trigo se registrou 
enquanto a área um aumento de aproximadamente dez vezes no período, 
enquanto que a produção cresceu quase 20 vezes. 
Da mesma forma que acontece com qualquer novo modelo que muda a 
direção e o tipo de produção agropecuário, a Revolução Verde tem suas 
vantagens e desvantagens. Simultaneamente que permitiu expandir a produção 
das propriedades rurais, muitos agricultores, especialmente os pequenos e de 
produção familiar, não conseguiram se inovar tecnologicamente e ficaram à 
margem da insegurança alimentar. Portanto, pode-se falar que a Revolução Verde 
gira em torno de uma produção onde prevalece fortemente as questões 
econômicas, sem a devida consideração pelos aspectos sociais e ambientais. 
Para reflexões iremos citar abaixo alguns pontos negativos da Revolução 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
79 
 
 
Verde: 
Esgotamento e erosão do solo: mesmo com o uso de produtos químicos para 
correção e fertilizar o solo, o cultivo intenso aliado com a elevada produtividade, 
leva ao esgotamento solo, visto que, o solo acaba sedendo mais nutriente do que 
recebe. Ao mesmo tempo, também é comum ocorrer desestruturações físicas do 
solo, as quais proporcionam a lixiviação e arenização ao longo do tempo, uma vez 
que os métodos convencionais de cultivo causam exposição do solo nu às chuvas; 
Desmatamento: a oportunidade de viabilizar áreas até então florestadas em 
terras agricultáveis juntamente com a leis as frágeis leis ambientais proporcionaram 
um aumento desenfreado de matas nativas em países em desenvolvimento; 
Dependência de grandes empresas: a maioria dos instrumentos e métodos 
usados na nova e mais moderna agricultura são produzidos por poucas empresas, 
principalmente quase se trata das indústrias de produtos químicos e de sementes. 
Isso faz os faz com que os produtores rurais fiquem dependentes dessas poucas 
empresas, elevando os preços desses materiais e tecnologias; 
Êxodo rural e estrutura latifundiária: A agricultura tecnificada e em grandes 
escalas faz com que os pequenos produtores rurais fiquem em desvantagem para 
modernizar suas pequenas propriedades rurais. Dessa forma, não conseguem gerar 
lucro e acabam sendo obrigados a vender suas terras e ir para as cidades, ao 
mesmo tempo, em que os grandes produtores aumentem ainda mais suas fazendas 
e produções agrícolas. 
A fome no mundo: a justificativa mais importante que originou a Revolução 
Verde foi que ao aumentar a produção de alimentos conseguiria acabar com a 
fome nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Contudo, isso não foi 
constatado, já que a agricultura em grande escala foi implementada 
especialmente para monoculturas (como a milho, soja, arroz e trigo, por exemplo). 
Além disso, seu foco é no mercado de exportação e não no consumo interno dos 
alimentos. Isso melhorou a economia dos países envolvidos e garantiu fornecimento 
de alimentos para os países desenvolvidos, mas não teve contribuição significativa 
na redução da fome, já que o maior problema não era a produção alimentar, mas 
sim a distribuição dos alimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
80 
 
 
 
 
6.3 DIVERSIDADE SOCIOCULTURAL DO RURAL BRASILEIRO 
Nas diferentes regiões brasileiras, é notória a mudança social e cultural das 
atividades agrícolas e das pessoas que lá vivem. Estamos tratando de um país com 
dimensões continentais, influenciado por diferentes povos, que aqui chegaram com 
diferentes interesses, se instalaram e com o passar dos anos, essas interações 
geraram contrastes e uma complexidade de povos, tradições e maneiras de fazer 
agricultura muito peculiar. 
Segundo Schneider (2010), a questão da diversidade remete a como os 
indivíduos e grupos sociais diversos se organizam e constroem mecanismos de 
distribuição dos recursos, o que, leva a questão para o terreno da justiça social. 
Assim sendo, ao recomendar a diversidade e a diversificação, está se tratando das 
formas de produzir e ordenar os recursos e tecnologias disponíveis, que em 
diferentes contextos sociais demandam dispositivosde eficiência, coordenação, 
cooperação e controle. 
A diversidade brasileira, tanto de povos nativos quanto natural é tratada 
desde suas origens. Militares, religiosos, artistas, navegadores, naturalistas, cientistas 
e curiosos em geral produziram, por mais de quatro séculos, atravessando a 
Colônia, o Império e mesmo a República Velha, diários, relatórios, gravuras, 
desenhos, aquarelas, pinturas, crônicas, sermões, mapas, croquis, inventários, 
coleções e outros documentos que compõem um rico acervo sobre a visão dos 
europeus dos povos que aqui viviam e sua diversidade étnica. Muitas dessas 
expedições eram missões oficiais a serviço dos governos europeus ou de alguma 
forma contratadas para promoverem um “levantamento” dos recursos disponíveis 
nessas terras. Grande parte desse acervo hoje integra a coleção de muitos museus 
europeus e outros espalhados pelo mundo. 
Para David (2017), os espaços rurais não constituem universos isolados e 
alijados do movimento geral da sociedade. São espaços integrados à dinâmica 
econômica e social global, razão pela qual qualquer projeto de desenvolvimento 
rural deve partir dos seguintes fundamentos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
81 
 
 
I) os espaços rurais são espaços singulares – pois sociedade e natureza se 
combinam de forma única em cada lugar; 
II) os espaços rurais são diversos e plurais – decorrentes da diversidade 
sociocultural de seus habitantes; 
III) os espaços rurais não são mundos isolados – eles se articulam e se conectam, 
por meio dos fluxos e redes, ao sistema global; 
IV) os espaços rurais possuem uma realidade própria – ou seja, são histórico, 
social e culturalmente específicos. 
 
 
 
Se pegarmos apenas um Estado brasileiro, podemos dissertar sobre uma 
Diversidade enorme de culturas, tradições e maneiras de lidar com a terra. Quando 
tratamos do território nacional, esses contrastes são ainda mais contrastantes. O 
importante é termos a consciência desta diversidade e respeitar todas as formas de 
vivencias no meio rural, todos seus saberes populares e tradicionais. Conforme, 
escrito por Paulo Freire: “Não há saber mais, ou saber menos, há saberes diferentes”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
82 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. A produção de alimentos é um dos maiores desafios do mundo moderno. A 
agricultura hoje produz alimentos para uma população estimada em 6,5 bilhões 
de pessoas em todo o planeta. O crescimento populacional excessivo tem feito 
com que o ser humano consuma quase tudo aquilo que o planeta tem para 
oferecer. Com uma população tão grande, é quase utópico imaginarmos uma 
produção de alimentos suficiente e sem impacto algum. Os impactos causados 
pelo ser humano são muitos, principalmente aqueles relacionados ao mau uso 
do solo na agricultura. Dessa forma, o ideal é que daqui a algum tempo, os 
nossos estudos e pesquisas consigam descobrir uma forma de produzir alimentos 
de forma eficiente e sem impactos ao meio ambiente. Com relação ao uso do 
solo, marque a alternativa correta: 
 
a) Os intensos desmatamentos constituem o ponto de partida da desertificação, 
que depende ainda de outras condições, tais como: queimadas sucessivas, 
monocultura em anos sucessivos e pastoreio. 
b) O uso excessivo dos agrotóxicos não contamina os alimentos, de forma que 
acabam sendo aproveitados como importantes fontes alimentares de ração 
animal. 
c) O uso prolongado de agrotóxicos na agricultura acabou por aumentar a 
resistência das pragas agrícolas, favorecendo a sua proliferação e trazendo 
consequências positivas aos cultivos agrícolas. 
d) O uso adequado do solo no campo tem provocado intensos processos de 
desertificação em certas áreas do Brasil, em particular, no Mato Grosso e no 
Paraná. 
e) A agricultura não consegue produzir alimentos para a população mundial, o 
que faz com que muitas pessoas passem fome. 
 
2. A revolução verde caracteriza-se, principalmente, pela industrialização e 
modernização tecnológica das atividades agropecuárias. Esse fenômeno possui 
como características: 
 
I. Uso de técnicas agrícolas avançadas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 
 
 
II. Emprego de agrotóxicos; 
III. Predomínio de latifúndios monocultores; 
IV. Alteração genética de grãos e plantas; 
V. Utilização de mão de obra abundante; 
 
São corretas as afirmativas: 
 
a) I, e II 
b) III e IV 
c) II, IV e V 
d) I, III e V 
e) I, II, III e IV 
 
3. A “Revolução Verde”, implementada em países latino-americanos e asiáticos 
nos anos 1960 e 1970, tinha como objetivo suprimir a fome e reduzir a pobreza de 
amplas parcelas da população. Entretanto, as promessas de modernização 
tecnológica da agricultura não foram cumpridas inteiramente, contribuindo 
para a geração de novos problemas e aprofundando velhas desigualdades. 
 
Assinale a opção que faz referência a efeitos da “Revolução Verde”. 
 
a) Coletivização das terras, implemento da agroecologia e expansão do crédito 
para os agricultores. 
b) Distribuição equitativa de terras, difusão da policultura e uso de defensivos 
biodegradáveis. 
c) Expansão de monoculturas, uso de técnicas tradicionais de plantio e fertilização 
natural dos solos. 
d) Reconcentração de terras, crescimento do uso de insumos industriais e 
agravamento da erosão dos solos. 
e) Estatização das terras agrícolas, trabalho em comunas e produção voltada para 
o mercado interno. 
 
4. “Calcula-se que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária 
– cerca de 35% do rebanho nacional está na região – e que pelo menos 50 milhões de 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
84 
 
 
hectares de pastos são pouco produtivos. Enquanto o custo médio para aumentar a 
produtividade de 1 hectare de pastagem é de 2 mil reais, o custo para derrubar igual área 
de floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos desmatamentos. 
Adicionalmente, madeireiras retiram as árvores de valor comercial que foram abatidas 
para a criação de pastagens. Os pecuaristas sabem que problemas ambientais como 
esses podem provocar restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do que ocorreu em 
2006 com o plantio da soja, o qual, posteriormente, foi proibido em áreas de floresta.” 
(Revista Época, 3/3/2008 e 9/6/2008, com adaptações) 
 
A partir da situação-problema descrita, conclui-se que: 
 
a) o desmatamento na Amazônia decorre principalmente da exploração ilegal de árvores 
de valor comercial. 
b) um dos problemas que os pecuaristas vêm enfrentando na Amazônia é a proibição do 
plantio de soja. 
c) a mobilização de máquinas e de força humana torna o desmatamento mais caro que o 
aumento da produtividade de pastagens. 
d) o superávit comercial decorrente da exportação de carne produzida na Amazônia 
compensa a possível degradação ambiental. 
e) a recuperação de áreas desmatadas e o aumento de produtividade das pastagens 
podem contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia. 
 
5. (UEG-2012 adaptado) A finalidade primordial da agricultura é a produção de 
alimentos. Todavia, apesar dos avanços e das conquistas tecnológicas, o 
número de famintos no mundo continua alto. Com relação a esse tema, é 
correto afirmar: 
 
a) a fome no mundo deve-se mais a fatores relacionados às condições naturais 
adversas, como secas prolongadas, excesso de chuvas, pobreza do solo, 
distribuição desigual, entre outras. 
b) a existência da fome no mundo é reflexo do preço elevado dos alimentos, da 
falta de acesso à terra, do controle das multinacionais no mercado agrícola, 
entre outras causas. 
c) a modernização da agricultura gerou oferta recorde e excedente de alimentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
85 
 
 
para alimentar toda a humanidade, debelando, assim, a fome nos países 
pobres. 
d) nos países subdesenvolvidos, nos quais a principal atividade econômica é a 
agropecuária, o problema da fome é menor devido à produção de alimentos 
básicos. 
e) a população mundial aumento bruscamentee a agricultura não deu conta de 
produzir alimentos para tantas pessoas. Assim, muitas pessoas tem escassez de 
alimentos. 
 
6. (PUC RS 2017) A produção agrícola brasileira mais uma vez apresentou uma 
supersafra de soja. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir. 
 
I. A produção de soja brasileira está vinculada à demanda do mercado externo, 
de modo a contribuir para o equilíbrio da balança comercial do País. 
II. As áreas rurais voltadas ao plantio deste grão podem extrapolar 
características climáticas específicas de cultivo, pois as sementes são resultado 
de avanços tecnológicos que minimizam as condições naturais. 
III. Considerando as características da alimentação da população urbana do 
País, há um desencontro entre a produção de soja e trigo e a demanda do 
mercado interno. 
IV. Ainda que economicamente esse produto agrícola gere grandes dividendos, 
em relação à DIT (Divisão Internacional do Trabalho) não proporciona 
significativa geração de emprego para o trabalhador rural. 
 
Estão corretas as afirmativas 
 
a) I e II, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I, III e IV, apenas. 
d) I, II, III 
e) I, II, III e IV. 
 
7. (Esamc 2018) O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo e os 
paranaenses ingerem em média 7,5 litros por pessoa a cada ano. “O Paraná 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
86 
 
 
fica entre a segunda e terceira colocação nacional de estados que mais 
consomem agrotóxicos, revezando com São Paulo. O Mato Grosso é o primeiro, 
mas nós somos grandes consumidores de veneno”, avalia a procuradora do 
Ministério Público do Trabalho (MPT) Margaret Matos de Carvalho. (Cada 
paranaense consome 7,5 litros de agrotóxico por ano. 
 
Em relação ao uso de agrotóxicos no Brasil está correto: 
 
a) A contaminação por agrotóxicos é exclusiva dos ambientes rurais. Nas cidades, 
o risco está presente apenas nas áreas limítrofes à zona rural, sem grandes 
impactos à saúde dos cidadãos. 
b) Em São Paulo, a agricultura canavieira é a grande responsável pelo elevado 
consumo de agrotóxicos. Desde o final do séc. XIX o estado é considerado um 
monocultor açucareiro, com uso intenso de defensivos agrícolas. 
c) O consumo de agrotóxicos no Mato Grosso está diretamente ligado à soja. Para 
sua produção na floresta amazônica, região famosa pela elevada acidez do 
solo, é necessária constante pulverização de defensivos agrícolas. 
d) No estado do Paraná, o elevado consumo de agrotóxicos está diretamente 
relacionado com a produção agrícola dos grandes centros urbanos. Os 
pequenos produtores não são afetados pelo problema. 
e) O uso de agrotóxicos é comum no meio rural e suas consequências repercutem, 
também, no meio urbano, com a contaminação dos alimentos e dos lençóis 
freáticos. 
 
8. A revolução verde caracteriza-se, principalmente, pela industrialização e 
modernização tecnológica das atividades agropecuárias. Esse fenômeno possui 
como características: 
 
I. Uso de técnicas agrícolas avançadas; 
II. Emprego de agrotóxicos; 
III. Predomínio de latifúndios monocultores; 
IV. Alteração genética de grãos e plantas; 
V. Utilização de mão de obra abundante; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
87 
 
 
São corretas as afirmativas: 
 
a) I, e II 
b) III e IV 
c) II, IV e V 
d) I, III e V 
e) I, II, III e IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
88 
 
 
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO 
 
UNIDADE 01 
 
 
 
UNIDADE 02 
 
QUESTÃO 1 E QUESTÃO 1 A 
QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 B 
QUESTÃO 3 E QUESTÃO 3 C 
QUESTÃO 4 A QUESTÃO 4 D 
QUESTÃO 5 B QUESTÃO 5 A 
QUESTÃO 6 D QUESTÃO 6 A 
QUESTÃO 7 A QUESTÃO 7 A 
QUESTÃO 8 C QUESTÃO 8 C 
 
 
UNIDADE 03 
 
 
 
 
UNIDADE 04 
 
QUESTÃO 1 D QUESTÃO 1 C 
QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 A 
QUESTÃO 3 C QUESTÃO 3 B 
QUESTÃO 4 D QUESTÃO 4 E 
QUESTÃO 5 A QUESTÃO 5 B 
QUESTÃO 6 E QUESTÃO 6 E 
QUESTÃO 7 A QUESTÃO 7 A 
QUESTÃO 8 D QUESTÃO 8 C 
 
 
UNIDADE 05 
 
 
 
UNIDADE 06 
 
QUESTÃO 1 E QUESTÃO 1 A 
QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 E 
QUESTÃO 3 B QUESTÃO 3 D 
QUESTÃO 4 B QUESTÃO 4 E 
QUESTÃO 5 D QUESTÃO 5 B 
QUESTÃO 6 D QUESTÃO 6 E 
QUESTÃO 7 B QUESTÃO 7 E 
QUESTÃO 8 C QUESTÃO 8 E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
89 
 
 
REFERÊNCIAS 
ALTIERI, M. A. El “Estado del arte” de la agroecología y su contribución al desarrollo 
rural en América Latina. In: CADENAS MARÍN, A. (ed.). Agricultura y desarrollo 
sostenible. Madrid: MAPA, 1995. p.151-203. 
ANDRADE, R. O. O voo do Falcão. Pesquisa FAPESP, n. 11, 2013. 
https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/09/064 
069_Vants_211.pdf Acesso em 23 Nov. 2020. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE SUPLEMENTOS MINERAIS - ABISM. 
Tecnologia e inovação. 2019. Disponível em: 
http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/agroanalysis/article/viewFile/79653/7620
2 Acesso em 25 Nov. 2020. 
BAEZ, F. A história da destruição cultural da América Latina. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 2010. 
BERTOLLO, M. et al. Geografia Agrária (recurso eletrônico). Revisão Técnica: João 
Paulo Delapasse Simioni – Porto Alegre: SAGAH, 2020. 
BOJANIC, A. A segurança alimentar, a produção agrícola e o desenvolvimento 
sustentável. 2020. Disponível em: https://www.embrapa.br/-/olhares-2030-alan-
bojanic. Acesso em: 20 dez. 2020. 
BONILLA, J. A. Fundamentos da agricultura ecológica: sobrevivência e qualidade de 
vida. São Paulo: Nobel, 259p., 1992. 
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portaria nº 852 - Art. 1º 
Criar a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão – CBAP. Diário Oficial da 
República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 21 set. 2012. Seção 1, n. 184. Disponível 
em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/tecnologia-
agropecuaria/agricultura-de-precisao-1 Acesso em 24 Nov. 2020. 
CAPORAL, F. R., COSTABEBER, J. A. Agroecologia. Enfoque científico e estratégico. 
Agroecogia e Desenvensolvimento Rural Sustentável. Porto Alegre, v.3, n.2, 
abr./junh. 2002. Disponível em: http://www.agraer.ms.gov.br/wp-
content/uploads/2015/05/Enfoque_Cientifico_e_Estrategido_ADRS.pdf. Acesso em: 
31 out. 2020. 
CASTRO, F. Fidel Castro: A História me Absolverá. Trad. De Pedro Pomar. 5 ed., São 
Paulo: Alfa-Omega, 1986. 
CEMA. Digital Farming: what does it really mean? And what is the vision of Europe´s 
farm machinery industry for Digital Farming? Brussels: CEMA aisbl - European 
Agricultural Machinery, 2017. Disponível em: https://www.cema-
agri.org/images/publications/position-papers/ CEMA_Digital_Farming_-
_Agriculture_4.0__13_02_2017_0.pdf. Acesso em: 25 Nov. 2020. 
CPT (Comissão Pastoral da Terra) 2020. Disponível em: 
https://www.cptnacional.org.br/noticias/acervo/massacres-no-campo/112-
rondonia/3952-corumbiara-1995. Acesso em: 21 dez. 2020. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
90 
 
 
DAVID, C. Antropologia das populações rurais. Universidade Federal de Santa Maria. 
2017. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/17126/Curso_Ed-
Campo_Antropologia-Populacoes-Rurais.pdf?sequence=4&isAllowed=y. Acesso em: 
20 dez. 2020 
DELGADO, G.C. A questão agrária e o agronegócio no Brasil. In: CARTER, Miguel 
(Org.). Combatendo a desigualdade social: o MST e a reforma agrária no Brasil. São 
Paulo: Unesp, 2010. 
EHLERS, E. Agricultura Sustentável: origens e perspectivas de um novo paradigma. 2. 
ed. Guaíba: Livraria e Editora Agropecuária Ltda, 1999. 
FERNANDES, B. M. Movimentos socioterritoriais e espacialização da luta pela terra. 
Presidente Prudente, 5, ago. 2005. Disponível em: 
http://www4.fct.unesp.br/nera/publicacoes/Construcaoconceitual.pdf. Acesso em: 
21 dez. 2020. 
FERREIRA, A. L. Reforma agrária e revolução: Cuba e as Ligas Camponesas do Brasil 
nos anos 60 Revista Brasileira do Caribe, vol. X, núm. 19, 2009, pp. 163-189 
Universidade Federal de Goiás Goiânia, Brasil. Disponível em: 
https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=159113063007. Acesso em: 21 dez. 2020. 
FERREIRA, D. A. O. Geografia Agrária no Brasil: conceituaçãoe periodização. Terra 
Livre. São Paulo, n. 16 p. 39-70. 2011. Disponível em: 
http://www2.fct.unesp.br/grupos/nera/usorestrito/Geo_Agraria_Brasil.pdf. Acesso 
em 17 dez. 2020. 
GARMO, M. T. D. Issues concerning integration of unmanned aerial vehicles in civil 
airspace. McLean: Center for Advanced Aviation System Development-Mitre, 2004. 
GASSON, R.; ERRIGTON, A. The farm family business. Wallingford: Cab International, 
290p.1993. 
GONZAGA, H. T. A integração dos dados da luta pela terra como subsídio ao estudo 
sobre o desenvolvimento socioterritorial: pesquisa dataluta. In: CONGRESSO EM 
DESENVOLVIMENTO SOCIAL, 1, Montes Claros, 2008. Disponível em: 
http://www.congressods.com.br/congresso2008/gt_glocalizacao_e_desenvolviment
o/pdfs/Jo ao%20Cleps%20Junior.pdf. Acesso em: 21 dez. 2020. 
HECHT, S. B. A evolução do pensamento agroecológico. In: ALTIERI, M. A. (ed.). 
Agroecologia: as bases científicas da agricultura alternativa. Rio de Janeiro: 
PTA/FASE, p.25-41, 1989. 
IBGE. Censo Agropecuário, 2007. Disponível em: 
https://censos2007.ibge.gov.br/historia-censo-2007/censo-agropecuario. Acesso em: 
20 dez. 2020. 
IBGE. Censo Agropecuário, 2017. 
https://censos.ibge.gov.br/agro/2017/templates/censo_agro/resultadosagro/produt
ores.html. Acesso em: 30 out. 2020. 
IBGE. Censos demográficos de 1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 2000 e 2010. Disponível 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
91 
 
 
em: http://www.sidra.ibge.gov.br. Acesso em: 21 dez. 2020. 
IBGE. Produção da pecuária Municipal, 2015. 
https://brasilemsintese.ibge.gov.br/agropecuaria/efetivos-da-pecuaria.html. Acesso 
em: 01 nov. 2020. 
INAMASU, R. Y., BERNARDI, A. C. C. Agricultura de precisão: resultados de um novo 
olhar. Brasília: EMBRAPA, 2014, Cap. 1, p. 19-33. 
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA - IPEA. Produção e consumo de 
produtos orgânicos no mundo e no Brasil. Brasília, p.52, 2020. 
MARTINS, C. M.P. Movimentos sociais no campo. GEOGRAFIA RURAL. 2020. Disponível 
emhttps://www.cesadufs.com.br/ORBI/public/uploadCatalago/14355218122013Geo
grafia_Rural_aula_08.pdf. Acesso em: 21 dez. 2020. 
MARTINS, J.S. Os camponeses e a política no Brasil Petrópolis: Vozes, 1981. 
MATOS, A. K. V. Revolução verde, biotecnologia e tecnologias alternativas. 
Cadernos da FUCAMP, Campinas v.10, n.12, p.1-17/2010. Disponível em: 
http://www.fucamp.edu.br/editora/index.php/cadernos/article/view/134/120 
Acesso em: 22 nov. 2020. 
MCGRIFFY, D. Make: drones : teach an Arduino to fly. San Francisco, CA: 
MakerMedia, 2016. 
MEDEIROS, L. S. História dos movimentos sociais no campo.— Rio de Janeiro FASE, 
216p.1989. 
MEDEIROS, L.S. História dos movimentos sociais no campo. Rio de Janeiro FASE, 
p.216, 1989. Disponível em: 
http://nmspp.net.br/arquivos/para_leitura/movimentos_sociais_rurais/Historia%20dos
%20Movimentos%20Sociais%20no%20Campo.pdf. Acesso em 15/02/2021 as 11:02 
horas. 
MESQUITA, H. A. Corumbiara: o massacre dos camponeses. Rondônia/brasil 1995. 
Revista electrónica de geografía y ciencias sociales. Universidad de Barcelona. ISSN: 
1138-9788. Depósito Legal: B. 21.741-98, Vol. VI, núm. 119 (41), 1 de agosto de 2002. 
Disponível em: http://www.ub.edu/geocrit/sn/sn119-41.htm. Acesso em: 21 dez. 
2020. 
NEUMANN, P. S., DALBIANCO, V. P. Reforma agrária e a atuação do Estado na 
oferta de serviços de assistência técnica e extensão rural para assentados. In: 
DIESEL, V., NEUMANN, P. S., DE SÁ, V. C. Extensão rural no contexto do pluralismo 
institucional: Reflexões a partir dos serviços de Ates aos assentamentos da reforma 
agrária no RS. Ijuí: Ed. Unijuí, 2012. p. 83-104. 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). 2020. Disponível em: 
https://www.unenvironment.org/pt-br/regioes/america-latina-e-caribe-brasil. Acesso 
em: 20 dez. 2020. 
PETERSEN, P. F., von der WEID, J. M., FERNANDES, G. B. Agroecologia: reconciliando 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
92 
 
 
agricultura e natureza. Informe Agropecuário. Belo Horizonte. v. 30, n. 252,p., 2009. 
Disponível em: 
http://plataforma.redesan.ufrgs.br/biblioteca/pdf_bib.php?COD_ARQUIVO=15790. 
Acesso em: 20 dez. 2020. 
PIMENTEL, V. C. Assentamento é mais que um “projeto”: a assistência técnica nos 
assentamentos rurais. 2007, 150f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais, 
Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) – CPDA, Universidade Federal Rural do 
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007. 
PRADO, A. A. O Zapatismo na Revolução Mexicana: uma leitura da Revolução 
Agrária do Sul. Estudos Sociedade e Agricultura. 144-174, 2003. Disponível em: 
https://revistaesa.com/ojs/index.php/esa/article/view/233/229. Acesso em: 21 dez. 
2020. 
PRUDKIN, G.; BREUNIG, F. M. Introdução: conceitos gerais e apresentação. In: 
GONZALO PRUDKI; FÁBIO M. BREUNIG. Drones e ciência: Teoria e aplicações 
metodológicas. Santa Maria: Editora FACOS-UFSM, 2019. Vol. 1, Cap. 1, p.5-8. 
RECK, A. B.; SCHULTZ, G. Aplicação da metodologia multicritério de apoio à decisão 
no relacionamento interorganizacional na cadeia da avicultura de corte. Rev. Econ. 
Sociol. Rural, v. 54, n. 4, p. 709- 728, dez. 2016. Disponível em: 
https://doi.org/10.1590/1234-56781806-94790540407. Acesso em: 01 nov. 2020. 
ROZA, D. Novidade no campo: Geotecnologias renovam a agricultura. Revista 
InfoGEO, n 11 - jan/fev, 2000. 
SANTOS JUNIOR, W.R. Geografia II: geografia econômica. São Paulo: Saraiva, 2016. 
SCHNEIDER, S. Reflexões sobre diversidade e diversificação agricultura, formas 
familiares e desenvolvimento rural. Rurais. v.4. n.1. 2010. Disponível em: 
https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/ruris/article/view/708/573. Acesso em: 20 
dez. 2020. 
SILVA, R. C. Mecanização e manejo do solo. -- 1. ed. -- São Paulo: Érica, 2014. 
Disponível em: 
<https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536521640/cfi/0!/4/4@0.00:
0.00>. Acesso em 12 de Fevereiro de 2021. 
SILVIA, L. O. As leis agrárias e o latifúndio improdutivo. São Paulo em perspectiva. 
Unicamp. 11(2) 1997. Disponível em: 
http://produtos.seade.gov.br/produtos/spp/v11n02/v11n02_02.pdf. Acesso em 17 
dez. 2020. 
SPERB, P. Como o MST se tornou o maior produtor de arroz orgânico da América 
Latina. BBC News Brasil, Nova Santa Rita, 07 maio 2017. Disponível em: 
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-39775504. Acesso em: 21 dez. 2020. 
VARELA, L. B. Das sesmarias à propriedade moderna: um estudo de história do 
direito brasileiro. Rio de Janeiro: Renovar, 2005. 
WILLER, H.; SCHAACK, D.; LERNOUD, J. Organic farming and market development in 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
93 
 
 
Europe and the European Union. In: WILLER, H.; LERNOUD, J. (Eds.). The world of 
organic agriculture: statistics and emerging trends 2018. Frick: FiBL; Bonn: Ifoam – 
Organics Internacional, 2018.